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Romance

Miguel Sousa Tavares: paixão e intriga sob a linha do equador

Romance de estreia do português retrata São Tomé e Príncipe no fim da monarquia

25 outubro 2015 - 09h00Por Luis Gurgel

Berço de alguns dos escrito­res mais brilhantes da literatura portuguesa, como José Sarama­go e Eça de Queirós, Portugal passou por certa seca de novos e promissores autores no início do novo milênio. Felizmente, este sombrio cenário não persistiu por muito tempo, e um dos res­ponsáveis por esta guinada é do jornalista Miguel Sousa Tavares, que despontou como escritor, no já longínquo 2003, com o seu primeiro romance: Equador.

A história narra os eventos da vida do lisboeta Luís Bernardo, um homem culto, com grandes ideias, mas que até então não havia encontrado a oportunida­de exercê-las. Isto, no entanto, muda quando Bernardo recebe um chamado do Rei D. Carlos I, que o convida a assumir o posto de Governador das ilhas de São Tomé e Príncipe. A sua missão seria atuar no seio das complicadas relações entre os senhores e os seus empregados, que estavam sob o olhar atento dos ingleses, já que as condições de trabalho dos mesmos encon­travam-se próximas à de escra­vidão, e o mundo do início do século XX não mais fazia vista grossa a estea situação.

Imerso neste cenário, Mi­guel Sousa Tavares utiliza o seu já conhecido talento como jornalista para tecer críticas e relatar com grande habilidade fatos históricos, que transpu­seram o leitor para a época. Ao mesmo tempo, descobre-se também o talento como roman­cista do autor, pois o desen­rolar da história de Bernardo prende o leitor do início ao fim. Seja por conta dos confrontos entre os poderes, seja pela api­mentada relação amorosa do português com Ann, esposa de David, o inspector enviado pe­los ingleses e responsável por ditar o sucesso ou falhanço da missão de Luís Bernardo.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana