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	<title>Folha dos Lagos - Cultura</title>
	
	<updated>2026-04-10T10:35:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Coletivo 'Mulherada que escreve' chega ao Charitas com o projeto 'Nossos contos contam]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:35:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O que começa como leitura termina em partilha. É nesse espírito que o coletivo Mulherada que Escreve, em parceria com a Sophia Editora, leva ao público o projeto “Nossos contos contam”, que estreia na próxima terça-feira, dia 14, das 18h às 20h, na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, em Cabo Frio (Av. Teixeira e Souza, 855 - Centro). A iniciativa propõe encontros abertos para leitura e discussão de textos autorais produzidos por integrantes do coletivo durante oficinas literárias realizadas na sede da editora. A entrada é gratuita.

O projeto é idealizado por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloisa Helena Campos, pedagoga e mestre em Educação, autora de “Pelas barbas do Babade – as histórias de um lendário professor” (Sophia Editora, 2021), e Rô Arruda, autora de “Corpo que teu corpo quer” e “Agreste em mim”, além de Bete Buss, Cláudia Freitas e Daniela Assunção, com apoio institucional da Sophia. Na estreia, é Eloisa quem conduz o encontro, em diálogo com o público sobre os textos e seus processos de criação.

A origem de tudo remonta ao Círculo de Leitura da Sophia, que há mais de três anos reúne integrantes do coletivo em encontros dedicados à literatura. O desejo de avançar dessa leitura compartilhada para a escrita levou à criação das oficinas literárias, que formaram um grupo ativo de autoras. No ano passado, essa movimentação já havia transbordado para o espaço público com o projeto Leituras no MART, voltado à leitura de contos de grandes autoras. A boa recepção abriu caminho para um novo passo: levar ao Charitas leituras e textos próprios, expondo assim o processo de criação.

"Com o sucesso dessa iniciativa, foi um pulo para pensarmos o Leituras no Charitas, só que com a finalidade de levar os textos produzidos na Oficina de Escrita para partilhar com o público o processo de criação dos escritores", explicam, juntas, Eloisa e Rô, reforçando o caráter coletivo da ideia. A escolha do espaço, segundo as organizadoras, encontrou acolhida imediata.  "Encontramos no Charitas uma acolhida e incentivo maravilhosos para pôr em prática o projeto", acrescentam.

A parceria com a editora também se sustenta em afinidades construídas ao longo do tempo, tanto no campo da leitura quanto da escrita. O grupo destaca o papel da Sophia como um espaço que articula formação, produção e circulação literária. 

"A escrita proporciona um espaço muito precioso de partilha de experiências individuais e coletivas, de busca e constituição de identidades e de ocupação de lugares de falar", avaliam.
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			<title><![CDATA[Espetáculo 'Vamos Vadiar' retorna aos palcos com apresentações no estado do Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-04-02T12:59:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[O espetáculo “Vamos Vadiar” retorna aos palcos em 2026 com uma nova adaptação e apresentações em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. Após sessão no Teatro Popular de Rio das Ostras, no dia 20 de março, as próximas apresentações serão no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, no dia 3 de abril, e no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), em Maricá, no dia 17 de abril.

A montagem teve sua primeira apresentação em sessão única no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, em 2 de dezembro de 2023.
 Realizado sem patrocínio ou apoio financeiro, o espetáculo reuniu aproximadamente 180 pessoas, demonstrando o interesse do público por propostas artísticas ligadas à cultura popular e às tradições afro-brasileiras.

“Vamos Vadiar” é um musical que reúne música ao vivo, dança e teatro, propondo uma experiência sensorial e coletiva inspirada em manifestações culturais africanas em diáspora no Brasil. As cenas são conduzidas por diferentes instrumentos, como tambores, agogôs, berimbaus e violão, que acompanham danças e ritmos de tradições populares como capoeira, jongo, coco, samba de roda, afoxé e maracatu, além de momentos de interação com a plateia.

A dramaturgia utiliza a metáfora do rio e de suas margens, evocando a água como guardiã da memória, o ventre feminino como espaço de proteção e origem, e a ginga como expressão do corpo que resiste. O espetáculo propõe uma reflexão poética e política sobre a ancestralidade, os territórios culturais e os saberes que nascem e se fortalecem em espaços historicamente marginalizados. A escolha da vadiagem como tema central surge como gesto de resistência e afirmação cultural. No espetáculo, a vadiagem é apresentada como um modo de viver que questiona as lógicas produtivistas da sociedade contemporânea, valorizando o tempo, a conexão com a natureza e os conhecimentos ancestrais.

Ao mesmo tempo, a obra denuncia o uso exploratório dos corpos negros e periféricos e celebra o reencontro ancestral de corpos vadios como forma de amor, memória e resistência. Os intérpretes são integrantes do Coletivo Vadeia Aldeia, grupo cultural criado em 2021, na cidade de São Pedro da Aldeia.

O coletivo é formado majoritariamente por pessoas negras — educadores, capoeiristas, artistas e brincantes da cultura popular — que se dedicam à pesquisa, ao compartilhamento e à difusão de manifestações culturais afro-brasileiras, sempre em diálogo com mestres e mestras das tradições populares. O espetáculo também conta com a participação de artistas convidados: Alex Salles, Jotta Percussão, Mayla Árvore, Nina Estrela, Renata Magrela e Vinicius Lobo.

O espetáculo “Vamos Vadiar” é um evento com ações de democratização e acessibilidade. Entre as medidas, estão a contratação de intérpretes de Libras e a gratuidade para estudantes de escolas públicas.

A Circulação “Vamos Vadiar” é fomentada pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio com recursos da Lei Aldir Blanc.

Detalhes da apresentação, estarão disponíveis na página do Coletivo Vadeia Aldeia no Instagram, perfil @vadeia_aldeia.
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			<title><![CDATA[Março marca retomada das atividades do projeto "N'GOMA IAIÁ!", do Coletivo GRIOT, de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-31T17:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mês de março marcou a retomada das atividades do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, dentro do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", que promove oficinas de percussão feminina e atividades itinerantes de formação cultural.

Após um período de recesso, foram reiniciadas as oficinas de percussão, às segundas-feiras; e de dança afro, às quintas, no espaço GRIOT, próximo à rodoviária, sempre das 19h às 20h30. Ainda há vagas em aberto e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (22) 99953-1204.

Além  disso, o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, foi repleto de atividades, incluindo uma apresentação de Maracatu na abertura da 35ª Semana Teixeira e Sousa, em Cabo Frio, juntamente com o Grupo Tambor de Cumba (RJ). Na mesma data, foi feito o primeiro ensaio aberto visando ao grande cortejo, que será realizado no Canto do Forte, no dia 31 de maio. 

Ambas as atividades contaram com a participação da Mestra Aninha Catão, bailarina e coreógrafa do Maracatu Tambor de Cumba (RJ) e do Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico (PE).

Ainda como parte da programação da Semana Teixeira e Sousa, o Coletivo GRIOT, por meio do Tambor do Iaiá, promoveu uma roda de Jongo e Coco para o público que acompanhava o evento literário e cultural na Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio. Colocando em prática os ensinamentos de dança e percussão passados pela Mestra Márcia Fonseca, também foi feita uma apresentação coreográfica, de representação dos orixás.

As atividades e ensaios visando ao cortejo continuam nas próximas semanas e, além das oficinas regulares, a programação conta com outros dois ensaios abertos, marcados para os dias 11 de abril e 23 de maio.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, em escolas da rede pública de Cabo Frio e na Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo, no bairro Monte Alegre.

"O projeto é uma forma importante de levar essa formação cultural, que é tão discriminada na sociedade, de forma mais ampla. A gente vai trabalhar com os terreiros, nas escolas, e na periferia de Cabo Frio. Essa forma ampla de trabalhar a formação cultural visa atrair mulheres e pessoas que se identificam com a proposta", destaca a diretora-geral do projeto e do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, professora e Mestra Márcia Fonseca.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O calendário de atividades também está disponível pelo link https://drive.google.com/file/d/1NIC0Z_PrF2qfKX90dL5rHsB5_jdZNRJ6/view?usp=drivesdk e nas redes do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT: @griot_cabofrio e @tambordeiaia_griot. 

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" tem o apoio da Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo; da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

Sobre o GRIOT: 

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas.  

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Encenação da Paixão de Cristo nesta sexta-feira (03)

]]></title>
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			<updated>2026-03-30T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[ Prefeitura de Cabo Frio e a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção vão realizar mais uma vez a Encenação da Paixão de Cristo, um marco de cultura e fé que movimenta o Largo Santo Antônio durante o feriado religioso. A apresentação acontecerá na sexta-feira santa (03), às 21h.

O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, destacou a importância de um dos eventos religiosos mais tradicionais da cidade e dos trabalhos conjuntos com a Paróquia para tornar viável a realização dessa celebração de cultura e fé.

“A celebração da Paixão de Cristo é um marco de fé dentro da programação da Semana Santa. Trabalhamos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Assunção para unir forças e dedicação, para mais vez proporcionarmos esse espetáculo que sempre foi um atrativo religioso em nossa cidade, além de ser uma essencial representação de fortalecimento da fé cristã”, disse.

Retratando a peregrinação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Encenação da Paixão de Cristo em Cabo Frio vai reunir 79 pessoas nos papéis principais, 35 figurantes, uma equipe geral de organização e figurinos, com oito participantes, e 20 encarregados pela montagem e desmontagem dos cenários. Serão três palcos para retratar os atos, a ressurreição acontecerá no alto do Morro da Guia.
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			<title><![CDATA[Contos de Machado de Assis chegam ao teatro de Cabo Frio pela primeira vez]]></title>
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			<updated>2026-03-26T08:30:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29) o Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3 – Parque Burle – Cabo Frio) vai receber o projeto “Te conto em cena”. A programação será composta por três espetáculos com textos do escritor Machado de Assis adaptados pelo diretor, professor, encenador e dramaturgo Leonardo Simões. Celebrando 15 anos desde a sua primeira temporada, o projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ.

Nesta sexta, às 20h, a programação será aberta com os contos “A cartomante”, “Missa do galo” e “O espelho”. No sábado, no mesmo horário, serão encenados “A causa secreta” e “O enfermeiro”. Encerrando a programação, no domingo às 19h, será apresentado um conto cômico chamado “Ernesto de Tal”. Ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia, ou solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível). As apresentações variam entre 50 e 70 minutos.

Todos os espetáculos possuem classificação etária acima de 13 anos, e serão apresentados pelo mesmo elenco que compõe o projeto há 15 anos: Luiz Filipe Carvalho, Pedro Maia e Raquel Penner, que além de atriz também é produtora teatral, e circula há cinco anos com o monólogo “Cora do Rio Vermelho”, que retrata a vida e obra de Cora Coralina. A peça já passou por mais de 20 cidades brasileiras, e recentemente ganhou o Prêmio Cenym de Teatro Nacional como Melhor Monólogo do Ano 2024.

No palco os três atores dividem os mesmos recursos cênicos, e utilizam uma linguagem mais contemporânea, que apresenta nuances que variam entre o épico e o dramático, mas sem o rigor de reconstrução de época. As encenações são despojadas, contando apenas com quatro cadeiras como principal elemento de cenografia, valorizando apenas os artistas e a palavra, ressaltando o caráter atemporal da obra machadiana.

Além das apresentações, o também projeto vai promover uma oficina teatral gratuita com Leonardo Simões. A Oficina “Conta e Faz – noções básicas do teatro narrativo” propõe a realização de jogos teatrais e improvisações, tendo como estímulo criativo os fragmentos de alguns dos contos de Machado de Assis, incluindo os que foram adaptados para o projeto “Te Conto em Cena”.

Tendo como base a metodologia improvisacional de Viola Spolin, e técnicas narrativas praticadas por Leonardo, serão desenvolvidas ainda as habilidades de fisicalização de personagens, agilidade verbal e contracenação, a partir dos aspectos principais da cena, mesclando elementos de narração e de ação dramática. O encontro acontece neste sábado, no Teatro Quintal, e terá quatro horas de duração. São apenas 20 vagas disponíveis para maiores de 18 anos, e para participar é preciso fazer inscrição prévia através de um link disponível no instagram @‌tecontoemcena.

O projeto também terá ações de acessibilidade (com intérprete de Libras em todas as apresentações), debates, ingressos solidários, distribuição gratuita de ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino e projetos sociais. O objetivo é ampliar a experiência e democratizar o acesso do público. Realizado pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas, o espetáculo tem cenografia, figurinos e adereços assinados por Patrícia Delvaux e Nívea Faso; sonoplastia por Leonardo Simões e iluminação por Raphael Grampola. O cenotécnico é com Carlos Augusto Campos e Leandro Ribeiro; assistência de produção e operação de som, Rafa Barcelos; designer e fotografia, Bianca Oliveira; mídias sociais, Lyana Ferraz e produção local (Cabo Frio), Fábio Dajô.

O “Te Conto em Cena” teve sua estreia em 2011, com quatro bem sucedidas temporadas. A primeira, de quatro meses, ocorreu no Castelinho do Flamengo. Com excelentes críticas de especialistas em cultura, o projeto passou a fazer sessões duplas de quinta a domingo, com fila de espera na porta do Castelinho. Depois passou pelo Teatro Municipal de Niterói e seguiu para uma curta-temporada com sessões duplas no Espaço da Cia. dos Atores, na Lapa. Também ficou por dois meses no Solar de Botafogo. Nos anos seguintes, através do Patrocínio da Eletrobras (Lei Rouanet e do Prêmio FUNARTE Teatro Myriam Muniz), o projeto alcançou o público nas cidades de Cuiabá e Chapada dos Guimarães (MT); Porto Velho e Cacoal (RO); João Pessoa e Campina Grande (PB); Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA).
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			<title><![CDATA[Luto: escritor cabo-friense Célio Mendes Guimarães, aos 96 anos, deixa legado de amor à literatura]]></title>
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			<updated>2026-03-22T20:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 96 anos, o escritor e poeta cabo-friense Célio Mendes Guimarães declarou em prosa e verso seu amor às letras. Foram mais de 300 obras lançadas. 

— É uma questão de dom, de criação. É bastante divino. A inspiração existe. Precisamos é buscar por ela. Para termos as coisas, temos que luta — disse em entrevista publicada pela Folha dos Lagos em 2021, quando o escritor tinha 91.

Célio Mendes Guimarães morreu na manhã de domingo (22). O velório aconteceu na Sociedade Musical Santa Helena. O velório será na manhã de segunda (23). 

Célio Guimarães recebeu em 2011 o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj), por indicação do então deputado Jânio Mendes. Outra de suas inúmeras honrarias recebidas foi a medalha Victorino Carriço, concedida pela Câmara de Cabo Frio. Além disso, ocupou a cadeira 37 da Academia Cabo-friense de Letras.

Nas redes sociais, muitos amigos e admiradores prestaram homenagens. "Meu amigo querido se foi. Agora descansa no celestial. Obrigado por tanto poeta Célio Guimarães. Quanto aprendizado, quantas estórias boas e quantos risos. Um abraço afetuoso pra Susana e pra toda família. Até um dia meu querido prosador e poeta Célio Guimarães", escreveu a memorialista e ex-secretária de Cultura Meri Damaceno. 

"Hoje nos despedimos com tristeza, mas também com gratidão por tudo o que ele representou e construiu. Sua obra, seu exemplo e seu amor pela literatura permanecerão vivos em cada palavra, em cada encontro e em cada novo escritor que surgir inspirado por sua caminhada", postou o coletivo Flores Literárias. 

Evangelos Pagalidis também enalteceu o escritor. "Foi um marido dedicado, pai amoroso e avô exemplar. Seguindo o legado de seu pai, Clodomiro Guimarães, músico e fundador da Sociedade Musical Santa Helena, Seu Célio foi um guerreiro. Arrimo de família, orientou seus irmãos, tanto no caminho da música como na profissão de barbeiro. Já era um profissional de sucesso, com filhos se formando, quando resolveu voltar aos estudos, que havia interrompido ainda no primário, para ajudar a família. Sem queimar etapas, foi avançando até se formar em letras, pela Ferlagos, com louvor! Ao se lançar como escritor, iniciou uma carreira literária impressionante, sendo considerado atualmente o escritor cabo-friense recordista de publicações. Como amigo de seus filhos, na juventude, amizades de uma vida inteira, pude acompanhar bem de perto sua trajetória. Foi-se um grande homem, um ícone de nossa cidade!". 
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			<title><![CDATA[35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir deste fim de semana até o dia 28 deste mês Cabo Frio vai celebrar o legado e a obra de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa. Homem negro, o cabo-friense nascido em 1812 foi um escritor, poeta e dramaturgo, autor do primeiro romance brasileiro: O Filho do Pescador (1843). Em maio de 2024 o livro ganhou uma versão anotada através da Sophia Editora. A obra de 180 páginas traz 595 notas explicativas e resgata o legado do autor, que faleceu em 1861, aos 49 anos. Toda essa trajetória será lembrada durante a XXXV Semana Teixeira e Sousa, que terá abertura com solenidade oficial neste sábado (21), às 13h, no busto do escritor, na Praça Porto Rocha, com a apresentação do projeto “Os Teixeiras”, sob direção de Ítalo Luiz, seguida por um cortejo de Maracatu com o grupo Tambor de Cumba.

Criada por meio da Lei Municipal nº 1.106/91, a Semana Teixeira e Sousa faz parte do calendário oficial do município desde 2012, e passou a constar também no calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro pela Lei Estadual nº 6.290/12. Em sua 35ª edição, as atividades serão conduzidas e desenvolvidas utilizando a obra “Cornélia” como base. O evento tem apoio da Prolagos e do Convention Bureau de Cabo Frio.

Neste sábado (21) as atividades na Praça Porto Rocha começam antes da abertura oficial do evento: das 10h às 16h, o artista Reinaldo Caó comanda o workshop "Pintando na Feira". Na Tenda Principal, às 14h, começa a Feira Literária com lançamentos de autores locais e o Fórum Ubuntu. Às 15h, a mesa redonda principal reúne o Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira, Flavia de Jesus e José Leandro Junior, com mediação de Guilherme Teixeira. A noite encerra com um ato pelo Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial às 18h e o Samba do Quilombo às 20h. No domingo (22), às 10h, a Praça Porto Rocha recebe roda de conversa sobre o autor, distribuição de mudas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, além das oficinas de trança com Jessica Menezes e de forró com o projeto Forró na Praça.

Segunda-feira (23), das 9h às 11h, o projeto “Os Teixeiras” se apresenta na Escola Municipal Teixeira e Sousa. Na Praça Porto Rocha, às 14h tem contação de histórias por Andreia Fernandes e Marcia Fonseca, seguida de lançamentos literários às 16h e apresentação do Jongo Grupo Griot. Às 18h, a mesa de debates recebe o Prof. Dr. André Santana, a escritora Dominique Magalhães e a Profª Dra. Rosane Romão. O encerramento será com Leo Dioli às 20h.

Na terça-feira (24), após a apresentação matinal (9h às 11h) na Escola Municipal Talita Perelló, a Praça Porto Rocha recebe (às 14h) a contadora Rosana Andreia e o Maestro Sergio Gabriel. Após os lançamentos de livros às 16h, a mesa das 18h conta com as professoras Silvia Rohen, Virginia Lane, Jaqueline Brum e o professor Bruno Rodrigues Severino. A noite termina com o Grupo de Capoeira Vozes da África. Quarta-feira (25) a programação começa na E.M. Wanda Roque das 9h às 11h. Na praça, Luanda Oliveira comanda a contação de histórias às 14h. Às 18h, a mesa de debate reúne os doutores Ana Carolina Barreto, Renato Oliveira e Maria de Fatima Moura. As apresentações culturais ficam por conta da Cia de Dança Lua Afro e da cantora Paula Azevedo, com samba de terreiro.

No dia 26 (quinta-feira) o projeto “Os Teixeiras” visita o C.E.M. Marli Capp pela manhã. À tarde, na praça Porto Rocha, Alda Dutra faz a contação de histórias às 14h. A mesa das 18h será mediada por Sérgio Nogueira (Imupac) e contará com Carla Renata Gomes (Ibram), Carina Mendes (Iphan), Rafael da Costa Chagas, Leandro Correia, Taissa Ferraz e Glaucia Gomes de Azevedo. A música fica com o Pagode da 12.

No dia 27 haverá celebração do reconhecimento do autor pelas Academias de Letras. A atividade escolar será na E.M. Amena Mayall (9h às 11h). Na praça, Rosana Silva conta histórias às 14h, seguida pelo lançamento de livros. Às 17h, apresentam-se Macedo Griot e o projeto “Os Teixeiras”. Às 18h, a mesa reúne Rose Fernandes (ACL), Vinicius Grijó (Alacaf) e Janaina Nery (Colap). O dia encerra com o Sarau das Flores Literárias e apresentação de Keren-Hapuk. O encerramento no sábado (28) terá múltiplos palcos. Em Tamoios, o Shopping Unapark recebe o projeto “Os Teixeiras” e palestrantes locais às 15h. Na Praça Porto Rocha, os lançamentos de livros ocorrem das 14h às 20h. No Charitas (Museu José de Dome), às 16h, haverá o recital da pianista Raquel Paixão pelo projeto Jovens Pianistas. A semana termina no Palácio das Águias, das 18h às 22h, com a Mostra Cabofriense de Artes Negras Abdias Nascimento e o Baile Charme.
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			<title><![CDATA[E se as crianças trocassem as telas por uma aventura literária em Cabo Frio?]]></title>
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			<updated>2026-03-16T14:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em tempos de algoritmos e reels infinitos, uma coleção de lançamentos literários chega com uma proposta ousada: devolver às crianças o prazer do imprevisto, do encontro com a história regional e da imaginação que não cabe nas telas. E o mais surpreendente é que, desta vez, a aventura começa em Cabo Frio.

A Sophia Editora acaba de lançar o kit exclusivo com os títulos Vovô e o Pinguim, de Bárbara Secco; História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri; e Poemas Sortidos, de Silvana Lima. A oferta está disponível em combo com 17% de desconto. Um bom incentivo para uma tarde de leitura em família.



Um pinguim, um pescador e uma memória de família

O primeiro lançamento tem raízes verdadeiras na memória afetiva da cidade. Vovô e o Pinguim, escrito por Bárbara Secco e ilustrado por Julia Miranda Louzada, narra a amizade improvável entre um pescador e um pinguim que se encontram entre as ondas e constroem, dia após dia, um laço encantador.

No posfácio, Bárbara conta a origem real da história: "Nos anos de 1950, em Cabo Frio, meus tios-avôs Celso e Otacílio Ferreira resgataram um pinguim perdido na Praia do Forte e o levaram para casa. Nêgo, como foi batizado, passou a viver no quintal, junto com os cachorros e galinhas." Uma história que começa no fato e termina em poesia — cristalina, como só o litoral sabe ser.

Descobrir a própria cidade também é aventura

História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri, com ilustrações de Yuri Vasconcellos, convida o leitor a um passeio em família pela Praia do Forte, o Morro da Guia e o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART). Quem guia o percurso é Liz, uma menina que vai descobrindo, a cada esquina, que a cidade onde mora tem muito mais camadas do que parece.

Quando as palavras viram brincadeira

Em Poemas Sortidos, Silvana Lima leva as crianças a um carnaval de palavras onde nada funciona como o esperado. Uma lua que resolve se fazer de barco. Um verso que termina onde ninguém apostaria. Rimas que saltam da página como se tivessem vida própria.

Silvana escreve para crianças desde os anos 1990 e aprendeu, nesse tempo todo, a falar com elas sem condescendência. Seus poemas pegam também os adultos de surpresa — quem lê em voz alta antes de dormir costuma terminar rindo sem saber bem por quê.

As ilustrações são da própria autora, feitas com recorte e colagem de papel. 

Uma cidade que é cenário e personagem

Juntos, os três livros formam um convite para que as famílias cabo-frienses se entusiasmem com a memória cabo-friense. Adquira o combo completo aqui.
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			<title><![CDATA[Educação: Sepe exige diálogo e dá últimato a governo de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-09T14:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em assembleia por videoconferência convocada pelo Sepe Lagos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, Núcleo Lagos), profissionais da rede municipal de Cabo Frio aprovaram, nesta terça-feira (3), o início de um estado de greve. A categoria denunciou que sofre há quase quatro anos sem recomposição salarial, situação agravada pelo não pagamento de enquadramentos por formação e progressões previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), além das precárias condições de trabalho nas escolas. 

– O estado de greve foi aprovado como forma de pressionar o governo a abrir negociação formal com o Sepe. Não se trata de paralisar as atividades agora, mas sim avisar à administração municipal de que se não houver diálogo a categoria poderá realizar movimentos grevistas – explicou a coordenadora geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga. Segundo ela, também foram deliberadas panfletagens nas escolas, intensificação da mobilização nas redes sociais, denúncias aos órgãos de controle e novas iniciativas jurídicas.

Denize contou que, durante a assembleia, os trabalhadores criticaram a não convocação dos aprovados no último concurso público, mesmo diante da carência de profissionais, o que tem impactado a rotina escolar e o aprendizado dos estudantes. Segundo ela, atualmente o município possui mais de 1500 vagas reais destinadas a servidores concursados.

– São vagas que foram criadas a partir da criação de novas turmas, de escolas que foram inauguradas, por pessoas que faleceram ou que foram exoneradas… Só no quadro de auxiliar de classe são mais de 1500 vagas reais que estão sem ninguém há mais de 20 anos. São vagas destinadas a profissionais concursados e que não podem ser ocupadas por contratos temporários. Mas a Prefeitura de Cabo Frio está colocando contratos temporários para preencher essas vagas – denunciou Denize.

À Folha, a coordenadora do Sepe Lagos disse que durante a assembleia foram relatadas diversas perseguições a servidores readaptados: “eles estão sendo levados a trabalhar mesmo doentes, por medo de represálias”, contou.

Outro ponto apontado no encontro virtual foi a falta de diálogo com o governo municipal. De acordo com o sindicato, o prefeito Serginho Azevedo nunca recebeu a categoria. Já a Secretaria Municipal de Educação (Seme), sob comando de Alessandro Teixeira, teria realizado apenas uma audiência formal, em março do ano passado, mas sem dar qualquer tratamento às demandas apresentadas naquela ocasião.

Durante o debate, servidores da educação cabo-friense também relataram perseguições administrativas, entraves na vida funcional e dificuldades para resolver problemas básicos nas unidades escolares. Integrantes de equipes diretivas que participaram da assembleia fizeram duras críticas com relação à forma com que a Secretaria de Educação conduziu as unidades escolares nos últimos temporais que penalizaram a cidade com diversos pontos de alagamento. Houve ainda denúncia de que profissionais foram convocados reiteradamente para tratar de assuntos de trabalho durante o período de férias.
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			<title><![CDATA[Musical sobre Noel Rosa estreia no próximo dia 20 em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-03-07T10:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A vida, a poesia e o legado de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira vão ganhar os palcos da Região dos Lagos este mês. Produzido em Cabo Frio, o espetáculo teatral musicado “Não Quero Choro Nem Vela: Vida e Obra de Noel Rosa” tem sua estreia oficial confirmada para o próximo dia 20, às 20h, no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia. Durante duas horas a montagem vai celebrar o aniversário de 115 anos do compositor, propondo um encontro sensível com a trajetória do "Poeta da Vila", revisitando clássicos que atravessam gerações. Os ingressos custam R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), e estão à venda pelo site Sympla. A classificação indicativa é 16 anos.

Com texto assinado pelo roteirista Geraldo Afonso e direção do ator Daniel Ericsson (do filme “Ainda Estou Aqui”), a produção da Samburá Multiartes é fruto de anos de pesquisa. O título é uma referência direta à música “Fita Amarela”, carregando uma forte carga simbólica sobre a filosofia de vida de Noel, que faleceu precocemente aos 26 anos.

– Noel Rosa, ao invés de preservar a saúde, preferiu viver intensamente. Não se preocupava com a morte. O que realmente queria era “uma fita amarela gravada com o nome dela”. Na sua curta passagem por este mundo, foi boêmio contumaz. Homem de muitas mulheres, minou sua saúde desfrutando da vida noturna na Lapa e participando de serenatas pelos bairros de Vila Isabel, Tijuca e adjacências, além de ser viciado em bebidas geladas, de preferência a cerveja Cascatinha. Quando estava em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca da cura para a tuberculose, o que disse para tia reflete sua filosofia de vida. A tia o aconselha: “Você tem que se cuidar, Noel”. Ao que ele lhe respondeu: “Quem muito se cuida, pouco vive” - relembra Geraldo.

O roteirista revelou que o espetáculo começou a ganhar forma em meados do ano passado, originalmente como uma peça em três atos que se mostrou inviável pelo alto custo. O desafio atual foi sintetizar as 259 músicas registradas e a biografia densa do artista em uma apresentação dinâmica.

– Foi difícil escolher 26 músicas para o espetáculo. A vida dele daria uma série na Netflix. Sua infância, a passagem pelo Colégio São Bento, os prostíbulos aos 15 anos, a briga musical com Wilson Batista e as mulheres que foram suas paixões. Noel tinha três grandes paixões na vida: a música, a boemia e as mulheres – contou o roteirista.

A montagem destaca a potência artística da Região dos Lagos. Segundo o diretor Daniel Ericsson, o processo de seleção do elenco buscou artistas que tivessem familiaridade com a música, o canto ou a dança para materializar o texto de Geraldo.

– Nossa região tem pouco fomento à cultura, o que nos deixa talvez com a falsa impressão de escassez artística. Não é o caso. Temos uma profusão de artistas de primeira categoria. Alguns são artistas solos em suas carreiras, e no nosso processo os talentos convergem para o bem maior que é o espetáculo. Quero aproveitar ao máximo o talento de cada um a serviço do espetáculo – explicou o diretor.

No palco estarão Kéren-Hapuk, Roberta Sant’Anna, Manuela Dominato, Diego Vivas, Yuri Vasconcellos, Simon Soul e Gustavo Seabra. A sonoridade do universo de Noel ganha vida com os músicos Miguel R. Hevia e Vitalino. Para Daniel, o musical funciona como uma ponte entre o passado e o presente.

– O espetáculo apresenta situações de vida boas e difíceis vividas pelo artista. Suas dores são a tinta com a qual ele escreve suas letras e seus amores são as notas com que desenha suas melodias. É um elo entre o então e o agora. Tudo o que se conta é perspectiva das personagens que travaram contato com a pessoa Noel Rosa, de modo que ao mesmo tempo o mito é desmistificado, revelando a humanidade – destacou Daniel.

Após a estreia em São Pedro da Aldeia, o musical seguirá em circulação por teatros e clubes da Região dos Lagos, Região Serrana, Niterói e Rio de Janeiro. Para isso, a produção busca captação de apoio financeiro junto ao empresariado local. O diretor lamenta, no entanto, a falta de equipamentos na cidade de origem do projeto.

– Nossa estreia oficial será no dia 20 de março, no teatro de São Pedro da Aldeia, já que em Cabo Frio não temos um equipamento público para isso. É uma pena que na cidade onde o espetáculo está sendo construído não haja um teatro ativo - avaliou o diretor.
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			<title><![CDATA[Fim de semana tem espetáculos de improviso no Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-05T12:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (6) o Teatro Quintal, no Parque Burle, em Cabo Frio, recebe dois espetáculos de improviso realizados pelo Laboratório de Atuação Cênica Ensina Encena. As apresentações trazem trabalhos distintos para os públicos infantil e adulto, com sessões que seguem até domingo.

A programação começa nesta sexta-feira, às 20h, com o espetáculo "Ensina Encena Improviso Crias". No palco, alunos de 7 a 11 anos utilizam jogos teatrais para mostrar a espontaneidade e a criatividade das crianças. Com classificação livre, a peça propõe uma descoberta mútua entre os pequenos atores e a plateia, onde a imaginação conduz as cenas.

Já no sábado (7) e no domingo (8), às 19h30, a turma adulta apresenta "Como Nasce Um Vilão". Com classificação de 12 anos, o trabalho utiliza o formato de improviso longo, onde provocações lançadas ao vivo criam caminhos, relações e reviravoltas inéditas a cada sessão.

O Teatro Quintal fica na Rua Américo Ferreira da Silva, nº 3, e a capacidade é de 50 lugares por apresentação. O valor dos ingressos é de R$ 30 (preço único de meia-entrada para todos). As reservas devem ser feitas pelo WhatsApp (21) 99305-1000.
 
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			<title><![CDATA['Leituras no MART' retorna em 2026 com foco na Memória e Identidade Feminina]]></title>
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			<updated>2026-03-02T13:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após o sucesso de quatro edições dedicadas ao tema “Memória” no último ano, o projeto “Leituras no MART” retoma seu cronograma em 2026, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram). O primeiro encontro da nova temporada acontece na próxima terça-feira, 3 de março, às 18h, na nave histórica do museu.  

O projeto é uma iniciativa independente idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), além de Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). A ação conta com o apoio institucional da Sophia Editora. 

Para abrir o semestre, o grupo selecionou o conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado. A escolha é emblemática: a escritora mineira foi a grande laureada do Prêmio Camões em 2024, consolidando-se como uma das vozes mais importantes da literatura em língua portuguesa. 

Em 2025 o projeto mergulhou em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o primeiro semestre de 2026 propõe uma imersão no tema “Memória e identidade feminina”. O objetivo é privilegiar contos de autores diversos que lancem luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil. 

O formato, que já se tornou marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional. Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes doação de livros e conversas literárias. 

As sessões do Leituras no MART ocorrem sempre na primeira terça-feira de cada mês, mantendo o compromisso de ocupar o museu com literatura e troca de saberes. 

SERVIÇO: 

Evento: 5ª edição do Projeto Leituras no MART 

Obra: Conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado 

Data: 03 de março de 2026 (terça-feira) 

Horário: 18h 

Local: Nave do MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) 

Entrada: Gratuita 
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			<title><![CDATA[Sob gestão feminina, Bloco Parókia celebrou 55 anos de carnaval com público recorde]]></title>
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			<updated>2026-02-28T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Oficialmente o carnaval de 2026, em Cabo Frio, ainda não acabou (a programação prevê desfile de blocos até o dia 1º de março), mas já entrou para a história do Bloco Parókia. Este ano a agremiação completou 55 anos de fundação, e se consagrou como um fenômeno de público e organização. De acordo com a presidente, Fernanda Carriço, aproximadamente sete mil pessoas foram atrás do Parókia pelas ruas de Cabo Frio somente no domingo de carnaval: esse, segundo ela, é o maior público da história da agremiação, que chegou a encerrar as atividades após a pandemia.

Em entrevista à Folha, ela detalhou os desafios de "reacender" uma instituição que estava “morta”, e contou  como o olhar feminino trouxe ordem à bateria, harmonia com a vizinhança e proporcionou uma união inédita entre os músicos e blocos locais. Entre a valorização dos talentos da terra e o sonho de fundar uma escola de sopro, Fernanda contou que, em sua gestão, o Parókia passou a caminhar de mãos dadas com a inovação e o compromisso social.

Folha - Como você avalia esses anos à frente do Parókia?
Fernanda - Eu conheci o Parókia em 2011, se eu não me engano. Eu estava no programa do Amaury Valério, e conheci o maestro Gessé: me aproximei dele, conheci o Parókia, me apaixonei, e me voluntariei a ajudá-lo a manter o bloco. Comecei a ajudar com estrutura, catando, pedindo… Eu acompanhei a luta do Gessé, e o meu amor pelo Parókia foi só crescendo. Há quatro anos, no pós pandemia, o Parókia tinha parado sem perspectiva de voltar: a diretoria tinha sido dissolvida e o Parókia não tinha mais ninguém. Gessé tinha ido embora para São Paulo, e eu me vi diante de um Parókia morto. E aquilo me matou por dentro, porque alguma coisa em mim falava que eu não podia deixar isso acontecer. No carnaval de 2022 o então prefeito José Bonifácio pediu para me chamar, pediu para eu fazer o carnaval, pelo menos um dia. Eu assumi e fiz um dia de Parókia. Foi um dia que a gente não saiu, se não me engano, só um concentra, para não deixar de ter. A partir dali eu não consegui mais sair e acabei assumindo, sendo eleita presidente, e assim estou oficialmente há três anos. São quatro anos à frente do Parókia. Quatro anos que mudaram completamente a minha vida pessoal e profissional. O Parókia entrou de uma forma avassaladora na minha vida. Foram anos de muita luta para reacender o Parókia, que estava morto praticamente, e torná-lo ainda maior do que já era.

Folha - Quais foram as principais conquistas da sua gestão?
Fernanda - Eu acho que passam por muitos fatores. A principal foi conseguir a união dos músicos e de vários blocos com o Parókia. Quando eu assumi estava tudo muito solto, cada um com seu bloco. E o Parókia é a mãe de todos, o pai de todos. Então fui procurar pessoas de outros blocos para propor uma união de carnaval de rua: com o Discaralha, Cê é Filho de Quem, da Farinha... E o Parókia hoje é maior do que quando eu assumi. Nesse carnaval, por exemplo, a gente botou sete mil pessoas (na rua) num domingo de carnaval. Então o bloco se tornou muito grande. Nesses quatro anos que eu faço, eu percebo essa diferença, estando diretamente à frente. Imagina anteriormente. Eu acho que essas sejam minhas maiores conquistas.

Folha - Quais foram os maiores desafios enfrentados nesse período?
Fernanda - Os desafios são inumeráveis. A começar por mim mesma, né? Eu, Fernanda, jornalista, pegar a presidência do maior bloco da cidade, que estava parado, e botar pra cima, pra frente. Eu acho que esse foi o meu maior desafio. Lidar com muitas pessoas ao mesmo tempo pra que isso acontecesse, ter jogo de cintura, engolir muitos sapos, questão de ser mulher também, né? Nesse mundo do samba a maioria é composta de homens, e não é simples eu, no meu 1,60m de altura, brigar com várias forças pelo Paróquia. São muitos os desafios, mas Graças a Deus eu tenho tido força para enfrentar todos. Mas a gente também tem que ver o lado bom da coisa. E o lado bom disso tudo é a união de várias pessoas que ajudam o Parókia, que fazem tudo pelo Parókia: os trabalhadores que dão a alma; o Fábio, com a equipe dele; a Débora, filha do Binho; os músicos; os vizinhos que ajudam; o pastor, que tem o depósito de água e que ajuda a gente. Muita gente ajuda o Parókia por amor, e isso é uma coisa muito importante também de reconhecer. Eu faço questão de agradecer todo mundo, inclusive os foliões que vão para o Parókia só para dar amor. Nada de confusão, nada de treta. Então o Parókia é a união de muita gente, de muita força também.

Folha - A gestão feminina trouxe algum olhar ou prática diferente para a organização do Parókia?
Fernanda - O olhar, a prática, o diálogo, a harmonia, buscar pessoas para abraçarmos juntos o Parókia. Eu tenho um jeito muito duro quando se trata do Parókia. Às vezes a gente tem que ter essa mão de ferro mesmo, e eu confesso que eu tenho: sou centralizadora, cuido de todos os detalhes. No ensaio, por exemplo, eu estou de olho em tudo, no desfile também. Se tiver uma garrafa jogada no chão, eu sei que tem que tirar. A mulher tem esse olhar e isso faz muita diferença. A organização do bloco foi o olhar feminino. Aquela rua, Jorge Lóssio, é muito estreita. Antigamente a gente tinha ali 10, 15, 20 barraqueiros, e o público quase não circulava. Eu tive que tocar numa ferida muito chata que foi organizar a rua, tirar todo mundo e botar poucas pessoas trabalhando pra ter mais mobilidade, mais liberdade para as pessoas curtirem o bloco. Essa é uma questão que eu acho que veio de um olhar feminino, de organizar e isolar a bateria para que eles possam tocar sem se preocupar em machucar o público, com gente em cima. É muito difícil para os músicos tocarem numa multidão em cima, ainda mais sopro. O meu cuidado com os moradores da Jorge Lóssio: eu estou sempre ali, deixo o meu telefone disponível, se tiver um carro arranhado por causa do bloco, por causa do ensaio, eu me responsabilizo. Enfim, acho que são esses cuidados que permitiram que o Parókia ficasse mais organizado e, de uma forma geral, melhor. A mulher tem esse cuidado do carinho, das homenagens que eu fiz desde que eu entrei. Ano passado homenageei Gessé, esse ano o nosso Carlos da Tuba. Esses cuidados femininos fazem a diferença. E também faço questão de todo ano homenagear Seu Binho, um dos fundadores que esse ano fez 93 anos, comemorando com o bloco. Eu vou na casa dos vizinhos durante o ensaio, pergunto se está tudo bem, se estão curtindo, o que está faltando… Eu acho que é isso, a mulher tem um olhar diferente.

Folha - Como foi o Carnaval de 2026 para o bloco?
Fernanda - Apesar de eu ter reduzido o número de ensaios (ano passado fizemos sete ou oito, e esse ano eu fiz três), foi um carnaval gigante para o Parókia. Mais uma vez mostramos que ele é indiferente ao tempo, às pessoas que estão na gestão… O Parókia é gigante, tem vida própria, é patrimônio cultural e material de Cabo Frio. Esse ano sacramentou o tamanho do Parókia, que veio gigante. Foi um carnaval muito importante para o bloco. Participamos e fomos contemplados com o edital do Governo do Estado, tivemos o Parókia reconhecido na cultura, e isso tudo é um sonho que venho sonhando há alguns anos. Em 2026 posso dizer que vi um sonho realizado: o Parókia gigante, amado, aclamado pelas pessoas, com uma bateria, com uma energia muito diferenciada. Nossos músicos são incríveis e maravilhosos. Este ano o Parókia mostrou que não vai ser qualquer vendaval que vai nos tirar do mapa. O Parókia vai ficar pra sempre com a gente, é pra isso que eu estou aqui também.

Folha - Como foi a participação do público e a receptividade nas ruas este ano?
Fernanda - Foi impressionante. Durante os ensaios, durante o desfile, eu não paro um minuto: as pessoas vindo a agradecer, me abraçando, chorando, querendo tirar foto, todo mundo muito feliz com o Parókia. A receptividade foi muito além do que eu esperava, muito além mesmo. Eu não sei te dizer quantas pessoas vieram falar comigo para agradecer, para elogiar o Parókia. Foi impressionante. As imagens de drone que a gente tem mostram um mar de gente seguindo o Parókia. E o mais incrível, sem briga, sem confusão, sem nenhum problema. Minhas expectativas foram infinitamente superadas.

Folha - A questão financeira continua sendo um dos principais desafios do bloco?
Fernanda - Sim, a questão financeira ainda é o maior desafio. Manter um bloco não é simples, são muitos detalhes, são muitos gastos. O ideal seria uma coisa, mas para fazer o ideal a realidade não me permite ainda… São muitas questões.

Folha - Existe algo que você ainda gostaria de realizar e não foi possível até agora?
Fernanda - Muitas coisas. Uma delas é uma questão muito sensível, mas eu vou meter o dedo na ferida, que é organizar a bateria, limitar a participação de pessoas que chegam no dia do desfile e acham que podem tocar, porque já frequentam o Parókia há muitos anos, mas nem participam de ensaio, não fazem parte do que a gente está planejando para aquele ano. Eu sei que todo mundo é família, todo mundo é amigo, então essa é uma questão muito sensível. Mas, continuando em 2027, eu vou mudar isso. Eu vou realmente mexer na bateria, organizar isso com os músicos que estão ali comigo no trabalho, como o mestre Reginaldo, que está há três anos no Parókia comigo, como o Baby, da bateria. Eu quero muito organizar a bateria, mas é uma questão complexa. Outra coisa que eu não fiz, e esse é um grande sonho, é uma escola de sopro na cidade: Escola de Sopro do Parókia. Isso é um grande sonho. Hoje a gente está refém da falta de bandas na cidade. Não tem onde as crianças estudarem sopro. Os filhos dos músicos que estão em atividade não têm onde estudar sopro. Então, eu quero muito fazer isso.

Folha - Que legado você acredita estar deixando para o bloco?
Fernanda - É difícil a gente falar da gente, né? Parece que a gente está se auto-elogiando e eu detesto isso. Mas temos que ser realistas também porque é muito trabalho, e seria injusto não reconhecer o que eu mesma fiz. Eu acho que eu deixo vários legados para o Parókia. Um deles é valorizar o músico da cidade. Quando eu assumi o Parókia não era assim que funcionava, e isso dito pelos próprios músicos. Muitos músicos de fora vinham, ganhavam (dinheiro), e os músicos locais não. A primeira coisa que eu fiz foi acabar com isso. Falei “eu pago músico local”. Temos muitos na cidade, e eu acho que a valorização do músico local é um legado que eu deixo. A questão da união com outros blocos também é um legado que eu deixo. Nós somos todos irmãos, tem uma galera de Cabo Frio que carrega o carnaval de rua nas costas. Os blocos centrais é essa galera que faz, e a gente se uniu. O que eu posso ajudar o bloco A, B, C, eu ajudo, não importa se é Parókia.O Parókia é todo mundo junto porque o Parókia sem essa galera também não é nada. Também mostrar para as pessoas que um bloco é feito de passado, presente e futuro. O presente é muito importante, mas o passado também, mas para conciliar passado e presente, a gente tem que olhar para o futuro. Outra coisa importante da minha gestão foi ter resgatado o Papai Noel do Parókia, que existia mais há sei lá há quantos anos. Em 2025 esse ano eu fiz o segundo nessa retomada. Em 2024 atendemos mais de 200 crianças, em 2025 foram mais de 300, com brinquedo, presença de Papai Noel, pula-pula, algodão doce, pipoca, picolé… O Parókia também fez o Natal de muitas crianças.

Folha - Qual é a importância do Parókia para a cultura e o Carnaval de rua de Cabo Frio hoje?
Fernanda - O Parókia é o maior bloco da cidade, é o bloco mais antigo em atividade, é patrimônio cultural e imaterial de Cabo Frio, é o bloco mais importante para a cultura da cidade, independente de eu ser presidente. Isso é fato. No carnaval eu estava na fila de um banheiro e ouvi uma turista falar “a gente tem que ir no tal do Parókia, porque só se fala nisso na cidade, que é o melhor bloco e tal”, e eu ouvindo aquilo e pensando “caraca, é mesmo. E milhares de pessoas num bloco de rua sem briga, sem confusão, só amor. Então eu acho que o Parókia tem que ser realmente exaltado pela cultura cabofriense, porque é um bloco com muita história do passado, do presente e do futuro. Todo ano eu falo que não vou fazer mais, que não quero saber, que ano que vem vou passar o carnaval fora… mas na hora a gente é movido por um compromisso de não deixar parado, de não deixar mais ou menos. É um desafio muito grande, mas o amor é muito maior. Eu termino o carnaval sempre muito cansada fisicamente e emocionalmente, porque são muitos problemas, mas lá no fundo tem aquele bichinho da realização que diz: “descansa, mas ano que vem a gente faz melhor”, e meu objetivo é sempre esse, ano que vem fazer melhor, porque o Parókia não se separa mais da minha história, que eu construí com muito sacrifício, com muito amor, muita superação. O Parókia está na minha biografia e eu tenho muito orgulho disso. Fico até emocionada, porque o carnaval de 2026 foi um desafio imenso, mas o Parókia venceu, e eu estava ali fazendo com que ele vencesse.

Foliões narram histórias de resistência e o renascimento do Bloco Parókia

A história do Bloco Parókia, que este ano completa 55 anos de fundação, não se explica apenas pelo recorde de público estimado em sete mil pessoas somente no domingo de carnaval, mas pelas memórias preservadas na esquina da Rua Jorge Lóssio, no Centro de Cabo Frio. Foi ali que, nos anos 1970, o bloco nasceu, no bar do Seu Binho, junto com seus seus irmãos e cunhados músicos, se tornando hoje o mais antigo e tradicional bloco de rua ainda em atividade na cidade. Débora Machado Pereira, biomédica e filha adotiva de Binho, vive essa trajetória desde que nasceu, há 42 anos. Em entrevista à Folha, ela recordou que cresceu no antigo Bar Parókia, entre o chorinho e as marchinhas, vendo a agremiação se tornar um legado de amor e reencontros.

– O que faz ele ser tradicional e querido é ser muito familiar. É um bloco que recebe a todos, que não tem briga. As pessoas vêm realmente para curtir em família. Pra mim ele representa um legado muito cheio de carinho, de amor, de pessoas que a gente reencontra todo ano. É uma parte de mim - afirma Débora. Ela destaca o rigor do pai no balcão como o segredo da harmonia: "Meu pai não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. Ele fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. Além da música, o grupo era marcado pela solidariedade. Débora contou que acompanhou os primeiros integrantes do bloco se unindo para construir casas para pessoas sem condições, sem querer nada em troca.

Apesar de anos de estrada, o carnaval deste ano fez a emoção tomar conta da família do fundador do Parókia: para comemorar o aniversário de 93 anos de Binho, em pleno carnaval, o bloco parou em frente à casa dele e prestou homenagem.

– Foi muito gratificante estar ali do lado dele, ele vendo a rua cheia e o bloco cantando parabéns. Ele virou para mim e falou: “O responsável disso tudo, minha filha, sou eu. Olha a responsabilidade que eu tenho" - contou Débora, que é só elogios à primeira diretoria feminina da agremiação. "O Parókia é o melhor bloco da cidade. Tem o Discaralha também, que está muito bom. Mas o Parókia é legado do meu pai, é uma herança que ele deixou. E essa diretoria 100% feminina foi a melhor que tivemos durante todos os últimos tempos. Meu pai recebeu Fernanda Carriço e a Bia (atuais presidente e vice, respectivamente) com muito carinho, e ficou muito feliz em ver o amor que a Fernanda tem pelo bloco. Tudo que ela fez, tudo que ela deu ao bloco, nós acompanhamos. No início, teve certa resistência com algumas pessoas, mas nada que abalasse a vontade e o amor de fazer pelo bloco o que ela fez. Fernanda Carriço tem o amor do pessoal daqui de casa, do meu pai. Gratidão enorme por tudo que ela fez e devolveu ao bloco”, declarou Débora.

O encontro de Zarinho Mureb com o Parókia é um pouco mais antigo: tem cerca de 50 anos. Começou quando ela já frequentava o bar de Binho e Baiano. Integrante de longa data da bateria, ela recorda com carinho dos amigos como Seu Gessé, Mulato Gelson, Pirraça, Bi, Baiano, Binho, Agildo, e tantos outros, e da época em que levou a bateria do extinto bloco "Disfalça e Olha" para o Parókia.

– O “Disfalça e Olha” saía aos domingos e terças durante anos. Mas o bloco cresceu muito, e a gente achou melhor acabar. Migramos então para o Parókia, que praticamente não saía nas ruas. Levamos nossa bateria pra lá, que não era o forte deles, e foi um encontro de paixão. Comandei a bateria no repique e no apito por muitos anos, mas nunca foi fácil por tinha uns caras que não aceitavam muito bem uma mulher no comando, e eu também não tinha muita paciência pra quem chegava só no dia pra tocar, porque isso atrapalhava nossa ótima bateria, e nesse quesito eu sou perfeccionista. Hoje o Parókia também cresceu muito, assim como o extinto Bloco da Rama e o Disfalça: não é do meu agrado, mas é inevitável. Mesmo assim, acho importante manter o Parókia. Fernandinha (Carriço) é uma guerreira. Admiro muito o trabalho dela porque sei que não é fácil. Eu também faço parte no comando de alguns blocos, e não é mole. Mas a nossa paixão pela alegria, a cultura e a tradição do Carnaval é que nos faz esquecer das dificuldades e cair dentro, até o próximo ano. Meu amor pelo Parókia é minha paixão pelo carnaval - revelou.

Para o bombeiro militar Rodrigo Tardelli Moreira, membro da bateria do Parókia há 24 anos, mas frequentador desde os 10 (hoje ele tem 44), o bloco é sinônimo de alegria e amizades que vêm da infância. Ele ressalta que o diferencial do bloco é manter a tradição da bateria e do sopro, o que atrai desde idosos até crianças, mas também lembra que o Parókia é superação.

– Há dois anos, no segundo dia de bloco, um amigo veio me agradecer por ter deixado ele entrar pra bateria do Parókia. Ele não sabia tocar nada, estava depressivo, muito perto de provocar uma tristeza na família dele. Até hoje ele fala que salvei a vida dele e isso não tem preço. Salve o Parókia - exaltou ele, reforçando a importância da atual diretoria para a história da agremiação. “Fernanda está de parabéns. Tiro o chapéu pra ela pelos anos que ela está na presidência do Parókia porque não é fácil assumir o bloco de maior expressão, e o mais antigo de Cabo Frio, e ainda sem subvenção da Prefeitura. Só quem está ali sabe como é difícil”, avaliou.

A memorialista Meri Damaceno, que frequenta o bloco desde o final dos anos 70, define a agremiação como a resistência da cultura popular tradicional cabo-friense. Para ela, o Parókia é um "prato cheio" para pesquisadores por ter vencido o machismo, e por ser um produto genuinamente local que vem sobrevivendo às culturas de fora da cidade.

– A história do carnaval de Cabo Frio remota o final do século XIV, quando mulheres eram proibidas de participar, onde a presença feminina era representada por homens vestidos de mulheres, principalmente na época dos ranchos, que se inicia no final de 1800 e termina nos anos 1930, mais ou menos. A mulher era útil somente para confeccionar as fantasias, fazer os quitutes e limpar a bagunça deixada pelos foliões, muito diferente dos dias atuais, onde elas ocupam todos os espaços. O Parokia é um exemplo disto: sempre foi um bloco dominado e comandado por homens desde sua fundação, até bem recente, quando Fernanda, a muito custo, assumiu a direção. Em certo momento eu, junto com outras companheiras, tentamos fazer isso, mas as forças masculinas não viram com bons olhos: não sei se com os olhos do ciúme (por afeto) ou por machismo mesmo. Mas na hora que o Parókia estava prestes a desaparecer (logo após à pandemia), foi a força brilhante de uma mulher que salvou sua história extraordinária e não permitiu que isso acontecesse. E ainda digo mais: veio com uma força de organização que ninguém nunca viu antes no Parókia. A mudança é visível, e se alguém não viu ou percebeu, é porque nunca foi da família Parókia - apontou Meri.

Em conversa com a Folha, ela também recordou momentos marcantes que já viveu junto ao bloco, como a parada emocionante em frente à casa do falecido Celinho Pé de Pato, e episódios divertidos, como quando foi eleita musa por aclamação popular, aos 62 anos.

– Em 2002 foi muito emocionante quando o Parókia estendeu o desfile até a casa de Celinho Pé de Pato, que havia morrido uns sete meses antes do carnaval. Como ele era integrante da bateria, o bloco fez uma parada na porta dele, e ficou por ali um tempo, tocando. Vi muita gente chorando de emoção, e não tinha como não chorar. Outra história, mais recentemente, aconteceu quando inventaram de fazer um concurso para porta-estandarte e musa do Parókia. No dia da apuração eu pedi pra ver os inscritos: só duas pessoas, e as duas para o cargo de musa. Com pena de Fernandinha (atual presidente do bloco), me inscrevi pra qualquer coisa, mas já sabendo que não ganharia nada: primeiro porque, com 62 anos, eu não ia aguentar carregar estandarte; e segundo que, ser musa com 62? Tinha uma mulher, coxuda, uns 10 anos mais nova do que eu, que estava concorrendo pra musa. A galera ficou sabendo que me inscrevi, e quando Fernanda ia anunciar o nome das ganhadoras, o povo começou a gritar “Meri, Meri, Meri…” Eu pensei que era pra carregar o estandarte, mas era pra ser musa, e acabaram colocando o estandarte na mão da coxuda. Fomos nós para o meio da bateria. Depois do bloco tomei todas, fui pro bairro Portinho de faixa e coroa, fiquei doidona, quebrei a coroa e arrebentei a faixa. Na terça de carnaval tive que sair colando tudo com super bonder. E porta estandarte nem apareceu - contou Meri, aos risos.
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			<title><![CDATA["Fragmentos de uma vida": crônicas que resgatam sentimentos chegam ao público em lançamento especial]]></title>
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			<updated>2026-02-23T11:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A jornalista, professora e empresária Keetherine Giovanessa lança, no próximo dia 28 de março (sábado), o livro físico Fragmentos de uma vida, em um encontro marcado por sensibilidade, reflexão e proximidade com o leitor. O evento acontece a partir das 14h, no Roma Café Garden, em Cabo Frio, espaço escolhido para acolher o público em uma tarde dedicada à literatura e às emoções que atravessam o cotidiano.

Voltado para o público em geral, Fragmentos de uma vida é um livro de crônicas que convida à pausa em meio à rotina acelerada. Com uma escrita delicada e, ao mesmo tempo, contundente, Keetherine Giovanessa percorre temas universais como amor, saudade, fé, escolhas, perdas e recomeços, trazendo à tona sentimentos, vivências e valores que, muitas vezes, acabam esquecidos na pressa dos dias. Cada texto funciona como um espelho: revela fragmentos da autora e, ao mesmo tempo, do próprio leitor.

A obra nasce da observação atenta da vida real, dos pequenos gestos e das grandes dores, mostrando que há beleza mesmo nas imperfeições. É um livro para ser lido sem pressa, relido em silêncio e sentido com profundidade, despertando memórias e reflexões pessoais.

Sobre o lançamento, a autora compartilha sua expectativa: 

- Esse livro é muito íntimo, mas também muito coletivo. Espero que cada pessoa que folheie essas páginas se reconheça em algum fragmento e se permita sentir. O lançamento é um momento de troca, de olhar nos olhos e celebrar a literatura como encontro - afirma Keetherine Giovanessa.

O lançamento de Fragmentos de uma vida promete ser mais do que a apresentação de um livro: será uma experiência de conexão, escuta e afeto, reafirmando o poder da palavra escrita em tempos de tanta urgência.

Serviço:
Livro: Fragmentos de uma vida
Lançamento: 28 de março 
Horário: 14h
Local: Roma Café Garden (Avenida Teixeira e Souza, 584, Vila Nova, Cabo Frio)
Apoio Cultural: AFD Assessoria Contábil, Engeluz, Shopping Popular e Home Care Hope
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			<title><![CDATA[Filme buziano produzido em sete dias foi destaque em festival no Gran Cine Bardot]]></title>
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			<updated>2026-02-09T17:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema buziano ganhou um novo capítulo inspirado na paixão pela cidade. O roteirista, diretor e ator Nicolai Helter, de 26 anos, acaba de lançar seu primeiro curta-metragem, intitulado “Quem Sabe Um Dia?”. A obra, que nasceu de um desafio contra o tempo, mergulha nas raízes de Armação dos Búzios para contar a história de um trabalhador de barraca de praia que vive um romance intenso, porém breve, com uma turista.

À Folha, Nicolai contou que já tinha como meta criar um filme em 2025. Mas a inspiração para esse trabalho surgiu em dezembro do ano passado, quando ele soube que o Gran Cine Bardot iria fazer um Festival de Curtas Metragens e filmes produzidos em Búzios. Em apenas sete dias, ele roteirizou, produziu, gravou e editou o filme de 15 minutos, tudo sem orçamento.

– Criar um filme dá muito trabalho e envolve inúmeras variáveis. Já estávamos no final do ano, eu não tinha feito nenhum filme. Foi quando veio a notícia sobre o festival do Gran Cine Bardot. As inscrições abriram dia 22 de dezembro e encerraram dia 29. No dia 22 eu pensei: vou produzir um filme e aplicar alguma coisa, mesmo que fique ruim. A ideia veio de uma conversa com meu amigo Quissak: falávamos sobre contar a história de um dia na vida de um buziano. Aí eu conectei com vivências pessoais, características da cidade e finalmente cheguei na história do filme: Um buziano, trabalhador de barraca de praia, que se apaixona por uma turista de férias no Brasil. Os dois vivem um romance intenso, mas breve, porque, com o fim das férias a turista volta para o seu país. Por um detalhe banal, eles não trocam contato. Talvez o destino nunca mais cruze seus caminhos novamente, mas fica a memória de um amor de verão - contou.

Para Nicolai, que adotou Búzios como sua cidade natal aos 14 anos, o filme é uma forma de retribuir a acolhida que teve no município e valorizar a cultura local, “fugindo da imagem puramente comercial vendida ao capital privado”. Grande parte das gravações aconteceram na Praia de Geribá, e contaram com a participação de 16 pessoas, sendo duas no elenco principal, seis no elenco coadjuvante e oito no elenco de apoio.

– Búzios carece muito de valorização da própria história e cultura. Então, contar uma história buziana, com vivências buzianas, permite que cidadãos se identifiquem, compartilhem histórias e fortaleçam seus laços com a cidade e com as experiências que tornam Búzios tão especial. E a maioria do elenco era de amigos e conhecidos que estavam disponíveis ali na hora. Eu e a Lara, que é minha namorada, fizemos os protagonistas. O Arthur Cavalcanti, que fez elenco de apoio e também a direção de fotografia, eu conheci através do Instagram. Sofia Eboli, uma amiga distante, estaria em Búzios nas datas da produção do filme e fez a assistência de direção. Cuni e Max, que têm o bugre no filme, são dois irmãos que eu conheci trabalhando como figuração na série Ângela Diniz, da HBO. Não tinha muito tempo para fazer a seleção, mas todo mundo que a gente imaginou para participar topou a ideia na hora. E só conseguimos gravar em Geribá porque tenho um amigo (Vinícius) que trabalha lá com barracas. Expliquei o projeto pra ele, falei da urgência, das condições, e que não tínhamos dinheiro nenhum: era um projeto feito no amor. Ele topou, e cedeu o espaço da barraca, que continuou funcionando normalmente durante as gravações. Em diversos momentos eu tive que sair no meio da cena para atender os clientes de verdade que chegavam porque eu estava uniformizado - contou Nicolai.

Além de Geribá, o curta-metragem também teve como cenário algumas casas na Praia dos Ossos e imóveis do Centro. Isso porque, segundo Nicolai, a ideia era ambientar o filme em décadas passadas.

– As cenas dentro de casa foram na casa da Lara mesmo. Todo restante a gente teve que se virar com ambientes públicos mesmo. Quando o Nico sai de casa, nos Ossos, para encontrar os amigos, por exemplo, ele não estava dentro da casa: ele só se escondeu entre a parede e o portão fazendo parecer que saiu de dentro daquela casa. Foram sete dias desde a ideia inicial, roteirização, produção, gravação e edição do filme. Eu comecei a editar o filme no dia 27 de dezembro (dois dias antes do prazo final para a inscrição no festival): tinha 1 hora e 40 minutos de material bruto que viraram esses 15 minutos - revelou Nicolai.

A falta de tempo e de recursos impôs limitações que acabaram ditando o ritmo da obra. Sem equipamentos de luz, a equipe ficou refém da iluminação natural, e os diálogos foram improvisados no momento das gravações.

– A falta de tempo foi responsável por 80% dos problemas que a gente teve por causa da velocidade em que as decisões eram tomadas. Por conta do tempo a gente teve que simplificar muita coisa. A gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mas se não existisse essa pressão para terminar o projeto em tempo, tudo poderia ter ficado só no campo das ideias e nunca ter saído do papel. A gente foi aprendendo tudo na prática. E a falta de mão de obra especializada também aumentou o desafio - revelou.

Com o filme pronto, Nicolai lembra da emoção no momento em que o filme foi exibido no Gran Cine Bardot:

– Quando o projetor ligou e disparou os raios de luz sob aquela enorme tela de cinema, meu corpo foi inteiramente tomado por uma energia calorosa que fez todos meus pelos arrepiarem. Aquelas noites viradas, o estresse, o trabalho árduo compensou: “mãe, eu tô no cinema!” eu pensei. O Gran Cine Bardot também foi um grande apoiador por realizar o festival, dando esse espaço para criadores locais e fomentando a cultura em Búzios. E no final do filme muita gente me pediu uma continuação, mas eu acho que a história está completa porque nem tudo na nossa vida tem o final que desejaríamos que tivesse. Por ser uma história bem realista, espero que o espectador apenas sinta, se identifique e viva a mesma nostalgia que o personagem viveu anos atrás com aquele romance de verão. E também queria jogar luz para essa condição que nós, trabalhadores de cidades turísticas, vivenciamos: as relações diversas, intensas e efêmeras que são características do nosso trabalho com público - explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia? foi o primeiro filme que ele produziu. “Eu já crio conteúdo para redes sociais há aproximadamente dois anos, com vídeos de um a dois minutos, mas essa foi a primeira vez que criei um filme para cinema” - revelou.

Para o diretor, o turismo é um ponto central dessa narrativa e da vida em Búzios. Nicolai afirma que “sem ele, não seria comum ver histórias como essa acontecendo”.

– Muitas pessoas que viram o filme relataram sobre a similaridade das histórias que elas também já viveram em Búzios, trabalhando com turismo. O trabalho turístico envolve o contato amplo e direto com público, você cria conexões com pessoas muito diversas em personalidade, origem, costumes, e isso é muito enriquecedor. Por mais que essas conexões sejam efêmeras, de alguma forma elas nos marcam tanto que podem mudar completamente o rumo da nossa vida. O filme fala disso, e a forma como lidamos com o final dele é também sobre como lidamos com essas experiências – explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia?” foi o primeiro filme que ele produziu.

Agora, o projeto entra na etapa de distribuição. Nicolai contou à Folha que está inscrevendo o curta-metragem em festivais e editais, buscando reconhecimento e recursos para remunerar a equipe que trabalhou de forma voluntária.

– Nossa equipe de produção é pequena, e ainda tem muito trabalho a se fazer. Aplicar para festivais e editais não é fácil e envolve diversos trâmites que eu estou aprendendo na prática. Admito que estou enfrentando dificuldades nesse processo, mas estamos conseguindo caminhar. Cada pequeno passo dado é um passo a mais em direção ao sucesso do filme. Com todo esse trabalho esperamos conseguir algum apoio da prefeitura para levar Búzios para o restante do Brasil e até quem sabe para o exterior, porque precisamos que a história e cultura da cidade sejam mais valorizadas e difundidas. Búzios é aquele lugar que você ouve três histórias diferentes sobre a origem da mesma praia, e não sabe qual delas é a verdadeira. Então, eu queria muito fazer um documentário sobre a história e a cultura de Búzios. Na área da ficção também quero produzir mais histórias buzianas para mostrar nossa cidade para o mundo e incentivar a produção de cinema local - concluiu.
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			<title><![CDATA[Carnaval de Cabo Frio começa neste sábado (7) com esquema de segurança reforçado]]></title>
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			<updated>2026-02-06T14:53:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Os primeiros blocos do Carnaval 2026 começam a desfilar, em Cabo Frio, neste sábado (7), abrindo um calendário festivo que se estenderá até o dia 1º de março. Para garantir a ordem pública durante os eventos, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública e o 25º BPM definiram (em reunião realizada esta semana) um planejamento operacional que inclui reforço no efetivo da Guarda Civil Municipal e das polícias Militar e Civil; monitoramento eletrônico; fiscalização de coolers e proibição de garrafas de vidro, entre outras medidas.

A programação deste sábado (7) começa às 17h com desfile do bloco Encosta Que Ele Cresce, no Centro. Já o domingo (8) reserva três atrações: a corrida Folia Run, com largada às 7h na Praia do Forte, e o bloco Boi da Barra, às 13h, no mesmo local. Tem ainda o Bloco da Farinha, às 15h, no Centro. Na terça-feira (10), o Encontro de Terça ocorre no Iate Clube, na Gamboa, às 16h, e na quarta-feira (11), o bloco De Perto Ninguém é Normal encerra os primeiros dias às 9h, na Praça da Cidadania. Para ver a programação completa com todos os desfiles clique AQUI.

Para garantir que a festa de Momo seja só alegria, a estratégia de segurança também prevê uso de drones, postos de revista com detectores de metal, câmeras de monitoramento integradas ao sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, além da atuação de um caminhão equipado com tecnologia de reconhecimento facial para identificação de foragidos da Justiça.

Em recente post nas redes sociais, o prefeito Serginho Azevedo informou que o uso da tecnologia de identificação facial já vem gerando resultados positivos na cidade.

– A Prefeitura de Cabo Frio, em parceria com a Polícia Civil (126ª DP) implantou o RAS, permitindo a ampliação da escala de policiais civis, fortalecendo o efetivo e garantindo mais agilidade nas investigações. Da mesma forma, implantamos o PROEIS com a Polícia Militar, colocando mais PMs nas ruas, todos os dias. Também investimos de forma contínua na nossa Guarda Civil Municipal: mais equipamentos, melhores condições de trabalho, aumento de escala e valorização salarial. Hoje, Cabo Frio também conta com um sistema moderno de monitoramento, com câmeras, reconhecimento facial, integração de imagens residenciais e uso de drones. À população, a mensagem é clara: estamos cuidando da cidade.
E aos desavisados: quem tentar cometer crime em Cabo Frio será identificado e preso - avisou o prefeito.

No esquema de segurança do carnaval haverá, ainda, distribuição de pulseiras de identificação para crianças nas praias do Forte e do Peró, e intensificação das ações para coibir flanelagem, irregularidades envolvendo embarcações e motos aquáticas, uso de caixas de som, esportes com bola nas praias, orientação e fiscalização voltadas à proteção das dunas, áreas ambientalmente sensíveis e praias com selo Bandeira Azul, e outras condutas ilícitas que comprometam a ordem pública. Também ficou determinado que todos os blocos devem encerrar suas atividades à meia-noite. 

No trânsito, a Guarda Municipal e a Secretaria de Mobilidade Urbana anunciaram fechamentos temporários de vias. No distrito de Tamoios, o foco será o ordenamento viário, com medidas para melhorar o fluxo de veículos entre Tamoios e Barra de São João, incluindo a utilização de grades na subida da ponte e a manutenção do sinal intermitente em amarelo, garantindo mais segurança, fluidez e organização no tráfego durante o período de Carnaval.
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			<title><![CDATA[Peça "O Dia da Visita" será apresentada neste sábado (7) em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-02-06T09:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (7) o Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, receberá o espetáculo teatral “O Dia da Visita”, uma comédia dramática que mistura humor ácido, sensibilidade e reflexões profundas sobre a condição humana. A apresentação acontece às 19h. Ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), com venda pelo site www.guicheweb.com.br.

Ambientada em um pequeno apartamento tomado por mofo, memórias e silêncios, a trama acompanha dois velhos amigos que aguardam, entre teimosias e provocações, a mais pontual de todas as visitas. Antes que ela chegue, a rotina dos dois é interrompida pela entrada inesperada de uma ex-prostituta que hoje sobrevive fazendo bicos como faxineira. Sua presença provoca uma grande reviravolta no destino daqueles personagens, conduzindo o público por situações ao mesmo tempo absurdas, humanas e comoventes.

Entre chá de camomila, crises intestinais e lembranças que insistem em dançar com o passado, “O Dia da Visita” revela, com ironia e delicadeza, o que ainda pulsa em quem está à beira do fim: o desejo de rir, amar, brigar e deixar o mundo um pouco mais limpo. O espetáculo propõe um encontro sensível entre a velhice e o absurdo, convidando o público a rir e refletir sobre temas universais.

Com duração aproximada de 50 minutos, a peça aposta em uma encenação intimista, valorizando o trabalho dos atores e a força do texto, que equilibra humor e emoção. Para o diretor e autor do texto, Anderson Macleyves, a montagem carrega um significado especial:

– Esse espetáculo é muito importante para os atores, que são alunos da nossa oficina em Cabo Frio, porque representa um passo concreto de formação e vivência profissional no teatro. Além, claro, dos atores convidados. Mas, acima de tudo, ele é feito para o público, que tem a oportunidade de acessar cultura de qualidade, de forma acessível, sensível e próxima da sua realidade - contou.

A montagem é da Companhia Oficina de Atores Macleyves Métodos, com produção da Nexus, sonoplastia de Stephany Antunes, iluminação de Anderson Macleyves e figurino assinado pelo elenco. No palco estão Waltão Ramos e Tuca Muniz, como atores convidados, além de Tati Lobo, Carla Angélica, Dani Fernandes, Sabrina Gabriela, Débora Rodrigues.
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			<title><![CDATA[Folha dos Lagos antecipa datas de desfile de blocos do Carnaval de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-01-22T15:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltando menos de um mês para o carnaval, a programação da folia, em Cabo Frio, segue guardada a sete chaves. Segundo Joir Reis (presidente da Associação dos Blocos de Cabo Frio - ABACCAF), uma reunião está agendada para esta quinta (22), no Charitas, com representantes do governo municipal e dos blocos. O objetivo, segundo ele, é acertar os últimos detalhes da programação, que começa no próximo dia 7 de fevereiro e vai até 1º de março. No entanto, a Folha conseguiu confirmar com algumas fontes os dias de desfile das agremiações confirmadas no carnaval 2026 de Cabo Frio.

Presidente do Parókia, Fernanda Carriço anunciou que os próximos ensaios do bloco acontecerão no dia 30 de janeiro, e também nos dias 6 e 13 de fevereiro. Já a festa oficial será nos dias 15 e 17 de fevereiro. Antes do Parókia ganhar as ruas, no entanto, outras agremiações estarão aquecendo os foliões.

Conforme a Folha já havia antecipado, este ano o tema da folia será os 30 anos de atividade da Associação dos Blocos de Cabo Frio. Para marcar a data, serão mantidas todas as Estações de Carnaval (Praia do Forte, Peró e Tamoios), além da área Kids na orla das Palmeiras. Segundo Joir, a ABACCAF também está tentando viabilizar uma estação para o bairro de São Cristóvão com a concentração de três blocos e várias atividades.

Confira a programação:

Sábado, 07 de fevereiro 
17h – Bloco Encosta Que Ele Cresce – Concentração: Rua Ismar Gomes de Azevedo, 284, Centro 

Domingo, 08 de fevereiro 
7h – Corrida Folia Run – Praia do Forte 
13h – Bloco Boi da Barra – Concentração: Rua Almirante Barroso, Praia do Forte 
15h – Bloco da Farinha – Concentração: Rua Bento José Ribeiro, Centro 

Terça-feira, 10 de fevereiro 
16h – Encontro de Terça – Local: Costa Azul Iate Clube, Gamboa

Quarta-feira, 11 de fevereiro 
9h – Bloco De Perto Ninguém é Normal – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte 

Sexta-feira, 13 de fevereiro 
14h – Bloco A Moda C – Concentração: Canto do Forte, Praia do Forte 
18h – Abertura Oficial do Carnaval 2026 – Estação do Carnaval na Praia do Forte 
19h – Bloco Brincareta – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte
19h – Bloco Hidroginástica Tamoyo – Concentração: Tamoyo Esporte Clube, Centro
20h – Bloco da Inclusão e Bloco Os Brasileirinhos – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 

Sábado, 14 de fevereiro 
8h – Bloco Alternativo Resistência – Concentração: Orla das Palmeiras 
8h – Bloco Novos Começos – Concentração: Av. Hilton Massa, Praia do Forte 
9h – Bloco da Saúde – Concentração: Praça Gentil Gomes de Faria, Passagem 
10h – Bloco Celebridade – Concentração: Praça de Esportes do Itajurú 
13h – Bloco Terra Prometida – Concentração: Dunas Pretas, Praia do Forte 
14h – Bloco da Latinha – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
15h – Bloco Os Brahmeiros – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
16h – Bloco Mico-leão da Cara-Preta e Bloco Boêmios da Folia – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Que Merda É Essa? – Concentração: Rua Major Belegard, 171, Centro 
16h – Bloco Unidos de Praibola – Concentração: Praça da Bandeira, Passagem
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Gentileza Gera Gentileza – Concentração: Rua Natanael Ribeiro de Almeida, Vila Nova 
18h – Bloco Azul e Branco – Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras
18h – Bloco Degusta Vinho – Praça do Jardim Caiçara, próximo à UPA Parque Burle 

Domingo, 15 de fevereiro 
13h – Bloco Cê É Filho De Quem? – Concentração: Rua Prof. Miguel Couto, Centro 
13h – Bloco das Damas – Concentração: Quadra da Vermelho e Branco, Rua Antônio Feliciano de Almeida, Passagem
13h – Bloco do Risco – Concentração: Rua Luiz Feliciano Cardoso, Praia do Siqueira
14h – Bloco da Coruja – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte
15h – Bloco Perocão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
16h – Bloco Bota Fé – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Down Dance – Concentração: Centro de Reabilitação, Av. Henrique Terra, Portinho
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Parókia – Concentração: Rua Jorge Lóssio, Centro 
17h – Bloco Planeta Folia – Concentração: Rua Cecília, Jardim Caiçara
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras
19h – Bloco Vermelho e Preto – Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 

Segunda-feira, 16 de fevereiro 
13h – Bloco Tá Doido – Concentração: Rua Lourival Francisco de Oliveira, Jardim Esperança 
14h – Bloco Carnagay – Concentração: Duna Preta, Praia do Forte 
14h – Bloco Oh Sorte + Foleyzada – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
15h – Bloco Perocão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
15h – Discaralhabloco – Concentração: Praça da Bandeira, Passagem
16h – Bloco Mico-leão da Cara-Preta e Bloco Boêmios da Folia – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
18h – Bloco Os Piratas – Concentração: Praça Gentil Faria, Passagem 
18h – Bloco Rala Ovo – Concentração: Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 

Terça-feira, 17 de fevereiro 
13h – Bloco Boi da Barra – Concentração: Rua Almirante Barroso, Praia do Forte 
13h – Bloco Cê é Filho de Quem? – Concentração: Rua Prof. Miguel Couto, Centro 
13h – Bloco das Damas – Concentração: Quadra da Vermelho e Branco, Rua Antônio Feliciano de Almeida, Passagem
14h – Bloco Família É Mole Mas É Meu – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
16h – Bloco Amigos Do Tangará, Concentração: Quadra da Praça de Alimentação, Caminho de Búzios 
16h – Bloco Bota Fé – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Shrekão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Parókia – Concentração: Rua Jorge Lóssio, Centro 
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras

Quarta-feira, 18 de fevereiro 
16h – Bloco da Cidadania – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte 
17h – Bloco DiCabo a Rabo – Concentração: Praça Gentil Gomes de Faria, Passagem 

Sexta-feira, 20 de fevereiro 
14h – Bloco Delas – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 

Sábado, 21 de fevereiro 
14h – Bloco Quero Mais – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
14h – Bloco Unidos Do Boi Cabrunco – Concentração: Praça das Dunas, Manoel Corrêa 
17h – Bloco Unidos da Gamboa – Concentração: Praça Major Terra, Gamboa

Domingo, 22 de fevereiro 
13h – Bloco Jacaré Folia: Concentração: Praça do Pomar 2, Jacaré 
15h – Bloco Os Atrazados: Concentração: Campo do Morubá

Sábado, 28 de fevereiro 
17h – Bloco União do Arrastão – Concentração: Estacionamento da Rua dos Biquinis, Gamboa

Domingo, 1º de março 
15h – Bloco BM Folia – Concentração: Campo da Boca do Mato
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			<title><![CDATA[IV Concurso de Música do Afoxé Fiderioman 2026 homenageia o Orixá Exú em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-01-21T19:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O ritmo, a tradição e a força dos orixás ganham voz em São Pedro da Aldeia com a IV edição do Concurso de Música do Afoxé Fiderioman 2026, dedicada ao Orixá Exú, reconhecido como mensageiro entre os mundos e símbolo de comunicação, movimento e abertura de caminhos. O concurso valoriza a cultura afro-brasileira, estimula a produção musical ligada ao axé e envolve compositores, cantores e produtores da região das Baixadas Litorâneas. Pela primeira vez, as composições vencedoras serão gravadas em estúdio, e incorporadas ao repertório do Afoxé Fiderioman, sendo apresentada em eventos culturais e no cortejo de Carnaval deste ano.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário online, acompanhado da letra da música em PDF e de uma declaração de autoria, por meio do link https://forms.gle/s7FsadCX22WLBSj58. Cada participante precisa fornecer seus dados pessoais e garantir que a composição seja inédita e original, respeitando normas de diversidade e inclusão, sem conteúdo racista, homofóbico ou ofensivo.

Segundo Jordan Carvalho (Ogan Balogun), diretor e cofundador do grupo, “participar é uma oportunidade de ter sua música interpretada pelo Afoxé Fiderioman, integrar o repertório do grupo e contribuir para a valorização da cultura afro-brasileira e da ancestralidade. Eu convido artistas da região a participarem, celebrando o Carnaval, o axé, a tradição e a música afro-brasileira”.

Serão premiadas as três melhores composições com R$ 500, R$ 300 e R$ 200. As músicas vencedoras terão suas interpretações gravadas pelo Afoxé Fiderioman, podendo integrar o repertório das apresentações itinerantes, sempre preservando a autoria dos compositores. A avaliação será feita por uma banca de artistas de notório saber, considerando originalidade, letra e melodia, e o resultado será divulgado até 9 de fevereiro de 2026.

O regulamento completo está disponível neste link https://drive.google.com/file/d/1Njpaf-2JQYlIkqcDPa4bte-tUwe_4QNk/view?usp=drive_link. Para mais informações ou dúvidas, o contato é ileaseiyaojuomi@gmail.com. 

O projeto "Afoxé Fiderioman na Aldeia 2026" é uma realização do Raio de Ouro, em parceria com o Afoxé Fiderioman e Ilê Asé Iya Oju Omi, patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Folia RJ 3 - Bloco nas Ruas.
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			<title><![CDATA[Palácio das Águias recebe a segunda edição da exposição "Cabo Frio de Coração"

]]></title>
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			<updated>2026-01-15T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Palácio das Águias recebe, a partir desta sexta-feira (16), às 19h, a segunda edição da exposição “Cabo Frio de Coração”, uma mostra coletiva que celebra a cidade sob o olhar sensível de artistas que escolheram Cabo Frio como lugar de vida, inspiração e pertencimento.

Com curadoria de Reinaldo Caó, a exposição reúne obras que traduzem afetos, memórias e vivências construídas a partir da relação cotidiana com o município. Segundo o curador, a proposta da mostra é valorizar a produção artística local e destacar a diversidade de linguagens de criadores que, mesmo vindos de diferentes trajetórias, compartilham um vínculo profundo com a cidade.

“Essa exposição é formada por artistas que escolheram Cabo Frio para viver. Cada obra carrega um pouco dessa relação de amor, identidade e construção coletiva com o território”, explica Reinaldo Caó.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 28 de fevereiro, com entrada gratuita. O Palácio das Águias está localizado na Rua Érico Coelho, no Centro, funcionando de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e feriados, das 13h às 17h.

Participam da exposição os artistas:
Bruna Letieri
Bárbara Villar
Dora Portugal
Tânia Muller
Guilherme
Jorge Cerqueira
Nelly Lippi
Oliveira Celso (in memoriam)
Seroma
Paulo Luís (artista convidado)
Digão (artista convidado)
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			<title><![CDATA[Produzido em Cabo Frio, musical sobre Noel Rosa estreia em março]]></title>
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			<updated>2026-01-13T10:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em março, o público da Região dos Lagos poderá conferir o espetáculo musical “Não Quero Choro Nem Vela”, que percorre a vida e a obra de Noel Rosa. Produzida em Cabo Frio, a montagem reúne diversos artistas da região. A direção é assinada pelo ator Daniel Ericsson (que está no elenco de “Ainda Estou Aqui”), roteiro de Geraldo Afonso e produção da Samburá Multiartes. A estreia será no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, de onde o musical segue para cidades de todo o estado do Rio de Janeiro.

A apresentação marca o aniversário de 115 anos de Noel Rosa, que faleceu jovem, aos 26 anos, vítima de tuberculose. Já o título (“Não Quero Choro Nem Vela”) é uma referência à música “Fita Amarela”, e traz uma forte carga simbólica ao musical.

– Noel Rosa, ao invés de preservar a saúde, preferiu viver intensamente. Não se preocupava com a morte. O que realmente queria era “uma fita amarela gravada com o nome dela”. Na sua curta passagem por este mundo, foi boêmio contumaz. Homem de muitas mulheres, minou sua saúde desfrutando da vida noturna na Lapa e participando de serenatas pelos bairros de Vila Isabel, Tijuca e adjacências, além de ser viciado em bebidas geladas, de preferência a cerveja Cascatinha. Quando estava em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca da cura para a tuberculose, o que disse para tia reflete sua filosofia de vida. A tia o aconselha: “Você tem que se cuidar, Noel”. Ao que ele lhe respondeu: “Quem muito se cuida, pouco vive” - relembra Geraldo.

Em conversa com a Folha, o roteirista revelou que o espetáculo começou a ganhar forma há cerca de oito anos, quando escreveu uma peça sobre Noel Rosa em três atos. No projeto inicial a apresentação teria duração de duas horas e meia, 20 atores e atrizes, além dos músicos. Todo o espetáculo foi baseado em anos de pesquisas históricas e musicais.

– Essa peça ficou engavetada porque sua montagem é inviável. O custo seria muito alto. Daí, o texto original foi resumido e transformado no espetáculo atual. O maior desafio foi sintetizar a vida e a obra do Noel. Não se sabe ao certo quantas músicas ele compôs porque doou e vendeu várias. Registradas são 259. Destas, pelo menos 100 são verdadeiras obras-primas. Neste vasto repertório, foi difícil escolher 26 para o espetáculo. Outro desafio foi resumir a biografia do Noel. A vida dele daria uma série na Netflix. Sua infância daria um capítulo. A sua passagem pelo Colégio São Bento daria uns quatro. Noel era o terror dos colegas e de alguns professores. Aos 15 anos ele frequentava os prostíbulos do Canal do Mangue. Os três meses que passou em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca de tratamento para tuberculose, dariam vários capítulos, porque ele descobriu que numa cidade provinciana e pacata como era Belo Horizonte, na década de 1930, havia vida boêmia. Tem ainda a excursão que fez com Francisco Alves ao Rio Grande do Sul,  briga musical que travou com Wilson Batista, as mulheres que foram suas paixões: Clara, Josefina, Julinha Bernardes, Ceci, Lindaura... Em suma: Noel tinha três grandes paixões na vida: a música, a boemia e as mulheres - contou o roteirista.

Para contar toda essa história nos palcos, Daniel Ericsson lembra que o processo de seleção do elenco foi diferenciado, levando em conta a familiaridade musical.

– Quando montamos um espetáculo musicado é interessante que os artistas envolvidos, ainda que atores, em princípio, também tenham familiaridade com música, seja pela dança, pelo tocar de um instrumento ou pelo cantar. Nossa região tem pouco fomento à cultura, o que nos deixa talvez com a falsa impressão de escassez artística. Não é o caso. Temos uma profusão de artistas de primeira categoria, e a seleção foi feita considerando os talentos individuais de cada um e a capacidade de trabalhar coletivamente. Alguns são artistas solos em suas carreiras, e no nosso processo os talentos convergem para o bem maior que é o espetáculo - explicou.

No palco estarão Kéren-Hapuk (atriz, cantora, compositora e educadora), Roberta Sant’Anna (atriz), Manuela Dominato (atriz), Diego Vivas (ator, bailarino e professor, com atuação no filme Nosso Lar, e novelas da Record), Luiz Felipe Souza (ator, produtor, músico e professor), Yuri Vasconcellos (multiartista e professor de artes), Vitalino (cantor, compositor, violonista, cavaquinista e produtor cultural).

Atualmente “Não Quero Choro Nem Vela” está em processo de ensaio musical e cênico, e também de captação de apoio financeiro “junto ao empresário culturalmente consciente em nossa região”.

– O processo de ensaio é muito maduro. Cada artista tem sua singularidade, e eu, como diretor, me mantenho sensível a isto para que seja possível uma difusão de talentos. Quero aproveitar ao máximo o talento de cada um a serviço do espetáculo - explicou.

Se, para Geraldo Afonso, o desafio foi condensar o roteiro sem perder a essência de Noel Rosa, para Daniel o desafio é materializar em cena um texto que dialoga com a trajetória artística e pessoal do compositor.

– Eis que temos a figura mítica: Noel Rosa. Mas afinal, de que é feito um gênio? Seria a genialidade um atributo em si ou uma combinação de outros atributos? Creio que somos todos indissociáveis de tudo o que nos acontece, seja por superação ou trauma, o que vivemos nos conduz. O roteiro de Geraldo Afonso contém esta ideia: o que acontece na vida para que um poeta seja um poeta, ou para que um filósofo seja um filósofo, e assim por diante… No roteiro, as músicas de Noel Rosa estão rodeadas de acontecimentos de sua vida que, se não justificam a canção, servem ao menos de anamnese artística. O espetáculo apresenta situações de vida boas e difíceis vividas pelo artista. Suas dores são a tinta com a qual ele escreve suas letras e seus amores são as notas com que desenha suas melodias. Por isso o espetáculo dialoga com o público contemporâneo ao mesmo tempo em que mantém uma estética mais próxima da época de Noel. Grande tem sido a pesquisa do corpo e imagem da época de Noel - a belle époque carioca. Os figurinos, o linguajar, as idiossincrasias do recorte histórico específico estarão representados no palco. Não obstante, o espetáculo traz também as questões pertinentes ainda hoje - tabus, questões políticas, entre outros. Deste modo eu digo que o espetáculo é uma ponte entre o lá e o cá, um elo entre o então e o agora - revelou Daniel.

Como diretor, ele contou à Folha que espera que o público leve consigo um resgate de uma época pela perspectiva artística de um gênio musical brasileiro.

– Numa sociedade cheia de máculas imperialistas, somos quase sempre impelidos a esquecer nossa história para nos ocupar do mercado de consumo da grande máquina. A ideia de Geraldo Afonso de realizar um resgate histórico artístico, mas ampliado em seu contexto histórico e também de pontos de vista diversos, me pareceu interessante desde o princípio do processo. Uma biografia que não está em primeira pessoa. Tudo o que se conta é perspectiva das personagens que travaram contato com a pessoa Noel Rosa, de modo que ao mesmo tempo o mito é desmistificado, revelando a humanidade sem a qual nenhum verdadeiro gênio existiria. Os amores e desamores, a punção de vida e de morte que se confundem... São sentimentos ambíguos mas complementares, que penso que nosso espetáculo poderá provocar no seu público - destacou Daniel.

Essa proposta artística ganha forma a partir de março, quando o espetáculo começa a circular.

– Nossa estreia oficial será no dia 20 de março, no teatro de São Pedro da Aldeia. Antes disso vamos ter apresentações em espaços não convencionais e também em teatros privados, já que em Cabo Frio não temos um equipamento público para isso. Depois vamos circular pelas cidades da Região dos Lagos, Região Serrana, Niterói e Rio de Janeiro. Até aqui, toda abordagem que fizemos com os teatros teve uma aceitação imediata. É uma pena que na cidade onde o espetáculo está sendo construído não haja um teatro ativo - avalia o diretor.
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			<title><![CDATA[Carnaval de Cabo Frio terá 26 blocos de rua e mistura de estilos]]></title>
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			<updated>2026-01-11T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Se em 2025 o carnaval de rua teve a fé como tema, este ano ele será marcado pela diversidade de estilos. É que a festa de rua (que começa oficialmente em cerca de um mês) terá como novidade o Terra Prometida, um bloco 100% dedicado à música eletrônica, e que ganhará a orla da Praia do Forte no dia 14 de fevereiro com o DJ Trampsta.

Este ano o carnaval de Cabo Frio será em clima de festa de aniversário. Segundo Joir Reis (presidente da Associação dos Blocos de Cabo Frio - ABACCAF), neste mês de janeiro a instituição completa 30 anos de atividade. Para marcar a data, em novembro o presidente da associação chegou a anunciar que haveria uma série de ensaios comemorativos a partir de janeiro, mas o calendário ainda não foi anunciado.

Em recente entrevista, Joir também informou que, ao todo, Cabo Frio terá 26 blocos de arrastão este ano. O número é um pouco menor do que o registrado no ano passado, quando 28 agremiações foram anunciadas para festa de Momo no município. O cronograma de desfile, no entanto, não foi divulgado, assim como também não foi confirmado se as Estações do Carnaval na Praia do Forte, e na orla das Palmeiras, serão mantidas.

No último dia 8 de dezembro a Prefeitura de Cabo Frio reuniu gestores e representantes de diversas áreas envolvidas no carnaval, além de órgãos de segurança pública e instituições essenciais para o funcionamento da cidade durante o período festivo. O objetivo foi dar início ao planejamento integrado da festa de Momo, garantindo organização, segurança e fluidez para moradores e visitantes.

Na ocasião, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, destacou que o Carnaval 2026 promete novidades e uma estrutura ainda mais robusta que a montada este ano.

– Estamos iniciando o planejamento para entregar um carnaval muito organizado e pensado em cada detalhe. Essa festa é feita a várias mãos, por isso convidamos todas as secretarias afins, órgãos de segurança e instituições parceiras. Nosso objetivo é que toda a cidade esteja integrada para receber moradores e turistas da melhor forma possível - afirmou o secretário.
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			<title><![CDATA[Projeto da Coletiva Gecay vai debater os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama]]></title>
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			<updated>2026-01-06T13:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Com o objetivo de preservar e valorizar os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama, com foco especial na atividade salineira e na pesca artesanal, a Coletiva Gecay apresentará, neste início de ano, o projeto “Museu, Pra Quê? Museologia e os Saberes Tradicionais da Lagoa de Araruama”. O lançamento será no dia 17 de janeiro, no Museu Regional do Sal Manoel Maria de Mattos, em São Pedro da Aldeia. Haverá roda de saberes, a partir das 13h, com profissionais do sal e da pesca artesanal, mediada por técnicos da área de patrimônio.

Essa roda marcará a abertura da exposição itinerante “Memórias Salgadas, o Sal Corrói a Lembrança Evoca”, que circulará por quatro espaços da região: Museu Regional do Sal Manoel Maria de Mattos, de 17/01/2026 a 30/01/2026; Associação dos Pescadores Artesanais e Sentinelas da Laguna de Araruama, em São Pedro da Aldeia, de 23/02/2026 a 02/03/2026; Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, de 02/03/2026 a 12/03/2026; e Praia do Siqueira, em Cabo Frio (data a definir).

O projeto surge como um desdobramento do evento “Museu, Pra Quê?”, realizado em São Pedro da Aldeia, em 2023, pela Coletiva Gecay. A primeira edição do evento fomentou diálogos sobre museologia, museu vivo e diversas formas de preservar e construir memórias, além de promover uma roda de histórias com pescadores locais.

“Agora, o projeto busca aprofundar e expandir essas reflexões, questionando a utilidade dos museus em contextos nos quais, muitas vezes, se encontram distantes da comunidade local. Pensado a partir da museologia social, o projeto propõe uma abordagem participativa para preservar e valorizar os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama, com foco especial na atividade salineira e na pesca artesanal”, diz a organização.

“A Lagoa de Araruama, localizada na Região dos Lagos, é a maior laguna hipersalina em estado permanente do mundo e desempenhou papel crucial no desenvolvimento socioeconômico de São Pedro da Aldeia e da região. A cidade, que cresceu em torno das salinas, foi também moldada pela pesca — práticas que, apesar das transformações econômicas ao longo dos anos, continuam a ser pilares culturais e identitários da região e de suas paisagens. Essas práticas estão conectadas às tradições indígenas que deram origem à extração do sal, antes conhecida como cacimba, e à história dos trabalhadores das salinas, muitos dos quais eram ex-escravizados. Essas comunidades preservaram e transmitiram seus conhecimentos e ofícios, mantendo viva a memória coletiva e a identidade cultural de São Pedro da Aldeia. É essa riqueza histórica e cultural que o projeto busca destacar, ressaltando a relevância da museologia como ferramenta de resgate e valorização dessas tradições”, acrescenta o texto de apresentação do projeto.
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			<title><![CDATA[Ator de Arraial do Cabo integra elenco de nova produção do cinema nacional]]></title>
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			<updated>2025-12-22T20:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após o destaque do ator Daniel Ericsson (Cabo Frio) no filme “Ainda Estou Aqui” (selecionado para representar o Brasil no Oscar 2025), outra produção nacional com participação de artista local está prestes a chegar aos cinemas. Em março de 2026 estreia nas telonas “Bandido Bom é Bandido Morto”. Com roteiro e direção de Jeff Lessa, o filme tem no elenco o ator cabista Max Magalhães.

Antes de integrar o elenco de “Bandido Bom é Bandido Morto”, Max construiu uma trajetória consolidada no teatro e na televisão. Há mais de dez anos, o ator é um dos nomes à frente do espetáculo PI – Palavras Improvisadas, além de ter participado de novelas exibidas na Rede Globo e na Record.

No filme (que está sendo rodado na comunidade Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro) Max dá vida a Ricardo, filho de policial, nascido e criado na zona sul. Sob influência de uma amiga (Verônica, vivida pela atriz Priscila Rangel), o rapaz aceita correr o risco de estar frente à frente com bandidos armados e perigosos em nome de poder político.

– Companheiro da Verônica, que saiu da comunidade, agora volta à favela atrás de um favor do chefe do morro "Lobão", (interpretado pelo ator Marco Antônio Gimenez) para assuntos pessoais - antecipa Max.

A trama também acompanha o Tenente Cândido (Jackson Candido), um veterano do BOPE que jura caçar e eliminar um bandido conhecido como “Ninja”, especialmente após descobrir que o criminoso é responsável pela morte de seus colegas de farda. 

– Cândido é um homem vingativo e impiedoso. Sua frase preferida é “bandido bom é bandido morto”. Quanto mais novo é o traficante, mais ele quer eliminar - contou Max.

Cândido é casado com Keyt (Dani Costa), uma mulher linda e desiludida com o casamento. É pai de David, um adolescente de 17 anos (Jonathan Mendes). Ele sonha que David se torne um atirador de elite das forças armadas. 

– Porém o destino reserva algo que acabará de vez com a vida do tenente: o filho dele se envolve no crime, e se torna o melhor atirador da favela. Haverá uma operação para tentar aniquilar esse perigoso traficante: Cândido estará na linha de frente da justiça, e seu filho na linha de frente do crime. E aí fica a questão: o que acontecerá quando Cândido bater de frente com seu único filho? Será que a frase “bandido bom é bandido morto” servirá? - revela Max sobre o conflito central do filme.
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			<title><![CDATA[Desfile das escolas de samba se torna Patrimônio Cultural do RJ]]></title>
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			<updated>2025-12-20T15:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro são, a partir desta sexta-feira (19), Patrimônio Cultural do Estado, por decreto firmado pelo governador, Cláudio Castro, e publicado no Diário Oficial.

A medida reconhece espetáculo como símbolo da identidade cultural fluminense e reforça o Carnaval como política de valorização cultural e desenvolvimento econômico, além de levar o nome do Rio de Janeiro para o mundo.

No dia 29 de agosto deste ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebeu pedido formal de registro dos desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí como Patrimônio Cultural do Brasil.

O documento foi entregue pela diretora cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Evelyn Bastos, ao presidente do Iphan, Leandro Grass, e ao diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do instituto (DPI), Deyvesson Gusmão.

Patrimônio

O Iphan confirmou, em nota, ter recebido o pedido formal de registro dos desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí como Patrimônio Cultural do Brasil.

“Apesar de a política de preservação do patrimônio cultural operada em nível federal ser uma referência para construção de políticas patrimoniais para diversos estados, municípios ou Distrito Federal, essas esferas de governança têm instrumentos e processos próprios para o reconhecimento patrimonial em suas localidades, o que não se confunde com o reconhecimento nacional, que atribui o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Nesse sentido, o processo no Iphan segue rito próprio, independente das iniciativas de reconhecimento dos estados e municípios”.

Na esfera federal, o pedido de registro é o primeiro estágio de um processo que envolve diversas etapas, incluindo análises técnicas e pesquisa etnográfica, informou o Iphan.


	Primeiramente, é feita uma análise técnica da documentação.
	Em seguida, a Câmara Setorial avalia a pertinência da solicitação do registro.
	Após a instrução técnica, o processo de registro é enviado para apreciação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que avalia o pedido e decide sobre o reconhecimento.


De acordo com o Iphan, o pedido de registro dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro “vai ao encontro da importância cultural e histórica do carnaval carioca para o Brasil, fato também já reconhecido pelo Iphan em outras oportunidades.

O Sambódromo do Rio de Janeiro, Avenida Marques de Sapucaí, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, já é tombado em nível federal desde 2021.

Além disso, as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: partido alto, samba de terreiro e samba enredo são reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2007,acrescentou o Instituto.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos para o espetáculo 'Refinaria' neste domingo (21) na Usin4 Casa das Artes]]></title>
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			<updated>2025-12-20T09:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estão disponíveis os últimos ingressos para a sessão de domingo (21) do espetáculo teatral Refinaria, protagonizado por Guilherme Guaral, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 04, Cabo Frio). Reservas pelo WhatsApp: (22) 98151-5565 — Tatiana Cabral. As entradas para sábado (20) já estão esgotadas. 

Adaptação do livro de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, Refinaria põe memórias hipersalinas em cena num espetáculo multiartístico. No palco, Guaral passeia entre a música do compositor Junior Carriço e as projeções de vídeo de Dougles Lopes. A direção é de Rodrigo Sena. 

A obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e à construção de uma nova cidade.

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta Guilherme Guaral, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017).

A ideia do espetáculo não é reunir os poemas e recitá-los. É criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? “Esse talvez tenha sido o maior desafio”, diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, debruçou-se sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, sem se prender a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios — infância, adolescência, juventude.

Dessa forma, é oferecido ao público uma verdadeira experiência sensorial e poética. “Eu resumiria Refinaria como um misto de afetos. É sensacional!”, conta a memorialista e escritora Meri Damaceno.  “É uma poesia que está entrelaçada com a paisagem da Região dos Lagos. A peça faz você viajar o tempo inteiro no vento sudoeste, no vento nordeste, na bruma do sal”, diz o arquiteto Ivo Barreto, especialista em patrimônio histórico.

Parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nos poemas de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, “Moleques do peito solar”.

— Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual.

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido. No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro”.

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de “Recovecos”, livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:           

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.                                                                                                            

No palco, “Refinaria” vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências de escritores como José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço, avô de Junior – aliás, uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, está na trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento — literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”.
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			<title><![CDATA[Papai Noel do Parókia traz solidariedade e samba neste sábado (20), em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-12-19T16:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para a alegria da criançada e dos apaixonados por carnaval, o Grêmio Recreativo Unidos da Parókia realiza neste sábado (20), em Cabo Frio, o Papai Noel do Parókia. O evento vai contar com distribuição de brinquedos, lanches para as crianças e, claro, muito samba. A festa acontece na Rua Jorge Lóssio, esquina com a Avenida Nilo Peçanha, tradicional ponto de concentração do bloco.

Tradição resgatada desde o ano passado pela presidente Fernanda Carriço, o Papai Noel do Parókia é uma mistura de solidariedade e "abertura" do Carnaval. 

"Estamos na luta mais um ano para fazer a alegria de crianças que, de repente, nem ganhariam brinquedos. É a união de várias forças, de vários amigos parokianos, para que o evento aconteça e, no fim, tudo termina em muito amor e samba. Com os amigos do Discaralha formamos o já tradicional, Discarókia. Vai ser lindo", se empolga Carriço. 

Neste ano, o evento também contou com a generosidade dos funcionários da Prolagos, que se uniram para arrecadar quase 300 brinquedos para as crianças que vão participar da festa. Além disso, o Papai Noel vai poder contar com um ajudante muito especial, o Prolaguito. 

"Para todos nós do grupo de voluntários da Prolagos é um grande orgulho poder fazer parte desta ação. Foi incrível ver como nossos colegas se engajaram desde o primeiro momento nessa iniciativa com um objetivo: ajudar a dar alegria para tantas crianças neste Natal. Parabéns a todos e ao Parókia por confiar no nosso trabalho. Tenho certeza que será um dia maravilhoso", disse Michele Antunes, coordenadora do Comitê de Voluntariado da Prolagos.

Além dos brinquedos, as crianças vão ter um pula-pula grátis, distribuição de picolés, algodão doce, pipoca e cachorro-quente. O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal, do Grupo RC24H e de diversos doadores. 

"Para a gente é uma alegria poder colaborar com o Natal do Parókia, esse bloco tão tradicional e ainda mais em um período como esse, que é tão importante para as crianças carentes. Vida longa ao Parókia, vida longa ao Natal do Parókia", declarou a jornalista Renata Cristiane, CEO do RC24H. 

"Somos muito gratos a cada um que chega para somar. O Parókia é Patrimônio Cultural e Imaterial de Cabo Frio e não poderia deixar de contribuir com o Natal das crianças da área. Pedimos que levem brinquedos ou caixas de bombom", concluiu a presidente do Parókia. 

O Papai Noel do Parókia está marcado para  começar a partir das 15h e a chegada do Papai Noel está prevista para às 17h. Depois da distribuição dos brinquedos, a bateria do Parókia se une à bateria do Discaralha e o bloco fará um pequeno desfile pelas redondezas, transformando a magia natalina em alegria carnavalesca.
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			<title><![CDATA[Shows de Réveillon: confira a programação já divulgada até o momento na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2025-12-19T15:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltando menos de duas semanas para a festa da virada de 2025 para 2026, as Prefeituras da Região dos Lagos ainda mantêm um clima de mistério em torno da programação oficial de shows. Até a última quarta-feira (17) apenas Arraial do Cabo e Araruama havia anunciado todas as atrações do réveillon. Cabo Frio e Iguaba Grande confirmaram apenas alguns nomes até agora.

Em Iguaba, a Prefeitura confirmou que a pagodeira Marvvila será a atração da virada de ano, na Praça da Estação, mas até o fechamento desta matéria não havia divulgado as atrações dos outros dias. Já a tradicional queima de fogos será realizada em um ponto único, na Ilha de Santa Rita, sem o uso de balsas. Segundo o governo municipal, a medida visa gerar economia aos cofres públicos, uma vez que a ilha é visível em toda a orla da cidade.

Em Cabo Frio o cantor capixaba Álvaro Nobre e o grupo de pagode Sorriso Maroto se apresentarão na Praia do Forte, no próximo dia 31: o primeiro antes da queima de fogos, e o segundo após o show pirotécnico. A informação foi divulgada pelos próprios artistas, que já anunciam a data em suas agendas oficiais. Já a queima de fogos acontecerá na Praia do Forte, e no Pontal de Santo Antônio, em Tamoios, em balsas posicionadas no mar.

Em Araruama, a prefeita Daniela Soares usou as redes sociais para anunciar que o réveillon 2026 acontecerá em dois palcos: na Praça de Eventos do Centro estão confirmados shows com Di Propósito e Lexa, e em Praia Seca com os grupos Sambará e Boka Loka. Também haverá queima de fogos nos dois lugares.

Em Arraial do Cabo, os shows de réveillon acontecerão na Praia Grande (Paula Fernandes dia 30, e Suel dia 31), Monte Alto (Nosso Sentimento no dia 30 e Swing e Simpatia no dia 31) e Figueira (Reis da Noite, e Quintal da Magia dia 31). Todos os shows serão a partir das 22h. Também nesses três pontos a Prefeitura anunciou que haverá show pirotécnico. Até o fechamento desta edição as Prefeituras de Búzios e São Pedro não haviam divulgado nenhuma atração da festa de fim de ano. 

 

SERVIÇOS | Réveillon 2026 na Região dos Lagos (programação atualizada no dia 19/12. Pode ser atualizada)

Arraial do Cabo
— Praia Grande: Paula Fernandes (30/12) | Suel (31/12)
— Monte Alto: Nosso Sentimento (30/12) | Swing e Simpatia (31/12)
— Figueira: Reis da Noite e Quintal da Magia (31/12)
— Todos os shows a partir das 22h, com queima de fogos

Araruama
— Centro (Praça de Eventos): Di Propósito e Lexa (31/12)
— Praia Seca: Sambará e Boka Loka (31/12)
— Queima de fogos nos dois locais

Cabo Frio
— Praia do Forte: Álvaro Nobre (antes da queima de fogos) | Sorriso Maroto (após a queima de fogos) — 31/12
— Queima de fogos na Praia do Forte e no Pontal de Santo Antônio (Tamoios)

Iguaba Grande
— Praça da Estação: Marvvila (31/12)
— Queima de fogos na Ilha de Santa Rita

Búzios
— Programação não divulgada até o fechamento desta edição

São Pedro da Aldeia
— Programação não divulgada até o fechamento desta edição
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			<title><![CDATA["O Auto da Compadecida" ganha montagem estudantil neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-12-18T16:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Quem é fã das aventuras mirabolantes de Chicó e João Grilo, personagens de O Auto da Compadecida, obra do escritor Ariano Suassuna, terá a chance de reencontrar essas figuras icônicas em uma montagem especial. A apresentação será neste sábado (20) às 19h, e domingo (21) às 17h, no teatro do colégio Domingos Sávio (no bairro São Cristóvão, em Cabo Frio). O espetáculo (com duração de uma hora), integra o festival de encerramento do ano letivo do curso Marcelo Pires de Teatro e TV, e reúne cerca de 35 estudantes em cena.

Dirigidos pelo ator Daniel Ericsson, os alunos de interpretação apresentarão diversas esquetes — cenas curtas de até 15 minutos — como ponto culminante de um ano de aprendizado na arte teatral.

– Não se trata, portanto, de teatro profissional, mas de alunos com no mínimo um ano de curso. Este ano o tema escolhido foi comédia, e entre tantas esquetes, uma turma assumiu o risco de montar uma peça completa em uma adaptação feita por uma das alunas - contou Daniel em conversa com a Folha.

Ao todo, segundo o diretor, foram 12 ensaios ao longo de três meses, além dos encontros regulares aos sábados à tarde, no horário convencional das aulas. O processo, segundo Daniel, contou ainda com ensaios extraordinários, considerados fundamentais para a construção do espetáculo, viabilizados, segundo ele, graças ao apoio e acolhimento dos atores Silvana Lima e Ivan Cavalcanti, responsáveis pelo Teatro Quintal.

– Como se trata de um curso de teatro, decidimos este ano pela linguagem essencialista. Desta maneira, o espetáculo se vale de pouca cenografia e poucos recursos estéticos, dando ênfase ao talento dos alunos em cena. Por isso, o público pode esperar toda a dedicação de um grupo heterogêneo de estudantes de teatro, que tem o entusiasmo de quem inicia sua trajetória artística, e as emoções das aventuras de João Grilo e Chicó, em meio às peripécias necessárias a sua sobrevivência, num mundo cheio de status e hipocrisia - adiantou Daniel. Toda a produção ficou por conta de Marcelo Pires e Ilana Agnes.

Além de “O Auto da Compadecida”, os alunos também apresentarão esquetes como “Pastel estragado”, “Vovô hilariante”, “A casa assombrada”, “Primeira classe”, “Minha mãe é uma peça”, “Imitose” e “Mímica”. O teatro do colégio Domingos Sávio fica na Rua Maria José Barroso Leite, 5 (próximo ao Hospital Central de Emergência, no bairro São Cristóvão). Ingressos à venda no valor de meia-entrada (R$ 30) através do whatsapp (22) 98803-2922.
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			<title><![CDATA[IFF Cabo Frio abre chamada pública para compra de alimentos da agricultura familiar]]></title>
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			<updated>2025-12-17T18:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Instituto Federal Fluminense (IFF) – Campus Cabo Frio lançou a Chamada Pública nº 04/2025 para aquisição de alimentos da agricultura familiar, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O edital é direcionado a agricultores familiares e às suas organizações.

Podem participar fornecedores individuais, grupos informais e grupos formais, como cooperativas e associações, desde que estejam devidamente cadastrados com DAP ou CAF válida.

O prazo para envio da documentação e do Projeto de Venda vai até o dia 26 de dezembro de 2025, às 10h. A documentação deve ser encaminhada para o e-mail comprascf@iff.edu.br.

A sessão pública de abertura das propostas será realizada no Auditório do Bloco A do IFF Campus Cabo Frio, com possibilidade de participação por videoconferência, por meio do Google Meet, no link:
https://meet.google.com/jre-pijx-otz

O edital completo está disponível no portal de seleções do Instituto Federal Fluminense, sob o título Edital da Chamada Pública nº 04/2025.
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			<title><![CDATA[Mostra revisita memórias de Cabo Frio em bordados de mulheres do coletivo Trama dos Lagos]]></title>
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			<updated>2025-12-15T17:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Lá estão emolduradas nas paredes do Charitas, no Centro de Cabo Frio: os cata-ventos e as salinas, o Arco da Passagem e rostos de nomes históricos como Sebastião Lan, Seu Chico Redeiro, Dona Rosa Geralda e Wolney Teixeira.

Entre tantas outras obras, a primeira “Mostra de Arte Têxtil – Cabo Frio – Memória bordada” reúne narrativas visuais sobre a cidade por meio do trabalho do coletivo Trama dos Lagos. A abertura aconteceu nesta segunda-feira, 15 de dezembro, às 15h. A mostra permanece no Charitas até o dia 20 de dezembro. O horário de visitação vai das 9h às 18h.



Os bordados revisitam identidades, afetos e histórias locais. Quinze mulheres fazem parte do projeto: Ana Carolina Roque, Bianca Santos, Claudia Regina de Souza e Silva Pereira, Eliani Helena Cruz dos Santos, Elsinete Fortunato, Flávia dos Santos, Ilma Machado, Joanita Carmen Rodrigues Lopes Cunha, Lilian Azevedo, Lu Maluf, Luiza Costa Giron, Mirella Palácio Andrade, Mylene Ferreira, Nana, Nilce Helena Castro, Patrícia Castor, Regina Célia Rosa dos Santos, Sônia Maria Xavier Pinto, Sol Salinas, Val Silva e Valéria Aguiar.

“Essa mostra é o resultado de uma convivência construída ao longo de dois anos, entre conversas e bordados. Desde a primeira oficina, que reuniu 15 mulheres dispostas a iniciar ou seguir na trilha da arte de bordar, participamos de projetos de bordado coletivo, persistindo no desejo de seguirmos juntas”, diz o texto de apresentação da mostra.

“Nosso propósito sempre foi — e continuará sendo — dar visibilidade a essa arte eminentemente feminina, ponto por ponto, reunindo cada vez mais bordadeiras que desejam contar a própria história, desenvolvendo habilidades e autoria. Escolhemos Cabo Frio como tema com o propósito de realçar os lugares de memória da cidade, suas identidades, afetos e os símbolos do cotidiano cabo-friense.”
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			<title><![CDATA[Azul Mirim: um novo repertório cheio de aprendizado e estímulo à criatividade para as crianças]]></title>
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			<updated>2025-12-12T16:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[“O vento é forte/ a bola é leve / segura a bola / senão o vento vai levar”, canta Azul Puro Azul em “Me Cata-Vento”, primeira música autoral do projeto Azul Mirim, que acaba de chegar às plataformas digitais de streaming. Os versos vêm num coro para lá de especial: Azul partilha o microfone com seu filho, o jovem artista Valentim (Tim Tim Mirim), de 7 anos. O álbum foi produzido e arranjado por Azul e Diego Germam, no estúdio Arbolitos, de propriedade de Diego. Ambos também são responsáveis pela execução da maior parte dos instrumentos gravados.

O repertório, conta Azul Puro Azul, estimula a criatividade, o aprendizado e o bem-estar das crianças. Trata-se de uma experiência musical participativa, que desenvolve habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

“Apesar de o público-alvo inicial ser o infantil, as músicas dialogam com pessoas de todas as idades, trazendo uma energia alegre, leve e divertida nas melodias, harmonias e letras. É uma construção orgânica, sincera, e temos certeza de que dialogará com a criança interior de todas as pessoas, independentemente da idade”, afirma Azul.

Além de Tim Tim Mirim, o álbum conta com a participação de Juliana Feliciano (coros vocais em Azul Para Acalmar), Vitalino (coros vocais em Azul Para Acalmar e Me Cata-vento), Nado Capoeira (percussão em Azul Para Acalmar e Me Cata-vento), Diego Matos (trombone e trompete em Azul Para Acalmar, Minha Mão e Me Cata-vento) e Danniel Coelho (contrabaixo em Azul Para Acalmar). Yuri Vasconcellos assina a criação artística, com a ilustração da capa.

Além do lançamento das três canções, Azul e Diego Germam seguem na produção de novas faixas. Nos próximos meses, já está previsto mais um lançamento: uma canção que retrata o olhar de um bebê para os pais durante a gestação, com a participação de Juliana Feliciano e Tim Tim Mirim.

O link para ouvir as canções no Spotify será divulgado nos canais oficiais do projeto.

https://open.spotify.com/intl-pt/album/1lHkAl8Oi852lLmbZq62Yl

Para acompanhar o trabalho e ficar por dentro das novidades, basta seguir o Azul Mirim nas redes sociais:
https://www.instagram.com/azulmirim/

Fotos: Loft Fotográfico
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			<title><![CDATA[Lira Independente de Cabo Frio se apresenta na última edição do ano da Feira Quilombola]]></title>
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			<updated>2025-12-11T17:03:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Lira Independente de Cabo Frio será a atração musical da última edição do ano da Feira Quilombola, que acontece neste sábado (13), no Horto Municipal Antônio Ângelo Trindade Marques, no bairro Portinho, em Cabo Frio. A apresentação começa às 10h e integra a programação festiva do evento, que reúne agricultura familiar, artesanato e tradições das comunidades quilombolas da Região dos Lagos.  O evento é  patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio, através de Edital da Lei Paulo Gustavo.

Formada por cerca de 10 músicos cabo-frienses, a Lira Independente nasceu há pouco mais de um ano com a proposta de recuperar o espaço das bandas musicais na cidade após a dissolução de grupos tradicionais. Desde então, tem marcado presença em diferentes eventos culturais, ampliando o repertório e fortalecendo sua identidade. Para este sábado, o grupo prepara uma seleção que passeia pelo Hino de Cabo Frio, pela MPB e por sucessos internacionais.

A produção executiva do evento é da produtora cultural Taz Mureb. 

"A Lira Independente é um projeto importantíssimo de resgate de uma manifestação cultural e musical tradicional de Cabo Frio, que foi se perdendo com o passar das décadas por falta de políticas públicas para esse fomento. A Lira está fazendo esse resgate, que é um resgate histórico, unindo músicos das duas principais bandas de Cabo Frio", declarou Taz.

A jornalista Fernanda Carriço, uma das fundadoras da Lira Independente, destaca a importância da participação no evento. “Tocar na Feira Quilombola é estar em diálogo com a história e a resistência das comunidades da região. A Lira nasceu para ocupar espaços culturais com música de qualidade e presença comunitária, e encerrar o ano nesse ambiente significa reafirmar esse compromisso.”

A Feira Quilombola é realizada pelas cooperativas Cooperquilombo e CoopaLagos, com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio por meio de edital da Lei Paulo Gustavo. O evento acontece das 9h às 15h, com entrada gratuita.

Serviço
Apresentação Lira Independente 
Data: 13/12
Hora: 10h
Local: Feira Quilombola / Horto Municipal Cabo Frio
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			<title><![CDATA[Refinaria: espetáculo será apresentado no Usin4 Casa das Artes nos dias 20 e 21 de dezembro ]]></title>
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			<updated>2025-12-10T14:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Adaptação do livro de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, Refinaria põe memórias hipersalinas em cena num espetáculo multiartístico. No palco, o ator Guilherme Guaral passeia entre a música do compositor Junior Carriço e as projeções de vídeo de Dougles Lopes. A direção é de Rodrigo Sena. As próximas apresentações serão nos dias 20 e 21 de dezembro, às 20h, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 04, Cabo Frio). Reservas pelo WhatsApp: (22) 98151-5565 — Tatiana Cabral.

A obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e à construção de uma nova cidade. 

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta Guilherme Guaral, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017). 

A ideia do espetáculo não é reunir os poemas e recitá-los. É criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? “Esse talvez tenha sido o maior desafio”, diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, debruçou-se sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, sem se prender a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios — infância, adolescência, juventude.

Dessa forma, é oferecido ao público uma verdadeira experiência sensorial e poética. “Eu resumiria Refinaria como um misto de afetos. É sensacional!”, conta a memorialista e escritora Meri Damaceno.  “É uma poesia que está entrelaçada com a paisagem da Região dos Lagos. A peça faz você viajar o tempo inteiro no vento sudoeste, no vento nordeste, na bruma do sal”, diz o arquiteto Ivo Barreto, especialista em patrimônio histórico.

Parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nos poemas de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, “Moleques do peito solar”. 

— Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual. 

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido. No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro”.

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de “Recovecos”, livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:            

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.                                                                                                             

No palco, “Refinaria” vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências de escritores como José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço, avô de Junior – aliás, uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, está na trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento — literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”.
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			<title><![CDATA[Búzios recebe o projeto Sopros & Cordas nesta sexta-feira (12)]]></title>
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			<updated>2025-12-09T15:13:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No dia 12 de dezembro, às 19h, Búzios recebe pela primeira vez o projeto Sopros & Cordas, na Praça Santos Dumont. Com entrada gratuita, o evento promete uma noite marcante em que música instrumental, cultura caiçara e sensibilidade artística se encontram para celebrar a criatividade fluminense.

A noite começa com o grupo Nós do Choro, referência regional que mantém viva a tradição do choro na Região dos Lagos, abrindo o evento com toda a riqueza melódica e rítmica do gênero.

Em seguida, o quinteto Sopros & Cordas apresenta um repertório com releituras instrumentais de grandes compositores nacionais e internacionais, incluindo: Queen (Love of My Life); The Beatles (Yesterday); Ary Barroso (Aquarela do Brasil); Tom Jobim  (Anos Dourados) e Jimmy Cliff (I Can See Clearly Now), além de temas como Clube da Esquina, do cantor e compositor mineiro Lô Borges, entre outros clássicos nacionais e internacionais.

O projeto, que une virtuosismo musical, inclusão e representatividade, é formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão). O grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.
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			<title><![CDATA[Canta Autoria reúne compositores da região em apresentações na Praça Gentil Gomes de Faria]]></title>
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			<updated>2025-12-04T13:48:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Eles são músicos, letristas, compositores. Seus acordes acolhem as perspectivas do que há de contemporâneo na música que ecoa pela Região dos Lagos. Ao mesmo tempo, trazem as inspirações que vêm de outros cantos e tempos. Nos dias 6 e 7 de dezembro, doze artistas compartilham suas obras no projeto Canta Autoria, com pocket shows que começam às 17h, na Praça Gentil Gomes de Faria, na Passagem, em Cabo Frio.

No dia 6 de dezembro, as apresentações são de Kalu Coelho, Junior Carriço, Azul Puro Azul, Keren Hapuk e Jorge Villas. Já no dia 7 de dezembro sobem ao palco Rodrigo Codeso, Ivo Vargas, Vinícius Santa Rosa, Léo Diodi, Ulisses Rabelo, Mayla Árvore e Vitalindo.

De acordo com os organizadores, o Canta Autoria nasceu da necessidade de criar um espaço dedicado à canção original e à circulação de obras autorais fora do circuito comercial tradicional. Em um cenário em que muitos artistas independentes enfrentam dificuldades para ocupar palcos com suas criações, o projeto surge como plataforma de difusão, valorização e fortalecimento da identidade cultural da região.

A proposta também atua como estímulo à criação, incentivando tanto o desenvolvimento de novas composições quanto a troca artística entre músicos de diferentes trajetórias e cidades. Ao promover apresentações minimalistas, o projeto resgata a essência da canção em seu estado mais puro, aproximando compositor e público em uma experiência direta, humana e sensível.

“Com seis pocket shows por noite, o evento oferece diversidade estética e criativa, apresentando novas vozes, novos repertórios e novas perspectivas da música contemporânea. O Canta Autoria se consolida, assim, como espaço de circulação artística, intercâmbio cultural e fomento à cena autoral independente”, diz o texto de divulgação do projeto.

O Canta Autoria foi aprovado pelo edital de Fomento à Execução de Ações Culturais, categoria Mostras Artísticas e Culturais, pelo Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal. @prefeituradecabofriooficial @cabofriocultura
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			<title><![CDATA['Maresia corrói os dentes': Érica Magni lança na região livro que traz a poética de Monte Alto]]></title>
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			<updated>2025-12-02T16:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em seu terceiro livro, "Maresia corrói os dentes" (Sophia Editora, 2025), a poeta e jornalista Érica Magni mergulha nas memórias de Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo (RJ), para tecer uma narrativa híbrida entre poesia e prosa. A obra, que nasce marcada pela urgência política e ambiental, retrata a vida em um território corroído não apenas pelo sal do mar, mas pela negligência do Estado e pela especulação imobiliária. 

Depois de realizar sessões de autógrafos na Flip (Paraty), no Partisan da Lapa (Rio de Janeiro) e na Bienal da Pernambuco, a autora agora lança a obra na Região dos Lagos.  Em Monte Alto, o encontro acontece no dia 5 de dezembro, na Banca do Natan, a partir das 16h, Em Cabo Frio, o lançamento será no dia seguinte, 6 de dezembro, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 4 Jardim Excelsior - Cabo Frio), das 14h às 19h. Os dois dias contarão com poemas musicados com Luiza Souto. 

Érica Mgni captura vozes muitas vezes silenciadas — pescadores, vendedores ambulantes, moradores de casas devoradas pelo tempo — e as transforma em literatura. “O livro fala sobre corrosão e permanência. Sobre o que resiste mesmo quando tudo tenta apagar”, diz. 

A maresia, aqui, é mais que um fenômeno natural: é metáfora para o desgaste social, ambiental e afetivo de uma comunidade que insiste em existir. A obra surgiu de três anos de convivência com a região, onde a autora se tornou parte da paisagem. “As pessoas me viam e gritavam: ‘E o livro? Já escreveu?’”, relembra.

A maresia como metáfora existencial
O sal que corrói as estruturas de ferro nas praias de Monte Alto serve de metáfora central para a obra. "A maresia aparece como aquilo que destrói lentamente, mas também como o que deixa marcas, do que insiste", explica a autora. Essa dupla natureza, corrosão e permanência, estrutura todo o livro, que aborda desde a degradação ambiental até a resiliência dos afetos em meio à adversidade.

Os versos e fragmentos de Érica capturam com precisão o ritmo da vida à beira-mar: o vai-e-vem das marés que espelha a chegada e partida dos turistas; o silêncio ensurdecedor do inverno que contrasta com o burburinho efêmero do verão; o lento definhar das construções frente ao avanço do mar e do descaso. "Escolhi esses temas porque refletem não apenas minha experiência pessoal, mas uma urgência coletiva", afirma a escritora, destacando como a obra dialoga com questões ambientais e sociais prementes.

Influenciada por vozes como Conceição Evaristo, Hilda Hilst e João Cabral de Melo Neto, a autora desenvolve uma linguagem que é ao mesmo tempo lírica e concreta, capaz de traduzir em palavras a textura áspera da vida nas bordas. "Minha escrita é fragmentada, sensorial e afetiva", define a poeta, que optou por uma estrutura não linear para o livro. Os capítulos se organizam como ondas, às vezes suaves, às vezes violentas, criando um efeito de maré que envolve o leitor. 

Um dos momentos mais marcantes da obra é o relato do incêndio que destruiu a casa da autora em Arraial do Cabo. Esse episódio, tratado com uma crueza que não exclui a beleza, serve como metáfora para todo o livro: da destruição pode nascer uma nova forma de ver o mundo. "O livro começa com o fogo, mas termina com o sal - ambos corrosivos, ambos transformadores", analisa Bruna Mitrano no posfácio da obra.

Sobre a autora
Érica Magni (Rio de Janeiro, 1986) é poeta, jornalista e criadora do podcast Rádio-Carta Mulher. Autora de "Poérica" (Editora Cousa, 2019) e "Areia na Olhota" (Editora Pedregulho, 2023), já colaborou com projetos ligados a comunidades indígenas e periféricas, como o livro "Diário de Área" (2021), sobre a etnia Yanomami. Vive entre a Região dos Lagos e Teresópolis, onde continua a escrever “tudo que a atravessa”.
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			<title><![CDATA[Lançamento do clipe "Deusa das Águas" conecta samba, ancestralidade e sustentabilidade ]]></title>
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			<updated>2025-12-02T11:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O grupo Canto de Amigos, referência no samba de raiz há mais de três décadas, lançou hoje (dia 2) a música e o clipe “Deusa das Águas”, uma obra que celebra o sagrado feminino, a força ancestral das águas e a espiritualidade que permeia a cultura afro-brasileira. Mais do que uma produção audiovisual, o lançamento se torna uma oportunidade de revelar a história por trás da canção, seu significado simbólico e a relação direta que o clipe estabelece com as ações socioambientais promovidas pela Omìayê. Gravado em Ponta Negra, em Maricá, o trabalho revisita a simbologia do encontro entre rio e mar para construir uma narrativa que une natureza, identidade e memória coletiva. Dedicada às Orixás Oxum e Iemanjá, a canção homenageia representações da fertilidade, da cura, da proteção e da sensibilidade feminina que atravessam gerações e sustentam tradições vivas no território.

A direção de Bruno Cintra e Walace do Rosário conduz o clipe em uma linguagem sensorial, trabalhando luz, cor e movimento para traduzir na imagem o fluxo espiritual da música. A interpretação em parceria com a cantora Paula Princi amplia a atmosfera afetiva e fortalece a presença simbólica das águas na narrativa. Toda a estética foi concebida para dialogar com as raízes do samba tradicional e com a cosmogonia que inspira a trajetória do próprio grupo.

Para Jorge Nascimento, compositor e vocalista do Canto de Amigos, afirma que o lançamento marca um momento especial do conjunto: 

“Deusa das Águas é mais que um clipe, é um chamado ancestral. Quando escrevemos essa canção, sentimos as águas nos guiando: o rio doce que acalma, o mar que acolhe, a corrente que conduz. Oxum e Iemanjá sempre foram símbolos de força, beleza, cuidado e mistério, e queríamos honrar essas presenças que atravessam nossa história e a do nosso povo. Gravar esse trabalho foi como devolver para as águas aquilo que recebemos delas: respeito, gratidão e vida. Que cada pessoa, ao assistir, sinta esse abraço profundo das águas, o mesmo que sentimos ao criar”, destacou. 

O lançamento também faz referência ao projeto Omìayê, tecnologia social e reconhecida por unir ciência, saber popular e sustentabilidade na transformação de óleo de cozinha usado em sabão e detergente ecológicos. A homenagem estabelece uma ponte entre a força simbólica das águas no clipe e a atuação cotidiana do projeto na proteção dos recursos hídricos. Até o momento, o Omìayê já evitou que mais de 50 milhões de litros de água fossem poluídos — o equivalente a 20 piscinas olímpicas —, desenvolveu processos comunitários de biorremediação e distribuiu gratuitamente produtos ecológicos para milhares de famílias.

Para o Instituto Singular Ideias Inovadoras, responsável pela implantação e gestão do Omìayê, a homenagem representa um reconhecimento importante da cultura para o campo da sustentabilidade: 

“Para o Instituto, a presença do Omìayê no clipe reforça a integração entre cultura, território e práticas de sustentabilidade. Quando uma obra artística incorpora o cuidado com a água e reconhece o nosso trabalho comunitário, ela amplia o alcance e o impacto das ações que realizamos. O Omìayê mostra que soluções simples, apoiadas pela participação local, podem gerar resultados consistentes, e ver esse processo representado no audiovisual reafirma nosso compromisso com tecnologias sociais voltadas à saúde, à economia circular e à educação ambiental”, afirmou o coordenador e responsável pelo projeto.

A conexão entre música, território e cuidado ambiental fortalece a mensagem central do clipe, que passa a dialogar não apenas com o sagrado, mas também com ações concretas de proteção das águas. Assim como o encontro entre rio e mar inspira a narrativa visual, o encontro entre arte, ancestralidade e inovação social amplia o alcance simbólico de “Deusa das Águas”, reafirmando que o cuidado com a vida, com a memória e com o meio ambiente é parte inseparável das práticas que moldam o futuro das comunidades brasileiras.

O Instituto Singular Ideias Inovadoras é uma organização de impacto social que, desde 2009, atua na interface entre ciência, justiça social e sustentabilidade. Desenvolve programas voltados à educação ambiental, à economia circular e à inclusão produtiva, sempre buscando soluções inovadoras para desafios socioambientais. Saiba mais: www.institutosingular.org.br

 O Projeto Omìayê é uma iniciativa de saneamento ecológico circular e educação ambiental que transforma óleo usado em Ecosabões biorremediadores. Além de promover ações de cuidado com a água e o território, une tecnologia social e mobilização comunitária para fortalecer práticas sustentáveis e gerar impacto positivo nas comunidades. Saiba mais: www.omiaye.com.br

Serviço
Clipe “Deusa das Águas” – Lançamento oficial
Data: 02 de dezembro de 2025
Saiba mais: www.instagram.com/cantodeamigosoficial

Ficha Técnica – clipe “Deusa das Águas”
Música: Deusa das Águas
Artista: Canto de Amigos
Feat: Paula Princi
Compositores: Jorge Nascimento e José Carlos Costa (Zequinha)
Direção: Bruno Cintra e Walace do Rosário
Produção: Macaco Branco, Cacau Caldas, Jair do Cavaco, Milena Wainer, Roberta Barreto e Victor Alves
Local de gravação: Ponta Negra – Maricá/RJ
Lançamento: 02 de dezembro de 2025
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			<title><![CDATA[Clarêncio Rodrigues e o grupo Sorriso Feliz voltam às ruas e escolas públicas com a 11ª Bonecart]]></title>
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			<updated>2025-11-23T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Referência na arte de bonecos, o mestre de cultura popular Clarêncio Rodrigues retorna às ruas, praças e escolas com o grupo Sorriso Feliz para realizar a 11ª edição da Bonecart – Mostra de Teatro de Animação.

Com apresentações gratuitas do espetáculo “Quem canta e conta, encanta” e oficinas de teatro de marionetes abertas ao público, a Bonecart reafirma seu compromisso com a democratização da cultura para crianças, adolescentes e toda a comunidade, sobretudo em territórios com menor acesso às atividades artísticas.

Programação gratuita da 11ª Bonecart – Mostra de Teatro de Animação:

24/11 – 10h - Escola Municipal Arlete Rosa Castanho (Acessível em Libras)

28/11 – 11h30 - Escola Municipal Angelim (Quilombo de Preto Forro)

04/12 – 14h - Abrigo Municipal Casa da Criança e do Adolescente

12/12 – 16h - Praça Agenor Santos, no Jardim Esperança

Com apresentações itinerantes e interativas, o mestre Clarencio e o grupo Sorriso Feliz prometem despertar o encantamento por meio de narrativas que valorizam o imaginário popular e a alegria da arte de animar bonecos.

“Um dos pontos altos do espetáculo são as canções trabalhadas a partir do cancioneiro popular brasileiro, em valorização dos seus ritmos e diferentes sotaques, como expressão da diversidade cultural do país. Vale a pena assistir e todos estão convidados”, diz a coordenadora de comunicação do projeto, Aline Moschen.

A 11ª BONECART – Mostra de Teatro de Animação é um projeto patrocinado pelo Edital nº 04/2025 da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, reforçando a importância das políticas públicas de fomento à cultura para a continuidade e fortalecimento das tradições populares.
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			<title><![CDATA[Estreia de 'Refinaria': adaptação de livro finalista do Jabuti põe Cabo Frio em cena]]></title>
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			<updated>2025-11-21T09:53:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No mês em que Cabo Frio celebra 410 anos, um espetáculo sobre memória, território e pertencimento ganha a cena e se inscreve, também, como parte das comemorações simbólicas. “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, estreia no Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, n.º 3, Parque Burle), com apresentações nesta quinta (27) e na sexta (28), às 20h. A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço e projeções inéditas de Douglas Lopes. Os ingressos custam R$ 25, com reservas pelo telefone (21) 99342-8893. A estreia tem apoio cultural de Tia Maluca, Cabo Frio Convention Bureau, Dr. Leonardo Mignot e Folha dos Lagos.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e ao sal. É um universo muito marcado por Cabo Frio e sua história —e o ponto de partida para a criação cênica.

A conexão de Guilherme Guaral com a obra antecede o processo de ensaios. Ele conheceu Cabral em outro período, quando o autor se dedicava à música. Tempos depois, os dois se reencontraram por causa de "Unidos da Democracia: as escolas de samba do Rio de Janeiro e os enredos políticos na década de 1980", livro do próprio Guaral publicado pela Sophia Editora em 2022. O ator, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017), acompanhou de perto o movimento editorial de Cabral e se interessou pela forma como o escritor vinha investigando memórias, paisagens e identidades. Quando “Refinaria” foi lançado, deu-se o impulso:

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta ele, que volta aos palcos após 10 anos.



Mas a ideia não era transcrever os poemas e recitá-los. Era criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? "Esse talvez tenha sido o maior desafio", diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, se debruçou sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, mas não se prendessem a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios —infância, adolescência, juventude.

O processo de Guaral, então, passou a ser o de dar corpo a esse homem dividido entre saudade e resistência.

— Tento dar cor e imagem às palavras e à poesia do Rodrigo, que são complexas e, muitas vezes, fora do realismo. Tento encontrar essa química entre emoção e projeção de imagens oníricas, poéticas, surreais.

Ele diz que muitos momentos lhe tocaram de modo pessoal.

— Mexeram com a lembrança, a saudade, a infância. Situações que vivi ou que vi meus filhos viverem aqui, no Portinho, na Rua da Árvore. É uma montanha-russa de emoções.

E não é por acaso: parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nas poesias de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, "Moleques do Peito Solar".

—  Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual.

Douglas compartilha que os versos o tocaram tanto que ele quis tatuar um deles. Primeiro longa de sua vida, "em minutagem", como ele frisa, o trabalho não foi realizado sem desafios.


—  Nunca tinha feito um. Precisamos ter muito cuidado com gravações, roteiro e detalhes. Foi difícil, principalmente pelo tempo em que ele foi feito. Tivemos muita chuva, que impossibilitou diversas gravações e nos fez remarcar várias vezes. Mas agora está tudo gravado. Estamos nos ajustes finos para chegar à perfeição — afirma.

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido.

— Planejamos muito bem e sabíamos muito o que queríamos. Criamos coisas que pareciam fáceis na cabeça, mas difíceis de implementar. Encontramos soluções para tudo.

Ele afirma que o teatro, por natureza, nunca está pronto:

— É vivo. Vamos seguindo, experimentando e melhorando no que for preciso.

No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro".

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de "Recovecos", livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.

O espetáculo também conta com uma canção de autoria do poeta Victorino Carriço, avô de Junior, intitulada “Voltei ao Baixo Grande”. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que pela Sophia Editora publicou o livro Arraiada. 

—  Essa bela canção cai muito bem no espetáculo porque boa parte da obra foi mesmo concebida em fluxo de consciência. É a escrita fundamentada na onipotência do sonho, nas revelações da subjetividade — conta Rodrigo Cabral. — Junior e Igor são grandes poetas da região. Tê-los nesse projeto é um registro simbólico da nossa amizade, atravessada pela poesia das nossas raízes, do nosso lugar.

No palco, "Refinaria" vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências dos escritores José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento —literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, "todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida".
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			<title><![CDATA[Projeto Sopros & Cordas retorna ao Mart, em Cabo Frio, na quinta-feira (27)]]></title>
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			<updated>2025-11-20T20:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A próxima edição do projeto Sopros & Cordas será no dia 27 de novembro, às 18h, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) de Cabo Frio. 

O quinteto Sopros & Cordas une virtuosismo musical, inclusão e representatividade. Formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão), o grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.



Mais do que um show, Sopros & Cordas é um manifesto artístico pela diversidade, reunindo músicos de diferentes trajetórias e identidades, entre eles Diego Matos, trompetista com síndrome de Tourette, para celebrar a contribuição além da cultura popular para a música brasileira.

Com entrada gratuita, o evento promete uma experiência completa, em que arte, história e cidadania se encontram em um dos cenários mais bonitos de Cabo Frio. Uma noite para celebrar o passado e o futuro da cidade, com o som dos sopros, o ritmo das cordas e o talento do povo cabo-friense.

O projeto é produzido por Taz Mureb e contemplado no Edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do RJ.

Serviço: 
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			<title><![CDATA[Região dos Lagos recebe espetáculo teatral que questiona a desigualdade]]></title>
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			<updated>2025-11-13T10:58:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Celebrando 10 anos de estrada, o espetáculo “Se vivêssemos em lugar normal” chega, este mês, à Região dos Lagos. A peça, adaptação da obra de Juan Pablo Villalobos, é uma uma tragicomédia subversiva. O público poderá conferir as apresentações em Cabo Frio, em Araruama, e no Rio de Janeiro.

“Se vivêssemos em lugar normal” é a primeira adaptação teatral da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a trama conta a história de Orestes, um adolescente de 13 anos que se depara com os conflitos sociais e econômicos que permeiam sua família e a sociedade ao seu redor.

Em meio a uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, o protagonista tenta avaliar o curso de sua própria sorte enquanto ameaças reais desenham uma tragédia iminente. Essa mistura de humor e drama resulta em uma encenação deliciosamente subversiva.

O impacto da peça é reconhecido pela crítica, sendo classificada pelo jornal O Fluminense (out/2016) como um potente "Manifesto contra desigualdade". O texto ácido e a interpretação potente permitem ao público não apenas gerar questionamentos, mas também idealizar um lugar mais digno e igualitário, refletindo a realidade de milhões de brasileiros e latino-americanos.

Além de ser o único ator no palco (possui formação em Interpretação pela UNIRIO), Roberto Rodrigues também assina a adaptação do espetáculo. Com vasta trajetória no teatro, circo e audiovisual, o ator é integrante do Circo Dux e da Orquestra Circônica, além de fundador do Projeto Transmutante.

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - através da Secretaria de Cultura e Utopias da cidade de Maricá - em Cabo Frio o espetáculo será apresentado nos próximos dias 15 e 16, no Teatro Quintal (rua Américo Ferreira da Silva, 3, no Parque Burle), às 20h. Em Araruama o público poderá conferir a encenação no dia 18, às 21h30, no Espaço Multicultural Gene Insanno (Rua Coronel Doring, 71 - Haway). A temporada será encerrada no Rio de Janeiro, com sessões às sextas, sábados e domingos (começou no último dia 12 e segue até o dia 22), sempre às 20h, no Teatro Laura Alvim (Avenida Vieira Souto 176, Ipanema).

Antes de chegar à Região dos Lagos, o espetáculo passou pela FLIM (Feira Literária Internacional de Maricá) e teve uma temporada de sucesso de público no Teatro da UFF, em Niterói com produção de Carol Oliveira, iluminação de Lucas Maciel e comunicação de Bia Ferraz.
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			<title><![CDATA[Projeto 'Sopros & Cordas' terá edição especial de aniversário dos 410 anos de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-11-10T12:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em pleno aniversário de Cabo Frio, no dia 13 de novembro, o bairro histórico da Passagem receberá mais uma edição do evento “Sopros & Cordas”. Os 410 anos da cidade serão comemorados, a partir das 17h, com música instrumental, cultura, gastronomia e arte local na Praça Gentil Gomes de Faria, na Passagem.

A programação começa com a Feira Quintal das Artes, espaço dedicado à produção artesanal, moda autoral, bem-estar e gastronomia criativa, que reforça o talento e o empreendedorismo local. Às 19h, o público será conduzido por uma viagem sonora que celebra a tradição e a diversidade da música fluminense.

A noite será aberta pela Lira Independente de Cabo Frio, tradicional banda civil de música instrumental da cidade, sob regência do maestro Tardelli, resgatando o repertório popular das praças e coretos e preparando o clima para a atração principal da noite.

Em seguida, sobe ao palco o quinteto Sopros & Cordas, projeto que une virtuosismo musical, inclusão e representatividade. Formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão), o grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.

Entre as músicas que serão tocadas estão: Garota de Ipanema, Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Regra Três (Toquinho e Vinícius de Moraes), Yesterday (The Beatles), New York, New York (Frank Sinatra), Wonderful World (Louis Armstrong) e I Can See Clearly Now (Johnny Nash). 

Mais do que um show, Sopros & Cordas é um manifesto artístico pela diversidade, reunindo músicos de diferentes trajetórias e identidades, entre eles Diego Matos, trompetista com síndrome de Tourette, para celebrar a contribuição além da cultura popular para a música brasileira.

Com entrada gratuita, o evento promete uma experiência completa, em que arte, história e cidadania se encontram em um dos cenários mais bonitos de Cabo Frio. Uma noite para celebrar o passado e o futuro da cidade, com o som dos sopros, o ritmo das cordas e o talento do povo cabo-friense.

O projeto é produzido por Taz Mureb e contemplado no Edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do RJ.

Serviço: 
Data: 13 de novembro de 2025
Feira Quintal das Artes: a partir das 17h
Shows: a partir das 19h
Local: Praça São Benedito – Passagem, Cabo Frio (polo gastronômico e bairro histórico)
Abertura: Lira Independente de Cabo Frio (Maestro Tardelli)
Show principal: Quinteto Sopros & Cordas
 
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			<title><![CDATA[Banda Spectrummm se apresenta na Expo XP, em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2025-11-06T16:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda cabo-friense Spectrummm será uma das atrações da Expo XP – Feira de Ciência e Tecnologia de Arraial do Cabo, que acontece nesta quinta (6) e sexta-feira, no Largo do Estádio Municipal e na Praça Victorino Carriço (Sindicato). O show está marcado para as 17h desta quinta, com entrada gratuita.

O repertório vai reunir músicas inéditas e faixas da discografia da banda, que completa dez anos de estrada. Formada por Christiano Guerra (guitarra e voz) e Adham Guerra (bateria), com participação de Zach Guerra (guitarra), a Spectrummm surgiu em 2015 como projeto paralelo de Christiano, também líder da Christiano Guerra Band. A proposta inicial era experimentar um som mais arrastado e pesado, em português, no estilo doom rock.

As músicas da Spectrummm estão disponíveis nas principais plataformas digitais (linktr.ee/Spectrummm).

A Expo XP é promovida pela Secretaria Municipal de Educação e reúne dois dias de atividades voltadas para ciência, tecnologia e preservação ambiental, com participação de alunos, professores e toda a comunidade.
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT promove imersão em percussão e dança afro no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-11-04T19:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ponto de Cultura e Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, promove, neste domingo (9), a Imersão Maracatu Tambor de Cumba - oficinas imersivas de percussão para mulheres e de dança afro, com ênfase no ritmo Maracatu. A atividade será realizada, a partir das 10h, na Casa de Cultura José de Dome - Charitas, e está dentro da programação oficial pelo Mês da Consciência Negra da Prefeitura de Cabo Frio.

As oficinas serão ministradas de forma simultânea, pelo Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico, de Recife (PE), como responsável pela parte percussiva; e pela  Mestra Aninha Catão, bailarina, coreógrafa e diretora do Grupo Tambor de Cumba (RJ), responsável pela parte de dança.
 
A Imersão marca a formação do núcleo de Cabo Frio do Maracatu Tambor de Cumba, que será gerido pela Mestra Marcia Fonseca, professora, idealizadora e diretora-geral do Coletivo GRIOT que, desde 2008, se dedica à pesquisa e difusão da cultura afro-brasileira na Região dos Lagos, em eventos e nas aulas regulares de percussão para mulheres, às segundas-feiras e, de dança afro, às quintas-feiras.

Para informações e inscrições para a Imersão Maracatu Tambor de Cumba, o contato pelo WhatsApp é (22) 99953-1204. As vagas são limitadas.

SERVIÇO:

IMERSÃO MARACATU TAMBOR DE CUMBA

Data: 09 de novembro de 2025 (domingo)
Horário: 10h às 13h 
Local: Charitas - Casa de Cultura José de Dome , Cabo Frio (RJ) 
Informações e inscrições: (22) 99953-1204

FICHA TECNICA:

Mestre Rumenig Dantas (Nação Maracatu Porto Rico - PE): Batuqueiro da Nação Maracatu Porto Rico de Recife (PE). Responsável pelo Baque do Maracatu Tambor de Cumba (RJ). 

Mestra Aninha Catão (Tambor de Cumba - RJ): Diretora, bailarina e coreógrafa do Grupo Tambor de Cumba (RJ) Coreógrafa e bailarina do espetáculo COSMOGONIA AFRICANA - A Visão de Mundo do Povo Iorubá, entre outros trabalhos premiados. Responsável pela Corte (dança) do Maracatu Tambor de Cumba.

Mestra Marcia Fonseca (Coletivo GRIOT): Bailarina, coreógrafa e diretora-geral do Ponto de Cultura e Memória Coletivo GRIOT. Responsável pelo núcleo Cabo Frio do MARACATU TAMBOR DE CUMBA, sob a supervisão dos mestres Rumenig Dantas e Aninha Catão
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			<title><![CDATA[Casa LD reabre suas portas em Cabo Frio com evento gratuito de oficinas e apresentações artísticas]]></title>
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			<updated>2025-11-04T11:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Espaço cultural no Jardim Nauttilus, em Cabo Frio (RJ), a Casa LD retoma suas atividades com o evento gratuito “De Portas Abertas”, uma celebração à arte, à convivência e ao reencantamento da vida através da cultura. O encontro acontece nos dias 8 e 9 de novembro. 

Idealizada pela artista Lívia Diniz, a Casa LD nasceu do sonho de criar um ambiente acolhedor, onde a arte pudesse circular livremente — como em casa. Agora, o espaço ganha uma nova fase, conduzida pela filha de Lívia, Débora Diniz, que dá continuidade ao legado com uma proposta que une memória, afeto e novos caminhos criativos.

A programação do “De Portas Abertas” inclui oficinas gratuitas de circo e teatro, voltadas para crianças e jovens, e apresentações musicais que prometem encantar o público. Entre os destaques estão “Os Sons do Brincar”, espetáculo musical infantil com Deb na Música, e o show “Tributo a Compositores Locais”,  com Ulisses Rabelo, Vitalino, Azul Puro Azul e Diego Matos. 

Mais do que um evento de reabertura, o “De Portas Abertas” reafirma o compromisso da Casa LD em democratizar o acesso à arte e à cultura, aproximando artistas e comunidade, e celebrando o encontro como essência da criação.

Local: Rua Honduras, 107 – Jardim Nauttilus, Cabo Frio, RJ
 Data: 08 e 09 de novembro
 Entrada gratuita
Realização: Lei Paulo Gustavo, Prefeitura de Cabo Frio, Secretaria de Cultura e Ministério da Cultura.
Produção: Casa LD e Azul Puro Azul .
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			<title><![CDATA['Círculo de Leitura no Mart' recebe Gessiane Nazario para a última edição do ano]]></title>
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			<updated>2025-11-04T10:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Era mais um fim de tarde de verão quando as pino e seus dois meios irmãos, netos de ex-escravizados, filhos da mesma mãe e pais diferentes, voltavam do trabalho na roça dos fazendeiros. Cansados e suados por conta do calor, os irmãos carregavam enxada, foice, canivete na cintura e vasilhas de marmita, que, naquele período, nos anos 1940, eram de ferro. Iam descalços."

Assim Gessiane Nazario, escritora e pesquisadora quilombola, inicia o conto "Aspino e o boi", publicado pela editora Patuá na coletânea “Imagens de coragem”, organizada por Tatiana Lazzarotto e Isabella de Andrade. O texto será discutido nesta terça-feira, às 18h, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram). É a quarta e última edição do ano de 2025 do “Círculo de Leitura no Mart: Memórias”, promovida pela Sophia Editora e Folha dos Lagos.  

Esse conto de Gessiane originou uma obra destinada ao público infantil, também denominada "Aspino e o boi", publicada pela Sophia. 

A atividade será mediada por Bete Buss (professora e artista plástica), Eloisa Helena (professora e coordenadora do projeto) e Rogéria Arruda (professora e escritora). Além da leitura, serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, doação de livros e conversas literárias.

Intitulados “Leituras no Mart: Memória”, os encontros promoveram leituras de breves textos dentro da temática “Memória”. Nas edições anteriores, realizadas nos meses de agosto, setembro e outubro, conversamos sobre Conceição Evaristo, Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. 

A atividade é gratuita e aberta ao público. 


	
		
			Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) de Cabo Frio.  
			Endereço: Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ).  
			Data: 04 de novembro | Horário: 18h às 20h. 
		
	

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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, novembro começa com Santo Samba na praça do Novo Portinho]]></title>
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			<updated>2025-11-01T10:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Novembro começa com tempo bom e samba em Cabo Frio. Ou melhor, com Santo Samba, a mais tradicional roda de samba da Região dos Lagos, que está comemorando 13 anos. A edição especial acontece neste sábado (1), a partir das 15h, na praça do Novo Portinho. 

A roda recebe o violonista Lúcio Rodrigues, bamba do samba instrumental, com participação especial da cantora Marília Schanuel.

Esta edição integra a série de eventos contemplados pelo edital Berço de Bambas, iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), que reconhece e valoriza ações dedicadas à preservação da tradição do samba em todo o estado.

A próxima apresentação está marcada para o dia 20 de novembro, em Arraial do Cabo.

 
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			<title><![CDATA[Octavio Raja Gabaglia - O Criador do Estilo Búzios: livro retrata história do arquiteto]]></title>
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			<updated>2025-11-01T10:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O arquiteto e urbanista Octavio Raja Gabaglia, responsável pelo Estilo Búzios de arquitetura, acaba de ganhar um tributo à altura de sua obra. O livro Octavio Raja Gabaglia – O Criador do Estilo Búzios, escrito pelo jornalista Victor P. Viana e realizado pelo Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário,  será distribuído para amigos e personalidades em homenagem aos 80 anos do arquiteto e dos 60 anos da sua obra: o icônico gênero arquitetônico reconhecido como marca da cidade e reproduzido mundialmente. 

Em formato 21x28 cm, capa dura, a obra mistura ensaio biográfico e livro de arte, com fotos de arquivo de Octávio e atuais do Tauanã Guarino, que mostram a paixão de Otavinho, como é conhecido pelos amigos, pelo balneário e pelos projetos que em conjunto deram origem ao estilo que mantém até hoje a identidade de Búzios. Com 160 páginas e textos em português, acompanhados de resumos em inglês, o livro percorre a infância do arquiteto, suas aventuras como jovem sonhador e a decisão de ficar em Búzios, onde se tornou figura central na definição do traçado urbano e na preservação da paisagem. O documento visa ainda a disseminação do legado de Octávio, com uma espécie de manual da arquitetura do Estilo Búzios, que pode ser usado como inspiração para uma nova geração de arquitetos perpetuar a atmosfera do balneário.

Octávio, que conduziu como secretário de Desenvolvimento Urbano, o primeiro Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios, é responsável ainda pelo projeto da famosa Rua das Pedras, do Porto da Barra, da Lagoa da Ferradura, além de hotéis, casas e clubes no balneário. Ele assina mais de três mil projetos, não só em Búzios, como inclusive em outros países. 

“Ele é o homem que pensou a cidade e colaborou para que Búzios se tornasse o sucesso que é hoje, atraindo cultura, experiências e um estilo de vida único. As intervenções e limitações que ele estabeleceu, como o limite de dois andares, foram decisivas para a preservação da paisagem urbana”, destaca Vitor P. Viana, jornalista e autor do livro.

Mais que arquiteto, Octavio é retratado como personagem plural: o urbanista, o ativista, o político e o homem público que colocou seu talento a serviço do lugar que escolheu para viver. No livro há espaço também para o Octavio folclórico — aquele que já circulou de pareô e flor atrás da orelha, e que hoje, de roupa social, ainda repete seu lema: “Por Búzios tudo! Salvo a honra!”.

A capa, com foto do arquivo pessoal do homenageado, mostra-o na proa de sua embarcação Barracuda Velha, símbolo de sua eterna vanguarda. “Assim como nessa imagem, ele sempre esteve na proa — seja na arquitetura, no urbanismo, no ativismo ou na política”, resume Viana.

O livro reúne depoimentos de familiares, amigos e admiradores, além de recortes de jornais e revistas que compõem um retrato histórico e afetivo do arquiteto. “Não é uma biografia tradicional. É um ensaio biográfico e analítico, mas também uma obra leve e humana, que mostra quem ele é e o que representa”, explica o autor.

Embora mergulhe no passado, a obra também aponta para o futuro. “O livro termina como um olhar adiante. Octavio está vivo e atuante, e sua visão continua atual. Pode servir de inspiração para outras cidades que buscam conciliar crescimento e preservação”, afirma o autor.

Com o vento, o sol e o mar de Búzios como cenário, Octavio Raja Gabaglia – O Criador do Estilo Búzios é, ao mesmo tempo, memória, celebração e convite à reflexão sobre o poder de uma ideia — a de que arquitetura e natureza podem, juntas, criar uma cidade inesquecível.

O projeto gráfico é assinado por Alan Câmara, com diagramação e arte final de Gustavo Enne e fotografias de Tauanã Guarino. “Foi um trabalho feito com rigor técnico, mas também com o coração. Todos sabiam da importância de registrar a trajetória do Octavio”, afirma Viana.
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			<title><![CDATA['Transcendência imanência': Eraldo Amay lança obra poética em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2025-10-28T19:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O professor e poeta Eraldo Amay lança o livro “Transcendência imanência” nesta quinta-feira, 30 de outubro, a partir das 19h, no Centro Cultural Manoel Camargo, em Arraial do Cabo. Publicada pela Sophia Editora, a obra traz poemas que revelam a presença divina no cotidiano e em todas as coisas. Os versos entrelaçam amor, simplicidade e contemplação, convidando o leitor a perceber Deus no silêncio, na natureza, nos encontros humanos e até nos momentos mais difíceis.

“Eraldo Amay é um poeta espiritual. Neste livro, oferece-nos o sentir do eterno frescor da presença de Deus. Faz-nos recordar que o mesmo Deus, morador em seu coração, também habita o coração de cada um de nós e tudo mais que existe. Faz-nos sentir e saber que Deus é Amor e que não há distância (nem mesmo diferença) alguma entre Ele e nós. Ensina-nos que basta purificarmos nosso coração para que Ele Se revele em nós e diante de nós como essência de toda existência, a única realidade, o Ser verdadeiro”, escreve no prefácio Carlos Henrique Viard Jr., filho espiritual de Eraldo Amay.



Eraldo Amay é o pseudônimo de Eraldo Maia, nascido em 1946, no Rio de Janeiro. Formado em Direito pela UFRJ, atuou como advogado e, por mais de cinquenta anos, como professor de Literatura. A paixão pela escrita surgiu ainda na juventude, mas encontrou forma definitiva a partir da década de 1990, quando a espiritualidade se tornou eixo de sua criação. Autor de obras como Revelações (Poesia Espiritual), Poemas da Fé e Com Versos, com Deus (2012), além de Divina Graça – Poesia em Deus (2016), consolidou-se como poeta da mística e do amor. Seu pseudônimo “Amay” traz simbolismo: “Maia” remete à deusa hindu da ilusão; transformado em “Amay”, torna-se afirmação de fé — amar, amar e amar, o Amor que é Deus.

“A poesia de Transcendência Imanência é uma atualização da poesia mística; é um canto a esse Deus do cotidiano, um Deus que brinca, que ri, que abraça e que se deixa pegar no colo. Uma poesia em que Deus, inclusive, é chamado de Deus para honrar uma tradição ocidental, cristã, mas que poderia ser chamado de Natureza, Universo, Alá, Brahma, Olorum, Adonai”, assinala Igor Ravasco, poeta e filho de Eraldo Amay.


Árvore
Poema de Eraldo Amay

o que há de árvore em mim quer gerar doces frutos
dar sombra ao andarilho
abrigar pássaros (todos os pássaros) nos ninhos
o que há de árvore em mim quer vivo o silêncio
esse silêncio fértil da árvore
quer ser acarinhado pela brisa
sussurrar o cântico da vida
ao ser acarinhado pela brisa
minhas folhas balançando um bailado festivo
o que há de árvore em mim são sólidas raízes
penetradas na terra úmida e serena
o que há de árvore em mim são sementes divinas
as divinas sementes de vida
tornadas outras árvores como a árvore em mim
o que há de árvore em mim não revida não grita
aos golpes do que fere a árvore escondida
o que há de árvore em mim ama a vida e a procria
 
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			<title><![CDATA[Biblioteca Pública Municipal de Cabo Frio celebra o Dia do Poeta e o Dia Nacional do Livro]]></title>
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			<updated>2025-10-28T19:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira promove, no dia 29 de outubro, uma tarde especial em celebração ao Dia do Poeta e ao Dia Nacional do Livro. As atividades acontecem das 14h às 18h, na sede da Biblioteca, localizada na Praça Dom Pedro II, nº 47, Centro de Cabo Frio, e promete uma programação repleta de cultura, arte e emoção.

A abertura ficará por conta do Coral Despertar, que dará o tom poético e musical da tarde. Em seguida, haverá uma palestra da escritora e presidente da Academia Cabofriense de Letras (ACL), Prof.ᵃ Rose Fernandes, sobre o clássico “Filho do Pescador”, obra do primeiro romancista brasileiro e patrono da ACL há 50 anos, Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa.

O evento também contará com a participação do Clube do Livro da ALACAF (Academia de Letras e Artes de Cabo Frio), representado pelo professor Vinicius Grijó, em um momento de partilha literária e reflexão sobre o papel da leitura na formação humana.

A poesia ganhará destaque especial com o poeta e escritor Maurício Cardozo, que apresentará alguns de seus versos. Na sequência, o público poderá prestigiar o lançamento do livro “Poesias da Milena”, obra da escritora Milena Aparecida, que reúne poemas e reflexões sobre educação.

Encerrando a programação, a música tomará conta do espaço, reforçando o caráter sensível e inspirador do encontro.

Com entrada gratuita, a celebração é um convite à valorização da literatura e da poesia, reunindo autores, leitores e amantes da arte em um mesmo propósito: homenagear o poder das palavras.
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			<title><![CDATA[Tchello Santa Rosa e as músicas que atravessam o Atlântico]]></title>
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			<updated>2025-10-25T12:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O violão vermelho da mãe foi um dos primeiros contatos do cabo-friense Marcelo Santa Rosa com a música. Ele segurava o instrumento no colo, porque era grande demais para os braços de uma criança de oito anos. 
 
— Minha mãe me botou num curso de violão, mas o professor pediu que eu não voltasse porque eu complicava a aula dos outros alunos — ele lembra, rindo, em conversa com a Folha por telefone. — Devo ter ido uns dois dias e já estava tirando a música de uma outra maneira, com muito mais acorde.
 
Décadas depois, o menino que desafiava o compasso das aulas se tornaria conhecido como Tchello, músico, produtor e dono do estúdio Capitania do Som, no bairro Portinho. 
 
No espaço, gravou as quatro músicas que atravessaram o Atlântico para integrar a trilha do filme ítalo-brasileiro Loucos Amores Líquidos, dirigido por Alexandre Avancini e produzido por Daíse Amaral, com Eriberto Leão, Ângela Vieira e Paloma Bernardi no elenco. A estreia internacional aconteceu em julho, durante o Festival de Cinema de Ischia, na Itália. O lançamento no Brasil ainda não foi confirmado.
 
Mas foi em 2022 que a parceria nasceu —o saxofonista Sandro Guimarães, também de Cabo Frio, apresentou Tchello ao produtor musical Daniel Figueiredo.
 
— O Sandro já tocou com o mundo inteiro e é amigo do Daniel, que tem um estúdio em Los Angeles. Ele me apresentou por videochamada e eu mandei um trabalho meu. O Daniel curtiu e logo a gente assinou contrato pra fazer um disco de dez músicas autorais cantadas — diz o músico de 61 anos.
 
Desse disco veio “Your Funny Soul”. Uma das escolhidas pela direção do filme, a canção foi produzida em parceria com a cantora argentina Camil, conhecida pela voz marcante e por se apresentar nas ruas de Arraial do Cabo. Ela cantou e também escreveu um poema em espanhol que faz parte da letra.
 
— Quando o Daniel me disse que a música tinha sido aprovada, fiquei muito lisonjeado. É diferente de compor trilha instrumental. É uma canção cantada que a direção achou que combinava com o filme.
 
Já as outras três faixas foram criadas especialmente para o longa, que acompanha três mulheres de diferentes gerações em busca do amor e de suas raízes, filmado entre Poços de Caldas, Diamantina e a região da Basilicata, no sul do país de Dante.
 
— O Daniel me mandou as cenas e pediu três músicas instrumentais. Eu via as imagens e sentia qual era a vibração da cena. Cada trilha tem um minuto, um minuto e meio.
 
Tchello encara o feito com uma serenidade que vem da estrada. Para ele, estar na trilha de um filme internacional é motivo de orgulho, mas não redefine o conceito de sucesso:
 
— As pessoas às vezes acham que o sucesso é apenas aquele de que as pessoas todas te reconhecem e tal, mas às vezes não. Às vezes, pra mim, por exemplo, eu me sinto um artista de sucesso por ter três músicas instrumentais e essa canção minha em um filme tão bacana, com uma produção tão legal, atores reconhecidos nacionalmente, atores globais.
 
Ele explica que o processo criativo vem de forma quase espontânea:
 
— Eu, 99% das vezes, componho do nada. Vem a melodia com a letra já, às vezes vem inteira. Eu não faço nenhum garrancho, não faço uma correção. Eu escrevo, pego o violão e a música sai todinha, letra e música. Mas, se tiver que compor também contratado (“faz uma música pra mim falando sobre o sol, a lua e o arco-íris") eu também pego e faço. Não tem essa, não.
 
A relação com a música e a trajetória é longa e marcada pela diversidade de experiências:
 
— Eu comecei em 1980 a tocar profissionalmente em Búzios. Cabo Frio e Búzios foram os primeiros lugares onde toquei ganhando um cachê. De 1980 pra cá já fiz uma porção de coisas em Cabo Frio, inclusive como produtor de eventos. Já fiz vários eventos na década de 80 e a gente tinha uma banda que já fazia música autoral, que sempre foi de vanguarda aqui na cidade.
 
Sobre a influência da cidade em sua música, pondera:
 
— Agora, dizer que Cabo Frio, a natureza, tem influência, eu estaria mentindo, porque, na verdade, tá tudo dentro da minha cabeça. Não interessa se eu tô em frente à praia ou se eu tô dentro de um quarto sem janela.

Tchello passou uma década trabalhando com jingles e publicidade em São Paulo. Voltou a Cabo Frio em 2001 —ano em que fundou a Capitania do Som, estúdio de música que virou ponto de encontro de músicos locais e onde produziu as músicas do filme.  
 
Gosta de lembrar que também faz outras coisas além de trabalhar apenas com a música: 

— Amo fazer clipes, filmar, editar. Tenho mais de cinquenta vídeos no YouTube com minha assinatura. Gosto tanto quanto tocar — diz ele, que atua ainda na Superintendência de Eventos da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, sempre equilibrando funções.
 
Quando o assunto é o ponto mais marcante da carreira, cita tanto conquistas passadas quanto a experiência atual:
 
— Eu já fiz muitas coisas. Fiz uma turnê na França que me marcou demais, por uma série de motivos. Essa agora do cinema, eu espero que seja mais marcante também a partir do momento que eu for ao cinema e assistir ao filme e a música estiver lá. Eu nem sei se eles vão colocar, dessa música cantada, só o refrão ou só a introdução ou só o solo do sax do Sandro Guimarães, que é, pô, excepcional!
 
Ele também deixa um recado aos músicos e produtores da Região dos Lagos:
 
— Tem que ser perseverante, tem que ser profissional, tem que chegar no horário sempre, tem que sempre entregar o produto que você combinou na hora certa que você combinou. Eu costumo dizer: não é que eu sou bom nisso, não, é que eu faço demais. Faço todos os dias, o tempo inteiro. Então sou um cara treinado como um maratonista.
 
Sobre o futuro, conta que está produzindo mais um CD autoral para a gravadora de Los Angeles e fala, sem ansiedade, sobre a possibilidade de criar outra vez para o cinema:
 
— Se o Daniel Figueiredo gostar do resultado, quem sabe a gente faz outros trabalhos. Tô totalmente aberto.
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			<title><![CDATA[Livro que incentiva valores ganha espaço em escolas e feiras literárias da Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2025-10-24T11:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora Andréa Morais, de Iguaba Grande, está participando da 5ª Feira Literária de São Pedro da Aldeia (FLISPA). O evento acontece na Casa da Cultura Gabriel Joaquim dos Santos, no Centro, e segue (de segunda a sexta, das 9h às 17h) até o próximo dia 31, com entrada gratuita. Ela é autora de "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades", publicado pela primeira vez em 2016.

Além da sessão de autógrafos, que acontece no próxima sexta-feira (30), às 14h, Andréa também vai exibir no mesmo dia, às 16h, o filme "Iguaba Tem Arte E Artistas". O documentário foi produzido pela também jornalista, que assina o roteiro e direção do media metragem. O filme teve estreia oficial no começo do mês, em Iguaba Grande. Com 23 minutos de duração, legendas e interpretação em Libras, ele retrata artistas que nasceram ou escolheram Iguaba Grande como moradia e espaço de criação.

Em "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades", Andréa selecionou uma qualidade pra cada letra do alfabeto, com a intenção de despertar nas crianças a valorização do ser. Ela também é autora de "Aninha, Robertinho e as Pipocas", que busca incentivar a educação financeira infantil, com foco no empreendedorismo.

– Meu sonho é ter os meus livros em todas as escolas para corroborar com este despertar de valores morais que estão adormecidos ou invertidos. Fico muito feliz quando recebo um convite de uma escola para trabalhar com meus livros. No próximo dia 24, por exemplo, estarei na Escola Municipal Professora Eliane dos Santos Tavares, que é a primeira unidade educacional de tempo integral para alunos do 6° ao 9° ano de Iguaba Grande. E em novembro estarei com meus livros e a palestra "Despertar das Qualidades" no Colégio Estadual Dr° Francisco de Paula Paranhos, como convidada do evento cultural realizado pela biblioteca da escola - contou a escritora.

Em setembro Andréa também foi surpreendida ao ser uma das cinco mulheres empreendedoras brasileiras, selecionadas pelo Sebrae Nacional, para fazer parte da websérie “Brasiligudes”. Ele teve sua história transformada em desenho para colorir.
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			<title><![CDATA[Mesmo com verba federal, espaço cultural de Cabo Frio sofre com abandono]]></title>
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			<updated>2025-10-20T11:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em fevereiro, o Ministério da Cultura informou que a Prefeitura de Cabo Frio recebeu (em dezembro de 2023) o valor de R$ 1,5 milhão em recursos da Lei Aldir Blanc. Com rendimentos dos recursos, o valor, segundo o órgão federal, já passava de R$ 1,6 milhão no começo deste ano. Parte desse dinheiro (R$ 980 mil) deveria ser empregado nos quatro editais da Lei Aldir Blanc, e o restante (R$ 620 mil) o governo municipal anunciou, na época, que usaria na reforma da Casa de Cultura José de Dome (Charitas). No entanto, conforme a Folha antecipou na última edição impressa, quase dois anos depois da verba ter sido liberada as melhorias no imóvel ainda não foram feitas.

Na última semana o jornal registrou uma série de imagens que denunciam o abandono do local. Algumas paredes exibem sinais evidentes de deterioração. Em diversos pontos o reboco se desprendeu, revelando rachaduras e manchas de infiltração que se estendem até o teto. O forro, também danificado, apresenta marcas de umidade e trechos escurecidos, indicando vazamentos antigos não reparados.

Em outros espaços o cenário não é diferente: paredes próximas aos extintores de incêndio estão descascadas, resultado da infiltração contínua e da falta de manutenção. O rodapé, desgastado, mostra a ação prolongada da umidade. O piso apresenta desgaste acentuado, com várias peças manchadas e escurecidas, deixando clara a falta de conservação.

Até mesmo espaços destinados à exposição de obras de arte sofrem com o abandono. Embaixo de um dos quadros da artista plástica Tiita Machado existem vários buracos por causa do reboco que caiu. A pintura das paredes também está comprometida por causa de infiltrações. O contraste entre a beleza do acervo exposto e o estado precário do espaço evidencia o descuido com um dos patrimônios históricos mais simbólicos de Cabo Frio.

Construído pela irmandade Santa Izabel, o prédio teve a pedra fundamental lançada em 27 de julho de 1836, mas a obra só foi concluída em 1840. O objetivo da irmandade era utilizar o espaço como Casa de Caridade para acolher crianças abandonadas, que eram deixadas na “roda dos expostos”, que ficava em uma das janelas.

Em virtude das diversas epidemias que assolaram a região, o Charitas também funcionou como hospital, e durante a Segunda Guerra Mundial abrigou o 1º Grupo de Artilharia de Dorso. Ao longo dos anos, o imóvel teve diferentes usos, servindo ainda como fórum, escola e biblioteca municipal.

Em fevereiro deste ano, quando o Charitas sediou a solenidade de lançamento dos editais da Lei Aldir Blanc, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, falou da importância do prédio para a história da cidade ao lembrar que o local também já foi uma cadeia pública no século XVIII, e depois foi um orfanato. Mas, esta semana, questionado pela Folha sobre as condições estruturais do imóvel e a ausência de manutenção visível nas áreas internas, não houve resposta.

A situação de abandono do espaço cultural não é novidade. Em 2023 o governo municipal disse que já estava fazendo um reparo emergencial no telhado (para sanar problemas com vazamentos no teto e nas paredes); no madeiramento (incluindo portas e janelas) e também na pintura. Problemas que, segundo imagens feitas pela Folha esta semana, continuam existindo.

Na época, a então secretária adjunta de Cultura, Beatriz Tanner, explicou que por ser um patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a reforma do Charitas deve seguir rigorosos protocolos de restauração. Disse ainda que o processo para a prestação do serviço especializado foi aberto em junho de 2022, para elaboração de mapa de danos e diagnóstico de fachada, esquadrias e cobertura, restauro de cobertura, protótipo de fachada e esquadria de madeira do prédio.

A reforma teria sido iniciada no dia 17 de janeiro de 2023, realizada pela empresa Sarasá (a mesma responsável pela restauração do Palácio das Águias, na Rua Érico Coelho), e paga com recursos da Emenda Impositiva da Câmara Municipal à Lei Orçamentária Anual (LOA), de autoria do então vereador (atual vice-prefeito) Miguel Alencar. Ele teria destinado R$ 298.380,01 para a reforma de patrimônios históricos da cidade, incluindo o Charitas.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Mostra Contos de Quintal com programação infantil gratuita e inclusiva]]></title>
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			<updated>2025-10-19T10:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O dia das crianças já passou, mas em Cabo Frio as comemorações continuam até o fim do mês. Nesta quarta (22), sexta (24) e sábado (25), por exemplo, o Teatro Quintal vai receber o projeto "Mostra Contos de Quintal". O evento cultural é gratuito e totalmente inclusivo, com presença de intérpretes de Libras, espaço adaptado com rampa de acesso e banheiro para cadeirantes, reforçando o compromisso com uma cultura verdadeiramente democrática.

Já a programação vai reunir contadores de histórias da cidade para encantar e fortalecer a escuta atenta de centenas de crianças da rede pública municipal. No dia 22 a apresentação começa às 9h30 com Dio Cavalcanti apresentando "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry. De tarde (14h30), Jane Lacerda e Renato Lacerda vão contar a história "Reis, Mares e Rios".

No dia 24, às 9h30, Tânia Arrabal apresenta "Entrecontros", um espetáculo de teatralização de histórias que se situa na intersecção entre o teatro de ator e o teatro de animação com objetos e bonecos. Rosana Andréia conta "Olele” (de Fábio Simões) e "O Tambor Africano” (de Silvana Salermo) às 14h30.

Encerrando o projeto, no dia 25, às 19h, tem mesa redonda com o tema “A arte de contar história - Novos olhares, novas perspectivas”. O Teatro Quintal fica na Rua Américo Ferreira da Silva, nº 03, no bairro Parque Burle.
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			<title><![CDATA[Exposição de arte de Cabo Frio sobre brincadeiras infantis chega a museus do Chile
]]></title>
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			<updated>2025-10-17T14:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O projeto “Feito pra Brincar”, dos artistas Yuri Vasconcellos e a arte-educadora Ana Luiza Barbosa, está levando a cultura de Cabo Frio para o Chile com a exposição internacional “Pintando as Brincadeiras da Minha Infância – Cabo Frio x Chile”. A mostra, que valoriza o brincar como patrimônio, foi selecionada pelo Edital 03/2025 – Caminhos Culturais, na modalidade de Intercâmbio Artístico Cultural Internacional, e conta com o apoio do Ministério da Cultura (PNAB).

A mostra será exibida simultaneamente em dois importantes museus chilenos. A primeira abertura ocorre no dia 18 de outubro de 2025 no Museu ARTEQUIN Santiago, e a segunda, no dia 24 de outubro de 2025, no Museu ARTEQUIN Viña del Mar.

A exposição reúne murais e pinturas digitais em grande formato que retratam brincadeiras tradicionais brasileiras como pipa, pião e bilboquê, com foco na acessibilidade e interação com o público infantil. As obras foram duplicadas para compor simultaneamente as duas mostras, com montagem adaptada a cada espaço, e serão doadas aos museus ao final da exibição, integrando seus acervos permanentes.

Durante a exibição no Chile, será lançado o livro infantil “Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais”. Escrito e ilustrado por Yuri Vasconcellos, o gibi inclui obras de seu pai, o renomado artista plástico Ivan Cruz. Publicado originalmente no Brasil em 2024, o gibi apresenta as brincadeiras de infância do autor em Cabo Frio em formato de história em quadrinhos. O livro conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição, fonte ampliada e texto facilitado, disponível em português na versão física e audiolivro.

O projeto também oferece uma exposição digital de todas as obras e um livreto artístico-pedagógico em espanhol e português, com artes para colorir e conteúdos culturais e educativos. Todo o material está disponível gratuitamente em PDF no site oficial.

“Tive a alegria de conhecer o Chile em janeiro de 2025 e me surpreendi com toda sua riqueza cultural, muita arte e paisagens incríveis. Os Museus ARTEQUIN nos encantaram com suas propostas museológicas voltadas especialmente para as crianças, nosso principal foco de trabalho e pesquisa. Agradeço às instituições que acolheram a exposição e nos permitiram levar um pouco da arte e cultura brasileira ao público chileno. Afinal, a vida é feita pra brincar!”, destacou Yuri Vasconcellos.

Após o retorno ao Brasil, o projeto realizará ações socioculturais gratuitas em Cabo Frio. No dia 29 de novembro, o MART – Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio sediará a exposição de todas as obras exibidas no Chile e um bate-papo com o público, além de atividades educativas no Colégio Municipal Rui Barbosa, voltadas aos estudantes da rede pública.
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			<title><![CDATA[Vovô e o pinguim: Bárbara Secco lança, na Livraria Petit, livro infantil que se passa em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-10-15T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Uma história de amizade entre um pescador e um pinguim, que se passa na década de 1950, em Cabo Frio, tornou-se livro que encanta os pequenos leitores. De autoria da escritora Bárbara Secco, Vovô e o pinguim será lançado neste sábado (18), às 16h, na Livraria Petit (Rua Sapoti, 89, Novo Portinho). Haverá bate-papo e sessão de autógrafos. A obra foi publicada pela Sophia Editora. 

"Para mim é uma grande emoção voltar para a cidade do meu coração e poder apresentar meu livro, estar com minha família e amigos. Eu cresci ouvindo as memórias de família com o pinguim e agora chegou a minha vez de contar essa história!", conta a autora.

A obra traz a poesia cristalina de uma legítima história litoral. As ilustrações são de Julia Miranda Louzada.

No posfácio, Bárbara divide com os leitores as origens da história, que ouve desde criança. Ela conta que foram seus tios-avôs Celso e Otacílio Ferreira que resgataram o pinguim perdido na Praia do Forte e o levaram para casa.

“Nêgo, como o pinguim foi batizado, passou a viver no quintal e ficou sendo criado como um animal de estimação, junto com os cachorros e galinhas. Se atualmente essa é uma atitude ecologicamente impensável, na época era a maneira que os irmãos tinham para ajudar, de alguma forma, o animal".

Características
TIPO grampo
FORMATO 24x24
PÁGINAS 30
PESO 846 gramas
ISBN 978-65-88609-52-1
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			<title><![CDATA[Fernanda Moura é a grande campeã do Canta Cabo Frio 2025]]></title>
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			<updated>2025-10-14T16:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A cantora Fernanda Moura foi a grande vencedora do Canta Cabo Frio 2025, festival que celebrou mais uma vez o talento e a diversidade musical da região. Em uma final marcada por apresentações emocionantes, Fernanda encantou o público e conquistou os jurados com sua performance cheia de personalidade, conquistando o primeiro lugar da competição.

O segundo lugar ficou com a cantora Isa, que apresentou uma performance sensível e potente, conquistando o carinho do público. Já o terceiro lugar foi para Alma Clark, que brilhou com sua voz marcante e presença de palco impressionante.

Realizado desde 2018, o Canta Cabo Frio vem se consolidando como um dos maiores festivais musicais da Região dos Lagos, revelando novos talentos e fortalecendo o cenário artístico local. O projeto é uma iniciativa da Associação Educacional Artística e Cultural Canta Cabo Frio, e tem como propósito incentivar a arte, valorizar os artistas regionais e promover a cultura através da música.

Em 2025, o festival reuniu dezenas de candidatos em diferentes etapas eliminatórias, culminando em uma grande final que lotou o público e mostrou a força da cena musical cabo-friense.

De acordo com a organização, o Canta Cabo Frio segue com o compromisso de ser um espaço de valorização da cultura e de formação artística, abrindo portas para novas vozes e histórias.

“Mais do que uma competição, o Canta Cabo Frio é um movimento de amor à música e à nossa cidade. Cada artista que passou pelo palco deixou sua marca e sua emoção”, destacou Flávio Santos, idealizador do projeto.

Com o encerramento da edição 2025, o festival já começa a preparar novidades para o próximo ano, prometendo mais música, emoção e descobertas.

 
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			<title><![CDATA[Chico Buarque é tema de espetáculo inovador de dança em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2025-10-13T14:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Um espetáculo de dança que revela o potencial do corpo feminino como um ponto de transformação e expressão artística. No palco, várias mulheres questionam e reinterpretam, por meio da dança, a realidade com novos sentidos e perspectivas de maneira física. Esta é a proposta da apresentação “Corpos Em Canção - Mulheres de Chico Buarque”, que estreia no Teatro Municipal Doutor Átila Costa, no próximo dia 25 de outubro, às 19h30. A direção, produção e coreografia é da bailarina Luciana Dutra. Os ingressos custam entre R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira) e podem ser comprados pelo WhatsApp (22) 98838-5827 ou diretamente na bilheteria do local. A classificação é livre.

Durante a apresentação o público vai conferir 20 mulheres de várias idades e profissões, com e sem conhecimento sobre dança. Todas vão se apresentar nos estilos Flamenco, Jazz, Dança Moderna, Dança Narrativa, Samba, Valsa e Bolero, em uma simbiose cênica que enaltece o feminino pela música, gesto, figurino e cores. A proposta não se limita ao corpo físico, mas abrange a totalidade da presença das dançarinas no palco e na cena, incluindo voz, gestos, movimentos, emoções e intenções. O tema central gira em torno das composições de Chico Buarque.

Luciana explica que a ideia é também celebrar os 10 anos do espaço que leva o próprio nome, o Ateliê do Movimento Luciana Dutra. Além disso, ela explica que pretende mostrar ao público as técnicas variadas das aulas.

– O Atelie do Movimento Luciana Dutra celebra uma década em 2025. Então tive a ideia de propor um novo desafio para as alunas. Dançar em um teatro. De 73 mulheres que fazem parte no total, 20 foram corajosas e toparam. E a apresentação terá mais uma convidada, a atriz e bailarina Isadora Nogueira, que foi mais uma que aceitou prontamente este lindo desafio - comentou.

Em relação às músicas de Chico Buarque, a bailarina explica que as canções do cantor e compositor enaltecem de forma poética o universo feminino de diferentes formas.

– Chico é MPB de altíssima qualidade. E as letras dele falam poeticamente das diversidades femininas, algo característico das alunas do nosso Ateliê. Mulheres, cada qual com sua história, serão representadas pela música que vão interpretar - explicou Luciana, que há mais de 30 anos encontrou na dança espanhola uma maneira especial de viver a cultura e história da Espanha.

Bailarina, professora, coreógrafa, diretora artística, produtora e pesquisadora, ela deu os primeiros passos na dança com apenas três anos de idade. Tem bacharelado e licenciatura plena pela Faculdade Angel Viana e também pela extinta UniverCidade, que foi quando surgiu nela uma característica ímpar.

Também é fundadora do "Projeto Dançarte", na cidade do Rio de Janeiro, que conta com o patrocínio da Fundação Darcy Ribeiro, além de ter o apoio de Furnas e da Petrobrás. Além disso, foi por esta instituição que iniciou a pesquisa "Dança como meio de busca da identidade sociocultural do indivíduo", que também foi usada na dissertação de mestrado em educação na extinta Universidade Gama Filho.

Como bailarina, seguiu sua formação acadêmica com professores renomados no Brasil e na Espanha, atuando como profissional em algumas companhias de dança brasileiras e no exterior. Por isso, mudou-se para lá em 2006, tendo retornado em 2013 para Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde reside desde então.

Em 2015, se inseriu novamente no mundo da dança, realizando trabalhos pontuais de composições coreográficas individuais para a Espanha e abriu um espaço de estudos e pesquisas corporais e de movimento para mulheres adultas, o Ateliê do Movimento Luciana Dutra. Desde 2017 participa e produz espetáculos de dança em território nacional, como o “La que habita en mí”, “La guitarra y la bailarina”, “Fusión Copado Flamenco”, entre outros.
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			<title><![CDATA[Festival Pianópolis resgata legado musical do Rio como a Cidade dos Pianos]]></title>
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			<updated>2025-10-13T11:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Com um projeto inédito, a cidade do Rio de Janeiro vai voltar a pulsar ao som do piano. De 14 a 18 de outubro, o Festival Pianópolis transforma o Rio em um grande palco de celebração da música, da memória e da diversidade sonora. Mais que um festival, Pianópolis é um movimento de reconexão entre o piano e o povo — uma homenagem viva à tradição carioca que fez do Rio, um dia, a Cidade dos Pianos.

Durante cinco dias, o público será convidado a vivenciar uma jornada musical que percorre cafés, escolas, estúdios e praças, com recitais, concertos didáticos e encontros entre artistas consagrados e emergentes. O ponto alto acontece no sábado, 18 de outubro, com o evento “Um Rio de Piano”, uma maratona gratuita de apresentações na Cinelândia, das 11h às 18h, reunindo mais de 20 pianistas e grupos musicais.

Um festival colaborativo: feito de muitas mãos
Mais do que um evento, Pianópolis é uma construção coletiva. O festival é realizado de forma independente e colaborativa, reunindo artistas, técnicos, produtores e o público em uma mesma causa: devolver o piano às ruas e à vida cultural da cidade. A maratona do dia 18, na Cinelândia, nasce de um esforço conjunto viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria, que convida o público a participar ativamente da realização do festival.

As contribuições ajudam a cobrir custos de estrutura, logística e acessibilidade, garantindo que o evento siga gratuito e aberto a todos.
“O Pianópolis nasceu do desejo de reunir quem vive o piano — quem toca, quem ensina, quem conserta, quem ouve — e devolver esse som à cidade. A ideia sempre foi fazer do festival um ponto de encontro entre gerações, linguagens e espaços, mostrando que o piano continua vivo no coração do Rio”, afirma Leo de Freitas, fundador da À La Bangu Estúdio, produtora responsável pelo festival.
As colaborações podem ser feitas em: benfeitoria.com/semanapianopolisfestival

O legado e a alma do piano carioca é tema de concerto didático com Maria Teresa Madeira
Entre os destaques da programação está o concerto didático “Pianópolis: A História nas Teclas, do cravo europeu ao choro carioca”, guiado pela pianista e pesquisadora Maria Teresa Madeira, uma das maiores especialistas em música brasileira. Partindo do cravo barroco e atravessando o classicismo e o romantismo, o repertório mostra como o piano — símbolo da elite imperial — foi apropriado pela cultura local para dar origem a gêneros únicos, como o choro. Com interpretações magistrais de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, Maria Teresa não apenas executa a música, mas revela os contextos e as histórias escondidas nas partituras.

“O final do século XIX e o início do século XX foram períodos importantíssimos para a música brasileira, que produziu músicos como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. O piano é o centro do nosso fazer musical desde então. Nossa cidade é a capital do piano, sempre foi — e nunca vai deixar de ser, se depender de nós!”, afirma Maria Teresa Madeira.
O concerto acontece no projeto social Rio de Música, no Colégio Estadual Prof. Clóvis Monteiro, em Higienópolis, no dia 16 de outubro, às 18h, reafirmando o papel da arte como ferramenta de transformação e inclusão.

Sobre o festival
Idealizado pela À La Bangu Estúdio, o Festival Pianópolis propõe uma nova ocupação do espaço urbano através da música. Com uma programação plural — do erudito ao popular — o projeto transforma o piano em protagonista da cidade, reavivando sua memória cultural e democratizando o acesso à arte. Pianópolis é, acima de tudo, um movimento coletivo: de artistas para artistas, de pessoas para pessoas, de sons para a cidade. Uma iniciativa que reafirma a crença de que o piano, quando volta às ruas, devolve ao Rio o que ele tem de mais autêntico — a sua alma sonora.

Programação de 14 a 17 de outubro
TERÇA (14/10) | 19h — “Rio de Janeiro, Pianistas e Pianeiros”
Recital-palestra com Raquel Paixão, explorando a efervescência pianística do século XIX.
Local: Sala Esther Scliar — Escola de Música Villa-Lobos (Centro)

QUARTA (15/10) | 19h — “Piano Samba Trio”
Com Pedro Santos, Adaury Mothé e Luiz Otávio, celebrando os lendários trios de samba jazz.
Local: Café Caruá (Laranjeiras)

QUINTA (16/10) | 18h — “Pianópolis: A História nas Teclas”
Concerto didático com Maria Teresa Madeira.
Local: Projeto Rio de Música — Colégio Estadual Prof. Clóvis Monteiro (Higienópolis)

SEXTA (17/10) | 19h — Noite À La Bangu (Laranjeiras)
Encontro intimista no Estúdio À La Bangu, conduzido por Leo de Freitas, reunindo artistas e produtores que mantêm viva a tradição pianística carioca, entre eles Cacala Carvalho.

Programação principal — “Um Rio de Piano”
Cinelândia – ao ar livre, no Centro do Rio
Sábado, 18 de outubro | 11h às 18h | Entrada gratuita | Classificação livre
    • 11h — Encontro de Corais
Abertura com Cant&#39;duRio, Coro da Ladeira e ASV, unindo canto coral e piano em um mesmo diálogo musical.
    • 13h — Mostra “Foi o Piano”
Jam session com Antonio Fischer Band, Jota Moraes, Thalyson Rodrigues, Cláudia Castelo Branco, Caio Senna, Itamar Assiere, Antônio Guerra, Verônica Fernandes, Fernando Leitzke, Monique Aragão, Ana Azevedo e Leandro Braga — um encontro de gerações e estilos.
    • 15h — Mostra Carioca
A nova geração do piano em destaque: Francisco Ryu, Pedro Vinicius, Dani Tavares, Samuel Siciliano, Cadu Fausto, Tomas Gonzaga, Rodrigo Braga, Inês Assunção, Ciro Magnani, Deborah Levy e João Braga.
    • 17h — Um Piano no Samba
Encerramento com o grupo Raízes de Ubuntu, fundindo a tradição do samba à sonoridade do piano.

SERVIÇO
Festival Pianópolis — Um Rio de Piano
Data: De 14 a 18 de outubro de 2025
Locais: Cinelândia (em frente à Banca do André), Escola de Música Villa-Lobos, Café Caruá, Projeto Rio de Música, Estúdio À La Bangu
Entrada gratuita | Classificação livre
Mais informações: benfeitoria.com/semanapianopolisfestival
Instagram: @pianopolis_festival
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			<title><![CDATA[Eloise Gomes estreia na poesia com livro publicado pela editora Foco Letras]]></title>
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			<updated>2025-10-09T11:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 18 anos, a escritora Eloise Gomes estreia na literatura com o livro  “Simplesmente Eloise”, sua primeira obra poética. O lançamento aconteceu no dia 4 de outubro, no Palácio das Águias, em Cabo Frio. 

Publicado pela editora Foco Letras, o livro reúne poemas que revelam uma voz sensível, intensa e, ao mesmo tempo, madura, explorando temas como autoconhecimento, amadurecimento, amor, dores e descobertas. A capa, com estética delicada e contemplativa, traduz bem a essência lírica da obra.

Logo nas primeiras páginas, o leitor é guiado em uma reflexão, sutil e profunda, sobre o autoconhecimento, as emoções humanas e a conexão com o universo. A autora compartilha sua alma em poemas que abordam desde a infância poética, como em “A Felicidade Cabe Dentro de Um Suspiro”, escrito aos 12 anos, até sua fase atual, mais madura e reflexiva, em obras como “O Mar dos Amores Perdidos” e “Coração de Estrelas”.

Sobre a autora – Eloise Gomes Soares, nascida em Laranjeiras (RJ) em 2007, é uma jovem escritora, artista e ativista cultural. Estudante e autora promissora, já teve obras publicadas em antologias no Brasil e em Portugal. Estudou Artes Plásticas no Ateliê Anderson Carvalho (Cabo Frio) e é colunista da Aldeia Magazine, com a “Coluna da Elô”, onde compartilha poesia e reflexões sobre temas contemporâneos.
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			<title><![CDATA[Finalista do Jabuiti: Rodrigo Cabral leva Sophia e Cabo Frio ao mais tradicional prêmio literário]]></title>
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			<updated>2025-10-07T15:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Rodrigo Cabral, autor de Refinaria, é finalista do Prêmio Jabuti na categoria Escritor Estreante – Poesia. A lista foi divulgada nesta terça-feira (7) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

No último dia 25, o concurso já havia anunciado o escritor entre os dez semifinalistas. Agora, ele está entre os cinco finalistas da categoria, concorrendo diretamente a um dos principais prêmios da literatura brasileira.

Os vencedores das 23 categorias serão anunciados em cerimônia marcada para 27 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Essa é a primeira indicação da Sophia Editora ao Jabuti. Fundada e mantida por Rodrigo Cabral em Cabo Frio (RJ), a editora completa dez anos em 2025. Com pouco mais de 50 títulos lançados, o catálogo valoriza o patrimônio histórico e a memória da Região dos Lagos e do Brasil. Refinaria está disponível no site da Sophia: https://www.sophiaeditora.com.br/refinaria-de-rodrigo-cabral

Também são finalistas na mesma categoria Maracujá interrompida (Cepe), de Luis Osete; Ninguém morreu naquele outono (Telaranha), de Manoella Valadares; O sal e a sede (Urutau), de Guilherme Amorim; e Touros e lagartos (Urutau), de Luana Bruno.

Refinaria reúne poemas que buscam apreender o processo de transformação da paisagem geográfica da Região dos Lagos e da própria memória. Lançada durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2024 e na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2025, a obra conta com ilustrações do artista visual Rapha Ferreira. A orelha foi assinada pelo escritor Thiago Freitas, e o prefácio é de autoria da editora e escritora Júlia Vita, que também trabalhou na edição do livro.

Os poemas revisitam cenários em constante mutação, retratando a relação do autor com o espaço onde cresceu, no estado do Rio de Janeiro: Cabo Frio, uma das cidades banhadas pela Laguna de Araruama, a maior do mundo em hipersalinidade permanente.

— Ouvi o que esses cenários diziam sobre minhas memórias, sempre borradas e fragmentadas — comenta.

Refinaria trata dos processos contínuos de transformação e refino, tanto no território quanto na própria vida e no ato de escrever. Segundo o autor, no poema isso se transforma em outro espaço, em outro tempo, e o texto é reescrito de acordo com as percepções de quem lê. Ele reflete: — O que me moveu, primeiro, foi me reconhecer como um poeta da restinga. Ou um poeta da orla, como escreve a Júlia Vita no prefácio.

A figueira centenária da rua da infância de Rodrigo Cabral, por exemplo, torna-se inspiração por ser um dos poucos elementos que permanecem em meio ao que se transforma. Os poemas transitam entre temas como a relação do autor com o pai, a paisagem local e as dinâmicas internas da memória. — O livro também trata da própria escrita, do texto constantemente revisto, refeito e relido, em um processo contínuo de busca por significado — revela o escritor.

Os versos equilibram a linguagem regional com uma universalidade poética, permitindo que os leitores encontrem pontos de conexão tanto com o cenário local quanto com as emoções e vivências humanas. Além disso, a obra faz referência à formação geológica da camada pré-sal e traça paralelos com a história da cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, cidade natal do autor.

Sobre o autor

Rodrigo Cabral, 35 anos, nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e cresceu em Cabo Frio (RJ). Em 2024, foi segundo colocado no Prêmio Off Flip de Literatura na categoria Contos e semifinalista na categoria Poesia. No ano anterior, conquistou o terceiro lugar no Festival de Poesia de Lisboa e, em 2022, foi também semifinalista do Prêmio Off Flip na categoria Poesia. Como editor, tem se dedicado a preservar e divulgar a história, a memória e o patrimônio cultural da região. Refinaria é seu primeiro livro publicado.

Sua principal referência para a escrita da obra de estreia foi Água-mãe, livro do escritor paraibano José Lins do Rego, o primeiro romance do autor ambientado fora da região Nordeste.

— O escritor narra as paisagens daquela Cabo Frio com imagens arrebatadoras, que envolvem as casuarinas, a figueira, a fantasmagórica casa azul, as barcaças de sal deslizando pela água e a Laguna de Araruama, muitas vezes referenciada apenas como Araruama, espécie de entidade — enumera.
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			<title><![CDATA[Círculo de Leitura da Sophia no Mart, em Cabo Frio, debate obra de Clarice Lispector]]></title>
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			<updated>2025-10-06T13:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O terceiro encontro do Círculo de Leitura da Sophia no Museu de Arte Religiosa e Tradicinal (Mart / Ibram) acontece nesta terça-feira (7), às 18h.  A atividade é gratuita e aberta ao público. O encontro discutirá o conto “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector.

Intituladas “Leituras no Mart: Memória”, as noites têm o objetivo de  breves textos e obras literárias dentro da temática “Memória”. Na terça, além da leitura, serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, conversas literárias e doação de livros.

O Círculo de Leitura é mediado por Bete Buss (professora e artista plástica), Eloisa Helena (professora e coordenadora do projeto) e Rogéria Arruda (professora e escritora).

Saiba mais sobre o Círculo de Leitura

O Círculo de Leitura é um evento regular no calendário cultural da Sophia Editora há mais de três anos. Neste semestre, o museu sediou esses encontros, sempre abordando temáticas voltadas à memória, privilegiando textos de autoras mulheres. Nas edições realizadas, foram abordadas escritoras como Conceição Evaristo, Lygia Fagundes e, agora, Clarice Lispector.

Evento

Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart).
Endereço: Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos.
Data: 07 de outubro | Horário: 18h às 20h.
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			<title><![CDATA[Outro imóvel histórico de Cabo Frio pode ser demolido com aprovação do Conselho do Patrimônio]]></title>
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			<updated>2025-10-04T12:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após a recente demolição da antiga casa do ex-prefeito Edilson Duarte, no Centro de Cabo Frio, outro imóvel histórico pode vir ao chão nos próximos dias. A ação também foi autorizada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Cmupac). A casa, localizada na Rua José Bonifácio, nº 184, no Centro de Cabo Frio, estava com o processo de demolição em tramitação desde 2021 no Instituto Municipal do Patrimônio Cultural (Imupac). Este ano o pedido (feito pelos proprietários) finalmente foi levado à pauta do Conselho, que autorizou a demolição. 

Em conversa com a Folha esta semana, o presidente Imupac, e ex-presidente do Cmupac, Sérgio Nogueira, informou que após avaliação foi concluído que não cabia a preservação da construção. O pedido de demolição (Processo nº 21738/2021) foi autorizado no Cmupac, em reunião realizada no último dia 25 de agosto. 

De acordo com a ata que a Folha teve acesso, os votos favoráveis foram da Secretaria de Cultura, Secretaria de Gestão Territorial e Economia Azul, Procuradoria Geral do Município, Secretaria de Turismo,  Superintendência de Políticas de Igualdade Racial e Câmara de Vereadores. Os contrários à demolição foram do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). A Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Coletivo Griot se abstiveram.

– Entre os critérios de tombamento estão a avaliação histórica, arquitetônica e sentimental. O Conselho não é uma reunião de técnicos, mas de pessoas da sociedade, de vários ramos do conhecimento, e eles podem avaliar a questão sentimental também. No caso do imóvel de Edison Duarte, ele não tinha valor arquitetônico. O valor que tinha era ter sido a casa de um ex-prefeito, mas só isso não cabe para tombamento, até porque Edilson já foi homenageado dando nome a uma grande escola da cidade. No caso do imóvel da Rua José Bonifácio, o processo passou pelo Conselho que aprovou a demolição. É uma casa simples, bonita e simpática. O telhado é uma cópia da casa de Juscelino Kubitschek, em Belo Horizonte, e isso até chega a ser um elemento considerável, mas não se pode banalizar o tombamento – analisou Sérgio.

A casa da Rua José Bonifácio, no entanto, é vista de forma diferente por outros especialistas. Em relatório assinado por Ivo Barreto, arquiteto e especialista em preservação de bens culturais integrada ao planejamento urbano, o imóvel é considerado um destaque com “composição tectônica excepcional”. O documento embasou o posicionamento do Iphan junto ao Conselho de Patrimônio. A partir da pesquisa Modernos Praianos, vinculada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Estácio Cabo Frio), Ivo inventaria obras modernas na cidade. O estudo contrapõe a visão de simplicidade, destacando que a residência é um registro do refinamento de projetos urbanos mais singelos, e da a transformação da cidade pelo turismo de lazer praiano.

O estudo de Ivo Barreto também aponta que a casa tem relevância por se valer de uma implantação articulada com o uso de pátio interno, uma estratégia que, segundo o especialista, dialoga com a arquitetura tradicional e que filia a residência ao grupo das importantes casas-pátio de Cabo Frio.

A volumetria da casa (que já aparecia em registros fotográficos feitos em 1963) também é considerada relevante, segundo estudo feito por Ivo. Isso porque, segundo ele, a elevação da laje e a geometrização do volume, utilizando a laje inclinada em forma de V, dialoga com a estratégia compositiva moderna de importantes obras do final dos anos 1940 e 1950, a exemplo de projetos de arquitetos como João Vilanova Artigas. O Acervo Modernos Praianos de Ivo Barreto, iniciado em 2022, já identificou outras 87 ocorrências datadas de arquitetura moderna na cidade.

Apesar da existência desse estudo, Sérgio Nogueira afirmou à Folha que nenhum documento em defesa do imóvel foi apresentado durante a reunião do Conselho que aprovou a demolição da casa.

O presidente do Imupac também informou que outros processos de preservação estão em andamento. É o caso de um armazém do sal localizado na estrada de Perynas (próximo à Universidade Veiga de Almeida), e também de algumas árvores centenárias, entre elas a Figueira localizada no meio da Rua Coronel Ferreira, no Portinho, e de outra localizada na Praça da Cidadania, atrás da área dos quiosques.

– No caso do armazém o tombamento é importante porque ele fez parte da primeira salina do Brasil – defendeu Sérgio Nogueira.

Deputado aciona 
Ministério Público 
para impedir a demolição

A autorização para demolição de imóveis históricos em Cabo Frio virou alvo de denúncia no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Processo 02.22.0003.0020161/2025-12). O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) protocolou nesta quarta-feira (1º de outubro) um ofício solicitando ao órgão a paralisação imediata do processo de demolição da casa da Rua José Bonifácio.

O documento, de número GDFS nº286/2025, que a Folha teve acesso, afirma que o imóvel, “com traços modernistas dos anos 50”, corre risco iminente de demolição após ser votado na reunião do CMUPAC de 25 de agosto, “de maneira irregular”, com seis votos favoráveis à demolição dados por “funcionários da Prefeitura e da Câmara”. 

A denúncia apresentada ao MP usa a situação da antiga casa de Edilson Duarte para embasar o pedido, apontando um histórico de supostas irregularidades e possíveis “favorecimentos à especulação imobiliária”. Serafini informa que a casa Edilson foi demolida mesmo com um processo tramitando no MP. Afirma também que a demolição aconteceu “à revelia, por possível fraude processual e sem curso regular dos trâmites legais”. 

A demolição aconteceu nos dias 13 e 14 de setembro, um fim de semana, período em que, segundo o deputado, o Fórum de Justiça e o Ministério Público estão fechados. 

O deputado aponta que houve várias irregularidades no processo da casa de Edilson Duarte, entre elas a anexação da Ata da Reunião do Conselho de Patrimônio apenas três dias após a votação. 
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			<title><![CDATA[Paul Cabannes retorna à Região dos Lagos para show em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-10-02T11:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após uma passagem de sucesso pela Região dos Lagos em agosto, quando se apresentou em São Pedro da Aldeia, o humorista francês Paul Cabannes está de volta, desta vez para um show em Cabo Frio. O espetáculo de stand-up "Alma de Brasileiro" será no Teatro Domingos Sávio no dia 5 de outubro, às 19h.

Paul Cabannes, nascido em Paris em 1990, mudou-se para o Brasil em 2015 e desde então construiu uma carreira marcada pela observação bem-humorada das diferenças culturais entre brasileiros e estrangeiros. Antes de se dedicar integralmente à comédia, trabalhou em áreas diversas (foi garçom, locutor de rádio e professor de francês) até encontrar nos palcos e nas redes sociais um espaço para traduzir sua visão única sobre o país que adotou como lar.

O show “Alma de Brasileiro” é um retrato cômico da vida cotidiana, explorando situações típicas da cultura brasileira que, sob a ótica de um estrangeiro, ganham novos significados. Com duração aproximada de 70 minutos, a apresentação é realizada em português e já percorreu diversas cidades do Brasil, além de integrar turnês internacionais, levando para fora do país o olhar divertido e carinhoso de Paul sobre os costumes brasileiros.

O humorista também é presença marcante nas redes sociais, onde seus vídeos somam milhões de visualizações, e recentemente lançou o livro ilustrado “Um Francês no Brasil”, que reúne tirinhas e reflexões sobre sua vivência no país. Esse sucesso nas plataformas digitais e editoriais reforça sua conexão com o público e amplia o alcance do espetáculo, que se consolida como uma das principais produções do stand-up atual.

A apresentação em Cabo Frio ganha ainda mais relevância no cenário cultural da cidade, já que o Teatro Municipal está fechado ao público há mais de sete anos. Essa ausência transformou outros espaços em protagonistas da cena artística local, como o Teatro Domingos Sávio (que já recebeu nomes como Nani People) e o espaço de eventos do Hotel Paradiso Corporate, palco de atrações de comédia e música clássica.

O espetáculo tem classificação indicativa de 12 anos. Os ingressos variam de R$ 700 a R$ 140 e estão à venda no site Ingresso Digital.
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			<title><![CDATA[Segunda edição do LiterArraial tem como tema "É tempo de brincar", em homenagem ao artista plástico ]]></title>
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			<updated>2025-09-30T12:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Arraial do Cabo se prepara para receber a segunda edição da LiterArraial, um festival literário e cultural que reúne arte e educação em um grande encontro aberto a toda a comunidade escolar e à população em geral. O evento acontecerá entre os dias 1º e 4 de outubro, em frente ao estádio municipal Hermenegildo Barcellos e a Praça Victorino Carriço.

Em maio a Folha já havia antecipado que o evento seria retomado este ano e que, ao invés de feira literária (como na primeira edição), passaria a ser chamado de festival literário. A proposta seria dar uma repaginada no formato, mantendo o nome LiterArraial, mas ampliando a programação e o conceito do evento, que também passaria a contar com mais atividades culturais e artísticas.

Este ano o tema escolhido homenageia o artista plástico Ivan Cruz, conhecido por retratar a infância brasileira em suas obras. O LiterArraial 2025 propõe o resgate da memória afetiva e do brincar como direito fundamental da criança, trazendo esse universo como eixo central da programação.

Entre as novidades desta edição, o festival contará com um Espaço Inclusivo, com atividades acessíveis e voltadas para a diversidade, além de um Palco Cultural dedicado a apresentações infantis, saraus literários e atrações locais. Também estão confirmadas cerca de 100 editoras de livros, ampliando o acesso ao público leitor.

“É uma grande alegria para a Secretaria de Educação poder oferecer à nossa cidade um evento desse porte. A primeira edição foi um verdadeiro sucesso e temos a certeza de que este ano não será diferente. Ver o LiterArraial crescer, e proporcionar tantas experiências para nossas crianças, jovens e famílias é motivo de orgulho e satisfação para todos nós", comenta o Secretário de Educação, Bernardo Alcântara.

O público poderá participar de rodas de conversa, oficinas, contações de histórias, dinâmicas, palestras, pintura facial e muito mais. Escritores locais e nacionais estarão presentes, com lançamentos de livros e encontros com leitores. Todas as atividades contarão com intérprete de Libras, reforçando o compromisso com a inclusão.

O festival busca incentivar a leitura, cultura e integração entre alunos e comunidade, valorizar escritores e artistas locais, além de formar novos leitores e multiplicadores culturais. Por isso, a Sophia Editora também estará presente na programação com vários títulos à venda. O LiterArraial também fortalece a identidade cultural da cidade, estimula o turismo literário e cultural e insere o município no calendário dos grandes festivais do país.

A expectativa é receber mais de 40 mil pessoas durante os quatro dias de evento, com ampla participação de escolas da rede municipal, professores, alunos e famílias. Como incentivo à leitura, todos os alunos da rede municipal e funcionários da Secretaria de Educação receberão um vale-livro para utilizar durante o festival.

A segunda edição da LiterArraial promete ser um marco na vida cultural e educacional de Arraial do Cabo, celebrando a literatura, a arte e o direito de brincar.
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			<title><![CDATA[Prefeitura de Cabo Frio anuncia show de Ana Carolina e cancela Parada LGBT do Grupo Iguais
]]></title>
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			<updated>2025-09-28T09:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio se prepara para um mês de outubro marcado por celebração e controvérsia. Nesta quarta-feira (24) a Prefeitura anunciou que a cantora Ana Carolina será a grande atração da Parada do Orgulho LGBTI+ do dia 4 de outubro. O evento, que será realizado na Praia do Forte, com concentração a partir das 14h, é o único confirmado com apoio do poder público, após a administração municipal indeferir a realização do evento tradicional promovido há 20 anos pelo Grupo Iguais, e inicialmente agendado para o próximo dia 12.

A decisão do governo municipal gerou um novo capítulo na polêmica que se arrasta desde o início do ano. O Grupo Iguais, que organiza a Parada na cidade há 20 anos, emitiu uma nota pública informando que a Prefeitura negou a autorização para o evento, justificando a decisão pela "coincidência com festividades religiosas e infantis". O grupo afirmou que a Parada será realizada de qualquer forma e que já está negociando uma nova data com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

O cancelamento do evento do Grupo Iguais reforça uma disputa que começou em fevereiro, quando um projeto de lei do vereador Milton Alencar buscou transferir a organização da Parada LGBT para a Prefeitura. Embora a Câmara Municipal tenha garantido a autonomia da sociedade civil, a situação resultou em duas manifestações distintas.

Em comunicado, o Grupo Iguais destacou que o evento promovido por eles não pede recursos nem estrutura do município, e reforça que a liberdade de manifestação e reunião pacífica é um direito constitucional. A entidade se refere à Parada da Prefeitura como um evento distinto e reitera que a 20ª edição oficial será a organizada por eles, sob a coordenação do movimento LGBTI+ local. A nova data será anunciada em breve.

Enquanto isso, a prefeitura segue com a divulgação de uma nova Parada, que tem patrocínio da Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ) e apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A Superintendente LGBTI+ de Cabo Frio, Bárbara Barroso, afirmou que o apoio da prefeitura ao novo evento "reafirma o compromisso com políticas públicas que valorizam a diversidade e garantem cidadania para todas as pessoas". 

Além de Ana Carolina, a Parada LGBT promovida pelo governo municipal inclui performances artísticas, manifestações culturais e falas de lideranças que defendem os direitos da comunidade LGBTI+.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio inicia preparativos para o Carnaval 2026 com captação de recursos aprovada
]]></title>
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			<updated>2025-09-27T13:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Setembro ainda nem acabou, mas os preparativos para o Carnaval 2026 de Cabo Frio já começaram. Segundo a Associação dos Blocos e Agremiações Carnavalescas de Cabo Frio (Abaccaf), o planejamento do evento foi iniciado com foco em reforçar a tradição e a força da celebração que move a cidade.

De acordo com a Abaccaf, mais de 25 grêmios recreativos e blocos carnavalescos já estão se organizando para a folia do ano que vem. Em recente entrevista ao radialista Amaury Valério, o presidente da associação, Joir Reis, disse que o carnaval de rua é uma importante expressão da identidade local e uma grande fonte de entretenimento para moradores e turistas.

Joir também informou que a Abaccaf já definiu o calendário de reuniões, e afirmou que o Projeto de Captação foi aprovado pelo governo do estado, e publicado em Diário Oficial. A iniciativa pioneira visa garantir recursos e a estrutura necessária para a realização do evento.

"Os blocos estão cada vez mais aperfeiçoados, e a cada ano consolidamos a marca do nosso Carnaval", afirmou Joir Reis. O planejamento detalhado inclui a coordenação de logística, programação musical, segurança e diversas ações culturais.
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			<title><![CDATA[Rodrigo Cabral, autor de Refinaria, é semifinalista do Prêmio Jabuti ]]></title>
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			<updated>2025-09-25T14:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Rodrigo Cabral é semifinalista do Prêmio Jabuti 2025 na categoria “Escritor Estreante – Poesia” com o livro Refinaria. A obra foi lançada pela Sophia, editora fundada e mantida pelo escritor, jornalista e produtor cultural em Cabo Frio (RJ), com catálogo que valoriza o patrimônio histórico e a memória da Região dos Lagos e do Brasil. A conquista se soma ao anúncio de que Refinaria se tornará espetáculo teatral, com atuação de Guilherme Guaral, direção de Rodrigo Senna, trilha sonora de Junior Carriço e projeção de vídeos produzidos por Douglas Lopes.

Também foram semifinalistas na mesma categoria: Café com pássaros (Urutau), de Karla Galant; Kitnet de vidro (Laranja Original), de Diuliane de Castilhos Paim; Maracujá interrompida (Cepe), de Luis Osete; Ninguém morreu naquele outono (Telaranha), de Manoella Valadares; O áspero das faltas (Patuá), de Gabriela Lagemann; O sal e a sede (Urutau), de Guilherme Amorim; Resíduo (Patuá), de Cristiane Cerdera; Som da vida inteira (Patuá), de Henrique Romaniello Passos; Touros e lagartos (Urutau), de Luana Bruno.

Refinaria reúne poemas que tentam apreender o processo de transformação da paisagem geográfica da Região dos Lagos e da própria memória. Lançada durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2024 e na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2025, a obra conta com ilustrações do artista visual Rapha Ferreira. A orelha foi assinada pelo escritor Thiago Freitas, e o prefácio é de autoria da editora e escritora Júlia Vita, que também trabalhou na edição do livro.



Os poemas revisitam cenários em constante mutação, retratando a relação do autor com o espaço onde cresceu, no estado do Rio de Janeiro: Cabo Frio, uma das cidades banhadas pela Laguna de Araruama, a maior do mundo em hipersalinidade permanente.

“Ouvi o que esses cenários diziam sobre minhas memórias, sempre borradas e fragmentadas”, comenta. Refinaria trata dos processos contínuos de transformação e refino, tanto no território como na própria vida e no ato de escrever. Segundo o autor, no poema isso se transforma em outro espaço, em outro tempo, e o texto é reescrito de acordo com as percepções de quem lê. Ele reflete: “O que me moveu, primeiro, foi me reconhecer como um poeta da restinga. Ou um poeta da orla, como escreve a Júlia Vita no prefácio.”

A figueira centenária da rua da infância de Rodrigo Cabral, por exemplo, torna-se inspiração porque é um dos poucos elementos que permanecem em meio ao que se transforma. Os poemas se movem entre temas como a relação do autor com o pai, a paisagem local e as dinâmicas internas da memória. “O livro também trata da própria escrita, do texto constantemente revisto, refeito e relido, em um processo contínuo de busca por significado”, revela o escritor.



Os versos do livro equilibram a linguagem regional com uma universalidade poética, permitindo que os leitores encontrem pontos de conexão tanto com o cenário local quanto com as emoções e vivências humanas. Além disso, a obra faz referência à formação geológica da camada pré-sal e traça paralelos com a história da cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, cidade natal do autor.

Sobre o autor

Rodrigo Cabral, 35 anos, nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) e cresceu em Cabo Frio (RJ). Em 2024, foi segundo colocado no Prêmio Off Flip de Literatura na categoria Contos e semifinalista na categoria Poesia. No ano anterior, conquistou o terceiro lugar no Festival de Poesia de Lisboa e, em 2022, foi também semifinalista do Prêmio Off Flip na categoria Poesia. Como editor, tem se dedicado a preservar e divulgar a história, a memória e o patrimônio cultural da região. Refinaria é seu primeiro livro publicado.

Sua principal referência para a escrita de sua obra de estreia foi Água-mãe, livro do escritor paraibano José Lins do Rego, o primeiro romance do autor a ser ambientado fora da região Nordeste. “O escritor narra as paisagens daquela Cabo Frio com imagens arrebatadoras, que envolvem as casuarinas, a figueira, a fantasmagórica casa azul, as barcaças de sal deslizando pela água e a Laguna de Araruama, muitas vezes referenciada apenas como Araruama, espécie de entidade”, enumera.
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			<title><![CDATA[Tamoios recebe a 1ª Mostra Regional de Dança em outubro]]></title>
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			<updated>2025-09-24T17:29:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 25 de outubro de 2025, o distrito de Tamoios, em Cabo Frio, será palco da 1ª Mostra Regional de Dança, realizada pelo Ponto de Cultura Grêmio Recreativo e Esportivo Samburá em parceria com o Instituto Cultural e Artístico Nacional Passos do Futuro. O evento é gratuito e aberto ao público, com classificação livre, e acontecerá no Ginásio Poliesportivo Municipal João Augusto Teixeira Silva (Rua Marimbá, s/n, Bairro Santo Antônio).

A mostra integra o edital 02/2025 da Rede Municipal de Pontos de Cultura de Cabo Frio, viabilizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e tem como objetivo valorizar e divulgar a dança em suas diversas modalidades, promovendo integração entre grupos, companhias, escolas, academias, projetos sociais e bailarinos independentes.

Diferente dos festivais competitivos, a Mostra Regional de Dança de Tamoios terá caráter não competitivo, reunindo crianças, jovens, adultos e idosos em apresentações que contemplam diferentes estilos, como balé clássico e contemporâneo, jazz, danças populares, dança de salão, danças urbanas e dança ministerial.

As inscrições estarão abertas até 7 de outubro e podem participar grupos, companhias, escolas de dança, projetos sociais e bailarinos(as) independentes de Tamoios, Cabo Frio e regiões próximas. Cada participante ou grupo poderá inscrever até duas coreografias.

O ingresso para o público será a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a instituições sociais da região, reforçando o caráter solidário do evento.

— Queremos que a Mostra seja um espaço de encontro, troca e valorização da diversidade cultural por meio da dança, estimulando a participação de artistas locais e fortalecendo a cena cultural do distrito de Tamoios — destaca a comissão organizadora.

Além de promover a inclusão e a acessibilidade — com espaço adaptado e incentivo à participação de pessoas com deficiência —, a mostra também garantirá a entrega de certificados de participação a todos os bailarinos e grupos inscritos.

 Serviço
1ª Mostra Regional de Dança de Tamoios
 Data: 25 de outubro de 2025
 Local: Ginásio Poliesportivo Municipal João Augusto Teixeira Silva — Rua Marimbá, s/n, Bairro Santo Antônio, Tamoios – Cabo Frio
 Ingresso: 1 kg de alimento não perecível
 Mais informações: (22) 99620-7123 / (22) 99961-8988
 Inscrições: forms.gle/fsvPyFDBqyDLteCHA
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			<title><![CDATA[Arquivo Folha | Cabofrianças: Meri Damaceno conta causos como o do delegado que proibiu bola de gude]]></title>
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			<updated>2025-09-23T18:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[São mais de 6 mil edições impressas. Nelas, estão capítulos significantes da história da região. Em comemoração aos seus 35 anos, a Folha dos Lagos republica artigos e reportagens que fazem parte do acervo de edições antigas.

Publicado originalmente em 23 de janeiro de 1999 no suplemento cultural Caderno | O nome não consta em nenhum dicionário da língua portuguesa, mas ela garante que “Cabofrianças” significa “coisas de cabo-friense”. Essas “coisas” – causos e fatos da cidade – estarão, em breve, reunidas num livro que Meri Damaceno está finalizando. O livro, segundo a autora, é uma pesquisa de fatos corriqueiros e causos acontecidos nos últimos 100 anos e que Meri espera lançar no mês do folclore: agosto.

“Cabofrianças” é também um documento fotográfico sobre Cabo Frio de 1915 até a década de 50. As fotos são todas do arquivo pessoal de Meri e assinadas pelos três principais fotógrafos do estado: Wolney, Picarelli e Malta. Uma delas revela, por exemplo, que a escola Ismar Gomes, na época Clube Avenida, possuía dois andares. O prédio que era sede do clube foi vendido para o governo do estado, na época de Francisco Sá, que instalou a escola no térreo e mandou demolir o segundo andar.

Meri Damaceno conta que o livro é uma homenagem a Octacílio Ferreira, pesquisador e fundador do movimento de escoteiros de Cabo Frio. Tudo começou com uma pesquisa que Meri e Octacílio iniciaram – em abril de 91 – tendo como base os documentos antigos da Câmara. “Nesse contato com ele, Octacílio sempre parava as pesquisas e começava a contar causos da cidade. Ele ficava muito melancólico e lamentava que essas histórias se perderiam com o tempo e me pediu para gravar todas elas para mais tarde reunir num livro”, recorda Meri, lembrando que seis meses depois Octacílio foi vencido por um câncer.

A morte de Octacílio abalou Meri, que revela não ter conseguido esquecer o último pedido do amigo. Mas o trabalho só começou três anos depois.

Entre os causos que fazem do livro Cabofrianças está o do delegado Juca Macedo, que no início do século (1912) proibiu o jogo de bola de gude na cidade. O delegado, segundo revelaram as pesquisas de Meri, era altamente autoritário. Uma de suas práticas era expulsar a chicotadas as pessoas que não se comportavam bem na cidade. Também costumava caçar, literalmente, os foragidos ou aqueles que descumpriam suas ordens. Meri diz que, na época, com medo do delegado, essas pessoas se escondiam na restinga de Massambaba, e ele, em seu cavalo, costumava trazê-las no laço, arrastadas até a cadeia pública que funcionava na antiga Rua Direita, atual Érico Coelho, no prédio que era ocupado pelo antigo Banerj.

O padre Nunes é outro personagem polêmico do livro Cabofrianças. Português, morreu nos anos 40. Era perseguido pelos maçons porque tinha um discurso contra a entidade. Simpatizante do Partido Conservador (Liras), costumava escrever no jornal O Industrial, onde deixava clara a sua posição político-partidária na cidade. As peripécias do padre acabaram custando caro para o representante da Igreja Católica em Cabo Frio. Certa vez, foi surrado em plena Praça Porto Rocha pelos maçons. Mesmo assim, não abandonou sua posição político-religiosa.

Um fantasma que teve duas costelas e um braço quebrado

A pesquisa reúne mais de 100 causos mas, de acordo com Meri, os mais recentes não deverão integrar a obra. São mais de 20 horas de fitas gravadas com pessoas que têm idade entre 70 e 95 anos. Os causos são curiosos, divertidos e, de acordo com a autora, “informativos”, e revelam “a identidade do cabo-friense que está se perdendo”, diz ela. Entre eles está o do “fantasma” que levou uma tijolada e acabou no hospital com um braço e duas costelas quebradas.

Meri conta que um “fantasma” aterrorizava as pessoas que passavam sob um limoeiro próximo à Barra de Cabo Frio, na casa de Dona Maria Salles, esposa de Mário Salles, uma das mais importantes figuras da cidade. O local começou a ser evitado até pelos pescadores que, com medo do “fantasma”, só passavam por ali em grupo.

— Aaaaahhhh, eu morri!!!

Os três pescadores saíram em disparada, deixando os peixes pelo caminho, enquanto João de Ampinho, que vinha mais atrás, se armou com um tijolo maciço e acertou uma tijolada no “fantasma”, que gritou:

— Aaaaiiiiii! Me mataram! — enquanto deixava o limoeiro em disparada.

No dia seguinte, curioso em desvendar o mistério do fantasma do limoeiro, João de Ampinho decidiu procurá-lo no Hospital Santa Izabel. E encontrou, na enfermaria, imobilizado, Frosco — o fantasma cabo-friense — que confessou ao autor da tijolada que usava do artifício para namorar a empregada de Dona Maria Salles.

Cabofrianças traz também outro causo curioso, um dos mais antigos do livro, segundo Meri. O relato narra a história de Nenê Póvoas, que, num baile à luz de lampião, encontrou a amante dançando com outro. Inconformado e sem poder reclamar, voltou em casa, encheu uma lata de banha de água, fez cocô dentro, quebrou um galho de pitangueira, fez a mistura e voltou para o baile. Lá, salgou a água com cocô em todo mundo que estava no salão, inclusive na amante. O fedor acabou com a festa. Foi a forma que Nenê encontrou de impedir que a amante o traísse com outro.

 
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			<title><![CDATA[Sophia Editora comemora 10 anos em edição do Santo Samba neste sábado (27)]]></title>
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			<updated>2025-09-22T12:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Sophia Editora celebra seus 10 anos de história com uma participação especial no Santo Samba, uma das rodas mais tradicionais da Região dos Lagos e organizada pela produtora cultural Luciana Branco. O evento marcará os 13 anos do Santo Samba. Será no dia 27, das 15h às 22h, na Rua Peixe Voador, 61, Ogiva – Cabo Frio. Os shows ficam por conta de Thati Dias e Ronni do Carmo

A união entre a Sophia e o Santo Samba simboliza o encontro entre duas marcas enraizadas na defesa da cultura e do patrimônio histórico da região. Assim como a roda de samba mantém viva a tradição popular, a editora reconhece e difunde histórias e memórias regionais. 

Por iniciativa do editor, escritor e jornalista Rodrigo Cabral, a Sophia lançou mais de 50 obras desde 2015. A lista inclui, por exemplo: estudos sobre José Peixoto Ypiranga dos Guaranys, o primeiro indígena universitário do Brasil, conduzidos pelos historiadores Luiz Guilherme Scaldaferri; a edição crítica e anotada de O filho do pescador, de Teixeira e Sousa, primeiro romance brasileiro; a luta pela terra denominada Revolta do Cachimbo no Quilombo da Caveira, revelada pela pesquisadora Gessiane Nazario; e o resgate da história de Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios e São Pedro da Aldeia através dos trabalhos de pesquisadores como Leandro Miranda, Meri Damaceno, José Francisco de Moura, Ivo Barreto, Luiz Fernando de Melo Bretas, entre tantos outros.

No Santo Samba, o público poderá conhecer e adquirir os livros que compõem esse acervo. 

A primeira edição do Santo Samba aconteceu em 2012, inspirada em uma roda de samba da Pedra do Sal, no Rio de Janeiro — lugar ancestral, histórico e de grande força cultural. O evento nasceu com a pegada de samba de rua, democrático e não elitizado, resgatando o espírito coletivo e popular da tradição.

— A intenção era experimentar e sentir a reciprocidade do público da cidade. Na verdade, era pra ser apenas uma única edição — revelou Luciana Branco, uma das idealizadoras, em recente conversa com a Folha.

O que era para ser um encontro pontual se transformou em um movimento duradouro, que ajudou a fortalecer a cena musical cabo-friense, consolidando o Santo Samba como espaço de memória e resistência cultural.

Estrutura e apoio – O evento tem apoio de mídia da Folha dos Lagos. Além disso, nesta edição a Sophia Editora estará presente com estande dos livros lançados durante seus 10 anos de história, comemorados em 2025. O Santo Samba conta com patrocínio de marcas como Proced Lar e Arze Odontologia Premium, além de apoio cultural de parceiros como Ponto Musical, Oficina do Corpo, Chico Parafuso, Brigaderia da Vovó, H’ela Gold, Tardelli Jóias, entre outros. A realização é apresentada pela Brahma.

Serviço
Evento: 13 anos do Santo Samba
Data: 27 de setembro de 2025
Local: Rua Peixe Voador, 61, Ogiva – Cabo Frio
Horário: das 15h às 22h
Atrações: Thati Dias e Ronni do Carmo
Informações: (22) 99104-0593

 
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			<title><![CDATA[Artigo | Ivo Barreto | Turismo Cultural e o Moderno que nos habita]]></title>
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			<updated>2025-09-13T11:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após um crescimento exacerbado e a saturação dos problemas urbanos nas grandes cidades no final do século XIX e início do XX, alimenta-se uma crença na técnica e na ciência como solução e junto disso, a crença na industrialização como sinônimo de progresso. Este entendimento orientou, na Era Vargas, a busca por esta industrialização – contexto de implantação da Companhia Álcalis em Arraial, então distrito de Cabo Frio – e também uma busca de modernização do Estado brasileiro em campos da política pública como a educação, as leis trabalhistas e também o urbanismo. No Estado do Rio de Janeiro, o início dos anos 1940 marca o lançamento do Plano de Urbanização das Cidades Fluminenses, no qual, como nos mostra a professora Marlice Azevedo, o Estado volta-se à urbanização e transformação das cidades. Reflexo do que já ocorria na capital, o plano buscava estruturar cidades no interior para que pudessem admitir esta necessária dinamização urbana. O Governo do Estado do Rio encomenda então ao escritório dos irmãos Jeronymo e Abelardo Coimbra Bueno, Projetos de Urbanização que estruturassem Araruama (1941) e Cabo Frio (1942), cidades pequenas e de grande beleza paisagística, próximas à capital, para um desenvolvimento ligado ao turismo. Não implementado de imediato como em Araruama, em Cabo Frio esta urbanização vai se implementar mais intensamente a partir dos anos 1950 com alterações, mas orientando-se pelos traços mestres do projeto.



É importante dizer que o Turismo enquanto política de governo igualmente se estruturava neste contexto de modernização, de forma que os Projetos Urbanísticos de Cabo Frio e Araruama figuram como duas das mais antigas iniciativas de Urbanismo Turístico fora da capital. Especialmente em Cabo Frio, o plano propunha a ampliação da malha urbana de origem seiscentista, que até ali ocupava uma área entre o Convento e a Passagem, beirando o Canal do Itajuru. Esta ampliação estava inteiramente proposta dentro de um cinturão viário que, nos dias de hoje, equivale ao anel rodoviário limitado de um lado pela Av. Julia Kubitschek e de outro pela Passagem, estendendo-se até a Praia do Forte, mas salvaguardando suas dunas. Em seu Zoneamento, a expansão em direção ao mar, praticamente metade de toda a área urbana projetada,  forma o denominado “Bairro de Turismo”, destinado à construção de residências de veraneio. Se na capital a urbanização intensifica-se em um processo de metropolização, em Cabo Frio o que veremos neste início de ocupação turística é o que Cleber Dias vai chamar de busca pelo “lugar da natureza”, processo no qual o mar surge como espaço de lazer. Expandindo arrumamentos e a disponibilidade de terrenos, esse processo de balnearização a partir dos anos 1950 traz consigo a demanda por arquiteturas que intermediassem esta nova relação estabelecida com o lugar, estruturando o lazer doméstico ligado ao mar, à praia e à laguna. Espaços cujas vivências ligadas ao ócio passam a se estabelecer como prática social. 

Se nos anos 1930 o Movimento Moderno ainda se afirmava, após 1950 a arquitetura Moderna brasileira já ocupava lugar no debate internacional e grande importância no país, de forma que os arquitetos Modernos já figuravam como profissionais demandados pelo Estados e pela clientela particular para solucionar as novas arquiteturas destinadas à estas novas sociabilidades. Período que coincide, portanto, com a intensificação do crescimento de Cabo Frio em função do turismo, não foi surpresa completa saber que estes arquitetos Modernos se fizeram presentes aqui. O que surpreendeu mesmo foi a imensa extensão, diversidade e qualidade dos projetos e obras, formando um imenso universo Moderno que desconhecíamos até o início da pesquisa hoje desenvolvida no Grupo de Pesquisa Modernos Praianos (vinculado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Estácio Cabo Frio) que trata destas obras, conjunto que chamamos Acervo Modernos Praianos. Pesquisa iniciada em minha tese de doutorado (UFRJ) em 2022, até aqui já foram identificadas 87 ocorrências datadas com precisão entre 1942 e o Plano Diretor de 1979 (recorte atual da pesquisa), 55 projetos e dezenas de outras obras de clara filiação Moderna, ainda sem datação, mas com autores e/ou acervos fotográficos localizados. Esta lista de autores revela nomes que se confundem com a própria história do Modernismo em arquitetura no Brasil, tais como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Sérgio Bernardes, Carlos Leão, Ricardo Menescal, Zanine Caldas, Burle Marx, os irmãos Roberto e outros. 

Destacam-se no conjunto as Residências de Verão e os Clubes, que ao longo dos anos vão se implementando na cidade e à beira do Canal, originando tipologias ligadas ao lazer náutico e ao lazer praiano. Se alguns prédios já se perderam, exemplares interessantíssimos como o primeiro edifício do Clube do Canal – originalmente em madeira, projeto de Vital Brazil (1957), reconstruído em concreto, após incêndio, por Ricardo Menescal (1966) – outros de igual importância, registros desta ocupação do Canal, ainda estão de pé, tais como a Residência de Homero Souza e Silva (Carlos Leão, 1961), atual sede do Iate Clube do Rio de Janeiro; a Residência Abelardo Delamare (MM Roberto, 1961), situada no encontro do Canal do Itajuru com o Canal da Ogiva e cuidada com carinho pela Pousada Marília; a residência Vera Simões (MM Roberto, 1972), atual Prize Restaurante; ou ainda o meu querido Costa Azul Iate Clube, projeto dos irmãos Menescal (1964). Além destes, outras arquiteturas de filiação Moderna distribuem-se pelo centro da “cidade para o turismo” pensada em 1942, edifícios construídos em terrenos de miolo de quadra e cujas autorias ainda vêm sendo reveladas, mas cujos exemplares formalmente excepcionais já despertam grande interesse e não podem ser negligenciados. Seu estudo é medida extremamente necessária pois, em seu conjunto, possibilitam a compreensão de como, e em que diversidade, a Arquitetura Moderna brasileira respondeu ao ciclo do turismo no Brasil e em Cabo Frio especialmente. 

Se até o século XIX o crescimento de Cabo Frio foi pequeno e nosso acervo arquitetônico tradicional não é tão numeroso como outras cidades históricas, o que o estudo sobre os Modernos Praianos vem revelando é que nosso conjunto mais expressivo se formou, como é lógico pensar, em meio ao ciclo mais intenso em crescimento: o Ciclo Turístico. Quem não gostaria de conhecer a obras dos irmãos Roberto realizada aqui, os mesmos arquitetos do Aeroporto Santos Dumont? Ou a excepcional obra praiana de Carlos Leão, um dos autores do canônico Palácio Capanema? Para isso não basta identificá-los, é preciso produzir conhecimento e reconhecer seus valores como ativos da memória, compartilhando com quem os habita este conhecimento e apoiando quem de fato deseja valorizá-los, não permitindo seu desaparecimento ou mutilação. Estruturar estas bases é caminho necessário para se contar a história desta acidade atravessada pelo turismo de praia. 

Se o Turismo Cultural se estrutura justamente pela permanência e conhecimento destes ativos da arquitetura e da paisagem, sendo sua derrocada o triste passivo de seu desaparecimento, da mesma maneira que os Modernos foram peça fundamental para construção deste “lugar na natureza”, são eles também os vetores do Turismo Cultural que buscamos. Um turismo cuja natureza Moderna é o importante traço de identidade que nos habita, que nos dá sentido enquanto lugar historicamente vivenciado.

*Ivo Barreto é arquiteto, professor (FAU/UNESA) e especialista em Bens Culturais. Autor de livros pela Sophia Editora, ocupa a cadeira nº 21 da Academia Cabofriense de Letras.
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			<title><![CDATA["Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais", de Yuri Vasconcellos, é destaque no Circuito Arte Búzios]]></title>
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			<updated>2025-09-04T16:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O 10º Circuito Arte Búzios recebe neste fim de semana uma atração especial: o lançamento do "Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais", obra escrita e ilustrada pelo artista Yuri Vasconcellos, publicada pela Editora Feito pra Brincar, com pesquisa e produção da Arte-Educadora Ana Luiza Barbosa. O evento acontece na Praça Santos Dumont, no centro da Armação dos Búzios, com sessões de lançamento nos dias 5, 6 e 7 de setembro.

O gibi apresenta histórias em quadrinhos inspiradas nas brincadeiras antigas de rua e quintal, com referências culturais e naturais da Região dos Lagos. A obra também homenageia o artista Ivan Cruz, pai de Yuri, cujas pinturas sobre o universo lúdico infantil influenciam diretamente o trabalho do autor.

“Será muito bom levar através do meu livro a importância das brincadeiras, da natureza e da interação social e familiar que o brincar promove. Estou muito feliz em participar desse circuito de arte tão consolidado em Búzios e agradeço a parceria com o evento, onde fui tão bem acolhido pela artista Flory Menezes”, afirma Yuri Vasconcellos, que também assina a ilustração do livro "História de Cabo Frio contada à minha filha", escrito pelo historiador Luiz Guilherme Scaldaferri, e lançado pela Sophia Editora.

O Super Gibi se destaca por suas medidas de acessibilidade, incluindo audiodescrição, fontes ampliadas e texto facilitado, ampliando o alcance da obra para diferentes públicos. Em 2024, o livro foi vencedor do edital “Ilustrando Narrativas RJ” da SECEC/RJ, com apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Lei Paulo Gustavo. Neste ano, concorre ao Prêmio Jabuti na categoria História em Quadrinhos.

Além do lançamento do livro, Yuri Vasconcellos também participa da mostra coletiva do circuito com a pintura inédita Brincando na Armação, que retrata uma cena vibrante de crianças brincando na Praia da Armação, no coração de Búzios.

Programação do lançamento:
* Sexta-feira (05/09): das 19h às 22h
* Sábado (06/09): das 14h às 17h
* Domingo (07/09): das 11h às 15h
Local: Praça Santos Dumont – Centro, Armação dos Búzios

Mais informações sobre o livro, o autor e o Projeto Feito pra Brincar no site: www.feitoprabrincar.com, ou no Instagram @feitoprabrincar e @arteyuri. 

FICHA TÉCNICA
Projeto, pesquisa, criação, desenhos, roteiros e diagramação: Yuri Vasconcellos
Coordenação Pedagógica, pesquisa e roteiros: Ana Luiza Barbosa
Revisão de Texto: Amanda do Valle
Supervisão de Edição: Rafael Alvarenga 
Audiodescrição (AD): Inclua
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			<title><![CDATA[Cantora de Cabo Frio conquista público de Araruama e Paraty com show sertanejo]]></title>
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			<updated>2025-09-03T11:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A princesa do sertanejo, Raylane Mendes, mostrou, mais uma vez, porque sua carreira cresce a passos largos e conquista fãs por onde passa. No último fim de semana, a cantora cabo-friense brilhou em dois grandes eventos: a 5ª Festa do Produtor Rural de Araruama, em São Vicente, e a Festa da Padroeira de Paraty – Nossa Senhora dos Remédios.

Em Araruama, Raylane levantou o público com um repertório envolvente, que mesclou sucessos do sertanejo com sua marca única de interpretação. A multidão acompanhou cada canção em coro, transformando o show em um espetáculo de emoção e energia. Já em Paraty, a apresentação foi marcada por momentos de devoção e celebração, em sintonia com a festa da padroeira, deixando a plateia emocionada e encantada com sua presença de palco.

Com carisma, potência vocal e dedicação, Raylane Mendes tem se consolidado como um dos grandes nomes do sertanejo feminino. Sua trajetória, que a cada dia ganha mais visibilidade, é impulsionada pelo talento e pela conexão intensa com os fãs, que respondem de forma calorosa a cada apresentação.

Raylane segue firme em sua caminhada, levando sua música a diferentes cidades do Estado do Rio, reforçando seu título de “princesa do sertanejo”, sempre deixando sua marca nos palcos e no coração do público.

- Quero agradecer a organização da Festa do Produtor Rural, através da Prefeitura de Araruama, e também a Prefeitura de Paraty. É a primeira vez que me apresento em Paraty e a recepção da equipe e do público foi maravilhosa. Só tenho que agradecer a essas equipes que acreditaram no nosso trabalho e deram a oportunidade de realizarmos grandes shows. Só gratidão a todos e, principalmente, aos fãs que fizeram tudo ser mágico e inesquecível - disse, emocionada.
 
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			<title><![CDATA[Festival Raízes vai celebrar a cultura quilombola e a luta antirracista em São Pedro e Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-09-03T10:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nos próximos dias 12 e 13 de setembro a Região dos Lagos recebe o Festival Raízes - Cultura Quilombola e Antirracista. O evento será realizado em São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, promovendo ativamente o combate ao racismo, por meio de debates, oficinas e apresentações culturais. Com uma proposta que vai além do entretenimento, a ação tem um papel fundamental na promoção da equidade, promovendo diálogos e reflexões sobre a Educação Escolar Quilombola e Educação para as Relações Étnico-Raciais, além de oferecer capacitação aos profissionais de educação e apoio das redes educacionais de ensino da Região dos Lagos.

Em São Pedro o festival acontecerá no próximo dia 12 no Quilombo da Caveira, com o IV Seminário de Educação Escolar Quilombola e Antirracista na Escola Municipal Quilombola Dona Rosa Geralda da Silveira. A programação começa às 8h30 com solenidade de abertura, e segue das 9h30 às 11h com atividades culturais e educativas com as artistas Sá Soraya e Renata Magrela, e exposição dos alunos e apresentações culturais.

Às 13h começam os debates com curadoria das educadoras Sílvia Rohem e Juliana Pacheco, que abordarão a importância das Leis 10.639/03 e 11.645/08, com a participação de representantes quilombolas e pesquisadores da área. O primeiro terá como tema "Educação Escolar Quilombola e Comunidade: Saberes, Resistência e Pertencimento”, e o segundo “Educar para Desconstruir: Caminhos da Educação Antirracista”. Às 16h30 tem o encerramento com apresentação cultural "Coletiva Ventarolas".

No dia 13 o festival segue para o Quilombo de Botafogo, em Cabo Frio, com um Encontro Cultural. O Quintal Dois Negros será palco de oficinas de jongo, carimbó e memória e corporeidade, além da sua tradicional Roda de Samba do Samba Quilombo. O evento contará ainda com apresentações de artistas quilombolas locais, um espaço especial para brincadeiras infantis ("Espaço Brincar") e uma feira de expositores.

A programação começa às 10h com a performance artística "Filho do Nada", do ator e produtor Fabrício Coelho (Quilombo da Caveira - São Pedro da Aldeia, RJ). Às 10h30 tem oficina "Memórias de um Corpo Ancestral", com a Dra. Simonne Alves. Às 14h o público participa de uma oficina de Carimbó, com o grupo "Aturiá", às 16h da apresentação de "Batizado de Boneca do Quilombo da Rasa" com o grupo "Batizado de Boneca" (Quilombo da Rasa - Armação dos Búzios, RJ), e às 16h30 de uma oficina de Jongo, com o grupo de tradição "Jongo da Serrinha". Das 19h às 20h tem Roda de Samba, com o Samba Quilombo (Quilombo Botafogo - Cabo Frio, RJ).

O Festival Raízes também será um espaço de expressão cultural e visibilidade a manifestações afro-indígena-brasileiras quilombolas locais e de outros lugares do Brasil, que são patrimônios culturais nacionais, incluindo música, dança, teatro, artesanato e culinária. A participação é gratuita, com ações de democratização e acessibilidade. Entre as medidas, estão a contratação de intérpretes de Libras, audiodescrição em toda a comunicação online, banheiros adaptados e a disponibilização de transporte gratuito para levar o público do Centro de São Pedro para os quilombos, em horários pré-definidos, com confirmação de inscrição. O evento também destinará vagas específicas nas oficinas para pessoas com deficiência. O link de inscrição está disponível na página do Coletivo Vadeia Aldeia no Instagram (@vadeia_aldeia).

Idealizado pela artista, escritora e educadora Aline Arco-íris, e pela produtora e artista Renata Alves Porto, o “Festival Raízes: Cultura Quilombola e Antirracista” é organizado pelo Coletivo Vadeia Aldeia, em parceria com a Coordenação de Educação Quilombola e Antirracista da Secretaria de Educação de São Pedro da Aldeia e o Espaço Cultural Quintal Dois Negros, com fomento do Governo Federal e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio com recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio da Secretaria de Cultura.
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			<title><![CDATA[Depois do galpão do sal, casa de Edilson Duarte deve ser demolida em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-08-29T17:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Mais um prédio histórico de Cabo Frio está prestes a desaparecer. Depois da polêmica demolição do Galpão do Sal (em 2021), agora é a Casa do professor Edilson Duarte, na Avenida Teixeira e Souza, que corre o mesmo risco. O Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (CMUPAC) votou nesta segunda-feira (25) pelo arquivamento do processo de tombamento do imóvel e autorizou o prosseguimento da sua demolição.

O pedido de preservação do imóvel foi formalizado em julho de 2024, no processo nº 2024/27555. À época, o então secretário municipal de Cultura, Márcio Lima Sampaio, informou no documento que o pedido de tombamento foi registrado em ata do CMUPAC, durante reunião realizada no dia 25 de julho de 2024. Na ocasião, o órgão estava sob a presidência de Sérgio Nogueira, que hoje é diretor do Imupac. Apesar disso, segundo conselheiros da nova gestão, foi o próprio Sérgio quem apresentou o pedido de arquivamento do processo e de demolição do imóvel. A Folha tentou falar com ele, mas não houve sucesso.

O imóvel é uma casa térrea com características arquitetônicas do início do século XX, descrita por especialistas como de relevância histórica, cultural e paisagística, e por ter pertencido a Edilson Duarte, educador, advogado, político e ex-prefeito de Cabo Frio, além de cronista e presidente do Tamoyo Esporte Clube.

O arquivamento do pedido de tombamento da casa de Edilson Duarte foi aprovado com votos favoráveis do governo municipal, representado pelas secretarias de Gestão Territorial e Economia Azul, Turismo, Igualdade Racial, Cultura e Procuradoria, com apoio da Câmara de Vereadores. Já os órgãos técnicos que integram o Conselho (Iphan, Inepac e Uenf) foram contra o arquivamento do pedido de tombamento. Também membro do CMUPAC, o Coletivo Griot se absteve de votar. A Asaerla, que ocupa a presidência do órgão, só vota em caso de desempate. O Ibram faltou à reunião. O arquivamento do processo gerou reação imediata. Para Lucas Muller, da ONG Cabo Frio Solidária e ex-vice-presidente do CMUPAC, a votação expõe fragilidades no colegiado:

“Defendemos que se faça estudo mais aprofundado”

Em entrevista à Folha esta semana, Carina Mendes (doutora em arquitetura e urbanismo e chefe do escritório técnico do Iphan) disse que a decisão pela demolição da casa de Edilson Duarte “foi precipitada e merecia olhar mais atento”. Afirmou ainda que o papel do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural deve ser repensado.

Folha – O Iphan apresentou relatório e defendeu o tombamento da Casa Edilson Duarte. Qual foi a principal fundamentação técnica usada neste parecer?

Carina – O que defendemos no parecer é que se faça um estudo mais aprofundado do imóvel dentro do contexto de sua caracterização arquitetônica, urbana e histórica. Argumentamos que o discurso da simplicidade não seja utilizado como discurso para desqualificação e falta de relevância do imóvel, pois a arquitetura dita modesta é muitas vezes mais relevante do ponto de vista histórico, arquitetônico e social do que as edificações de destaque.

Folha – O que, na avaliação do Iphan, torna esse imóvel relevante para a preservação da memória de Cabo Frio?

Carina – O imóvel pode ser lido e analisado no contexto de uma produção arquitetônica residencial de meados do século XX. É preciso um olhar mais atento para essa produção a fim de definir os exemplares ainda existentes que devem ser preservados.

Folha – Na sua visão, qual é o risco quando decisões técnicas são superadas por representantes políticos em conselhos como o CMUPAC?

Carina – Minha preocupação não é propriamente com a necessidade de prevalência da decisão técnica, mas sim com o papel do Conselho Municipal de Patrimônio, que deve justamente ter um olhar sensível para o tema e estar atento às transformações locais.

Folha – Caso a demolição seja autorizada, o que Cabo Frio perde em termos culturais, históricos e identitários?

Carina – Perde a possibilidade de preservar a arquitetura local, nesse contexto da arquitetura residencial local. Lembrando que as características arquitetônicas são lidas não só nas soluções materiais, formas e estilos, mas também na maneira de implantação do imóvel no terreno, na sua relação com a rua e com o restante da cidade.

Folha – O Iphan pode adotar alguma medida administrativa ou judicial para tentar reverter a decisão?

Carina – Não. O Iphan já se manifestou no âmbito do Conselho.

Folha – Existe a possibilidade de o imóvel ser avaliado em instâncias superiores, fora do Conselho Municipal?

Carina – Não. Por isso temos as esferas de defesa do patrimônio: federal, estadual e municipal. Esse seria o caso de uma avaliação municipal, tendo em vista que suas relações de memória e identidade teriam sentido no âmbito da cidade de Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Victor P. Viana apresenta o livro 'O homem que vomitava sapos' no Espaço Cultural Sophia Editora]]></title>
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			<updated>2025-08-27T18:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Polícia"/>

			<content><![CDATA[O escritor Victor P. Viana fará bate-papo sobre sua recém-lançada obra “O homem que vomitava sapos”, nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, no Espaço Cultural Sophia Editora, localizado na Rua Major Belegard, 502, Centro, Cabo Frio. O encontro é gratuito e aberto ao público. O jovem estudante Davi Gautto, ilustrador e filho de Victor, também participará do evento.

“De repente, percebeu que estava flutuando. Olhou para baixo e viu o caos. Não sentiu culpa. Apenas uma inédita sensação de paz”, escreve Victor P. Viana no conto que dá nome ao livro. Assim é a obra que o escritor e jornalista radicado em Búzios publica pela Sophia Editora: uma coleção de textos que transitam entre a fantasia, o lirismo e o delírio. 

O livro foi lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Gueto. Em seus contos, crônicas e artigos, o autor parece resumir o sentimento de quem passa a vida engolindo o absurdo do país e da rotina. Muitos deles foram publicados em O Perú Molhado, jornal satírico que circulou de 1981 a 2015 em Búzios

— Os textos não são todos contos, portanto nem todos são ficção — explica Victor. — Há relatos reais — entrevistas e reportagens produzidas para jornais em que trabalhei, a pedido dos meus editores — só que em estilo literário, onde fui desenvolvendo meu estilo de escrita. O ponto central de todas as histórias é o cotidiano, que, se tivermos um olhar atento, pode ser algo extraordinário.

Cotidiano esse, aliás, que muitas vezes aparece deformado, exagerado ou invertido, numa mistura de crítica e riso. Tome-se como exemplo esse trecho do conto O saco de bosta: “Homens, quando falam e são tidos como bosta, diz-se que bostejam. Bem, o saco de bosta bostejava de fato, de quando em vez ou de vez em quando — mais uma vez, tanto faz”.

Os cenários são do interior do estado do Rio, com destaque para a Região dos Lagos, em cidades como Cabo Frio e Búzios.

— É o meu sertão — define. — Cheguei a trabalhar nas redações tradicionais, onde a influência da internet ainda era secundária, e isso me fez circular bastante. Mas foi aqui que construí esse olhar. O papel do jornalismo na formação desses textos é fundamental.

O conto que dá título ao livro — sobre um homem que, após engolir sapos a vida inteira, passa a vomitá-los em público — sintetiza a força simbólica da obra.

— Não exatamente há uma preocupação consciente de mostrar algum ‘tipo de Brasil’ — diz o autor. — Mas trato de temas universais por meio de personagens, inventados ou reais, que se desenrolam em espaços que reconheço — ou vivi.

É Davi Gautto, filho de Victor, quem ilustra o universo fantástico, grotesco e satírico dos textos.

— Foi emoção pura. A ideia foi do Rodrigo Cabral, editor da Sophia Editora. O Davi é um desenhista precoce e excelente — conta Victor, orgulhoso.

Já Davi diz que não foi complicado ilustrar o livro:

— É parte da minha linha de desenho. O mais legal foi ler os textos do meu pai antes. Eles fluíram naturalmente.

O jovem artista de 16 anos destaca a imagem do conto-título como a mais marcante:

— Sabia que essa seria a história que serviria de chamada para toda a obra, então busquei entregar as emoções que senti ao ler.

A obra espelha bem o poder das narrativas híbridas. Tem jornalismo e invenção, memória e delírio, pavor e poesia. E talvez a única saída, mesmo, seja essa: vomitar os sapos e flutuar.

SOBRE O AUTOR
Victor P. Viana nasceu em Itaboraí, foi criado em Cachoeiras de Macacu e mora em Búzios desde 2005. Sobre sua vida nessa cidade litorânea, que enxerga como parte de uma região rica em História e histórias, diz:

— A Região dos Lagos é meu sertão.

Casado com a jornalista e escritora Camila Raupp, é pai de três meninos. É escritor, pesquisador e jornalista.

Seu último livro publicado foi A criança debaixo do guarda-chuva (2021), que conta as aventuras e desventuras de uma criança dos 13 aos 16 anos, em uma linguagem poética cuidadosamente trabalhada, que desconstrói clichês ao criar uma personagem sem gênero definido, oferecendo uma interpretação pessoal à narrativa pioneira em escrita não sexista.
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			<title><![CDATA[Sophia Editora lança 'Praia de Itaipu  histórias de um paraíso errante', de Victor Andrade de Melo]]></title>
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			<updated>2025-08-27T18:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Praia de Itaipu — histórias de um paraíso errante, escrito por Victor Andrade de Melo e publicado pela Sophia Editora, proporciona um mergulho profundo na trajetória do bairro de praias paradisíacas, localizado na Região Oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro. Ao combinar pesquisa histórica, relatos pessoais e reflexões sobre o impacto das transformações impostas ao lugar, o autor traça um panorama abrangente da vida social, econômica, política e cultural de Itaipu, desde os tempos coloniais até o fim da década de 1970.

O lançamento será neste sábado (30), das 10h às 12h, na Biblioteca Parque, na Praça da República, Centro.

Em 368 páginas, a pesquisa observa as particularidades de um território em constante disputa. Escreve Victor Andrade de Melo no texto de abertura da obra: “Para a população local, nem sempre a vida foi paradisíaca, tendo que encarar os múltiplos problemas que marcaram a localidade. No decorrer do tempo, mudaram os personagens, mas essa ocorrência manteve-se como regularidade. Itaipu, portanto, tem sido um paraíso errante. Como um Dom Quixote, de Cervantes, não são poucos os moinhos que tem enfrentado. São ameaças, concretas, nenhuma delas de vento: especulação imobiliária, aterros, lixo, esgoto, violências diversas, desrespeito aos pescadores e lavradores, agressões ao patrimônio ambiental, arqueológico e histórico, problemas que se acentuaram nas últimas décadas”.

Resultado de um trabalho apoiado pela Faperj, aborda a ocupação indígena, os conflitos de terra, a exploração agrícola e pesqueira e as transformações urbanísticas impulsionadas pela especulação imobiliária. Destaca também os impactos ambientais e sociais das intervenções humanas, como a abertura do Canal de Itaipu e a criação de bairros como Camboinhas. Além disso, narra a luta dos pescadores artesanais pela preservação de suas tradições e direitos, enfrentando pressões econômicas e ambientais.

Entre os marcos da narrativa estão a instalação da Igreja de São Sebastião, cuja construção teve início no século XVII e foi concluída em 1716, desempenhando papel central na abertura da freguesia de Itaipu em 1755, quando foi elevada à condição de freguesia com a igreja como sua matriz; o funcionamento do Recolhimento Feminino de Santa Tereza, fundado em 1764 e posteriormente convertido no Museu de Arqueologia de Itaipu; os planos urbanísticos grandiosos da década de 1940, como o projeto da Cidade Balneária Itaipu; e a abertura do Canal de Itaipu em 1979, que dividiu a praia em duas partes, Itaipu e Camboinhas, marcando uma transformação significativa na região.

Com estilo claro e acessível, Victor Andrade de Melo transforma a pesquisa acadêmica em leitura envolvente para o público interessado em compreender a história, as transformações urbanas e as lutas sociais que moldaram Itaipu.

No texto de orelha, a pesquisadora Silvia Borges escreve: “O encantamento de Victor Melo pela região em que escolheu viver movimenta o texto. Está no seu olhar aguçado para as fontes e nas leituras críticas de trabalhos já realizados. Este livro nasceu da indignação diante das ameaças que rondam esse paraíso, da necessidade de reagir ao absurdo explícito que invadiu sua paisagem. Reconhece o passado no presente e o presente no passado. Enaltece os pescadores que lutaram — e que ainda lutam — enquanto pede bênção aos seus ancestrais, que do mar lhe extraíram sustento. Ele já não é pescador como seu avô. Hoje, tece redes com suas palavras, sempre embaladas pelo vai e vem do tempo, pelo vai e vem das ondas”.

Além desta obra, Victor Andrade de Melo é também autor de As seis vidas de Niterói – uma biografia, publicada também pela Sophia Editora.

Sobre o autor | Victor Andrade de Melo é carioca de nascimento e niteroiense por opção. Seu coração, contudo, bate pelas duas cidades. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), há décadas se dedica a escrever sobre as urbes — uma de suas paixões. Sobre a Cidade Maravilhosa, seus mais recentes livros foram Cidade divertida: entretenimento no Rio de Janeiro do século XIX (7 Letras, 2022) e Sol e sombra: as touradas no Rio de Janeiro (com Paulo Donadio, Editora da Unesp, 2024). Sobre a Cidade Sorriso, publicou A vida esportiva de Niterói (séc. XIX-1919) (Niterói Livros, 2020), A Sevilha Fluminense (Itapuca, 2024) e Seis vidas de Niterói: uma biografia (Sophia Editora).
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			<title><![CDATA[Ancestralidade, literatura negra e memória quilombola: um debate histórico no IFF Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-08-26T13:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A literatura negra brasileira ocupou o centro do debate ontem, 25 de agosto, no seminário “Encontro Marcado – Raízes da Literatura Negra Brasileira”, terceiro de uma série de cinco encontros do projeto Bi2u da Art Cult. Realizado em parceria com o Ministério da Cultura, por meio de emenda parlamentar do Deputado Federal Bandeira de Mello, o evento levou ao público reflexões sobre memória, resistência e a importância da ancestralidade na construção cultural do país.

A coordenadora do projeto, June Lessa Freire, destacou que resgatar autores apagados da história e estimular sua leitura é parte essencial da valorização cultural. “Essas obras foram escolhidas porque estão em domínio público e o acesso seria ainda mais facilitado. São tesouros da nossa literatura”, afirmou.

Entre os destaques da programação, estiveram os vídeos de apresentação das obras “Gupeva”, de Maria Firmina dos Reis, e “O Livro Derradeiro”, de Cruz e Souza, que serviram como porta de entrada para discussões sobre racismo estrutural, invisibilidade e o papel da arte como instrumento de transformação social.

Autor de diversos livros publicados pela Sophia Editora, o historiador Luiz Guilherme Scaldaferri Moreira situou Maria Firmina dos Reis — considerada a primeira escritora negra brasileira e a primeira mulher a publicar um romance no país, em 1864 — no contexto do século XIX. Ele lembrou que a autora fundou a primeira escola mista pública do Brasil e denunciou, no livro “Úrsula”, a violência da escravidão e o machismo de seu tempo. Já em “Gupeva”, Firmina fez frente ao indianismo romântico, revelando o impacto destrutivo da colonização. Já a professora Rosana Silva reforçou que o esquecimento de Firmina por mais de um século é exemplo claro do apagamento da contribuição negra na cultura nacional. Ela também destacou a obra de Cruz e Souza, poeta simbolista cuja trajetória foi marcada pelo preconceito e pela falta de reconhecimento em vida.

Vozes do Quilombo

A participação da Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (ACQUILERJ) reforçou a conexão entre literatura e território. Elizabeth Fernandes, diretora de Cultura e Eventos da entidade, lembrou que os quilombos não podem ser confundidos com favelas: “Nosso desafio é a titulação das terras e a preservação de uma cultura ancestral que resiste apesar do abandono histórico do Estado”, reforçou.“Muitas vezes tentam romantizar o quilombo, mas a realidade é dura. Continuamos em áreas isoladas, sem acesso fácil, o que reforça a exclusão”, completou Elizabeth.

Moradores também compartilharam como o seminário contribuiu para o fortalecimento da memória coletiva. “Eu mesma não conhecia a fundo essa literatura negra. Entender mais sobre o livro ‘Úrsula’ foi uma revelação. Maria Firmina usou o romance como um grito de socorro para denunciar a escravidão e o machismo”, avaliou Maria Piedade, do Quilombo de Botafogo. “Saio daqui com vontade de ler mais. Quero conhecer melhor a nossa história”, completou Vanessa, do Quilombo Fazenda Espírito Santo.

Educação e decolonialidade

O seminário também impactou estudantes de Cabo Frio. Maria Luíza, do curso de hospedagem do Instituto Federal Fluminense, destacou a importância do contato com novos referenciais: “Ano passado o Enem tratou da cultura afrodescendente. Este seminário nos dá repertório para a vida e para a prova, mostrando que temos representações negras no Brasil que engrandecem a nossa história”, apontou a jovem.

O ciclo de seminários segue com encontros em Mangaratiba e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde haverá uma feira com produtos de comunidades quilombolas de todo o estado.
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			<title><![CDATA[XIX Festival Internacional de Dança movimenta Cabo Frio com talentos do Brasil e do exterior]]></title>
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			<updated>2025-08-21T13:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Entre os dias 4 e 7 de setembro, Cabo Frio recebe a 19ª edição do Festival Internacional de Dança, evento que transforma o município em palco de arte, intercâmbio cultural e celebração da dança. Realizado na Universidade Estácio de Sá, o festival conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Cabo Frio e o patrocínio do Conselho Municipal de Turismo de Cabo Frio.

Idealizado em 2005 pela bailarina e empresária cabofriense Márcia Cristina da Costa Sampaio, fundadora da tradicional escola Ballet Márcia Sampaio, o festival já reuniu ao longo dos anos mais de 18 mil bailarinos do Brasil e de países como Chile, Peru, Argentina e Venezuela, consolidando-se como o maior festival de dança do Estado do Rio de Janeiro e o terceiro maior do Brasil.

“O Festival nasceu com o sonho de dar visibilidade à dança e transformar vidas por meio da arte. Hoje, é muito mais do que um evento competitivo: é um espaço de encontro, formação, emoção e oportunidades reais, tanto para os bailarinos quanto para o público”, afirma Márcia Sampaio.

Um espetáculo que movimenta a economia e o turismo

Além de seu impacto cultural, o Festival Internacional de Dança de Cabo Frio é um importante indutor de fluxo turístico na baixa temporada. Segundo o Observatório de Turismo de Cabo Frio, a taxa de ocupação hoteleira durante o festival chegou a 90,3% em 2023 e 78,9% em 2024, números expressivos para o mês de setembro.

“A cidade respira dança. São mais de 1.100 bailarinos, além de professores, jurados, equipes técnicas e familiares, que impactam diretamente hotéis, restaurantes, comércios e serviços. Esperamos mais de 1.200 pessoas por dia na plateia neste ano”, destaca Márcia.

Programação e modalidades

O festival apresenta uma programação competitiva, com apresentações em diversas modalidades como ballet clássico, clássico de repertório, dança contemporânea, danças urbanas, danças populares, jazz, sapateado e estilo livre. Além disso, oferece workshops com profissionais renomados nacional e internacionalmente.

Entre os nomes que já passaram pelo festival estão Ana Botafogo, Carlinhos de Jesus, Cecília Kerche, Marcelo Chocolate, Jaime Arouxa, além de companhias como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Cia. Brasileira de Ballet.

Neste ano, a abertura da noite Contemporânea, no dia 4, será feita com a apresentação da coreografia Turbulência, do coreógrafo Rafael Gomes, inspirada na euforia do som dos atabaques. O espetáculo é uma grande homenagem aos deuses da natureza, com canto e percussão afro-brasileira, trazendo os bailarinos Glayson Mendes e Beatriz Póvoas para enaltecer a cultura dos guetos quilombolas originários de Cabo Frio. Mendes traz a força de seus ancestrais para conduzir a potente bailarina Beatriz Póvoas em uma grande gira.

No dia 5, no final do bloco Ballet de Repertório, o público terá um momento inesquecível: a apresentação de um fragmento do clássico O Corsário, interpretado por solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No elenco, Mateus Imperial, Manuela Rocado, Luiz Paulo Martins, Marcella Borges e Alyson Trindade prometem encantar a plateia com técnica, emoção e a grandiosidade de um dos balés mais aclamados do repertório mundial.

Compromisso com formação de plateia e inclusão

Um dos pilares do evento é o Projeto Escola, iniciativa que democratiza o acesso à cultura. O projeto oferece sessões especiais para estudantes da Rede Pública de Ensino de Cabo Frio, jovens atendidos pelos CRAS, projetos da APAE e escolas de dança locais.

“O Projeto Escola é o coração do festival. Muitos alunos têm ali o primeiro contato com a dança profissional. Foi o caso do bailarino Glayson Mendes, revelado aqui, que hoje integra o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio e está na vinheta de 60 anos do programa Fantástico, da Rede Globo. Isso nos mostra o poder transformador da arte”, emociona-se Márcia.

Renomada bailarina Cecília Kerche lança o livro Lago durante o Festival

Presente em várias edições do festival como jurada e também como professora das concorridas masterclasses, Cecília Kerche traz neste ano uma novidade especial: o lançamento de seu livro Lago, obra inédita que apresenta, sob um olhar sensível e profundo, a beleza e os bastidores do icônico ballet O Lago dos Cisnes. Kerche é aclamada mundialmente por sua interpretação magistral do papel duplo Odette/Odile — um dos maiores desafios da dança clássica, que exige da bailarina a delicadeza da Rainha dos Cisnes e a intensidade sedutora do Cisne Negro.

No dia 6 de setembro, às 16h, será realizada uma tarde de autógrafos com a autora, na Sala de Leitura da Universidade Estácio de Sá. A ocasião será uma oportunidade única para bailarinos, professores, estudantes de dança e amantes da arte conhecerem de perto a obra e o universo de uma das maiores intérpretes de Odette/Odile do mundo.

Mais do que um lançamento literário, o momento celebra a trajetória de Cecília Kerche, que há décadas encanta plateias no Brasil e no exterior, inspirando gerações com sua técnica impecável, carisma e dedicação à dança.

Objetivos que dançam com a cidade

O XIX Festival Internacional de Dança de Cabo Frio tem como objetivo central a promoção da arte da dança como expressão e manifestação cultural, proporcionando intercâmbio artístico e formação técnica para bailarinos de diferentes origens e níveis.

“A cada edição, reafirmamos nosso compromisso com a cultura, com a juventude, com a cidade. Cabo Frio se destaca no cenário nacional e internacional da dança, e o festival é uma conquista coletiva, fruto da parceria com o poder público, iniciativa privada e a paixão de todos os envolvidos”, finaliza Márcia Sampaio.

Premiações em troféus, medalhas e até valores em dinheiro são distribuídas entre os vencedores das diferentes categorias.

Serviço

XIX Festival Internacional de Dança de Cabo Frio
De 4 a 7 de setembro de 2025
A partir das 15h
Universidade Estácio de Sá – Cabo Frio/RJ
️ Evento aberto ao público (entrada: 1 kg de alimento para doação ao GAI – Grupo de Apoio ao Idoso de Cabo Frio)

Texto: Alexandra de Oliveira
Fotos: Francisco de Mattos
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			<title><![CDATA[Alecrim, em São Pedro da Aldeia, ganhará oficinas gratuitas de cerâmica]]></title>
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			<updated>2025-08-21T13:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O bairro Alecrim, em São Pedro da Aldeia, vai receber em setembro o projeto Ateliê Elis Dálete – Cerâmica que acolhe: barro, pausa e presença, contemplado pelo Edital nº 01/2025 da Secretaria Municipal de Cultura de São Pedro da Aldeia, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A iniciativa oferece oficinas gratuitas de cerâmica voltadas a pessoas em sofrimento mental, mulheres em situação de vulnerabilidade, público interessado em arte e cultura comunitária e famílias locais atendidas pelo CRAS do bairro Alecrim. A ação integra as atividades do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, e busca unir arte e saúde em uma proposta de formação, cuidado e valorização simbólica do território.

Com quatro encontros presenciais, as oficinas acontecerão nos dias 3, 10, 17 e 24 de setembro, no CRAS do Alecrim (Catarina Machado da Silva Borges), em São Pedro da Aldeia (RJ). A equipe é composta pela ceramista e artista plástica Elis Dálete, pela neuropsicopedagoga Sulamita Carvalho e pela médica psiquiatra Dra. Priscila Braga, e traz uma abordagem transdisciplinar que reconhece a complexidade das experiências humanas e aposta na arte como possibilidade terapêutica. Serão ensinadas técnicas como pinch pot, emplacamento, preparação para queima e esmaltação das peças produzidas, além de um encontro final com palestra e roda de conversa sobre saúde mental.

“A cerâmica, como tecnologia ancestral, sensorial e artesanal, oferece uma experiência de expressão e reestruturação subjetiva. Modelar o barro é também modelar afetos, dar forma ao que muitas vezes não encontra palavras, em potência terapêutica e formativa” — afirma Elis Dálete, ceramista e idealizadora do projeto.

Fundado em 2022, o Ateliê Elis Dálete funciona no bairro Alecrim como espaço de criação artística, oferecendo aulas regulares de cerâmica e participando de feiras de arte na Região dos Lagos. A artista à frente do espaço, Elis Dálete, é formada em Design de Interiores e desenvolve obras que transitam entre a cerâmica utilitária, a escultura e as artes plásticas. Para conhecer mais sobre seu trabalho, siga o Instagram @elis_arteceramicas ou pelo telefone (22) 99714-2209.

A proposta também visa fortalecer os laços comunitários e reconhecer o território do bairro Alecrim como espaço de potências, saberes e memórias. Após décadas de impacto ambiental e social causados pelo antigo lixão a céu aberto da cidade, desativado em 2008, e por estigmas sociais relacionados à ausência de políticas públicas, o projeto busca ressignificar a história local.

“Essa ação representa uma requalificação simbólica e afetiva do território, ao promover encontros, escuta, criação e troca dentro do próprio bairro. A partir dessa parceria com o CRAS, o projeto se insere em uma rede local de cuidado, arte e resistência” — Tatiana Cabral, assessora de comunicação do projeto.

O projeto prevê a produção e entrega de peças cerâmicas criadas pelos próprios participantes, como símbolo de sua trajetória ao longo das oficinas.

As inscrições estão abertas no próprio CRAS Alecrim (Rua Alfazema, 05 – Alecrim – São Pedro da Aldeia/RJ. Tel.: (22) 2648-8066 – e-mail: crasalecrimspa@gmail.com. Horário de funcionamento: das 8h às 16h30).

Atividades:


	
	Oficina 1 – Técnica Pinch Pot
	
	
	Oficina 2 – Técnica de placas
	
	
	Oficina 3 – Acabamento e esmaltação
	
	
	Oficina 4 – Entrega das peças + palestra e roda de conversa sobre saúde mental
	


Datas: 3, 10, 17 e 24 de setembro de 2025 (todas as quartas-feiras do mês de setembro)
Local: CRAS Alecrim – Rua Alfazema, 05 – Alecrim – São Pedro da Aldeia (RJ) – Tel.: (22) 2648-8066 – e-mail: crasalecrimspa@gmail.com – Horário de funcionamento: das 8h às 16h30.
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			<title><![CDATA[Semana Decolonial celebra saberes de mulheres artistas e cozinheiras de São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2025-08-14T17:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Começa nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 23 de agosto a “IV Semana Decolonial do Patrimônio de São Pedro da Aldeia: Arte e Culinária Tradicional de Mulheres Aldeenses”. Realizado pela Coletiva Gecay, o evento é gratuito e integra as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Cultural, com o objetivo de dar visibilidade aos saberes locais e ampliar o acesso ao conhecimento sobre os patrimônios do território sob uma perspectiva decolonial, destacando práticas e histórias que, por muito tempo, ficaram invisíveis.
Desde 2022, a Semana Decolonial acontece anualmente para valorizar a memória e a identidade do município. Este ano, o foco está nas mulheres artistas e cozinheiras da cidade. A programação inclui mapeamento, inventário virtual, rodas de conversa, feira “Da Terra e do Sal”, oficinas, apresentações culturais e a exposição “Mãos da Terra – Mulheres que Nutrem o Território de São Pedro da Aldeia”.

A abertura será no dia 15, às 18h30, no Museu Regional do Sal Manoel Maria de Mattos, com a inauguração da exposição “Mãos da Terra”. Com curadoria de Ericka Hock e Mayara Árvore, a mostra reúne obras de Aline Arco-Íris, Alzira Rufina, Ana Paula Gonçalves Pinheiro de Souza, Dulce Rodrigues de Souza dos Santos, Jane Monteiro da Silva da Silveira, Maria de Jesus Figueiredo, Maria Pompéia dos Santos Bonze, Mayara Árvore e Rosângela Guimarães Ribeiro.

No dia 18, das 9h às 13h, acontece a Oficina de Culinária na Fazenda Sergipe (Estrada da Sergeira, 150, Sergeira), com Maria de Jesus e participação de Mirian dos Santos, liderança do Assentamento Emiliano Zapata. A mediação será da nutricionista e pesquisadora Amábela Avelar Cordeiro (UFRJ/Macaé).

No dia 19, das 18h às 21h, a Professora Jaqueline Emília ministra a Oficina de Artes com Fibra de Bananeira no CIEP Gabriel Joaquim dos Santos (Estrada dos Passageiros, s/n, São João). Já no dia 22, também das 18h às 21h, a pescadora e secretária da Associação dos Pescadores Artesanais e Amigos da Praia da Pitória, Juliana Cordeiro, comanda a Oficina de Biojoias na sede da associação (Rua Prefeito José Guimarães, s/n, Porto da Aldeia).

O encerramento será no dia 23, das 14h30 às 19h, novamente no Museu Regional do Sal, com a palestra “Gecay é Alimento” pela Coletiva Gecay, apresentação musical da Coletiva Ventarolas e a feira local “Da Terra e do Sal”.

Durante toda a semana, o Museu do Sal também recebe a Exposição de Mulheres da Culinária e das Artes Tradicionais de São Pedro da Aldeia, com monitores para recepção e mediação. As obras contam com QR Codes que oferecem descrições detalhadas, tornando a experiência mais acessível e interativa. Todas as atividades são gratuitas, mas para participar das oficinas é necessário se inscrever previamente pelo link disponível na bio do Instagram @coletivagecay.
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			<title><![CDATA[Sophia chega a um dos maiores festivais de editoras independentes do país, a Flipei, em SP]]></title>
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			<updated>2025-08-09T10:18:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Depois de lançar três títulos na Flip, em Paraty, a Sophia Editora segue agora para a Flipei, em São Paulo, com parte do catálogo e livros recém-publicados. Essa é a primeira participação da editora no evento, que reúne mais de 180 casas independentes entre esta quarta-feira, dia 6 de agosto, e o domingo, dia 10, em espaços culturais do centro da capital.

Entre os títulos levados à Flipei estão Vovô e o pinguim, de Bárbara Seco; Maresia corrói os dentes, de Érica Magni; e O homem que vomitava sapos, de Victor P. Viana (todos lançados na Flip). Também integram a programação obras como Angola em armas e lágrimas, de Leo Bahiense; A metáfora de todas as letras, de Maurício Cardozo; Histórias do Arraial e a fábrica da baleia, de Leandro Miranda; e As seis vidas de Niterói, de Victor Andrade de Melo.

A Flipei, aliás, teve a programação alterada após a Prefeitura de São Paulo proibir o uso da Praça das Artes, onde o evento ocorreria originalmente. Os organizadores classificaram o veto como censura. Mas a festa foi mantida e transferida para quatro locais alternativos nos bairros dos Campos Elíseos e da Bela Vista, como o Galpão Cultural Elza Soares, a Casa Luís Gama e o Café Colombiano. 

Fundada em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, a Sophia tem mais de 40 livros publicados, com uma curadoria que cruza poesia, narrativa política, memória e literatura infantojuvenil.  Mantida por Rodrigo Cabral, tem um espaço cultural próprio (Rua Major Belegard, 502), onde promove rodas de leitura, lançamentos e encontros entre autores e leitores.
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			<title><![CDATA[Curta registra cotidiano dos pescadores do Canal do Itajuru, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-08-09T10:13:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[em o cozinheiro, tem o outro que gela o peixe (chamado de gelador) e o comandante. Em comum? Todos pescam. Passam dias em companhia de outros pescadores, como eles, no mar, esse lugar onde já viram “muita coisa braba”. Além disso, a paisagem do Canal do Itajuru. Quem é morador de Cabo Frio reconhece logo: os barcos, a madeira, o vaivém dos pescadores, a ponte Feliciano Sodré ao fundo.

https://youtu.be/epneO9Jx7ck?si=Owmnq_0tIRLuTpWv

Tudo isso está no curta-metragem "Casas Flutuantes", que será lançado nesta quinta-feira, 7 de agosto, no YouTube. A obra revela detalhes do ofício e da convivência entre aqueles que constroem uma vida sobre a água. E não é que se conheça bem, mas se vê, todos os dias, só que quase sempre de longe. O curta faz o contrário: mostra de perto, faz parar e observar o que, de tão presente, às vezes não recebe atenção.

A narração é dos próprios pescadores, conduzindo o espectador por uma travessia de dez minutos entre imagens e confissões. Eles dizem que há ocasiões em que passam 18 dias juntos — mais tempo com os companheiros do que com a própria família.


— Me sinto sozinho. Converso muito com Deus — compartilha um. 

Outro lembra um susto que já passou no mar: 

— Peguei um ciclone lá em Santa Catarina. Era onda de todo jeito. (...) Quase que o barco ia ao fundo. 

Antes da estreia online, houve duas exibições: uma no dia 31 último, na Usin4 Casa das Artes, e outra no dia 1º, na sede da Associação dos Pescadores Z-4. Ainda não há previsão de novas sessões presenciais.

Foi realizado com apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Lei Paulo Gustavo.

FICHA TÉCNICA

Direção e câmera: Karin Santa Rosa 
Produção executiva: Caroline Matos
Coordenação executiva: Marcelo Santa Rosa
Produção de áudio: Guilherme Paz
Trilha sonora: Aluno predileto 
Edição de vídeo: Barbara Guanais
Pescadores entrevistados: Lucimar Barcelos, Sérgio Dantas, Edson Ribeiro e Eli Antunes Fernandes 
Designer gráfico: David Dinucci
Audiodescrição: Igor Arruda
Legendagem: Lívia Gomes
Divulgação: Feitio Produções 
Distribuição: Bianca Dantas

SERVIÇO

O que: Lançamento do curta-metragem Casas Flutuantes
Quando: Quinta-feira, 7 de agosto
Onde: YouTube
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			<title><![CDATA[Espetáculos de comedia movimentam o Teatro de São Pedro da Aldeia neste mês de agosto]]></title>
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			<updated>2025-08-09T09:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Enquanto o Teatro Municipal de Cabo Frio segue com as portas fechadas desde 2018 (com nova previsão de reabertura somente no final deste ano), a cidade vizinha São Pedro da Aldeia mostra que o fomento à cultura pode acontecer mesmo em municípios de menor porte. Com pouco menos da metade da população de Cabo Frio, São Pedro mantém o Teatro Municipal Dr. Átila Costa em pleno funcionamento. Somente neste mês de agosto três grandes espetáculos já estão confirmados.

Neste sábado (9), por exemplo, tem o espetáculo PI – Palavras Improvisadas, uma comédia interativa comandada por Bruno Calhau, Rodolfo Vianna, Raffic Morais e Max Magalhães, sob direção de Cleber Mota. O show terá participação especial do ator Lucas Penteado, conhecido pelos papéis em Malhação, também no filme Nosso Sonho (onde interpretou o funkeiro Claudinho) e na comédia Barba, Cabelo e Bigode, da Netflix, e ainda pela participação no BBB21.

Palavras Improvisadas é um espetáculo de humor e improviso que está em cartaz há 16 anos e já foi assistido por mais de 700 mil pessoas. Ele acontece através de cenas de curta duração, criadas através de um repertório de jogos e desafios passados aos atores por um mestre de cerimônias. Os temas são colhidos através de participação da plateia, que interage e se diverte com a criação instantânea de cenas. Os ingressos custam R$ 22,50 no site Sympla.

No dia 30 deste mês é a vez do francês Paul Cabannes, com o stand-up “Alma de Brasileiro”. Morando no Brasil há uma década, o humorista reúne 2,4 milhões de seguidores somente no Instagram, e propõe um olhar estrangeiro e bem-humorado sobre a cultura do Brasil, país onde mora desde 2015. Durante o solo, o humorista fala sobre modos e expressões cotidianas que são traços marcantes da identidade brasileira, mas que muitos brasileiros sequer notam. A apresentação acontece às 20h, com ingressos a R$ 60 (meia) e R$ 120 (inteira).

Já no dia 31, às 9h, o comediante e militante Tiago Santineli apresenta o espetáculo “Anticristo”, com forte tom de crítica social e política. O humorista tem mais de 940 mil inscritos no YouTube e mais de 800 mil seguidores no Instagram, e traz para o palco reflexões que convidam o público a pensar, e rir, sobre as tensões do mundo atual. Os ingressos variam entre R$ 55 (meia) e R$ 110 (inteira), com opção de ingresso solidário a R$ 77 mediante doação de alimento não perecível.

Enquanto isso, em Cabo Frio, artistas e produtores culturais seguem à espera da reabertura de um espaço que, durante décadas, foi ponto de encontro de diferentes expressões artísticas e palco para talentos locais. De acordo com o governo municipal, os investimentos na reconstrução do espaço já começaram, e estão sendo feitos “de dentro para fora”, através das instalações elétricas e hidráulicas.

A obra será custeada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que não informou os valores que serão investidos. O Termo de Cooperação Técnica entre o governo cabo-friense e o órgão estadual foi assinado em fevereiro deste ano.
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			<title><![CDATA[Escola de Novos Talentos, em Cabo Frio, tem oficinas de Ballet, Musicalização e Ginástica Rítmica]]></title>
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			<updated>2025-08-05T15:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Já estão abertas as inscrições para o projeto Escola de Novos Talentos, uma iniciativa do Studio Fama, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio, através do Programa Cultura Viva e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura. A iniciativa vai oferecer, durante um ano, oficinas artísticas gratuitas voltadas a crianças e adolescentes, com foco na inclusão e desenvolvimento cultural.

As atividades terão início no dia 15 de agosto, com aulas às sextas-feiras na sede do Studio Fama, no bairro Jardim Caiçara, em Cabo Frio. Serão três turmas, com duração de 60 minutos cada: Ballet (das 9h às 10h - para crianças de 6 a 10 anos); Musicalização (das 10h às 11h - para crianças de 6 a 10 anos) e Ginástica Rítmica (das 18h às 19h - para adolescentes de 10 a 16 anos).

As vagas são prioritárias para crianças em situação de vulnerabilidade social e para pessoas com deficiência. O projeto tem como destaque a participação gratuita dos alunos em uma apresentação na 19ª Edição do Festival Internacional de Dança de Cabo Frio, parceiro institucional, que será realizada, de 04 a 07 de setembro, na Universidade Estácio de Sá, com a presença de grandes nomes da dança, como Ana Botafogo e Cecília Kerche.

Segundo Fernanda Ferreira, presidente da Associação de Arte, Cultura e Danças da Região dos Lagos, mantenedora do Studio Fama, o projeto reafirma o compromisso da entidade com a formação cultural de base:

- O Escola de Novos Talentos é um projeto social, fruto do nosso reconhecimento como parte da Rede Municipal de Pontos de Cultura de Cabo Frio. O objetivo de oferecer a formação artística gratuita para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social é desenvolver habilidades e perspectivas de futuro para aqueles que enfrentam maiores dificuldades no acesso à cultura, explicou Fernanda.

Com 16 anos de atuação, o Studio Fama se consolida como um dos principais pólos de formação em dança da Região dos Lagos.

SERVIÇO
Escola de Novos Talentos – Oficinas Gratuitas de Ballet, Musicalização e Ginástica Rítmica
 Início das aulas: 15 de agosto de 2025
 Local: Studio Fama – R. Índia, 331, Jardim Caiçara – Cabo Frio (RJ)
 Inscrições: (22) 99832-9900 (WhatsApp)
 Vagas prioritárias para crianças em vulnerabilidade social e com deficiência

 

FOTOS: DIVULGAÇÃO
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			<title><![CDATA[Após sete anos de promessa, começa a reforma do Teatro Municipal de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-08-05T14:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Anunciada em janeiro deste ano, a reforma do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, finalmente começou esta semana. O prédio está fechado desde 2017. Em fevereiro deste ano, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, confirmou à Folha que as intervenções seriam feitas pelo Governo do Estado e que a reabertura do espaço cultural aconteceria ainda no início deste segundo semestre. Mas, com o atraso no início das obras, a nova previsão é de que o local só volte a funcionar no fim do ano. A retomada dos trabalhos acontece às vésperas do aniversário de 28 anos do teatro, que foi inaugurado em 14 de agosto de 1997.

De acordo com o governo municipal, os investimentos na reconstrução do espaço serão feitos “de dentro para fora”, começando pelas instalações elétricas e hidráulicas.

– Não é só uma reforma física, é a reconstrução de um espaço de sonhos, de formação, de encontros e de identidade - anunciou o prefeito Serginho Azevedo. Segundo ele, o teatro municipal voltará a ser palco para grandes espetáculos, e também vai funcionar como um teatro escola, respeitando uma contrapartida imposta pelo governo estadual. “Será um lugar para aprender, para criar, para formar novos talentos, um lugar onde artistas e plateia vão sorrir juntos”, comentou o prefeito.

A obra será custeada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que não informou os valores que serão investidos. O Termo de Cooperação Técnica entre o governo cabo-friense e o órgão estadual foi assinado em fevereiro. Antes disso, em janeiro, a Prefeitura chegou a organizar um relatório de demandas estruturais. O trabalho foi acompanhado pelo secretário de Cultura e por uma engenheira da Secretaria de Planejamento e apresentado ao Governo do Estado. Antes mesmo da fazer o levantamento, alguns problemas já haviam sido identificados: a parte de iluminação não tem mais nenhuma fiação; todos os ar-condicionados estão danificados; a caixa cênica está com uma infiltração e foi condenada pelo Corpo de Bombeiros. “Até mesmo o paliativo que fizeram embaixo das arquibancadas se perdeu”, enumerou, na época, o secretário de Cultura.

– O teatro engloba diversas expressões artísticas, como música, dança e poesia. Mantê-lo fechado por sete anos foi um grande prejuízo para o movimento cultural de Cabo Frio. Mas agora estamos iniciando um novo capítulo, e em breve todos poderão acompanhar esse momento histórico - afirmou Carlão. Ele também anunciou que, além da parceria para reforma do prédio, toda a área do entorno do teatro municipal deve receber um gradil. O objetivo, segundo Carlão, é reforçar a segurança do patrimônio público.

O início das obras esta semana, e a promessa de reabertura do espaço representam apenas mais um capítulo de uma longa novela que se arrasta há anos. Em novembro de 2018, mesmo interditado, o teatro chegou a abrir agenda apenas para pequenas apresentações no foyer. Na época, a Prefeitura informou que o restante do prédio permaneceria fechado, aguardando aprovação do projeto de reforma pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, para que a licitação fosse aprovada. As melhorias, segundo o governo municipal, “atenderiam exigências do próprio Corpo de Bombeiros de Cabo Frio (18º GBM) com o objetivo de garantir a segurança dos trabalhadores da casa, dos colaboradores e do público”, e previam duas novas portas de saída de emergência, mudança do piso da plateia por outro que não seja inflamável, sinalização luminosa nas escadas para o público, aumento nas portas de emergência que já existem e troca dos extintores. A ideia era de que todo o processo levasse cerca de dois meses, mas já se passaram sete anos.

Em fevereiro de 2019, o governo municipal publicou o edital de Convite nº 003/2019, com valor estimado de R$ 166.157,68, para execução de reparos no espaço e adequação contra incêndio. O processo de regularização do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico seguiu de 2019 até 2023, sendo encerrado sem a liberação do Corpo de Bombeiros, que apontou uma série de pendências.
Em 2021, entre os muitos problemas que impediam a reabertura do espaço, estava a falta de energia elétrica. Segundo o governo municipal, a questão chegou a ser resolvida com a assinatura de um acordo com a Enel. Pelo documento, a Prefeitura se comprometeu a quitar, em 36 parcelas, uma dívida de R$ 25.637.166,16 relativas ao fornecimento de energia elétrica em vários prédios públicos, durante os períodos de março de 2003 até dezembro de 2020. Mesmo assim, o espaço seguiu fechado.

Em dezembro de 2022, a Prefeitura divulgou uma dispensa de licitação para contratação de empresa especializada na elaboração de projeto executivo da reforma, incluindo estrutura, elétrica, sonorização, iluminação e sonoplastia. O contrato original (nº 155/2022/2022), no valor de R$ 29.500,00, foi firmado com a empresa Making a Shield Stone Construções e publicado em 27 de dezembro de 2022. 
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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, Portinho Bohemio apresenta tributo à Rita Lee

]]></title>
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			<updated>2025-07-30T18:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O tradicional Portinho Bohemio chega à sua 82ª edição nesta sexta-feira, 1º de agosto, com uma homenagem especial à Rita Lee, uma das maiores artistas da música brasileira. O encontro cultural, que tem início às 19h, acontece à beira do canal, na charmosa Rua Coronel Ferreira, próximo ao Condomínio Casa Grande, no bairro Portinho. A entrada é gratuita.

Com apoio da Prefeitura de Cabo Frio, o evento promete uma noite de muita arte e emoção. Além da música ao vivo, o público poderá conferir uma exposição de artesanato e artes plásticas, reunindo talentos locais e valorizando a produção artística da cidade.

O ponto alto da noite será o show tributo à Rita Lee, apresentado pela cantora local Juliana Feliciano, que interpretará grandes sucessos da artista, cuja trajetória revolucionou o rock nacional. 

“O Portinho Bohemio, que já se consolidou como um dos eventos culturais mais queridos da cidade, mais uma vez une arte, memória e celebração em um cenário encantador” afirma o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes. 

Rita Lee foi cantora, compositora, apresentadora de televisão e escritora, além de ser conhecida como a “Rainha do Rock Brasileiro”. Com mais de 55 milhões de discos vendidos, ela se tornou a segunda artista feminina mais bem-sucedida em vendas no Brasil.

Ícone da contracultura e inspiração para gerações de músicos, especialmente a partir dos anos 1970, Rita faleceu em 8 de maio de 2023, aos 75 anos, após lutar contra um câncer de pulmão. Sua música, irreverência e personalidade marcante seguem vivos na memória afetiva dos brasileiros.
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			<title><![CDATA[Com dezenas de livros, Sophia volta a um dos maiores eventos literários do país: a Flip]]></title>
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			<updated>2025-07-27T21:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Fundada em Cabo Frio e com raízes fincadas na história, na memória e no litoral da Região dos Lagos, a Sophia Editora volta à Festa Literária Internacional de Paraty entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. Será a terceira participação seguida da editora no evento, com programação na Casa Gueto, espaço dedicado às editoras independentes, onde promove mesas de autógrafos e lança três títulos inéditos: Vovô e o pinguim, de Bárbara Secco; Maresia corrói os dentes, de Érica Magni; e O homem que vomitava sapos, de Victor P. Viana. Outra novidade é o lançamento de plaquete com o poema Tabacaria, de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa), ilustrada por Rapha Ferreira. A editora tem mais de 40 livros no catálogo – confira no site sophiaeditora.com.br.


	Rifa – Apoie a ida da Sophia Editora à Flip 2025 e concorra a um box com quatro lançamentos imperdíveis. Livros inclusos: As seis vidas de Niterói – uma biografia, de Victor Andrade de Melo; O homem que vomitava sapos, de Victor P. Viana; Maresia corrói os dentes, de Érica Magni; e Vovô e o pinguim, de Bárbara Secco. Cada rifa custa R$ 20. Sorteio: 09/08. Faça o Pix para: atendimento@sophiaeditora.com.br Envie o comprovante e seu nome completo para: (22) 99204-8084.


Estrear na Flip é a realização de um desejo antigo da jornalista Bárbara Secco:

— Poder lançar meu livro na Flip é um sonho! A feira de Paraty é algo mágico, já tinha ido em outras edições, como leitora, e tinha desses sonhos secretos de estar lá, um dia, como autora.

Primeiro livro da autora, Vovô e o pinguim é uma obra infantil em versos rimados, inspirada em uma história real da sua própria família, que narra a improvável amizade entre um avô e o animal.

A escritora Érica Magni diz que a experiência de voltar a Paraty tem um novo significado:

— É a terceira vez que participo da Flip lançando uma obra, mas dessa vez sinto que é diferente, pois recebi da Sophia Editora o maior cuidado e carinho do mundo. O livro está lindo e poder lançá-lo pertinho do mar está me dando uma empolgação a mais. Estou muito animada para saber o que os leitores vão achar do livro — conta ela, que também é autora de Poérica e Areia na Olhota.

Na Flip 2025, Érica lança Maresia corrói os dentes, obra que une prosa e poesia para retratar a corrosão social, ambiental e afetiva em Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo. O livro denuncia o abandono e a especulação imobiliária na região, com linguagem poética, crítica e marcada por imagens fortes.

A trinca de lançamentos completa-se com O homem que vomitava sapos, de Victor P. Viana. A obra reúne contos ambientados no interior do Rio, em uma chave que mistura realismo fantástico, humor, lirismo e crítica social. O autor descreve o livro como uma imersão em “uma realidade fantástica do interior do Rio”, em que o absurdo e o cotidiano se confundem.

As atividades da editora também reúnem autores já publicados pela casa. Em 31 de julho, quinta-feira, às 16h, Leandro Miranda participa com sessões de autógrafos para Histórias do Arraial e a fábrica da baleia e K36 — o zeppelin que caiu no Cabo. Em 1º de agosto, sexta-feira, a partir das 17h, além de Bárbara Secco, autografam Jaqueline Brum (Aventuras na laguna) e Maurício Cardozo (A metáfora de todas as letras). Às 18h, o historiador Victor Andrade de Melo assina As seis vidas de Niterói, e às 19h, Andréa Rezende encerra o dia com Agridoce.

Em 2 de agosto, sábado, às 10h, Érica Magni recebe os leitores; às 11h, Leo Bahiense autografa Angola em armas e lágrimas. O encerramento da participação da editora será em 3 de agosto, domingo, às 17h, com Victor P. Viana e o lançamento de O homem que vomitava sapos.

Neste ano, a Casa Gueto homenageia a poeta Dalila Teles Veras e funciona na Rua Benedito Telmo Coupê, n.º 277 — antiga Rua Fresca, no Centro Histórico de Paraty.

Mantida pelo escritor Rodrigo Cabral, a Sophia promove, em seu espaço cultural (Rua Major Belegard, 502, Cabo Frio), atividades literárias abertas ao público, como círculos de leitura, saraus, debates e encontros entre autores e leitores.

 

PROGRAMAÇÃO SOPHIA NA CASA GUETO - FLIP

AUTÓGRAFOS

Quinta-feira – 16h - Leandro Miranda – Histórias do Arraial e a fábrica da baleia; K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo 
Sexta-feira – 17h – Jaqueline Brum – Aventuras na laguna
Sexta-feira – 17h – Bárbara Secco – Vovô e o pinguim
Sexta-feira – 18h – Victor Andrade de Melo – As seis vidas de Niterói – uma biografia
Sexta-feira – 19h – Andréa Rezende – Agridoce
Sábado – 10h – Érica Magni - Maresia corrói os dentes
Sábado – 10h – Leo Bahiense – Angola em armas e lágrimas
Domingo – 10h – Victor P. Viana – O homem que vomitava sapos

    

MESAS E RODAS DE CONVERSA

Mesa: O território das mulheres – pontos de partida para a escrita feminina
Quinta-feira, 10h
Com Bárbara Secco (Sophia), Juliana Monteiro (Patuá), Vanessa Meriqui (Patuá), Marcia da Luz Leal (TAUP), Aline Nobre (TAUP)
Mediação: Debora Porto
______________
Mesa: Fala que eu te edito – pitching literário da Casa Gueto
Quinta-feira, 13h    
Com editores da Casa Gueto, incluindo Rodrigo Cabral, da Sophia
______________
Roda de conversa: A mulher na literatura – de musa inspiradora a autora
Sexta-feira, 16h
Com Márcia Nunes Rodrigues Meninato (Escola de Escritoras), Jaqueline Brum (Sophia), Andréa Rezende (Sophia), Priscilla B. M. Navas
______________
Roda de conversa: A desumanização do outro – os tempos de guerra nos livros
Sexta-feira, 20h
Com Leo Bahiense
______________
Mesa: Fendas – a literatura diante do luto
Sábado, 12h
Com Cynthia Araújo (Oficina Raquel), CBJ (TAUP), Mabelly Venson (TAUP), Érica Magni (Sophia), Camila Anllelini
______________
Roda de conversa: Memória e literatura infantil – métodos de pesquisa e escrita para os pequenos leitores
Sábado, 16h
Com Bárbara Secco (Sophia), Jaqueline Brum (Sophia), Claudia Vecchi-Annunciato (Escola de Escritoras), Cris Ferreira (TAUP), Paula Soledade (Comala)
______________
Bate-papo: Cidades cruzadas – extensão, memória e transformação social
Sábado, 18h
Com Victor Andrade de Melo (Sophia), Victor P. Viana (Sophia), Leo Bahiense (Sophia), Julia de Moraes Almeida (Patuá), Paula Poc (Patuá), Paula Valéria Rezende (TAUP)
______________
Roda de conversa: Território corroído – literatura, margem e resistência
Sábado, 18h
Com Érica Magni (Sophia), Andréa Rezende (Sophia), Leandro Miranda (Sophia), Danilo Heitor (Primata)
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			<title><![CDATA[Coral Cantavento comemora 50 anos de fundação com exposição em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-07-27T19:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Criado em 1975, logo após a fundação da extinta Faculdade Ferlagos, em Cabo Frio, o Coral Cantavento celebra, este ano, o jubileu de ouro. Para marcar o aniversário de meio século de um dos mais tradicionais grupos musicais da Região dos Lagos, será inaugurada neste sábado (26), das 17h às 21h, na Casa de Cultura e Museu José de Dome (Charitas) a “Expo Cantavento 50 Anos”. A mostra fica em cartaz até o próximo dia 31 de julho, e reúne registros históricos como fotografias, objetos e documentos que contam a trajetória do coral, reconhecido como Patrimônio Imaterial do município (Lei 3987/2024) e do estado do Rio de Janeiro (Lei 6561/13).

Ao longo de 50 anos, o Cantavento se consolidou como um dos principais promotores da arte musical e do canto coral na região, projetando Cabo Frio nacional e internacionalmente. Inicialmente criado como parte da disciplina no curso de Letras, ele foi idealizado pela direção da Ferlagos e pelo maestro Ruy Capdeville, que comandou o coral por 47 anos, até sua morte, em setembro de 2022. A partir de 2023 o maestro Ricardo Aigner passou a ser o regente titular (ele havia sido maestro assistente entre 1991 e 1999).

Por décadas o coral também funcionou como atividade de extensão da faculdade. Hoje, no entanto, é um grupo cultural independente, cujos membros são professores formados pela Ferlagos e pessoas da comunidade.

Desde que foi fundado, o Cantavento inspirou a formação de outros grupos na região, como o Coral Rainha Assunta (Paróquia de Cabo Frio) e o Coral da Base Aérea e Naval de São Pedro da Aldeia, ambos fundados e regidos por Capdeville. 

Outro legado importante deixado pelo Cantavento é o Encontro Internacional de Corais de Cabo Frio, que acontece desde 1986 sempre valorizando intercâmbios com corais da Europa e América Latina. Neste ano o evento acontece entre os dias 13 e 20 de setembro, chegando à sua 36ª edição.

Além de de sua importância histórica regional, o coral também já se apresentou em diversos espaços de prestígio no Brasil, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Em 1996, foi convidado para gravar seu primeiro CD em parceria com o coral Rainha Assunta, sob regência do maestro inglês David Ashbridge. Por sua importância histórica, o grupo recebeu, em 2023, uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Cabo Frio.
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			<title><![CDATA["Ele deixou um legado de amor pelo campo", afirma filha de Sebastião Lan em homenagem na Câmara]]></title>
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			<updated>2025-07-25T19:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Câmara Municipal de Cabo Frio abriu oficialmente, nesta quinta-feira (24), a programação da Semana Sebastião Lan. A cerimônia contou com uma Sessão Solene em homenagem ao legado do agricultor e líder sindical, com exibição do filme “Lan – 10 anos depois” e inauguração da exposição fotográfica que leva seu nome, instalada no Corredor Cultural da Casa Legislativa.

Durante a solenidade, foi entregue uma Moção de Aplausos ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cabo Frio, em reconhecimento à luta histórica da entidade em defesa da agricultura familiar e dos direitos dos trabalhadores do campo. A homenagem foi proposta pelo vereador Milton Alencar Júnior, que também é curador da exposição e diretor do documentário exibido no evento.

O produtor rural e presidente do Sindicato, João Batista Caetano de Miranda, destacou a luta diária para manter vivo o legado de Sebastião Lan no apoio aos produtores rurais. “Estou muito satisfeito com essa homenagem. Acredito que o sindicato merece esse reconhecimento do poder público, através dessa moção, pois nossa luta é grande, como pudemos ver no filme, desde 1975. Ao longo desses anos, muitos amigos já se foram, mas o sindicato continua firme, lutando pelos direitos do trabalhador e do produtor rural.”

O vereador Milton Alencar ressaltou o papel da Câmara na valorização da história do campo em Cabo Frio. “Era de fundamental importância homenagear a organização sindical, que continua o legado de Sebastião Lan. A Câmara Municipal contribui para o resgate e preservação da memória do povo do campo. A exposição e o filme registram essa luta e levam sua história às novas gerações.”

Para Regina Lan, filha de Sebastião Lan, a Semana é uma forma de manter viva a memória do pai. “Sinto uma felicidade, pois 37 anos depois o meu pai ainda é lembrado por toda a sua luta. A morte dele foi um momento muito triste, mas ele deixou um legado de amor pelo campo que, ainda hoje é reconhecido e valorizado.”

A exposição fotográfica reúne registros da vida e militância de Sebastião Lan e ficará aberta ao público no Corredor Cultural da Câmara. A mostra integra a programação oficial da Semana Sebastião Lan, promovida em parceria com as secretarias municipais de Cultura e de Agricultura e Pesca, com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.
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			<title><![CDATA[Fim de semana em Cabo Frio terá festival de jazz na Passagem e sabores do mar no Peró]]></title>
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			<updated>2025-07-24T11:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Dois grandes eventos vão movimentar Cabo Frio ao longo deste fim de semana. Para quem gosta de música, tem Jazz São Benedito Festival no bairro da Passagem com apresentações em dois palcos. Enquanto isso, no Peró, o destaque será o Festival do Marisco e Crustáceos, com pratos variados à base de frutos do mar e shows ao vivo.

O Jazz São Benedito Festival começa oficialmente nesta quinta-feira (24) com Brendon Miranda, às 20h, no palco São Benedito, e Gabriel Leite, às 21, no palco Entrebares. E segue até sábado (26), com uma programação gratuita e diversificada, com artistas locais, nacionais e internacionais. Nesta sexta (25) tem Liah Soares às 20h30 no palco São Benedito. Ela vai se apresentar com o show “Roberto em Bossa e Jazz”, com arranjos de Roberto Menescal. Em seguida, às 22h, tem Diogo Duque, direto de Lisboa. No palco Entrebares, Big Washington comanda o som a partir das 21h. O último dia começa com desfile de rua do Lira Street Jazz, às 19h, e segue com Glaucus Linx (20h30) e Victor Biglione (22h) no palco São Benedito, além de Gabriel Fiorito (21h) no palco Entrebares.

Para garantir a segurança do público e a organização do fluxo de veículos durante os quatro dias de evento, a Prefeitura de Cabo Frio vai realizar alterações no trânsito a partir das 17h desta quinta-feira (24). As ruas Barão do Rio Branco e Eduardo Maestro Clodomiro Guimarães Oliveira terão o tráfego interrompido, com entrada permitida apenas para moradores e veículos previamente autorizados. Com isso, os motoristas que trafegam pela região deverão utilizar rotas alternativas. Os desvios serão feitos pelas ruas Dom Manoel Barbosa, Constantino Menelau e Manoel Antônio Ribeiro, no trecho até a Rua Domingos Ribeiro. Agentes da Guarda estarão posicionados em pontos estratégicos para orientar condutores e garantir a fluidez no entorno (clique aqui e veja o mapa com alteração no trânsito).

No bairro do Peró, o Festival do Marisco e Crustáceos será realizado de sexta (25) a domingo (27), na Praça do Moinho. O evento reúne gastronomia e música, com pratos à base de camarão, lula e peixe, como yakisoba, ceviche, pastel, croquete, marisco à moda, à dorê e à marinheira, todos vendidos a R$ 35 a unidade. 

A programação (incluindo a musical) será das 18h à meia-noite na sexta (25), e das 12h à meia-noite no sábado (26) e domingo (27). Na sexta (25) a cantora Michele Rosa se apresenta às 21h. No sábado (26), Rubinho Oliveira sobe ao palco às 16h e o grupo Pagodeando se apresenta às 20h. No domingo (27), Ju Feliciano canta MPB às 16h, e Raylane Mendes encerra o festival às 20h.


 
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			<title><![CDATA[Poesia do litoral para os pequenos leitores: Bárbara Secco lança Vovô e o pinguim na Flip]]></title>
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			<updated>2025-07-21T14:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Corria um dia ensolarado da década de 1950 quando, no mar de Cabo Frio, na Região dos Lagos, um pescador encontrou um pinguim entre uma onda e outra. Levou um susto. O animal também — e fugiu, com medo de ser capturado. No dia seguinte, voltou. E assim começou uma amizade improvável: entre redes e remos, os dois passaram a se encontrar no mar, nadando lado a lado. 

A escritora Bárbara Secco ouve desde criança essa história, que é protagonizada por seu avô. Agora, ela está num livro infantil encantador: Vovô e o pinguim, editado pela Sophia Editora e ilustrado por Julia Miranda Louzada, será lançado durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Gueto.



Uma narrativa delicada e bem-humorada conduz o leitor por cenas que vão de banhos de mangueira no quintal a uma ida à padaria. É possível ver o bicho se deliciar com uma forma de gelo enquanto o avô toma um sorvete, por exemplo.

São versos rimados, aliás, que ajudam o livro a misturar lembrança, invenção e poesia.

Foi durante um voo entre Rio e São Paulo que a história deixou de ser apenas uma ideia.

— Escrevi a primeira versão desse livro nos 40 minutos do voo. Depois fui refinando até apresentá-lo ao editor — conta Bárbara, que havia acabado de se tornar mãe.



A maternidade mudou o seu olhar.

— Mergulhei muito no universo da literatura infantil. Comecei a pensar nas histórias que eu queria ler com minha filha. E também em como contá-las.

Ao tratar da relação com o animal, a autora diz que não pensou em julgar o passado.

— A realidade dos anos 1950 em Cabo Frio e a de 2025 são muito diferentes. A maneira que encontrei de amarrar isso foi como alegoria: os dois saberem que é a hora dele voltar para casa, e que a casa dele é o oceano.

Julia Miranda também se inspirou nas próprias memórias da cidade para desenhar cenários a partir do que considera “as melhores lembranças da vida”. Formada em Ciências Biológicas, a ilustradora equilibrou o tom documental com liberdade criativa — a mochila nas costas de Nêgo foi um dos detalhes pensados por ela para lembrar que se trata de uma ave migratória.

— Para fazer o pinguim, usei fotos reais como base e estilizei para deixar mais fofinho. Já as cenas dele fazendo coisas triviais, como se fosse um animal doméstico, vieram direto do texto — conta Julia. — Também uso referências, mas muito é imaginação mesmo.

No posfácio, Bárbara escreve:

“Não conheci os meus tios-avôs, tampouco o Nêgo, mas a história perpassa gerações e sempre é recontada pelos tios e primos mais jovens. Se atualmente essa é uma atitude ecologicamente impensável, na época era a maneira que os irmãos tinham para ajudar, de alguma forma, o animal".

Na literatura, a história contada por Bárbara Secco tem o objetivo de transmitir, de forma lúdica, a importância do respeito e amor ao meio ambiente. Na vida real, é importante manter distância dos pinguins avistados na areia ou no mar – a recomendação é que o  Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) seja acionado pelo número 0800 991 4800.

SOBRE A AUTORA

Bárbara Secco é cabo-friense desde criancinha. Jornalista, publicitária, mestra em Comunicação pela PUC-Rio e pedagoga em formação, gosta de contar histórias reais e inventadas. Cultivou e fez nascer muitas flores nessa vida: a mais especial, sua filha, Rosa. E este é seu primeiro livro.
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			<title><![CDATA['O homem que vomitava sapos', de Victor P. Viana, traz a realidade fantástica do interior do Rio]]></title>
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			<updated>2025-07-18T10:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[“De repente, percebeu que estava flutuando. Olhou para baixo e viu o caos. Não sentiu culpa. Apenas uma inédita sensação de paz”, escreve Victor P. Viana no conto que dá nome ao livro “O homem que vomitava sapos”. Assim é a obra que o escritor e jornalista radicado em Búzios publica pela Sophia: uma coleção de textos que transitam entre a fantasia, o lirismo e o delírio. O lançamento acontece durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Gueto. 

Em seus contos, crônicas e artigos, o autor parece resumir o sentimento de quem passa a vida engolindo o absurdo do país e da rotina. Muitos deles foram publicados em O Perú Molhado, jornal satírico que circulou de 1981 a 2015 em Búzios

— Os textos não são todos contos, portanto nem todos são ficção — explica Victor. — Há relatos reais — entrevistas e reportagens produzidas para jornais em que trabalhei, a pedido dos meus editores — só que em estilo literário, onde fui desenvolvendo meu estilo de escrita. O ponto central de todas as histórias é o cotidiano, que, se tivermos um olhar atento, pode ser algo extraordinário.

Cotidiano esse, aliás, que muitas vezes aparece deformado, exagerado ou invertido, numa mistura de crítica e riso. Tome-se como exemplo esse trecho do conto O saco de bosta: “Homens, quando falam e são tidos como bosta, diz-se que bostejam. Bem, o saco de bosta bostejava de fato, de quando em vez ou de vez em quando — mais uma vez, tanto faz”.

Os cenários são do interior do estado do Rio, com destaque para a Região dos Lagos, em cidades como Cabo Frio e Búzios.

— É o meu sertão — define. — Cheguei a trabalhar nas redações tradicionais, onde a influência da internet ainda era secundária, e isso me fez circular bastante. Mas foi aqui que construí esse olhar. O papel do jornalismo na formação desses textos é fundamental.

O conto que dá título ao livro — sobre um homem que, após engolir sapos a vida inteira, passa a vomitá-los em público — sintetiza a força simbólica da obra.

— Não exatamente há uma preocupação consciente de mostrar algum ‘tipo de Brasil’ — diz o autor. — Mas trato de temas universais por meio de personagens, inventados ou reais, que se desenrolam em espaços que reconheço — ou vivi.

É Davi Gautto, filho de Victor, quem ilustra o universo fantástico, grotesco e satírico dos textos.

— Foi emoção pura. A ideia foi do Rodrigo Cabral, editor da Sophia Editora. O Davi é um desenhista precoce e excelente — conta Victor, orgulhoso.

Já Davi diz que não foi complicado ilustrar o livro:

— É parte da minha linha de desenho. O mais legal foi ler os textos do meu pai antes. Eles fluíram naturalmente.

O jovem artista de 16 anos destaca a imagem do conto-título como a mais marcante:

— Sabia que essa seria a história que serviria de chamada para toda a obra, então busquei entregar as emoções que senti ao ler.

A obra espelha bem o poder das narrativas híbridas. Tem jornalismo e invenção, memória e delírio, pavor e poesia. E talvez a única saída, mesmo, seja essa: vomitar os sapos e flutuar.

SOBRE O AUTOR
Victor P. Viana nasceu em Itaboraí, foi criado em Cachoeiras de Macacu e mora em Búzios desde 2005. Sobre sua vida nessa cidade litorânea, que enxerga como parte de uma região rica em História e histórias, diz:

— A Região dos Lagos é meu sertão.

Casado com a jornalista e escritora Camila Raupp, é pai de três meninos. É escritor, pesquisador e jornalista.

Seu último livro publicado foi A criança debaixo do guarda-chuva (2021), que conta as aventuras e desventuras de uma criança dos 13 aos 16 anos, em uma linguagem poética cuidadosamente trabalhada, que desconstrói clichês ao criar uma personagem sem gênero definido, oferecendo uma interpretação pessoal à narrativa pioneira em escrita não sexista.
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			<title><![CDATA[Destaque na Flip, Érica Magni lança obra poética que retrata abandono e especulação em Monte Alto]]></title>
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			<updated>2025-07-17T15:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em seu terceiro livro, "Maresia corrói os dentes" (Sophia Editora, 2025), a poeta e jornalista Érica Magni mergulha nas memórias de Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo (RJ), para tecer uma narrativa híbrida entre poesia e prosa. A obra, que nasce marcada pela urgência política e ambiental, retrata a vida em um território corroído não apenas pelo sal do mar, mas pela negligência do Estado e pela especulação imobiliária. “Escolhi esses temas porque refletem uma urgência coletiva: a preservação de lugares que estão sendo apagados”, explica a autora. O livro conta com prefácio de Tatiana Pequeno e posfácio assinado por Bruna Mitrano. O lançamento oficial da obra ocorre durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2025, de 30 de julho e 3 de agosto, na Casa Gueto. A autora também fará uma sessão de autógrafos no Rio, capital, no dia 13 de setembro, a partir das 18h, na Partisan Da Lapa (Rua Moraes e Vale 31, Lapa).



Érica captura vozes muitas vezes silenciadas — pescadores, vendedores ambulantes, moradores de casas devoradas pelo tempo — e as transforma em literatura. “O livro fala sobre corrosão e permanência. Sobre o que resiste mesmo quando tudo tenta apagar”, diz. A maresia, aqui, é mais que um fenômeno natural: é metáfora para o desgaste social, ambiental e afetivo de uma comunidade que insiste em existir. A obra surgiu de três anos de convivência com a região, onde a autora se tornou parte da paisagem. “As pessoas me viam e gritavam: ‘E o livro? Já escreveu?’”, relembra.

A maresia como metáfora existencial

O sal que corrói as estruturas de ferro nas praias de Monte Alto serve de metáfora central para a obra. "A maresia aparece como aquilo que destrói lentamente, mas também como o que deixa marcas, do que insiste", explica a autora. Essa dupla natureza, corrosão e permanência, estrutura todo o livro, que aborda desde a degradação ambiental até a resiliência dos afetos em meio à adversidade.

Os versos e fragmentos de Érica capturam com precisão o ritmo da vida à beira-mar: o vai-e-vem das marés que espelha a chegada e partida dos turistas; o silêncio ensurdecedor do inverno que contrasta com o burburinho efêmero do verão; o lento definhar das construções frente ao avanço do mar e do descaso. "Escolhi esses temas porque refletem não apenas minha experiência pessoal, mas uma urgência coletiva", afirma a escritora, destacando como a obra dialoga com questões ambientais e sociais prementes.

Influenciada por vozes como Conceição Evaristo, Hilda Hilst e João Cabral de Melo Neto, a autora desenvolve uma linguagem que é ao mesmo tempo lírica e concreta, capaz de traduzir em palavras a textura áspera da vida nas bordas. "Minha escrita é fragmentada, sensorial e afetiva", define a poeta, que optou por uma estrutura não linear para o livro. Os capítulos se organizam como ondas, às vezes suaves, às vezes violentas, criando um efeito de maré que envolve o leitor. 

Um dos momentos mais marcantes da obra é o relato do incêndio que destruiu a casa da autora em Arraial do Cabo. Esse episódio, tratado com uma crueza que não exclui a beleza, serve como metáfora para todo o livro: da destruição pode nascer uma nova forma de ver o mundo. "O livro começa com o fogo, mas termina com o sal - ambos corrosivos, ambos transformadores", analisa Bruna Mitrano no posfácio da obra.

Sobre a autora

Érica Magni (Rio de Janeiro, 1986) é poeta, jornalista e criadora do podcast Rádio-Carta Mulher. Autora de "Poérica" (Editora Cousa, 2019) e "Areia na Olhota" (Editora Pedregulho, 2023), já colaborou com projetos ligados a comunidades indígenas e periféricas, como o livro "Diário de Área" (2021), sobre a etnia Yanomami. Vive entre a Região dos Lagos e Teresópolis, onde continua a escrever “tudo que a atravessa”. 

Agenda de lançamentos – "Maresia corrói os dentes”

Paraty (RJ)
Lançamento durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2025
Local: Casa Gueto (Rua Benedito Telmo Coupê, nº 277 - Antiga Rua Fresca – Centro Histórico)

Data: de 30 de julho a 3 de agosto

Rio de Janeiro (RJ)
Sessão de autógrafos com a autora
Data: 13 de setembro de 2025
Horário: a partir das 18h
Local: Partisan Da Lapa (Rua Moraes e Vale, 31, Lapa)
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			<title><![CDATA[Sesc: Azul Puro Azul e Ramona Rox abrem shows de Samuel Rosa e Barão Vermelho em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-07-16T12:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O músico Azul Puro Azul e a banda Ramona Rox serão os pratas da casa no palco do Festival Sesc de Inverno, em Cabo Frio. No sábado, Azul Puro Azul sobe ao palco às 18h, abrindo o show do músico Samuel Rosa (ex-Skank), marcado para as 20h. Já no domingo a banda Ramona Rox abre o show da banda Barão Vermelho.

O festival, produzido pelo Sesc RJ, chega à sua 23ª edição. De 11 a 27 de julho, o Sesc promoverá mais de 700 horas de programação artística em 25 localidades do estado, com mais de 200 atividades em diversas linguagens e mais de mil artistas envolvidos. 

Azul Puro Azul - Azul apresenta o show Alma de Beira da Praia, todo dedicado ao mar, composto por canções do álbum Alma de Beira de Praia (Azul Puro Azul, 2023), por composições de outras fases de sua carreira, parcerias com compositores locais — como Dio Cavalcanti e Antônio de Gastão — e releituras de grandes mestres da música brasileira, como Dorival Caymmi, Lulu Santos, Gilberto Gil e Clementina de Jesus.

A banda de Azul é formada por: Azul Puro Azul (violão e voz), Vitalino (cavaquinho e voz), Ulisses Rabelo (percussão e voz), André Amaral e Nado Capoeira (percussão), Gloyde (contrabaixo), Paulo Jotta (bateria), Gabriel Leite (saxofone e flauta) e Diego Matos (trombone).

— Pelo segundo ano consecutivo, terei a honra de representar Cabo Frio em um dos festivais mais importantes do Brasil, dividindo as canções que exaltam o nosso mar, nosso povo, com uma ótima estrutura técnica e artística. Acredito sempre na cultura cabofriense como um rico produto, ainda pouco explorado como turismo cultural. O que temos aqui, artisticamente, no que tange à arte genuinamente cabofriense, é único daqui. O Festival de Inverno do Sesc é uma referência em eventos no Brasil. Estamos empolgados para apresentar esse show, que, desde o ano passado, rodou alguns lugares, amadureceu e ganhou novos elementos — disse Azul.

 
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			<title><![CDATA[Febracis promove workshop 'Gestão eficaz' em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-07-16T10:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Como saber se você está realmente crescendo ou apenas ficando cada vez mais ocupado? 

Para ajudar empresários da Região dos Lagos a responder essa pergunta, a FEBRACIS RJ traz para Cabo Frio o workshop presencial “Gestão Eficaz”, conduzido pelo especialista e diretor franqueado Emerson Doblas.

Com foco em resultados concretos, o evento oferece ferramentas práticas para gestores e empreendedores aprimorarem produtividade, delegação eficiente, correção de rota e planejamento estratégico.

O workshop será realizado no Hotel Green Cabo Frio (Av. Teixeira e Souza, 1056, Vila Nova), em um ambiente ideal para o desenvolvimento de competências essenciais à gestão. As vagas são limitadas.

O encontro será conduzido por Emerson Doblas, diretor franqueado da FEBRACIS RJ, especialista em liderança e capacitação empresarial, reconhecido por sua atuação em treinamentos voltados para gestão estratégica, produtividade e desenvolvimento humano.

Durante o evento, serão abordados os seguintes temas:

 


	
	Como medir indicadores de desempenho e produtividade;
	 
	
	
	Delegar tarefas com clareza;
	 
	
	
	Corrigir rumos sem desgastar a equipe;
	 
	
	
	Planejar ações estratégicas com precisão.
	 
	


Público-Alvo:
Empresários, franqueados, sócios e gestores que buscam produtividade eficiente, escalabilidade inteligente e liderança com propósito.

Inscrições e Informações: Site oficial: febracisriodejaneiro.com.br/gestao-eficaz-regiao-dos-lagos
Telefone: (21) 98187-9713
Vagas limitadas – garanta já a sua.

 

SERVIÇO:

Workshop Gestão Eficaz com Emerson Doblas

Cabo Frio (Região dos Lagos) – Hotel Green Cabo Frio
16 de agosto de 2025
9h às 17h
Inscrições pelo site: febracisriodejaneiro.com.br/gestao-eficaz-regiao-dos-lagos
Vagas limitadas – garanta sua participação
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			<title><![CDATA[Feira Literária de Iguaba terá Bráulio Bessa, Zezé Motta e outros artistas neste fim de semana]]></title>
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			<updated>2025-07-10T09:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De quinta (10) a sábado (12) o município de Iguaba Grande vai sediar a edição 2025 da FLIG, a feira literária municipal. Para este ano o tema da FLIG é “Lendo o Brasil – Um passaporte para a diversidade”, por isso a programação inclui a participação de grandes nomes de diversos segmentos como os cantores Delacruz, Thiago Martins e Marcelo Falcão; o ex-jogador de futebol Cafu (capitão da seleção brasileira na conquista do pentacampeonato mundial em 2002); as atrizes Zezé Motta e Aisha Jambo, e o poeta cordelista Bráulio Bessa, além dos personagens do Mundo Bita. A estrutura está montada na Praça da Estação, no Centro da cidade, e foi pensada para reunir um grande público apaixonado por todos os tipos de literatura.

A participação das escolas municipais da cidade está confirmada. Durante os três dias da FLIG elas apresentarão o resultado de seus projetos literários e interdisciplinares em stands criativos, enquanto os alunos vivenciam oficinas, apresentações teatrais, shows e rodas de conversa.

A programação também foi pensada para dar visibilidade aos escritores locais. Entre os que estarão expondo na FLIG está a jornalista Andréa Moraes (foto). Ela é autora de dois livros infantis. Em "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" (que está em sua segunda edição com dois volumes), Andréa busca despertar as qualidades e virtudes importantes para a convivência social, incentivando boas ações através de brincadeiras. Também busca incentivar a criatividade com páginas interativas. Já em "Aninha, Robertinho e as Pipocas", a autora trata da educação financeira com foco no empreendedorismo, por meio da história de dois amiguinhos que encontram nas pipocas uma forma criativa de resolver seus problemas.

– Para mim é um imenso prazer poder ter os meus livros aqui, sendo expostos na minha cidade. Dessa vez, além de estar com eles aqui, fisicamente, e estar com as pessoas, também vou poder vender pela Fliguinha, um cartão onde todos os alunos da rede municipal podem adquirir livros no valor de R$ 160. Então, para mim, está sendo mais uma vez um imenso prazer ter os meus livros aqui - contou à Folha.

Nesta quinta-feira (10) a programação começou cedo, às 8h com apresentação da Banda Marcial Master. Às 9h, no palco Aquarela do Brasil, teve Batalha de Rap com Emipê (que volta a acontecer às 15h). Também teve apresentação do projeto Mangueira do Amanhã (10h). De tarde vai ter Passinho Carioca (14h), e às 17h apresentação de Ventarolas (Maracatu) e Cia de Danças Populares Afro-Brasileiras da Aldeia (Siriá/Carimbó). No palco Brasil em Versos e Prosas vai ter palestra com Matheus Ortiz (16h) e Monique Evelle (18h). E no palco Meu Brasil Brasileiro (Maria Fumaça) tem show com Emipê (20h) e Delacruz (22h).

Na sexta-feira (11), a programação começa cedo no palco Aquarela do Brasil, com apresentação da Banda Marcial da Escola Municipal Alice Canellas da Silveira, às 8h. Em seguida, às 9h, tem apresentação Quilombola da Escola Lygia Sherman, e às 9h30 entram em cena os Tapetes Contadores de Histórias. À tarde, o Balé CEMO se apresenta às 13h, seguido por Sara do Vale às 14h. A partir das 15h, o palco recebe uma sequência de apresentações das creches e escolas municipais. No palco Brasil em Versos e Prosas, as atrações começam às 14h com palestras de Cafu e Mariah Morais, seguidas por Eduardo Bueno às 16h e Zezé Motta com Aisha Jambo às 18h. Já no palco Meu Brasil Brasileiro (Maria Fumaça), a diversão começa focada nas crianças com show da Trupe Trupé às 10h, e termina às 16h com o Mundo Bita. À noite quem sobe no palco é o grupo Pagode do Junior (20h) seguido de Thiago Martins (22h).

No sábado (12), a programação no palco Aquarela do Brasil começa às 8h30 com a Banda Marcial da Escola Municipal Nerea Esther Alcoforado Batista Natividade. Logo depois, às 9h, tem apresentação do grupo Vadeia Aldeia, com Jongo, Afoxé e Cacuriá. A partir das 9h30, uma série de apresentações escolares tomam conta do palco. Às 11h30, tem apresentação do Bailart. À tarde, o espaço recebe a peça Os Saltimbancos (13h), o espetáculo do Teatro Grande Abaugi (14h30) e a apresentação do grupo Iguadance, com dança inclusiva (15h30). No palco Brasil em Versos e Prosas, a tarde começa com palestra da Princesa Libras às 12h15, seguida por Joyce Mura às 16h e Bráulio Bessa às 18h. E no palco Meu Brasil Brasileiro (Maria Fumaça), tem Violúdico às 16h30, show da banda Los Maresias às 20h e encerramento com Marcelo Falcão às 22h.
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			<title><![CDATA[História | Scliar: 'Cabo Frio deve deixar de ser um lugar de veraneio para ser um lugar de memória']]></title>
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			<updated>2025-07-09T10:38:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[São mais de 6 mil edições impressas. Nelas, estão capítulos significativos da história da região. A Folha começa a republicar alguns dos textos memoráveis que fazem parte do acervo de jornais antigos. Neste primeiro, que ganhou as ruas da região através do suplemento cultural Caderno, em 11 de novembro de 1995, o artista Carlos Scliar faz uma defesa firme da cultura e da memória cabo-friense. 

 

Especial
11 de Novembro de 1995
Caderno
Scliar
 

Cabo Frio está entre as cidades que eu conheci num dos meus primeiros contatos com o Brasil. Eu vivi no Rio de Janeiro, cidade que admiro profundamente. Há mais de cinquenta anos atuo como artista, jornalista e cronista, fazendo com que boa parte do meu tempo seja dedicada ao Cabo Frio. Até hoje, mantenho uma residência nesta rica cidade da região dos lagos. Já vivi sua história de glória e também de decadência.

Foi o jornalista, grande amigo, Mário Faustino quem primeiro me falou sobre Cabo Frio. Muitas pessoas falavam nos dejetos, por insistência do meu grande amigo, Aloísio de Paula, que não só foi o responsável pela minha vinda... como esteve comigo até agora em quase tudo. Cabo Frio sempre foi para mim um lugar de muita amizade, de um lugar que era de ninguém, mas que acabava me decepcionando, por ser um lugar onde os valores estavam em constante rotação. Havia uma espécie de nostalgia nos artistas que por aqui passavam. Em meu trabalho aqui pela cidade, estabeleci relação com a casa do Aloísio e com o passado colonial da cidade. Hoje em dia, a casa de número 44 da rua também está correndo o risco de ser transformada em algo que não representa a sua origem.

Minha relação com a cidade tem sido de um artista que procura na memória e na paisagem um elo com o sentido da vida. Cabo Frio é uma cidade do século XVII. E aqui há um pouco de tudo. Existe uma presença muito marcante da cultura indígena, da presença africana. E o que vemos hoje é uma cidade que perdeu grande parte de sua história.

Cabo Frio hoje tem 70% do meu tempo trabalhando mesmo porque é próximo do Rio, onde posso resolver um série de problemas profissionais e aqui tenho meu ateliê onde posso me concentrar e trabalhar.

Mas devo dizer que muita coisa mudou e a cidade foi sendo transformada pelo processo turístico. Hoje é impossível fazer um trabalho em profundidade como antigamente, sem se deparar com a morte da história da cidade. Eu sou defensor da memória. Acredito que as cidades se definem quando se ocupam de seu patrimônio, quando se determinam por sua história e que o maior patrimônio são as pessoas que moram nela.

Eu estou em um momento de grande definição no Brasil. Acabei de vir de uma temporada onde tive a chance de conhecer mais profundamente a nossa pintura e arte popular. Estou trabalhando com um fundo cultural artístico. É uma forma de buscar recursos e dar mais condições de ajudar cidades como Cabo Frio a manter sua história. Estou com um projeto de uma exposição que chamo de “Brasil de Pargo Amarelo”, que não é brincadeira: um museu popular itinerante que possa conscientizar um maior número de pessoas sobre a importância do resgate do popular, que é uma força esquecida por muitos. Esse projeto conta com o apoio de alguns órgãos internacionais e pode ajudar no processo de consolidação de um olhar mais generoso sobre o nosso tempo.

Cabo Frio é uma cidade que está com uma urbanização desordenada, com pessoas que não têm compromisso com a memória. Isso me deixa triste. Eu venho para cá para descansar, para trabalhar e o que eu vejo é um caminhão que faz questão de desordenar essa casa, esse espaço que era tão rico em história.

As pessoas perderam o vínculo com a cidade. Não existe mais laço social com nada. Eu fico triste ao ver que meu filho nasceu aqui e que ele dificilmente poderá viver nesse lugar com liberdade. Isso me preocupa.

Tem muita coisa que Cabo Frio precisa fazer por si mesma. É preciso criar uma política de defesa dos bens culturais e ambientais. A cidade está sendo consumida por seus próprios filhos.

Em minhas mãos, estou com novos mapas, com livros e com algumas ideias que quero fazer circular. Tenho muito o que dizer sobre essa cidade. Eu gosto de viver aqui e tenho ainda um carinho muito grande por esse lugar.

Acho que ainda dá para fazer muita coisa se você compreender a cidade como um lugar de encontros e de cultura.

Fico feliz de ter deixado as sementes de vários trabalhos aqui. É uma forma de dizer que tudo não está perdido.

Estamos vivos. Necessitamos de espaço. Não somos a favor da destruição. Somos a favor da criação de um novo mundo. Cabo Frio deve deixar de ser um lugar de veraneio para ser um lugar de memória.

Acho que não sou o dono da verdade, mas tenho o dever de tentar defender.
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