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	<title>Folha dos Lagos - Cultura</title>
	
	<updated>2026-07-11T11:27:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[MPF cobra informações sobre tombamento da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos

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			<updated>2026-07-11T11:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 15 dias para que o Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio (Imupac), o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (CMUPAC) e a Marinha do Brasil prestem esclarecimentos sobre a situação da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos, em Cabo Frio. O despacho, a que a Folha teve acesso, foi assinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo.

No documento, o MPF solicita que o Imupac e o Conselho Municipal informem se o tombamento municipal da antiga estação já foi aprovado. Caso o processo ainda não tenha sido concluído, os órgãos deverão informar em que fase ele se encontra. A Folha tentou contato com Sérgio Nogueira, diretor do Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio e membro do CMUPAC, mas não houve retorno.

No despacho, o procurador também determinou que os dois órgãos informem, de forma comprovada, se a Marinha do Brasil já adotou as medidas de preservação que haviam sido sugeridas por Sérgio Nogueira. Entre elas estão a limpeza e manutenção da área interna e do entorno da edificação, sem a retirada de escombros; a manutenção da trilha de acesso ao local; e a autorização, mediante solicitação prévia, para visitas guiadas de pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer as ruínas da estação.

Além disso, o MPF expediu um ofício ao Comando do 1º Distrito Naval para que a Marinha informe se vem cumprindo essas medidas de preservação, considerando que o imóvel estaria em processo de tombamento pelo município. Procurada pela Folha, a corporação não retornou. Ela também terá 15 dias para responder ao Ministério Público Federal.

Embora tenha sido construída em 1940, até 2017 a Estação Ferroviária de Campos Novos era um prédio histórico desconhecido e abandonado. Em 2021 ela foi tema de uma reportagem publicada pela Folha. O texto destacava que o prédio havia sido recém descoberto pelo professor e historiador Acioli Júnior. Em entrevista, ele informou, na época, que nem a Marinha, nem o poder público tinham conhecimento dessa estação de trem. 

– Eu a encontrei por acaso. Estava participando de um Conselho de Classe em Rio das Ostras. Como muitos professores são oriundos de Casimiro de Abreu, aproveitei para entrevistá-los sobre a Ponte Caída de Barra. As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, porém, não souberam responder a data da queda da ponte. Então me indicaram uma senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, que seria profunda conhecedora da história e causos da localidade. Fui na casa dela, mas já era quase noite e chovia. Então, me dirigi a Campos Novos. Lá, me falaram que havia uma estação ferroviária bem perto, em área da Marinha, próxima de uma escola pública municipal em Tamoios. Foi a primeira vez que ouvi sobre esse monumento histórico, e que não constava de nenhum livro de história de Cabo Frio. E olha que não são muitos e já os li todos – contou o historiador.

Motivado pela curiosidade e pela descoberta fascinante, Acioli não pensou duas vezes: foi até o local, encontrou o que sobrou da estação e registrou em fotografia. A descoberta, no entanto, causou nele um misto de alegria e tristeza.

– É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado há quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheçam. Ele está há décadas imperceptível, abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância. Quando achei a estação, em 2017, foi sem autorização da Marinha, simplesmente pela vontade de torná-la conhecida de todos - revelou.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Maricá (EFM) tinha interesse em alcançar o município de Macaé. Para isso, foi criado o posto Telegráfico Fonseca no Km 156, de onde partiria a linha férrea em direção a Macaé, atravessando Campos Novos, Rio das Ostras, Barra de São João e Rio Dourado, margeando a rodovia. Construída em 1940, a Estação Ferroviária de Campos Novos, assim como a de Barra de São João, faria parte do trajeto da Estrada de Ferro Maricá, mas as duas nunca foram utilizadas – diferentemente da Estação Principal, no bairro Jacaré, e da Estação do Fonseca, na Boca do Mato, ambas construídas em 1937 e desativadas em 1966.

Segundo Acioli, as duas últimas foram construídas para levar passageiros, e principalmente para escoar a produção salineira na região.
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			<title><![CDATA[Documentário sobre os quilombos da Região dos Lagos estreia neste sábado (11) em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-10T12:25:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[As histórias dos 12 quilombos da Região dos Lagos vão ganhar as telas buzianas neste sábado (11), com a estreia do documentário "Os Doze Quilombos – Ancestralidade, Memória e Reparação". A exibição será das 16h às 18h, na sede da Rede Observação (Avenida 12 de Novembro, 12.740, Baía Formosa), e vai reunir moradores das comunidades quilombolas do bairro e também do Prodígio e Sobara (Araruama). A produção é resultado de uma pesquisa iniciada em 2018 pelo escritor Pierre de Cristo, e fruto de três anos de gravações em comunidades de Cabo Frio, Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios.

Em conversa com a Folha, Pierre contou que a maior inspiração para desenvolver o projeto foi ver a distância social entre as comunidades quilombolas e a região central das cidades, além de ver e ouvir as histórias dessas famílias que ainda vivem um abismo educacional, de saúde e de mobilidade urbana. 

– São histórias de superação, de muita luta no campo por direitos básicos, por sobrevivência que vem de séculos. Saber que até 2024 o Núcleo Zebina, em Baía Formosa, ainda não tinha luz elétrica nem água potável é assustador. Então essa foi a minha maior inspiração, ser um instrumento de fomento às comunidades, sendo eles protagonistas da própria história - revelou.

Sobre o processo de produção do documentário, Pierre conta que tudo começou há cerca de oito anos, quando resolveu mapear as comunidades quilombolas existentes na região. Foi durante esse levantamento que o pesquisador entendeu que não existiam apenas as comunidades quilombolas que viviam no território de Cabo Frio.

– Existiam outras comunidades, que ficaram em outros municípios através do processo de emancipação. Mas elas se interligavam, sendo todas oriundas da mesma fazenda, a Campos Novos (em Tamoios, distrito de Cabo Frio). Então comecei a fazer o levantamento geográfico destas comunidades em toda Região dos Lagos, e nasceu o sonho de um dia transformar isso em um livro, ou em um audiovisual, para deixar para as futuras gerações. E esse sonho começou a virar realidade em 2023, quando convidei a fotógrafa e jornalista Thammy Carvalho para dividir o projeto comigo. Em 2024 ela assumiu a produção executiva, submeteu a pesquisa ao Edital Paulo Gustavo, e conseguimos ser classificados - contou Pierre, lembrando que foram três anos de gravações, problemas técnicos e adiamentos devido à imprevisibilidade do tempo. 

A distância territorial entre as 12 comunidades quilombolas também foi uma questão que precisou ser superada através de uma logística calculada para cada gravação. “Foram três anos com algumas pausas necessárias, principalmente para readequação do projeto, agenda dos personagens e muitas das vezes pelo tempo chuvoso: em determinados territórios você não consegue chegar porque a estrada é de barro, e isso deixava esses territórios isolados", explicou Pierre. Mas nada atrapalhou mais a produção do documentário do que a questão financeira.

– Não havia possibilidade de tirar do papel um projeto deste tamanho, com toda sua complexidade territorial, sem verba. A produção envolvia combustível para deslocamento, alimentação da equipe e outros gastos para manter tudo funcionando. Começamos a gravar sem verba prevista porque entendemos que era importante registrar os mais velhos de cada comunidade para que a história fosse contada por eles - lembrou. 

Pierre também contou com uma motivação extra para superar todos os desafios e dificuldades que surgiram ao longo do projeto: o combustível, segundo ele, foi o fato do documentário representar toda uma cadeia ancestral.

– Essa é a primeira produção que engloba todas as comunidades quilombolas da Região dos Lagos. E Cabo Frio é considerada a capital quilombola do Estado do Rio de Janeiro, porque a cidade possui seis quilombos. Mostrar essas comunidades, fazer o público entender que esses remanescentes estão aqui pertinho da gente, produzindo, trazendo suas culturas, mostrando seus trabalhos, é muito importante. Temos que dar voz a essas pessoas que, para muitos, não existem na geografia da região. Preservar essas histórias é dar continuidade à ancestralidade deste povo, que remanesce de processo doloroso de escravização dos seus ancestrais. E também mostrar que através da educação muitos já estão tendo a possibilidade de mudança de vida e mobilidade social - pontuou.

A exibição do documentário em Búzios, neste fim de semana, faz parte do cronograma oficial de lançamento do projeto, que teve início no último dia 7 no Teatro Municipal de Araruama. A agenda de exibições continua no próximo 16, das 13h30 às 15h30, no Cine São Pedro da Aldeia (Rua Francisco dos Santos Silva, s/n - Centro), e dia 24, das 18h30 às 20h, na sede do Coletivo Cultural Olhar da Perifa (Estrada Velha de Búzios, nº 01, Jardim Esperança, Cabo Frio).

A equipe de produção de “Os Doze Quilombos” é composta por 99% de pessoas negras. Pierre assina todo o trabalho de pesquisa do documentário. Além da produção executiva, Thammy Carvalho também é responsável pelo roteiro e direção. Edição e imagens são assinadas por Solamon Quigley. 

– O projeto é de classificação livre, e isso foi intencional quando a Thammy criou um novo roteiro. Antes ele seria pautado em apenas ouvir a história dos Griot (os mais velhos). Mas ela trouxe um novo recorte sobre questões educacionais, por exemplo, fazendo com que crianças possam se espelhar nas falas daqueles que venceram através da educação. É um documentário que abrange vários públicos. Nosso sonho é poder levar esse projeto para as escolas municipais onde esses quilombos existem, para que os alunos tenham conhecimento dessa parte da história regional, e entendam que essas comunidades fazem parte da história e construção do que hoje chamamos Região dos Lagos - defendeu Pierre.

Também foram feitas parcerias com coletivos culturais da região como o Olhar da Perifa que, segundo o pesquisador, “contou com alunos fazendo a cobertura dos bastidores e aprendendo na prática como se faz produção audiovisual, tornando-os profissionais iniciantes como fotógrafo still, auxiliar de produção entre outras funções”. 

– Fizemos parceria com Coletivo Vadeia Aldeia, com a cantora Mayla Árvore e com a gravadora Around, que nos apoiou na trilha sonora autoral do filme, que ficou incrível. Tivemos, ainda, o apoio financeiro da Living Papers, empresa com sede na Alemanha, e gestada por uma mulher negra, que é a brasileira Jane Sacco, e que compreendeu a importância do fomento nas produções audiovisuais brasileiras. Mas o apoio mais importante veio das comunidades quilombolas que abriram as portas. Toda gratidão aos aos quilombos Sobara e Prodígio (Araruama), Caveira (São Pedro da Aldeia), Botafogo, Fazenda Espírito Santo, São Jacinto, Maria Romana, Maria Joaquina e Preto Forro (Cabo Frio), Baía Formosa e Rasa (Armação dos Búzios) - concluiu Pierre de Cristo.
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			<title><![CDATA[São Pedro terá experiência que une vinho, literatura e história da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-10T08:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Uma garrafa de vinho contém mais filosofia do que todos os livros do mundo". Inspirado nesta célebre frase atribuída ao cientista francês Louis Pasteur, um evento em São Pedro da Aldeia, neste sábado (11), vai mostrar que vinho e literatura podem caminhar lado a lado. A primeira edição do projeto "Vinho e Literatura" acontecerá das 16h às 20h, na Chácara Bellavista (Rua da Torre, nº 100, no bairro Jardim Primavera). Segundo Francisco Mendonça, proprietário do espaço, será uma experiência que une enoturismo, história regional, gastronomia, degustação e literatura. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp (22) 99978-9982.

O evento terá como convidado o escritor, historiador e pesquisador Leandro Miranda. Autor dos livros "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", ambos publicados pela Sophia Editora, Leandro conduzirá um bate-papo sobre a história da Região dos Lagos, seguido de sessão de autógrafos.

Além do momento literário, Francisco lembra que os participantes serão recebidos com um brinde de espumante, e participarão de uma degustação harmonizada em uma experiência que, segundo ele, busca aproximar o público da cultura do vinho e da memória regional.

— Somos apreciadores de vinho, artes e literatura. Estes temas se entrelaçam numa proposta de qualidade de vida e bem-estar. Cultivamos uvas para produção do nosso vinho aqui em São Pedro da Aldeia, e isso nos conecta ao território, por meio das memórias e vivências proporcionadas pela pesquisa e pela prática de meter a mão na massa — contou à Folha.

O vinhedo Bellavista possui cerca de três anos, mas ainda está em fase de produção. Enquanto o primeiro vinho produzido na propriedade não fica pronto, a experiência deste fim de semana será realizada com rótulos de vinícolas brasileiras parceiras, produzidos por famílias com tradição no cultivo de uvas e na elaboração de vinhos. Segundo Francisco, a degustação foi planejada para dialogar diretamente com as histórias que serão contadas durante o encontro.

— Escolhemos um espumante para brindar à vida e ao momento, e três vinhos, sendo um branco e dois tintos, que se conectam com os momentos históricos que serão abordados na experiência. Será uma degustação harmonizada e comentada pelos visitantes que participarão da experiência, porque vinho, literatura e arte são elementos indissociáveis, caminhando juntos desde a antiguidade. A bebida sempre foi musa inspiradora para poetas e pintores, enquanto o design de rótulos transforma garrafas em verdadeiras galerias de arte e espaços para poesias. Já dizia Fernando Pessoa: "Boa é a vida, mas melhor é o vinho" — revelou.

O projeto da Chácara Bellavista nasceu do sonho de produzir vinho na própria Região dos Lagos. Francisco conta que, depois de visitar diversas vinícolas pelo Brasil e pelo exterior, decidiu transformar esse objetivo em realidade.

— Somos apreciadores de vinhos há anos. Sou sócio profissional da Associação Brasileira de Sommeliers e visitamos diversas vinícolas pelo mundo. Ao conhecer vários ambientes e climas onde se cultivam as videiras, nosso sonho se materializou na Chácara Bellavista. Estudamos muito sobre o assunto. Hoje faço faculdade de Viticultura e Enologia para aprimorar cada vez mais nosso microvinhedo e elaborar nosso vinho com a qualidade esperada. Nosso vinhedo é todo conduzido de forma orgânica — contou.

Embora seja a primeira edição do Vinho e Literatura, o evento faz parte de um projeto cultural maior desenvolvido na propriedade. Francisco explica que a experiência deste fim de semana vai funcionar como um pré-Sarau Bellavista, evento que já teve três edições, e integra artes plásticas, música, literatura, fotografia, gastronomia e vinhos. A próxima edição do sarau está prevista para setembro.

— A proposta é que o Vinho e Literatura integre o calendário de eventos da Chácara Bellavista. Estamos avaliando a periodicidade, mas com certeza já é um sucesso diante de tantos autores maravilhosos que temos em nossa região e do espaço que existe para trabalhar a literatura. Creio que os apreciadores de cultura e vinho anseiam por eventos assim em nossa região. Vinho é vida, e a cultura preenche a alma. O principal desafio é o planejamento integrado e a escolha do autor e de sua obra, principalmente com uma proposta que possa ser atemporal e, ao mesmo tempo, focar em um tema tão em evidência como a presença de baleias em Arraial do Cabo e a atividade de turismo de observação, um contraponto à caça que existiu em meados do século passado. A escolha do vinho e das harmonizações também representa um desafio. Afinal, é preciso equilibrar aromas e sabores e ainda propor uma conexão com o nosso território, que compreende laguna, mar, morros, restingas, saberes populares, histórias e legados. E eventos que conectam paisagem, história local, gastronomia, cultura e narrativa criam lembranças mais duradouras do que simples degustações. A proposta é criar uma atmosfera intimista, proporcionar a participação do público numa interação com o autor e criar momentos de troca genuína. Por esse motivo temos vagas limitadas, para que o ambiente proporcione uma experiência memorável. O vinho servirá como fio condutor da experiência, criando conexões entre território, memória, identidade e sensações — reforçou.

À Folha, o escritor Leandro Miranda disse que vê na proposta uma forma diferente de aproximar o público da história regional.

— A oportunidade surgiu quando cruzamos as pesquisas com o vinho, e o Francisco chamou a gente para integrar a programação cultural do espaço, que é muito bacana e inovadora. Tive a oportunidade de participar do primeiro sarau, onde unimos literatura e vinho, e foi uma experiência muito bacana. Agora vamos fazer em um novo formato, levando um bate-papo literário para a cultura do vinho - explicou.

Para Leandro, a possibilidade de realizar esse encontro sobre vinho e literatura em um vinhedo local cria uma experiência diferente para o público, que poderá resgatar a memória regional no vinhedo, transformando degustação e imersão cultural em um momento de ouvir e contar uma boa história regional. 

– Acho que será uma conexão muito interessante entre o vinho e a literatura porque ela tem papel fundamental na preservação da memória e da identidade cultural da Região dos Lagos. Ela resgata e reaviva memórias que estavam esquecidas no passado e que tentamos trazer para o presente ouvindo personagens da época que ainda estavam vivos, fazendo entrevistas, naquela conversa ao pé do ouvido, registrando as memórias cabistas e da Região dos Lagos. Esses registros da nossa tradição oral são muito fortes e estavam se perdendo ao longo do tempo. Eu já tinha muitas dessas histórias dentro da minha própria família e entre amigos cabistas que viveram essa parte da história de Arraial do Cabo. Resolvi preservar tudo isso nos meus livros. 

Além de "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", Leandro conta que o terceiro livro já está em fase de conclusão. Será sobre a história do Porto do Forno.

— Vou contar toda a história do sal na Região dos Lagos, passando por Luiz Lindemberg, fundador da salina em 1824; por José Caetano Jalles Cabral, que comprou as Salinas Perynas fundadas por Lindemberg; por Miguel Couto pai e Miguel Couto filho, responsável pela construção do Porto do Forno. Também vou resgatar as memórias de Leger Palmer, que teve grande importância na navegação da laguna com a construção do Canal Palmer, além de José Paes de Abreu e toda a história da navegação na Laguna de Araruama. Vou reunir toda essa trajetória ligada ao Porto do Forno e à história do sal na Região dos Lagos — contou.


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			<title><![CDATA[Brasil  Copas e Craques: livro do locutor José Rezende traça a trajetória da seleção]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Taças erguidas, derrotas dolorosas, histórias de bastidores, movimentações políticas por trás das quatro linhas e o legado dos craques que vestiram a camisa verde-amarela. Tudo está no percurso traçado pelo jornalista, locutor esportivo e escritor José Rezende para remontar as participações da seleção brasileira na maior competição do futebol do mundo.  O livro “Brasil — Copas e Craques” será lançado no dia 17 de julho, sexta-feira, às 17h30, na loja Time Mania Sport (Av. Henrique Terra, quadra 8, próximo ao Tropical Café). 

Trata-se de uma obra de quem viveu o futebol de perto durante a vida inteira. José Rezende iniciou sua carreira em 1963, na Rádio Continental, e ao longo de mais de seis décadas atuou em importantes emissoras de rádio e televisão. Criador do Centro Histórico Esportivo da ABI, é autor de Hei de Torcer até Morrer, Eternamente Bangu e Vai dar Zebra, além de manter o blog Álbum dos Esportes, dedicado à preservação da história do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro.



Em “Brasil — Copas e Craques”, José Rezende guia o leitor, por 270 páginas, pela trajetória da única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo, da estreia, em 1930, ao Mundial de 2026, disputado em três países. Com base em documentos históricos, jornais, revistas, entrevistas exclusivas e décadas de pesquisa, o autor recompõe o contexto de cada Copa.

Ao revisitar as duas primeiras participações brasileiras, Rezende lembra que "nas duas primeiras Copas, realizadas no Uruguai, em 1930, e na Itália, em 1934, as divergências entre dirigentes cariocas e paulistas impediram que a seleção brasileira se apresentasse com força máxima". 

A narrativa avança mostrando como o futebol brasileiro foi encontrando sua identidade. No Mundial da França, em 1938, "finalmente, o futebol brasileiro conseguiu reunir seus melhores jogadores para a disputa da Copa do Mundo". Ainda nesse capítulo, surgem alguns dos personagens mais marcantes da obra. Leônidas da Silva aparece como um dos homens responsáveis por mudar a imagem do futebol brasileiro no exterior; Domingos da Guia, como protagonista de uma campanha que consolidou o respeito internacional pela Seleção. Nas palavras do autor: "A habilidade e a técnica de dois jogadores brasileiros encantaram o mundo. Leônidas e Domingos da Guia se consagraram no Mundial de 1938".

Bastidores das convocações, disputas entre dirigentes, profissionalização do esporte e surgimento de grandes personagens também aparecem sempre contextualizados. O Maracanazo deixa de ser apenas uma derrota esportiva para representar uma das maiores feridas da memória nacional. A conquista de 1958 é o momento em que o talento brasileiro conquista o mundo. Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Romário, Ronaldo e tantos outros se transformam em personagens de uma narrativa que aproxima o leitor de suas trajetórias e do contexto em que escreveram sua história.

O jornalista Eraldo Leite, autor do texto de orelha, define Rezende como "narrador da precisão dos lances, historiador de raro conhecimento, professor de letras e da bola", que reúne na obra "histórias deliciosas", "fatos curiosos, entrevistas exclusivas" e "relatos emocionantes".
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			<title><![CDATA[Escritor cabo-friense lança edição revisada de livro sobre a escravidão em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-07T15:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O escritor Pierre de Cristo vai divulgar o livro "Cabo Frio na Rota da Escravidão" na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), entre os dias 17 e 18 de julho. O lançamento oficial da edição revisada aconteceu no último dia 27, no Centro de Memória Afro-indígena, localizado no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com diversas atividades culturais, incluindo apresentações de Maracatu, graffiti e uma exposição fotográfica.

O novo livro de Pierre revisita o passado da região de Cabo Frio em um formato paradidático, trazendo dados específicos sobre o processo de colonização e a formação quilombola. À Folha, o autor explicou que o processo de revisão durou quase um ano.

— A revisão foi necessária para acertar alguns erros da primeira edição e também rever algumas fontes primárias que poderiam entrar em um segundo livro. O livro foi revisado por quase um ano pelo editor Luciano Monteiro, ganhador do Prêmio Caps de Literatura e Linguística, que transformou o antigo trabalho em um novo livro, agora em um formato paradidático com alguns elementos do anterior, e também com outros inéditos. A nova edição teve ainda o olhar atento da Thammy Carvalho, através da fotografia, e fazendo a parte de execução e assessoria para que tudo desse certo – explicou.

Segundo Pierre, a motivação para investigar especificamente o papel de Cabo Frio nessa rota histórica surgiu da necessidade de uma literatura que abordasse o tema de forma ampla. O escritor ressaltou a importância geográfica do município no contexto da rota da escravidão.

— Havia a necessidade se ter uma literatura que falasse sobre a formação dessa escravização de forma mais ampla, desde os primeiros escravizados (indígenas e africanos) até a formação quilombola da Região dos Lagos. Cabo Frio foi um grande polo colonizador. Foi nesta região, após a proibição do tráfico negreiro em 1831, que grandes traficantes vieram desembarcar navios e mais navios em todo nosso litoral, explorando desde a Praia do Forte, Praia das Conchas e inúmeras outras em Búzios, com centenas de africanos. E não havia um livro que apresentasse dados mais específicos. Agora eu trago desde a ampla escravidão até a nossa região percorrendo um caminho de recortes. O livro tem essa intenção de rever recortes históricos para ajudar novas pesquisas sobre a escravidão de uma forma geral. Cabo Frio entrou na rota da escra vidão desde o século XVI, quando indígenas foram os primeiros a se tornarem objetos do colonizador para inúmeros trabalhos na região. E, tempos depois, entra a figura dos africanos para cumprir esse papel crítico, doloroso e desumano – revelou.

O escritor conta que recorreu a uma extensa lista de fontes, incluindo documentos e livros, consultando inclusive arquivos públicos.

— Consultei desde autores regionais como Hilton Massa, a doutora em História Nilma Accioli, a doutora em Educação Gessiane Nazario, entre outros que escreveram sobre o tema antes de mim. Também consultei os arquivos da Câmara de Cabo Frio, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Museu da Justiça, do Museu da Economia, e inúmeras outras instituições públicas e privadas que tinham algum tipo de documentação que falasse sobre a escravização na antiga Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Tira Gosto F.C.: livro resgata história de time de futebol de várzea da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-02T12:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para os jogadores, cada jogo era final de Copa. Em vez de grandes estádios, o campo conhecido, veja só, como Canarinho. Em vez de salários astronômicos, simplesmente o amor pelo futebol. Eis a história que vem nas páginas de "Tira Gosto F.C. — A história do futebol de várzea da Região dos Lagos contada em verde e branco", de Igor André Santos. O lançamento será neste sábado (4), às 16h, no Dados Drinks & Games (Rua Porto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio).

O time nasceu em 1978 na oficina mecânica CELZA, em São Pedro da Aldeia, a partir da iniciativa do mecânico Adão André. Irmão caçula de Adão, José André dos Santos, mais conhecido como Zé Marreta, juntou-se ao grupo fundador e se tornou técnico. Ele exerceu essa função de forma praticamente ininterrupta por mais de 30 anos, até também ser reconhecido, informalmente, como presidente do clube.

Filho do técnico, Igor André Santos escreveu o livro a partir de lembranças de infância à beira do campo e de um projeto que havia sido interrompido em 2016, quando pai e filho se reuniram pela primeira vez para registrar a trajetória do time. A ideia foi retomada depois que o autor perguntou ao pai quem havia sido o melhor jogador da história do clube.  A dúvida, lembra Igor André, "reacendeu uma velha vontade de registrar essa história".

Publicada pela Sophia, a obra tem 116 páginas e percorre mais de três décadas de atuação do Tira Gosto Futebol Clube. A equipe disputou 825 partidas entre 1985 e 2009. No período, somou 452 vitórias, 220 empates e 153 derrotas, com 1.959 gols marcados.

Ao longo de sete capítulos, o autor combina relatos de ex-jogadores, diretores e torcedores para reconstruir episódios da história do clube, como a escolha das cores verde e branco, herdadas de uma agremiação de samba do bairro Itajuru, e as disputas internas sobre contratações e dispensas. O livro também dedica um capítulo ao processo de escolha do melhor jogador da história do clube, que não foi nada fácil. A eleição considerou fatos revelados em entrevistas e estatísticas reunidas em um banco de dados mantido pela família de Zé Marreta. Depois de muita discussão, o escolhido foi o jogador Roque. 

O Tira Gosto disputou sua última partida em outubro de 2009 e encerrou oficialmente as atividades em 2010. Desde 2023, uma nova geração de jogadores, comandada pelo ex-atleta Macumba, mantém viva a tradição sob o mesmo nome.

“Você pode ler de duas formas: como uma memória afetiva, uma ‘quase memória’, como gostava de dizer Pedro Nava; ou como uma janela para entender aquele Brasil que não aparece nos jornais. De minha parte, esta obra pode ser lida de ambas as maneiras e quantas mais o leitor julgar melhor”, sublinha Paulo Roberto de Araújo, pesquisador e professor de História, no texto de orelha.

Serviço
Lançamento de "Tira Gosto F.C."
Data: sábado (4)
Horário: 16h
Local: Dados Drinks & Games — Rua Pôrto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio (RJ)
Editora: Sophia Editora
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe ações gratuitas o projeto cultural A Caixinha de Música, de Débora Diniz]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio, nos dias 3 e 4 de julho, duas ações culturais gratuitas do projeto A Caixinha de Música, voltado à primeira infância. A iniciativa é idealizada pela artista, educadora musical e produtora cultural Débora Diniz.

O projeto apresenta um episódio piloto que une música, contação de histórias, personagens e descobertas sobre o mundo em linguagem lúdica, afetiva e educativa. A proposta valoriza a curiosidade, a imaginação e o brincar.

A programação começa nesta sexta-feira (3), às 18h, com a pré-estreia do episódio piloto, seguida de roda de conversa com educadores, na Livraria & Café Petit, no Portinho. O encontro propõe uma reflexão sobre a importância de produções audiovisuais de qualidade para a primeira infância e discute como a música, a arte e o audiovisual podem contribuir para o desenvolvimento infantil e para o cotidiano das escolas e das famílias.

Neste sábado (4), às 10h, a programação segue para a Praça de São Cristóvão, com uma manhã de música, brincadeiras e interação para crianças e suas famílias. A atividade reúne canções, brincadeiras musicais e experiências lúdicas ao ar livre, com incentivo à participação das crianças por meio da arte e da criatividade.

Segundo Débora Diniz, a proposta do projeto é ampliar o acesso das crianças a conteúdos audiovisuais pensados especialmente para elas.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais, da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

SERVIÇO

Pré-estreia do episódio piloto e roda de conversa com educadores Quando: sexta-feira, 3 de julho, às 18h Onde: Livraria & Café Petit — Rua Sapoti, 89, Portinho, Cabo Frio

Música e brincadeiras para crianças Quando: sábado, 4 de julho, às 10h Onde: Praça de São Cristóvão, Cabo Frio

Quanto: gratuito

.
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			<title><![CDATA[Congresso Brincar começa nesta sexta (26) em Saquarema com expectativa de reunir 2 mil educadores]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[omeça nesta sexta-feira (26), em Saquarema, mais uma edição do Congresso Brincar, considerado uma das principais iniciativas de formação voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental no país. O evento será realizado no Centro de Eventos de Saquarema e segue até sábado (27), reunindo educadores, gestores, pedagogos e profissionais da área de diversas regiões do Brasil.

A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil participantes nesta edição. No ano passado, quando o congresso foi realizado pela primeira vez no município, aproximadamente 1,8 mil professores participaram da programação.

Promovido pela Máxima Eventos, o Congresso Brincar completa uma década de história em 2026. Ao longo desse período, o projeto estima ter impactado cerca de 100 mil profissionais da educação em diferentes estados brasileiros, consolidando-se como uma referência nacional em formação continuada para educadores.

Mais do que um congresso, o Brincar se tornou um espaço de troca de experiências, atualização pedagógica e reflexão sobre os desafios contemporâneos da infância. A programação deste ano abordará temas como desenvolvimento infantil, aprendizagem por meio do brincar, planejamento pedagógico, autoridade docente e os impactos das transformações sociais na educação.

Entre os destaques da edição estão o historiador e filósofo Leandro Karnal, que falará sobre autoridade docente, e o pediatra e sanitarista Daniel Becker, referência nacional em temas relacionados à infância, que apresentará a palestra "Desafios da infância para educadores".

Saquarema e a educação

Nos últimos anos, Saquarema passou a integrar de forma permanente o calendário nacional de eventos promovidos pela Máxima Eventos e pelo Instituto Conhecer. Além do Congresso Brincar, o município também recebeu recentemente o Congresso Brasileiro de Inclusão, fortalecendo sua posição como um polo de formação e atualização profissional para educadores.

A realização recorrente desses encontros tem atraído participantes de diferentes estados e contribuído para consolidar a cidade como um destino importante para eventos voltados à educação, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na formação de crianças e jovens.

Segundo a organização, a escolha de Saquarema está relacionada à estrutura oferecida pelo município e à receptividade encontrada nas edições anteriores, fatores que contribuíram para a continuidade do projeto na cidade.

A programação do Congresso Brincar segue até sábado (27), com palestras, atividades formativas e momentos de integração entre os participantes.
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			<title><![CDATA[Yuri Vasconcellos lança o livro infantil Super Brincante]]></title>
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			<updated>2026-06-23T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O artista e arte-educador Yuri Vasconcellos lança nesta quarta-feira (24), o segundo livro de sua autoria, o Super Brincante, na Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, em Cabo Frio. No dia 27 de junho, será realizado encontro no Coletivo Cultural Olhar da Perifa (CIEP 458 Hermes Barcelos, Estrada de Búzios, nº 1, Jardim Esperança). No dia 11 de julho, o autor estará na Livraria & Café Petit (Rua Sapoti, 91, Novo Portinho). 

O livro, lançado pela Editora Feito pra Brincar, é escrito em forma de poesia, com ilustrações do próprio Yuri, conta com 48 páginas, com recursos gratuitos e universais de acessibilidade como fonte ampliada, audiodescrição (AD) e vídeo em Libras (que ficarão disponíveis de forma digital online) com acesso através de QR Code na contracapa do livro ou direto no site feitoprabrincar.com.

O livro visa resgatar as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão. Em 2024 Yuri lançou sua primeira obra, o Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais em linguagem de história em quadrinhos e obras de Ivan Cruz.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ. O lançamento da obra vai contar com um intérprete de Libras.

Em tempos de brincadeiras na tela de celular, o livro representa uma nova proposta para a cultura infantil. A grande motivação do artista e arte-educador Yuri Vasconcellos para este projeto tem como inspiração as brincadeiras e jogos infantis aprendidos quando criança por ele. Unindo desenhos, cores e estrofes poéticas à sua prática pedagógica e pesquisa das brincadeiras tradicionais, a obra mostra a importância do livre brincar e do contato e preservação da natureza.

“Com a publicação do livro Super Brincante, levaremos ao público as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão, e colocaremos a possibilidade de aprendizados e resgate desses modos de brincar, com materiais naturais, criativos e menos industrializados, afinal, brincar é saúde, interação social, crescimento e aprendizado! Além disso, como professor de escola pública, entendo que esse livro pode ser ferramenta pedagógica em componentes curriculares como Artes, História, Geografia, Português e Educação Física, seja pelo seu caráter cultural, artístico e social”, explicou Yuri.

A obra também destaca o aspecto ecológico, exposto na relação da protagonista com a natureza, promovendo a valorização e divulgação da preservação ambiental.

“Por isso é importante contarmos essa história que une o brincar e a natureza, que reforça a valorização e os saberes das crianças dentro do seu universo cultural, além de preservar a memória e tradições das diversas formas do brincar. Ao trabalhar brincadeiras e fazeres regionais das cidades do estado do Rio de Janeiro, o livro auxilia na construção de referencial lúdico dos brinquedos e brincadeiras citadas/desenhadas, e sua valorização e preservação histórica e natural, tudo dentro dessa narrativa leve e alegre”, finalizou Yuri Vasconcellos.

Além disso, a obra infantil Super Brincante incentiva a ludicidade e importância do livre brincar, e o equilíbrio necessário entre o uso de tecnologias eletrônicas e a natureza, expondo a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial brasileiro, e nossas tradições e saberes tão diversos e ricos no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

Lançamento de Super Brincante

24 de junho
Escola Municipal Arlete Rosa Castanho – Escola bilíngue Libras-Português para a comunidade surda
Cabo Frio (RJ)
11h às 14h

Evento interno destinado aos alunos da unidade.

O autor fará a doação voluntária de exemplares para a sala de leitura da escola. O lançamento contará com a presença do autor, da obra e de intérprete de Libras.

27 de junho - Coletivo Cultural Olhar da Perifa - Cabo Frio - RJ
14h às 16h (o evento começa às 9h com outras atividades)
Evento aberto e gratuito
Endereço: CIEP 458 Hermes Barcelos 
Estrada de búzios, nº 01 - Jardim Esperança, Cabo Frio - RJ
*O autor fará doação voluntária de livros para a Sala de Leitura do Coletivo nesta ação de lançamento. Presença do autor, obra e intérprete de LIBRAS

11 de julho - Livraria & Café Petit - Lançamento Especial (1a Livraria, ainda por cima em Cabo Frio!)
A partir das 16h
Evento aberto e gratuito - venda de livros autografados
Rua Sapoti, 91. Novo Portinho. Cabo Frio.  (Ao lado da Nossa Escola Montessori). @livrariaecafepetit

Ficha Técnica Livro infantil Super Brincante
Autor e Ilustrador: Yuri Vasconcellos


Criação, escrita, ilustrações e diagramação: Yuri Vasconcellos
Coordenação de produção e pesquisa pedagógica: Ana Luiza Barbosa
Direção artística editorial, projeto e pesquisa: Yuri Vasconcellos
Revisão de texto: Silvana Lima
Editora Feito Pra Brincar
Supervisão de edição: Rafael Alvarenga
Recursos de Acessibilidade: Pauline Vianna - Singular Centro de Aprendizagem 
Fotos: Ana Luiza Barbosa

Sinopse:
Maricota é uma menina criativa que ama brincar na natureza e com brinquedos como peteca, pipa e bambolê. Ao visitar seus primos em uma cidade grande e cinzenta, ela faz uma descoberta triste: ali não tem plantas, animais nem lugar para brincar. Além disso, todos ficam grudados no celular o dia inteiro. Com coragem e imaginação, ela se veste de faz de conta e vira a Super Brincante. Será que a menina que nasceu para brincar conseguirá trazer de volta a alegria, as cores e a natureza? Escrito em forma de poesia e com ilustrações de página dupla, este é o segundo livro escrito e desenhado por Yuri Vasconcellos, artista e eterno brincante.
Editora Feito pra Brincar
48 págs
Brochura com orelhas 
Dimensões: 21 x 25 cm
ISBN 978-65-975568-0-9
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá lançamento da autobiografia do "Poeta da Favela" Edilberto José Soares]]></title>
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			<updated>2026-06-22T12:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 27 de junho, às 18h30, a cidade de Cabo Frio receberá o lançamento de O Último Sertanejo, autobiografia do escritor e poeta Edilberto José Soares. O evento será realizado no Charitas - Casa de Cultura José de Dome - e marcará uma noite de homenagem, memória e celebração da literatura como instrumento de transformação social.

A obra conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através do edital Literatura do Rio ao RJ, tendo como proponente o produtor cultural cabofriense Pedro Turra. O lançamento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, da Secretaria Municipal de Cultura, e da Casa de Cultura José de Dome, que cedeu o espaço para a realização do evento.

Inicialmente, a noite seria uma sessão de autógrafos do autor seguida por uma palestra. No entanto, um mês antes do lançamento, no dia 28 de maio, Edilberto José Soares faleceu, sem poder presenciar a realização daquele que era um dos maiores sonhos: ver publicada a sua autobiografia. Ocupante da cadeira 03 da Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC), fundada em 2023, com o objetivo de promover a reintegração social através da leitura e da escrita, reunindo pessoas privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional, Edilberto chegou a publicar dois livros e a participar de 6 coletâneas e antologias poéticas, conquistando reconhecimento em diversos estados brasileiros e tornando-se uma referência de superação e de transformação através da literatura.

Mesmo diante da perda, a equipe responsável pelo projeto decidiu manter a data prevista para o lançamento, transformando o evento em uma homenagem ao poeta e ao legado que ele construiu através das palavras. Conhecido como "Poeta da Favela", Edilberto José Soares teve uma trajetória marcada por erros, quedas e recomeços entre o sertão nordestino, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao longo dos 31 anos em que esteve no sistema prisional, Edilberto encontrou na literatura e na poesia um caminho de reconstrução pessoal. Mais do que a prisão, foi a escrita que transformou sua vida.

Nos últimos seis anos, dedicou-se integralmente à promoção da cultura, participando de projetos sociais e realizando palestras para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social e em cumprimento de medidas socioeducativas. Em seus encontros, compartilhava sua própria história para mostrar que o crime não compensa e que a educação, a arte e o conhecimento podem abrir novos caminhos.

Mais do que contar a história de um homem, O Último Sertanejo apresenta um relato emocionante, repleto de desafios, perdas, escolhas e recomeços, mostrando ao leitor como a força da palavra foi capaz de ressignificar uma vida.

— Edilberto não estará fisicamente conosco nessa noite, mas sua presença está em cada página do livro e em cada pessoa que ele inspirou. Manter o lançamento é uma forma de honrar a sua memória e garantir que sua história continue transformando outras vidas — destaca Pedro Turra, proponente do projeto.

A jornalista Alexandra de Oliveira, responsável pela edição da obra e parceira de Edilberto na construção da autobiografia, explica que uma das maiores preocupações durante o processo de escrita foi preservar a autenticidade do autor.

— Eu não escrevi a história do Edilberto por ele. O livro foi construído a partir das suas memórias, da sua forma de falar e de enxergar o mundo. Meu trabalho foi organizar, revisar e dar unidade editorial ao texto, mas fiz questão de preservar a maneira simples, direta e profundamente humana com que ele contava a própria vida. Essa era a essência dele — explica a jornalista.

Edilberto acompanhou todo o desenvolvimento da obra. Participou de ensaio fotográfico e escolheu a imagem da capa, aprovou a identidade visual e o projeto gráfico do livro. Encantado com o resultado, não via a hora do lançamento para poder conversar com o público e participar da noite de autógrafos.

E, de certa forma, o autor realizou o sonho de concluir o livro. O que ele não vai poder viver é a celebração pública desse sonho, estando presente na noite de lançamento. A autobiografia traz um testemunho fiel da trajetória de um homem que encontrou na literatura uma possibilidade de reconstrução e de esperança.

— Ele fez questão de contar tudo, sem esconder os erros, as dores e os recomeços. Queria que sua história servisse de exemplo para outras pessoas. E é exatamente isso que este livro entrega: uma história real, emocionante e profundamente transformadora — acrescenta Alexandra de Oliveira.

As palestras para adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, inclusive, faziam parte das ações previstas no próprio projeto contemplado pelo edital. E Edilberto conseguiu realizar em vida uma dessas atividades, participando de um encontro no Rio de Janeiro com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

Na ocasião, compartilhou sua trajetória de vida e falou sobre como a literatura e a poesia foram decisivas para sua transformação pessoal, reforçando a mensagem que levava por onde passava: educação, arte e cultura podem abrir caminhos para a reconstrução e a esperança.

O desejo do poeta era retornar a essas instituições após o lançamento do livro, levando exemplares de sua autobiografia e ampliando esse diálogo com os jovens. Embora não tenha tido tempo de concretizar esse plano, deixou cumprida uma parte importante dessa missão, transformando sua própria história em instrumento de conscientização e incentivo a novos recomeços.

A primeira edição de O Último Sertanejo conta com 500 exemplares impressos e 164 páginas. Como contrapartida prevista no projeto contemplado pelo edital Literatura do Rio ao RJ, 100 exemplares serão destinados à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que fará a distribuição das obras entre bibliotecas públicas estaduais, ampliando o acesso do público à trajetória do poeta.

Os demais exemplares serão utilizados durante o lançamento e em ações de divulgação da obra, cumprindo um desejo do próprio Edilberto: fazer com que sua história e sua mensagem chegassem ao maior número possível de pessoas. Mais do que publicar um livro, o autor desejava compartilhar um testemunho de vida capaz de inspirar jovens e adultos.

O lançamento contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade para pessoas surdas e ensurdecidas. O Charitas dispõe de acessibilidade arquitetônica e a equipe do projeto recebeu treinamento em acessibilidade cultural, reafirmando o compromisso com uma cultura mais inclusiva e democrática.

Após a cerimônia, os convidados participarão de um pequeno coquetel. A entrada é gratuita e o público poderá receber exemplares do livro para conhecer de perto a história de um homem que encontrou na literatura e na arte um novo sentido para a vida.

Serviço Lançamento de "O Último Sertanejo" autobiografia de Edilberto José Soares 27 de junho de 2026 18h30 Charitas – Casa de Cultura José de Dome – Cabo Frio Entrada gratuita Distribuição gratuita de exemplares Intérprete de Libras: Pablo Moura Coquetel de confraternização

As únicas alterações feitas foram: adição de vírgula após "escrita" no terceiro parágrafo ("reunindo pessoas privadas de liberdade...") e remoção do espaço duplo antes de "intérprete" no penúltimo parágrafo. O restante do texto estava ortograficamente correto.
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			<title><![CDATA[Documentário "Guardiões da Memória" discute os desafios de preservar a história de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-20T10:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio ganhou esta semana mais um documentário focado em resgatar a história e as tradições locais. "Guardiões da Memória Cabofriense" busca registrar o passado do município jogando luz sobre as pessoas que guardam as lembranças da cidade. Lançado no último domingo (14), no YouTube (canal @dannielcoelho9216), o filme, que tem pouco mais de 25 minutos de duração, chega em meio a um debate importante. 

No mês passado, uma reportagem da Folha dos Lagos mostrou como a ausência de um Centro de Memória Municipal em Cabo Frio tem dificultado e desafiado o trabalho de pesquisadores locais. A falta de um espaço público centralizado foi um dos motivos para a criação do documentário, produzido por Danniel Coelho.

— A ideia principal de “Guardiões da Memória Cabofriense” surgiu da urgência em preservar histórias que estão se perdendo com o tempo. Cabo Frio não tem um Centro de Memória Municipal, e isso torna cada depoimento ainda mais vital - explicou Danniel.

Ele contou à Folha que o processo de escolha dos entrevistados seguiu uma linha bem definida e atenta à comunidade, “priorizando pessoas reconhecidas como referência de saberes e vivências”. Entre elas está Meri Damaceno, que desde 1984 atua como memorialista. Em mais de 40 anos de pesquisas, Meri já entrevistou cerca de 700 pessoas e reuniu mais de 300 horas de gravações em fitas cassete. Parte desse material foi publicado em cinco livros, que relatam causos e histórias de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Um deles é a segunda edição de "Cabistezas”, relançada em 2023 pela Sophia Editora.

O professor e historiador José Francisco de Moura (o Chicão) também participou do documentário. Ele relembrou pessoas que foram fundamentais para resguardar a história de Cabo Frio. Um deles foi Hilton Massa, advogado, fundador da extinta Rádio Cabo Frio AM, e que também colecionava histórias da cidade e da região.

– Sem pesquisadores, memorialistas, documentaristas e fotógrafos, Cabo Frio viveria na mais completa penumbra de sua história - revelou Chicão.

“Guardiões da Memória Cabofriense” também mostra a importância da imprensa local para resguardar a história de Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos. Em especial, o documentário cita a Folha dos Lagos. O editor Rodrigo Cabral contou que são mais de seis mil edições publicadas desde abril de 1990, e que todo o acervo está na Biblioteca Nacional. Localizada no Rio de Janeiro, ela é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, e também a maior biblioteca da América Latina.

Rodrigo também participa do documentário representando a Sophia Editora. Fundada em 2015, hoje ela é uma das maiores referências na valorização da literatura regional. Já são mais de 60 obras publicadas, grande parte sobre história, cultura e patrimônio locais e regionais.

Historiador, pesquisador e curador voluntário do Centro de Memória Olhar da Perifa, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, Pierre de Cristo é outro nome que participa do documentário produzido por Danniel Coelho. Desde 2015 ele atua com um olhar mais atento à história quilombola e da escravidão regional.

– Falar da memória é muito importante para termos a percepção de quem veio antes da gente. Fundamentar a memória é juntar uma colcha de retalhos para contar a história da nossa cidade - revelou. 

Outro entrevistado de “Guardiões da Memória Cabofriense” é o músico e memorialista Azul Puro Azul. Ele é fundador da antiga Casa de Cultura Som do Mar, fechada em 2020 durante a pandemia da Covid-19. Também é um dos produtores do quadro “Orgulhos da Terra”, do programa Amaury Valério (Rádio Ondas FM). No documentário Azul atua ainda como diretor, além de ser o responsável pela pesquisa e curadoria, junto com Danniel Coelho. As filmagens e fotografias ficaram por conta de Diego German. A edição coube a Diego Moreyra e Danniel Coelho. Toda a obra foi viabilizada pelo edital da Lei Paulo Gustavo. Segundo Danniel, esse incentivo financeiro foi fundamental para tirar o projeto de memória do papel.

Ele também contou que o retorno inicial do público tem sido bem positivo.

— Os comentários no YouTube, e mensagens no Instagram, mostraram que as pessoas entenderam a proposta do projeto, e se conectaram com a função social dele, que é apresentar essas figuras como guardiãs da memória de Cabo Frio - contou o produtor.

Além do lançamento no YouTube, Danniel contou que em breve o documentário também deve ser exibido nas escolas públicas. As datas dessas sessões escolares ainda serão divulgadas. À Folha, ele contou que esse tipo de trabalho cumpre uma função social indispensável para o futuro da sociedade local.

— Documentários de memória são mais do que registro, são ferramentas de pertencimento. Quando uma cidade entende de onde veio, ela decide melhor para onde vai. E “Guardiões” cumpre esse papel de ponte entre gerais. Se Cabo Frio ainda não tem um Centro de Memória, que cada obra como essa seja um tijolo dele - finalizou.
 
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		<entry>
			<title><![CDATA[Banda de Doom Metal de Cabo Frio representa o Brasil no Make Music Day com show ao vivo]]></title>
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			<updated>2026-06-19T18:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda Spectrummm, trio de Doom Metal formado em Cabo Frio (RJ), participa neste domingo (21) do Make Music Day, evento musical mundial que celebra o solstício de verão com apresentações gratuitas e abertas ao público em mais de 2.000 cidades de mais de 120 países. O show acontece na Mansinha da Tinta, estúdio e espaço cultural da cidade, a partir das 21h21, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da banda no YouTube (@spectrummmband).

Com uma década de atividade no cenário independente, a Spectrummm consolida sua identidade artística por meio de um som arrastado, denso e marcadamente em língua portuguesa — escolha estética que, segundo a banda, aproxima a mensagem do ouvinte e confere força às letras dentro de um gênero dominado pelo inglês.

O projeto nasceu em 2015 como uma vertente paralela do músico e guitarrista Christiano Guerra, que buscava explorar uma sonoridade mais lenta e visceral do que a oferecida por sua banda principal, de Blues Rock. A busca por peso e atmosfera resultou no encontro com o Doom Metal — subgênero do heavy metal caracterizado por tempos lentos, riffs graves e um clima sombrio e introspectivo.

A formação atual é inteiramente familiar: Christiano Guerra responde pela guitarra e voz; Adham Guerra, pela bateria; e Zach Guerra, pela segunda guitarra. A sinergia entre os três membros, segundo a banda, é o alicerce de sua identidade no palco e nas composições.

Make Music Day: de Paris ao mundo

O Make Music Day tem origem na França de 1982, quando Jack Lang, então ministro da Cultura do governo Mitterrand, idealizou um feriado musical para o solstício de verão. Batizado de Fête de la Musique — expressão que em francês significa tanto "festival da música" quanto "fazer música" —, o evento convida qualquer pessoa a tocar um instrumento ou se apresentar publicamente, gratuitamente, em espaços abertos como ruas, parques, telhados e vitrines de lojas.

O impacto na França é expressivo: cerca de 11% da população — aproximadamente 7 milhões de pessoas — já tocou ou cantou em público na ocasião, e 64% dos franceses, ou 43 milhões de pessoas, acompanham as apresentações todos os anos. Quatro décadas depois, o evento se espalhou pelo mundo e hoje é celebrado em mais de 2.000 cidades em dezenas de países.

Sobre o espaço - A Mansinha da Tinta, onde o show da Spectrummm será realizado, é um estúdio multifuncional em Cabo Frio que abriga gravações, ensaios e recitais, além de uma exposição permanente com obras do artista plástico Ivan Cruz. O espaço se propõe a integrar arte e natureza em um único ambiente.

Show da Banda Spectrummm
Data: 21 de junho (domingo)
Horário: 21h21
Transmissão: youtube.com/@spectrummmband
Instagram: @spectrummmband | @mansinhadatinta
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			<title><![CDATA[Forte São Mateus recebe nova edição do projeto "O Canto do Forte" e exposição artística]]></title>
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			<updated>2026-06-11T15:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Forte São Mateus, em Cabo Frio, sedia nesta sexta-feira (12) e no domingo (14), a partir das 16h, mais uma edição do projeto municipal "O Canto do Forte". O evento tem entrada gratuita e reúne apresentações de música ao vivo e exposições no espaço. Excepcionalmente neste sábado (13), a programação não será realizada devido à transmissão da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo.

O projeto teve início em janeiro deste ano e apresenta ao público artistas da região e diferentes estilos musicais. Em edições anteriores, o monumento recebeu DJs convidados e bandas de MPB e pop reggae. Para este fim de semana, a programação terá o DJ Sid e Bossa Lounge na sexta-feira (12) e a apresentação do Sunset Eletro Lounge no domingo (14).

Além das atrações musicais, o Forte São Mateus recebe a partir desta quinta-feira (11) a exposição "A Cidade Mais Bonita do Mundo", que permanecerá aberta para visitação até o dia 30 de junho. A mostra reúne cerca de 60 telas de produtores locais que retratam aspectos da cultura e cenários de Cabo Frio por meio de diferentes técnicas artísticas.

O Forte São Mateus é um patrimônio cultural tombado e funciona diariamente para visitação, das 9h às 17h, com acesso gratuito para moradores e turistas.
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			<title><![CDATA[Fun Fest estreia no Shopping Park Lagos nesta quinta-feira (11)]]></title>
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			<updated>2026-06-11T11:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De hoje (11) a domingo (14) o Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, recebe a primeira edição da “Fun Fest - Tributo às Lendas do Rock”, evento que irá reunir tributos a grandes nomes do rock nacional e internacional, como Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22, Charlie Brown Jr., Legião Urbana, Creedence Clearwater Revival e The Beatles.

A programação segue até domingo (14) no estacionamento do Shopping Park Lagos, sempre das 16h às 22h, com apresentações de artistas locais e regionais, que irão interpretar os principais clássicos do rock. A estrutura contará com praça de alimentação, tenda com mesas e cadeiras, área kids e espaços de convivência.

Além dos shows, o evento contará ainda com dois telões para a transmissão do jogo de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, no sábado (13), às 19h.

De acordo com a organização, a expectativa é de que a primeira edição do Fun Fest contribua para o fortalecimento do calendário de eventos da cidade e para a movimentação da economia local:

“O Fun Fest nasce com a proposta de valorizar a música ao vivo e também de movimentar a cidade, criando um ambiente de encontro entre famílias, moradores e turistas”, declarou o produtor do evento, Roger Vilela.

O Shopping Park Lagos fica na Avenida Henrique Terra, número 1.700, Palmeiras – Cabo Frio.  Confira a programação dos shows:

Quinta-feira (11 de junho)
20h – Tributo à Legião Urbana (Banda Ominia Vincit)

Sexta-feira (12 de junho)
18h – Tributo à Creedence Clearwater Revival
20h – Tributo à CPM 22 e Forfun (Banda Rust)

Sábado (13 de junho)
17h – Tributo à Rita Lee (Ju Feliciano)
19h – Transmissão do jogo Brasil x Marrocos
21h – Tributo à Pitty (Banda Equalize)

Domingo (14 de junho)
18h – Tributo aos Beatles (Cantor Vini)
20h – Tributo a Bon Jovi (Banda Sênior José)
 
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			<title><![CDATA[Livro infantil resgata patrimônio de Cabo Frio através dos olhos de um menino com deficiência]]></title>
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			<updated>2026-06-10T17:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta-feira (12), às 18h, o Museu José de Dome (Charitas), no Centro de Cabo Frio, vai sediar o lançamento do livro infantil "As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio". Escrito pela professora da rede municipal, Letícia Sardinha, a obra une inclusão, amizade e o resgate do patrimônio histórico local em uma narrativa voltada para as crianças.

Com 40 páginas ilustradas pelas mãos de Juliana Afonso, e publicado pela Editora Biaju, o livro acompanha a jornada de Antônio, um menino com deficiência nas pernas que mora na histórica Vila da Passagem. A rotina do protagonista se transforma completamente quando um grupo de crianças se une para criar formas criativas de incluí-lo em suas brincadeiras. 

À Folha, Letícia contou que o nome do personagem principal não foi escolhido ao acaso: Antônio é uma homenagem ao escritor cabo-friense Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado o primeiro romancista brasileiro.

Ao longo das páginas, as brincadeiras e aventuras do grupo de amigos servem de condução para que os pequenos leitores descubram a riqueza do patrimônio cultural e histórico do município. Elementos marcantes da identidade cabo-friense, como a Praia do Forte, o Forte São Mateus, as salinas, a Igreja de São Benedito, o Convento Nossa Senhora dos Anjos e o Morro da Guia são integrados à poesia do texto. A proposta de Letícia Sardinha, que atualmente cursa mestrado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) na área de literatura infantil e inclusão, é despertar nas crianças o sentimento de pertencimento e o amor pela própria terra.

– É uma obra que celebra a infância, a inclusão e o poder transformador da amizade - explicou

A preocupação com a acessibilidade vai além da temática da história: ela também se reflete na própria estrutura física do livro. A obra conta com um código QR Code na contracapa, que direciona o leitor para um vídeo no YouTube. Lá, a história ganha vida com a narração em áudio feita por Letícia, e interpretação simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras) realizada por Stefany Rocha. O recurso garante que crianças cegas, surdas ou com restrições de leitura tenham pleno acesso ao universo poético criado pela escritora.

"As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio" é o terceiro livro escrito por Letícia Sardinha. Ela também é autora de “Ana Buziana” (que narra a história de uma menina preta, surda e cheia de imaginação na cidade de Armação dos Búzios), e “Raimundo Resmungo” (a história de um menino resmungão que está sempre em busca de uma boa história). 
 
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			<title><![CDATA[Olhar da Perifa cria Centro de Memória para contar história silenciada de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-08T10:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Enquanto a ausência de um Centro de Memória municipal deixa a história oficial de Cabo Frio em um limbo institucional, um grupo do Grande Jardim Esperança se movimentou para preencher essa lacuna. Fruto do Edital de Fomento à Cultura da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do edital de Pontos de Cultura, o Centro de Memória Afro-Indígena Olhar da Perifa foi inaugurado no dia 25 de março, e funciona no CIEP 458 Hermes Barcelos. 

O projeto surgiu a partir das oficinas e aulas de fotografia do coletivo Olhar da Perifa. As atividades eram voltadas para jovens da rede pública, que usavam as lentes como expressão de crítica social. A iniciativa ganhou corpo com a integração da pesquisa de mais de uma década desenvolvida pelo historiador Pierre de Cristo. O mapeamento dos pontos históricos situados do outro lado da ponte Feliciano Sodré, conduzido por ele em passeios que reuniram os jovens da oficina, estudantes da rede pública e usuários do CRAS do Jardim Esperança, revelou as memórias do extinto telégrafo, da estação de trem da Avenida Wilson Mendes, da antiga fábrica de cerâmica e das salinas. A ação foi o pontapé que faltava para democratizar uma narrativa frequentemente negligenciada.

– O Centro de Memória Afro-indígena não é um centro de memória municipal geral. Ele atua com fragmentos voltados à história da escravização africana e indígena, que dialoga com a história geral da cidade de Cabo Frio. Não podemos apagar a história dos povos originários e tradicionais dentro da história geral da cidade. Neste sentido, o Centro de Memória Afro-indígena tem suas raízes primárias no segmento africano, indígena e no histórico do território do Jardim Esperança – detalhou Pierre de Cristo, que atua como curador voluntário do espaço.

Embora a estrutura funcione de maneira comunitária dentro de uma escola pública, a amplitude do acervo rebate a lógica de que o conhecimento de qualidade reside apenas nos centros urbanos. São mapas detalhando antigas fazendas escravocratas, inventários que listavam negros e indígenas como bens, e registros de navios negreiros que desembarcaram na região da Baixada Litorânea.

– A amplitude é enorme, pois é um trabalho desenvolvido há muitos anos, com pesquisas nas principais instituições do Brasil, como Museu Nacional, Arquivo Nacional, Museu da Justiça, entre outros, onde existe uma grande parcela de documentação sobre o tema afro-indígena, que faz parte da história oficial da cidade de Cabo Frio. E isso dialoga inteiramente com a história da cidade, uma vez que estamos falando sobre a escravização de seres humanos que vieram pela diáspora para construir essa cidade, casas, ruas, economia. Fizeram a riqueza desta cidade com mão de obra de seres humanos que foram escravizados. Desta forma, sempre vão dialogar com toda a cadeia política, social e institucional da cidade – argumenta Pierre.

O acervo físico conta com cerca de 500 livros doados do acervo pessoal de Pierre, com a temática afro-indígena. São obras não só de autores negros, mas também de pesquisadores e historiadores que lançaram obras relacionadas à escravização afro-indígena. Há também doações expressivas, como a linha do tempo da história africana cedida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), o catálogo da trilogia da Pequena África do Instituto Pretos Novos (IPN) e materiais da Fundação Palmares. Recentemente, o espaço recebeu uma visita técnica e o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A montagem técnica e a catalogação do material receberam o apoio acadêmico de Thamires Oliveira, responsável pelo acervo de Dona Urozina no Museu da Maré, no Rio de Janeiro. A base histórica também foi enriquecida de maneira espontânea por pesquisadores independentes.

– Não houve seleção de parceiros. Simplesmente pessoas acreditaram em nosso projeto. Entendo que era mais do que necessário falarmos sobre esses povos que foram apagados da história de forma proposital. Pouco se fala sobre a escravidão em Cabo Frio. Neste sentido, ganhamos muitos parceiros pelo Brasil afora, e que estão a cada dia mais envolvidos no Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa – pontuou o curador.

Responsável pela supervisão técnica do Centro de Memória comunitário, Thammy Carvalho contou à Folha que entre os parceiros do espaço também estão a Coletiva Gecay, de São Pedro da Aldeia, que reúne mulheres historiadoras e pesquisadoras. Citou, também, o apoio de Maria Werneck, filha do historiador Márcio Werneck, que doou grande parte do acervo manuscrito para o espaço. Segundo Thammy, “Márcio foi um grande jornalista e fotógrafo que registrou essa parte da escravização afro-indígena na região”.

Apesar de contar com relíquias materiais impressionantes (incluindo um giramundo, antigo objeto de ferro utilizado para torturar e castigar os escravizados que tentavam fugir), Thammy aponta que o projeto enfrenta barreiras invisíveis impostas pela própria elite intelectual da cidade.

– Nós publicizamos todo o processo de formação. Fomos nas rádios, nos jornais, a Folha dos Lagos fez divulgação, temos as nossas redes sociais. O espaço foi divulgado para pessoas do Rio que vieram na inauguração. Tivemos a presença do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, instituição com 37 anos de atuação em pesquisas sobre culturas negras, além de representantes do Pescarte, pessoas de Búzios, São Pedro e Araruama. Acho que as pessoas que não vieram, ou não tiveram agenda para vir, ou que desconhecem a proposta, não querem atravessar a ponte. Muitas vezes existe um certo preconceito em atravessar a ponte para acessar o conhecimento – desabafa Thammy Carvalho.

A supervisora técnica do Centro de Memória é categórica ao definir o fenômeno social que cerca a invisibilização da periferia.

– A gente fala muito sobre o racismo epistêmico, que justamente descredibiliza qualquer forma de conhecimento vindo de áreas periféricas, de pessoas negras, de territórios majoritariamente constituídos por pessoas negras ou periféricas. A gente precisa pensar, também, que há uma grande vontade de não tornar esses espaços visíveis. Infelizmente, tem sim uma classe que não gostaria de estar da ponte para cá. O Centro de Memória foi feito por muitas mãos, foi fruto de muito trabalho, de organização. Foi feito com dinheiro público e tudo foi prestado contas. É importante ressaltar o trabalho voluntário do Pierre, e o trabalho de esforço manual que nós tivemos de levar os livros, montar, pensar as mesas e a iluminação dentro das condições possíveis porque estamos dentro de um Ciep. É o Ciep fazendo seu papel fundamental de acolher a comunidade. Acho que falta, também, o esforço dos pesquisadores, historiadores e da classe artística de divulgar o que tem na periferia. Isso é notório, já que a gente também nem tem um espaço cultural efetivo municipal da ponte para cá. A gente tem espaço cultural da ponte para lá, como o Palácio das Águias, o próprio Charitas e outros pontos – critica a supervisora.

Essa descentralização promovida pelo Olhar da Perifa se estende para além das fronteiras municipais, servindo como base teórica que poupa pesquisadores de viagens longas até a capital do estado.

– O Centro de Memória preenche uma grande parte da história não só de Cabo Frio. Muitas pesquisas aqui são sobre Araruama, São Pedro da Aldeia, Búzios... A importância do Olhar da Perifa e do Centro de Memória é imensa porque eles democratizam o acesso ao conhecimento e à informação de forma descentralizada. Isso quer dizer que o acesso ao conhecimento não vai estar só no Centro, ele também vai estar na periferia. O acesso que se buscaria no Rio para pesquisa de mestrado, doutorado, ou simplesmente para conhecer a história, hoje a gente tem grande parte aqui – reforça Thammy Carvalho, refutando qualquer tentativa de rotular a iniciativa como meramente temática. “Compreendendo que o Centro de Memória não é somente do Jardim Esperança: ele está localizado no Jardim Esperança, assim como o Charitas está localizado no Centro de Cabo Frio. Tornar isso como uma coisa temática é inferiorizar toda uma história que constituiu a história de uma região. Não é um trabalho temático, é um trabalho histórico. E para garantir que todos tenham acesso a esse direito, já estruturamos ações para receber o público: as visitas acontecem por agendamento prévio (Instagram @coletivoolhardaperifa), sempre às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h”, explicou Thammy.

O esforço está sendo reconhecido. A resposta do público e da comunidade acadêmica tem surpreendido a equipe. Segundo Pierre, o espaço tem recebido visitas de escolas públicas, privadas e universidades interessadas em explorar essa fatia cronológica.

– A procura tem sido bem grande, estamos até surpresos. É um tema que está sendo cada dia mais descortinado por historiadores e pesquisadores pelo Brasil e pelo mundo. Temos feito muita divulgação e estamos tendo retorno ampliado. Semana passada, a convite do Museu da Justiça, fomos palestrar justamente sobre o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. E temos recebido outros convites de instituições acadêmicas. A história afro-indígena, e do próprio território, vai sendo construída aos poucos, e estamos felizes por democratizar a cultura no bairro do Jardim Esperança – celebra Pierre de Cristo.

Para os interessados em colaborar, a instituição mantém critérios rígidos de seleção para novas doações, focando no enriquecimento consciente do acervo. A prioridade, segundo Pierre, é para livros de temática racial e antirracista, além de peças artísticas ligadas ao movimento negro, e registros históricos locais (como fotografias antigas ou jornais) das comunidades do Jardim Esperança, que podem ser doados definitivamente, ou cedidos temporariamente para digitalização e catalogação.


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			<title><![CDATA[Teatro de Cabo Frio deve ser inaugurado em agosto, no aniversário de 29 anos do espaço]]></title>
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			<updated>2026-06-06T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltam cerca de três meses para a conclusão da reforma do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio. Apesar da boa notícia, um fantasma continua rondando a cidade: a falta de planejamento para a efetiva reabertura do espaço. Em maio, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha que as intervenções estruturais estão entrando na reta final, com previsão de entrega para agosto deste ano. No entanto, o governo municipal mantém silêncio absoluto sobre o que acontecerá após o recebimento do prédio.

Há meses o jornal vem questionando a Prefeitura de Cabo Frio sobre o cronograma de reabertura do espaço, fechado há quase 10 anos por conta de problemas estruturais e de segurança. Nas últimas semanas foram formalizados novos questionamentos sobre o prazo estimado para reabertura dos portões ao público, e sobre possíveis ações, editais ou espetáculos planejados pela Secretaria de Cultura para a solenidade de reinauguração. Novamente, nenhuma resposta foi enviada. Mas, durante as celebrações do Dia da Dança, na Praça Porto Rocha, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, teria anunciado a intenção de entregar o espaço cultural no próximo dia 14 de agosto. A data escolhida coincide com o aniversário de 29 anos de fundação do teatro.

O vácuo de informações oficiais contrasta com o cronograma detalhado apresentado pela fundação estadual. Segundo a Faetec, setores vitais como backstage, cobertura, área administrativa, banheiros e o sistema de climatização já foram concluídos. O Termo de Cooperação Técnica firmado em 2025 prevê que, além de receber espetáculos, o teatro com capacidade para 235 lugares funcionará como um centro de formação profissionalizante, oferecendo cursos gratuitos como Formação Inicial de Ator, Assistente de Cenografia e Maquiador Cênico.

A falta de posicionamento da prefeitura gera incertezas sobre a agilidade desse processo de reabertura do espaço. Isso porque, historicamente, o teatro sofre com prazos descumpridos desde que foi interditado, em 2017. Logo no início da atual gestão, em janeiro de 2025, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a ventilar uma reabertura para o segundo semestre do ano passado, o que foi seguido por sucessivos adiamentos internos ao longo dos meses, incluindo previsões frustradas para o fim de ano passado e para o pós-carnaval deste ano.

Em 2023 a Folha chegou a lançar a campanha #euqueroteatro. O objetivo era o de cobrar a reabertura do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. A ação recebeu apoio do ator Oscar Magrini, que já se apresentou duas vezes no espaço, a convite do produtor cultural Olavo Carvalho.

— O teatro de Cabo Frio é um grande teatro. Olavo Carvalho, meu amigo, já me levou aí, e fiz duas apresentações. É um teatro fantástico. Cabo Frio tem um teatro maravilhoso, e eu quero esse teatro aberto — pediu o ator.

Quem também apoiou a campanha foi o ator Nelson Freitas.

— Tô sabendo que existe um esforço para trazer de volta o Teatro Municipal de Cabo Frio. Eu sou um dos maiores apoiadores, até porque eu comecei praticamente a minha carreira solo lá no teatro. Eu acho esse teatro uma graça. Então, por favor, vamos valorizar a cultura da Região dos Lagos. Vamos valorizar o teatro. E vamos fazer com que o Teatro Municipal de Cabo Frio seja aberto — conclamou o ator.

Também por conta da campanha #euqueroteatro, o produtor cultural Olavo Carvalho contou à Folha sobre a recepção calorosa que a plateia deu ao Nelson Freitas.

— Ele já era um cara consagrado, mas ainda não havia experimentado um stand up. Eu o convenci de fazer esse stand up no Teatro Municipal de Cabo Frio. Nós sentamos num bar, fizemos um roteiro, tudo improvisado, com músicas, com piadas, com contos, e o Nelsinho foi lá e ficou quase três horas no palco, para nosso espanto. A plateia não queria o deixar sair do palco. Aí ele sentiu que tinha força e poder para estar no palco sozinho. Então, vamos reabrir o Teatro Municipal de Cabo Frio para que outros atores possam ter o privilégio de subir naquele palco. A arte agradece — afirmou Olavo.
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			<title><![CDATA[Espetáculo "O Dia da Visita" será apresentado nesta sexta (5) no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-04T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos apresenta, nesta sexta-feira (5), às 18h, o espetáculo teatral “O Dia da Visita”. A apresentação será na Casa de Cultura Charitas, no Centro de Cabo Frio. A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura por meio da distribuição gratuita de 40 ingressos ao público.

Com texto e direção do dramaturgo Anderson Macleyves, a montagem mergulha nas complexidades das relações humanas diante da passagem do tempo e da inevitabilidade da finitude. Em cena, um encontro aparentemente simples revela sentimentos reprimidos, memórias mal resolvidas e afetos que resistem ao desgaste da vida.

Transitanto entre o humor ácido, a ironia e a delicadeza emocional, a narrativa constrói um retrato profundamente humano sobre o desejo de amar, rir, confrontar e permanecer vivo mesmo quando tudo parece caminhar para o fim. A peça propõe ao espectador uma experiência intensa, sensível e provocadora, conduzindo o público a refletir sobre os vínculos que persistem apesar das ausências e das perdas.

O elenco reúne os atores Waltão Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Sabrina Gabriela, em performances que equilibram emoção, tensão e leveza, reforçando a potência dramática do texto.

Além de fortalecer a cena teatral local, o espetáculo reafirma a importância da arte como espaço de encontro, reflexão e pertencimento. Os ingressos gratuitos serão distribuídos presencialmente na entrada do Charitas, a partir das 17h, obedecendo à ordem de chegada.

SERVIÇO
Data: 05 de junho
Horário: 18h
Local: Casa de Cultura Charitas
(Praça Porto Rocha, Centro – Cabo Frio/RJ)
 Ingressos: 40 cortesias gratuitas distribuídas no local a partir das 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: (22) 99951-7331
Realização: Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos
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			<title><![CDATA[Escritora de Iguaba Grande será tema de apresentação na Feira Literária da cidade]]></title>
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			<updated>2026-06-03T10:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora e jornalista Andrea Morais, autora dos livros "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" e "Aninha, Robertinho e as Pipocas", terá sua história contada na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG) através da apresentação da Escola Municipal Sapeatiba Mirim. O primeiro livro da autora foi publicado em 2016. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de julho, a partir das 8 horas, na Praça da Estação, no Centro de Iguaba. 

Este ano a FLIG terá a valorização da mulher no mundo da literatura como foco das apresentações escolares. O tema "Quando elas escrevem, o mundo lê: um século de encantos literários" vai contemplar o período de 1926 a 2026, e surge como uma proposta pedagógica que visa destacar a contribuição das mulheres escritoras na construção da literatura ao longo dos últimos 100 anos. A ideia é valorizar a produção literária feminina ao longo desse século e ressaltar a contribuição das escritoras para a cultura, a educação e a formação crítica da sociedade. 

O projeto, estruturado pela Secretaria Municipal de Educação de Iguaba Grande, também pretende valorizar mulheres que, historicamente, enfrentaram desafios para publicar suas obras e conquistar reconhecimento no campo literário. O projeto estabelece ainda um diálogo entre a literatura feminina e o universo dos contos de fadas, preservando o encanto dessas narrativas e promovendo releituras que evidenciem o protagonismo feminino, a autonomia e a força das personagens.

O nome de Andrea foi sugerido como tema da escola pela professora Renata Monteiro. A educadora já utilizava os livros da escritora com os alunos do 4° e 5° ano do Ensino Fundamental. Com a aprovação pela Orientação Pedagógica e direção escolar, agora todos os 216 alunos do 1° ao 5° ano trabalharão com os livros da escritora de Iguaba Grande. Todo o estande da E.M. Sapeatiba Mirim, e as apresentações dos alunos da escola na feira literária, serão sobre os dois livros de Andrea.

– Estou muito gratificada por receber esta homenagem. Esta é a terceira escola a trabalhar com meu livro, na cidade. A primeira foi a E.M.Paulino Pinto Pinheiro, em 2018, com os 400 alunos da educação infantil ao 5° ano. Em 2025 a E.M.Eliane dos Santos Tavares trabalhou com os 129 alunos do 6° ao 9° ano. E este ano a E.M. Sapeatiba Mirim está trabalhando com os dois títulos e, ainda me fazendo esta homenagem em vida. É muita alegria, muita emoção. Estes livros foram escritos para serem trabalhados em sala de aula, utilizando a transversalidade, para corroborar com a formação social humana e cultural. E quando vejo acontecer, é um sonho realizado. É um prazer enorme estar nas escolas, com os alunos, e acompanhar o trabalho desenvolvido. Estive em todas as escolas que trabalharam com meus livros, e as minhas observações, somadas as sugestões que recebi das professoras, orientadoras pedagógicas e educacionais, me levaram a produzir a segunda edição em dois volumes do "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" para atender a todas as idades - explicou a autora.

A FLIG de Iguaba Grande já está consolidada no município como um espaço de encontro entre leitura, criação, memória e comunidade. Em 2026 o evento propõe uma viagem pelo tempo a partir da rica produção literária nacional e internacional. O objetivo é fortalecer a formação de leitores e valorizar o papel da escola pública como promotora de cultura, com estímulo ao protagonismo dos estudantes e com o fortalecimento da relação entre escola, cultura e comunidade. 

Além dos stands das escolas homenageando escritoras locais, as unidades escolares também participarão com apresentações no palco principal, e ainda com mostras culturais, oficinas e concurso de recital de poesia sobre o tema da FLIG.
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			<title><![CDATA[Ausência de Centro de Memória Municipal em Cabo Frio desafia pesquisadores]]></title>
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			<updated>2026-05-31T12:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Apesar de ostentar o título de cidade mais antiga da Região dos Lagos e uma das primeiras do país, Cabo Frio enfrenta um apagamento histórico devido à falta de um espaço público dedicado à preservação de sua identidade. O debate sobre a urgência de um Centro de Memória público ganhou força recentemente, durante as mesas de discussão do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, o FINCCA. O produtor cultural e organizador do evento, Lucas Müller, disse à Folha que o festival trouxe a população para o debate sobre a preservação e apontou a gravidade da situação atual.

— Hoje Cabo Frio não tem um único centro de memória sobre o nosso povo, saberes ancestrais, cultura material e imaterial, acervos de jornais, revistas, fotos digitalizados... Não há nenhum espaço físico sobre absolutamente nada da nossa história. Em nossos monumentos históricos também não há guias locais, placas explicativas, fotos importantes... Tudo é um grande vazio, uma espécie de limbo. Quando pensamos num centro de memória público para o audiovisual é por essa urgência, de tudo o que se perde e se perdeu sobre a memória da cidade - revelou

Essa dispersão afeta diretamente a riqueza audiovisual do município. Durante o FINCCA, pesquisadores do Laboratório de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense exibiram arquivos inéditos e homenagearam Gerson Tavares, primeiro cineasta brasileiro a rodar um longa-metragem na cidade, com o filme "Antes, o Verão", em 1968. Outras obras clássicas do cinema nacional, como "Areias Ardentes", de 1952, e "Os Cafajestes", de 1962, também utilizaram o cenário local, mas Lucas lamenta o destino desses materiais.

— A história audiovisual de Cabo Frio não está em Cabo Frio; está em São Paulo, na Cinemateca Brasileira; no Rio, no Arquivo Nacional; no Museu de Arte Moderna; no Centro Técnico Audiovisual; no Museu da Imagem e do Som, entre outros. Os cabo-frienses e moradores da cidade não têm sua história preservada. Ela está destruída e apagada por sucessivos governos que não pensam na cultura ou em um turismo de qualidade, e pela falta de iniciativa privada - pontuou.

Inaugurado em março deste ano no Jardim Esperança, o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa nasceu da vontade de ajudar a preencher essa lacuna. O espaço comunitário tem curadoria voluntária do historiador Pierre de Cristo e supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré. Ele funciona no CIEP Hermes Barcelos (Estrada Velha de Búzios, n° 1), e já conta com doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

Outro suporte para quem busca resgatar a história regional a partir da década de 1990 está no setor privado, mais especificamente na sede Folha dos Lagos, no Centro de Cabo Frio. Fundado em abril de 1990, o veículo mantém sob seus cuidados um arquivo físico com cópias de todas as mais de seis mil edições publicadas desde a sua fundação. No entanto, para investigações de períodos anteriores a essa data, os pesquisadores dependem de esforços individuais e recursos próprios para que as memórias não desapareçam. O professor de história, escritor e pesquisador José Francisco de Moura, o Chicão, revela o seu temor com o atual cenário.

— Eu sempre compro material justamente porque o meu receio é se perder, já que não temos um arquivo, um Centro de Memória, um museu. Não temos nada que guarde a história da cidade, como estamos fazendo lá em Búzios: um Centro de Memória que vai ter as fotos antigas, citações em jornais. Nós vamos disponibilizar isso tudo na internet, então, é um trabalho que não para. Inclusive já recebemos muitas  por lá. O Centro de Memória de Búzios, e a Fundação Dom João, em Friburgo, são exemplos que deveriam ser seguidos por Cabo Frio, mas ninguém tem interesse em nada aqui - lamenta o historiador.
O esforço individual dos historiadores de Cabo Frio contrasta com a realidade de Armação dos Búzios, que caminha para a estruturação de seu próprio acervo, com parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Sem esse suporte institucional em Cabo Frio, o professor Chicão desabafa afirmando que, "como ninguém tem interesse em nada", vai fazendo sua coleção particular, assim como o pesquisador Achilles Pagalidis. Chicão alerta que se não fizessem "esse barulho, tudo já teria ido para o lixo”.

A lentidão do poder público cabo-friense em implementar uma estrutura semelhante à de Búzios é endossada pelo também professor de história, escritor e pesquisador Luiz Guilherme Scaldaferri. Ele pondera que Cabo Frio possui um corpo de historiadores com alta qualificação acadêmica, mas que esbarra na falta de incentivo. Scaldaferri lembra que existe no município um conjunto de legislações locais que obriga o ensino da história de Cabo Frio nas escolas da rede municipal, e também cobra esse conteúdo em concursos públicos. Mas, segundo ele, o descaso de mais de 25 anos, e as péssimas condições de trabalho nas estruturas escolares, sabotam a aplicação prática da lei. Para ele, o espaço proposto transformaria a realidade socioeconômica da região.

— Eu penso que o Centro de Memória seria muito importante para o desenvolvimento econômico e social de Cabo Frio. A gente teve aí, no Festival de Cinema, uma série de discussões, de exibição de filmes, de curtas, cujo cenário era a cidade, cujas histórias se passavam na cidade. E isso é importante porque o Centro de Memória seria um catalisador de produções de obras e de mão de obra cultural. A gente, por exemplo, está há mais de 10 anos com o teatro fechado, e esse teatro que já não comporta mais o tamanho de uma cidade com quase 300 mil habitantes. Então, o Centro de Memória poderia também servir para isso, para gerar emprego, gerar desenvolvimento socioeconômico para a cidade - defendeu o professor.

A necessidade de centralizar as expressões artísticas em um ambiente público e acessível também é defendida abertamente pela classe musical da cidade. O cantor, compositor e poeta Azul Puro Azul reforça a importância desse tipo de registro ao afirmar que a intenção é "manter isso tudo vivo" e fazer com que as próximas gerações tenham acesso ao patrimônio histórico e artístico. Ele defende que ter um local centralizado facilitaria muito todas as pesquisas. 

— Eu costumo sempre falar que se a gente não souber de onde está vindo, também fica com uma dificuldade de entender onde quer chegar. É como se a gente estivesse vagando no espaço. Fica muito a questão individual de cada artista. Acho que para um fortalecimento da cultura regional, entender a história como um todo fortalece todos nós. E locais como centros de memória trazem essa força da coletividade. Ter um Centro de Memória em Cabo Frio seria um passo importante para que a gente consolide a cultura cabo-friense como um rico produto para a nossa comunidade. Inclusive como um turismo cultural para que os visitantes também tenham a possibilidade de conhecer mais sobre a nossa rica história - explicou.
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, encerra projeto "N'GOMA IAIÁ!" com grande cortejo no Canto do Forte]]></title>
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			<updated>2026-05-29T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após meses de muitos encontros, ensaios e aprendizado, o Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT conclui o projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", com um grande cortejo, neste domingo (31), a partir das 16h, no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio.

A apresentação terá as coreografias e manifestações culturais trabalhadas ao longo dos últimos meses, durante as oficinas de percussão feminina e de dança, realizadas no espaço GRIOT, e os três ensaios abertos, no Boulevard Canal. Além das rodas de Jongo, Coco e Ciranda, haverá ainda apresentações de Maracatu e de danças alusivas aos orixás. A produção do cortejo é do GRIOT e do Tambor de Iaiá.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, e em escolas da rede pública de Cabo Frio.

A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O projeto tem o apoio da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

SERVIÇO:

Cortejo do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!"
Data: 31/05/26 (Domingo)
Horário: 16h
Local: Canto da Praia do Forte 

Em caso de chuva, o evento será adiado e uma nova data será informada nas redes sociais do GRIOT.

Sobre o GRIOT:

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas. 

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Filme russo é o vencedor do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-23T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após quatro dias de muitas atividades sobre a sétima arte, o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA) chegou ao fim no último domingo (17). Ao todo foram inscritos 181 filmes de oito países (Espanha, Itália, Alemanha, Portugal, Rússia, Quênia, Argentina e Brasil) e três continentes (América, Europa e África), além de 226 de fotografias e 90 de poesias. Desse total, 33 filmes foram selecionados para exibição (10 longas-metragens e 23 curtas e médias), todos com a temática do mar. Foram mais de 22 horas de exibição cinematográfica entre os dias 14 e 17 deste mês. Também foram selecionadas 20 fotografias para a exposição “Retratos do Mar”, e 10 poesias para a mostra “Poesias do Atlântico”. O resultado, segundo os organizadores, superou as expectativas, com todas as nove sessões de cinema (mostras nacionais e internacionais) e sete mesas de debate praticamente lotadas.

O grande vencedor da mostra competitiva foi o longa-metragem russo “Névoa” (Fog), da diretora Natalia Gugueva. O filme, que já havia sido um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Moscou, levou o Prêmio Tartaruga Aruanã de Melhor Filme do FINCCA, e também acumulou o título de Melhor Roteiro. 

– Sou muito grata ao festival e aos membros do júri, que avaliaram tão positivamente o nosso trabalho e premiaram nosso filme “Névoa”. Ele fala sobre a difícil escolha de uma mulher entre seu homem amado e sua filha. É uma história de amor e ódio, de culpa e perdão entre pessoas próximas. Filmamos no norte da Rússia, na Tundra Ártica, em condições climáticas adversas, na estação meteorológica mais antiga do mundo, que existe há mais de 130 anos, e ainda está em funcionamento. Era muito importante pra gente criar uma sensação de documentário no que estava acontecendo. Por isso, mergulhamos nossos atores nessas condições climáticas difíceis, e tentamos criar a sensação de ilha deserta, onde nossos personagens pudessem mergulhar profundamente em sua alma e coração, estando longe de toda comunicação, e da civilização, para resolver as questões mais profundas e importantes da sua existência. Mais uma vez, agradeço, sinceramente, pela tão alta avaliação do nosso filme. Tudo de bom a todos – disse a diretora Natalia Gugueva. 

Além da entrega pessoal dos troféus aos diretores, poetas e fotógrafos vencedores, o Festival também recebeu depoimentos em vídeos enviados por diretores e atores de outros estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Ceará, e países como Espanha e Rússia. Um deles foi do diretor cearense Armando Praça, de “Fortaleza Hotel”, filme vencedor de Melhor Longa Nacional e Melhor Direção de Arte.

– Para mim é uma honra, e uma alegria enorme, estar sendo premiado duplamente nesse festival que está nascendo agora. Quero agradecer profundamente ao júri, ao FINCCA, ao público que compareceu às sessões. Parabenizar a iniciativa de mais um espaço de difusão do audiovisual brasileiro – comemorou.

Outro filme que ganhou destaque no festival foi o espanhol “Quando o Rio vira Mar” (Quan un riu esdevé el mar), que levou dois prêmios: Melhor Direção para Pere Vilá Barceló, e de Melhor Atuação (entre atores e atrizes) para Clau Hernández, protagonista do longa-metragem. A produção já havia conquistado título de Melhor Filme (Violette d&#39;Or), Melhor Roteiro e Melhor Ator para Alex Brendemühl no Festival de Cinema Espanhol de Toulouse (Cinespanã), na França, além de ter sido premiado no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, o maior festival de cinema da República Tcheca e o mais prestigiado da Europa Central e Oriental.

– Estamos muito agradecidos, de verdade, tanto pelo prêmio de direção quanto para Claud Hernández. Foi um trabalho de muitos anos de colaboração, com muitas associações de mulheres aqui da Espanha, que deram seu testemunho doloroso do que viveram, de violência machista. E o resultado de tudo isso foi este filme. Toda equipe quer agradecer pelo acolhimento e por estes prêmios. Muitíssimo obrigado e um forte abraço aqui da Espanha – disse o diretor Pere Vilá Barceló. 

Além do prêmio do FINCCA, a protagonista de “Quando o Rio vira Mar”, Clau Hernández, já havia levado o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Europeu de Lecce, em 2025, na Itália. Ela também enviou vídeo falando do trabalho, e da mensagem que a produção tentou passar.

– Muito obrigada por este prêmio. Estou profundamente grata ao festival FINCCA por isso. Também queria dizer que pude entregar essa atuação graças a todas as mulheres que compartilharam comigo suas histórias de serem sobreviventes de situações de violência de gênero. Representar todas as pessoas que vivenciaram essa situação, espero ter conseguido. Acho que este filme é muito necessário no momento atual, quando há tanta violência acontecendo. Este trabalho é sobre realmente passar por esse processo e ser capaz de se conectar com as pessoas, com amor e de coração, sem usar a violência ou medo com os outros. Então, muito obrigada pelo prêmio. Não estou aí esta noite, mas espero que possamos nos encontrar pessoalmente algum dia. Muito obrigada – disse a atriz.

Coordenadora-geral do FINCCA, Marina Makhohl disse à Folha que o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio foi marcado pela alta qualidade dos trabalhos, dos debates e da participação do público. Ela também deixou no ar a possibilidade de novas ações.

– O FINCCA foi, realmente, um sucesso em todos os aspectos. Tivemos sessões na Universidade Veiga de Almeida e na UERJ, e mesas de debates que foram interessantíssimas, com os diretores dos filmes ou representantes. Foi muito participativo, muito bem trabalhado, com pessoas muito interessadas. Elas saíam de todas as sessões elogiando e agradecendo muito pela iniciativa, e isso foi muito gratificante. Na Casa Scliar também tivemos todas as sessões lotadas. Além dos filmes, a gente também teve as fotografias no Museu de Arte Religiosa e Tradicional, umas mais lindas que a outra. As poesias ficaram expostas na Casa Scliar. Então, tivemos essas três frentes paralelas de mostra competitiva. 
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema Internacional de Cabo Frio começa nesta quinta (14) segue até domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T21:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema, a literatura, a música e as artes visuais se encontrarão a partir desta quinta-feira (14) na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). Até domingo (17) haverá mostras competitivas nacionais e internacionais com filmes do Brasil, Espanha, Portugal, Quênia e Rússia, música ao vivo, exposições de fotografia e poesia, além de mesas de debate com cineastas, pesquisadores, roteiristas, atores e professores convidados.

Entre os destaques estão a participação da atriz Simone Spoladore, dos diretores Eduardo Nunes e Adolfo Rosenthal, do roteirista Guilherme Sarmiento e do pesquisador Rafael de Luna. Com o mar como eixo temático central, o festival promove uma ampla programação cultural gratuita em diversos espaços da cidade, como o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), a Casa Scliar, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro, para eu atuar, é como mergulhar no mar - disse Simone Spoladore.

Diretor do filme “Sudoeste”, que foi gravado em Cabo Frio, Eduardo Nunes reforçou a importância do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio

– Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem, e assistir a estes filmes numa tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - pontuou.

O festival tem início nesta quinta-feira (14), às 10h, com a abertura da exposição fotográfica “Retratos do Mar” no Mart. Na parte da tarde, às 16h, a Casa Scliar recebe a exposição literária “Poesias do Atlântico”, acompanhada pelo cortejo do coletivo de mulheres de maracatu “Ventarolas”. No mesmo horário, as mostras cinematográficas começam a movimentar a cidade: a UERJ recebe a Mostra Nacional 1, com os filmes “Onde a Maré Leva”, “Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro”, “Costão Rochoso”, “Guardiões da Terra” e “Manguezais da Região dos Lagos”, além da Mostra Internacional 1 com “Youth Pawa” e “Amazônia Azul”. Simultaneamente, na UVA, ocorre a Mostra Nacional 2 com as obras “A.mare” e “Fortaleza Hotel”. A noite de quinta segue com o lançamento do documentário “Orgulhos da Terra” e debate com o diretor Azul Puro Azul na UVA, às 18h30, culminando na abertura oficial às 19h, no Mart, com artes circenses do CircoLo Social e show de samba e MPB da banda “As Desamélias”.

Na sexta-feira (15), as atividades começam às 10h30 no Mart com a roda de leitura “Mergulhos Literários”, debatendo as obras “Mar Morto”, de Jorge Amado, e “Refinaria”, de Rodrigo Cabral. A partir das 16h, o público pode escolher entre a Mostra Internacional 2 na UERJ, com o filme espanhol “O Mar Não Cessa”; a Mostra Internacional 3 na UVA, com o russo “FOG”; ou a Mostra Nacional 3 na Casa Scliar, que exibe uma série de curtas como “É só Fechar os Olhos” e “Rede Flor do Mar”. A noite de sexta oferece três grandes debates às 18h30: a Casa Scliar discute a preservação de filmes com pesquisadores da UFF; a UERJ exibe “Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo” com Adolfo Rosenthal; e a UVA recebe o diretor Eduardo Nunes e o roteirista Guilherme Sarmiento para falar sobre realismo fantástico após a exibição do premiado “Sudoeste”.

O sábado (16) concentra suas atividades na Casa Scliar a partir das 15h, iniciando com os filmes convidados “Muito Antes de Nós” e “Marcos”, seguidos de debate com Ricardo do Carmo e Filipe Codeço. Às 17h, acontece a Mostra Internacional 4, reunindo produções da Espanha, Quênia e Portugal, como “Soledá” e “Praia Liberdade”. Logo após, às 18h30, será exibido o filme “Amálgama”, preparando o terreno para um dos momentos mais aguardados do festival: às 20h30, a atriz Simone Spoladore e o ator Daniel Ericsson participam de uma mesa redonda sobre a atuação no cenário do cinema brasileiro contemporâneo.

No domingo (17), o último dia de festival começa às 10h na Casa Scliar com o filme espanhol “Quando o Rio vira Mar”. Às 15h, o evento presta uma homenagem ao cineasta Gerson Tavares com a exibição de “Antes, o Verão” e um debate conduzido pelo pesquisador Rafael de Luna. O encerramento oficial do FINCCA está marcado para as 19h, no Mart, onde ocorrerá a cerimônia de premiação em 14 categorias, incluindo o cobiçado Grande Prêmio Tartaruga-Aruanã. A celebração final ficará por conta do show da banda de pop rock Ramona Rox, encerrando a primeira edição do evento internacional em Cabo Frio.

Sinopses dos filmes e outras informações podem ser acompanhadas pelo site oficial do festival: www.fincca.com.br ou Instagram @/finccafestival.
 
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			<title><![CDATA[Festival gastronômico de São Pedro da Aldeia termina neste domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Termina neste domingo (17) a primeira edição do Festival Aldeia Gastronômica, que acontece em São Pedro da Aldeia. Apresentar a oferta gastronômica de São Pedro é um dos objetivos do evento, que vem sendo registrado com sucesso. 

– O festival está movimentando os 27 estabelecimentos participantes e mostrando que a cidade tem diversidade e muito a oferecer nesse quesito – comenta Maria Inês Oliveros, da Tropic Produções, empresa realizadora do evento.
 
Inspirado na cultura e nos sabores regionais, o Aldeia Gastronômica exalta a identidade cultural e as tradições da bucólica cidade, que combina lagoa e salinas, urucum e aroeira, além de pescadores, quilombolas e produtores rurais. A criatividade dos participantes revela receitas exclusivas, explorando ingredientes típicos.
 
Entre as criações, pratos que harmonizam tainha com limão galego; camarão da lagoa com banana-da-terra e mandioca; geleia de aroeira com coco queimado, além de receitas que enaltecem as paisagens da região, como o pôr do sol e os barquinhos coloridos. As opções vão de entradas a sobremesas (R$ 19 a R$ 39), além de sanduíches (R$ 39 a R$ 49) e pratos principais (R$ 69 a R$ 99), todos servidos nos próprios estabelecimentos participantes durante o período do evento, que começou no último dia 30 de abril.
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			<title><![CDATA[Coletivo Mulherada que Escreve debate obras de Jorge Amado e Rodrigo Cabral no Mart, na sexta (15)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mar da Bahia de Jorge Amado e as paisagens da Região dos Lagos retratadas na poesia de Rodrigo Cabral serão tema da roda de leitura “Mergulhos Literários” nesta sexta-feira, dia 15, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), em Cabo Frio. A atividade integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA), que realiza sua primeira edição entre esta quinta-feira, dia 14, e domingo, dia 17.

Promovida pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, a conversa aproxima as obras Mar Morto, do escritor baiano, e Refinaria, do poeta cabo-friense. São dois textos que dialogam com o tema do festival: o mar.  

Publicado em 1936, Mar Morto acompanha marinheiros e trabalhadores do cais da Bahia em histórias marcadas pela relação intensa com as águas do oceano, tratadas por Jorge Amado como força viva e cotidiana. Já em Refinaria, lançado em 2024 durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Rodrigo Cabral transforma em poesia as salinas, a restinga, a Laguna de Araruama e as mudanças da paisagem cabo-friense. Estreia literária de Cabral, o livro foi finalista da 67ª edição do Prêmio Jabuti, em 2025, na categoria Escritor Estreante – Poesia.

O FINCCA receberá grandes nomes do cinema como a atriz Simone Spoladore, o ator Daniel Ericsson, o cineasta Eduardo Nunes e o diretor Adolfo Rosental. A programação também inclui literatura, fotografia, oficinas e debates em diferentes espaços culturais da cidade, como o Mart, a Casa Scliar, a Uerj e a Universidade Veiga de Almeida (UVA). Confira a programação completa aqui (https://www.folhadoslagos.com/cultura/festival-de-cinema-vai-reunir-grandes-nomes-da-dramaturgia-em-cabo/21939/).

“O pessoal do festival de cinema convidou a Sophia Editora para fazer uma roda de leitura dentro do tema do FINCCA. Como esse era um livro que já tínhamos lido no círculo de leitura, pensamos em trazer também o livro ‘Refinaria’, do Rodrigo”, afirmam as organizadoras do projeto “Leituras no Mart”, que chegou à sétima edição no começo deste mês e é coordenado por Eloisa Helena Campos e Rô Arruda, com dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa, além do apoio da Sophia Editora.

“Estamos muito entusiasmados em participar do FINCCA, afinal é o primeiro festival internacional de cinema da cidade”, completam.
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			<title><![CDATA[Documentário "Orgulhos da Terra" será lançado no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-12T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta quinta-feira (14), às 18h30, será lançado o documentário “Orgulhos da Terra”, durante o @finccafestival – Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, na UVA – Universidade Veiga de Almeida, Campus Cabo Frio, em parceria com o festival e com o curso de Jornalismo da universidade.

O filme é uma produção inédita no gênero documentário e reflete sobre a importância de personalidades da história cabo-friense que ajudaram a construir a memória da cidade. A obra também propõe uma reflexão sobre como a história de cada indivíduo está interligada à valorização das memórias coletivas, entendendo que um povo é formado por suas histórias — e que essas histórias só permanecem vivas quando são propagadas às próximas gerações.

Participam do documentário Meri Damaceno, Clarêncio Rodrigues, Silvana Lima, Zarinho Mureb, Bruno Peixoto (falando sobre Antônio de Gastão), Fernanda Carriço (falando sobre Victorino Carriço), Rodrigo Tardeli (Baby) e Azul Puro Azul.

A produção — assim como o lançamento — foi viabilizada após o projeto do proponente Azul Puro Azul ser contemplado no Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais da Lei Paulo Gustavo, gerido pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura, da Lei Paulo Gustavo, da Prefeitura de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio.

Além desta sessão, o projeto também realizará exibições voltadas para alunos de escolas públicas de Cabo Frio, totalizando quatro apresentações entre escolas e faculdades. Novas datas serão divulgadas em breve. Esta será a única exibição aberta ao público em geral, além dos estudantes da universidade.

A exibição será gratuita e contará com medidas de acessibilidade.

Direção, edição e produção: Azul Puro Azul
Filmagens e direção de fotografia: Marcelas Rimes e André Amaral
Arte gráfica: @eusrafa.s

Apoio: Ponto Musical e Laboratório Vital Brazil.
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			<title><![CDATA['Refinaria': espetáculo volta ao Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo teatral “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, está de volta ao Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle), em Cabo Frio. São quatro apresentações confirmadas para maio: 22/05 (sexta), 23/05 (sábado), 29/05 (sexta) e 30/05 (sábado), sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo WhatsApp: (21) 99342-8893 / Jussara – sujeito à lotação.

A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço, o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e pelo que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. É um universo profundamente marcado por Cabo Frio e sua história — e o ponto de partida para a criação cênica.

No palco, Guaral dá vida a um poeta que volta à sua cidade após anos de distanciamento. O texto abre um mosaico de referências, passando pelas imagens de sal da Região dos Lagos, pela geologia do pré-sal e pela cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, até reverenciar as influências de escritores como Victorino Carriço, avô de Junior Carriço. Uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, integra a trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é “Fluxo de consciência”, parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que publicou pela Sophia Editora o livro Arraiada.

O espetáculo estreou no fim de 2025, com sessões lotadas no Teatro Quintal e na Usin4 Casa das Artes.

“É um misto de afetos”, definiu a memorialista Meri Damaceno. “O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional”, contou Meri.

Serviço – Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle). Dias 22, 23, 29 e 30, às 20h. Ingressos: (21) 99342-8893 – Jussara.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos: Humorista Paulinho Serra se apresenta em Cabo Frio na próxima semana]]></title>
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			<updated>2026-05-07T19:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A contagem regressiva já começou, e quem quiser garantir presença no show de stand-up do humorista Paulinho Serra em Cabo Frio precisa se apressar. Faltam poucos dias para o espetáculo “Paulinho Serra em Pedaços”, e os ingressos já entram na reta final de vendas. A apresentação acontece no sábado (16), às 19h, no Tamoio Esporte Clube, no Centro.

Conhecido pelo humor direto e pela forte interação com a plateia, Paulinho Serra promete uma noite diferente a cada sessão. O espetáculo é guiado pelo improviso, com espaço para comentários sobre o momento, situações do cotidiano e participação ativa do público.

O show, que já passou por diversas cidades do Brasil e até pelo Japão, mistura histórias pessoais com momentos criados ao vivo. No palco, o humorista revisita sua trajetória, desde a infância em Bangu até a consolidação como um dos nomes do stand-up nacional, além de trazer referências a personagens marcantes que seguem na memória do público.

Com passagens pela MTV, em programas como Comédia MTV e Quinta Categoria, e pela TV Globo, no seriado Chapa Quente, Paulinho também se destaca no ambiente digital, ampliando sua conexão com o público nas redes.

A expectativa é de casa cheia e, com a procura em alta, a recomendação é garantir o ingresso o quanto antes para não ficar de fora.

Serviço:
Paulinho Serra em Pedaços
Data: sábado (16)
Horário: 19h
Local: Tamoio Esporte Clube

Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: https://uticket.com.br/evento/stand-up-comedy-com-paulinho-serra/01LX4LI1368GS3
1º lote: R$90 (inteira) e R$45 (meia)

Produção local: Moskito Produção
Realização: Trato Produções e Fonte & Com
Promoção: Fontecerta.com
Apoio: Hotel La Plage
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			<title><![CDATA[Luizie lança videoclipe que exalta as paisagens de Tamoios e Barra de São João]]></title>
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			<updated>2026-05-07T09:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cenário artístico da Região dos Lagos ganha um novo capítulo com o lançamento de “Todo Que Se Quer”, o mais recente videoclipe do artista Luizie. A música fala sobre desejo, afeto e busca por realização, mas com leveza e bom humor. Também questiona a ansiedade de querer tudo, e lembra que aquilo que procuramos muitas vezes começa dentro de nós.

– Um trecho que sintetiza bem essa ideia é: “Sem estresse, não se apresse / que toda ânsia de ter / não consuma o nosso sonho / não consuma o prazer.” No meu momento atual, essa canção representa amadurecimento artístico. É um trabalho ousado, que brinca com idiomas e referências de forma consciente. A música passa pelo português, inglês, espanhol e ainda traz um aceno final em japonês. Vejo “Todo Que Se Quer” como um sinal claro de crescimento: uma obra mais segura, mais inventiva e mais alinhada com a artista que estou me tornando - revela o artista.

“Todo Que Se Quer” vem pra consolidar o trabalho de Luizie, que está há quatro anos no mercado.  Em 2024 ganhou destaque na Folha com o lançamento do primeiro clipe de sua carreira, que ilustrava a música “Afeto Ruim”, uma composição autoral que aborda, de modo sensível, as complexas emoções da despedida e a aceitação dos vínculos que se encerram.

– Sempre fui uma pessoa artística e criativa, realizando pequenos projetos ao longo da vida, mas ainda sem transformar isso em um caminho assumido e contínuo. Acho que o primeiro estágio de todo artista é se reconhecer como artista, e esse entendimento leva tempo. Antes de mergulhar integralmente na música, eu estava dedicado à minha graduação em Produção Cultural, concluída em 2022. Nesse período, senti uma necessidade muito forte de expressar minha poética, minha criatividade e minha linguagem própria. A música surgiu como um encontro entre composição, sensibilidade e narrativa. Até o momento, minha trajetória reúne quatro singles oficiais e três faixas alternativas, entre releituras, remixes e reformulações de músicas já lançadas. Tudo começou com “Lembrar de Você” (2022). Em seguida veio meu primeiro EP, “AMEMEAME” (2023), um projeto muito importante para mim. Em 2024, lancei “Afeto Ruim”, que marcou também meu primeiro videoclipe. Já em 2026, chega “Todo Que Se Quer”, que representa uma fase mais madura, com composições mais refinadas e uma visão artística mais consolidada. Vejo esse novo ciclo como um passo importante de evolução - explicou.

O novo trabalho também dialoga com um próximo projeto em desenvolvimento, onde o cantor diz buscar maturidade estética, musical e conceitual. À Folha, Luizie disse que nos próximos lançamentos quer revelar com ainda mais clareza sua identidade artística e o caminho que está consolidando. 

– Minha identidade musical nasce da MPB contemporânea, mas dialoga diretamente com o pop alternativo. É um trabalho que mistura sensibilidade brasileira com elementos eletrônicos, synthpop e diferentes experimentações sonoras. O pop, para mim, é uma linguagem ampla, que busca conversar com muitas pessoas sem perder personalidade. Ao mesmo tempo, o lado alternativo aparece justamente na liberdade de experimentar formatos, texturas e referências. É uma identidade em constante construção. Gosto de pensar minha música como um encontro entre emoção, inventividade e comunicação - revelou.

Já a construção dessa identidade passa por influências de peso. No campo afetivo e do imaginário pop, Luizie cita o grupo Rouge, revelando que foi uma referência marcante de performance, identidade e música pop brasileira. 

– Também me influenciam artistas como Marina Lima, Lulu Santos, Cazuza, Djavan e outros nomes da música brasileira que unem poesia, personalidade e trajetória artística consistente. No cenário atual, Anitta também é uma grande referência, especialmente pela forma como conduz a própria carreira, defende seus projetos e mostra que é possível pensar arte com visão estratégica. Internacionalmente, nomes como Pet Shop Boys, Robyn, Lady Gaga e Charli XCX dialogam com meu universo sonoro por criarem paisagens pop inventivas e marcantes - enumerou.

Nascido em Duque de Caxias, Luizie conta que se mudou para o distrito de Tamoios, em Cabo Frio, logo no primeiro ano de vida, construindo uma forte relação de pertencimento com o local e se definindo como tamoiense de coração e de vivência. “É aqui que reconheço meu senso de casa, de memória e de identidade. Toda a minha trajetória afetiva está ligada a esse lugar”, contou, lembrando que essa forte relação com a Região dos Lagos também influencia profundamente seu trabalho.

– Existe uma atmosfera de contemplação, nostalgia e sensibilidade que atravessa minhas composições. O mar, a luz, a maresia, o horizonte aberto e o ritmo menos acelerado da vida litorânea criam um estado de reflexão muito presente em mim. Minhas músicas costumam falar de afeto, memória, desejo e sentimento, e tudo isso dialoga com esse cenário. Da minha primeira música até os lançamentos atuais, essa presença da natureza e dessa energia costeira sempre esteve comigo. Minhas canções sempre partem de algo íntimo, mas buscam alcançar o outro de forma sensível e verdadeira. Levo meu trabalho com muita seriedade e dedicação. Para mim, fazer arte é quase um gesto espiritual: exige entrega, disciplina e propósito. Também acredito que o artista cria universos. A arte tem a capacidade de ressignificar a realidade, revelar novas belezas e convidar as pessoas a sentirem o mundo de outras maneiras. Meu desejo é seguir criando, encontrando apoiadores e ampliando esse caminho para que cada vez mais pessoas possam se conectar com essa proposta - explicou.

Não foi por acaso que Luizie escolheu Tamoios e Barra de São João como locações para o novo videoclipe. Ao jornal o artista explicou que desde que compôs “Todo Que Se Quer”, já sabia que o videoclipe seria nesses dois cenários. 

– Queria traduzir visualmente essa ideia de romance tropical, liberdade e contemplação. Tamoios e Barra de São João não são apenas locações bonitas: são lugares carregados de memória, identidade e conexão pessoal. Existe uma homenagem implícita nessa escolha. Essas paisagens acrescentam ao clipe a sensação de paraíso, amplitude e paz. Os espaços abertos, a natureza e a fluidez das imagens ajudam a transportar o público para esse universo íntimo e sensível que a música propõe. É verdade que tivemos muitos desafios nessa jornada: equipe reduzida, limitações estruturais e a necessidade de otimizar cada recurso disponível. Mas acredito que o maior desafio não seja apenas produzir, e sim fazer esse trabalho chegar às pessoas. Divulgar, circular e conquistar visibilidade para uma obra independente ainda é uma etapa complexa. A arte sempre encontra caminhos para existir. O desafio maior é fazer com que ela seja vista, reconhecida e compreendida em sua profundidade - pontuou.

Nessa missão inicial, o projeto contou 100% com uma equipe local. O estúdio ARG foi responsável pela captação de imagem e fotografia. Já a direção criativa, concepção estética e edição do videoclipe ficaram sob responsabilidade de Luizie.

– Foi uma escolha artística importante para preservar o olhar que eu desejava transmitir sobre a música e sobre a região. Em produções independentes, muitas vezes é necessário acumular funções e transformar criatividade em solução. Por isso, vejo a cena da música independente em Cabo Frio muito rica e diversa, com artistas talentosos produzindo trabalhos relevantes em diferentes gêneros. Existem movimentos fortes ligados ao rap, trap, samba, MPB, eletrônico e outros estilos. Ao mesmo tempo, percebo que muitos artistas acabam circulando em nichos específicos. No meu caso, por desenvolver uma proposta pop alternativa, acabo ocupando um espaço ainda pouco explorado na região, o que traz um certo pioneirismo, mas também alguma solidão artística. Acredito que existe espaço para novos artistas autorais, sim. O que ainda precisa crescer são as pontes de apoio, visibilidade e valorização contínua para que mais projetos possam florescer - alertou.

Até o final deste ano Luizie diz que o público pode esperar novos lançamentos, presença digital mais intensa “e a continuidade desse universo criativo que venho construindo tanto em conteúdos musicais quanto visuais”. Para isso, convida o público a acompanhar tudo através do seu Instagram (@dluizie) e do canal no You Tube (@luizie).
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema vai reunir grandes nomes da dramaturgia em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-05T16:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Terminou nesta quinta-feira (30) o prazo de inscrição para realizadores do Brasil e do mundo apresentarem filmes nacionais e internacionais, poesias e fotografias no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). A primeira edição do evento acontece de 14 a 17 de maio, e vai celebrar a sétima arte com a temática do Mar. Para isso, vai reunir grandes nomes da dramaturgia em uma programação gratuita e diversificada.

Entre os participantes confirmados estão o ator Daniel Ericsson, que nasceu na Suécia mas cresceu em Cabo Frio. Ele atuou em filmes como “Ainda Estou Aqui” (2024) de Walter Salles (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional), “Querido Embaixador” (2015) de Luiz Fernando Goulart, e an novela “Mania de Você” (2024, TV Globo).

Outro nome confirmado é Eduardo Nunes, que foi diretor e roteirista dos longas Sudoeste (2011), gravado em Cabo Frio, e Unicórnio (2017), e diretor de “5 X Chico - O Velho e Sua Gente” (2015). “Sudoeste” venceu o prêmio do Júri e Melhor Fotografia no Festival do Rio e o prêmio de Melhor Filme Latino-Americano do júri da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI).

A atriz Simone Spoladore também participará do FINCCA. No currículo ela tem 39 filmes, entre eles “Lavoura Arcaica”, “Sudoeste”, “Livros dos Prazeres”. Também participou de 14 novelas e séries como “Os Maias”, “Cidade Invisível” e “Éramos Seis”. Ao longo da carreira venceu 20 prêmios nacionais e internacionais de cinema. À Folha ela falou da expectativa para o festival.

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA, e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro. Para mim atuar é como mergulhar no mar - revelou.

O cineasta, produtor e roteirista Adolfo Rosental é outra presença confirmada. Ele também é diretor do documentário sobre a própria mãe, “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo” (2025), “Santos-Dumont, o Desafio do Ar” (2006), e de obras inspiradas em grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Veríssimo, Carlos Heitor Cony, João do Rio e Jorge Amado. Foi ainda diretor na TV Manchete, TV Globo, Multishow, Canal Brasil e Futura.

– Considero o FINCCA muito importante, especialmente pela sua localização, em Cabo Frio. A cidade já é um polo turístico de grande importância, e a realização de um festival de cinema com a temática do Mar, reforça e consolida as belezas naturais que a cidade oferece aos seus visitantes. O Festival, com suas parcerias locais, agita o cenário cultural da cidade, reforça o turismo e a cultura, estimula a troca e de experiências e parcerias entre os participantes e o público, torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática e, por fim, promove o cinema brasileiro, uma indústria pungente que vem se expandindo nos últimos anos no Brasil e reverberando a imagem do país no mundo – disse à Folha. 

Realizado em locais culturais como Casa Scliar, Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), nas universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, e também em praças públicas, o festival promove acesso democrático à cultura através de programação gratuita que amplia o repertório cultural da população. Ao todo serão 16 longas-metragens e 10 curtas de diversas nacionalidades gratuitos distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), workshops, oficinas e atividades formativas, o FINCCA é uma experiência cinematográfica envolvente e transformadora para a comunidade.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com abertura da exposição dos concursos de Fotografias e Poesias sobre o mar (Mart e Cine Scliar), e segue das 16h às 18h com mostra Latino-Americana 1 (UERJ), e das 19h às 22h com dança e arte circense "Arte integração: Núcleo de Danças e Artes e CircoLo Social", e apresentação de banda musical (Mart).

No dia 15, das 15h às 20h, tem Mostra Internacional, exibição do filme  "Sudoeste" (2011) e mesa com o tema "O Realismo Fantástico no Cinema Brasileiro" com o diretor Eduardo Nunes e roteirista Guilherme Sarmiento (Casa Scliar). No mesmo horário, na Uerj, acontece a Mostra Latino-Americana, exibição de "Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo" (2026) e mesa de debates com diretor Adolfo Rosenthal. Das 18h30 às 21h30, na Veiga de Almeida, tem Mostra Grandes Clássicos, lançamento de "Orgulho da Terra, o Documentário" (Azul Puro Azul) e debate sobre a "Preservação, Digitalização e Restauração de Filmes Fluminenses no LUPA-UFF" com Davi Braga e Mateus Rameh. Às 20h tem Mostra Infantil em Gargoá, no distrito de Tamoios.

No dia 16, das 16h às 22h acontece a Mostra Latino-Americana seguida de debate sobre "Atuação no Cinema Brasileiro" com atriz Simone Spoladore e ator Daniel Ericsson (Cine Scliar).

No dia 17, das 15h às 18h, tem exibição inédita de "Areias Ardentes" (fragmentos, 1952) de J.B. Tanko e "Antes, o Verão" (1968) de Gerson Tavares e debate sobre "A Filmografia de Gerson Tavares" (1926–2021) com Rafael de Luna (UFF) — cineasta homenageado do festival (Cine Scliar). Às acontece o encerramento do FINCCA com show da banda Ramona Rox e entrega dos prêmios de  Melhor Filme (Troféu Tartaruga-Aruanã - Grande Prêmio do Júri), Melhor Filme Latino-Americano (produção da América Latina e Caribe), Melhor Documentário (obra de não-ficção sobre o tema mar), Melhor Direção (reconhecimento da excelência na direção cinematográfica), Melhor Atuação (para atriz ou ator destaque), Melhor Roteiro (texto e estrutura narrativa), Melhor Direção de Fotografia (destaque para a fotografia e linguagem visual), Melhor Curta ou Média-Metragem (produção de até 69 minutos), Melhor Poesia (obra do concurso de poesia) e Melhor Fotografia (obra do concurso de fotografia).
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no Mart" debaterá memória e identidade feminina com obra de Marina Hadlich]]></title>
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			<updated>2026-05-04T17:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) sedia, nesta terça-feira (05/05), às 18h, a 7ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “Meu pé de carambola”, da escritora catarinense Marina Hadlich. A entrada é gratuita. 

Idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, o Leituras no Mart conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. O evento tem o apoio da editora Sophia. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

Neste semestre, o ciclo de leituras é dedicado ao tema “Memória e Identidade Feminina”, priorizando o protagonismo de escritoras na literatura contemporânea. A autora em destaque, Marina Hadlich, é conhecida como “a moça da máquina de escrever” por suas intervenções poéticas em espaços públicos, e lançou recentemente a obra “Até essa comédia se tornar romântica” (2023).

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.    

SERVIÇO 

EVENTO: 7ª edição do Leituras no Mart
OBRA: “Meu pé de carambola”, de Marina Hadlich. 
DATA: 05 de maio de 2026 (terça-feira). 
HORÁRIO: 18h 
LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) – Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos. 
ENTRADA: Gratuita e aberto a todos.  
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			<title><![CDATA[Aos 93 anos, escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lança livro que conta história da aviação]]></title>
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			<updated>2026-04-28T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 93 anos, o escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lançará “A invenção do avião – uma construção de 500 anos” em Búzios, no dia 5 de maio. O encontro, com sessão de autógrafos, será no Restaurante Gisele (Avenida José Bento Ribeiro Dantas, 5100).

Na obra, publicada pela Sophia, Bento escreve com a autoridade de quem conhece o céu por herança e o mar por inclinação. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios e que dá nome à principal avenida da cidade, cresceu em um ambiente em que a aviação fazia parte do cotidiano. 

“Meu pai era piloto e, como falava alemão, foi trabalhar na Condor como advogado. Como era, além de bom advogado, bom piloto, juntou a advocacia com a paixão pelo voo e, muitas vezes, vi meu pai sair de casa para efetuar uma viagem regular de linha. Minha primeira viagem, Rio–São Paulo, em 1941/42, aos 8/9 anos de idade, foi em um magnífico e, para a época, supermoderno FW 200, a joia da indústria alemã” explica. 

O fascínio precoce se desdobrou em uma carreira iniciada em 1953, como escriturário na Cruzeiro do Sul, empresa em que chegaria ao posto de diretor de planejamento e vendas, atravessando um período de expansão da aviação comercial brasileira. Ao longo dos anos, acompanhou decisões estratégicas, visitou fabricantes e participou de voos de teste em aeronaves que marcariam época.



O jornalista e amigo Raul Silvestre observa no prefácio que Bento “fez do avião o seu instrumento de ofício — mas nunca o seu maior sonho”. “Se o ar representava a vida profissional, as águas simbolizavam prazer e liberdade”, escreve Raul, ao situar o autor como alguém que observa a aviação também a partir de uma sensibilidade moldada fora dela.

Esse olhar aparece no modo como o livro percorre, em 222 páginas, a história do voo. Bentinho, como o autor é chamado, reúne episódios que ajudam a entender como diferentes tentativas se acumulam ao longo do tempo. Ele nos leva, por exemplo, ao “Albatroz”, planador do capitão bretão Jean-Marie Le Bris que, na década de 1850, era puxado por um cavalo em disparada contra o vento. Homem do mar, Le Bris via nas asas uma extensão das velas dos navios e apostava na inclinação das superfícies para ganhar sustentação. O experimento terminou em queda, mas deixou o registro de um dos primeiros voos planados tripulados com algum controle, sugerindo como a aviação se formou a partir de contribuições dispersas.

O texto ganha ainda mais densidade quando mergulha nos detalhes técnicos, tratados com o cuidado de quem manuseia relíquias. Surgem as pipas celulares de Lawrence Hargrave, o aileron de M. P. W. Boulton —fundamental para o controle lateral do voo— e a audácia de Clement Ader, que buscou inspiração nas asas de um morcego para seu “Éole”. Ao tratar de Santos Dumont, o autor evita simplificações e o situa como parte de uma construção mais ampla, resultado de avanços distribuídos ao longo de séculos.

Como responsável pelo planejamento da Cruzeiro do Sul, Bento visitou fábricas globais e participou de voos de teste em modelos como o Boeing 727 e o trijato inglês Trident. Na obra, ele recorda o episódio do DC-8 que, em 1961, ultrapassou a barreira do som em um mergulho controlado. “Nada aconteceu de diferente, além de um grande estrondo”, lembra o comandante Paul Patten em um dos relatos reunidos pelo autor.

Para Bento, escrever sobre aviões foi a oportunidade de retomar uma trajetória que atravessa a própria vida e responder a uma curiosidade recorrente entre amigos e conhecidos. 

“Notei que em minha vida passada vivenciei, profissionalmente, e ainda devo, em conversa com amigos e conhecidos, satisfazer uma grande curiosidade sobre aviões e aviação. Era entusiasmado por história, já tinha publicado um livro sobre o descobrimento do Brasil. Escrever sobre aviões era a oportunidade para me reconectar com a atividade de toda a vida”, afirma.

Ele recupera um relato do naturalista von Martius, que, em 1820, registrava que a travessia entre Lisboa e o Rio de Janeiro podia levar cerca de 45 dias. 

“Hoje, vai-se em 9 horas. O que as comunicações fizeram para as ideias, palavras e dados, o avião fez para reunir as pessoas”.  conclui.

Sobre o autor

Joaquim Bento Ribeiro Dantas nasceu em 1933, no Rio de Janeiro. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios, cujo nome batiza uma das principais avenidas da cidade, é formado em Direito pela PUC-Rio. Atuou por mais de duas décadas nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, onde chegou ao cargo de diretor de vendas e responsável pelo planejamento. É autor de “Ciência e Tecnologia: Caminhos para o Descobrimento do Brasil e Anarquintas” e de vários artigos publicados em veículos como Primeira Hora, Peru Molhado e Jornal dos Búzios.

Características

TIPO brochura

FORMATO 16x23

PÁGINAS 228

PESO 419 gramas

ISBN  978-65-88609-60-6 

 
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			<title><![CDATA[Tapete Azul: projeto celebra mês de conscientização sobre o autismo com arte e inclusão]]></title>
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			<updated>2026-04-27T21:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No dia 30 de abril, a partir das 18h, a Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio, receberá o evento Tapete Azul, uma celebração que marca o encerramento do mês de Conscientização do Autismo.

Essa é a celebração de uma jornada iniciada em janeiro, quando jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passaram a integrar práticas teatrais e produções audiovisuais, tornando-se protagonistas de suas próprias histórias. O projeto reuniu instituições como APAE, APPAA Casa Azul, Associação Mães Coragem e Instituto Woody, com foco no direito à expressão, à arte e ao pertencimento.

A noite será marcada por emoção, reconhecimento e brilho, com clima de premiação, incluindo entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo desse processo. 

Com clima de premiação, a noite contará com entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo do processo. Sâo obras que reafirmam a arte como ferramenta de inclusão e autonomia.

Abrindo a programação, o espetáculo "Entre o Ruído e o Silêncio", com texto e direção de Anderson Macleyves, propõe uma narrativa sensível e intensa sobre o universo autista. O elenco é formado por Walter Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Patrícia Bernardo.

O evento é gratuito e aberto ao público.
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			<title><![CDATA[Teatro Municipal de Cabo Frio sob o signo da incerteza; prefeitura mantém o silêncio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Fechado há quase dez anos por problemas estruturais e de segurança, o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, segue sem data de reabertura. Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o espaço passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). 

No entanto, o futuro dessa parceria acaba de ganhar uma dose de incerteza. Nesta semana, o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, determinou a suspensão temporária de novos contratos e de pagamentos em diversas áreas da administração estadual, visando o reequilíbrio fiscal. Embora o decreto foque inicialmente em pastas de infraestrutura urbana, o contingenciamento gera dúvidas sobre os investimentos de responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Faetec em Cabo Frio. Sem o fluxo de caixa garantido pelo Estado, a finalização da escola-teatro pode sofrer novos adiamentos. Esta semana a Folha questionou o governo municipal sobre a existência de alguma conversa em andamento com o governador interino a respeito da obra no teatro de Cabo Frio, mas não houve resposta.

Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. O Termo de Cooperação Técnica, no entanto, só foi celebrado em 14 de maio de 2025, e publicado cinco meses depois, no dia 28 de outubro, com vigência de dois anos a contar da data de assinatura. O documento a que a Folha teve acesso previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a FAETEC, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho. 

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Oficialmente, no entanto, a Prefeitura vem mantendo mistério sobre o andamento do projeto. E segue ignorando todos os pedidos de informação feitos pela Folha. 
Há nove meses o site oficial do Executivo Municipal chegou a informar que toda a obra seria custeada pelo Governo do Estado. Como contrapartida, a Prefeitura deveria implantar uma escola de teatro no local, transformando o espaço também em um centro de formação artística. A proposta era de que o teatro funcionasse não apenas como palco para apresentações, mas também como instrumento de educação e capacitação.

Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde janeiro de 2017, o Teatro Municipal vive uma longa novela, que ganha um novo capítulo a cada governo. Entre os entraves que impediam a reabertura estavam dívidas com a Enel e falhas estruturais que levaram à interdição do prédio pelo Corpo de Bombeiros. Em novembro de 2018, o espaço chegou a abrir agenda apenas para pequenas apresentações no foyer. À época, a Prefeitura informou que os demais ambientes permaneceriam fechados aguardando a aprovação do projeto de reforma pelo Corpo de Bombeiros, etapa necessária para a abertura de licitação. As melhorias previam duas novas portas de saída de emergência, troca do piso da plateia por material não inflamável, sinalização luminosa nas escadas, ampliação das portas já existentes e substituição dos extintores. 

Em fevereiro de 2021, o teatro foi visitado pelo arquiteto Marcos Flaksman, autor do projeto original do espaço. Em julho do mesmo ano, a então secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, esteve em Cabo Frio para verificar a possibilidade de apoio à revitalização, inclusive com a aquisição de equipamentos técnicos, como iluminação, via leis de incentivo.
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			<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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			<title><![CDATA[Cantora pøliva escolhe praia paradisíaca de Cabo Frio como cenário de clipe cinematográfico]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A praia paradisíaca que fica no caminho da Trilha do Morro do Vigia, entre a Praia do Peró e a Praia das Conchas, serviu de moldura para o novo passo na carreira da artista pøliva.

Com o lançamento do single "Depressa", que foi ao ar no dia 16 de abril, a cantora inaugura a jornada do álbum conceitual pølivessense, apresentando ao público o conceito de Rock Xamânico: uma fusão entre o rock e o autoconhecimento da própria natureza humana a partir da filosofia universalista das 7 Leis Herméticas e os 5 elementos naturais (Éter, fogo  água, ar e terra).

Gravado no icônico paraíso da cidade, o videoclipe de "Depressa" utiliza a natureza bruta de Cabo Frio para narrar uma poderosa metáfora de transmutação.

"O meu rock não é só para entreter. Aprendi com as minhas influências musicais que o mais importante é a música que conecta e vive para sempre em nós", afirma pøliva. No filme, a artista encena uma metamorfose: desamarrando-se de rédeas e tecidos que simbolizam a "matrix do ego" para revelar a leveza de um vestido branco, representando a essência e a consciência do Ser.

O projeto reafirma Cabo Frio como um local de produção artística de alta qualidade. "Depressa" personifica o elemento Éter e é a primeira das sete faixas que serão disponibilizadas nas plataformas de streaming ao longo de 2026.

 

Ficha técnica:
 

Produção Fonográfica: Emrede Pro

Produção Musical: Bruno Morpheo (Morpheo Estúdio)

Roteiro, direção e pós produção: Poliva Soham

Figurino, assistente de direção fotográfica e making off: Nina Farias

Fotografia e filmagem: Felipe Ayres (Shot By Lipe)

Filmagem aérea: Taynan Santos (Drone Explore)

Produção: Paulinha Araújo

Mídias: Ariane Viana

 

Canais oficiais:

Site: https://polivaoficial.com.br/ 

Instagram: https://www.instagram.com/polivaoficial/ 

Youtube: https://www.youtube.com/@polivaoficial 

Streaming: https://linktr.ee/polivaoficial 

 
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			<title><![CDATA[Abertas as inscrições para o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estão abertas até o dia 30 de abril as inscrições para o 1° Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio – FINCCA, que será realizado na cidade de Cabo Frio (RJ) entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, com entrada franca.

Cineastas, poetas e fotógrafos podem inscrever suas obras no site: https://fincca.com.br/. O tema desta primeira edição é mar. As obras devem conter esse elemento como narrativa ou que apareça na composição da obra.

Dos filmes, a duração permitida de longa-metragem é acima de 70 minutos, média-metragem, entre 31 e 69 minutos, e curta-metragem até 30 minutos. Serão aceitos filmes de ficção, documentário e animação, de todos os gêneros e subgêneros cinematográficos. No caso de poesias e fotografias, são aceitas quantas obras o autor quiser inscrever e serão selecionadas 10 poesias e 20 fotografias para exposição no festival e que concorrem a premiação.

São 10 categorias em disputa do troféu Tartaruga-Aruanã: Melhor Filme, Melhor Filme Latino-Americano, Melhor Documentário, Melhor Direção, Melhor Atuação (atriz ou ator), Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Curta ou Média-Metragem, Melhor Poesia, e Melhor Fotografia.

Na programação, o FINCCA oferecerá em Cabo Frio (RJ) quatro mostras: Internacional (competitiva), Latino-Americana (competitiva), Infantil (não competitiva) e Grandes Clássicos (não competitiva), mesas de debate, concurso de poesia, concurso de fotografia, exposições com as obras selecionadas, roda de leitura, e apresentações musicais com artistas locais valorizando a identidade caiçara.

Já estão confirmados na programação Heitor Dhalia, diretor da série DNA do Crime (2023-2024) na Netflix, filmes À Deriva (2009), Cheiro do Ralo (2007), Serra Pelada (2013), entre outros; Eduardo Nunes, diretor de Sudoeste (2011), Reminiscência (2002) e Unicórnio (2017); e fechando a grande atriz do cinema nacional Simone Spoladore, atuante em 39 filmes, entre eles: Lavoura Arcaica (2001), Sudoeste (2011), O Livro dos Prazeres (2021); e séries Cidade Invisível (2023) e Os Maias (2001).
 
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			<title><![CDATA[Livro de Júlia Vita mostra como o elemento aquático transforma a poesia brasileira contemporânea]]></title>
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			<updated>2026-04-14T22:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[
“Com sensibilidade rara e uma atenção que opera com exuberância nos escoamentos da matéria água entre teoria e poesia, Júlia Vita nos oferece, com ‘Rítmica marítima’, um trabalho poderoso — aporte bibliográfico tanto para poetas e escritores quanto para pesquisadores.”

Mar Becker, escritora, no texto de quarta capa da obra


 

A Sophia Editora lança "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas", da poeta, pesquisadora e editora Júlia Vita. Resultado de sua dissertação de mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF), o livro investiga a profunda conexão entre o elemento aquático e a fundação do ritmo poético, propondo uma reflexão inovadora sobre como a água influencia a criação literária. A autora lança a obra no Rio, na Livraria da Travessa de Botafogo, no dia 15/4, às 19h. Haverá um bate-papo com a autora e leitura de poemas da obra por convidados especiais: Bruno Pacífico, Érica Magni, Flávio Morgado, Luiza Leite e Rodrigo Cabral. A mediação será feita por Bruno Jalles e Michele Miranda.

O livro conta com texto de quarta capa assinado pela escritora Mar Becker; o prefácio por Gabriel Morais Medeiros, doutor em Teoria e História Literária (Unicamp) e editor na Ofícios Terrestres Edições; posfácio por Bruno Jalles, Historiador, doutor em Filosofia da Arte pela UFF e poeta; e texto de orelha de juliana C. alvernaz, poeta e professora do Departamento de Línguas e Letras da UFES. A obra foi pré-lançada durante a Festa Literária Internacional de Niterói (Flin).

“Esta pesquisa parte do processo empenhado na publicação do meu primeiro livro de poemas, &#39;Alga viva&#39;, que foi elaborado a partir dessas sensações aquáticas que permeiam minha característica de escrita”, explica a autora. A obra surgiu de uma inquietação gerada pela observação dos movimentos das águas e sua relação com a escrita poética, amplificada pela comoção diante de desastres ambientais como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho e os vazamentos de óleo no litoral brasileiro. “Além disso, esse enfoque rítmico dialoga com o acompanhamento do curso de degradações via rios e correntes marinhas, que além de textos também contou com obras visuais e ações ambientais coletivas, como a série Souvenir, em que mobilizei moradores de regiões afetadas para coletarmos amostras naturais anteriores à chegada de rejeitos de mineração, por exemplo”, comenta.

O livro percorre três eixos principais. No primeiro, ela examina a origem do conceito de ritmo, desde a associação mítica ao “fluir” das águas – derivada do grego rhythmós, que teria se originado do verbo reo (fluir) – até as reformulações linguísticas de Émile Benveniste e Henri Meschonnic. “Aprofundando na etimologia da palavra ‘ritmo’, que me fez encontrar e reencontrar a água diversas vezes, não demorei a descobrir que havia uma refutação linguística que colocava em xeque a explicação do termo ter derivado do ‘fluir’ das ondas”, comenta.

No segundo momento, a autora aproxima o pensamento de Octavio Paz e Gaston Bachelard para explorar como a respiração, o corpo e a voz dialogam com o movimento das águas. “O poeta cria por analogia: a dinâmica móvel da linguagem permite ao poeta criar seu próprio universo rítmico, utilizando as mesmas potências universais de atração e repulsa”, reflete, citando Paz.

A terceira parte dedica-se à imaginação material bachelardiana, explorando as águas como produtoras de imagens poéticas. “A água opera no mundo com uma função reflexiva distinta dos espelhos estáticos: as águas refletem o mundo devolvendo as imagens banhadas por elas”, observa a autora. Nesse segmento, Júlia também analisa como degradações ambientais provocam quebras rítmicas na poesia, relacionando-as a grandes desastres ecológicos recentes no Brasil.

Um dos aspectos mais originais da obra é o recorte de gênero que perpassa toda a análise. A escritora privilegia poemas de autoria feminina, situando-se numa linhagem de pensamento latino-americano que reivindica a natureza como sujeito de direitos. “Amplio a compreensão do que se entende por sujeito, para abarcar também o próprio discurso poético da matéria aquática”, afirma.

O livro representa ainda uma contribuição importante para a dissolução de fronteiras rígidas entre criação artística e produção acadêmica. “Me interessa enfatizar esse ponto, circulando o resultado atualizado após a defesa, para que também seja um ponto de contribuição para a dissolução de certos limites que até hoje geram barreiras de diálogo entre as áreas”, destaca a autora.

Além de seu caráter teórico, "Rítmica marítima" funciona como uma antologia comentada da poesia brasileira contemporânea, analisando obras de mais de quarenta autoras e autores, incluindo Ana Cristina Cesar, Marília Garcia, Olga Savary, Orides Fontela e Prisca Agustoni, entre outras vozes significativas da cena literária atual — com destaque para poetas com quem a própria autora atuou no preparo, revisão e edição de textos, como Bárbara Mançanares, Beatriz Rodrigues, Bruna Vilaça, Brunna Côrtes, Bruno Jalles, Bruno Pacífico, Camille Perissé, Danielle Freitas, Érica Magni, juliana C. alvernaz, Laura Redfern Navarro, Nathália Ranny e Rodrigo Cabral.

Para Júlia, a publicação simboliza a culminância de um processo de pesquisa que começou com sua própria prática artística e se expandiu para abarcar um amplo espectro de criadoras. “Mostra que os textos estão vivos. E isso, todo esse pessoal que aborda água em seus textos, também me mostrou de volta que o assunto está vivo”, celebra.

 

Sobre a autora

Júlia Vita (Niterói, 1995) é mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Escritora, artista, professora e editora, é responsável pela Laboriosa Produções Poéticas. Publicou o livro de poemas "Alga viva" (Córrego, 2019), premiado no edital Cultura nas Redes (SECEC-RJ) em 2020, ano em que também recebeu o Prêmio Erika Ferreira (SMC-Niterói). Como profissional do texto, atuou na preparação de obras para o Grupo Editorial Record e para editoras como Ofícios Terrestres, Patuá e Sophia. Sua pesquisa articula escrita poética, questões ambientais e patrimônio imaterial, com ênfase na relação entre ritmo, água e criação literária.

 

AGENDA | LANÇAMENTO

Lançamento de Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas
Local: Livraria da Travessa - Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo), no Rio de Janeiro
Data: 15 de abril de 2026
Horário: 19h
Entrada gratuita

A autora conversa com o público e participa de sessão de autógrafos.

FICHA TÉCNICA

Livro: "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas"

Autora: Júlia Vita

Número de páginas: 166

ISBN: 978-65-88609-55-2

Gênero: Não-ficção

Editora: Sophia Editora

Ano: 2025

Adquira o livro "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas" no site da Sophia Editora: https://www.sophiaeditora.com.br/ritmica-maritima-agua-como-materia-para-a-escrita-de-poemas-de-julia-vita

 
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			<title><![CDATA[Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa é inaugurado no Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/cultura/centro-de-memoria-afro-indigena-olhar-da-perifa-e-inaugurado-no-jardim/21914/"/>
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			<updated>2026-04-14T15:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Um novo projeto cultural nasce em Cabo Frio: o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. A inauguração, no dia 25 de março, contou com a presença de diversas instituições, como Acervo Márcio Werneck, CEAP Centro de Articulações e Populações Marginalizadas, Conversaria Buziana, a Coletiva Gecay, da produtora Cultural Josefane Silva e de pesquisadores como Leandro Miranda e Carlos Vermelho.

O Centro de Memória está disponível para acesso a pesquisa com agendamento prévio para o público e estudantes universitários e também do ensino fundamental e médio. A curadoria voluntária é do historiador Pierre de Cristo e a supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré

O Centro de Memória conta com a colaboração de doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

O Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa fica localizado no CIEP 458, Hermes Barcelos, na estrada velha de Búzios, n° 1 centro do Jardim Esperança, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Coletivo 'Mulherada que escreve' chega ao Charitas com o projeto 'Nossos contos contam]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O que começa como leitura termina em partilha. É nesse espírito que o coletivo Mulherada que Escreve, em parceria com a Sophia Editora, leva ao público o projeto “Nossos contos contam”, que estreia na próxima terça-feira, dia 14, das 18h às 20h, na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, em Cabo Frio (Av. Teixeira e Souza, 855 - Centro). A iniciativa propõe encontros abertos para leitura e discussão de textos autorais produzidos por integrantes do coletivo durante oficinas literárias realizadas na sede da editora. A entrada é gratuita.

O projeto é idealizado por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloisa Helena Campos, pedagoga e mestre em Educação, autora de “Pelas barbas do Babade – as histórias de um lendário professor” (Sophia Editora, 2021), e Rô Arruda, autora de “Corpo que teu corpo quer” e “Agreste em mim”, além de Bete Buss, Cláudia Freitas e Daniela Assunção, com apoio institucional da Sophia. Na estreia, é Eloisa quem conduz o encontro, em diálogo com o público sobre os textos e seus processos de criação.

A origem de tudo remonta ao Círculo de Leitura da Sophia, que há mais de três anos reúne integrantes do coletivo em encontros dedicados à literatura. O desejo de avançar dessa leitura compartilhada para a escrita levou à criação das oficinas literárias, que formaram um grupo ativo de autoras. No ano passado, essa movimentação já havia transbordado para o espaço público com o projeto Leituras no MART, voltado à leitura de contos de grandes autoras. A boa recepção abriu caminho para um novo passo: levar ao Charitas leituras e textos próprios, expondo assim o processo de criação.

"Com o sucesso dessa iniciativa, foi um pulo para pensarmos o Leituras no Charitas, só que com a finalidade de levar os textos produzidos na Oficina de Escrita para partilhar com o público o processo de criação dos escritores", explicam, juntas, Eloisa e Rô, reforçando o caráter coletivo da ideia. A escolha do espaço, segundo as organizadoras, encontrou acolhida imediata.  "Encontramos no Charitas uma acolhida e incentivo maravilhosos para pôr em prática o projeto", acrescentam.

A parceria com a editora também se sustenta em afinidades construídas ao longo do tempo, tanto no campo da leitura quanto da escrita. O grupo destaca o papel da Sophia como um espaço que articula formação, produção e circulação literária. 

"A escrita proporciona um espaço muito precioso de partilha de experiências individuais e coletivas, de busca e constituição de identidades e de ocupação de lugares de falar", avaliam.
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			<title><![CDATA[Espetáculo 'Vamos Vadiar' retorna aos palcos com apresentações no estado do Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-04-02T12:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo “Vamos Vadiar” retorna aos palcos em 2026 com uma nova adaptação e apresentações em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. Após sessão no Teatro Popular de Rio das Ostras, no dia 20 de março, as próximas apresentações serão no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, no dia 3 de abril, e no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), em Maricá, no dia 17 de abril.

A montagem teve sua primeira apresentação em sessão única no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, em 2 de dezembro de 2023.
 Realizado sem patrocínio ou apoio financeiro, o espetáculo reuniu aproximadamente 180 pessoas, demonstrando o interesse do público por propostas artísticas ligadas à cultura popular e às tradições afro-brasileiras.

“Vamos Vadiar” é um musical que reúne música ao vivo, dança e teatro, propondo uma experiência sensorial e coletiva inspirada em manifestações culturais africanas em diáspora no Brasil. As cenas são conduzidas por diferentes instrumentos, como tambores, agogôs, berimbaus e violão, que acompanham danças e ritmos de tradições populares como capoeira, jongo, coco, samba de roda, afoxé e maracatu, além de momentos de interação com a plateia.

A dramaturgia utiliza a metáfora do rio e de suas margens, evocando a água como guardiã da memória, o ventre feminino como espaço de proteção e origem, e a ginga como expressão do corpo que resiste. O espetáculo propõe uma reflexão poética e política sobre a ancestralidade, os territórios culturais e os saberes que nascem e se fortalecem em espaços historicamente marginalizados. A escolha da vadiagem como tema central surge como gesto de resistência e afirmação cultural. No espetáculo, a vadiagem é apresentada como um modo de viver que questiona as lógicas produtivistas da sociedade contemporânea, valorizando o tempo, a conexão com a natureza e os conhecimentos ancestrais.

Ao mesmo tempo, a obra denuncia o uso exploratório dos corpos negros e periféricos e celebra o reencontro ancestral de corpos vadios como forma de amor, memória e resistência. Os intérpretes são integrantes do Coletivo Vadeia Aldeia, grupo cultural criado em 2021, na cidade de São Pedro da Aldeia.

O coletivo é formado majoritariamente por pessoas negras — educadores, capoeiristas, artistas e brincantes da cultura popular — que se dedicam à pesquisa, ao compartilhamento e à difusão de manifestações culturais afro-brasileiras, sempre em diálogo com mestres e mestras das tradições populares. O espetáculo também conta com a participação de artistas convidados: Alex Salles, Jotta Percussão, Mayla Árvore, Nina Estrela, Renata Magrela e Vinicius Lobo.

O espetáculo “Vamos Vadiar” é um evento com ações de democratização e acessibilidade. Entre as medidas, estão a contratação de intérpretes de Libras e a gratuidade para estudantes de escolas públicas.

A Circulação “Vamos Vadiar” é fomentada pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio com recursos da Lei Aldir Blanc.

Detalhes da apresentação, estarão disponíveis na página do Coletivo Vadeia Aldeia no Instagram, perfil @vadeia_aldeia.
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			<title><![CDATA[Março marca retomada das atividades do projeto "N'GOMA IAIÁ!", do Coletivo GRIOT, de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-31T17:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mês de março marcou a retomada das atividades do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, dentro do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", que promove oficinas de percussão feminina e atividades itinerantes de formação cultural.

Após um período de recesso, foram reiniciadas as oficinas de percussão, às segundas-feiras; e de dança afro, às quintas, no espaço GRIOT, próximo à rodoviária, sempre das 19h às 20h30. Ainda há vagas em aberto e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (22) 99953-1204.

Além  disso, o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, foi repleto de atividades, incluindo uma apresentação de Maracatu na abertura da 35ª Semana Teixeira e Sousa, em Cabo Frio, juntamente com o Grupo Tambor de Cumba (RJ). Na mesma data, foi feito o primeiro ensaio aberto visando ao grande cortejo, que será realizado no Canto do Forte, no dia 31 de maio. 

Ambas as atividades contaram com a participação da Mestra Aninha Catão, bailarina e coreógrafa do Maracatu Tambor de Cumba (RJ) e do Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico (PE).

Ainda como parte da programação da Semana Teixeira e Sousa, o Coletivo GRIOT, por meio do Tambor do Iaiá, promoveu uma roda de Jongo e Coco para o público que acompanhava o evento literário e cultural na Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio. Colocando em prática os ensinamentos de dança e percussão passados pela Mestra Márcia Fonseca, também foi feita uma apresentação coreográfica, de representação dos orixás.

As atividades e ensaios visando ao cortejo continuam nas próximas semanas e, além das oficinas regulares, a programação conta com outros dois ensaios abertos, marcados para os dias 11 de abril e 23 de maio.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, em escolas da rede pública de Cabo Frio e na Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo, no bairro Monte Alegre.

"O projeto é uma forma importante de levar essa formação cultural, que é tão discriminada na sociedade, de forma mais ampla. A gente vai trabalhar com os terreiros, nas escolas, e na periferia de Cabo Frio. Essa forma ampla de trabalhar a formação cultural visa atrair mulheres e pessoas que se identificam com a proposta", destaca a diretora-geral do projeto e do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, professora e Mestra Márcia Fonseca.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O calendário de atividades também está disponível pelo link https://drive.google.com/file/d/1NIC0Z_PrF2qfKX90dL5rHsB5_jdZNRJ6/view?usp=drivesdk e nas redes do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT: @griot_cabofrio e @tambordeiaia_griot. 

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" tem o apoio da Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo; da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

Sobre o GRIOT: 

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas.  

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Encenação da Paixão de Cristo nesta sexta-feira (03)

]]></title>
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			<updated>2026-03-30T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[ Prefeitura de Cabo Frio e a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção vão realizar mais uma vez a Encenação da Paixão de Cristo, um marco de cultura e fé que movimenta o Largo Santo Antônio durante o feriado religioso. A apresentação acontecerá na sexta-feira santa (03), às 21h.

O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, destacou a importância de um dos eventos religiosos mais tradicionais da cidade e dos trabalhos conjuntos com a Paróquia para tornar viável a realização dessa celebração de cultura e fé.

“A celebração da Paixão de Cristo é um marco de fé dentro da programação da Semana Santa. Trabalhamos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Assunção para unir forças e dedicação, para mais vez proporcionarmos esse espetáculo que sempre foi um atrativo religioso em nossa cidade, além de ser uma essencial representação de fortalecimento da fé cristã”, disse.

Retratando a peregrinação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Encenação da Paixão de Cristo em Cabo Frio vai reunir 79 pessoas nos papéis principais, 35 figurantes, uma equipe geral de organização e figurinos, com oito participantes, e 20 encarregados pela montagem e desmontagem dos cenários. Serão três palcos para retratar os atos, a ressurreição acontecerá no alto do Morro da Guia.
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			<title><![CDATA[Contos de Machado de Assis chegam ao teatro de Cabo Frio pela primeira vez]]></title>
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			<updated>2026-03-26T08:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29) o Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3 – Parque Burle – Cabo Frio) vai receber o projeto “Te conto em cena”. A programação será composta por três espetáculos com textos do escritor Machado de Assis adaptados pelo diretor, professor, encenador e dramaturgo Leonardo Simões. Celebrando 15 anos desde a sua primeira temporada, o projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ.

Nesta sexta, às 20h, a programação será aberta com os contos “A cartomante”, “Missa do galo” e “O espelho”. No sábado, no mesmo horário, serão encenados “A causa secreta” e “O enfermeiro”. Encerrando a programação, no domingo às 19h, será apresentado um conto cômico chamado “Ernesto de Tal”. Ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia, ou solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível). As apresentações variam entre 50 e 70 minutos.

Todos os espetáculos possuem classificação etária acima de 13 anos, e serão apresentados pelo mesmo elenco que compõe o projeto há 15 anos: Luiz Filipe Carvalho, Pedro Maia e Raquel Penner, que além de atriz também é produtora teatral, e circula há cinco anos com o monólogo “Cora do Rio Vermelho”, que retrata a vida e obra de Cora Coralina. A peça já passou por mais de 20 cidades brasileiras, e recentemente ganhou o Prêmio Cenym de Teatro Nacional como Melhor Monólogo do Ano 2024.

No palco os três atores dividem os mesmos recursos cênicos, e utilizam uma linguagem mais contemporânea, que apresenta nuances que variam entre o épico e o dramático, mas sem o rigor de reconstrução de época. As encenações são despojadas, contando apenas com quatro cadeiras como principal elemento de cenografia, valorizando apenas os artistas e a palavra, ressaltando o caráter atemporal da obra machadiana.

Além das apresentações, o também projeto vai promover uma oficina teatral gratuita com Leonardo Simões. A Oficina “Conta e Faz – noções básicas do teatro narrativo” propõe a realização de jogos teatrais e improvisações, tendo como estímulo criativo os fragmentos de alguns dos contos de Machado de Assis, incluindo os que foram adaptados para o projeto “Te Conto em Cena”.

Tendo como base a metodologia improvisacional de Viola Spolin, e técnicas narrativas praticadas por Leonardo, serão desenvolvidas ainda as habilidades de fisicalização de personagens, agilidade verbal e contracenação, a partir dos aspectos principais da cena, mesclando elementos de narração e de ação dramática. O encontro acontece neste sábado, no Teatro Quintal, e terá quatro horas de duração. São apenas 20 vagas disponíveis para maiores de 18 anos, e para participar é preciso fazer inscrição prévia através de um link disponível no instagram @‌tecontoemcena.

O projeto também terá ações de acessibilidade (com intérprete de Libras em todas as apresentações), debates, ingressos solidários, distribuição gratuita de ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino e projetos sociais. O objetivo é ampliar a experiência e democratizar o acesso do público. Realizado pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas, o espetáculo tem cenografia, figurinos e adereços assinados por Patrícia Delvaux e Nívea Faso; sonoplastia por Leonardo Simões e iluminação por Raphael Grampola. O cenotécnico é com Carlos Augusto Campos e Leandro Ribeiro; assistência de produção e operação de som, Rafa Barcelos; designer e fotografia, Bianca Oliveira; mídias sociais, Lyana Ferraz e produção local (Cabo Frio), Fábio Dajô.

O “Te Conto em Cena” teve sua estreia em 2011, com quatro bem sucedidas temporadas. A primeira, de quatro meses, ocorreu no Castelinho do Flamengo. Com excelentes críticas de especialistas em cultura, o projeto passou a fazer sessões duplas de quinta a domingo, com fila de espera na porta do Castelinho. Depois passou pelo Teatro Municipal de Niterói e seguiu para uma curta-temporada com sessões duplas no Espaço da Cia. dos Atores, na Lapa. Também ficou por dois meses no Solar de Botafogo. Nos anos seguintes, através do Patrocínio da Eletrobras (Lei Rouanet e do Prêmio FUNARTE Teatro Myriam Muniz), o projeto alcançou o público nas cidades de Cuiabá e Chapada dos Guimarães (MT); Porto Velho e Cacoal (RO); João Pessoa e Campina Grande (PB); Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA).
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			<title><![CDATA[Luto: escritor cabo-friense Célio Mendes Guimarães, aos 96 anos, deixa legado de amor à literatura]]></title>
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			<updated>2026-03-22T20:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 96 anos, o escritor e poeta cabo-friense Célio Mendes Guimarães declarou em prosa e verso seu amor às letras. Foram mais de 300 obras lançadas. 

— É uma questão de dom, de criação. É bastante divino. A inspiração existe. Precisamos é buscar por ela. Para termos as coisas, temos que luta — disse em entrevista publicada pela Folha dos Lagos em 2021, quando o escritor tinha 91.

Célio Mendes Guimarães morreu na manhã de domingo (22). O velório aconteceu na Sociedade Musical Santa Helena. O velório será na manhã de segunda (23). 

Célio Guimarães recebeu em 2011 o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj), por indicação do então deputado Jânio Mendes. Outra de suas inúmeras honrarias recebidas foi a medalha Victorino Carriço, concedida pela Câmara de Cabo Frio. Além disso, ocupou a cadeira 37 da Academia Cabo-friense de Letras.

Nas redes sociais, muitos amigos e admiradores prestaram homenagens. "Meu amigo querido se foi. Agora descansa no celestial. Obrigado por tanto poeta Célio Guimarães. Quanto aprendizado, quantas estórias boas e quantos risos. Um abraço afetuoso pra Susana e pra toda família. Até um dia meu querido prosador e poeta Célio Guimarães", escreveu a memorialista e ex-secretária de Cultura Meri Damaceno. 

"Hoje nos despedimos com tristeza, mas também com gratidão por tudo o que ele representou e construiu. Sua obra, seu exemplo e seu amor pela literatura permanecerão vivos em cada palavra, em cada encontro e em cada novo escritor que surgir inspirado por sua caminhada", postou o coletivo Flores Literárias. 

Evangelos Pagalidis também enalteceu o escritor. "Foi um marido dedicado, pai amoroso e avô exemplar. Seguindo o legado de seu pai, Clodomiro Guimarães, músico e fundador da Sociedade Musical Santa Helena, Seu Célio foi um guerreiro. Arrimo de família, orientou seus irmãos, tanto no caminho da música como na profissão de barbeiro. Já era um profissional de sucesso, com filhos se formando, quando resolveu voltar aos estudos, que havia interrompido ainda no primário, para ajudar a família. Sem queimar etapas, foi avançando até se formar em letras, pela Ferlagos, com louvor! Ao se lançar como escritor, iniciou uma carreira literária impressionante, sendo considerado atualmente o escritor cabo-friense recordista de publicações. Como amigo de seus filhos, na juventude, amizades de uma vida inteira, pude acompanhar bem de perto sua trajetória. Foi-se um grande homem, um ícone de nossa cidade!". 
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			<title><![CDATA[35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir deste fim de semana até o dia 28 deste mês Cabo Frio vai celebrar o legado e a obra de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa. Homem negro, o cabo-friense nascido em 1812 foi um escritor, poeta e dramaturgo, autor do primeiro romance brasileiro: O Filho do Pescador (1843). Em maio de 2024 o livro ganhou uma versão anotada através da Sophia Editora. A obra de 180 páginas traz 595 notas explicativas e resgata o legado do autor, que faleceu em 1861, aos 49 anos. Toda essa trajetória será lembrada durante a XXXV Semana Teixeira e Sousa, que terá abertura com solenidade oficial neste sábado (21), às 13h, no busto do escritor, na Praça Porto Rocha, com a apresentação do projeto “Os Teixeiras”, sob direção de Ítalo Luiz, seguida por um cortejo de Maracatu com o grupo Tambor de Cumba.

Criada por meio da Lei Municipal nº 1.106/91, a Semana Teixeira e Sousa faz parte do calendário oficial do município desde 2012, e passou a constar também no calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro pela Lei Estadual nº 6.290/12. Em sua 35ª edição, as atividades serão conduzidas e desenvolvidas utilizando a obra “Cornélia” como base. O evento tem apoio da Prolagos e do Convention Bureau de Cabo Frio.

Neste sábado (21) as atividades na Praça Porto Rocha começam antes da abertura oficial do evento: das 10h às 16h, o artista Reinaldo Caó comanda o workshop "Pintando na Feira". Na Tenda Principal, às 14h, começa a Feira Literária com lançamentos de autores locais e o Fórum Ubuntu. Às 15h, a mesa redonda principal reúne o Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira, Flavia de Jesus e José Leandro Junior, com mediação de Guilherme Teixeira. A noite encerra com um ato pelo Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial às 18h e o Samba do Quilombo às 20h. No domingo (22), às 10h, a Praça Porto Rocha recebe roda de conversa sobre o autor, distribuição de mudas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, além das oficinas de trança com Jessica Menezes e de forró com o projeto Forró na Praça.

Segunda-feira (23), das 9h às 11h, o projeto “Os Teixeiras” se apresenta na Escola Municipal Teixeira e Sousa. Na Praça Porto Rocha, às 14h tem contação de histórias por Andreia Fernandes e Marcia Fonseca, seguida de lançamentos literários às 16h e apresentação do Jongo Grupo Griot. Às 18h, a mesa de debates recebe o Prof. Dr. André Santana, a escritora Dominique Magalhães e a Profª Dra. Rosane Romão. O encerramento será com Leo Dioli às 20h.

Na terça-feira (24), após a apresentação matinal (9h às 11h) na Escola Municipal Talita Perelló, a Praça Porto Rocha recebe (às 14h) a contadora Rosana Andreia e o Maestro Sergio Gabriel. Após os lançamentos de livros às 16h, a mesa das 18h conta com as professoras Silvia Rohen, Virginia Lane, Jaqueline Brum e o professor Bruno Rodrigues Severino. A noite termina com o Grupo de Capoeira Vozes da África. Quarta-feira (25) a programação começa na E.M. Wanda Roque das 9h às 11h. Na praça, Luanda Oliveira comanda a contação de histórias às 14h. Às 18h, a mesa de debate reúne os doutores Ana Carolina Barreto, Renato Oliveira e Maria de Fatima Moura. As apresentações culturais ficam por conta da Cia de Dança Lua Afro e da cantora Paula Azevedo, com samba de terreiro.

No dia 26 (quinta-feira) o projeto “Os Teixeiras” visita o C.E.M. Marli Capp pela manhã. À tarde, na praça Porto Rocha, Alda Dutra faz a contação de histórias às 14h. A mesa das 18h será mediada por Sérgio Nogueira (Imupac) e contará com Carla Renata Gomes (Ibram), Carina Mendes (Iphan), Rafael da Costa Chagas, Leandro Correia, Taissa Ferraz e Glaucia Gomes de Azevedo. A música fica com o Pagode da 12.

No dia 27 haverá celebração do reconhecimento do autor pelas Academias de Letras. A atividade escolar será na E.M. Amena Mayall (9h às 11h). Na praça, Rosana Silva conta histórias às 14h, seguida pelo lançamento de livros. Às 17h, apresentam-se Macedo Griot e o projeto “Os Teixeiras”. Às 18h, a mesa reúne Rose Fernandes (ACL), Vinicius Grijó (Alacaf) e Janaina Nery (Colap). O dia encerra com o Sarau das Flores Literárias e apresentação de Keren-Hapuk. O encerramento no sábado (28) terá múltiplos palcos. Em Tamoios, o Shopping Unapark recebe o projeto “Os Teixeiras” e palestrantes locais às 15h. Na Praça Porto Rocha, os lançamentos de livros ocorrem das 14h às 20h. No Charitas (Museu José de Dome), às 16h, haverá o recital da pianista Raquel Paixão pelo projeto Jovens Pianistas. A semana termina no Palácio das Águias, das 18h às 22h, com a Mostra Cabofriense de Artes Negras Abdias Nascimento e o Baile Charme.
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			<title><![CDATA[E se as crianças trocassem as telas por uma aventura literária em Cabo Frio?]]></title>
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			<updated>2026-03-16T14:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em tempos de algoritmos e reels infinitos, uma coleção de lançamentos literários chega com uma proposta ousada: devolver às crianças o prazer do imprevisto, do encontro com a história regional e da imaginação que não cabe nas telas. E o mais surpreendente é que, desta vez, a aventura começa em Cabo Frio.

A Sophia Editora acaba de lançar o kit exclusivo com os títulos Vovô e o Pinguim, de Bárbara Secco; História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri; e Poemas Sortidos, de Silvana Lima. A oferta está disponível em combo com 17% de desconto. Um bom incentivo para uma tarde de leitura em família.



Um pinguim, um pescador e uma memória de família

O primeiro lançamento tem raízes verdadeiras na memória afetiva da cidade. Vovô e o Pinguim, escrito por Bárbara Secco e ilustrado por Julia Miranda Louzada, narra a amizade improvável entre um pescador e um pinguim que se encontram entre as ondas e constroem, dia após dia, um laço encantador.

No posfácio, Bárbara conta a origem real da história: "Nos anos de 1950, em Cabo Frio, meus tios-avôs Celso e Otacílio Ferreira resgataram um pinguim perdido na Praia do Forte e o levaram para casa. Nêgo, como foi batizado, passou a viver no quintal, junto com os cachorros e galinhas." Uma história que começa no fato e termina em poesia — cristalina, como só o litoral sabe ser.

Descobrir a própria cidade também é aventura

História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri, com ilustrações de Yuri Vasconcellos, convida o leitor a um passeio em família pela Praia do Forte, o Morro da Guia e o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART). Quem guia o percurso é Liz, uma menina que vai descobrindo, a cada esquina, que a cidade onde mora tem muito mais camadas do que parece.

Quando as palavras viram brincadeira

Em Poemas Sortidos, Silvana Lima leva as crianças a um carnaval de palavras onde nada funciona como o esperado. Uma lua que resolve se fazer de barco. Um verso que termina onde ninguém apostaria. Rimas que saltam da página como se tivessem vida própria.

Silvana escreve para crianças desde os anos 1990 e aprendeu, nesse tempo todo, a falar com elas sem condescendência. Seus poemas pegam também os adultos de surpresa — quem lê em voz alta antes de dormir costuma terminar rindo sem saber bem por quê.

As ilustrações são da própria autora, feitas com recorte e colagem de papel. 

Uma cidade que é cenário e personagem

Juntos, os três livros formam um convite para que as famílias cabo-frienses se entusiasmem com a memória cabo-friense. Adquira o combo completo aqui.
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			<title><![CDATA[Educação: Sepe exige diálogo e dá últimato a governo de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-09T14:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em assembleia por videoconferência convocada pelo Sepe Lagos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, Núcleo Lagos), profissionais da rede municipal de Cabo Frio aprovaram, nesta terça-feira (3), o início de um estado de greve. A categoria denunciou que sofre há quase quatro anos sem recomposição salarial, situação agravada pelo não pagamento de enquadramentos por formação e progressões previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), além das precárias condições de trabalho nas escolas. 

– O estado de greve foi aprovado como forma de pressionar o governo a abrir negociação formal com o Sepe. Não se trata de paralisar as atividades agora, mas sim avisar à administração municipal de que se não houver diálogo a categoria poderá realizar movimentos grevistas – explicou a coordenadora geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga. Segundo ela, também foram deliberadas panfletagens nas escolas, intensificação da mobilização nas redes sociais, denúncias aos órgãos de controle e novas iniciativas jurídicas.

Denize contou que, durante a assembleia, os trabalhadores criticaram a não convocação dos aprovados no último concurso público, mesmo diante da carência de profissionais, o que tem impactado a rotina escolar e o aprendizado dos estudantes. Segundo ela, atualmente o município possui mais de 1500 vagas reais destinadas a servidores concursados.

– São vagas que foram criadas a partir da criação de novas turmas, de escolas que foram inauguradas, por pessoas que faleceram ou que foram exoneradas… Só no quadro de auxiliar de classe são mais de 1500 vagas reais que estão sem ninguém há mais de 20 anos. São vagas destinadas a profissionais concursados e que não podem ser ocupadas por contratos temporários. Mas a Prefeitura de Cabo Frio está colocando contratos temporários para preencher essas vagas – denunciou Denize.

À Folha, a coordenadora do Sepe Lagos disse que durante a assembleia foram relatadas diversas perseguições a servidores readaptados: “eles estão sendo levados a trabalhar mesmo doentes, por medo de represálias”, contou.

Outro ponto apontado no encontro virtual foi a falta de diálogo com o governo municipal. De acordo com o sindicato, o prefeito Serginho Azevedo nunca recebeu a categoria. Já a Secretaria Municipal de Educação (Seme), sob comando de Alessandro Teixeira, teria realizado apenas uma audiência formal, em março do ano passado, mas sem dar qualquer tratamento às demandas apresentadas naquela ocasião.

Durante o debate, servidores da educação cabo-friense também relataram perseguições administrativas, entraves na vida funcional e dificuldades para resolver problemas básicos nas unidades escolares. Integrantes de equipes diretivas que participaram da assembleia fizeram duras críticas com relação à forma com que a Secretaria de Educação conduziu as unidades escolares nos últimos temporais que penalizaram a cidade com diversos pontos de alagamento. Houve ainda denúncia de que profissionais foram convocados reiteradamente para tratar de assuntos de trabalho durante o período de férias.
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			<title><![CDATA[Musical sobre Noel Rosa estreia no próximo dia 20 em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-03-07T10:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A vida, a poesia e o legado de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira vão ganhar os palcos da Região dos Lagos este mês. Produzido em Cabo Frio, o espetáculo teatral musicado “Não Quero Choro Nem Vela: Vida e Obra de Noel Rosa” tem sua estreia oficial confirmada para o próximo dia 20, às 20h, no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia. Durante duas horas a montagem vai celebrar o aniversário de 115 anos do compositor, propondo um encontro sensível com a trajetória do "Poeta da Vila", revisitando clássicos que atravessam gerações. Os ingressos custam R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), e estão à venda pelo site Sympla. A classificação indicativa é 16 anos.

Com texto assinado pelo roteirista Geraldo Afonso e direção do ator Daniel Ericsson (do filme “Ainda Estou Aqui”), a produção da Samburá Multiartes é fruto de anos de pesquisa. O título é uma referência direta à música “Fita Amarela”, carregando uma forte carga simbólica sobre a filosofia de vida de Noel, que faleceu precocemente aos 26 anos.

– Noel Rosa, ao invés de preservar a saúde, preferiu viver intensamente. Não se preocupava com a morte. O que realmente queria era “uma fita amarela gravada com o nome dela”. Na sua curta passagem por este mundo, foi boêmio contumaz. Homem de muitas mulheres, minou sua saúde desfrutando da vida noturna na Lapa e participando de serenatas pelos bairros de Vila Isabel, Tijuca e adjacências, além de ser viciado em bebidas geladas, de preferência a cerveja Cascatinha. Quando estava em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca da cura para a tuberculose, o que disse para tia reflete sua filosofia de vida. A tia o aconselha: “Você tem que se cuidar, Noel”. Ao que ele lhe respondeu: “Quem muito se cuida, pouco vive” - relembra Geraldo.

O roteirista revelou que o espetáculo começou a ganhar forma em meados do ano passado, originalmente como uma peça em três atos que se mostrou inviável pelo alto custo. O desafio atual foi sintetizar as 259 músicas registradas e a biografia densa do artista em uma apresentação dinâmica.

– Foi difícil escolher 26 músicas para o espetáculo. A vida dele daria uma série na Netflix. Sua infância, a passagem pelo Colégio São Bento, os prostíbulos aos 15 anos, a briga musical com Wilson Batista e as mulheres que foram suas paixões. Noel tinha três grandes paixões na vida: a música, a boemia e as mulheres – contou o roteirista.

A montagem destaca a potência artística da Região dos Lagos. Segundo o diretor Daniel Ericsson, o processo de seleção do elenco buscou artistas que tivessem familiaridade com a música, o canto ou a dança para materializar o texto de Geraldo.

– Nossa região tem pouco fomento à cultura, o que nos deixa talvez com a falsa impressão de escassez artística. Não é o caso. Temos uma profusão de artistas de primeira categoria. Alguns são artistas solos em suas carreiras, e no nosso processo os talentos convergem para o bem maior que é o espetáculo. Quero aproveitar ao máximo o talento de cada um a serviço do espetáculo – explicou o diretor.

No palco estarão Kéren-Hapuk, Roberta Sant’Anna, Manuela Dominato, Diego Vivas, Yuri Vasconcellos, Simon Soul e Gustavo Seabra. A sonoridade do universo de Noel ganha vida com os músicos Miguel R. Hevia e Vitalino. Para Daniel, o musical funciona como uma ponte entre o passado e o presente.

– O espetáculo apresenta situações de vida boas e difíceis vividas pelo artista. Suas dores são a tinta com a qual ele escreve suas letras e seus amores são as notas com que desenha suas melodias. É um elo entre o então e o agora. Tudo o que se conta é perspectiva das personagens que travaram contato com a pessoa Noel Rosa, de modo que ao mesmo tempo o mito é desmistificado, revelando a humanidade – destacou Daniel.

Após a estreia em São Pedro da Aldeia, o musical seguirá em circulação por teatros e clubes da Região dos Lagos, Região Serrana, Niterói e Rio de Janeiro. Para isso, a produção busca captação de apoio financeiro junto ao empresariado local. O diretor lamenta, no entanto, a falta de equipamentos na cidade de origem do projeto.

– Nossa estreia oficial será no dia 20 de março, no teatro de São Pedro da Aldeia, já que em Cabo Frio não temos um equipamento público para isso. É uma pena que na cidade onde o espetáculo está sendo construído não haja um teatro ativo - avaliou o diretor.
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			<title><![CDATA[Fim de semana tem espetáculos de improviso no Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-05T12:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (6) o Teatro Quintal, no Parque Burle, em Cabo Frio, recebe dois espetáculos de improviso realizados pelo Laboratório de Atuação Cênica Ensina Encena. As apresentações trazem trabalhos distintos para os públicos infantil e adulto, com sessões que seguem até domingo.

A programação começa nesta sexta-feira, às 20h, com o espetáculo "Ensina Encena Improviso Crias". No palco, alunos de 7 a 11 anos utilizam jogos teatrais para mostrar a espontaneidade e a criatividade das crianças. Com classificação livre, a peça propõe uma descoberta mútua entre os pequenos atores e a plateia, onde a imaginação conduz as cenas.

Já no sábado (7) e no domingo (8), às 19h30, a turma adulta apresenta "Como Nasce Um Vilão". Com classificação de 12 anos, o trabalho utiliza o formato de improviso longo, onde provocações lançadas ao vivo criam caminhos, relações e reviravoltas inéditas a cada sessão.

O Teatro Quintal fica na Rua Américo Ferreira da Silva, nº 3, e a capacidade é de 50 lugares por apresentação. O valor dos ingressos é de R$ 30 (preço único de meia-entrada para todos). As reservas devem ser feitas pelo WhatsApp (21) 99305-1000.
 
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			<title><![CDATA['Leituras no MART' retorna em 2026 com foco na Memória e Identidade Feminina]]></title>
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			<updated>2026-03-02T13:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após o sucesso de quatro edições dedicadas ao tema “Memória” no último ano, o projeto “Leituras no MART” retoma seu cronograma em 2026, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram). O primeiro encontro da nova temporada acontece na próxima terça-feira, 3 de março, às 18h, na nave histórica do museu.  

O projeto é uma iniciativa independente idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), além de Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). A ação conta com o apoio institucional da Sophia Editora. 

Para abrir o semestre, o grupo selecionou o conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado. A escolha é emblemática: a escritora mineira foi a grande laureada do Prêmio Camões em 2024, consolidando-se como uma das vozes mais importantes da literatura em língua portuguesa. 

Em 2025 o projeto mergulhou em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o primeiro semestre de 2026 propõe uma imersão no tema “Memória e identidade feminina”. O objetivo é privilegiar contos de autores diversos que lancem luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil. 

O formato, que já se tornou marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional. Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes doação de livros e conversas literárias. 

As sessões do Leituras no MART ocorrem sempre na primeira terça-feira de cada mês, mantendo o compromisso de ocupar o museu com literatura e troca de saberes. 

SERVIÇO: 

Evento: 5ª edição do Projeto Leituras no MART 

Obra: Conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado 

Data: 03 de março de 2026 (terça-feira) 

Horário: 18h 

Local: Nave do MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) 

Entrada: Gratuita 
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			<title><![CDATA[Sob gestão feminina, Bloco Parókia celebrou 55 anos de carnaval com público recorde]]></title>
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			<updated>2026-02-28T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Oficialmente o carnaval de 2026, em Cabo Frio, ainda não acabou (a programação prevê desfile de blocos até o dia 1º de março), mas já entrou para a história do Bloco Parókia. Este ano a agremiação completou 55 anos de fundação, e se consagrou como um fenômeno de público e organização. De acordo com a presidente, Fernanda Carriço, aproximadamente sete mil pessoas foram atrás do Parókia pelas ruas de Cabo Frio somente no domingo de carnaval: esse, segundo ela, é o maior público da história da agremiação, que chegou a encerrar as atividades após a pandemia.

Em entrevista à Folha, ela detalhou os desafios de "reacender" uma instituição que estava “morta”, e contou  como o olhar feminino trouxe ordem à bateria, harmonia com a vizinhança e proporcionou uma união inédita entre os músicos e blocos locais. Entre a valorização dos talentos da terra e o sonho de fundar uma escola de sopro, Fernanda contou que, em sua gestão, o Parókia passou a caminhar de mãos dadas com a inovação e o compromisso social.

Folha - Como você avalia esses anos à frente do Parókia?
Fernanda - Eu conheci o Parókia em 2011, se eu não me engano. Eu estava no programa do Amaury Valério, e conheci o maestro Gessé: me aproximei dele, conheci o Parókia, me apaixonei, e me voluntariei a ajudá-lo a manter o bloco. Comecei a ajudar com estrutura, catando, pedindo… Eu acompanhei a luta do Gessé, e o meu amor pelo Parókia foi só crescendo. Há quatro anos, no pós pandemia, o Parókia tinha parado sem perspectiva de voltar: a diretoria tinha sido dissolvida e o Parókia não tinha mais ninguém. Gessé tinha ido embora para São Paulo, e eu me vi diante de um Parókia morto. E aquilo me matou por dentro, porque alguma coisa em mim falava que eu não podia deixar isso acontecer. No carnaval de 2022 o então prefeito José Bonifácio pediu para me chamar, pediu para eu fazer o carnaval, pelo menos um dia. Eu assumi e fiz um dia de Parókia. Foi um dia que a gente não saiu, se não me engano, só um concentra, para não deixar de ter. A partir dali eu não consegui mais sair e acabei assumindo, sendo eleita presidente, e assim estou oficialmente há três anos. São quatro anos à frente do Parókia. Quatro anos que mudaram completamente a minha vida pessoal e profissional. O Parókia entrou de uma forma avassaladora na minha vida. Foram anos de muita luta para reacender o Parókia, que estava morto praticamente, e torná-lo ainda maior do que já era.

Folha - Quais foram as principais conquistas da sua gestão?
Fernanda - Eu acho que passam por muitos fatores. A principal foi conseguir a união dos músicos e de vários blocos com o Parókia. Quando eu assumi estava tudo muito solto, cada um com seu bloco. E o Parókia é a mãe de todos, o pai de todos. Então fui procurar pessoas de outros blocos para propor uma união de carnaval de rua: com o Discaralha, Cê é Filho de Quem, da Farinha... E o Parókia hoje é maior do que quando eu assumi. Nesse carnaval, por exemplo, a gente botou sete mil pessoas (na rua) num domingo de carnaval. Então o bloco se tornou muito grande. Nesses quatro anos que eu faço, eu percebo essa diferença, estando diretamente à frente. Imagina anteriormente. Eu acho que essas sejam minhas maiores conquistas.

Folha - Quais foram os maiores desafios enfrentados nesse período?
Fernanda - Os desafios são inumeráveis. A começar por mim mesma, né? Eu, Fernanda, jornalista, pegar a presidência do maior bloco da cidade, que estava parado, e botar pra cima, pra frente. Eu acho que esse foi o meu maior desafio. Lidar com muitas pessoas ao mesmo tempo pra que isso acontecesse, ter jogo de cintura, engolir muitos sapos, questão de ser mulher também, né? Nesse mundo do samba a maioria é composta de homens, e não é simples eu, no meu 1,60m de altura, brigar com várias forças pelo Paróquia. São muitos os desafios, mas Graças a Deus eu tenho tido força para enfrentar todos. Mas a gente também tem que ver o lado bom da coisa. E o lado bom disso tudo é a união de várias pessoas que ajudam o Parókia, que fazem tudo pelo Parókia: os trabalhadores que dão a alma; o Fábio, com a equipe dele; a Débora, filha do Binho; os músicos; os vizinhos que ajudam; o pastor, que tem o depósito de água e que ajuda a gente. Muita gente ajuda o Parókia por amor, e isso é uma coisa muito importante também de reconhecer. Eu faço questão de agradecer todo mundo, inclusive os foliões que vão para o Parókia só para dar amor. Nada de confusão, nada de treta. Então o Parókia é a união de muita gente, de muita força também.

Folha - A gestão feminina trouxe algum olhar ou prática diferente para a organização do Parókia?
Fernanda - O olhar, a prática, o diálogo, a harmonia, buscar pessoas para abraçarmos juntos o Parókia. Eu tenho um jeito muito duro quando se trata do Parókia. Às vezes a gente tem que ter essa mão de ferro mesmo, e eu confesso que eu tenho: sou centralizadora, cuido de todos os detalhes. No ensaio, por exemplo, eu estou de olho em tudo, no desfile também. Se tiver uma garrafa jogada no chão, eu sei que tem que tirar. A mulher tem esse olhar e isso faz muita diferença. A organização do bloco foi o olhar feminino. Aquela rua, Jorge Lóssio, é muito estreita. Antigamente a gente tinha ali 10, 15, 20 barraqueiros, e o público quase não circulava. Eu tive que tocar numa ferida muito chata que foi organizar a rua, tirar todo mundo e botar poucas pessoas trabalhando pra ter mais mobilidade, mais liberdade para as pessoas curtirem o bloco. Essa é uma questão que eu acho que veio de um olhar feminino, de organizar e isolar a bateria para que eles possam tocar sem se preocupar em machucar o público, com gente em cima. É muito difícil para os músicos tocarem numa multidão em cima, ainda mais sopro. O meu cuidado com os moradores da Jorge Lóssio: eu estou sempre ali, deixo o meu telefone disponível, se tiver um carro arranhado por causa do bloco, por causa do ensaio, eu me responsabilizo. Enfim, acho que são esses cuidados que permitiram que o Parókia ficasse mais organizado e, de uma forma geral, melhor. A mulher tem esse cuidado do carinho, das homenagens que eu fiz desde que eu entrei. Ano passado homenageei Gessé, esse ano o nosso Carlos da Tuba. Esses cuidados femininos fazem a diferença. E também faço questão de todo ano homenagear Seu Binho, um dos fundadores que esse ano fez 93 anos, comemorando com o bloco. Eu vou na casa dos vizinhos durante o ensaio, pergunto se está tudo bem, se estão curtindo, o que está faltando… Eu acho que é isso, a mulher tem um olhar diferente.

Folha - Como foi o Carnaval de 2026 para o bloco?
Fernanda - Apesar de eu ter reduzido o número de ensaios (ano passado fizemos sete ou oito, e esse ano eu fiz três), foi um carnaval gigante para o Parókia. Mais uma vez mostramos que ele é indiferente ao tempo, às pessoas que estão na gestão… O Parókia é gigante, tem vida própria, é patrimônio cultural e material de Cabo Frio. Esse ano sacramentou o tamanho do Parókia, que veio gigante. Foi um carnaval muito importante para o bloco. Participamos e fomos contemplados com o edital do Governo do Estado, tivemos o Parókia reconhecido na cultura, e isso tudo é um sonho que venho sonhando há alguns anos. Em 2026 posso dizer que vi um sonho realizado: o Parókia gigante, amado, aclamado pelas pessoas, com uma bateria, com uma energia muito diferenciada. Nossos músicos são incríveis e maravilhosos. Este ano o Parókia mostrou que não vai ser qualquer vendaval que vai nos tirar do mapa. O Parókia vai ficar pra sempre com a gente, é pra isso que eu estou aqui também.

Folha - Como foi a participação do público e a receptividade nas ruas este ano?
Fernanda - Foi impressionante. Durante os ensaios, durante o desfile, eu não paro um minuto: as pessoas vindo a agradecer, me abraçando, chorando, querendo tirar foto, todo mundo muito feliz com o Parókia. A receptividade foi muito além do que eu esperava, muito além mesmo. Eu não sei te dizer quantas pessoas vieram falar comigo para agradecer, para elogiar o Parókia. Foi impressionante. As imagens de drone que a gente tem mostram um mar de gente seguindo o Parókia. E o mais incrível, sem briga, sem confusão, sem nenhum problema. Minhas expectativas foram infinitamente superadas.

Folha - A questão financeira continua sendo um dos principais desafios do bloco?
Fernanda - Sim, a questão financeira ainda é o maior desafio. Manter um bloco não é simples, são muitos detalhes, são muitos gastos. O ideal seria uma coisa, mas para fazer o ideal a realidade não me permite ainda… São muitas questões.

Folha - Existe algo que você ainda gostaria de realizar e não foi possível até agora?
Fernanda - Muitas coisas. Uma delas é uma questão muito sensível, mas eu vou meter o dedo na ferida, que é organizar a bateria, limitar a participação de pessoas que chegam no dia do desfile e acham que podem tocar, porque já frequentam o Parókia há muitos anos, mas nem participam de ensaio, não fazem parte do que a gente está planejando para aquele ano. Eu sei que todo mundo é família, todo mundo é amigo, então essa é uma questão muito sensível. Mas, continuando em 2027, eu vou mudar isso. Eu vou realmente mexer na bateria, organizar isso com os músicos que estão ali comigo no trabalho, como o mestre Reginaldo, que está há três anos no Parókia comigo, como o Baby, da bateria. Eu quero muito organizar a bateria, mas é uma questão complexa. Outra coisa que eu não fiz, e esse é um grande sonho, é uma escola de sopro na cidade: Escola de Sopro do Parókia. Isso é um grande sonho. Hoje a gente está refém da falta de bandas na cidade. Não tem onde as crianças estudarem sopro. Os filhos dos músicos que estão em atividade não têm onde estudar sopro. Então, eu quero muito fazer isso.

Folha - Que legado você acredita estar deixando para o bloco?
Fernanda - É difícil a gente falar da gente, né? Parece que a gente está se auto-elogiando e eu detesto isso. Mas temos que ser realistas também porque é muito trabalho, e seria injusto não reconhecer o que eu mesma fiz. Eu acho que eu deixo vários legados para o Parókia. Um deles é valorizar o músico da cidade. Quando eu assumi o Parókia não era assim que funcionava, e isso dito pelos próprios músicos. Muitos músicos de fora vinham, ganhavam (dinheiro), e os músicos locais não. A primeira coisa que eu fiz foi acabar com isso. Falei “eu pago músico local”. Temos muitos na cidade, e eu acho que a valorização do músico local é um legado que eu deixo. A questão da união com outros blocos também é um legado que eu deixo. Nós somos todos irmãos, tem uma galera de Cabo Frio que carrega o carnaval de rua nas costas. Os blocos centrais é essa galera que faz, e a gente se uniu. O que eu posso ajudar o bloco A, B, C, eu ajudo, não importa se é Parókia.O Parókia é todo mundo junto porque o Parókia sem essa galera também não é nada. Também mostrar para as pessoas que um bloco é feito de passado, presente e futuro. O presente é muito importante, mas o passado também, mas para conciliar passado e presente, a gente tem que olhar para o futuro. Outra coisa importante da minha gestão foi ter resgatado o Papai Noel do Parókia, que existia mais há sei lá há quantos anos. Em 2025 esse ano eu fiz o segundo nessa retomada. Em 2024 atendemos mais de 200 crianças, em 2025 foram mais de 300, com brinquedo, presença de Papai Noel, pula-pula, algodão doce, pipoca, picolé… O Parókia também fez o Natal de muitas crianças.

Folha - Qual é a importância do Parókia para a cultura e o Carnaval de rua de Cabo Frio hoje?
Fernanda - O Parókia é o maior bloco da cidade, é o bloco mais antigo em atividade, é patrimônio cultural e imaterial de Cabo Frio, é o bloco mais importante para a cultura da cidade, independente de eu ser presidente. Isso é fato. No carnaval eu estava na fila de um banheiro e ouvi uma turista falar “a gente tem que ir no tal do Parókia, porque só se fala nisso na cidade, que é o melhor bloco e tal”, e eu ouvindo aquilo e pensando “caraca, é mesmo. E milhares de pessoas num bloco de rua sem briga, sem confusão, só amor. Então eu acho que o Parókia tem que ser realmente exaltado pela cultura cabofriense, porque é um bloco com muita história do passado, do presente e do futuro. Todo ano eu falo que não vou fazer mais, que não quero saber, que ano que vem vou passar o carnaval fora… mas na hora a gente é movido por um compromisso de não deixar parado, de não deixar mais ou menos. É um desafio muito grande, mas o amor é muito maior. Eu termino o carnaval sempre muito cansada fisicamente e emocionalmente, porque são muitos problemas, mas lá no fundo tem aquele bichinho da realização que diz: “descansa, mas ano que vem a gente faz melhor”, e meu objetivo é sempre esse, ano que vem fazer melhor, porque o Parókia não se separa mais da minha história, que eu construí com muito sacrifício, com muito amor, muita superação. O Parókia está na minha biografia e eu tenho muito orgulho disso. Fico até emocionada, porque o carnaval de 2026 foi um desafio imenso, mas o Parókia venceu, e eu estava ali fazendo com que ele vencesse.

Foliões narram histórias de resistência e o renascimento do Bloco Parókia

A história do Bloco Parókia, que este ano completa 55 anos de fundação, não se explica apenas pelo recorde de público estimado em sete mil pessoas somente no domingo de carnaval, mas pelas memórias preservadas na esquina da Rua Jorge Lóssio, no Centro de Cabo Frio. Foi ali que, nos anos 1970, o bloco nasceu, no bar do Seu Binho, junto com seus seus irmãos e cunhados músicos, se tornando hoje o mais antigo e tradicional bloco de rua ainda em atividade na cidade. Débora Machado Pereira, biomédica e filha adotiva de Binho, vive essa trajetória desde que nasceu, há 42 anos. Em entrevista à Folha, ela recordou que cresceu no antigo Bar Parókia, entre o chorinho e as marchinhas, vendo a agremiação se tornar um legado de amor e reencontros.

– O que faz ele ser tradicional e querido é ser muito familiar. É um bloco que recebe a todos, que não tem briga. As pessoas vêm realmente para curtir em família. Pra mim ele representa um legado muito cheio de carinho, de amor, de pessoas que a gente reencontra todo ano. É uma parte de mim - afirma Débora. Ela destaca o rigor do pai no balcão como o segredo da harmonia: "Meu pai não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. Ele fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. Além da música, o grupo era marcado pela solidariedade. Débora contou que acompanhou os primeiros integrantes do bloco se unindo para construir casas para pessoas sem condições, sem querer nada em troca.

Apesar de anos de estrada, o carnaval deste ano fez a emoção tomar conta da família do fundador do Parókia: para comemorar o aniversário de 93 anos de Binho, em pleno carnaval, o bloco parou em frente à casa dele e prestou homenagem.

– Foi muito gratificante estar ali do lado dele, ele vendo a rua cheia e o bloco cantando parabéns. Ele virou para mim e falou: “O responsável disso tudo, minha filha, sou eu. Olha a responsabilidade que eu tenho" - contou Débora, que é só elogios à primeira diretoria feminina da agremiação. "O Parókia é o melhor bloco da cidade. Tem o Discaralha também, que está muito bom. Mas o Parókia é legado do meu pai, é uma herança que ele deixou. E essa diretoria 100% feminina foi a melhor que tivemos durante todos os últimos tempos. Meu pai recebeu Fernanda Carriço e a Bia (atuais presidente e vice, respectivamente) com muito carinho, e ficou muito feliz em ver o amor que a Fernanda tem pelo bloco. Tudo que ela fez, tudo que ela deu ao bloco, nós acompanhamos. No início, teve certa resistência com algumas pessoas, mas nada que abalasse a vontade e o amor de fazer pelo bloco o que ela fez. Fernanda Carriço tem o amor do pessoal daqui de casa, do meu pai. Gratidão enorme por tudo que ela fez e devolveu ao bloco”, declarou Débora.

O encontro de Zarinho Mureb com o Parókia é um pouco mais antigo: tem cerca de 50 anos. Começou quando ela já frequentava o bar de Binho e Baiano. Integrante de longa data da bateria, ela recorda com carinho dos amigos como Seu Gessé, Mulato Gelson, Pirraça, Bi, Baiano, Binho, Agildo, e tantos outros, e da época em que levou a bateria do extinto bloco "Disfalça e Olha" para o Parókia.

– O “Disfalça e Olha” saía aos domingos e terças durante anos. Mas o bloco cresceu muito, e a gente achou melhor acabar. Migramos então para o Parókia, que praticamente não saía nas ruas. Levamos nossa bateria pra lá, que não era o forte deles, e foi um encontro de paixão. Comandei a bateria no repique e no apito por muitos anos, mas nunca foi fácil por tinha uns caras que não aceitavam muito bem uma mulher no comando, e eu também não tinha muita paciência pra quem chegava só no dia pra tocar, porque isso atrapalhava nossa ótima bateria, e nesse quesito eu sou perfeccionista. Hoje o Parókia também cresceu muito, assim como o extinto Bloco da Rama e o Disfalça: não é do meu agrado, mas é inevitável. Mesmo assim, acho importante manter o Parókia. Fernandinha (Carriço) é uma guerreira. Admiro muito o trabalho dela porque sei que não é fácil. Eu também faço parte no comando de alguns blocos, e não é mole. Mas a nossa paixão pela alegria, a cultura e a tradição do Carnaval é que nos faz esquecer das dificuldades e cair dentro, até o próximo ano. Meu amor pelo Parókia é minha paixão pelo carnaval - revelou.

Para o bombeiro militar Rodrigo Tardelli Moreira, membro da bateria do Parókia há 24 anos, mas frequentador desde os 10 (hoje ele tem 44), o bloco é sinônimo de alegria e amizades que vêm da infância. Ele ressalta que o diferencial do bloco é manter a tradição da bateria e do sopro, o que atrai desde idosos até crianças, mas também lembra que o Parókia é superação.

– Há dois anos, no segundo dia de bloco, um amigo veio me agradecer por ter deixado ele entrar pra bateria do Parókia. Ele não sabia tocar nada, estava depressivo, muito perto de provocar uma tristeza na família dele. Até hoje ele fala que salvei a vida dele e isso não tem preço. Salve o Parókia - exaltou ele, reforçando a importância da atual diretoria para a história da agremiação. “Fernanda está de parabéns. Tiro o chapéu pra ela pelos anos que ela está na presidência do Parókia porque não é fácil assumir o bloco de maior expressão, e o mais antigo de Cabo Frio, e ainda sem subvenção da Prefeitura. Só quem está ali sabe como é difícil”, avaliou.

A memorialista Meri Damaceno, que frequenta o bloco desde o final dos anos 70, define a agremiação como a resistência da cultura popular tradicional cabo-friense. Para ela, o Parókia é um "prato cheio" para pesquisadores por ter vencido o machismo, e por ser um produto genuinamente local que vem sobrevivendo às culturas de fora da cidade.

– A história do carnaval de Cabo Frio remota o final do século XIV, quando mulheres eram proibidas de participar, onde a presença feminina era representada por homens vestidos de mulheres, principalmente na época dos ranchos, que se inicia no final de 1800 e termina nos anos 1930, mais ou menos. A mulher era útil somente para confeccionar as fantasias, fazer os quitutes e limpar a bagunça deixada pelos foliões, muito diferente dos dias atuais, onde elas ocupam todos os espaços. O Parokia é um exemplo disto: sempre foi um bloco dominado e comandado por homens desde sua fundação, até bem recente, quando Fernanda, a muito custo, assumiu a direção. Em certo momento eu, junto com outras companheiras, tentamos fazer isso, mas as forças masculinas não viram com bons olhos: não sei se com os olhos do ciúme (por afeto) ou por machismo mesmo. Mas na hora que o Parókia estava prestes a desaparecer (logo após à pandemia), foi a força brilhante de uma mulher que salvou sua história extraordinária e não permitiu que isso acontecesse. E ainda digo mais: veio com uma força de organização que ninguém nunca viu antes no Parókia. A mudança é visível, e se alguém não viu ou percebeu, é porque nunca foi da família Parókia - apontou Meri.

Em conversa com a Folha, ela também recordou momentos marcantes que já viveu junto ao bloco, como a parada emocionante em frente à casa do falecido Celinho Pé de Pato, e episódios divertidos, como quando foi eleita musa por aclamação popular, aos 62 anos.

– Em 2002 foi muito emocionante quando o Parókia estendeu o desfile até a casa de Celinho Pé de Pato, que havia morrido uns sete meses antes do carnaval. Como ele era integrante da bateria, o bloco fez uma parada na porta dele, e ficou por ali um tempo, tocando. Vi muita gente chorando de emoção, e não tinha como não chorar. Outra história, mais recentemente, aconteceu quando inventaram de fazer um concurso para porta-estandarte e musa do Parókia. No dia da apuração eu pedi pra ver os inscritos: só duas pessoas, e as duas para o cargo de musa. Com pena de Fernandinha (atual presidente do bloco), me inscrevi pra qualquer coisa, mas já sabendo que não ganharia nada: primeiro porque, com 62 anos, eu não ia aguentar carregar estandarte; e segundo que, ser musa com 62? Tinha uma mulher, coxuda, uns 10 anos mais nova do que eu, que estava concorrendo pra musa. A galera ficou sabendo que me inscrevi, e quando Fernanda ia anunciar o nome das ganhadoras, o povo começou a gritar “Meri, Meri, Meri…” Eu pensei que era pra carregar o estandarte, mas era pra ser musa, e acabaram colocando o estandarte na mão da coxuda. Fomos nós para o meio da bateria. Depois do bloco tomei todas, fui pro bairro Portinho de faixa e coroa, fiquei doidona, quebrei a coroa e arrebentei a faixa. Na terça de carnaval tive que sair colando tudo com super bonder. E porta estandarte nem apareceu - contou Meri, aos risos.
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			<title><![CDATA["Fragmentos de uma vida": crônicas que resgatam sentimentos chegam ao público em lançamento especial]]></title>
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			<updated>2026-02-23T11:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A jornalista, professora e empresária Keetherine Giovanessa lança, no próximo dia 28 de março (sábado), o livro físico Fragmentos de uma vida, em um encontro marcado por sensibilidade, reflexão e proximidade com o leitor. O evento acontece a partir das 14h, no Roma Café Garden, em Cabo Frio, espaço escolhido para acolher o público em uma tarde dedicada à literatura e às emoções que atravessam o cotidiano.

Voltado para o público em geral, Fragmentos de uma vida é um livro de crônicas que convida à pausa em meio à rotina acelerada. Com uma escrita delicada e, ao mesmo tempo, contundente, Keetherine Giovanessa percorre temas universais como amor, saudade, fé, escolhas, perdas e recomeços, trazendo à tona sentimentos, vivências e valores que, muitas vezes, acabam esquecidos na pressa dos dias. Cada texto funciona como um espelho: revela fragmentos da autora e, ao mesmo tempo, do próprio leitor.

A obra nasce da observação atenta da vida real, dos pequenos gestos e das grandes dores, mostrando que há beleza mesmo nas imperfeições. É um livro para ser lido sem pressa, relido em silêncio e sentido com profundidade, despertando memórias e reflexões pessoais.

Sobre o lançamento, a autora compartilha sua expectativa: 

- Esse livro é muito íntimo, mas também muito coletivo. Espero que cada pessoa que folheie essas páginas se reconheça em algum fragmento e se permita sentir. O lançamento é um momento de troca, de olhar nos olhos e celebrar a literatura como encontro - afirma Keetherine Giovanessa.

O lançamento de Fragmentos de uma vida promete ser mais do que a apresentação de um livro: será uma experiência de conexão, escuta e afeto, reafirmando o poder da palavra escrita em tempos de tanta urgência.

Serviço:
Livro: Fragmentos de uma vida
Lançamento: 28 de março 
Horário: 14h
Local: Roma Café Garden (Avenida Teixeira e Souza, 584, Vila Nova, Cabo Frio)
Apoio Cultural: AFD Assessoria Contábil, Engeluz, Shopping Popular e Home Care Hope
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			<title><![CDATA[Filme buziano produzido em sete dias foi destaque em festival no Gran Cine Bardot]]></title>
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			<updated>2026-02-09T17:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema buziano ganhou um novo capítulo inspirado na paixão pela cidade. O roteirista, diretor e ator Nicolai Helter, de 26 anos, acaba de lançar seu primeiro curta-metragem, intitulado “Quem Sabe Um Dia?”. A obra, que nasceu de um desafio contra o tempo, mergulha nas raízes de Armação dos Búzios para contar a história de um trabalhador de barraca de praia que vive um romance intenso, porém breve, com uma turista.

À Folha, Nicolai contou que já tinha como meta criar um filme em 2025. Mas a inspiração para esse trabalho surgiu em dezembro do ano passado, quando ele soube que o Gran Cine Bardot iria fazer um Festival de Curtas Metragens e filmes produzidos em Búzios. Em apenas sete dias, ele roteirizou, produziu, gravou e editou o filme de 15 minutos, tudo sem orçamento.

– Criar um filme dá muito trabalho e envolve inúmeras variáveis. Já estávamos no final do ano, eu não tinha feito nenhum filme. Foi quando veio a notícia sobre o festival do Gran Cine Bardot. As inscrições abriram dia 22 de dezembro e encerraram dia 29. No dia 22 eu pensei: vou produzir um filme e aplicar alguma coisa, mesmo que fique ruim. A ideia veio de uma conversa com meu amigo Quissak: falávamos sobre contar a história de um dia na vida de um buziano. Aí eu conectei com vivências pessoais, características da cidade e finalmente cheguei na história do filme: Um buziano, trabalhador de barraca de praia, que se apaixona por uma turista de férias no Brasil. Os dois vivem um romance intenso, mas breve, porque, com o fim das férias a turista volta para o seu país. Por um detalhe banal, eles não trocam contato. Talvez o destino nunca mais cruze seus caminhos novamente, mas fica a memória de um amor de verão - contou.

Para Nicolai, que adotou Búzios como sua cidade natal aos 14 anos, o filme é uma forma de retribuir a acolhida que teve no município e valorizar a cultura local, “fugindo da imagem puramente comercial vendida ao capital privado”. Grande parte das gravações aconteceram na Praia de Geribá, e contaram com a participação de 16 pessoas, sendo duas no elenco principal, seis no elenco coadjuvante e oito no elenco de apoio.

– Búzios carece muito de valorização da própria história e cultura. Então, contar uma história buziana, com vivências buzianas, permite que cidadãos se identifiquem, compartilhem histórias e fortaleçam seus laços com a cidade e com as experiências que tornam Búzios tão especial. E a maioria do elenco era de amigos e conhecidos que estavam disponíveis ali na hora. Eu e a Lara, que é minha namorada, fizemos os protagonistas. O Arthur Cavalcanti, que fez elenco de apoio e também a direção de fotografia, eu conheci através do Instagram. Sofia Eboli, uma amiga distante, estaria em Búzios nas datas da produção do filme e fez a assistência de direção. Cuni e Max, que têm o bugre no filme, são dois irmãos que eu conheci trabalhando como figuração na série Ângela Diniz, da HBO. Não tinha muito tempo para fazer a seleção, mas todo mundo que a gente imaginou para participar topou a ideia na hora. E só conseguimos gravar em Geribá porque tenho um amigo (Vinícius) que trabalha lá com barracas. Expliquei o projeto pra ele, falei da urgência, das condições, e que não tínhamos dinheiro nenhum: era um projeto feito no amor. Ele topou, e cedeu o espaço da barraca, que continuou funcionando normalmente durante as gravações. Em diversos momentos eu tive que sair no meio da cena para atender os clientes de verdade que chegavam porque eu estava uniformizado - contou Nicolai.

Além de Geribá, o curta-metragem também teve como cenário algumas casas na Praia dos Ossos e imóveis do Centro. Isso porque, segundo Nicolai, a ideia era ambientar o filme em décadas passadas.

– As cenas dentro de casa foram na casa da Lara mesmo. Todo restante a gente teve que se virar com ambientes públicos mesmo. Quando o Nico sai de casa, nos Ossos, para encontrar os amigos, por exemplo, ele não estava dentro da casa: ele só se escondeu entre a parede e o portão fazendo parecer que saiu de dentro daquela casa. Foram sete dias desde a ideia inicial, roteirização, produção, gravação e edição do filme. Eu comecei a editar o filme no dia 27 de dezembro (dois dias antes do prazo final para a inscrição no festival): tinha 1 hora e 40 minutos de material bruto que viraram esses 15 minutos - revelou Nicolai.

A falta de tempo e de recursos impôs limitações que acabaram ditando o ritmo da obra. Sem equipamentos de luz, a equipe ficou refém da iluminação natural, e os diálogos foram improvisados no momento das gravações.

– A falta de tempo foi responsável por 80% dos problemas que a gente teve por causa da velocidade em que as decisões eram tomadas. Por conta do tempo a gente teve que simplificar muita coisa. A gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mas se não existisse essa pressão para terminar o projeto em tempo, tudo poderia ter ficado só no campo das ideias e nunca ter saído do papel. A gente foi aprendendo tudo na prática. E a falta de mão de obra especializada também aumentou o desafio - revelou.

Com o filme pronto, Nicolai lembra da emoção no momento em que o filme foi exibido no Gran Cine Bardot:

– Quando o projetor ligou e disparou os raios de luz sob aquela enorme tela de cinema, meu corpo foi inteiramente tomado por uma energia calorosa que fez todos meus pelos arrepiarem. Aquelas noites viradas, o estresse, o trabalho árduo compensou: “mãe, eu tô no cinema!” eu pensei. O Gran Cine Bardot também foi um grande apoiador por realizar o festival, dando esse espaço para criadores locais e fomentando a cultura em Búzios. E no final do filme muita gente me pediu uma continuação, mas eu acho que a história está completa porque nem tudo na nossa vida tem o final que desejaríamos que tivesse. Por ser uma história bem realista, espero que o espectador apenas sinta, se identifique e viva a mesma nostalgia que o personagem viveu anos atrás com aquele romance de verão. E também queria jogar luz para essa condição que nós, trabalhadores de cidades turísticas, vivenciamos: as relações diversas, intensas e efêmeras que são características do nosso trabalho com público - explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia? foi o primeiro filme que ele produziu. “Eu já crio conteúdo para redes sociais há aproximadamente dois anos, com vídeos de um a dois minutos, mas essa foi a primeira vez que criei um filme para cinema” - revelou.

Para o diretor, o turismo é um ponto central dessa narrativa e da vida em Búzios. Nicolai afirma que “sem ele, não seria comum ver histórias como essa acontecendo”.

– Muitas pessoas que viram o filme relataram sobre a similaridade das histórias que elas também já viveram em Búzios, trabalhando com turismo. O trabalho turístico envolve o contato amplo e direto com público, você cria conexões com pessoas muito diversas em personalidade, origem, costumes, e isso é muito enriquecedor. Por mais que essas conexões sejam efêmeras, de alguma forma elas nos marcam tanto que podem mudar completamente o rumo da nossa vida. O filme fala disso, e a forma como lidamos com o final dele é também sobre como lidamos com essas experiências – explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia?” foi o primeiro filme que ele produziu.

Agora, o projeto entra na etapa de distribuição. Nicolai contou à Folha que está inscrevendo o curta-metragem em festivais e editais, buscando reconhecimento e recursos para remunerar a equipe que trabalhou de forma voluntária.

– Nossa equipe de produção é pequena, e ainda tem muito trabalho a se fazer. Aplicar para festivais e editais não é fácil e envolve diversos trâmites que eu estou aprendendo na prática. Admito que estou enfrentando dificuldades nesse processo, mas estamos conseguindo caminhar. Cada pequeno passo dado é um passo a mais em direção ao sucesso do filme. Com todo esse trabalho esperamos conseguir algum apoio da prefeitura para levar Búzios para o restante do Brasil e até quem sabe para o exterior, porque precisamos que a história e cultura da cidade sejam mais valorizadas e difundidas. Búzios é aquele lugar que você ouve três histórias diferentes sobre a origem da mesma praia, e não sabe qual delas é a verdadeira. Então, eu queria muito fazer um documentário sobre a história e a cultura de Búzios. Na área da ficção também quero produzir mais histórias buzianas para mostrar nossa cidade para o mundo e incentivar a produção de cinema local - concluiu.
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			<title><![CDATA[Carnaval de Cabo Frio começa neste sábado (7) com esquema de segurança reforçado]]></title>
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			<updated>2026-02-06T14:53:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Os primeiros blocos do Carnaval 2026 começam a desfilar, em Cabo Frio, neste sábado (7), abrindo um calendário festivo que se estenderá até o dia 1º de março. Para garantir a ordem pública durante os eventos, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública e o 25º BPM definiram (em reunião realizada esta semana) um planejamento operacional que inclui reforço no efetivo da Guarda Civil Municipal e das polícias Militar e Civil; monitoramento eletrônico; fiscalização de coolers e proibição de garrafas de vidro, entre outras medidas.

A programação deste sábado (7) começa às 17h com desfile do bloco Encosta Que Ele Cresce, no Centro. Já o domingo (8) reserva três atrações: a corrida Folia Run, com largada às 7h na Praia do Forte, e o bloco Boi da Barra, às 13h, no mesmo local. Tem ainda o Bloco da Farinha, às 15h, no Centro. Na terça-feira (10), o Encontro de Terça ocorre no Iate Clube, na Gamboa, às 16h, e na quarta-feira (11), o bloco De Perto Ninguém é Normal encerra os primeiros dias às 9h, na Praça da Cidadania. Para ver a programação completa com todos os desfiles clique AQUI.

Para garantir que a festa de Momo seja só alegria, a estratégia de segurança também prevê uso de drones, postos de revista com detectores de metal, câmeras de monitoramento integradas ao sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, além da atuação de um caminhão equipado com tecnologia de reconhecimento facial para identificação de foragidos da Justiça.

Em recente post nas redes sociais, o prefeito Serginho Azevedo informou que o uso da tecnologia de identificação facial já vem gerando resultados positivos na cidade.

– A Prefeitura de Cabo Frio, em parceria com a Polícia Civil (126ª DP) implantou o RAS, permitindo a ampliação da escala de policiais civis, fortalecendo o efetivo e garantindo mais agilidade nas investigações. Da mesma forma, implantamos o PROEIS com a Polícia Militar, colocando mais PMs nas ruas, todos os dias. Também investimos de forma contínua na nossa Guarda Civil Municipal: mais equipamentos, melhores condições de trabalho, aumento de escala e valorização salarial. Hoje, Cabo Frio também conta com um sistema moderno de monitoramento, com câmeras, reconhecimento facial, integração de imagens residenciais e uso de drones. À população, a mensagem é clara: estamos cuidando da cidade.
E aos desavisados: quem tentar cometer crime em Cabo Frio será identificado e preso - avisou o prefeito.

No esquema de segurança do carnaval haverá, ainda, distribuição de pulseiras de identificação para crianças nas praias do Forte e do Peró, e intensificação das ações para coibir flanelagem, irregularidades envolvendo embarcações e motos aquáticas, uso de caixas de som, esportes com bola nas praias, orientação e fiscalização voltadas à proteção das dunas, áreas ambientalmente sensíveis e praias com selo Bandeira Azul, e outras condutas ilícitas que comprometam a ordem pública. Também ficou determinado que todos os blocos devem encerrar suas atividades à meia-noite. 

No trânsito, a Guarda Municipal e a Secretaria de Mobilidade Urbana anunciaram fechamentos temporários de vias. No distrito de Tamoios, o foco será o ordenamento viário, com medidas para melhorar o fluxo de veículos entre Tamoios e Barra de São João, incluindo a utilização de grades na subida da ponte e a manutenção do sinal intermitente em amarelo, garantindo mais segurança, fluidez e organização no tráfego durante o período de Carnaval.
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			<title><![CDATA[Peça "O Dia da Visita" será apresentada neste sábado (7) em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-02-06T09:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste sábado (7) o Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, receberá o espetáculo teatral “O Dia da Visita”, uma comédia dramática que mistura humor ácido, sensibilidade e reflexões profundas sobre a condição humana. A apresentação acontece às 19h. Ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), com venda pelo site www.guicheweb.com.br.

Ambientada em um pequeno apartamento tomado por mofo, memórias e silêncios, a trama acompanha dois velhos amigos que aguardam, entre teimosias e provocações, a mais pontual de todas as visitas. Antes que ela chegue, a rotina dos dois é interrompida pela entrada inesperada de uma ex-prostituta que hoje sobrevive fazendo bicos como faxineira. Sua presença provoca uma grande reviravolta no destino daqueles personagens, conduzindo o público por situações ao mesmo tempo absurdas, humanas e comoventes.

Entre chá de camomila, crises intestinais e lembranças que insistem em dançar com o passado, “O Dia da Visita” revela, com ironia e delicadeza, o que ainda pulsa em quem está à beira do fim: o desejo de rir, amar, brigar e deixar o mundo um pouco mais limpo. O espetáculo propõe um encontro sensível entre a velhice e o absurdo, convidando o público a rir e refletir sobre temas universais.

Com duração aproximada de 50 minutos, a peça aposta em uma encenação intimista, valorizando o trabalho dos atores e a força do texto, que equilibra humor e emoção. Para o diretor e autor do texto, Anderson Macleyves, a montagem carrega um significado especial:

– Esse espetáculo é muito importante para os atores, que são alunos da nossa oficina em Cabo Frio, porque representa um passo concreto de formação e vivência profissional no teatro. Além, claro, dos atores convidados. Mas, acima de tudo, ele é feito para o público, que tem a oportunidade de acessar cultura de qualidade, de forma acessível, sensível e próxima da sua realidade - contou.

A montagem é da Companhia Oficina de Atores Macleyves Métodos, com produção da Nexus, sonoplastia de Stephany Antunes, iluminação de Anderson Macleyves e figurino assinado pelo elenco. No palco estão Waltão Ramos e Tuca Muniz, como atores convidados, além de Tati Lobo, Carla Angélica, Dani Fernandes, Sabrina Gabriela, Débora Rodrigues.
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			<title><![CDATA[Folha dos Lagos antecipa datas de desfile de blocos do Carnaval de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-01-22T15:08:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltando menos de um mês para o carnaval, a programação da folia, em Cabo Frio, segue guardada a sete chaves. Segundo Joir Reis (presidente da Associação dos Blocos de Cabo Frio - ABACCAF), uma reunião está agendada para esta quinta (22), no Charitas, com representantes do governo municipal e dos blocos. O objetivo, segundo ele, é acertar os últimos detalhes da programação, que começa no próximo dia 7 de fevereiro e vai até 1º de março. No entanto, a Folha conseguiu confirmar com algumas fontes os dias de desfile das agremiações confirmadas no carnaval 2026 de Cabo Frio.

Presidente do Parókia, Fernanda Carriço anunciou que os próximos ensaios do bloco acontecerão no dia 30 de janeiro, e também nos dias 6 e 13 de fevereiro. Já a festa oficial será nos dias 15 e 17 de fevereiro. Antes do Parókia ganhar as ruas, no entanto, outras agremiações estarão aquecendo os foliões.

Conforme a Folha já havia antecipado, este ano o tema da folia será os 30 anos de atividade da Associação dos Blocos de Cabo Frio. Para marcar a data, serão mantidas todas as Estações de Carnaval (Praia do Forte, Peró e Tamoios), além da área Kids na orla das Palmeiras. Segundo Joir, a ABACCAF também está tentando viabilizar uma estação para o bairro de São Cristóvão com a concentração de três blocos e várias atividades.

Confira a programação:

Sábado, 07 de fevereiro 
17h – Bloco Encosta Que Ele Cresce – Concentração: Rua Ismar Gomes de Azevedo, 284, Centro 

Domingo, 08 de fevereiro 
7h – Corrida Folia Run – Praia do Forte 
13h – Bloco Boi da Barra – Concentração: Rua Almirante Barroso, Praia do Forte 
15h – Bloco da Farinha – Concentração: Rua Bento José Ribeiro, Centro 

Terça-feira, 10 de fevereiro 
16h – Encontro de Terça – Local: Costa Azul Iate Clube, Gamboa

Quarta-feira, 11 de fevereiro 
9h – Bloco De Perto Ninguém é Normal – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte 

Sexta-feira, 13 de fevereiro 
14h – Bloco A Moda C – Concentração: Canto do Forte, Praia do Forte 
18h – Abertura Oficial do Carnaval 2026 – Estação do Carnaval na Praia do Forte 
19h – Bloco Brincareta – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte
19h – Bloco Hidroginástica Tamoyo – Concentração: Tamoyo Esporte Clube, Centro
20h – Bloco da Inclusão e Bloco Os Brasileirinhos – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 

Sábado, 14 de fevereiro 
8h – Bloco Alternativo Resistência – Concentração: Orla das Palmeiras 
8h – Bloco Novos Começos – Concentração: Av. Hilton Massa, Praia do Forte 
9h – Bloco da Saúde – Concentração: Praça Gentil Gomes de Faria, Passagem 
10h – Bloco Celebridade – Concentração: Praça de Esportes do Itajurú 
13h – Bloco Terra Prometida – Concentração: Dunas Pretas, Praia do Forte 
14h – Bloco da Latinha – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
15h – Bloco Os Brahmeiros – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
16h – Bloco Mico-leão da Cara-Preta e Bloco Boêmios da Folia – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Que Merda É Essa? – Concentração: Rua Major Belegard, 171, Centro 
16h – Bloco Unidos de Praibola – Concentração: Praça da Bandeira, Passagem
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Gentileza Gera Gentileza – Concentração: Rua Natanael Ribeiro de Almeida, Vila Nova 
18h – Bloco Azul e Branco – Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras
18h – Bloco Degusta Vinho – Praça do Jardim Caiçara, próximo à UPA Parque Burle 

Domingo, 15 de fevereiro 
13h – Bloco Cê É Filho De Quem? – Concentração: Rua Prof. Miguel Couto, Centro 
13h – Bloco das Damas – Concentração: Quadra da Vermelho e Branco, Rua Antônio Feliciano de Almeida, Passagem
13h – Bloco do Risco – Concentração: Rua Luiz Feliciano Cardoso, Praia do Siqueira
14h – Bloco da Coruja – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte
15h – Bloco Perocão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
16h – Bloco Bota Fé – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Down Dance – Concentração: Centro de Reabilitação, Av. Henrique Terra, Portinho
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Parókia – Concentração: Rua Jorge Lóssio, Centro 
17h – Bloco Planeta Folia – Concentração: Rua Cecília, Jardim Caiçara
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras
19h – Bloco Vermelho e Preto – Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 

Segunda-feira, 16 de fevereiro 
13h – Bloco Tá Doido – Concentração: Rua Lourival Francisco de Oliveira, Jardim Esperança 
14h – Bloco Carnagay – Concentração: Duna Preta, Praia do Forte 
14h – Bloco Oh Sorte + Foleyzada – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
15h – Bloco Perocão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
15h – Discaralhabloco – Concentração: Praça da Bandeira, Passagem
16h – Bloco Mico-leão da Cara-Preta e Bloco Boêmios da Folia – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
18h – Bloco Os Piratas – Concentração: Praça Gentil Faria, Passagem 
18h – Bloco Rala Ovo – Concentração: Concentração: Estação do Carnaval na Praça de São Cristóvão 

Terça-feira, 17 de fevereiro 
13h – Bloco Boi da Barra – Concentração: Rua Almirante Barroso, Praia do Forte 
13h – Bloco Cê é Filho de Quem? – Concentração: Rua Prof. Miguel Couto, Centro 
13h – Bloco das Damas – Concentração: Quadra da Vermelho e Branco, Rua Antônio Feliciano de Almeida, Passagem
14h – Bloco Família É Mole Mas É Meu – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
16h – Bloco Amigos Do Tangará, Concentração: Quadra da Praça de Alimentação, Caminho de Búzios 
16h – Bloco Bota Fé – Concentração: Circuito da Folia na Orla de Unamar
16h – Bloco Shrekão – Concentração: Estação do Carnaval no Peró 
17h – Bloco Amigos do Mineiro – Concentração: Rua Alex Novelino, 119, Vila Nova 
17h – Bloco Parókia – Concentração: Rua Jorge Lóssio, Centro 
18h – Bloco Brincareta – Concentração: Estação do Carnaval na Orla das Palmeiras

Quarta-feira, 18 de fevereiro 
16h – Bloco da Cidadania – Concentração: Praça da Cidadania, Praia do Forte 
17h – Bloco DiCabo a Rabo – Concentração: Praça Gentil Gomes de Faria, Passagem 

Sexta-feira, 20 de fevereiro 
14h – Bloco Delas – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 

Sábado, 21 de fevereiro 
14h – Bloco Quero Mais – Concentração: Estação do Carnaval na Praia do Forte 
14h – Bloco Unidos Do Boi Cabrunco – Concentração: Praça das Dunas, Manoel Corrêa 
17h – Bloco Unidos da Gamboa – Concentração: Praça Major Terra, Gamboa

Domingo, 22 de fevereiro 
13h – Bloco Jacaré Folia: Concentração: Praça do Pomar 2, Jacaré 
15h – Bloco Os Atrazados: Concentração: Campo do Morubá

Sábado, 28 de fevereiro 
17h – Bloco União do Arrastão – Concentração: Estacionamento da Rua dos Biquinis, Gamboa

Domingo, 1º de março 
15h – Bloco BM Folia – Concentração: Campo da Boca do Mato
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			<title><![CDATA[IV Concurso de Música do Afoxé Fiderioman 2026 homenageia o Orixá Exú em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-01-21T19:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O ritmo, a tradição e a força dos orixás ganham voz em São Pedro da Aldeia com a IV edição do Concurso de Música do Afoxé Fiderioman 2026, dedicada ao Orixá Exú, reconhecido como mensageiro entre os mundos e símbolo de comunicação, movimento e abertura de caminhos. O concurso valoriza a cultura afro-brasileira, estimula a produção musical ligada ao axé e envolve compositores, cantores e produtores da região das Baixadas Litorâneas. Pela primeira vez, as composições vencedoras serão gravadas em estúdio, e incorporadas ao repertório do Afoxé Fiderioman, sendo apresentada em eventos culturais e no cortejo de Carnaval deste ano.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário online, acompanhado da letra da música em PDF e de uma declaração de autoria, por meio do link https://forms.gle/s7FsadCX22WLBSj58. Cada participante precisa fornecer seus dados pessoais e garantir que a composição seja inédita e original, respeitando normas de diversidade e inclusão, sem conteúdo racista, homofóbico ou ofensivo.

Segundo Jordan Carvalho (Ogan Balogun), diretor e cofundador do grupo, “participar é uma oportunidade de ter sua música interpretada pelo Afoxé Fiderioman, integrar o repertório do grupo e contribuir para a valorização da cultura afro-brasileira e da ancestralidade. Eu convido artistas da região a participarem, celebrando o Carnaval, o axé, a tradição e a música afro-brasileira”.

Serão premiadas as três melhores composições com R$ 500, R$ 300 e R$ 200. As músicas vencedoras terão suas interpretações gravadas pelo Afoxé Fiderioman, podendo integrar o repertório das apresentações itinerantes, sempre preservando a autoria dos compositores. A avaliação será feita por uma banca de artistas de notório saber, considerando originalidade, letra e melodia, e o resultado será divulgado até 9 de fevereiro de 2026.

O regulamento completo está disponível neste link https://drive.google.com/file/d/1Njpaf-2JQYlIkqcDPa4bte-tUwe_4QNk/view?usp=drive_link. Para mais informações ou dúvidas, o contato é ileaseiyaojuomi@gmail.com. 

O projeto "Afoxé Fiderioman na Aldeia 2026" é uma realização do Raio de Ouro, em parceria com o Afoxé Fiderioman e Ilê Asé Iya Oju Omi, patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Folia RJ 3 - Bloco nas Ruas.
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			<title><![CDATA[Palácio das Águias recebe a segunda edição da exposição "Cabo Frio de Coração"

]]></title>
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			<updated>2026-01-15T10:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Palácio das Águias recebe, a partir desta sexta-feira (16), às 19h, a segunda edição da exposição “Cabo Frio de Coração”, uma mostra coletiva que celebra a cidade sob o olhar sensível de artistas que escolheram Cabo Frio como lugar de vida, inspiração e pertencimento.

Com curadoria de Reinaldo Caó, a exposição reúne obras que traduzem afetos, memórias e vivências construídas a partir da relação cotidiana com o município. Segundo o curador, a proposta da mostra é valorizar a produção artística local e destacar a diversidade de linguagens de criadores que, mesmo vindos de diferentes trajetórias, compartilham um vínculo profundo com a cidade.

“Essa exposição é formada por artistas que escolheram Cabo Frio para viver. Cada obra carrega um pouco dessa relação de amor, identidade e construção coletiva com o território”, explica Reinaldo Caó.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 28 de fevereiro, com entrada gratuita. O Palácio das Águias está localizado na Rua Érico Coelho, no Centro, funcionando de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e feriados, das 13h às 17h.

Participam da exposição os artistas:
Bruna Letieri
Bárbara Villar
Dora Portugal
Tânia Muller
Guilherme
Jorge Cerqueira
Nelly Lippi
Oliveira Celso (in memoriam)
Seroma
Paulo Luís (artista convidado)
Digão (artista convidado)
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			<title><![CDATA[Produzido em Cabo Frio, musical sobre Noel Rosa estreia em março]]></title>
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			<updated>2026-01-13T10:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em março, o público da Região dos Lagos poderá conferir o espetáculo musical “Não Quero Choro Nem Vela”, que percorre a vida e a obra de Noel Rosa. Produzida em Cabo Frio, a montagem reúne diversos artistas da região. A direção é assinada pelo ator Daniel Ericsson (que está no elenco de “Ainda Estou Aqui”), roteiro de Geraldo Afonso e produção da Samburá Multiartes. A estreia será no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, de onde o musical segue para cidades de todo o estado do Rio de Janeiro.

A apresentação marca o aniversário de 115 anos de Noel Rosa, que faleceu jovem, aos 26 anos, vítima de tuberculose. Já o título (“Não Quero Choro Nem Vela”) é uma referência à música “Fita Amarela”, e traz uma forte carga simbólica ao musical.

– Noel Rosa, ao invés de preservar a saúde, preferiu viver intensamente. Não se preocupava com a morte. O que realmente queria era “uma fita amarela gravada com o nome dela”. Na sua curta passagem por este mundo, foi boêmio contumaz. Homem de muitas mulheres, minou sua saúde desfrutando da vida noturna na Lapa e participando de serenatas pelos bairros de Vila Isabel, Tijuca e adjacências, além de ser viciado em bebidas geladas, de preferência a cerveja Cascatinha. Quando estava em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca da cura para a tuberculose, o que disse para tia reflete sua filosofia de vida. A tia o aconselha: “Você tem que se cuidar, Noel”. Ao que ele lhe respondeu: “Quem muito se cuida, pouco vive” - relembra Geraldo.

Em conversa com a Folha, o roteirista revelou que o espetáculo começou a ganhar forma há cerca de oito anos, quando escreveu uma peça sobre Noel Rosa em três atos. No projeto inicial a apresentação teria duração de duas horas e meia, 20 atores e atrizes, além dos músicos. Todo o espetáculo foi baseado em anos de pesquisas históricas e musicais.

– Essa peça ficou engavetada porque sua montagem é inviável. O custo seria muito alto. Daí, o texto original foi resumido e transformado no espetáculo atual. O maior desafio foi sintetizar a vida e a obra do Noel. Não se sabe ao certo quantas músicas ele compôs porque doou e vendeu várias. Registradas são 259. Destas, pelo menos 100 são verdadeiras obras-primas. Neste vasto repertório, foi difícil escolher 26 para o espetáculo. Outro desafio foi resumir a biografia do Noel. A vida dele daria uma série na Netflix. Sua infância daria um capítulo. A sua passagem pelo Colégio São Bento daria uns quatro. Noel era o terror dos colegas e de alguns professores. Aos 15 anos ele frequentava os prostíbulos do Canal do Mangue. Os três meses que passou em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca de tratamento para tuberculose, dariam vários capítulos, porque ele descobriu que numa cidade provinciana e pacata como era Belo Horizonte, na década de 1930, havia vida boêmia. Tem ainda a excursão que fez com Francisco Alves ao Rio Grande do Sul,  briga musical que travou com Wilson Batista, as mulheres que foram suas paixões: Clara, Josefina, Julinha Bernardes, Ceci, Lindaura... Em suma: Noel tinha três grandes paixões na vida: a música, a boemia e as mulheres - contou o roteirista.

Para contar toda essa história nos palcos, Daniel Ericsson lembra que o processo de seleção do elenco foi diferenciado, levando em conta a familiaridade musical.

– Quando montamos um espetáculo musicado é interessante que os artistas envolvidos, ainda que atores, em princípio, também tenham familiaridade com música, seja pela dança, pelo tocar de um instrumento ou pelo cantar. Nossa região tem pouco fomento à cultura, o que nos deixa talvez com a falsa impressão de escassez artística. Não é o caso. Temos uma profusão de artistas de primeira categoria, e a seleção foi feita considerando os talentos individuais de cada um e a capacidade de trabalhar coletivamente. Alguns são artistas solos em suas carreiras, e no nosso processo os talentos convergem para o bem maior que é o espetáculo - explicou.

No palco estarão Kéren-Hapuk (atriz, cantora, compositora e educadora), Roberta Sant’Anna (atriz), Manuela Dominato (atriz), Diego Vivas (ator, bailarino e professor, com atuação no filme Nosso Lar, e novelas da Record), Luiz Felipe Souza (ator, produtor, músico e professor), Yuri Vasconcellos (multiartista e professor de artes), Vitalino (cantor, compositor, violonista, cavaquinista e produtor cultural).

Atualmente “Não Quero Choro Nem Vela” está em processo de ensaio musical e cênico, e também de captação de apoio financeiro “junto ao empresário culturalmente consciente em nossa região”.

– O processo de ensaio é muito maduro. Cada artista tem sua singularidade, e eu, como diretor, me mantenho sensível a isto para que seja possível uma difusão de talentos. Quero aproveitar ao máximo o talento de cada um a serviço do espetáculo - explicou.

Se, para Geraldo Afonso, o desafio foi condensar o roteiro sem perder a essência de Noel Rosa, para Daniel o desafio é materializar em cena um texto que dialoga com a trajetória artística e pessoal do compositor.

– Eis que temos a figura mítica: Noel Rosa. Mas afinal, de que é feito um gênio? Seria a genialidade um atributo em si ou uma combinação de outros atributos? Creio que somos todos indissociáveis de tudo o que nos acontece, seja por superação ou trauma, o que vivemos nos conduz. O roteiro de Geraldo Afonso contém esta ideia: o que acontece na vida para que um poeta seja um poeta, ou para que um filósofo seja um filósofo, e assim por diante… No roteiro, as músicas de Noel Rosa estão rodeadas de acontecimentos de sua vida que, se não justificam a canção, servem ao menos de anamnese artística. O espetáculo apresenta situações de vida boas e difíceis vividas pelo artista. Suas dores são a tinta com a qual ele escreve suas letras e seus amores são as notas com que desenha suas melodias. Por isso o espetáculo dialoga com o público contemporâneo ao mesmo tempo em que mantém uma estética mais próxima da época de Noel. Grande tem sido a pesquisa do corpo e imagem da época de Noel - a belle époque carioca. Os figurinos, o linguajar, as idiossincrasias do recorte histórico específico estarão representados no palco. Não obstante, o espetáculo traz também as questões pertinentes ainda hoje - tabus, questões políticas, entre outros. Deste modo eu digo que o espetáculo é uma ponte entre o lá e o cá, um elo entre o então e o agora - revelou Daniel.

Como diretor, ele contou à Folha que espera que o público leve consigo um resgate de uma época pela perspectiva artística de um gênio musical brasileiro.

– Numa sociedade cheia de máculas imperialistas, somos quase sempre impelidos a esquecer nossa história para nos ocupar do mercado de consumo da grande máquina. A ideia de Geraldo Afonso de realizar um resgate histórico artístico, mas ampliado em seu contexto histórico e também de pontos de vista diversos, me pareceu interessante desde o princípio do processo. Uma biografia que não está em primeira pessoa. Tudo o que se conta é perspectiva das personagens que travaram contato com a pessoa Noel Rosa, de modo que ao mesmo tempo o mito é desmistificado, revelando a humanidade sem a qual nenhum verdadeiro gênio existiria. Os amores e desamores, a punção de vida e de morte que se confundem... São sentimentos ambíguos mas complementares, que penso que nosso espetáculo poderá provocar no seu público - destacou Daniel.

Essa proposta artística ganha forma a partir de março, quando o espetáculo começa a circular.

– Nossa estreia oficial será no dia 20 de março, no teatro de São Pedro da Aldeia. Antes disso vamos ter apresentações em espaços não convencionais e também em teatros privados, já que em Cabo Frio não temos um equipamento público para isso. Depois vamos circular pelas cidades da Região dos Lagos, Região Serrana, Niterói e Rio de Janeiro. Até aqui, toda abordagem que fizemos com os teatros teve uma aceitação imediata. É uma pena que na cidade onde o espetáculo está sendo construído não haja um teatro ativo - avalia o diretor.
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			<title><![CDATA[Carnaval de Cabo Frio terá 26 blocos de rua e mistura de estilos]]></title>
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			<updated>2026-01-11T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Se em 2025 o carnaval de rua teve a fé como tema, este ano ele será marcado pela diversidade de estilos. É que a festa de rua (que começa oficialmente em cerca de um mês) terá como novidade o Terra Prometida, um bloco 100% dedicado à música eletrônica, e que ganhará a orla da Praia do Forte no dia 14 de fevereiro com o DJ Trampsta.

Este ano o carnaval de Cabo Frio será em clima de festa de aniversário. Segundo Joir Reis (presidente da Associação dos Blocos de Cabo Frio - ABACCAF), neste mês de janeiro a instituição completa 30 anos de atividade. Para marcar a data, em novembro o presidente da associação chegou a anunciar que haveria uma série de ensaios comemorativos a partir de janeiro, mas o calendário ainda não foi anunciado.

Em recente entrevista, Joir também informou que, ao todo, Cabo Frio terá 26 blocos de arrastão este ano. O número é um pouco menor do que o registrado no ano passado, quando 28 agremiações foram anunciadas para festa de Momo no município. O cronograma de desfile, no entanto, não foi divulgado, assim como também não foi confirmado se as Estações do Carnaval na Praia do Forte, e na orla das Palmeiras, serão mantidas.

No último dia 8 de dezembro a Prefeitura de Cabo Frio reuniu gestores e representantes de diversas áreas envolvidas no carnaval, além de órgãos de segurança pública e instituições essenciais para o funcionamento da cidade durante o período festivo. O objetivo foi dar início ao planejamento integrado da festa de Momo, garantindo organização, segurança e fluidez para moradores e visitantes.

Na ocasião, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, destacou que o Carnaval 2026 promete novidades e uma estrutura ainda mais robusta que a montada este ano.

– Estamos iniciando o planejamento para entregar um carnaval muito organizado e pensado em cada detalhe. Essa festa é feita a várias mãos, por isso convidamos todas as secretarias afins, órgãos de segurança e instituições parceiras. Nosso objetivo é que toda a cidade esteja integrada para receber moradores e turistas da melhor forma possível - afirmou o secretário.
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			<title><![CDATA[Projeto da Coletiva Gecay vai debater os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama]]></title>
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			<updated>2026-01-06T13:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Com o objetivo de preservar e valorizar os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama, com foco especial na atividade salineira e na pesca artesanal, a Coletiva Gecay apresentará, neste início de ano, o projeto “Museu, Pra Quê? Museologia e os Saberes Tradicionais da Lagoa de Araruama”. O lançamento será no dia 17 de janeiro, no Museu Regional do Sal Manoel Maria de Mattos, em São Pedro da Aldeia. Haverá roda de saberes, a partir das 13h, com profissionais do sal e da pesca artesanal, mediada por técnicos da área de patrimônio.

Essa roda marcará a abertura da exposição itinerante “Memórias Salgadas, o Sal Corrói a Lembrança Evoca”, que circulará por quatro espaços da região: Museu Regional do Sal Manoel Maria de Mattos, de 17/01/2026 a 30/01/2026; Associação dos Pescadores Artesanais e Sentinelas da Laguna de Araruama, em São Pedro da Aldeia, de 23/02/2026 a 02/03/2026; Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, de 02/03/2026 a 12/03/2026; e Praia do Siqueira, em Cabo Frio (data a definir).

O projeto surge como um desdobramento do evento “Museu, Pra Quê?”, realizado em São Pedro da Aldeia, em 2023, pela Coletiva Gecay. A primeira edição do evento fomentou diálogos sobre museologia, museu vivo e diversas formas de preservar e construir memórias, além de promover uma roda de histórias com pescadores locais.

“Agora, o projeto busca aprofundar e expandir essas reflexões, questionando a utilidade dos museus em contextos nos quais, muitas vezes, se encontram distantes da comunidade local. Pensado a partir da museologia social, o projeto propõe uma abordagem participativa para preservar e valorizar os saberes tradicionais da Lagoa de Araruama, com foco especial na atividade salineira e na pesca artesanal”, diz a organização.

“A Lagoa de Araruama, localizada na Região dos Lagos, é a maior laguna hipersalina em estado permanente do mundo e desempenhou papel crucial no desenvolvimento socioeconômico de São Pedro da Aldeia e da região. A cidade, que cresceu em torno das salinas, foi também moldada pela pesca — práticas que, apesar das transformações econômicas ao longo dos anos, continuam a ser pilares culturais e identitários da região e de suas paisagens. Essas práticas estão conectadas às tradições indígenas que deram origem à extração do sal, antes conhecida como cacimba, e à história dos trabalhadores das salinas, muitos dos quais eram ex-escravizados. Essas comunidades preservaram e transmitiram seus conhecimentos e ofícios, mantendo viva a memória coletiva e a identidade cultural de São Pedro da Aldeia. É essa riqueza histórica e cultural que o projeto busca destacar, ressaltando a relevância da museologia como ferramenta de resgate e valorização dessas tradições”, acrescenta o texto de apresentação do projeto.
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			<title><![CDATA[Ator de Arraial do Cabo integra elenco de nova produção do cinema nacional]]></title>
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			<updated>2025-12-22T20:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após o destaque do ator Daniel Ericsson (Cabo Frio) no filme “Ainda Estou Aqui” (selecionado para representar o Brasil no Oscar 2025), outra produção nacional com participação de artista local está prestes a chegar aos cinemas. Em março de 2026 estreia nas telonas “Bandido Bom é Bandido Morto”. Com roteiro e direção de Jeff Lessa, o filme tem no elenco o ator cabista Max Magalhães.

Antes de integrar o elenco de “Bandido Bom é Bandido Morto”, Max construiu uma trajetória consolidada no teatro e na televisão. Há mais de dez anos, o ator é um dos nomes à frente do espetáculo PI – Palavras Improvisadas, além de ter participado de novelas exibidas na Rede Globo e na Record.

No filme (que está sendo rodado na comunidade Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro) Max dá vida a Ricardo, filho de policial, nascido e criado na zona sul. Sob influência de uma amiga (Verônica, vivida pela atriz Priscila Rangel), o rapaz aceita correr o risco de estar frente à frente com bandidos armados e perigosos em nome de poder político.

– Companheiro da Verônica, que saiu da comunidade, agora volta à favela atrás de um favor do chefe do morro "Lobão", (interpretado pelo ator Marco Antônio Gimenez) para assuntos pessoais - antecipa Max.

A trama também acompanha o Tenente Cândido (Jackson Candido), um veterano do BOPE que jura caçar e eliminar um bandido conhecido como “Ninja”, especialmente após descobrir que o criminoso é responsável pela morte de seus colegas de farda. 

– Cândido é um homem vingativo e impiedoso. Sua frase preferida é “bandido bom é bandido morto”. Quanto mais novo é o traficante, mais ele quer eliminar - contou Max.

Cândido é casado com Keyt (Dani Costa), uma mulher linda e desiludida com o casamento. É pai de David, um adolescente de 17 anos (Jonathan Mendes). Ele sonha que David se torne um atirador de elite das forças armadas. 

– Porém o destino reserva algo que acabará de vez com a vida do tenente: o filho dele se envolve no crime, e se torna o melhor atirador da favela. Haverá uma operação para tentar aniquilar esse perigoso traficante: Cândido estará na linha de frente da justiça, e seu filho na linha de frente do crime. E aí fica a questão: o que acontecerá quando Cândido bater de frente com seu único filho? Será que a frase “bandido bom é bandido morto” servirá? - revela Max sobre o conflito central do filme.
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			<title><![CDATA[Desfile das escolas de samba se torna Patrimônio Cultural do RJ]]></title>
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			<updated>2025-12-20T15:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro são, a partir desta sexta-feira (19), Patrimônio Cultural do Estado, por decreto firmado pelo governador, Cláudio Castro, e publicado no Diário Oficial.

A medida reconhece espetáculo como símbolo da identidade cultural fluminense e reforça o Carnaval como política de valorização cultural e desenvolvimento econômico, além de levar o nome do Rio de Janeiro para o mundo.

No dia 29 de agosto deste ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebeu pedido formal de registro dos desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí como Patrimônio Cultural do Brasil.

O documento foi entregue pela diretora cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Evelyn Bastos, ao presidente do Iphan, Leandro Grass, e ao diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do instituto (DPI), Deyvesson Gusmão.

Patrimônio

O Iphan confirmou, em nota, ter recebido o pedido formal de registro dos desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí como Patrimônio Cultural do Brasil.

“Apesar de a política de preservação do patrimônio cultural operada em nível federal ser uma referência para construção de políticas patrimoniais para diversos estados, municípios ou Distrito Federal, essas esferas de governança têm instrumentos e processos próprios para o reconhecimento patrimonial em suas localidades, o que não se confunde com o reconhecimento nacional, que atribui o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Nesse sentido, o processo no Iphan segue rito próprio, independente das iniciativas de reconhecimento dos estados e municípios”.

Na esfera federal, o pedido de registro é o primeiro estágio de um processo que envolve diversas etapas, incluindo análises técnicas e pesquisa etnográfica, informou o Iphan.


	Primeiramente, é feita uma análise técnica da documentação.
	Em seguida, a Câmara Setorial avalia a pertinência da solicitação do registro.
	Após a instrução técnica, o processo de registro é enviado para apreciação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que avalia o pedido e decide sobre o reconhecimento.


De acordo com o Iphan, o pedido de registro dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro “vai ao encontro da importância cultural e histórica do carnaval carioca para o Brasil, fato também já reconhecido pelo Iphan em outras oportunidades.

O Sambódromo do Rio de Janeiro, Avenida Marques de Sapucaí, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, já é tombado em nível federal desde 2021.

Além disso, as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: partido alto, samba de terreiro e samba enredo são reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2007,acrescentou o Instituto.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos para o espetáculo 'Refinaria' neste domingo (21) na Usin4 Casa das Artes]]></title>
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			<updated>2025-12-20T09:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estão disponíveis os últimos ingressos para a sessão de domingo (21) do espetáculo teatral Refinaria, protagonizado por Guilherme Guaral, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 04, Cabo Frio). Reservas pelo WhatsApp: (22) 98151-5565 — Tatiana Cabral. As entradas para sábado (20) já estão esgotadas. 

Adaptação do livro de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, Refinaria põe memórias hipersalinas em cena num espetáculo multiartístico. No palco, Guaral passeia entre a música do compositor Junior Carriço e as projeções de vídeo de Dougles Lopes. A direção é de Rodrigo Sena. 

A obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e à construção de uma nova cidade.

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta Guilherme Guaral, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017).

A ideia do espetáculo não é reunir os poemas e recitá-los. É criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? “Esse talvez tenha sido o maior desafio”, diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, debruçou-se sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, sem se prender a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios — infância, adolescência, juventude.

Dessa forma, é oferecido ao público uma verdadeira experiência sensorial e poética. “Eu resumiria Refinaria como um misto de afetos. É sensacional!”, conta a memorialista e escritora Meri Damaceno.  “É uma poesia que está entrelaçada com a paisagem da Região dos Lagos. A peça faz você viajar o tempo inteiro no vento sudoeste, no vento nordeste, na bruma do sal”, diz o arquiteto Ivo Barreto, especialista em patrimônio histórico.

Parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nos poemas de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, “Moleques do peito solar”.

— Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual.

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido. No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro”.

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de “Recovecos”, livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:           

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.                                                                                                            

No palco, “Refinaria” vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências de escritores como José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço, avô de Junior – aliás, uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, está na trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento — literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”.
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			<title><![CDATA[Papai Noel do Parókia traz solidariedade e samba neste sábado (20), em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-12-19T16:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para a alegria da criançada e dos apaixonados por carnaval, o Grêmio Recreativo Unidos da Parókia realiza neste sábado (20), em Cabo Frio, o Papai Noel do Parókia. O evento vai contar com distribuição de brinquedos, lanches para as crianças e, claro, muito samba. A festa acontece na Rua Jorge Lóssio, esquina com a Avenida Nilo Peçanha, tradicional ponto de concentração do bloco.

Tradição resgatada desde o ano passado pela presidente Fernanda Carriço, o Papai Noel do Parókia é uma mistura de solidariedade e "abertura" do Carnaval. 

"Estamos na luta mais um ano para fazer a alegria de crianças que, de repente, nem ganhariam brinquedos. É a união de várias forças, de vários amigos parokianos, para que o evento aconteça e, no fim, tudo termina em muito amor e samba. Com os amigos do Discaralha formamos o já tradicional, Discarókia. Vai ser lindo", se empolga Carriço. 

Neste ano, o evento também contou com a generosidade dos funcionários da Prolagos, que se uniram para arrecadar quase 300 brinquedos para as crianças que vão participar da festa. Além disso, o Papai Noel vai poder contar com um ajudante muito especial, o Prolaguito. 

"Para todos nós do grupo de voluntários da Prolagos é um grande orgulho poder fazer parte desta ação. Foi incrível ver como nossos colegas se engajaram desde o primeiro momento nessa iniciativa com um objetivo: ajudar a dar alegria para tantas crianças neste Natal. Parabéns a todos e ao Parókia por confiar no nosso trabalho. Tenho certeza que será um dia maravilhoso", disse Michele Antunes, coordenadora do Comitê de Voluntariado da Prolagos.

Além dos brinquedos, as crianças vão ter um pula-pula grátis, distribuição de picolés, algodão doce, pipoca e cachorro-quente. O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal, do Grupo RC24H e de diversos doadores. 

"Para a gente é uma alegria poder colaborar com o Natal do Parókia, esse bloco tão tradicional e ainda mais em um período como esse, que é tão importante para as crianças carentes. Vida longa ao Parókia, vida longa ao Natal do Parókia", declarou a jornalista Renata Cristiane, CEO do RC24H. 

"Somos muito gratos a cada um que chega para somar. O Parókia é Patrimônio Cultural e Imaterial de Cabo Frio e não poderia deixar de contribuir com o Natal das crianças da área. Pedimos que levem brinquedos ou caixas de bombom", concluiu a presidente do Parókia. 

O Papai Noel do Parókia está marcado para  começar a partir das 15h e a chegada do Papai Noel está prevista para às 17h. Depois da distribuição dos brinquedos, a bateria do Parókia se une à bateria do Discaralha e o bloco fará um pequeno desfile pelas redondezas, transformando a magia natalina em alegria carnavalesca.
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			<title><![CDATA[Shows de Réveillon: confira a programação já divulgada até o momento na Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2025-12-19T15:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltando menos de duas semanas para a festa da virada de 2025 para 2026, as Prefeituras da Região dos Lagos ainda mantêm um clima de mistério em torno da programação oficial de shows. Até a última quarta-feira (17) apenas Arraial do Cabo e Araruama havia anunciado todas as atrações do réveillon. Cabo Frio e Iguaba Grande confirmaram apenas alguns nomes até agora.

Em Iguaba, a Prefeitura confirmou que a pagodeira Marvvila será a atração da virada de ano, na Praça da Estação, mas até o fechamento desta matéria não havia divulgado as atrações dos outros dias. Já a tradicional queima de fogos será realizada em um ponto único, na Ilha de Santa Rita, sem o uso de balsas. Segundo o governo municipal, a medida visa gerar economia aos cofres públicos, uma vez que a ilha é visível em toda a orla da cidade.

Em Cabo Frio o cantor capixaba Álvaro Nobre e o grupo de pagode Sorriso Maroto se apresentarão na Praia do Forte, no próximo dia 31: o primeiro antes da queima de fogos, e o segundo após o show pirotécnico. A informação foi divulgada pelos próprios artistas, que já anunciam a data em suas agendas oficiais. Já a queima de fogos acontecerá na Praia do Forte, e no Pontal de Santo Antônio, em Tamoios, em balsas posicionadas no mar.

Em Araruama, a prefeita Daniela Soares usou as redes sociais para anunciar que o réveillon 2026 acontecerá em dois palcos: na Praça de Eventos do Centro estão confirmados shows com Di Propósito e Lexa, e em Praia Seca com os grupos Sambará e Boka Loka. Também haverá queima de fogos nos dois lugares.

Em Arraial do Cabo, os shows de réveillon acontecerão na Praia Grande (Paula Fernandes dia 30, e Suel dia 31), Monte Alto (Nosso Sentimento no dia 30 e Swing e Simpatia no dia 31) e Figueira (Reis da Noite, e Quintal da Magia dia 31). Todos os shows serão a partir das 22h. Também nesses três pontos a Prefeitura anunciou que haverá show pirotécnico. Até o fechamento desta edição as Prefeituras de Búzios e São Pedro não haviam divulgado nenhuma atração da festa de fim de ano. 

 

SERVIÇOS | Réveillon 2026 na Região dos Lagos (programação atualizada no dia 19/12. Pode ser atualizada)

Arraial do Cabo
— Praia Grande: Paula Fernandes (30/12) | Suel (31/12)
— Monte Alto: Nosso Sentimento (30/12) | Swing e Simpatia (31/12)
— Figueira: Reis da Noite e Quintal da Magia (31/12)
— Todos os shows a partir das 22h, com queima de fogos

Araruama
— Centro (Praça de Eventos): Di Propósito e Lexa (31/12)
— Praia Seca: Sambará e Boka Loka (31/12)
— Queima de fogos nos dois locais

Cabo Frio
— Praia do Forte: Álvaro Nobre (antes da queima de fogos) | Sorriso Maroto (após a queima de fogos) — 31/12
— Queima de fogos na Praia do Forte e no Pontal de Santo Antônio (Tamoios)

Iguaba Grande
— Praça da Estação: Marvvila (31/12)
— Queima de fogos na Ilha de Santa Rita

Búzios
— Programação não divulgada até o fechamento desta edição

São Pedro da Aldeia
— Programação não divulgada até o fechamento desta edição
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			<title><![CDATA["O Auto da Compadecida" ganha montagem estudantil neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-12-18T16:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Quem é fã das aventuras mirabolantes de Chicó e João Grilo, personagens de O Auto da Compadecida, obra do escritor Ariano Suassuna, terá a chance de reencontrar essas figuras icônicas em uma montagem especial. A apresentação será neste sábado (20) às 19h, e domingo (21) às 17h, no teatro do colégio Domingos Sávio (no bairro São Cristóvão, em Cabo Frio). O espetáculo (com duração de uma hora), integra o festival de encerramento do ano letivo do curso Marcelo Pires de Teatro e TV, e reúne cerca de 35 estudantes em cena.

Dirigidos pelo ator Daniel Ericsson, os alunos de interpretação apresentarão diversas esquetes — cenas curtas de até 15 minutos — como ponto culminante de um ano de aprendizado na arte teatral.

– Não se trata, portanto, de teatro profissional, mas de alunos com no mínimo um ano de curso. Este ano o tema escolhido foi comédia, e entre tantas esquetes, uma turma assumiu o risco de montar uma peça completa em uma adaptação feita por uma das alunas - contou Daniel em conversa com a Folha.

Ao todo, segundo o diretor, foram 12 ensaios ao longo de três meses, além dos encontros regulares aos sábados à tarde, no horário convencional das aulas. O processo, segundo Daniel, contou ainda com ensaios extraordinários, considerados fundamentais para a construção do espetáculo, viabilizados, segundo ele, graças ao apoio e acolhimento dos atores Silvana Lima e Ivan Cavalcanti, responsáveis pelo Teatro Quintal.

– Como se trata de um curso de teatro, decidimos este ano pela linguagem essencialista. Desta maneira, o espetáculo se vale de pouca cenografia e poucos recursos estéticos, dando ênfase ao talento dos alunos em cena. Por isso, o público pode esperar toda a dedicação de um grupo heterogêneo de estudantes de teatro, que tem o entusiasmo de quem inicia sua trajetória artística, e as emoções das aventuras de João Grilo e Chicó, em meio às peripécias necessárias a sua sobrevivência, num mundo cheio de status e hipocrisia - adiantou Daniel. Toda a produção ficou por conta de Marcelo Pires e Ilana Agnes.

Além de “O Auto da Compadecida”, os alunos também apresentarão esquetes como “Pastel estragado”, “Vovô hilariante”, “A casa assombrada”, “Primeira classe”, “Minha mãe é uma peça”, “Imitose” e “Mímica”. O teatro do colégio Domingos Sávio fica na Rua Maria José Barroso Leite, 5 (próximo ao Hospital Central de Emergência, no bairro São Cristóvão). Ingressos à venda no valor de meia-entrada (R$ 30) através do whatsapp (22) 98803-2922.
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			<title><![CDATA[IFF Cabo Frio abre chamada pública para compra de alimentos da agricultura familiar]]></title>
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			<updated>2025-12-17T18:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Instituto Federal Fluminense (IFF) – Campus Cabo Frio lançou a Chamada Pública nº 04/2025 para aquisição de alimentos da agricultura familiar, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O edital é direcionado a agricultores familiares e às suas organizações.

Podem participar fornecedores individuais, grupos informais e grupos formais, como cooperativas e associações, desde que estejam devidamente cadastrados com DAP ou CAF válida.

O prazo para envio da documentação e do Projeto de Venda vai até o dia 26 de dezembro de 2025, às 10h. A documentação deve ser encaminhada para o e-mail comprascf@iff.edu.br.

A sessão pública de abertura das propostas será realizada no Auditório do Bloco A do IFF Campus Cabo Frio, com possibilidade de participação por videoconferência, por meio do Google Meet, no link:
https://meet.google.com/jre-pijx-otz

O edital completo está disponível no portal de seleções do Instituto Federal Fluminense, sob o título Edital da Chamada Pública nº 04/2025.
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			<title><![CDATA[Mostra revisita memórias de Cabo Frio em bordados de mulheres do coletivo Trama dos Lagos]]></title>
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			<updated>2025-12-15T17:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Lá estão emolduradas nas paredes do Charitas, no Centro de Cabo Frio: os cata-ventos e as salinas, o Arco da Passagem e rostos de nomes históricos como Sebastião Lan, Seu Chico Redeiro, Dona Rosa Geralda e Wolney Teixeira.

Entre tantas outras obras, a primeira “Mostra de Arte Têxtil – Cabo Frio – Memória bordada” reúne narrativas visuais sobre a cidade por meio do trabalho do coletivo Trama dos Lagos. A abertura aconteceu nesta segunda-feira, 15 de dezembro, às 15h. A mostra permanece no Charitas até o dia 20 de dezembro. O horário de visitação vai das 9h às 18h.



Os bordados revisitam identidades, afetos e histórias locais. Quinze mulheres fazem parte do projeto: Ana Carolina Roque, Bianca Santos, Claudia Regina de Souza e Silva Pereira, Eliani Helena Cruz dos Santos, Elsinete Fortunato, Flávia dos Santos, Ilma Machado, Joanita Carmen Rodrigues Lopes Cunha, Lilian Azevedo, Lu Maluf, Luiza Costa Giron, Mirella Palácio Andrade, Mylene Ferreira, Nana, Nilce Helena Castro, Patrícia Castor, Regina Célia Rosa dos Santos, Sônia Maria Xavier Pinto, Sol Salinas, Val Silva e Valéria Aguiar.

“Essa mostra é o resultado de uma convivência construída ao longo de dois anos, entre conversas e bordados. Desde a primeira oficina, que reuniu 15 mulheres dispostas a iniciar ou seguir na trilha da arte de bordar, participamos de projetos de bordado coletivo, persistindo no desejo de seguirmos juntas”, diz o texto de apresentação da mostra.

“Nosso propósito sempre foi — e continuará sendo — dar visibilidade a essa arte eminentemente feminina, ponto por ponto, reunindo cada vez mais bordadeiras que desejam contar a própria história, desenvolvendo habilidades e autoria. Escolhemos Cabo Frio como tema com o propósito de realçar os lugares de memória da cidade, suas identidades, afetos e os símbolos do cotidiano cabo-friense.”
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			<title><![CDATA[Azul Mirim: um novo repertório cheio de aprendizado e estímulo à criatividade para as crianças]]></title>
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			<updated>2025-12-12T16:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[“O vento é forte/ a bola é leve / segura a bola / senão o vento vai levar”, canta Azul Puro Azul em “Me Cata-Vento”, primeira música autoral do projeto Azul Mirim, que acaba de chegar às plataformas digitais de streaming. Os versos vêm num coro para lá de especial: Azul partilha o microfone com seu filho, o jovem artista Valentim (Tim Tim Mirim), de 7 anos. O álbum foi produzido e arranjado por Azul e Diego Germam, no estúdio Arbolitos, de propriedade de Diego. Ambos também são responsáveis pela execução da maior parte dos instrumentos gravados.

O repertório, conta Azul Puro Azul, estimula a criatividade, o aprendizado e o bem-estar das crianças. Trata-se de uma experiência musical participativa, que desenvolve habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

“Apesar de o público-alvo inicial ser o infantil, as músicas dialogam com pessoas de todas as idades, trazendo uma energia alegre, leve e divertida nas melodias, harmonias e letras. É uma construção orgânica, sincera, e temos certeza de que dialogará com a criança interior de todas as pessoas, independentemente da idade”, afirma Azul.

Além de Tim Tim Mirim, o álbum conta com a participação de Juliana Feliciano (coros vocais em Azul Para Acalmar), Vitalino (coros vocais em Azul Para Acalmar e Me Cata-vento), Nado Capoeira (percussão em Azul Para Acalmar e Me Cata-vento), Diego Matos (trombone e trompete em Azul Para Acalmar, Minha Mão e Me Cata-vento) e Danniel Coelho (contrabaixo em Azul Para Acalmar). Yuri Vasconcellos assina a criação artística, com a ilustração da capa.

Além do lançamento das três canções, Azul e Diego Germam seguem na produção de novas faixas. Nos próximos meses, já está previsto mais um lançamento: uma canção que retrata o olhar de um bebê para os pais durante a gestação, com a participação de Juliana Feliciano e Tim Tim Mirim.

O link para ouvir as canções no Spotify será divulgado nos canais oficiais do projeto.

https://open.spotify.com/intl-pt/album/1lHkAl8Oi852lLmbZq62Yl

Para acompanhar o trabalho e ficar por dentro das novidades, basta seguir o Azul Mirim nas redes sociais:
https://www.instagram.com/azulmirim/

Fotos: Loft Fotográfico
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			<title><![CDATA[Lira Independente de Cabo Frio se apresenta na última edição do ano da Feira Quilombola]]></title>
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			<updated>2025-12-11T17:03:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Lira Independente de Cabo Frio será a atração musical da última edição do ano da Feira Quilombola, que acontece neste sábado (13), no Horto Municipal Antônio Ângelo Trindade Marques, no bairro Portinho, em Cabo Frio. A apresentação começa às 10h e integra a programação festiva do evento, que reúne agricultura familiar, artesanato e tradições das comunidades quilombolas da Região dos Lagos.  O evento é  patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio, através de Edital da Lei Paulo Gustavo.

Formada por cerca de 10 músicos cabo-frienses, a Lira Independente nasceu há pouco mais de um ano com a proposta de recuperar o espaço das bandas musicais na cidade após a dissolução de grupos tradicionais. Desde então, tem marcado presença em diferentes eventos culturais, ampliando o repertório e fortalecendo sua identidade. Para este sábado, o grupo prepara uma seleção que passeia pelo Hino de Cabo Frio, pela MPB e por sucessos internacionais.

A produção executiva do evento é da produtora cultural Taz Mureb. 

"A Lira Independente é um projeto importantíssimo de resgate de uma manifestação cultural e musical tradicional de Cabo Frio, que foi se perdendo com o passar das décadas por falta de políticas públicas para esse fomento. A Lira está fazendo esse resgate, que é um resgate histórico, unindo músicos das duas principais bandas de Cabo Frio", declarou Taz.

A jornalista Fernanda Carriço, uma das fundadoras da Lira Independente, destaca a importância da participação no evento. “Tocar na Feira Quilombola é estar em diálogo com a história e a resistência das comunidades da região. A Lira nasceu para ocupar espaços culturais com música de qualidade e presença comunitária, e encerrar o ano nesse ambiente significa reafirmar esse compromisso.”

A Feira Quilombola é realizada pelas cooperativas Cooperquilombo e CoopaLagos, com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio por meio de edital da Lei Paulo Gustavo. O evento acontece das 9h às 15h, com entrada gratuita.

Serviço
Apresentação Lira Independente 
Data: 13/12
Hora: 10h
Local: Feira Quilombola / Horto Municipal Cabo Frio
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			<title><![CDATA[Refinaria: espetáculo será apresentado no Usin4 Casa das Artes nos dias 20 e 21 de dezembro ]]></title>
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			<updated>2025-12-10T14:36:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Adaptação do livro de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, Refinaria põe memórias hipersalinas em cena num espetáculo multiartístico. No palco, o ator Guilherme Guaral passeia entre a música do compositor Junior Carriço e as projeções de vídeo de Dougles Lopes. A direção é de Rodrigo Sena. As próximas apresentações serão nos dias 20 e 21 de dezembro, às 20h, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 04, Cabo Frio). Reservas pelo WhatsApp: (22) 98151-5565 — Tatiana Cabral.

A obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e à construção de uma nova cidade. 

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta Guilherme Guaral, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017). 

A ideia do espetáculo não é reunir os poemas e recitá-los. É criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? “Esse talvez tenha sido o maior desafio”, diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, debruçou-se sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, sem se prender a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios — infância, adolescência, juventude.

Dessa forma, é oferecido ao público uma verdadeira experiência sensorial e poética. “Eu resumiria Refinaria como um misto de afetos. É sensacional!”, conta a memorialista e escritora Meri Damaceno.  “É uma poesia que está entrelaçada com a paisagem da Região dos Lagos. A peça faz você viajar o tempo inteiro no vento sudoeste, no vento nordeste, na bruma do sal”, diz o arquiteto Ivo Barreto, especialista em patrimônio histórico.

Parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nos poemas de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, “Moleques do peito solar”. 

— Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual. 

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido. No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro”.

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de “Recovecos”, livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:            

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.                                                                                                             

No palco, “Refinaria” vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências de escritores como José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço, avô de Junior – aliás, uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, está na trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento — literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”.
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			<title><![CDATA[Búzios recebe o projeto Sopros & Cordas nesta sexta-feira (12)]]></title>
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			<updated>2025-12-09T15:13:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No dia 12 de dezembro, às 19h, Búzios recebe pela primeira vez o projeto Sopros & Cordas, na Praça Santos Dumont. Com entrada gratuita, o evento promete uma noite marcante em que música instrumental, cultura caiçara e sensibilidade artística se encontram para celebrar a criatividade fluminense.

A noite começa com o grupo Nós do Choro, referência regional que mantém viva a tradição do choro na Região dos Lagos, abrindo o evento com toda a riqueza melódica e rítmica do gênero.

Em seguida, o quinteto Sopros & Cordas apresenta um repertório com releituras instrumentais de grandes compositores nacionais e internacionais, incluindo: Queen (Love of My Life); The Beatles (Yesterday); Ary Barroso (Aquarela do Brasil); Tom Jobim  (Anos Dourados) e Jimmy Cliff (I Can See Clearly Now), além de temas como Clube da Esquina, do cantor e compositor mineiro Lô Borges, entre outros clássicos nacionais e internacionais.

O projeto, que une virtuosismo musical, inclusão e representatividade, é formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão). O grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.
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			<title><![CDATA[Canta Autoria reúne compositores da região em apresentações na Praça Gentil Gomes de Faria]]></title>
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			<updated>2025-12-04T13:48:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Eles são músicos, letristas, compositores. Seus acordes acolhem as perspectivas do que há de contemporâneo na música que ecoa pela Região dos Lagos. Ao mesmo tempo, trazem as inspirações que vêm de outros cantos e tempos. Nos dias 6 e 7 de dezembro, doze artistas compartilham suas obras no projeto Canta Autoria, com pocket shows que começam às 17h, na Praça Gentil Gomes de Faria, na Passagem, em Cabo Frio.

No dia 6 de dezembro, as apresentações são de Kalu Coelho, Junior Carriço, Azul Puro Azul, Keren Hapuk e Jorge Villas. Já no dia 7 de dezembro sobem ao palco Rodrigo Codeso, Ivo Vargas, Vinícius Santa Rosa, Léo Diodi, Ulisses Rabelo, Mayla Árvore e Vitalindo.

De acordo com os organizadores, o Canta Autoria nasceu da necessidade de criar um espaço dedicado à canção original e à circulação de obras autorais fora do circuito comercial tradicional. Em um cenário em que muitos artistas independentes enfrentam dificuldades para ocupar palcos com suas criações, o projeto surge como plataforma de difusão, valorização e fortalecimento da identidade cultural da região.

A proposta também atua como estímulo à criação, incentivando tanto o desenvolvimento de novas composições quanto a troca artística entre músicos de diferentes trajetórias e cidades. Ao promover apresentações minimalistas, o projeto resgata a essência da canção em seu estado mais puro, aproximando compositor e público em uma experiência direta, humana e sensível.

“Com seis pocket shows por noite, o evento oferece diversidade estética e criativa, apresentando novas vozes, novos repertórios e novas perspectivas da música contemporânea. O Canta Autoria se consolida, assim, como espaço de circulação artística, intercâmbio cultural e fomento à cena autoral independente”, diz o texto de divulgação do projeto.

O Canta Autoria foi aprovado pelo edital de Fomento à Execução de Ações Culturais, categoria Mostras Artísticas e Culturais, pelo Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal. @prefeituradecabofriooficial @cabofriocultura
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			<title><![CDATA['Maresia corrói os dentes': Érica Magni lança na região livro que traz a poética de Monte Alto]]></title>
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			<updated>2025-12-02T16:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em seu terceiro livro, "Maresia corrói os dentes" (Sophia Editora, 2025), a poeta e jornalista Érica Magni mergulha nas memórias de Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo (RJ), para tecer uma narrativa híbrida entre poesia e prosa. A obra, que nasce marcada pela urgência política e ambiental, retrata a vida em um território corroído não apenas pelo sal do mar, mas pela negligência do Estado e pela especulação imobiliária. 

Depois de realizar sessões de autógrafos na Flip (Paraty), no Partisan da Lapa (Rio de Janeiro) e na Bienal da Pernambuco, a autora agora lança a obra na Região dos Lagos.  Em Monte Alto, o encontro acontece no dia 5 de dezembro, na Banca do Natan, a partir das 16h, Em Cabo Frio, o lançamento será no dia seguinte, 6 de dezembro, na Usin4 Casa das Artes (Rua Geraldo de Abreu, 4 Jardim Excelsior - Cabo Frio), das 14h às 19h. Os dois dias contarão com poemas musicados com Luiza Souto. 

Érica Mgni captura vozes muitas vezes silenciadas — pescadores, vendedores ambulantes, moradores de casas devoradas pelo tempo — e as transforma em literatura. “O livro fala sobre corrosão e permanência. Sobre o que resiste mesmo quando tudo tenta apagar”, diz. 

A maresia, aqui, é mais que um fenômeno natural: é metáfora para o desgaste social, ambiental e afetivo de uma comunidade que insiste em existir. A obra surgiu de três anos de convivência com a região, onde a autora se tornou parte da paisagem. “As pessoas me viam e gritavam: ‘E o livro? Já escreveu?’”, relembra.

A maresia como metáfora existencial
O sal que corrói as estruturas de ferro nas praias de Monte Alto serve de metáfora central para a obra. "A maresia aparece como aquilo que destrói lentamente, mas também como o que deixa marcas, do que insiste", explica a autora. Essa dupla natureza, corrosão e permanência, estrutura todo o livro, que aborda desde a degradação ambiental até a resiliência dos afetos em meio à adversidade.

Os versos e fragmentos de Érica capturam com precisão o ritmo da vida à beira-mar: o vai-e-vem das marés que espelha a chegada e partida dos turistas; o silêncio ensurdecedor do inverno que contrasta com o burburinho efêmero do verão; o lento definhar das construções frente ao avanço do mar e do descaso. "Escolhi esses temas porque refletem não apenas minha experiência pessoal, mas uma urgência coletiva", afirma a escritora, destacando como a obra dialoga com questões ambientais e sociais prementes.

Influenciada por vozes como Conceição Evaristo, Hilda Hilst e João Cabral de Melo Neto, a autora desenvolve uma linguagem que é ao mesmo tempo lírica e concreta, capaz de traduzir em palavras a textura áspera da vida nas bordas. "Minha escrita é fragmentada, sensorial e afetiva", define a poeta, que optou por uma estrutura não linear para o livro. Os capítulos se organizam como ondas, às vezes suaves, às vezes violentas, criando um efeito de maré que envolve o leitor. 

Um dos momentos mais marcantes da obra é o relato do incêndio que destruiu a casa da autora em Arraial do Cabo. Esse episódio, tratado com uma crueza que não exclui a beleza, serve como metáfora para todo o livro: da destruição pode nascer uma nova forma de ver o mundo. "O livro começa com o fogo, mas termina com o sal - ambos corrosivos, ambos transformadores", analisa Bruna Mitrano no posfácio da obra.

Sobre a autora
Érica Magni (Rio de Janeiro, 1986) é poeta, jornalista e criadora do podcast Rádio-Carta Mulher. Autora de "Poérica" (Editora Cousa, 2019) e "Areia na Olhota" (Editora Pedregulho, 2023), já colaborou com projetos ligados a comunidades indígenas e periféricas, como o livro "Diário de Área" (2021), sobre a etnia Yanomami. Vive entre a Região dos Lagos e Teresópolis, onde continua a escrever “tudo que a atravessa”.
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			<title><![CDATA[Lançamento do clipe "Deusa das Águas" conecta samba, ancestralidade e sustentabilidade ]]></title>
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			<updated>2025-12-02T11:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O grupo Canto de Amigos, referência no samba de raiz há mais de três décadas, lançou hoje (dia 2) a música e o clipe “Deusa das Águas”, uma obra que celebra o sagrado feminino, a força ancestral das águas e a espiritualidade que permeia a cultura afro-brasileira. Mais do que uma produção audiovisual, o lançamento se torna uma oportunidade de revelar a história por trás da canção, seu significado simbólico e a relação direta que o clipe estabelece com as ações socioambientais promovidas pela Omìayê. Gravado em Ponta Negra, em Maricá, o trabalho revisita a simbologia do encontro entre rio e mar para construir uma narrativa que une natureza, identidade e memória coletiva. Dedicada às Orixás Oxum e Iemanjá, a canção homenageia representações da fertilidade, da cura, da proteção e da sensibilidade feminina que atravessam gerações e sustentam tradições vivas no território.

A direção de Bruno Cintra e Walace do Rosário conduz o clipe em uma linguagem sensorial, trabalhando luz, cor e movimento para traduzir na imagem o fluxo espiritual da música. A interpretação em parceria com a cantora Paula Princi amplia a atmosfera afetiva e fortalece a presença simbólica das águas na narrativa. Toda a estética foi concebida para dialogar com as raízes do samba tradicional e com a cosmogonia que inspira a trajetória do próprio grupo.

Para Jorge Nascimento, compositor e vocalista do Canto de Amigos, afirma que o lançamento marca um momento especial do conjunto: 

“Deusa das Águas é mais que um clipe, é um chamado ancestral. Quando escrevemos essa canção, sentimos as águas nos guiando: o rio doce que acalma, o mar que acolhe, a corrente que conduz. Oxum e Iemanjá sempre foram símbolos de força, beleza, cuidado e mistério, e queríamos honrar essas presenças que atravessam nossa história e a do nosso povo. Gravar esse trabalho foi como devolver para as águas aquilo que recebemos delas: respeito, gratidão e vida. Que cada pessoa, ao assistir, sinta esse abraço profundo das águas, o mesmo que sentimos ao criar”, destacou. 

O lançamento também faz referência ao projeto Omìayê, tecnologia social e reconhecida por unir ciência, saber popular e sustentabilidade na transformação de óleo de cozinha usado em sabão e detergente ecológicos. A homenagem estabelece uma ponte entre a força simbólica das águas no clipe e a atuação cotidiana do projeto na proteção dos recursos hídricos. Até o momento, o Omìayê já evitou que mais de 50 milhões de litros de água fossem poluídos — o equivalente a 20 piscinas olímpicas —, desenvolveu processos comunitários de biorremediação e distribuiu gratuitamente produtos ecológicos para milhares de famílias.

Para o Instituto Singular Ideias Inovadoras, responsável pela implantação e gestão do Omìayê, a homenagem representa um reconhecimento importante da cultura para o campo da sustentabilidade: 

“Para o Instituto, a presença do Omìayê no clipe reforça a integração entre cultura, território e práticas de sustentabilidade. Quando uma obra artística incorpora o cuidado com a água e reconhece o nosso trabalho comunitário, ela amplia o alcance e o impacto das ações que realizamos. O Omìayê mostra que soluções simples, apoiadas pela participação local, podem gerar resultados consistentes, e ver esse processo representado no audiovisual reafirma nosso compromisso com tecnologias sociais voltadas à saúde, à economia circular e à educação ambiental”, afirmou o coordenador e responsável pelo projeto.

A conexão entre música, território e cuidado ambiental fortalece a mensagem central do clipe, que passa a dialogar não apenas com o sagrado, mas também com ações concretas de proteção das águas. Assim como o encontro entre rio e mar inspira a narrativa visual, o encontro entre arte, ancestralidade e inovação social amplia o alcance simbólico de “Deusa das Águas”, reafirmando que o cuidado com a vida, com a memória e com o meio ambiente é parte inseparável das práticas que moldam o futuro das comunidades brasileiras.

O Instituto Singular Ideias Inovadoras é uma organização de impacto social que, desde 2009, atua na interface entre ciência, justiça social e sustentabilidade. Desenvolve programas voltados à educação ambiental, à economia circular e à inclusão produtiva, sempre buscando soluções inovadoras para desafios socioambientais. Saiba mais: www.institutosingular.org.br

 O Projeto Omìayê é uma iniciativa de saneamento ecológico circular e educação ambiental que transforma óleo usado em Ecosabões biorremediadores. Além de promover ações de cuidado com a água e o território, une tecnologia social e mobilização comunitária para fortalecer práticas sustentáveis e gerar impacto positivo nas comunidades. Saiba mais: www.omiaye.com.br

Serviço
Clipe “Deusa das Águas” – Lançamento oficial
Data: 02 de dezembro de 2025
Saiba mais: www.instagram.com/cantodeamigosoficial

Ficha Técnica – clipe “Deusa das Águas”
Música: Deusa das Águas
Artista: Canto de Amigos
Feat: Paula Princi
Compositores: Jorge Nascimento e José Carlos Costa (Zequinha)
Direção: Bruno Cintra e Walace do Rosário
Produção: Macaco Branco, Cacau Caldas, Jair do Cavaco, Milena Wainer, Roberta Barreto e Victor Alves
Local de gravação: Ponta Negra – Maricá/RJ
Lançamento: 02 de dezembro de 2025
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			<title><![CDATA[Clarêncio Rodrigues e o grupo Sorriso Feliz voltam às ruas e escolas públicas com a 11ª Bonecart]]></title>
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			<updated>2025-11-23T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Referência na arte de bonecos, o mestre de cultura popular Clarêncio Rodrigues retorna às ruas, praças e escolas com o grupo Sorriso Feliz para realizar a 11ª edição da Bonecart – Mostra de Teatro de Animação.

Com apresentações gratuitas do espetáculo “Quem canta e conta, encanta” e oficinas de teatro de marionetes abertas ao público, a Bonecart reafirma seu compromisso com a democratização da cultura para crianças, adolescentes e toda a comunidade, sobretudo em territórios com menor acesso às atividades artísticas.

Programação gratuita da 11ª Bonecart – Mostra de Teatro de Animação:

24/11 – 10h - Escola Municipal Arlete Rosa Castanho (Acessível em Libras)

28/11 – 11h30 - Escola Municipal Angelim (Quilombo de Preto Forro)

04/12 – 14h - Abrigo Municipal Casa da Criança e do Adolescente

12/12 – 16h - Praça Agenor Santos, no Jardim Esperança

Com apresentações itinerantes e interativas, o mestre Clarencio e o grupo Sorriso Feliz prometem despertar o encantamento por meio de narrativas que valorizam o imaginário popular e a alegria da arte de animar bonecos.

“Um dos pontos altos do espetáculo são as canções trabalhadas a partir do cancioneiro popular brasileiro, em valorização dos seus ritmos e diferentes sotaques, como expressão da diversidade cultural do país. Vale a pena assistir e todos estão convidados”, diz a coordenadora de comunicação do projeto, Aline Moschen.

A 11ª BONECART – Mostra de Teatro de Animação é um projeto patrocinado pelo Edital nº 04/2025 da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, reforçando a importância das políticas públicas de fomento à cultura para a continuidade e fortalecimento das tradições populares.
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			<title><![CDATA[Estreia de 'Refinaria': adaptação de livro finalista do Jabuti põe Cabo Frio em cena]]></title>
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			<updated>2025-11-21T09:53:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No mês em que Cabo Frio celebra 410 anos, um espetáculo sobre memória, território e pertencimento ganha a cena e se inscreve, também, como parte das comemorações simbólicas. “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, estreia no Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, n.º 3, Parque Burle), com apresentações nesta quinta (27) e na sexta (28), às 20h. A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço e projeções inéditas de Douglas Lopes. Os ingressos custam R$ 25, com reservas pelo telefone (21) 99342-8893. A estreia tem apoio cultural de Tia Maluca, Cabo Frio Convention Bureau, Dr. Leonardo Mignot e Folha dos Lagos.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela Região dos Lagos e o que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. Salinas que viram bairro, ruas que mudam mas conservam uma figueira centenária, memórias de infância que resistem à urbanização, ao vento e ao sal. É um universo muito marcado por Cabo Frio e sua história —e o ponto de partida para a criação cênica.

A conexão de Guilherme Guaral com a obra antecede o processo de ensaios. Ele conheceu Cabral em outro período, quando o autor se dedicava à música. Tempos depois, os dois se reencontraram por causa de "Unidos da Democracia: as escolas de samba do Rio de Janeiro e os enredos políticos na década de 1980", livro do próprio Guaral publicado pela Sophia Editora em 2022. O ator, que já participou de filmes e séries como Tropa de Elite (2007), Vidas Partidas (2015) e Sob Pressão (2017), acompanhou de perto o movimento editorial de Cabral e se interessou pela forma como o escritor vinha investigando memórias, paisagens e identidades. Quando “Refinaria” foi lançado, deu-se o impulso:

— Falei: ‘Rodrigo, vamos fazer uma adaptação teatral?’. Encontrei um monte de possibilidades teatrais e uma vontade de voltar a fazer teatro — conta ele, que volta aos palcos após 10 anos.



Mas a ideia não era transcrever os poemas e recitá-los. Era criar uma narrativa nova, capaz de deslocar a poesia para o palco. Como amarrar essa história? "Esse talvez tenha sido o maior desafio", diz o ator, que, junto com Rodrigo Sena, diretor da montagem, se debruçou sobre como construir um personagem, um percurso e uma dramaturgia que harmonizassem com o livro, mas não se prendessem a ele.

Depois de discussões, testes e tentativas, encontraram o fio condutor: um escritor que não volta à cidade há mais de vinte anos e que recebe um convite para uma homenagem. Ele quer voltar, mas não quer. Ama o lugar, mas teme reencontrá-lo. A viagem se torna um retorno aos próprios vestígios —infância, adolescência, juventude.

O processo de Guaral, então, passou a ser o de dar corpo a esse homem dividido entre saudade e resistência.

— Tento dar cor e imagem às palavras e à poesia do Rodrigo, que são complexas e, muitas vezes, fora do realismo. Tento encontrar essa química entre emoção e projeção de imagens oníricas, poéticas, surreais.

Ele diz que muitos momentos lhe tocaram de modo pessoal.

— Mexeram com a lembrança, a saudade, a infância. Situações que vivi ou que vi meus filhos viverem aqui, no Portinho, na Rua da Árvore. É uma montanha-russa de emoções.

E não é por acaso: parte da força do livro está em espelhar como o local onde nascemos, crescemos ou vivemos é importante para nossa formação, ainda que inconscientemente. O espetáculo reverbera o sentimento coletivo de quem ao mesmo tempo reconhece na cidade um território de memória e de mudança.

Há mais de 20 anos atuando no teatro, Sena diz que o primeiro passo foi mergulhar nas poesias de Cabral. Delas foram surgindo o conceito, a estética, o ritmo e a estrutura da encenação. Segundo ele, o audiovisual ocupa papel essencial, mas não como ilustração.

— Não queríamos um vídeo demonstrativo. Queríamos uma construção que se conectasse com a cena, que fizesse uma simbiose.

O fotógrafo e videomaker Douglas Lopes passou a integrar o processo já nos ensaios, observando o ator, a direção, o ritmo e o espaço para criar projeções que captassem “sutilezas do patrimônio histórico e ambiental de Cabo Frio”, como descreve a própria sinopse. Antes, Douglas filmou o clipe de um poema do livro, "Moleques do Peito Solar".

—  Esse clipe viralizou no Instagram, passando de 100 mil visualizações, e, desde então, o Rodrigo alimentava a ideia de montar um espetáculo com projeções. Topei na hora porque amei o livro, cuja atmosfera é muito o que faço no meu trabalho de audiovisual.

Douglas compartilha que os versos o tocaram tanto que ele quis tatuar um deles. Primeiro longa de sua vida, "em minutagem", como ele frisa, o trabalho não foi realizado sem desafios.


—  Nunca tinha feito um. Precisamos ter muito cuidado com gravações, roteiro e detalhes. Foi difícil, principalmente pelo tempo em que ele foi feito. Tivemos muita chuva, que impossibilitou diversas gravações e nos fez remarcar várias vezes. Mas agora está tudo gravado. Estamos nos ajustes finos para chegar à perfeição — afirma.

Sena diz que o processo foi longo antes de chegar ao palco. Houve um tempo de maturação até que os ensaios começassem. Depois disso, tudo avançou rápido.

— Planejamos muito bem e sabíamos muito o que queríamos. Criamos coisas que pareciam fáceis na cabeça, mas difíceis de implementar. Encontramos soluções para tudo.

Ele afirma que o teatro, por natureza, nunca está pronto:

— É vivo. Vamos seguindo, experimentando e melhorando no que for preciso.

No contexto atual, realizar uma obra teatral é também um ato de resistência, diz.

— Depois da pandemia, o teatro foi altamente afetado. Realizar um trabalho artístico é um desafio. Este espetáculo se junta a outros que têm tentado levantar a cena teatral em Cabo Frio — ressalta ele, que também é autor de títulos como “Laços Rubros” e “O Sopro".

Professor, músico e compositor, Junior Carriço chegou à montagem para produzir a trilha sonora e conta que também se encantou pelo livro.

— O que faz com que toda essa música aconteça é a força poética da produção do Rodrigo — explica o autor de "Recovecos", livro que reúne 56 letras de suas composições.

Depois de ler a obra, ele diz, todos os envolvidos sentiram o impacto emocional do texto.

Junior decidiu usar material de seu acervo pessoal —canções, ideias, rabiscos anteriores—, reorganizando tudo em função da dramaturgia.

— Usei coisas da minha da minha lavra, para diferentes momentos da peça, sempre a partir do violão.

Em um dos trechos, a música precisou renascer:

— Talvez uma delas a gente tenha feito a melodia nova para casar com o verso.

O espetáculo também conta com uma canção de autoria do poeta Victorino Carriço, avô de Junior, intitulada “Voltei ao Baixo Grande”. Outro destaque é "Fluxo de consciência", parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que pela Sophia Editora publicou o livro Arraiada. 

—  Essa bela canção cai muito bem no espetáculo porque boa parte da obra foi mesmo concebida em fluxo de consciência. É a escrita fundamentada na onipotência do sonho, nas revelações da subjetividade — conta Rodrigo Cabral. — Junior e Igor são grandes poetas da região. Tê-los nesse projeto é um registro simbólico da nossa amizade, atravessada pela poesia das nossas raízes, do nosso lugar.

No palco, "Refinaria" vira mais reflexão e confronto, sem ignorar o movimento do próprio livro, que abre caminhos para um mosaico de referências, como a geologia do pré-sal, a cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, as influências dos escritores José Lins do Rego, Olga Savary e Victorino Carriço.

Mas a peça não tenta abarcar todos esses temas ao pé da letra. A adaptação nasce das memórias do território e do processo de refinamento —literário, afetivo, geográfico— que acontece tanto no livro quanto na vida real. Porque, como escreve o autor, "todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida".
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			<title><![CDATA[Projeto Sopros & Cordas retorna ao Mart, em Cabo Frio, na quinta-feira (27)]]></title>
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			<updated>2025-11-20T20:24:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A próxima edição do projeto Sopros & Cordas será no dia 27 de novembro, às 18h, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) de Cabo Frio. 

O quinteto Sopros & Cordas une virtuosismo musical, inclusão e representatividade. Formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão), o grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.



Mais do que um show, Sopros & Cordas é um manifesto artístico pela diversidade, reunindo músicos de diferentes trajetórias e identidades, entre eles Diego Matos, trompetista com síndrome de Tourette, para celebrar a contribuição além da cultura popular para a música brasileira.

Com entrada gratuita, o evento promete uma experiência completa, em que arte, história e cidadania se encontram em um dos cenários mais bonitos de Cabo Frio. Uma noite para celebrar o passado e o futuro da cidade, com o som dos sopros, o ritmo das cordas e o talento do povo cabo-friense.

O projeto é produzido por Taz Mureb e contemplado no Edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do RJ.

Serviço: 
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			<title><![CDATA[Região dos Lagos recebe espetáculo teatral que questiona a desigualdade]]></title>
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			<updated>2025-11-13T10:58:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Celebrando 10 anos de estrada, o espetáculo “Se vivêssemos em lugar normal” chega, este mês, à Região dos Lagos. A peça, adaptação da obra de Juan Pablo Villalobos, é uma uma tragicomédia subversiva. O público poderá conferir as apresentações em Cabo Frio, em Araruama, e no Rio de Janeiro.

“Se vivêssemos em lugar normal” é a primeira adaptação teatral da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a trama conta a história de Orestes, um adolescente de 13 anos que se depara com os conflitos sociais e econômicos que permeiam sua família e a sociedade ao seu redor.

Em meio a uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, o protagonista tenta avaliar o curso de sua própria sorte enquanto ameaças reais desenham uma tragédia iminente. Essa mistura de humor e drama resulta em uma encenação deliciosamente subversiva.

O impacto da peça é reconhecido pela crítica, sendo classificada pelo jornal O Fluminense (out/2016) como um potente "Manifesto contra desigualdade". O texto ácido e a interpretação potente permitem ao público não apenas gerar questionamentos, mas também idealizar um lugar mais digno e igualitário, refletindo a realidade de milhões de brasileiros e latino-americanos.

Além de ser o único ator no palco (possui formação em Interpretação pela UNIRIO), Roberto Rodrigues também assina a adaptação do espetáculo. Com vasta trajetória no teatro, circo e audiovisual, o ator é integrante do Circo Dux e da Orquestra Circônica, além de fundador do Projeto Transmutante.

Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - através da Secretaria de Cultura e Utopias da cidade de Maricá - em Cabo Frio o espetáculo será apresentado nos próximos dias 15 e 16, no Teatro Quintal (rua Américo Ferreira da Silva, 3, no Parque Burle), às 20h. Em Araruama o público poderá conferir a encenação no dia 18, às 21h30, no Espaço Multicultural Gene Insanno (Rua Coronel Doring, 71 - Haway). A temporada será encerrada no Rio de Janeiro, com sessões às sextas, sábados e domingos (começou no último dia 12 e segue até o dia 22), sempre às 20h, no Teatro Laura Alvim (Avenida Vieira Souto 176, Ipanema).

Antes de chegar à Região dos Lagos, o espetáculo passou pela FLIM (Feira Literária Internacional de Maricá) e teve uma temporada de sucesso de público no Teatro da UFF, em Niterói com produção de Carol Oliveira, iluminação de Lucas Maciel e comunicação de Bia Ferraz.
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			<title><![CDATA[Projeto 'Sopros & Cordas' terá edição especial de aniversário dos 410 anos de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-11-10T12:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em pleno aniversário de Cabo Frio, no dia 13 de novembro, o bairro histórico da Passagem receberá mais uma edição do evento “Sopros & Cordas”. Os 410 anos da cidade serão comemorados, a partir das 17h, com música instrumental, cultura, gastronomia e arte local na Praça Gentil Gomes de Faria, na Passagem.

A programação começa com a Feira Quintal das Artes, espaço dedicado à produção artesanal, moda autoral, bem-estar e gastronomia criativa, que reforça o talento e o empreendedorismo local. Às 19h, o público será conduzido por uma viagem sonora que celebra a tradição e a diversidade da música fluminense.

A noite será aberta pela Lira Independente de Cabo Frio, tradicional banda civil de música instrumental da cidade, sob regência do maestro Tardelli, resgatando o repertório popular das praças e coretos e preparando o clima para a atração principal da noite.

Em seguida, sobe ao palco o quinteto Sopros & Cordas, projeto que une virtuosismo musical, inclusão e representatividade. Formado por Diego Matos (trompete), Airton Ozório (saxofone), João Albuquerque (violão), Gloyde Neves (contrabaixo) e Carlos Queimado (percussão), o grupo apresenta um repertório que vai do chorinho e samba-jazz ao baião e à música instrumental contemporânea, sempre com arranjos autorais e interpretações vibrantes.

Entre as músicas que serão tocadas estão: Garota de Ipanema, Aquarela do Brasil (Ary Barroso), Regra Três (Toquinho e Vinícius de Moraes), Yesterday (The Beatles), New York, New York (Frank Sinatra), Wonderful World (Louis Armstrong) e I Can See Clearly Now (Johnny Nash). 

Mais do que um show, Sopros & Cordas é um manifesto artístico pela diversidade, reunindo músicos de diferentes trajetórias e identidades, entre eles Diego Matos, trompetista com síndrome de Tourette, para celebrar a contribuição além da cultura popular para a música brasileira.

Com entrada gratuita, o evento promete uma experiência completa, em que arte, história e cidadania se encontram em um dos cenários mais bonitos de Cabo Frio. Uma noite para celebrar o passado e o futuro da cidade, com o som dos sopros, o ritmo das cordas e o talento do povo cabo-friense.

O projeto é produzido por Taz Mureb e contemplado no Edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do RJ.

Serviço: 
Data: 13 de novembro de 2025
Feira Quintal das Artes: a partir das 17h
Shows: a partir das 19h
Local: Praça São Benedito – Passagem, Cabo Frio (polo gastronômico e bairro histórico)
Abertura: Lira Independente de Cabo Frio (Maestro Tardelli)
Show principal: Quinteto Sopros & Cordas
 
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			<title><![CDATA[Banda Spectrummm se apresenta na Expo XP, em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2025-11-06T16:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda cabo-friense Spectrummm será uma das atrações da Expo XP – Feira de Ciência e Tecnologia de Arraial do Cabo, que acontece nesta quinta (6) e sexta-feira, no Largo do Estádio Municipal e na Praça Victorino Carriço (Sindicato). O show está marcado para as 17h desta quinta, com entrada gratuita.

O repertório vai reunir músicas inéditas e faixas da discografia da banda, que completa dez anos de estrada. Formada por Christiano Guerra (guitarra e voz) e Adham Guerra (bateria), com participação de Zach Guerra (guitarra), a Spectrummm surgiu em 2015 como projeto paralelo de Christiano, também líder da Christiano Guerra Band. A proposta inicial era experimentar um som mais arrastado e pesado, em português, no estilo doom rock.

As músicas da Spectrummm estão disponíveis nas principais plataformas digitais (linktr.ee/Spectrummm).

A Expo XP é promovida pela Secretaria Municipal de Educação e reúne dois dias de atividades voltadas para ciência, tecnologia e preservação ambiental, com participação de alunos, professores e toda a comunidade.
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT promove imersão em percussão e dança afro no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-11-04T19:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ponto de Cultura e Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, promove, neste domingo (9), a Imersão Maracatu Tambor de Cumba - oficinas imersivas de percussão para mulheres e de dança afro, com ênfase no ritmo Maracatu. A atividade será realizada, a partir das 10h, na Casa de Cultura José de Dome - Charitas, e está dentro da programação oficial pelo Mês da Consciência Negra da Prefeitura de Cabo Frio.

As oficinas serão ministradas de forma simultânea, pelo Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico, de Recife (PE), como responsável pela parte percussiva; e pela  Mestra Aninha Catão, bailarina, coreógrafa e diretora do Grupo Tambor de Cumba (RJ), responsável pela parte de dança.
 
A Imersão marca a formação do núcleo de Cabo Frio do Maracatu Tambor de Cumba, que será gerido pela Mestra Marcia Fonseca, professora, idealizadora e diretora-geral do Coletivo GRIOT que, desde 2008, se dedica à pesquisa e difusão da cultura afro-brasileira na Região dos Lagos, em eventos e nas aulas regulares de percussão para mulheres, às segundas-feiras e, de dança afro, às quintas-feiras.

Para informações e inscrições para a Imersão Maracatu Tambor de Cumba, o contato pelo WhatsApp é (22) 99953-1204. As vagas são limitadas.

SERVIÇO:

IMERSÃO MARACATU TAMBOR DE CUMBA

Data: 09 de novembro de 2025 (domingo)
Horário: 10h às 13h 
Local: Charitas - Casa de Cultura José de Dome , Cabo Frio (RJ) 
Informações e inscrições: (22) 99953-1204

FICHA TECNICA:

Mestre Rumenig Dantas (Nação Maracatu Porto Rico - PE): Batuqueiro da Nação Maracatu Porto Rico de Recife (PE). Responsável pelo Baque do Maracatu Tambor de Cumba (RJ). 

Mestra Aninha Catão (Tambor de Cumba - RJ): Diretora, bailarina e coreógrafa do Grupo Tambor de Cumba (RJ) Coreógrafa e bailarina do espetáculo COSMOGONIA AFRICANA - A Visão de Mundo do Povo Iorubá, entre outros trabalhos premiados. Responsável pela Corte (dança) do Maracatu Tambor de Cumba.

Mestra Marcia Fonseca (Coletivo GRIOT): Bailarina, coreógrafa e diretora-geral do Ponto de Cultura e Memória Coletivo GRIOT. Responsável pelo núcleo Cabo Frio do MARACATU TAMBOR DE CUMBA, sob a supervisão dos mestres Rumenig Dantas e Aninha Catão
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			<title><![CDATA[Casa LD reabre suas portas em Cabo Frio com evento gratuito de oficinas e apresentações artísticas]]></title>
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			<updated>2025-11-04T11:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Espaço cultural no Jardim Nauttilus, em Cabo Frio (RJ), a Casa LD retoma suas atividades com o evento gratuito “De Portas Abertas”, uma celebração à arte, à convivência e ao reencantamento da vida através da cultura. O encontro acontece nos dias 8 e 9 de novembro. 

Idealizada pela artista Lívia Diniz, a Casa LD nasceu do sonho de criar um ambiente acolhedor, onde a arte pudesse circular livremente — como em casa. Agora, o espaço ganha uma nova fase, conduzida pela filha de Lívia, Débora Diniz, que dá continuidade ao legado com uma proposta que une memória, afeto e novos caminhos criativos.

A programação do “De Portas Abertas” inclui oficinas gratuitas de circo e teatro, voltadas para crianças e jovens, e apresentações musicais que prometem encantar o público. Entre os destaques estão “Os Sons do Brincar”, espetáculo musical infantil com Deb na Música, e o show “Tributo a Compositores Locais”,  com Ulisses Rabelo, Vitalino, Azul Puro Azul e Diego Matos. 

Mais do que um evento de reabertura, o “De Portas Abertas” reafirma o compromisso da Casa LD em democratizar o acesso à arte e à cultura, aproximando artistas e comunidade, e celebrando o encontro como essência da criação.

Local: Rua Honduras, 107 – Jardim Nauttilus, Cabo Frio, RJ
 Data: 08 e 09 de novembro
 Entrada gratuita
Realização: Lei Paulo Gustavo, Prefeitura de Cabo Frio, Secretaria de Cultura e Ministério da Cultura.
Produção: Casa LD e Azul Puro Azul .
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			<title><![CDATA['Círculo de Leitura no Mart' recebe Gessiane Nazario para a última edição do ano]]></title>
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			<updated>2025-11-04T10:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Era mais um fim de tarde de verão quando as pino e seus dois meios irmãos, netos de ex-escravizados, filhos da mesma mãe e pais diferentes, voltavam do trabalho na roça dos fazendeiros. Cansados e suados por conta do calor, os irmãos carregavam enxada, foice, canivete na cintura e vasilhas de marmita, que, naquele período, nos anos 1940, eram de ferro. Iam descalços."

Assim Gessiane Nazario, escritora e pesquisadora quilombola, inicia o conto "Aspino e o boi", publicado pela editora Patuá na coletânea “Imagens de coragem”, organizada por Tatiana Lazzarotto e Isabella de Andrade. O texto será discutido nesta terça-feira, às 18h, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram). É a quarta e última edição do ano de 2025 do “Círculo de Leitura no Mart: Memórias”, promovida pela Sophia Editora e Folha dos Lagos.  

Esse conto de Gessiane originou uma obra destinada ao público infantil, também denominada "Aspino e o boi", publicada pela Sophia. 

A atividade será mediada por Bete Buss (professora e artista plástica), Eloisa Helena (professora e coordenadora do projeto) e Rogéria Arruda (professora e escritora). Além da leitura, serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, doação de livros e conversas literárias.

Intitulados “Leituras no Mart: Memória”, os encontros promoveram leituras de breves textos dentro da temática “Memória”. Nas edições anteriores, realizadas nos meses de agosto, setembro e outubro, conversamos sobre Conceição Evaristo, Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. 

A atividade é gratuita e aberta ao público. 


	
		
			Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) de Cabo Frio.  
			Endereço: Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ).  
			Data: 04 de novembro | Horário: 18h às 20h. 
		
	

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			<title><![CDATA[Em Cabo Frio, novembro começa com Santo Samba na praça do Novo Portinho]]></title>
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			<updated>2025-11-01T10:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Novembro começa com tempo bom e samba em Cabo Frio. Ou melhor, com Santo Samba, a mais tradicional roda de samba da Região dos Lagos, que está comemorando 13 anos. A edição especial acontece neste sábado (1), a partir das 15h, na praça do Novo Portinho. 

A roda recebe o violonista Lúcio Rodrigues, bamba do samba instrumental, com participação especial da cantora Marília Schanuel.

Esta edição integra a série de eventos contemplados pelo edital Berço de Bambas, iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), que reconhece e valoriza ações dedicadas à preservação da tradição do samba em todo o estado.

A próxima apresentação está marcada para o dia 20 de novembro, em Arraial do Cabo.

 
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			<title><![CDATA[Octavio Raja Gabaglia - O Criador do Estilo Búzios: livro retrata história do arquiteto]]></title>
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			<updated>2025-11-01T10:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O arquiteto e urbanista Octavio Raja Gabaglia, responsável pelo Estilo Búzios de arquitetura, acaba de ganhar um tributo à altura de sua obra. O livro Octavio Raja Gabaglia – O Criador do Estilo Búzios, escrito pelo jornalista Victor P. Viana e realizado pelo Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário,  será distribuído para amigos e personalidades em homenagem aos 80 anos do arquiteto e dos 60 anos da sua obra: o icônico gênero arquitetônico reconhecido como marca da cidade e reproduzido mundialmente. 

Em formato 21x28 cm, capa dura, a obra mistura ensaio biográfico e livro de arte, com fotos de arquivo de Octávio e atuais do Tauanã Guarino, que mostram a paixão de Otavinho, como é conhecido pelos amigos, pelo balneário e pelos projetos que em conjunto deram origem ao estilo que mantém até hoje a identidade de Búzios. Com 160 páginas e textos em português, acompanhados de resumos em inglês, o livro percorre a infância do arquiteto, suas aventuras como jovem sonhador e a decisão de ficar em Búzios, onde se tornou figura central na definição do traçado urbano e na preservação da paisagem. O documento visa ainda a disseminação do legado de Octávio, com uma espécie de manual da arquitetura do Estilo Búzios, que pode ser usado como inspiração para uma nova geração de arquitetos perpetuar a atmosfera do balneário.

Octávio, que conduziu como secretário de Desenvolvimento Urbano, o primeiro Plano Diretor do Município de Armação dos Búzios, é responsável ainda pelo projeto da famosa Rua das Pedras, do Porto da Barra, da Lagoa da Ferradura, além de hotéis, casas e clubes no balneário. Ele assina mais de três mil projetos, não só em Búzios, como inclusive em outros países. 

“Ele é o homem que pensou a cidade e colaborou para que Búzios se tornasse o sucesso que é hoje, atraindo cultura, experiências e um estilo de vida único. As intervenções e limitações que ele estabeleceu, como o limite de dois andares, foram decisivas para a preservação da paisagem urbana”, destaca Vitor P. Viana, jornalista e autor do livro.

Mais que arquiteto, Octavio é retratado como personagem plural: o urbanista, o ativista, o político e o homem público que colocou seu talento a serviço do lugar que escolheu para viver. No livro há espaço também para o Octavio folclórico — aquele que já circulou de pareô e flor atrás da orelha, e que hoje, de roupa social, ainda repete seu lema: “Por Búzios tudo! Salvo a honra!”.

A capa, com foto do arquivo pessoal do homenageado, mostra-o na proa de sua embarcação Barracuda Velha, símbolo de sua eterna vanguarda. “Assim como nessa imagem, ele sempre esteve na proa — seja na arquitetura, no urbanismo, no ativismo ou na política”, resume Viana.

O livro reúne depoimentos de familiares, amigos e admiradores, além de recortes de jornais e revistas que compõem um retrato histórico e afetivo do arquiteto. “Não é uma biografia tradicional. É um ensaio biográfico e analítico, mas também uma obra leve e humana, que mostra quem ele é e o que representa”, explica o autor.

Embora mergulhe no passado, a obra também aponta para o futuro. “O livro termina como um olhar adiante. Octavio está vivo e atuante, e sua visão continua atual. Pode servir de inspiração para outras cidades que buscam conciliar crescimento e preservação”, afirma o autor.

Com o vento, o sol e o mar de Búzios como cenário, Octavio Raja Gabaglia – O Criador do Estilo Búzios é, ao mesmo tempo, memória, celebração e convite à reflexão sobre o poder de uma ideia — a de que arquitetura e natureza podem, juntas, criar uma cidade inesquecível.

O projeto gráfico é assinado por Alan Câmara, com diagramação e arte final de Gustavo Enne e fotografias de Tauanã Guarino. “Foi um trabalho feito com rigor técnico, mas também com o coração. Todos sabiam da importância de registrar a trajetória do Octavio”, afirma Viana.
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			<title><![CDATA['Transcendência imanência': Eraldo Amay lança obra poética em Arraial do Cabo]]></title>
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			<updated>2025-10-28T19:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O professor e poeta Eraldo Amay lança o livro “Transcendência imanência” nesta quinta-feira, 30 de outubro, a partir das 19h, no Centro Cultural Manoel Camargo, em Arraial do Cabo. Publicada pela Sophia Editora, a obra traz poemas que revelam a presença divina no cotidiano e em todas as coisas. Os versos entrelaçam amor, simplicidade e contemplação, convidando o leitor a perceber Deus no silêncio, na natureza, nos encontros humanos e até nos momentos mais difíceis.

“Eraldo Amay é um poeta espiritual. Neste livro, oferece-nos o sentir do eterno frescor da presença de Deus. Faz-nos recordar que o mesmo Deus, morador em seu coração, também habita o coração de cada um de nós e tudo mais que existe. Faz-nos sentir e saber que Deus é Amor e que não há distância (nem mesmo diferença) alguma entre Ele e nós. Ensina-nos que basta purificarmos nosso coração para que Ele Se revele em nós e diante de nós como essência de toda existência, a única realidade, o Ser verdadeiro”, escreve no prefácio Carlos Henrique Viard Jr., filho espiritual de Eraldo Amay.



Eraldo Amay é o pseudônimo de Eraldo Maia, nascido em 1946, no Rio de Janeiro. Formado em Direito pela UFRJ, atuou como advogado e, por mais de cinquenta anos, como professor de Literatura. A paixão pela escrita surgiu ainda na juventude, mas encontrou forma definitiva a partir da década de 1990, quando a espiritualidade se tornou eixo de sua criação. Autor de obras como Revelações (Poesia Espiritual), Poemas da Fé e Com Versos, com Deus (2012), além de Divina Graça – Poesia em Deus (2016), consolidou-se como poeta da mística e do amor. Seu pseudônimo “Amay” traz simbolismo: “Maia” remete à deusa hindu da ilusão; transformado em “Amay”, torna-se afirmação de fé — amar, amar e amar, o Amor que é Deus.

“A poesia de Transcendência Imanência é uma atualização da poesia mística; é um canto a esse Deus do cotidiano, um Deus que brinca, que ri, que abraça e que se deixa pegar no colo. Uma poesia em que Deus, inclusive, é chamado de Deus para honrar uma tradição ocidental, cristã, mas que poderia ser chamado de Natureza, Universo, Alá, Brahma, Olorum, Adonai”, assinala Igor Ravasco, poeta e filho de Eraldo Amay.


Árvore
Poema de Eraldo Amay

o que há de árvore em mim quer gerar doces frutos
dar sombra ao andarilho
abrigar pássaros (todos os pássaros) nos ninhos
o que há de árvore em mim quer vivo o silêncio
esse silêncio fértil da árvore
quer ser acarinhado pela brisa
sussurrar o cântico da vida
ao ser acarinhado pela brisa
minhas folhas balançando um bailado festivo
o que há de árvore em mim são sólidas raízes
penetradas na terra úmida e serena
o que há de árvore em mim são sementes divinas
as divinas sementes de vida
tornadas outras árvores como a árvore em mim
o que há de árvore em mim não revida não grita
aos golpes do que fere a árvore escondida
o que há de árvore em mim ama a vida e a procria
 
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			<title><![CDATA[Biblioteca Pública Municipal de Cabo Frio celebra o Dia do Poeta e o Dia Nacional do Livro]]></title>
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			<updated>2025-10-28T19:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Biblioteca Pública Municipal Professor Walter Nogueira promove, no dia 29 de outubro, uma tarde especial em celebração ao Dia do Poeta e ao Dia Nacional do Livro. As atividades acontecem das 14h às 18h, na sede da Biblioteca, localizada na Praça Dom Pedro II, nº 47, Centro de Cabo Frio, e promete uma programação repleta de cultura, arte e emoção.

A abertura ficará por conta do Coral Despertar, que dará o tom poético e musical da tarde. Em seguida, haverá uma palestra da escritora e presidente da Academia Cabofriense de Letras (ACL), Prof.ᵃ Rose Fernandes, sobre o clássico “Filho do Pescador”, obra do primeiro romancista brasileiro e patrono da ACL há 50 anos, Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa.

O evento também contará com a participação do Clube do Livro da ALACAF (Academia de Letras e Artes de Cabo Frio), representado pelo professor Vinicius Grijó, em um momento de partilha literária e reflexão sobre o papel da leitura na formação humana.

A poesia ganhará destaque especial com o poeta e escritor Maurício Cardozo, que apresentará alguns de seus versos. Na sequência, o público poderá prestigiar o lançamento do livro “Poesias da Milena”, obra da escritora Milena Aparecida, que reúne poemas e reflexões sobre educação.

Encerrando a programação, a música tomará conta do espaço, reforçando o caráter sensível e inspirador do encontro.

Com entrada gratuita, a celebração é um convite à valorização da literatura e da poesia, reunindo autores, leitores e amantes da arte em um mesmo propósito: homenagear o poder das palavras.
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			<title><![CDATA[Tchello Santa Rosa e as músicas que atravessam o Atlântico]]></title>
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			<updated>2025-10-25T12:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O violão vermelho da mãe foi um dos primeiros contatos do cabo-friense Marcelo Santa Rosa com a música. Ele segurava o instrumento no colo, porque era grande demais para os braços de uma criança de oito anos. 
 
— Minha mãe me botou num curso de violão, mas o professor pediu que eu não voltasse porque eu complicava a aula dos outros alunos — ele lembra, rindo, em conversa com a Folha por telefone. — Devo ter ido uns dois dias e já estava tirando a música de uma outra maneira, com muito mais acorde.
 
Décadas depois, o menino que desafiava o compasso das aulas se tornaria conhecido como Tchello, músico, produtor e dono do estúdio Capitania do Som, no bairro Portinho. 
 
No espaço, gravou as quatro músicas que atravessaram o Atlântico para integrar a trilha do filme ítalo-brasileiro Loucos Amores Líquidos, dirigido por Alexandre Avancini e produzido por Daíse Amaral, com Eriberto Leão, Ângela Vieira e Paloma Bernardi no elenco. A estreia internacional aconteceu em julho, durante o Festival de Cinema de Ischia, na Itália. O lançamento no Brasil ainda não foi confirmado.
 
Mas foi em 2022 que a parceria nasceu —o saxofonista Sandro Guimarães, também de Cabo Frio, apresentou Tchello ao produtor musical Daniel Figueiredo.
 
— O Sandro já tocou com o mundo inteiro e é amigo do Daniel, que tem um estúdio em Los Angeles. Ele me apresentou por videochamada e eu mandei um trabalho meu. O Daniel curtiu e logo a gente assinou contrato pra fazer um disco de dez músicas autorais cantadas — diz o músico de 61 anos.
 
Desse disco veio “Your Funny Soul”. Uma das escolhidas pela direção do filme, a canção foi produzida em parceria com a cantora argentina Camil, conhecida pela voz marcante e por se apresentar nas ruas de Arraial do Cabo. Ela cantou e também escreveu um poema em espanhol que faz parte da letra.
 
— Quando o Daniel me disse que a música tinha sido aprovada, fiquei muito lisonjeado. É diferente de compor trilha instrumental. É uma canção cantada que a direção achou que combinava com o filme.
 
Já as outras três faixas foram criadas especialmente para o longa, que acompanha três mulheres de diferentes gerações em busca do amor e de suas raízes, filmado entre Poços de Caldas, Diamantina e a região da Basilicata, no sul do país de Dante.
 
— O Daniel me mandou as cenas e pediu três músicas instrumentais. Eu via as imagens e sentia qual era a vibração da cena. Cada trilha tem um minuto, um minuto e meio.
 
Tchello encara o feito com uma serenidade que vem da estrada. Para ele, estar na trilha de um filme internacional é motivo de orgulho, mas não redefine o conceito de sucesso:
 
— As pessoas às vezes acham que o sucesso é apenas aquele de que as pessoas todas te reconhecem e tal, mas às vezes não. Às vezes, pra mim, por exemplo, eu me sinto um artista de sucesso por ter três músicas instrumentais e essa canção minha em um filme tão bacana, com uma produção tão legal, atores reconhecidos nacionalmente, atores globais.
 
Ele explica que o processo criativo vem de forma quase espontânea:
 
— Eu, 99% das vezes, componho do nada. Vem a melodia com a letra já, às vezes vem inteira. Eu não faço nenhum garrancho, não faço uma correção. Eu escrevo, pego o violão e a música sai todinha, letra e música. Mas, se tiver que compor também contratado (“faz uma música pra mim falando sobre o sol, a lua e o arco-íris") eu também pego e faço. Não tem essa, não.
 
A relação com a música e a trajetória é longa e marcada pela diversidade de experiências:
 
— Eu comecei em 1980 a tocar profissionalmente em Búzios. Cabo Frio e Búzios foram os primeiros lugares onde toquei ganhando um cachê. De 1980 pra cá já fiz uma porção de coisas em Cabo Frio, inclusive como produtor de eventos. Já fiz vários eventos na década de 80 e a gente tinha uma banda que já fazia música autoral, que sempre foi de vanguarda aqui na cidade.
 
Sobre a influência da cidade em sua música, pondera:
 
— Agora, dizer que Cabo Frio, a natureza, tem influência, eu estaria mentindo, porque, na verdade, tá tudo dentro da minha cabeça. Não interessa se eu tô em frente à praia ou se eu tô dentro de um quarto sem janela.

Tchello passou uma década trabalhando com jingles e publicidade em São Paulo. Voltou a Cabo Frio em 2001 —ano em que fundou a Capitania do Som, estúdio de música que virou ponto de encontro de músicos locais e onde produziu as músicas do filme.  
 
Gosta de lembrar que também faz outras coisas além de trabalhar apenas com a música: 

— Amo fazer clipes, filmar, editar. Tenho mais de cinquenta vídeos no YouTube com minha assinatura. Gosto tanto quanto tocar — diz ele, que atua ainda na Superintendência de Eventos da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, sempre equilibrando funções.
 
Quando o assunto é o ponto mais marcante da carreira, cita tanto conquistas passadas quanto a experiência atual:
 
— Eu já fiz muitas coisas. Fiz uma turnê na França que me marcou demais, por uma série de motivos. Essa agora do cinema, eu espero que seja mais marcante também a partir do momento que eu for ao cinema e assistir ao filme e a música estiver lá. Eu nem sei se eles vão colocar, dessa música cantada, só o refrão ou só a introdução ou só o solo do sax do Sandro Guimarães, que é, pô, excepcional!
 
Ele também deixa um recado aos músicos e produtores da Região dos Lagos:
 
— Tem que ser perseverante, tem que ser profissional, tem que chegar no horário sempre, tem que sempre entregar o produto que você combinou na hora certa que você combinou. Eu costumo dizer: não é que eu sou bom nisso, não, é que eu faço demais. Faço todos os dias, o tempo inteiro. Então sou um cara treinado como um maratonista.
 
Sobre o futuro, conta que está produzindo mais um CD autoral para a gravadora de Los Angeles e fala, sem ansiedade, sobre a possibilidade de criar outra vez para o cinema:
 
— Se o Daniel Figueiredo gostar do resultado, quem sabe a gente faz outros trabalhos. Tô totalmente aberto.
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			<title><![CDATA[Livro que incentiva valores ganha espaço em escolas e feiras literárias da Região dos Lagos
]]></title>
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			<updated>2025-10-24T11:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora Andréa Morais, de Iguaba Grande, está participando da 5ª Feira Literária de São Pedro da Aldeia (FLISPA). O evento acontece na Casa da Cultura Gabriel Joaquim dos Santos, no Centro, e segue (de segunda a sexta, das 9h às 17h) até o próximo dia 31, com entrada gratuita. Ela é autora de "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades", publicado pela primeira vez em 2016.

Além da sessão de autógrafos, que acontece no próxima sexta-feira (30), às 14h, Andréa também vai exibir no mesmo dia, às 16h, o filme "Iguaba Tem Arte E Artistas". O documentário foi produzido pela também jornalista, que assina o roteiro e direção do media metragem. O filme teve estreia oficial no começo do mês, em Iguaba Grande. Com 23 minutos de duração, legendas e interpretação em Libras, ele retrata artistas que nasceram ou escolheram Iguaba Grande como moradia e espaço de criação.

Em "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades", Andréa selecionou uma qualidade pra cada letra do alfabeto, com a intenção de despertar nas crianças a valorização do ser. Ela também é autora de "Aninha, Robertinho e as Pipocas", que busca incentivar a educação financeira infantil, com foco no empreendedorismo.

– Meu sonho é ter os meus livros em todas as escolas para corroborar com este despertar de valores morais que estão adormecidos ou invertidos. Fico muito feliz quando recebo um convite de uma escola para trabalhar com meus livros. No próximo dia 24, por exemplo, estarei na Escola Municipal Professora Eliane dos Santos Tavares, que é a primeira unidade educacional de tempo integral para alunos do 6° ao 9° ano de Iguaba Grande. E em novembro estarei com meus livros e a palestra "Despertar das Qualidades" no Colégio Estadual Dr° Francisco de Paula Paranhos, como convidada do evento cultural realizado pela biblioteca da escola - contou a escritora.

Em setembro Andréa também foi surpreendida ao ser uma das cinco mulheres empreendedoras brasileiras, selecionadas pelo Sebrae Nacional, para fazer parte da websérie “Brasiligudes”. Ele teve sua história transformada em desenho para colorir.
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			<title><![CDATA[Mesmo com verba federal, espaço cultural de Cabo Frio sofre com abandono]]></title>
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			<updated>2025-10-20T11:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[Em fevereiro, o Ministério da Cultura informou que a Prefeitura de Cabo Frio recebeu (em dezembro de 2023) o valor de R$ 1,5 milhão em recursos da Lei Aldir Blanc. Com rendimentos dos recursos, o valor, segundo o órgão federal, já passava de R$ 1,6 milhão no começo deste ano. Parte desse dinheiro (R$ 980 mil) deveria ser empregado nos quatro editais da Lei Aldir Blanc, e o restante (R$ 620 mil) o governo municipal anunciou, na época, que usaria na reforma da Casa de Cultura José de Dome (Charitas). No entanto, conforme a Folha antecipou na última edição impressa, quase dois anos depois da verba ter sido liberada as melhorias no imóvel ainda não foram feitas.

Na última semana o jornal registrou uma série de imagens que denunciam o abandono do local. Algumas paredes exibem sinais evidentes de deterioração. Em diversos pontos o reboco se desprendeu, revelando rachaduras e manchas de infiltração que se estendem até o teto. O forro, também danificado, apresenta marcas de umidade e trechos escurecidos, indicando vazamentos antigos não reparados.

Em outros espaços o cenário não é diferente: paredes próximas aos extintores de incêndio estão descascadas, resultado da infiltração contínua e da falta de manutenção. O rodapé, desgastado, mostra a ação prolongada da umidade. O piso apresenta desgaste acentuado, com várias peças manchadas e escurecidas, deixando clara a falta de conservação.

Até mesmo espaços destinados à exposição de obras de arte sofrem com o abandono. Embaixo de um dos quadros da artista plástica Tiita Machado existem vários buracos por causa do reboco que caiu. A pintura das paredes também está comprometida por causa de infiltrações. O contraste entre a beleza do acervo exposto e o estado precário do espaço evidencia o descuido com um dos patrimônios históricos mais simbólicos de Cabo Frio.

Construído pela irmandade Santa Izabel, o prédio teve a pedra fundamental lançada em 27 de julho de 1836, mas a obra só foi concluída em 1840. O objetivo da irmandade era utilizar o espaço como Casa de Caridade para acolher crianças abandonadas, que eram deixadas na “roda dos expostos”, que ficava em uma das janelas.

Em virtude das diversas epidemias que assolaram a região, o Charitas também funcionou como hospital, e durante a Segunda Guerra Mundial abrigou o 1º Grupo de Artilharia de Dorso. Ao longo dos anos, o imóvel teve diferentes usos, servindo ainda como fórum, escola e biblioteca municipal.

Em fevereiro deste ano, quando o Charitas sediou a solenidade de lançamento dos editais da Lei Aldir Blanc, o prefeito de Cabo Frio, Serginho Azevedo, falou da importância do prédio para a história da cidade ao lembrar que o local também já foi uma cadeia pública no século XVIII, e depois foi um orfanato. Mas, esta semana, questionado pela Folha sobre as condições estruturais do imóvel e a ausência de manutenção visível nas áreas internas, não houve resposta.

A situação de abandono do espaço cultural não é novidade. Em 2023 o governo municipal disse que já estava fazendo um reparo emergencial no telhado (para sanar problemas com vazamentos no teto e nas paredes); no madeiramento (incluindo portas e janelas) e também na pintura. Problemas que, segundo imagens feitas pela Folha esta semana, continuam existindo.

Na época, a então secretária adjunta de Cultura, Beatriz Tanner, explicou que por ser um patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a reforma do Charitas deve seguir rigorosos protocolos de restauração. Disse ainda que o processo para a prestação do serviço especializado foi aberto em junho de 2022, para elaboração de mapa de danos e diagnóstico de fachada, esquadrias e cobertura, restauro de cobertura, protótipo de fachada e esquadria de madeira do prédio.

A reforma teria sido iniciada no dia 17 de janeiro de 2023, realizada pela empresa Sarasá (a mesma responsável pela restauração do Palácio das Águias, na Rua Érico Coelho), e paga com recursos da Emenda Impositiva da Câmara Municipal à Lei Orçamentária Anual (LOA), de autoria do então vereador (atual vice-prefeito) Miguel Alencar. Ele teria destinado R$ 298.380,01 para a reforma de patrimônios históricos da cidade, incluindo o Charitas.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Mostra Contos de Quintal com programação infantil gratuita e inclusiva]]></title>
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			<updated>2025-10-19T10:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O dia das crianças já passou, mas em Cabo Frio as comemorações continuam até o fim do mês. Nesta quarta (22), sexta (24) e sábado (25), por exemplo, o Teatro Quintal vai receber o projeto "Mostra Contos de Quintal". O evento cultural é gratuito e totalmente inclusivo, com presença de intérpretes de Libras, espaço adaptado com rampa de acesso e banheiro para cadeirantes, reforçando o compromisso com uma cultura verdadeiramente democrática.

Já a programação vai reunir contadores de histórias da cidade para encantar e fortalecer a escuta atenta de centenas de crianças da rede pública municipal. No dia 22 a apresentação começa às 9h30 com Dio Cavalcanti apresentando "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry. De tarde (14h30), Jane Lacerda e Renato Lacerda vão contar a história "Reis, Mares e Rios".

No dia 24, às 9h30, Tânia Arrabal apresenta "Entrecontros", um espetáculo de teatralização de histórias que se situa na intersecção entre o teatro de ator e o teatro de animação com objetos e bonecos. Rosana Andréia conta "Olele” (de Fábio Simões) e "O Tambor Africano” (de Silvana Salermo) às 14h30.

Encerrando o projeto, no dia 25, às 19h, tem mesa redonda com o tema “A arte de contar história - Novos olhares, novas perspectivas”. O Teatro Quintal fica na Rua Américo Ferreira da Silva, nº 03, no bairro Parque Burle.
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			<title><![CDATA[Exposição de arte de Cabo Frio sobre brincadeiras infantis chega a museus do Chile
]]></title>
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			<updated>2025-10-17T14:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O projeto “Feito pra Brincar”, dos artistas Yuri Vasconcellos e a arte-educadora Ana Luiza Barbosa, está levando a cultura de Cabo Frio para o Chile com a exposição internacional “Pintando as Brincadeiras da Minha Infância – Cabo Frio x Chile”. A mostra, que valoriza o brincar como patrimônio, foi selecionada pelo Edital 03/2025 – Caminhos Culturais, na modalidade de Intercâmbio Artístico Cultural Internacional, e conta com o apoio do Ministério da Cultura (PNAB).

A mostra será exibida simultaneamente em dois importantes museus chilenos. A primeira abertura ocorre no dia 18 de outubro de 2025 no Museu ARTEQUIN Santiago, e a segunda, no dia 24 de outubro de 2025, no Museu ARTEQUIN Viña del Mar.

A exposição reúne murais e pinturas digitais em grande formato que retratam brincadeiras tradicionais brasileiras como pipa, pião e bilboquê, com foco na acessibilidade e interação com o público infantil. As obras foram duplicadas para compor simultaneamente as duas mostras, com montagem adaptada a cada espaço, e serão doadas aos museus ao final da exibição, integrando seus acervos permanentes.

Durante a exibição no Chile, será lançado o livro infantil “Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais”. Escrito e ilustrado por Yuri Vasconcellos, o gibi inclui obras de seu pai, o renomado artista plástico Ivan Cruz. Publicado originalmente no Brasil em 2024, o gibi apresenta as brincadeiras de infância do autor em Cabo Frio em formato de história em quadrinhos. O livro conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição, fonte ampliada e texto facilitado, disponível em português na versão física e audiolivro.

O projeto também oferece uma exposição digital de todas as obras e um livreto artístico-pedagógico em espanhol e português, com artes para colorir e conteúdos culturais e educativos. Todo o material está disponível gratuitamente em PDF no site oficial.

“Tive a alegria de conhecer o Chile em janeiro de 2025 e me surpreendi com toda sua riqueza cultural, muita arte e paisagens incríveis. Os Museus ARTEQUIN nos encantaram com suas propostas museológicas voltadas especialmente para as crianças, nosso principal foco de trabalho e pesquisa. Agradeço às instituições que acolheram a exposição e nos permitiram levar um pouco da arte e cultura brasileira ao público chileno. Afinal, a vida é feita pra brincar!”, destacou Yuri Vasconcellos.

Após o retorno ao Brasil, o projeto realizará ações socioculturais gratuitas em Cabo Frio. No dia 29 de novembro, o MART – Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio sediará a exposição de todas as obras exibidas no Chile e um bate-papo com o público, além de atividades educativas no Colégio Municipal Rui Barbosa, voltadas aos estudantes da rede pública.
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			<title><![CDATA[Vovô e o pinguim: Bárbara Secco lança, na Livraria Petit, livro infantil que se passa em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2025-10-15T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Uma história de amizade entre um pescador e um pinguim, que se passa na década de 1950, em Cabo Frio, tornou-se livro que encanta os pequenos leitores. De autoria da escritora Bárbara Secco, Vovô e o pinguim será lançado neste sábado (18), às 16h, na Livraria Petit (Rua Sapoti, 89, Novo Portinho). Haverá bate-papo e sessão de autógrafos. A obra foi publicada pela Sophia Editora. 

"Para mim é uma grande emoção voltar para a cidade do meu coração e poder apresentar meu livro, estar com minha família e amigos. Eu cresci ouvindo as memórias de família com o pinguim e agora chegou a minha vez de contar essa história!", conta a autora.

A obra traz a poesia cristalina de uma legítima história litoral. As ilustrações são de Julia Miranda Louzada.

No posfácio, Bárbara divide com os leitores as origens da história, que ouve desde criança. Ela conta que foram seus tios-avôs Celso e Otacílio Ferreira que resgataram o pinguim perdido na Praia do Forte e o levaram para casa.

“Nêgo, como o pinguim foi batizado, passou a viver no quintal e ficou sendo criado como um animal de estimação, junto com os cachorros e galinhas. Se atualmente essa é uma atitude ecologicamente impensável, na época era a maneira que os irmãos tinham para ajudar, de alguma forma, o animal".

Características
TIPO grampo
FORMATO 24x24
PÁGINAS 30
PESO 846 gramas
ISBN 978-65-88609-52-1
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			<title><![CDATA[Fernanda Moura é a grande campeã do Canta Cabo Frio 2025]]></title>
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			<updated>2025-10-14T16:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A cantora Fernanda Moura foi a grande vencedora do Canta Cabo Frio 2025, festival que celebrou mais uma vez o talento e a diversidade musical da região. Em uma final marcada por apresentações emocionantes, Fernanda encantou o público e conquistou os jurados com sua performance cheia de personalidade, conquistando o primeiro lugar da competição.

O segundo lugar ficou com a cantora Isa, que apresentou uma performance sensível e potente, conquistando o carinho do público. Já o terceiro lugar foi para Alma Clark, que brilhou com sua voz marcante e presença de palco impressionante.

Realizado desde 2018, o Canta Cabo Frio vem se consolidando como um dos maiores festivais musicais da Região dos Lagos, revelando novos talentos e fortalecendo o cenário artístico local. O projeto é uma iniciativa da Associação Educacional Artística e Cultural Canta Cabo Frio, e tem como propósito incentivar a arte, valorizar os artistas regionais e promover a cultura através da música.

Em 2025, o festival reuniu dezenas de candidatos em diferentes etapas eliminatórias, culminando em uma grande final que lotou o público e mostrou a força da cena musical cabo-friense.

De acordo com a organização, o Canta Cabo Frio segue com o compromisso de ser um espaço de valorização da cultura e de formação artística, abrindo portas para novas vozes e histórias.

“Mais do que uma competição, o Canta Cabo Frio é um movimento de amor à música e à nossa cidade. Cada artista que passou pelo palco deixou sua marca e sua emoção”, destacou Flávio Santos, idealizador do projeto.

Com o encerramento da edição 2025, o festival já começa a preparar novidades para o próximo ano, prometendo mais música, emoção e descobertas.

 
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			<title><![CDATA[Chico Buarque é tema de espetáculo inovador de dança em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2025-10-13T14:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Um espetáculo de dança que revela o potencial do corpo feminino como um ponto de transformação e expressão artística. No palco, várias mulheres questionam e reinterpretam, por meio da dança, a realidade com novos sentidos e perspectivas de maneira física. Esta é a proposta da apresentação “Corpos Em Canção - Mulheres de Chico Buarque”, que estreia no Teatro Municipal Doutor Átila Costa, no próximo dia 25 de outubro, às 19h30. A direção, produção e coreografia é da bailarina Luciana Dutra. Os ingressos custam entre R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira) e podem ser comprados pelo WhatsApp (22) 98838-5827 ou diretamente na bilheteria do local. A classificação é livre.

Durante a apresentação o público vai conferir 20 mulheres de várias idades e profissões, com e sem conhecimento sobre dança. Todas vão se apresentar nos estilos Flamenco, Jazz, Dança Moderna, Dança Narrativa, Samba, Valsa e Bolero, em uma simbiose cênica que enaltece o feminino pela música, gesto, figurino e cores. A proposta não se limita ao corpo físico, mas abrange a totalidade da presença das dançarinas no palco e na cena, incluindo voz, gestos, movimentos, emoções e intenções. O tema central gira em torno das composições de Chico Buarque.

Luciana explica que a ideia é também celebrar os 10 anos do espaço que leva o próprio nome, o Ateliê do Movimento Luciana Dutra. Além disso, ela explica que pretende mostrar ao público as técnicas variadas das aulas.

– O Atelie do Movimento Luciana Dutra celebra uma década em 2025. Então tive a ideia de propor um novo desafio para as alunas. Dançar em um teatro. De 73 mulheres que fazem parte no total, 20 foram corajosas e toparam. E a apresentação terá mais uma convidada, a atriz e bailarina Isadora Nogueira, que foi mais uma que aceitou prontamente este lindo desafio - comentou.

Em relação às músicas de Chico Buarque, a bailarina explica que as canções do cantor e compositor enaltecem de forma poética o universo feminino de diferentes formas.

– Chico é MPB de altíssima qualidade. E as letras dele falam poeticamente das diversidades femininas, algo característico das alunas do nosso Ateliê. Mulheres, cada qual com sua história, serão representadas pela música que vão interpretar - explicou Luciana, que há mais de 30 anos encontrou na dança espanhola uma maneira especial de viver a cultura e história da Espanha.

Bailarina, professora, coreógrafa, diretora artística, produtora e pesquisadora, ela deu os primeiros passos na dança com apenas três anos de idade. Tem bacharelado e licenciatura plena pela Faculdade Angel Viana e também pela extinta UniverCidade, que foi quando surgiu nela uma característica ímpar.

Também é fundadora do "Projeto Dançarte", na cidade do Rio de Janeiro, que conta com o patrocínio da Fundação Darcy Ribeiro, além de ter o apoio de Furnas e da Petrobrás. Além disso, foi por esta instituição que iniciou a pesquisa "Dança como meio de busca da identidade sociocultural do indivíduo", que também foi usada na dissertação de mestrado em educação na extinta Universidade Gama Filho.

Como bailarina, seguiu sua formação acadêmica com professores renomados no Brasil e na Espanha, atuando como profissional em algumas companhias de dança brasileiras e no exterior. Por isso, mudou-se para lá em 2006, tendo retornado em 2013 para Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde reside desde então.

Em 2015, se inseriu novamente no mundo da dança, realizando trabalhos pontuais de composições coreográficas individuais para a Espanha e abriu um espaço de estudos e pesquisas corporais e de movimento para mulheres adultas, o Ateliê do Movimento Luciana Dutra. Desde 2017 participa e produz espetáculos de dança em território nacional, como o “La que habita en mí”, “La guitarra y la bailarina”, “Fusión Copado Flamenco”, entre outros.
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			<title><![CDATA[Festival Pianópolis resgata legado musical do Rio como a Cidade dos Pianos]]></title>
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			<updated>2025-10-13T11:17:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Com um projeto inédito, a cidade do Rio de Janeiro vai voltar a pulsar ao som do piano. De 14 a 18 de outubro, o Festival Pianópolis transforma o Rio em um grande palco de celebração da música, da memória e da diversidade sonora. Mais que um festival, Pianópolis é um movimento de reconexão entre o piano e o povo — uma homenagem viva à tradição carioca que fez do Rio, um dia, a Cidade dos Pianos.

Durante cinco dias, o público será convidado a vivenciar uma jornada musical que percorre cafés, escolas, estúdios e praças, com recitais, concertos didáticos e encontros entre artistas consagrados e emergentes. O ponto alto acontece no sábado, 18 de outubro, com o evento “Um Rio de Piano”, uma maratona gratuita de apresentações na Cinelândia, das 11h às 18h, reunindo mais de 20 pianistas e grupos musicais.

Um festival colaborativo: feito de muitas mãos
Mais do que um evento, Pianópolis é uma construção coletiva. O festival é realizado de forma independente e colaborativa, reunindo artistas, técnicos, produtores e o público em uma mesma causa: devolver o piano às ruas e à vida cultural da cidade. A maratona do dia 18, na Cinelândia, nasce de um esforço conjunto viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria, que convida o público a participar ativamente da realização do festival.

As contribuições ajudam a cobrir custos de estrutura, logística e acessibilidade, garantindo que o evento siga gratuito e aberto a todos.
“O Pianópolis nasceu do desejo de reunir quem vive o piano — quem toca, quem ensina, quem conserta, quem ouve — e devolver esse som à cidade. A ideia sempre foi fazer do festival um ponto de encontro entre gerações, linguagens e espaços, mostrando que o piano continua vivo no coração do Rio”, afirma Leo de Freitas, fundador da À La Bangu Estúdio, produtora responsável pelo festival.
As colaborações podem ser feitas em: benfeitoria.com/semanapianopolisfestival

O legado e a alma do piano carioca é tema de concerto didático com Maria Teresa Madeira
Entre os destaques da programação está o concerto didático “Pianópolis: A História nas Teclas, do cravo europeu ao choro carioca”, guiado pela pianista e pesquisadora Maria Teresa Madeira, uma das maiores especialistas em música brasileira. Partindo do cravo barroco e atravessando o classicismo e o romantismo, o repertório mostra como o piano — símbolo da elite imperial — foi apropriado pela cultura local para dar origem a gêneros únicos, como o choro. Com interpretações magistrais de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, Maria Teresa não apenas executa a música, mas revela os contextos e as histórias escondidas nas partituras.

“O final do século XIX e o início do século XX foram períodos importantíssimos para a música brasileira, que produziu músicos como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. O piano é o centro do nosso fazer musical desde então. Nossa cidade é a capital do piano, sempre foi — e nunca vai deixar de ser, se depender de nós!”, afirma Maria Teresa Madeira.
O concerto acontece no projeto social Rio de Música, no Colégio Estadual Prof. Clóvis Monteiro, em Higienópolis, no dia 16 de outubro, às 18h, reafirmando o papel da arte como ferramenta de transformação e inclusão.

Sobre o festival
Idealizado pela À La Bangu Estúdio, o Festival Pianópolis propõe uma nova ocupação do espaço urbano através da música. Com uma programação plural — do erudito ao popular — o projeto transforma o piano em protagonista da cidade, reavivando sua memória cultural e democratizando o acesso à arte. Pianópolis é, acima de tudo, um movimento coletivo: de artistas para artistas, de pessoas para pessoas, de sons para a cidade. Uma iniciativa que reafirma a crença de que o piano, quando volta às ruas, devolve ao Rio o que ele tem de mais autêntico — a sua alma sonora.

Programação de 14 a 17 de outubro
TERÇA (14/10) | 19h — “Rio de Janeiro, Pianistas e Pianeiros”
Recital-palestra com Raquel Paixão, explorando a efervescência pianística do século XIX.
Local: Sala Esther Scliar — Escola de Música Villa-Lobos (Centro)

QUARTA (15/10) | 19h — “Piano Samba Trio”
Com Pedro Santos, Adaury Mothé e Luiz Otávio, celebrando os lendários trios de samba jazz.
Local: Café Caruá (Laranjeiras)

QUINTA (16/10) | 18h — “Pianópolis: A História nas Teclas”
Concerto didático com Maria Teresa Madeira.
Local: Projeto Rio de Música — Colégio Estadual Prof. Clóvis Monteiro (Higienópolis)

SEXTA (17/10) | 19h — Noite À La Bangu (Laranjeiras)
Encontro intimista no Estúdio À La Bangu, conduzido por Leo de Freitas, reunindo artistas e produtores que mantêm viva a tradição pianística carioca, entre eles Cacala Carvalho.

Programação principal — “Um Rio de Piano”
Cinelândia – ao ar livre, no Centro do Rio
Sábado, 18 de outubro | 11h às 18h | Entrada gratuita | Classificação livre
    • 11h — Encontro de Corais
Abertura com Cant&#39;duRio, Coro da Ladeira e ASV, unindo canto coral e piano em um mesmo diálogo musical.
    • 13h — Mostra “Foi o Piano”
Jam session com Antonio Fischer Band, Jota Moraes, Thalyson Rodrigues, Cláudia Castelo Branco, Caio Senna, Itamar Assiere, Antônio Guerra, Verônica Fernandes, Fernando Leitzke, Monique Aragão, Ana Azevedo e Leandro Braga — um encontro de gerações e estilos.
    • 15h — Mostra Carioca
A nova geração do piano em destaque: Francisco Ryu, Pedro Vinicius, Dani Tavares, Samuel Siciliano, Cadu Fausto, Tomas Gonzaga, Rodrigo Braga, Inês Assunção, Ciro Magnani, Deborah Levy e João Braga.
    • 17h — Um Piano no Samba
Encerramento com o grupo Raízes de Ubuntu, fundindo a tradição do samba à sonoridade do piano.

SERVIÇO
Festival Pianópolis — Um Rio de Piano
Data: De 14 a 18 de outubro de 2025
Locais: Cinelândia (em frente à Banca do André), Escola de Música Villa-Lobos, Café Caruá, Projeto Rio de Música, Estúdio À La Bangu
Entrada gratuita | Classificação livre
Mais informações: benfeitoria.com/semanapianopolisfestival
Instagram: @pianopolis_festival
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			<title><![CDATA[Eloise Gomes estreia na poesia com livro publicado pela editora Foco Letras]]></title>
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			<updated>2025-10-09T11:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 18 anos, a escritora Eloise Gomes estreia na literatura com o livro  “Simplesmente Eloise”, sua primeira obra poética. O lançamento aconteceu no dia 4 de outubro, no Palácio das Águias, em Cabo Frio. 

Publicado pela editora Foco Letras, o livro reúne poemas que revelam uma voz sensível, intensa e, ao mesmo tempo, madura, explorando temas como autoconhecimento, amadurecimento, amor, dores e descobertas. A capa, com estética delicada e contemplativa, traduz bem a essência lírica da obra.

Logo nas primeiras páginas, o leitor é guiado em uma reflexão, sutil e profunda, sobre o autoconhecimento, as emoções humanas e a conexão com o universo. A autora compartilha sua alma em poemas que abordam desde a infância poética, como em “A Felicidade Cabe Dentro de Um Suspiro”, escrito aos 12 anos, até sua fase atual, mais madura e reflexiva, em obras como “O Mar dos Amores Perdidos” e “Coração de Estrelas”.

Sobre a autora – Eloise Gomes Soares, nascida em Laranjeiras (RJ) em 2007, é uma jovem escritora, artista e ativista cultural. Estudante e autora promissora, já teve obras publicadas em antologias no Brasil e em Portugal. Estudou Artes Plásticas no Ateliê Anderson Carvalho (Cabo Frio) e é colunista da Aldeia Magazine, com a “Coluna da Elô”, onde compartilha poesia e reflexões sobre temas contemporâneos.
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