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	<title>Folha dos Lagos - Cultura</title>
	
	<updated>2026-10-09T15:06:00-03:00</updated>
	
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		<name>Folha dos Lagos</name>
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			<title><![CDATA[Silvana Lima lança livro infantil inspirado na experiência de ser avó em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-10-09T15:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora, professora e diretora de teatro Silvana Lima lança nesta sexta-feira (10), às 17h, o livro infantil "Os (a)braços da vovó", na Livraria & Café Petit, no Novo Portinho, em Cabo Frio. Publicada pela Sophia Editora, a obra nasceu da experiência da autora com os seis netos e transforma situações dessa convivência em poesia, fantasia e brincadeiras com as palavras.

O próprio título explora um jogo entre “braços” e “abraços”. Para Silvana, os braços representam o colo e o suporte oferecidos por uma avó, enquanto o abraço traduz a troca de carinho construída nessa relação.

— O livro surgiu desse desejo de eternizar o afeto físico e emocional que nos une. Surgiu da observação desses momentos simples do dia a dia, que são pequenos milagres cotidianos — conta.

Ao longo dos poemas, situações comuns ganham contornos fantásticos. A vovó criada pela escritora tem cabelos que dão volta no quarteirão, constrói uma casa na Lua, entra nas histórias que lê e carrega nos braços barcos, flores, animais, livros e sonhos.

Em "Os braços da minha avó", Silvana brinca com tudo o que pode caber nesse colo e termina perguntando: “Como cabe tanto coração / num braço só?”.

A família retratada pela autora ultrapassa os laços de sangue —Silvana considera como “netos do coração” muitas das crianças que frequentam sua casa, principalmente filhos de amigos de seus filhos.

— Muitos me chamam de vovó e faço questão de acolher, porque se tem uma palavra doce e carregada de afeto é essa tal palavra “vovó”. Depois que outras crianças tiverem contato com os poemas, podem igualmente se sentir netos e netas desta vovó escritora.

Algumas delas aparecem pelo nome em O vestido da vovó. No poema, os bolsos da personagem recebem dezenas de crianças e permanecem abertos para “quem mais a vovó quiser”.

As ilustrações em aquarela são da arquiteta, designer e ilustradora Natália Rossi Bonfiglioli, que tomou a própria Silvana como referência para construir a figura da avó.

— Ver-me ali, eternizada em traços e cores, me deu a certeza de que a história ganhou alma. Não sou apenas eu ali naquelas páginas; é a representação de todas as avós que se doam e que se transformam em puro aconchego para os pequenos — afirma.

Os (a)braços da vovó é dedicado a Biga e Lysie, “as vovós dos meus meninos”. Segundo Silvana, a homenagem reconhece o papel que as duas tiveram na formação de seus filhos e estabelece uma ligação entre diferentes gerações da família.

Autora de "Lia, Flor e Sophia – as meninas-poesia" e "Poemas sortidos", este último também pela Sophia, Silvana escreve para o público infantojuvenil e leva para a literatura experiências acumuladas como professora e diretora de teatro.

— Quando escrevo, eu consigo “escutar” a história e imaginar como ela vai soar quando uma mãe, um pai ou um professor ler em voz alta para uma criança.

Para o lançamento, a escritora espera reunir justamente as pessoas que atravessam esse universo.

— Espero amigos e amigas, netos e netas verdadeiros e emprestados; espero alegria, poesia, festa, barulho de criança; espero muitos braços e abraços!
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			<title><![CDATA[Sophia Editora participa da Feira Quilombola neste sábado (10) em Cabo Frio

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			<updated>2026-10-08T19:05:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[A Sophia Editora participa neste sábado (10) de mais uma edição da Feira Quilombola, no Horto Municipal de Cabo Frio. O evento acontece das 9h às 15h e terá uma edição especial em referência ao Outubro Rosa, reunindo produtos da agricultura familiar, artesanato, gastronomia e música.

A editora estará na feira com seus livros, entre eles títulos que dialogam com a história e a cultura quilombola. É o caso de "Revolta do Cachimbo — A luta pela terra no Quilombo da Caveira", de Gessiane Nazario. Autora quilombola da Rasa, em Búzios, Gessiane reconstrói a luta dos quilombolas da Caveira, na Região dos Lagos, pela terra e por dignidade, a partir de pesquisas e depoimentos. Também de Gessiane, "Aspino e o Boi" leva essa memória para a literatura infantil. O livro conta a história de Aspino, lavrador quilombola que cuidava de suas plantações e amava caçar, em uma narrativa construída a partir da história familiar da autora. Gessiane é neta de Aspino, bisneta de Bibiana e tataraneta de Madalena, mulher sequestrada em Angola e trazida ao Brasil em um navio negreiro.

O catálogo da Sophia reúne mais de 50 obras, distribuídas entre história, memória e patrimônio, crônica, romance e poesia, literatura infantil, estudos literários e finanças e marketing. Entre os títulos estão ainda "História de Cabo Frio — Dos sambaquieiros aos cabo-frienses", de Luiz Guilherme Scaldaferri e José Francisco de Moura, "Cabo Frio Revisitado — A memória regional pelas trilhas do contemporâneo", organizado por Ivo Barreto, e "Do Mar à Mesa — A pesca e a culinária típica da Região do Cabo Frio", de Luiz Fernando de Melo Bretas.
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			<title><![CDATA[Da poesia de Victorino Carriço ao peso do metal, a força da música na Região dos Lagos

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			<updated>2026-10-07T19:26:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Compor é dar forma a sentimentos, contar histórias e criar trilhas sonoras que marcam épocas. Para Caetano Veloso é ainda mais do que isso: “é resistência”. E na semana em que se comemora o Dia do Compositor (dia 7) a Região dos Lagos tem motivos de sobra para olhar com orgulho para a própria produção cultural. Da boemia tradicional ao underground mais pesado, o cenário segue formando artistas que fazem da música autoral seu grande ofício.

Falar de composição é lembrar de Victorino Carriço (1912-2003). Compositor e apaixonado por Cabo Frio, ele imortalizou o amor pela cidade em versos que até hoje fazem parte da cultura local. Poeta por vocação, ele é autor de 14 hinos, incluindo os oficiais dos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo e São Pedro da Aldeia. Foi ele quem ajudou a pavimentar o caminho para que a criação artística ganhasse raízes fortes na cidade ao longo dos últimos anos.

E essa semente continua dando frutos: na última edição do Festival Nacional da Canção, um dos mais respeitados do país, dois compositores de Cabo Frio (Frederico Santa Rosa e Juliara Ghiner) estavam entre os finalistas. Nomes como Azul Puro Azul e Vinícius Santa Rosa também levam o talento local para palcos nacionais, mostrando a renovação e a qualidade da nova safra de compositores da região.

Em alguns casos, a arte de compor é passada de pai para filho. Criada em Cabo Frio há quase dez anos, a banda Spectrummm mostra que a criatividade da região também se traduz em arranjos de rock pesados e letras marcantes. O idealizador do grupo, Christiano Guerra, traz a composição no sangue. Ele faz parte da terceira geração de uma família de músicos: além de ser neto de compositor friburguense, também é filho de Ney Veloso, autor do clássico “Ah, como eu amei”, eternizado na voz do irmão Benito di Paula (tio de Christiano).

Foi com essa bagagem que Christiano fundou a Spectrummm apostando no Doom Metal com um diferencial importante: todas as letras são compostas em português. O projeto virou negócio de família, com os filhos Adham (bateria) e Zach (guitarra) na formação, fechando o trio. Frequente em encontros como o Cabo Frio Moto Fest, a banda já lançou trabalhos como Atog, Drácula, Sem Identidade, Sangria e A Father’s Providence Version, além de faixas conhecidas na cena independente como Chumbo em Ouro e Atog Fling entre outras composições autorais.
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			<title><![CDATA[Kalu Coelho é semifinalista do Prêmio Jabuti com primeiro livro de poesia

]]></title>
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			<updated>2026-10-06T18:57:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Antes de virar livro, a poesia de Kalu Coelho ocupava um espaço quase particular. A compositora e musicoterapeuta escrevia havia anos. Em 2024, depois de mostrar os textos ao poeta Edson Cruz e receber dele o incentivo para publicá-los, começou a transformar aquela escrita em uma obra. Dois anos depois, “O silêncio é a música mais antiga do mundo”, publicado pela Editora Patuá, colocou Kalu entre os dez semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti na categoria Escritor Estreante – Poesia. É a primeira obra literária da artista, radicada em Búzios e dona de uma trajetória que, até então, tinha a música como linguagem mais visível.

— Já é uma vitória estar entre os 10. Mas não muda a minha relação com a escrita não... claro que é um importante aval, isso tem grande valor, mas não quero colocar num lugar de vaidade... — diz a poeta em conversa com a Folha.

Aos 49 anos, Kalu, nome artístico de Ana Carolina Cruz de Freitas Coelho, carrega a música desde muito antes da estreia literária. Nascida em Campos dos Goytacazes, em 1977, é filha da diretora de teatro Ana Coelho e do professor Hélio Coelho. Aos 20 anos, mudou-se para estudar Música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), onde se formou. Compositora e violonista, lançou o primeiro disco autoral em 2013, trabalho que reuniu participações de nomes como Guinga e Filó Machado. Ao longo da trajetória, passou também pela educação musical e pela criação de trilhas para o teatro. Desde 2020, mergulhou na musicoterapia. 

E talvez por isso seja difícil encontrar, na obra de Kalu, o ponto exato em que termina uma linguagem e começa outra. Ela escreve pensando em música e compõe música instrumental pensando em palavras.

— Acredito que a poesia está em tudo. Requer uma certa “afinação” do olhar e da escuta. Somos permeados por palavras e sons. Tá tudo misturado. A palavra, o silêncio e o som — afirma. 

Em “O silêncio é a música mais antiga do mundo”, essa mistura às vezes cabe em uma boca. Em um dos poemas, a noite aparece “calada como só uma boca pode ser” diante de “um silêncio enorme”. É dali que emerge o verso que batizou a obra —um título que, contudo, não trata o silêncio como ausência.

— Penso o silêncio não como um vazio, mas como algo que produz escuta. Esse tema tem muitas ressonâncias tanto na clínica quanto na arte em geral. O silêncio é aquilo que está antes e também depois — diz. 

É nesse intervalo entre palavra e som que os poemas percorrem temas como ancestralidade, amor, tempo e natureza. Em Ancestralidade, gerações de mulheres se embaralham até que passado e futuro deixem de obedecer a uma ordem convencional. Já em Possuir, o amor encontra imagens no mar, no vento e na tempestade.

O mar reaparece em Mar adentro. São apenas cinco versos, nos quais a fronteira entre corpo e paisagem também parece desaparecer: “Eu entro no mar / como se o mar entrasse em mim”. A personagem retorna da água com algas nos cabelos, escamas na pele e “silenciosos olhos de peixe”.

A imagem encontra Kalu também fora das páginas. Ela diz que viver perto do mar é uma escolha. Ao explicar essa relação, recorre a Sophia de Mello Breyner Andresen, poeta portuguesa cuja obra também foi profundamente marcada pelo oceano.

— Acho que a gente sempre escreve sobre aquilo que atravessa a gente. Certamente tem um pouco de tudo isso — diz. 

Essa confluência também foi percebida por Edson Cruz. Ao apresentar O silêncio é a música mais antiga do mundo, o mesmo poeta que incentivou Kalu a publicar os escritos identifica nos textos uma poesia carregada de música e uma “brisa marítima”, além de destacar a maturidade da voz encontrada no primeiro livro.

A estreia já levou essa voz para além das páginas. A obra integrou a programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e, agora, chegou ao Jabuti, uma das mais tradicionais premiações do livro brasileiro.

Além de Kalu, concorrem na categoria Felipe Bier Nogueira, Mariana Castro, Juliana Cajives, Camila Paoletti, Ivana Fontes, George França, Stella Prata, Lucas Ortolan e Andressa Nunes. A próxima etapa será em 14 de outubro, quando serão anunciados os cinco finalistas. Os vencedores das 23 categorias serão conhecidos no dia 27, em cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.

Independentemente de até onde o primeiro livro chegar na disputa, a experiência não parece empurrar Kalu para longe da música. É justamente o contrário.

— Sempre vou procurar integrar minha música na minha poesia e colocar poesia na música. Isso pra mim deve ser junto e misturado o tempo todo. Já terminei esse pensando no próximo. Tá quase pronto!
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			<title><![CDATA[Sucesso de público, LiterArraial atrai mais de 35 mil pessoas ao universo dos livros ]]></title>
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			<updated>2026-10-05T11:14:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Mais de 52 mil livros foram vendidos e mais de 35 mil pessoas estiveram nesta edição do Festival Literário e Cultural de Arraial do Cabo (LiterArraial), anunciou à Folha o diretor de Eventos da Secretaria de Educação, Raphael Barreto.

Promovido pela Prefeitura de Arraial do Cabo através da Secretaria Municipal de Educação, o festival teve início nesta quarta-feira (30) e terminou no sábado (3), reunindo estudantes da rede municipal, profissionais da educação, moradores e visitantes em uma programação gratuita dedicada à literatura, à arte, à cultura e à educação, no Estádio Hermes Barcellos (Barcelão), no Centro da cidade.

Com o tema “Universo das Emoções”, a edição deste ano propôs uma reflexão sobre as emoções e o bem-estar, utilizando a literatura, a arte e atividades lúdicas como ferramentas de expressão, aprendizado e convivência. Para isso, uma das novidades foi a ampliação do Vale-Livro destinado aos estudantes da rede municipal.

O benefício, que na edição anterior foi de R$ 100, este ano foi de R$ 200 por aluno. O valor, que também foi disponibilizado aos professores da rede municipal, é exclusivo para a aquisição de livros durante o festival, incentivando a leitura e ampliando o acesso às obras literárias.

– O LiterArraial é um momento de encontro entre a educação, a literatura, a arte e a nossa comunidade. Nesta terceira edição, ampliamos o Vale-Livro e preparamos uma programação ainda mais diversificada, pensando especialmente nos nossos estudantes e profissionais da educação. Queremos que cada participante vivencie o festival como um espaço de descoberta, conhecimento, criatividade e também de reflexão sobre as emoções – destacou o secretário municipal de Educação, Diego Silveira.

Em conversa com a Folha, Roberto Leal, representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), responsável pela produção da LiterArraial, falou sobre a importância do Vale Livro para a democratização e o acesso à literatura. Segundo ele, embora a entrega de livros feita tradicionalmente pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático através da Secretaria Municipal de Educação seja muito importante, “é mágico dar às crianças, aos adolescentes, aos adultos, livre-arbítrio para escolher o seu próprio livro através do Vale Livro”. De acordo com ele, o recurso ajuda a empoderar crianças e adolescentes para que elas mesmas escolham os livros que querem levar para casa.



– A ABDL congrega várias empresas editoras do Brasil inteiro, do Norte ao Sul, que fazem feiras literárias, além de outras atividades: de quiosques em shopping, venda de porta a porta, nas escolas e tudo mais. A ABDL faz convênio com o município, e faz um tempo de colaboração para que o município invista no Vale Livro, que é a base do LiterArraial. Todos os professores, pessoal de apoio e alunos da rede municipal de Arraial do Cabo recebem R$ 200 em Vale Livro, através de um cartão magnético para comprar livros. A gente fica feliz, animado e entusiasmado com um evento como esse, a feira LiterArraial. Eu falo sempre que Arraial do Cabo é uma cidade privilegiada, porque tem um governo que é sensível à educação, ao livro, à leitura, ao conhecimento, à cultura, e distribui isso para a sua rede. Isso aqui é a cidadania na veia – revelou.
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			<title><![CDATA[Festival Literário de Arraial segue até sábado (3) no estádio Barcelão]]></title>
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			<updated>2026-10-02T10:42:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Termina neste sábado (3) o Festival Literário e Cultural de Arraial do Cabo (LiterArraial). O evento, promovido pela Prefeitura de Arraial do Cabo através da Secretaria Municipal de Educação, teve início nesta quarta-feira (30), e reúne estudantes da rede municipal, profissionais da educação, moradores e visitantes em uma programação gratuita dedicada à literatura, à arte, à cultura e à educação, no Estádio Hermes Barcellos (Barcelão), no Centro da cidade.

Com o tema “Universo das Emoções”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre as emoções e o bem-estar, utilizando a literatura, a arte e atividades lúdicas como ferramentas de expressão, aprendizado e convivência. Para isso, uma das novidades é a ampliação do Vale-Livro destinado aos estudantes da rede municipal. O benefício, que na edição anterior foi de R$ 100, este ano é de R$ 200 por aluno. O valor, que também foi disponibilizado aos professores da rede municipal, é exclusivo para a aquisição de livros durante o festival, incentivando a leitura e ampliando o acesso às obras literárias.

– O LiterArraial é um momento de encontro entre a educação, a literatura, a arte e a nossa comunidade. Nesta terceira edição, ampliamos o Vale-Livro e preparamos uma programação ainda mais diversificada, pensando especialmente nos nossos estudantes e profissionais da educação. Queremos que cada participante vivencie o festival como um espaço de descoberta, conhecimento, criatividade e também de reflexão sobre as emoções - destacou o secretário municipal de Educação, Diego Silveira.

Em conversa com a Folha, Roberto Leal, representante da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ADBL), responsável pela produção da LiterArraial, falou sobre a importância do Vale Livro para a democratização e o acesso à literatura. Segundo ele, embora a entrega de livros feita tradicionalmente pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático através da Secretaria Municipal de Educação seja muito importante, “é mágico dar às crianças, aos adolescentes, aos adultos, livre-arbítrio para escolher o seu próprio livro através do Vale Livro”. De acordo com ele, o recurso ajuda a empoderar crianças e adolescentes para que elas mesmas escolham os livros que querem levar para casa.

– A ABDL congrega várias empresas editoras do Brasil inteiro, do Norte ao Sul, que fazem feiras literárias, além de outras atividades: de quiosques em shopping, venda de porta a porta, nas escolas e tudo mais. A ABDL faz convênio com o município, e faz um tempo de colaboração para que o município invista no Vale Livro, que é a base desse do LiterArraial. Todos os professores, pessoal de apoio e alunos da rede municipal de Arraial do Cabo recebem R$ 200 em Vale Livro, através de um cartão magnético para comprar livros. A gente fica feliz, animado e entusiasmado com um evento como esse, a feira LiterArraial. Eu falo sempre que Arraial do Cabo é uma cidade privilegiada, porque tem um governo que é sensível à educação, ao livro, à leitura, ao conhecimento, à cultura, e distribui isso para a sua rede. Então, Arraial está de parabéns, o prefeito Marcelo Magno, o secretário Diego Silveira e toda a equipe da educação, por promover um evento como esse. Isso aqui é a cidadania na veia - revelou.

De quarta até sábado, a programação do LiterArraial reúne mais de 40 atrações. A programação conta com rodas de conversa, palestras, contação de histórias, dinâmicas e outras atividades que aproximam leitores, escritores, estudantes e a comunidade. O festival também tem a participação de escritores locais e nacionais, que estarão apresentando, expondo e lançando suas obras. 

Representando Cabo Frio no Festival Literário, a Sophia Editora participa da programação neste sábado, às 15h30, com a mesa "Escritoras Caiçaras", uma roda de conversa com as autoras Aline Miranda Secco, Bárbara Secco e Érica Magni. A mediação será de Rô Arruda. 

A editora também está com estande para venda de títulos legitimamente cabistas, como Arraiada, de Igor Ravasco; Cabistezas - causos do Arraial, de Meri Damaceno; Do mar à mesa - a pesca e a culinária típica da região do Cabo Frio: Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio e São Pedro, de Luiz Fernando de Melo Bretas; K-36 - o zeppelin que caiu no Cabo, e Histórias do Arraial e a fábrica da baleia, de Leandro Miranda; Inquietudes, de Rosana Andréia; Maresia corrói os dentes, de Érica Magni; O mar novo, de Olavo Carvalho; Sabor & prosa - as histórias das minhas receitas e as receitas das minhas histórias, de Fernanda Carriço; Surfista carioca, de Éric Rebière; e Transcendência imanência, de Eraldo Amay.

Além das atividades literárias e educacionais, o LiterArraial também tem atrações culturais e musicais, incluindo shows infantis e apresentações de artistas locais e nacionais. Entre quarta e quinta já se apresentaram Mundo Bita, Turma da Mônica, Mussa - o poder da rima e o cantor Jorge Vercillo. Nesta sexta (2) tem Patati Patatá (19h) e Victor Kley (22h). E no sábado os shows ficam por conta de Grupo Triii (show miudinho), às 19h, e IZA às 22h.
 
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			<title><![CDATA[Igreja São Benedito, na Passagem, em Cabo Frio, será reaberta nesta segunda-feira (5)]]></title>
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			<updated>2026-09-30T16:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Igreja de São Benedito, no bairro da Passagem, em Cabo Frio, está restaurada e será entregue à população na segunda-feira, 5 de outubro, às 19h, com missa no largo São Benedito.

A restauração foi conduzida pela Paróquia Nossa Senhora da Assunção, com R$ 2,588 milhões da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). A construção da igreja foi autorizada em 1761, e ela é um dos principais patrimônios coloniais de Cabo Frio. Fica na Passagem, onde se formou, entre 1616 e 1660, o primeiro núcleo urbano da cidade.

Segundo registros históricos, a Passagem se firmou como ponto de embarque e desembarque de quem atravessava o canal do Itajuru, o que garantiu seu desenvolvimento contínuo a partir de então.

Os mesmos registros indicam que a igreja foi erguida porque os escravos eram proibidos de frequentar os templos dos brancos e precisavam de uma capela própria.

Por provisão de 9 de abril de 1761, João Botelho da Ponte foi autorizado a construir a igreja e doou, para sua conservação, "uma morada de casas e os foros de outras".

A conclusão das obras foi anunciada na missa do último domingo pelo padre Marcelo Chelles, pároco da Nossa Senhora da Assunção desde julho de 2014.
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			<title><![CDATA[LiterArraial começa nesta quarta (30) com shows gratuitos e palestras para todas as idades]]></title>
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			<updated>2026-09-28T21:09:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De quarta-feira (30) até sábado(3) Arraial do Cabo vai respirar cultura e literatura.  A Feira Literária da cidade (LiterArraial) vai acontecer no Estádio Hermes Barcelos, o Barcellão, com quatro dias de shows gratuitos e atividades para todas as idades. Este ano o tema será "Universo das Emoções". Criado por lei municipal e realizado pela Secretaria de Educação, Ciência, Tecnologia, Esporte e Lazer, o evento une literatura e arte para fortalecer o aprendizado e aproximar estudantes, professores, leitores e famílias.

Confira as atrações já confirmadas:
30 de setembro (Quarta-feira)
* 09h: Mundo Bita
* 15h: Turma da Mônica

1º de outubro (Quinta-feira)
* 19h: Mussa, o poder da rima
* 22h: Jorge Vercillo

02 de outubro (Sexta-feira)
* 19h: Patati Patatá
* 22h: Victor Kley

03 de outubro (Sábado)
* 19h: Grupo Triii (show miudinho)
* 22h: IZA

O festival terá ainda palestras, rodas de conversa, oficinas, apresentações culturais e encontros com autores de destaque nacional e local. As outras atrações ainda não foram divulgadas.
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			<title><![CDATA[Mostra de Dança Regional em Tamoios tem inscrições abertas]]></title>
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			<updated>2026-09-26T11:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As inscrições para a II Mostra de Dança Regional em Tamoios já estão abertas, e seguem até o dia 10 de outubro. Bailarinos e grupos interessados em participar podem se inscrever pelo link disponível na bio do Instagram @passosdofuturoballet. A taxa é de R$ 20 por participante, com progressão no valor a partir da segunda coreografia.

Promovida pelo Instituto Passos do Futuro, em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio e a Secretaria de Cultura, a mostra acontecerá no dia 17 de outubro, às 14h, no Ginásio Poliesportivo João Augusto Teixeira Silva, em Tamoios. Podem participar grupos, escolas, companhias, projetos sociais e bailarinos independentes de Tamoios, Cabo Frio e municípios vizinhos. 

As inscrições são organizadas por faixa etária: baby, para crianças de até 5 anos; infantil, de 6 a 9 anos; juvenil, de 10 a 13 anos; júnior, de 14 a 17 anos; sênior, de 18 a 59 anos; e terceira Idade, a partir de 60 anos. Menores de idade deverão ter autorização do responsável legal quando solicitada pela organização.

No palco, o público poderá acompanhar apresentações de diferentes modalidades, entre elas Ballet Clássico, Dança de Salão, Dança Ministerial, Dança de Rua, Jazz, Dança Contemporânea, Dança Livre, Danças Populares, Sapateado e Fusão/Experimental. As coreografias poderão ser apresentadas em formatos solo, duo, trio ou grupo.

Segundo Danielle Costa, responsável pela organização e produção, o evento foi criado para valorizar a produção artística, estimular a participação e a convivência e incentivar a continuidade da prática da dança, por isso ele tem caráter não competitivo. Apesar disso, haverá entrega de certificados e também está prevista a concessão de reconhecimentos especiais, como destaque artístico, melhor integração de grupo, criatividade coreográfica e destaque de figurino, entre outros. Segundo a Danielle, os reconhecimentos terão caráter honorífico e não competitivo.

A primeira edição da mostra regional foi realizada no ano passado reunindo mais de 350 bailarinos em cerca de 40 coreografias. Segundo Danielle, a expectativa para este ano é superar o número de inscritos da edição anterior. Para assistir as apresentações o público deverá doar 1 kg de alimento não perecível.

Além das apresentações, a primeira mostra contou com uma praça de alimentação montada no espaço anexo ao ginásio, onde expositores comercializaram produtos artesanais e locais. Segundo Danielle, a edição de 2025 mostrou a força da produção artística de Tamoios e criou um espaço de encontro entre diferentes estilos e gerações.

– Nosso ginásio se transformou em um verdadeiro palco e o evento comprova que Tamoios tem talento, sede de cultura e investimento. A dança tem o poder de transformar vidas e, por isso, ficamos muito felizes com a adesão de tantos bailarinos. Esse movimento é muito importante para a democratização da arte em nossa cidade - afirmou.
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			<title><![CDATA[ GRES Nação Caiçara faz primeiro ensaio e lança pavilhão neste sábado (26) em Cabo Frio
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			<updated>2026-09-25T13:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nação Caiçara realiza neste sábado (26) o primeiro ensaio oficial da agremiação. Será na praça do bairro Jardim Caiçara (Rua Inglaterra), em Cabo Frio, a partir das 18h. A festa também marca o lançamento oficial do pavilhão e o início da trajetória da escola junto à comunidade sambista e carnavalesca de Cabo Frio.

A programação vai reunir samba, cultura e música em uma noite que terá show de pagode do grupo Ibs7, participação especial de Joelson Duarte, apresentação da bateria, passistas e intérpretes convidados. Durante o evento, James será apresentado como intérprete oficial da Nação Caiçara. Também participam da noite os intérpretes convidados Andrezinho Bandeira e Leon Azevedo.

A bateria será comandada pelo Mestre Alê Fernandes, que em julho começou a promove ciclos de oficinas voltados aos fundamentos da bateria de escola de samba. Os encontros tiveram coprodução do Studio Cenas e Dança, que também articulou a parceria com o Bloco Alternativo Resistência para possibilitar o uso dos instrumentos durante as oficinas.

A realização dos encontros contou ainda com a participação de Werlem Goitacá, Frederico Mathias e Rafael Vanni na produção, e do presidente da GRES Nação Caiçara, Roberto Doria. Segundo ele, a criação da escola tem como uma das principais motivações fortalecer a relação entre o samba e a comunidade e contribuir para a manutenção da identidade cultural.

– A motivação pra gente fundar um pavilhão é trazer o retorno cultural para a comunidade - afirmou Roberto. 

Para ele, o nascimento da agremiação representa uma troca entre a cultura do samba e a comunidade. O presidente também destacou o desejo de que o carnaval das escolas de samba volte a fazer parte da programação da cidade.

– A gente tem a esperança de que o carnaval das escolas de samba retorne, e mais do que esperança, a gente tem essa vontade. Não era nem pra ter parado - comentou.

A última participação das escolas de samba no carnaval de Cabo Frio foi em 2015. Em 2022, em entrevista à Folha, o então presidente da Liga Carnavalesca, Carlos Ernesto Lopes (Carlão) disse que o trabalho para reerguer a Liga havia recomeçado do zero, e que o próximo passo para retomar os desfiles seria a ocupação dos galpões da Morada do Samba com a sede da Liga e atividades voltadas ao Carnaval. O retorno das escolas de samba à avenida chegou a ter data - dias 16 e 17 de fevereiro de 2024. Um mês antes, no entanto, Carlão anunciou que os planos estavam suspensos devido à falta de comunicação por parte do governo municipal, então sob o comando da ex-prefeita Magdala Furtado.

Em janeiro de 2025 o prefeito Serginho Azevedo foi empossado prefeito eleito de Cabo Frio, e Carlão foi anunciado como novo secretário de Cultura. Mas as discussões sobre a retomada das escolas de samba ao carnaval de Cabo Frio só tiveram início em maio deste ano, quando a Prefeitura, a Câmara Municipal e a Liga das Escolas de Samba de Cabo Frio apresentaram o projeto para a retomada dos tradicionais desfiles em 2027.
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			<title><![CDATA[Cultura Brincante encerra programação neste sábado (26) com oficinas gratuitas em Cabo Frio

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			<updated>2026-09-25T08:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Projeto Cultura Brincante realiza neste sábado (26) sua última ação em Cabo Frio. A programação será na Praça da Bandeira, no bairro Passagem, e vai contar com oficinas gratuitas voltadas para crianças de 6 a 11 anos e suas famílias.

Realizado através do Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura Municipal de Cabo Frio e Secretaria Municipal de Cultura, o projeto é produzido em parceria pela Evohé Produções, Thiago Mello e Samburá Multiartes. 

A inclusão é um dos eixos do Cultura Brincante. Todas as ações são planejadas considerando diferentes necessidades dos participantes e buscando criar ambientes acolhedores e acessíveis. A iniciativa trabalha a relação entre brincar e sustentabilidade, utilizando materiais recicláveis na criação de brinquedos e estimulando novas possibilidades de uso para objetos que poderiam ser descartados. Busca, ainda, valorizar as brincadeiras tradicionais como parte da cultura e da memória coletiva, aproximando diferentes gerações e proporcionando experiências de convivência fora do ambiente digital.

A primeira atividade deste sábado começa às 10h com a Oficina de Equilíbrio e Movimento – Pé de Lata, e segue até o meio-dia. A ideia é utilizar o brinquedo artesanal para trabalhar equilíbrio, coordenação, confiança corporal e socialização, além de combinar dinâmicas lúdicas com elementos das práticas circenses.

Das 14h às 16h, será realizada a Oficina de Brincadeiras Tradicionais. A proposta reúne atividades coletivas, como pular corda e brincadeiras com bambolês, além de outras práticas lúdicas e populares, estimulando o movimento, a interação e o trabalho em equipe. Embora as atividades sejam gratuitas, para participar é preciso fazer inscrição prévia através do formulário disponível em https://forms.gle/Q9V2tuveiht4KLJL6 . 

A atividade deste fim de semana encerra um ciclo que passou por dois espaços do município. Em agosto, o projeto esteve na APAE Cabo Frio, reunindo jovens, adolescentes e adultos com deficiência, incluindo pessoas neurodivergentes e pessoas com síndrome de Down. Também participaram familiares e funcionários da instituição. Na ocasião, foram realizadas atividades com o brinquedo Rola-Rola e brincadeiras tradicionais.

No último dia 14 a Escola Municipal Arlete Rosa Castanho recebeu a segunda ação. Pela manhã, participaram jovens e adultos e, à tarde, crianças do Ensino Fundamental I. A atividade incluiu pessoas com deficiência auditiva, pessoas neurodivergentes e pessoas com deficiências múltiplas. A escola também contou com intérprete de LIBRAS, ampliando as possibilidades de participação e acessibilidade.

Outras informações podem ser obtidas pelo Instagram @cultura.brincante ou pelo telefone (22) 98165-1651.
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			<title><![CDATA[Encontro reúne artistas e coletivos para discutir políticas públicas para a cultura em Cabo Frio

]]></title>
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			<updated>2026-09-24T14:45:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Artistas, representantes de coletivos culturais, jovens e integrantes do movimento de cultura urbana da Região dos Lagos se reunirão nesta quinta-feira (24), em Cabo Frio, para uma roda de conversa sobre cultura e políticas públicas. O encontro será a partir das 19h, no Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, no bairro Parque Burle, próximo da UPA), e terá apresentação de poesias, pocket shows e debates sobre o fortalecimento do movimento cultural na região.

A programação terá participação de Mano Hest, Sóclara e Nahy, que farão pocket shows e participarão da roda de conversa com o tema “A cultura que eu quero”.

O encontro também terá um encaminhamento ao final da programação: os participantes vão construir uma carta-compromisso com propostas para a cultura regional. O documento será assinado por dois deputados e terá, entre os objetivos, a criação de um espaço cultural voltado ao hip hop na Região dos Lagos, além de outras sugestões apresentadas durante o encontro.

A atividade é aberta a artistas, representantes de coletivos culturais, pessoas ligadas à cultura urbana e jovens da região interessados em participar da discussão sobre políticas públicas para o setor.
 
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			<title><![CDATA[DesAmélias promove roda de samba em homenagem a Cosme e Damião em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-09-24T11:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O grupo DesAmélias promove nesta sexta-feira (25), a partir das 16h, uma roda de samba em homenagem e agradecimento a Cosme e Damião. O evento será no Quiosque da Bel, no bairro Praia do Siqueira, em Cabo Frio. Com participação gratuita e aberta ao público, haverá programação voltada para crianças e adultos. 

Formado há dois anos, o DesAmélias é o primeiro grupo de samba de Cabo Frio formado e produzido exclusivamente por mulheres, virando um um movimento potente, profissional e cheio de identidade. A formação nasceu do desejo de ocupar espaços com a presença feminina no samba. Desde então, as sambistas vêm se apresentando em Cabo Frio e outras cidades da Região dos Lagos, levando, além de música, celebração, resistência e protagonismo feminino pulsando em cada batucada.

A programação desta sexta-feira vai começar às 16h com distribuição de bolo e entrega de saquinhos de doces de Cosme e Damião. Cada pessoa pode levar saquinhos para distribuir no evento. A partir das 17h começa a roda de samba com o DesAmélias. A festa segue até às 23h. Nos intervalos haverá show com DJ Geleia.

A participação no evento é gratuita, mas haverá venda de comidas e bebidas no Quiosque da Bel. A organização também anunciou que terá caipirinha de 300 ml para quem postar foto do evento marcando o perfil @quiosque.bel e estiver seguindo a conta. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no Instagram do quiosque e do @desamelias.
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			<title><![CDATA[Livro inspirado em Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo, é finalista de prêmio literário no Rio]]></title>
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			<updated>2026-09-23T17:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Quando chegou a Monte Alto, distrito de Arraial do Cabo, em 2020, a escritora e poeta Érica Magni talvez nem imaginasse que passaria os três anos seguintes transformando as histórias daquele lugar em literatura. Havia se mudado para lá para fugir do caos da pandemia - e depois de um incêndio atingir a casa em que morava no Pontal do Atalaia. A experiência deu origem a "Maresia corrói os dentes", seu terceiro livro, que agora está entre os finalistas do Prêmio João e Júlia do Rio, promovido pela Flup (Festa Literária das Periferias). 

A cerimônia acontece nesta quinta-feira (24), a partir das 19h, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio. Érica concorre com Édipo Ferreira, autor de Ponta D&#39;areia, e Natasha Félix, de Três vezes Lázaro. Publicada pela Sophia Editora, a obra reúne poesia e prosa para retratar o cotidiano do distrito cabista, suas paisagens e as histórias de quem vive ali.

— É um reconhecimento que “Maresia corrói os dentes” merece: um livro escrito à margem, que carrega personagens e paisagens profundamente fincados no abandono — afirma a escritora de 40 anos à Folha. 

A maresia do título do livro, aliás, serve de metáfora para o desgaste social, ambiental e afetivo de um território que recebe turistas durante o verão, mas convive com problemas que permanecem depois da alta temporada. A autora de "Poérica" (Editora Cousa, 2019) e "Areia na Olhota" (Editora Pedregulho, 2023) percorre ruas, esquinas e vielas para construir uma narrativa sobre a vida naquela localidade. 

Érica vê Monte Alto como um lugar de belezas e contradições.  Destaca a riqueza de suas histórias e a relação dos moradores com o território, enquanto manifesta preocupação com o turismo predatório e a ausência do poder público.

— É um lugar encantado, que só se abre para quem está disposto a reconhecê-lo de verdade. Um lugar sagrado, berço de muitas belezas, mas também, infelizmente, de dores e histórias escabrosas. Acho que o respeito à natureza e aos antigos é um bom começo para qualquer experiência por lá — diz. 

O incidente em sua casa no Pontal do Atalaia aparece no livro e, segundo a autora, representou um desafio para sua escrita. 

— Com certeza, o incêndio me desafiou a ver algum tipo de beleza na tragédia. Acho que foi um ponto de partida muito duro, mas uma proposta irresistível de me superar, avançar limites, amadurecer como escritora — conta ela, que é finalista de uma premiação literária pela primeira vez. 

Para Érica, que também é jornalista, escrever sobre Monte Alto exigia cuidado com as palavras e com os personagens que encontrou ao longo do caminho.

— O território me deu muito, e por isso busquei devolver a Monte Alto um cuidado quase excessivo com as palavras e com os personagens que habitam o livro. Acho que esse reconhecimento é também um espelho dessa tessitura, que levei três anos para concluir. É um lugar fascinante para qualquer escritor — afirma.

Lançado oficialmente durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2025, Maresia corrói os dentes é todo feito de uma escrita "fragmentada, sensorial e afetiva", como descreve a própria autora. Tem ainda influências que passam por Conceição Evaristo, Hilda Hilst e João Cabral de Melo Neto, autores consagrados da literatura brasileira. 

Entre os eventos de divulgação, Érica guarda uma lembrança especial do lançamento realizado na Praça de Monte Alto, onde pôde apresentar a obra à comunidade que inspirou sua escrita. A recepção das crianças às ilustrações do artista visual Rapha Ferreira, que também assina a capa da obra, chamou a atenção da autora. 

— Elas amam as ilustrações. Foi sem dúvida o lançamento mais especial. Essa sensação me anima muito para continuar na divulgação da obra. Em geral, as pessoas ficam encantadas com o projeto gráfico do livro, que realmente é um primor, com capa de Rapha Ferreira, um artista ultra talentoso. Em tempos de AI isso é realmente um luxo! — diz. 

Nascida no Rio de Janeiro, Érica cresceu na Vila Kennedy, comunidade da Zona Oeste da capital, onde não teve contato com nenhuma escritora durante a infância e a adolescência. Ao chegar a Monte Alto, percebeu que sua presença no distrito poderia aproximar outras pessoas da literatura. Mais do que escrever sobre a comunidade, queria que seus moradores, especialmente os menores, soubessem que havia uma escritora circulando por ali.

— Comecei a ocupar esse lugar também para incentivar outras pessoas a escrever e contar suas próprias histórias — relata.

É uma experiência que também ajuda a compreender o significado da indicação ao Prêmio João e Júlia do Rio, criado pela Flup em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro para reconhecer pessoas e iniciativas que contribuem para a literatura, a leitura e a cultura da cidade. 

— Acredito que narrativas sobre as periferias sempre existiram na nossa literatura. O que vejo é que pessoas que cresceram à margem estão conseguindo, mesmo aos trancos e barrancos, contar essas histórias à sua maneira — afirma.

Érica conta que trabalha para levar Maresia corrói os dentes a novos públicos. Diz que trechos da obra já foram gravados no estúdio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, com a atriz Joice Marino, que também assinará a dramaturgia de uma adaptação para audiolivro. A proposta, segundo ela, é disponibilizar o conteúdo gratuitamente. 

A escritora também revela que prepara uma continuação, intitulada Correndo Beirada, ainda sem previsão de lançamento.

— Antes dele, pretendo lançar “50 Dias com Minha Mãe — Uma viagem pela Amazônia”, um diário de autoficção. Será a primeira vez que publico um livro nesse formato – repara.
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			<title><![CDATA[Guilherme Guaral reestreia monólogo "Eu Lírico" para celebrar 40 anos de carreira]]></title>
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			<updated>2026-09-16T12:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Vinte e sete anos depois da estreia, o espetáculo “Eu Lírico”, de Guilherme Guaral, está de volta aos palcos. Entre os dias 18 e 27 deste mês de setembro o monólogo estará em cartaz no Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva 03, Parque Burle), próximo à UPA de Cabo Frio. Sextas (18 e 25) e sábados (19 e 26) a apresentação será às 20h, e aos domingos (20 e 27), às 19h. Ingressos variam entre R$ 25 e R$ 50 (mais taxas) no site Sympla.

O retorno da temporada tem um motivo especial: comemorar o aniversário de 40 anos de carreira de Guaral, que além de ator, também é autor e diretor de teatro, cinema e televisão. Ganhador do Prêmio Mambembe de Melhor Autor (1998) pelo espetáculo “Conversa de Pescador”, o cabo-friense também marcou presença em várias novelas da Record (Bicho do Mato, Alta Estação e Chamas da Vida) e da Rede Globo (Renascer, A Viagem, O Rei do Gado, Laços de Família, América, Malhação, A Favorita e Avenida Brasil entre outras), além de séries (Presença de Anita, Carga Pesada, A Diarista, Tapas e Beijos) e filmes (Tropa de Elite, Boletim de Ocorrência e Louco Amor).

A reestreia de “Eu Lírico” acontece logo após o ator estrelar uma temporada de sucesso de outro monólogo, “Refinaria”. A peça foi adaptada do livro homônimo de poemas de Rodrigo Cabral, publicado pela Sophia Editora em 2024 e finalista do Prêmio Jabuti de 2025. No palco, Guaral deu vida a um poeta que retornou à cidade natal após anos de ausência. O texto, adaptado pelo ator, reuniu referências à paisagem da Região dos Lagos, à geologia do pré-sal e à cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, além de citar escritores como Victorino Carriço. Agora, em “Eu Lírico”, Guilherme Guaral vive um outro poeta, que apresenta uma viagem pela literatura e pela história brasileira através de cinco movimentos literários.

– O texto é o mesmo (de 1999) porque ele fala sobre movimentos literários da nossa história. É um professor que vai palestrar, vai falando do período e do movimento literário, e acaba encarnando um personagem, um poeta daquela época. Então tem o barroco, o romantismo, o modernismo, os anos 70 (que a gente vai batizar de tropicalismo) e também os anos 90. É um espetáculo muito atual, continua sendo atual porque ele se refere a esses movimentos literários. As adaptações feitas dizem respeito apenas às questões do que hoje é considerado mais correto. Pensando na perspectiva histórica de que estamos falando de períodos onde essas discussões não estavam colocadas, surgiu a ideia de sempre fazer, ao final do espetáculo, uma roda de conversa para afinar essas questões - explicou em conversa com a Folha.

Guaral também lembrou que a primeira temporada de “Eu Lírico” ficou em cartaz por cerca de sete anos (1999 a 2006), rodando por Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos além do Rio de Janeiro.

– A sensação de retornar com esse espetáculo é ótima. Tem um ator antigo, chamado Rodolfo Mayer, que sempre que não estava em cartaz, ele apresentava o monólogo “As Mãos de Eurídice”. Eu brinco que “Eu Lírico” seriam as minhas “Mãos de Eurídice”, que é um espetáculo que eu escrevi e que é um monólogo. Quando você tem um elenco muito grande, uma questão que normalmente dificulta é a questão dos ensaios. Mas esse espetáculo é do meu repertório, o repertório de vida… Eu fiquei quase 20 anos sem fazê-lo, então eu fico muito feliz de estar retomando. Espero que ele possa, depois desta temporada em Cabo Frio, ir às demais cidades da Região dos Lagos para levar essa mensagem, essa história, a nossa história, a nossa identidade, a nossa cultura, pra onde for possível, porque o teatro ainda tem essa capacidade de fazer refletir, pensar, se emocionar. Essa é minha felicidade: completando 40 anos de carreira, poder montar esse espetáculo que sempre foi muito especial na minha vida - contou. 

Em “Eu Lírico”, além de ser autor e ator, Guaral também é responsável pela música original do espetáculo (junto com Ivan Tavares e Paulo Furriel) e pela produção executiva. A direção é de Isaac Bernat. Rodrigo Sena é responsável pela assistência de direção e a operação de luz, e João Faria pela operação de som. Cenografia e figurinos são assinados por Maria Clara Pinheiro. A trilha sonora é de Zeca Nader e Medinha. Douglas Lopes assina fotografia e filmagens.
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			<title><![CDATA[11ª Feira literária de Cabo Frio vai celebrar vozes femininas com literatura, arte e cultura

]]></title>
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			<updated>2026-09-14T08:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De 17 a 19 deste mês Cabo Frio vai sediar a 11ª Festa Literária Cabo-friense (FLIC 2026). A programação (gratuita e para todas as idades) acontecerá na Praça da Cidadania, com o tema “Todas as Flores: Vozes Femininas que Florescem no Mundo”. Realizado pelo coletivo cultural Flores Literárias, com apoio da Prefeitura de Cabo Frio, o evento mantém a proposta de democratizar o acesso à literatura e aproximar escritores, artistas, educadores, crianças, jovens, famílias e leitores. 
 
A edição de 2026 dá continuidade a uma trajetória iniciada há mais de uma década, mas que este ano amplia o olhar e dedica sua programação às vozes femininas, reunindo autoras, artistas, educadoras e convidadas para discutir experiências, trajetórias, literatura e o papel da mulher na sociedade. Segundo a fundadora do coletivo Flores Literárias e organizadora do evento, Jaqueline Brum, a proposta é fazer da Praça da Cidadania um espaço aberto para o encontro entre diferentes gerações e linguagens artísticas.

– Mais do que uma festa dedicada aos livros, a FLIC se consolida como um espaço de convivência, formação cultural e valorização da produção artística. Ao escolher ‘Todas as Flores: Vozes Femininas que Florescem no Mundo’ como tema de 2026, o evento também reforça a importância de dar visibilidade às mulheres que escrevem, criam, ensinam, cantam, atuam e ajudam a transformar a sociedade por meio da cultura. A programação diversificada, para todas as idades, também convida as crianças a descobrirem o universo dos livros por meio de histórias, música, personagens e brincadeiras, enquanto jovens e adultos terão acesso a mesas literárias, performances, lançamentos e apresentações musicais - destacou ela. 

A abertura oficial da festa literária acontece no dia 17, às 14h, com cortejo brincante comandado por Azul Mirim e pela Turma da Tia Carol, acompanhados de personagens como Aladim, Jasmine, O Gênio e A Flor. A tarde segue dedicada ao público infantil e às artes com o momento "Canta e Encanta" da Tia Débora Musical (às 15h), contação de histórias do mar por Rosana Andréia (16h), e a apresentação de danças circulares com o Coletivo Gira Sol, às 16h50. Às 17h20, os corais Despertar Alegria de Viver e Cantiga do IGA sobem ao palco. No mesmo dia haverá mesa literária “Vozes femininas que florescem no mundo”, às 18h, reunindo Luísa Maria, Gracielli Martins, Andréa Rezende e Vânia das Graças, com mediação de Jaqueline Brum. O encerramento do primeiro dia fica por conta do show com a cantora Juliana Feliciano, às 19h30, com um tributo à Rita Lee.

No dia 18, a programação começa às 8h, com contação de histórias apresentada por Rosana Andréia e Cristina Chagas, seguida por apresentações de circo e palhaçaria com Rufino e Fran, às 8h50. Às 10h tem Leituraço Flores Literárias, seguido de oficinas brincantes promovidas pela Academia de Letras e Artes de Cabo Frio e pelo Instituto de Educação Professora Ismar Gomes de Azevedo, às 10h30. A partir das 14h, o espetáculo infantil “Moana”, da Turma da Tia Carol, antecede o show de Azul Mirim (15h). Novas sessões de histórias com Rosana Andréia e Letícia Sardinha estão programadas para às 15h50, com apresentação da escola Atitude Dance às 16h40, e show de MPB com Kaleb, às 17h30. Às 18h30, a mesa literária “Mulheres que escrevem suas histórias” reúne a doutora Benizete Ramos, Josephane da Silva, a doutora Margareth Ferreira e Bia Fernandes, mediadas por Rosana Silva. A noite termina às 19h30 com a cantora Laís Alfradique e o projeto Boteco Chic.

O encerramento do evento, no dia 19, começa às 14h com a apresentação da Fábrica de Música. Às 15h, Rosana Andréia e Jane Lacerda comandam a contação de histórias, abrindo caminho para a Festa das Cores com Tia Débora Musical e Tia Dani, às 15h50. Às 16h40 tem o lançamento da 11ª Antologia Poética Flores Literárias, reunindo autores do projeto. Às 18h30, acontece a entrega da Medalha Flores Literárias – 10 anos, homenagem que reconhece a trajetória de uma década de incentivo à literatura, à poesia e à cultura na região. O encerramento oficial da 11ª edição da FLIC será celebrado às 19h30 com um tributo à MPB apresentado por Kaleb Silva.
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			<title><![CDATA[Lara Orin e NoCutty anunciam o lançamento do single "Confesso"

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			<updated>2026-09-12T14:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 17, às 21h, Lara Orin e NoCutty lançam o single e videoclipe de “Confesso”. A faixa, que une R&B e trap melódico em uma narrativa íntima, sensual e performática sobre amor, desejo e sedução, estará disponível simultaneamente em todas as plataformas digitais de áudio e no YouTube. O trabalho é uma realização da produtora Casa Orin, sediada em Búzios, com distribuição da EMEcultural X Believe.

A canção traz a voz e a composição de Lara aliadas à produção musical de NoCutty, traduzindo em versos o conflito entre a razão e o impulso de reviver um encontro marcante. Um dos trechos da música – “Na teoria eu nem devia te ligar de novo” – resume a tensão que atravessa a letra: entre a razão e o impulso, a lembrança dos beijos e da pele reacende o desejo. A entrega, segundo os artistas, é também emocional: confessar significa expor o próprio jogo, reconhecer o apego e se permitir querer.

O projeto integra a pesquisa artística de Lara Orin, mulher autista que busca expressar sua experiência no espectro por meio da música, da dança, da poesia e do audiovisual. Em “Confesso”, essa investigação se volta à intimidade e às relações afetivas. Som, corpo e imagem dão forma à sua maneira de perceber e sentir o amor e a sedução, em uma interpretação intensa e performática.

Cantora, compositora e bailarina clássica e contemporânea profissional, Lara também assina a direção do videoclipe. Filmado em Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, o trabalho tem fotografia e realização audiovisual de SK de Cristo.

NoCutty é responsável pela produção musical, pelo beat e pela engenharia de áudio. Produtor, DJ e diretor artístico, reúne em sua trajetória trabalhos como “Grifinória”, com MC Cabelinho, EREN e Ariel Donato, além de colaborações com Ryu, The Runner e Akira Presidente. A parceria com Lara inclui a construção musical do filme “A Cura”.
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			<title><![CDATA[Faetec confirma atraso na reforma do teatro de Cabo Frio, mas não anuncia nova data de conclusão]]></title>
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			<updated>2026-09-12T09:28:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, continua em obras e sem previsão de reabertura. Segundo anúncios feitos pelo próprio prefeito Serginho Azevedo, a reforma do espaço cultural teve início em julho do ano passado. A previsão era de conclusão em seis meses, mas se arrasta há mais de um ano. Esta semana, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha que foi necessário estender o prazo mais uma vez (a última previsão era para agosto deste ano), mas não informou o motivo. 

Questionada pelo jornal sobre uma nova data de conclusão dos trabalhos, o órgão disse apenas que os serviços estão em fase final, e que “em breve, finalizaremos todo o processo”, sem dar nova previsão. A reportagem da Folha também questionou à Faetec sobre o que falta ser feito para que a reforma seja concluída. A fundação evitou entrar em detalhes, informando apenas que “o projeto prevê a modernização da estrutura do teatro, incluindo renovação dos revestimentos internos e externos”. Informou ainda que “já foram concluídas várias etapas” e que “os demais serviços estão em fase final de execução”.

Membros do Conselho Municipal de Cultura de Cabo Frio, no entanto, afirmaram à Folha que mais da metade do que está pronto no teatro municipal é fruto de investimentos atuais somados ao que já havia sido feito por governos anteriores. A constatação, segundo o produtor, ator e diretor teatral José Facury Heluy, é resultado de uma recente vistoria feita no local, e que virou um relatório técnico que já foi enviado à mesa do Conselho.

– Se a gente considerar que tem uma obra civil de pisos, lajes, telhados e outras coisas sobre a estrutura física do prédio, ali tem 70% das coisas prontas, juntando o que já foi feito no governo passado e outras coisas que foram feitas agora. Como eu tenho acompanhado essa obra em várias comissões, eu sei exatamente até que ponto deixaram há quatro anos. De três anos para cá, o que eu vi de diferente foram umas platibandas que fizeram do lado de fora; uma rampa nova, porque tiraram aquelas duas laterais que tinham, e colocaram uma melhor, a ponto de dar uma vazão boa lá para cima; deslocaram as áreas dos condensadores de ar que ficava meio exposta (botaram em umas guaritas para dentro do prédio, meio camufladas, de um lado e do outro), e fizeram uma pintura de alguma coisa mais densa no próprio telhado inteiro, lá por cima. Nos banheiros estão faltando os aparelhos sanitários - relatou Facury à Folha.

O Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura de Cabo Frio e a Faetec foi assinado em meados do ano passado, após articulação direta feita entre o prefeito Serginho Azevedo e o Governo do Estado. Antes do início das obras, a Secretaria Municipal de Cultura chegou a elaborar um relatório técnico detalhando as principais demandas estruturais do prédio, entre elas a reforma completa da iluminação, de todos os aparelhos de ar-condicionado, e da caixa cênica, que segundo o secretário de Cultura de Cabo Frio (Carlos Ernesto Lopes, o Carlão), havia sido condenada pelo Corpo de Bombeiros devido a infiltrações. Em nota enviada à imprensa na época pela comunicação do governo municipal, Carlão afirmou que “a situação era grave e exigia uma ação urgente”. Apesar disso, após mais de um ano de reforma, Facury afirmou que não viu, até agora, nenhum investimento na caixa cênica.

– Eu não sei se a caixa cênica está incluída no processo integral do que estão fazendo lá porque nós, da Comissão, nunca conseguimos ver nenhum cronograma, e nenhum técnico nunca falou com a gente. Nós estamos avaliando o que a gente viu. A caixa cênica, que para mim é a metade do valor do recurso gasto na obra, não tem nada pronta, absolutamente nada. Tiraram, inclusive, a estrutura de ferro, que sustentava essa caixa cênica, e não tem nada ali. Se não estiverem fazendo as coisas em outro lugar para colocarem lá depois, essa obra ainda vai demorar no mínimo, no mínimo, no mínimo, uns cinco ou seis meses. E, conforme sondagem que a gente fez com alguns funcionários, só tem uma média de três ou quatro pessoas trabalhando lá na obra, o que vai retardar muito mais os trabalhos - explicou Facury. 

Após a vistoria, os conselheiros informaram ter encaminhado ao Conselho Municipal solicitação para a presença de um técnico da Faetec, ou da própria construtora, com o objetivo de prestar explicações sobre o desenvolvimento da obra. Facury também afirmou que os conselheiros não sabem o valor que está sendo investido na obra: “Ninguém nos informou até agora”, revelou.

A novela sobre a mudança nas datas para a reabertura do teatro se arrasta há anos. Na gestão de Adriano Moreno (2018 e 2020) foram anunciadas reformas e inaugurações que não aconteceram. Entre 2021 e 2024, nos governos de José Bonifácio e Magdala Furtado, novos anúncios foram feitos, mas também não foram cumpridos. Em janeiro de 2025, ao assumir a Prefeitura de Cabo Frio, o atual prefeito Serginho Azevedo informou que o teatro passaria por uma grande reforma, desta vez em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e a Faetec.

Em conversa com a Folha, na época, Carlão anunciou que a reabertura estaria prevista para o começo do segundo semestre de 2025, o que não aconteceu. Com o início das obras somente no mês de julho, uma nova previsão de reinauguração foi anunciada para dezembro do ano passado, o que novamente não se confirmou. Em janeiro deste ano, membros do governo chegaram a informar que a reinauguração aconteceria depois do carnaval: mais uma vez o prazo não foi cumprido.

Em maio, durante as comemorações do Dia Internacional da Dança, na Praça Porto Rocha, o secretário municipal de Cultura anunciou a intenção de entregar o espaço no último dia 14 de agosto, data em que o teatro completaria 29 anos. A previsão foi reafirmada por Carlão em uma publicação feita por ele nas redes sociais. Na ocasião, o secretário afirmou que era muito triste “assumir a gestão e encontrar um equipamento tão importante para a nossa cultura fechado e sem os cuidados que merecia”. Quando o espaço fechou as portas por falta de manutenção, em 2017, o atual secretário ocupava o cargo de superintendente de Cultura. 

Também em maio, em nota enviada à Folha, a Faetec informou que a reforma do teatro previa a modernização de toda a estrutura, incluindo a renovação dos revestimentos internos e externos. Na ocasião, a fundação contou que já haviam sido concluídas a reforma do backstage, da cobertura, da área administrativa, dos banheiros, dos corredores e da área das condensadoras do sistema de climatização, além da recuperação das janelas e vidros. Informou ainda que, mesmo com as mudanças estruturais e tecnológicas, o teatro manteria sua capacidade original de 235 lugares.
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			<title><![CDATA[Encontro de corais reúne seis apresentações gratuitas em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-09-11T14:13:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O 37º Encontro Internacional de Corais de Cabo Frio será realizado de 19 a 26 de setembro, em seis apresentações gratuitas distribuídas por cinco locais da cidade.

Organizado pelo Coral Cantavento, o encontro não é competitivo nem tem fins lucrativos. Foi criado em 1986 e passou a ser internacional em 1992. A realização não é anual: o evento foi suspenso em 2018, por falta de orçamento, e não ocorreu entre 2020 e 2022, por causa da pandemia e da morte do organizador.

A abertura será no dia 19, um sábado, às 19h30, no auditório da Seme (Secretaria Municipal de Educação), na rua Romário Gomes, 235, no Jardim Flamboyant.

A programação é retomada no dia 23, uma quarta-feira, às 18h, na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, na avenida Teixeira e Souza, 855, no Centro.

Nos dois dias seguintes, as apresentações ocorrem no Mart (Museu de Arte Religiosa e Tradicional), no largo de Santo Antônio, também no Centro: dia 24, quinta-feira, às 18h, e dia 25, sexta-feira, às 19h30. Os dois concertos integram a 20ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) de 21 a 27 de setembro.

O encerramento tem duas apresentações no dia 26, um sábado. A primeira será às 14h, no shopping Unapark, na avenida Independência, 500, em Unamar, no distrito de Tamoios, dentro da programação do evento 12 Cultural, que vai das 10h às 22h. A última será às 19h30, no auditório do Remmar Residence Hotel, na avenida Teixeira e Souza, 1.203, 4º andar, no Braga.

O encontro foi dirigido pelo maestro Ruy Capdeville, seu fundador, até sua morte, em 29 de setembro de 2022. A coordenação passou a ser feita por uma comissão organizadora, e a direção artística é hoje do maestro Ricardo Aigner, regente titular do Coral Cantavento desde janeiro de 2023 e maestro assistente do grupo entre 1991 e 1999.

O evento tem parceria da Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Serviço

37º ENCONTRO INTERNACIONAL DE CORAIS DE CABO FRIO
Quando: 19/9, às 19h30; 23/9, às 18h; 24/9, às 18h; 25/9, às 19h30; 26/9, às 14h e às 19h30
Onde: auditório da Seme (r. Romário Gomes, 235, Jardim Flamboyant); Casa de Cultura José de Dome – Charitas (av. Teixeira e Souza, 855, Centro); Mart (largo de Santo Antônio, Centro); shopping Unapark (av. Independência, 500, Unamar); auditório do Remmar Residence Hotel (av. Teixeira e Souza, 1.203, 4º andar, Braga)
Quanto: grátis
www.encontrodecoraiscabofrio.com.br
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			<title><![CDATA[Compositores de Cabo Frio estão na reta final da escolha do samba-enredo da Porto da Pedra]]></title>
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			<updated>2026-09-09T12:55:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Eles estão na final! Compositores cabo-friense foram selecionados para a última etapa de escolha do samba-enredo da Porto da Pedra. A canção tem assinatura de Leon Azevedo, Jean Bessa e Paulinho Ferreira, entre outros. Neste sábado, eles levam a torcida da cidade em três ônibus para a quadra da escola. Informações e reserva para a excursão: (22) 99980-2808.

“O vento mudou meu caminho / no silêncio da maré/ a voz dos meus ancestrais / não abandonou a minha fé”, diz as primeiras linhas do samba concorrente, que faz alusão ao Projeto Kalunga, uma viagem histórica a Angola realizada em maio de 1980, por mais de 60 artistas, músicos, jornalistas e técnicos brasileiros a convite do governo local.

"O processo de composição foi todo feito por videochamada. Fazemos uma espécie de esqueleto do samba: letra principal, melodia, e vamos lapidando. Cada tipo de samba tem uma entonação, dependendo do enredo. Alguns mais melódicos, alguns mais pra cima", diz à Folha dos Lagos o compositor Rafael Ferreira, que compõe desde a adolescência e mora nos Estados Unidos. "Aos 14 anos, ganhei o samba da Banda da Cidade. Samba é minha cultura."

O compositor conta que retomou a atividade após um período afastado da cidade. "Fiquei muito tempo sem ir a Cabo Frio. Num desses retornos, falei com Deus: se quiser que eu volte a fazer samba, preciso encontrar Jean Bessa e o Andrezinho Bandeira. E não é que encontrei com os dois por acaso na rua? Com o Jean, fiz várias parcerias. Com o Andrezinho acabou que não fizemos parceria, mas ele colocou várias outras pessoas no meu caminho."

Rafael Ferreira também está entre os compositores dos sambas da Botafogo Samba Clube e da Acadêmicos de Niterói, este em parceria com Leon Azevedo. Na Grande Rio, um dos sambas em disputa tem assinatura de Rafael Ferreira e Leon Azevedo. Os dois também concorreram na Unidos de Vila Isabel, com samba inspirado no romance "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. Na Imperatriz Leopoldinense, uma composição de Rafael Ferreira, Leon Azevedo e Jean Bessa esteve entre as concorrentes.

 

 
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			<title><![CDATA[Os monumentos de Cabo Frio no programa Amaury Valério]]></title>
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			<updated>2026-09-08T17:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Chegou ao fim, esta semana, a primeira temporada da série “Nossos Monumentos”, produzida para o Programa Amaury Valério. A ideia do projeto é promover o resgate, registro e valorização do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural de Cabo Frio. Idealizado pelo próprio radialista, no ar há 37 anos, o projeto teve produção, apresentação, pesquisa histórica e roteiro coordenados por Patrícia Bernardo, jovem comunicadora autista que buscou trazer para o quadro uma linguagem criativa, dinâmica e acessível a diferentes públicos.

Ao longo de 12 episódios, a série apresentou ao público histórias, curiosidades e memórias relacionadas a importantes monumentos e instituições da cidade, aproximando o conhecimento histórico de quem acompanha o programa na Rádio Ondas FM, na televisão (Canal 10 a cabo) e também pelas plataformas digitais. Entre os monumentos que tiveram sua história contada estão o Charitas, Forte São Matheus, prédio da Câmara Municipal de Cabo Frio, Anjo Caído, Fonte do Itajuru, Ponte Feliciano Sodré, Igreja de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Museu de Arte Religiosa e Tradicional, Capela do Morro da Guia, sede do Corpo de Bombeiros e Marco das Sesmarias.

Mais do que apresentar construções e monumentos, a proposta foi mostrar que cada espaço guarda acontecimentos, personagens, transformações e memórias que ajudam a compreender a identidade da cidade. Por isso, segundo Patrícia, o trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisa em arquivos, livros, registros históricos e do diálogo com pesquisadores, historiadores e memorialistas locais. A produção também utilizou recursos audiovisuais e efeitos especiais com inteligência artificial como ferramentas para enriquecer a experiência do público e auxiliar na representação de diferentes períodos da história.

– A parte da pesquisa foi um grande desafio pra gente. Mas o que realmente nos surpreendeu foi o fato de que muita gente, mesmo os próprios cabofrienses, não conhecer a história dos monumentos. Por exemplo, o Charitas: poucas pessoas sabiam a história daquele prédio. Só quem estudou no Colégio Ismar Gomes, que é a escola mais antiga de Cabo Frio, conhecia porque disse que isso era ensinado, era colocado em pauta nas escolas. E o turista tem interesse nesse tipo de informação. Então, é uma coisa que seria importante as secretarias municipais desenvolverem, colocarem a história (não necessariamente o que a gente produziu), mas uma plaquinha contando. Os próprios ouvintes que acompanhavam o programa afirmaram não conhecer a história dos monumentos. Inclusive foram muitas reclamações negativas em relação à preservação desses espaços. Mesmo assim, o projeto foi maravilhoso.

A construção dos episódios contou com importantes contribuições. Cabo-friense, Fernando Secco colaborou com histórias e memórias locais; Luciano Ribeiro, do Sebo Ventura, ajudou com livros e publicações sobre a história da região; e Agilson Garcia, acervista e memorialista, participou com materiais e conhecimentos fundamentais para a pesquisa. O projeto contou ainda com o trabalho de preservação da memória realizado pela página Memorial de Cabo Frio, com acervo organizado e imagens recolorizadas por Achilles Pagalidis, além da contribuição de Margareth Alves, historiadora, paleógrafa e servidora com 30 anos de atuação na proteção do acervo da Câmara Municipal de Cabo Frio.

De acordo com Patrícia, a temporada foi marcada  pela participação de pessoas que acompanharam cada episódio, compartilharam lembranças e ajudaram a fortalecer a conexão entre a população e a história de Cabo Frio. Ela também informou que o encerramento da primeira temporada representa a conclusão de um trabalho construído com pesquisa, criatividade e compromisso com a democratização do conhecimento histórico.
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			<title><![CDATA[Cantora de Cabo Frio está na final do maior Festival da Canção do Brasil]]></title>
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			<updated>2026-09-02T20:26:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 6 de setembro Cabo Frio estará representada na grande final da 56ª edição do Festival Nacional da Canção (FENAC). A cantora Juliara Ghiner vai interpretar “Respeito”, música de autoria do também cabo-friense Frederico Santa Rosa, e que faz parte das 24 selecionadas entre um total de mais de 1200 músicas inscritas de todo o país. A apresentação de todos os semifinalistas vai acontecer nesta sexta (4) e sábado (5) na Praça do Fórum, em Boa Esperança/MG. No domingo (6) será anunciado quem vai ganhar o cobiçado troféu Lamartine Babo. 

– Os preparativos estão bem corridos. O festival está acontecendo desde o último final de semana de julho. A nossa fase de competir e se classificar para a semifinal foi no último dia 28, e no dia 27 foi o meu aniversário, então foi um presente estar na semifinal – contou a cantora em conversa com a Folha.

Juliara é de Cabo Frio e há anos atua no mercado musical. No repertório, além de canções autorais, também tem MPB, samba, pagode e músicas internacionais. Em 2016 a artista ganhou visibilidade nacional ao participar do The Voice Brasil: na audição às cegas ela cantou "Serrado", de Djavan. Em 2019 Juliara venceu o Festival de Novos Talentos, em Rio das Ostras, interpretando "Love on Top", de Beyoncé. 

– Estou muito feliz, muito emocionada e muito honrada em participar de um festival tão grande, que reúne vozes de todos os cantos do Brasil, de todos os estados do Brasil. E poder estar participando desse evento tão grande, que já existe há 56 anos, é de extrema importância. Não só para nós, como compositores, mas pra mim também, como cantora, porque tem toda uma classificação, um júri que julga tanto a letra e a composição, quanto a interpretação, a colocação de voz, impostação, timbre e presença de palco, todas essas coisas mais artísticas que a gente leva muito em conta. Eu me cobro muito, sou muito crítica comigo mesma. Então, participar e estar dentro desse quadro de artistas, em um número tão reduzido de 1.200 para 24, é uma coisa imensurável, um sentimento de muita alegria, de muita gratidão. Estou me sentindo muito honrada em estar participando desse festival – revelou Juliara.

Para a cantora, pisar no palco do FENAC tem um sentido muito profundo para quem vive de música. Isso porque até hoje o festival preserva a essência dos grandes encontros que deram origem à própria MPB. Foi no ambiente dos festivais musicais que o mundo conheceu a força de vozes e de composições de nomes como Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Gal Costa, Geraldo Vandré e Edu Lobo.

Apesar da música “Respeito” estar na final do Festival Nacional da Canção, o público ainda não pode ouvir a composição em nenhuma plataforma de streaming. É que, segundo Juliara, a música não foi oficialmente lançada. 

– Estamos esperando passar o festival. Talvez a gente regrave porque, na minha concepção, ela ainda não está boa para ser publicada. Mas nós temos ao nosso lado o Rafael Sena, que é um grande produtor musical. Ele produz o show da Raylane (Mendes), produz coisas para a Globo, produz muitas coisas que a gente vê aí na televisão. Ele tem uma história extensa no meio musical. Então, acho que regravar com uma qualidade melhor não vai ser um grande problema. Ela é uma música muito maravilhosa, mas eu acho que a gente precisa ainda ajustar algumas coisas para poder subir em todas as plataformas de áudio, para todo mundo conseguir escutar – explicou.

Todo esse cuidado de Juliara para lançar a música tem um motivo: o significado por trás da melodia e da letra.

– “Respeito” significa, para mim, a forma como todas as pessoas deveriam ver a vida e levar a vida. É como eu penso, é como eu tento conduzir minha vida. Sempre respeitando o espaço do outro, respeitando as escolhas do outro, respeitando a opinião do outro, a colocação do outro. Eu sou uma pessoa que não gosto de discutir: a partir do momento que eu falo uma coisa, e a pessoa concorda ou discorda, é isso. Não quero convencer a outra pessoa de nada: quero colocar a minha opinião, quero que a outra pessoa coloque a opinião dela, e que a gente se respeite nisso, ponto. Só que essa música fala em relação ao racismo, em relação à xenofobia, em relação à gordofobia, em relação à classe social... É uma música muito forte, que fala dos cenários da nossa vida. Se as pessoas respeitassem umas às outras, o mundo seria muito melhor. A gente estaria vivendo numa sociedade muito melhor. Então isso é o que eu acho que significa a música “Respeito” – revelou.

À Folha, Juliara também falou da conexão com a música no momento em que ela estava sendo composta junto com Frederico Santa Rosa.

– Desde o primeiro momento que eu escutei “Respeito”, eu falei: “essa é a música que eu vou cantar, essa é a música que eu vou gravar, essa é a música que vai passar no festival, essa é a música”. E sempre foi uma coisa engraçada, porque eu não sei se por conta da minha identificação instantânea com algumas partes da música, ou se pela musicalidade, mas eu senti exatamente isso, “essa é a música que eu quero cantar, essas são as coisas pelas quais eu quero lutar, pelas quais eu quero falar e quero que as pessoas ouçam e repensem algumas coisas na sua própria vida, ou como estão conduzindo a sua vida”. E uma coisa que me atrai muito é o grau de dificuldade das coisas. É claro que a gente não quer que tudo seja difícil o tempo todo, mas o grau de dificuldade dessa música é uma coisa que me atrai, que mexe comigo, que me desafia. Não é uma música simples de cantar por conta da respiração: tem muita letra. É uma música forte e você precisa passar a intenção. Você está interpretando. Então, tudo me fez ficar apaixonada por ela - contou.

Sobre a parceria com Frederico Santa Rosa, Juliara conta que é algo antigo, que aconteceu de forma natural através da bandeiraça de Deus. A cantora também revelou que presta serviços para a escola da família de Frederico.

– Nós temos essa relação de trabalho, e também fazemos músicas. Temos ainda um trabalho infantil, com músicas infantis. É uma parceria de longa data. A gente se entende só de olhar. E a parceria dessa música foi isso: ele já tinha o corpo da música, já tinha a letra, e me apresentou, e eu gravei a música. Inclusive foi num dia que eu nem tava muito bem, eu tava rouca. E aí, num belo dia, ele falou “olha, tem um festival, e vou colocar essa música”. E eu falei “como assim?”, aquela coisa da cobrança, de que eu nunca estou muito satisfeita com as minhas coisas. E eu falei, “não, vamos regravar, vamos fazer de novo, agora eu estou melhor”. E ele disse que não dava tempo, que ia colocar essa gravação mesmo, e foi. E aí, ele me falou que o gatilho dessa música foi uma conversa que a gente teve em relação ao respeito pelas pessoas. Ele falou “quem me fez pegar algumas algumas coisas dessa música, algumas partes dessa música, foi você”. Respeito é sobre entender um pouco o meu lugar e o lugar do outro – explicou.
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			<title><![CDATA[Circuito Arte Búzios leva 200 artistas às ruas da cidade a partir de sexta]]></title>
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			<updated>2026-09-02T11:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cerca de 200 artistas do Brasil, da Argentina, de Portugal e da Itália ocupam ruas, praças, ateliês e galerias de Armação dos Búzios, a cerca de 170 km a leste do Rio de Janeiro, desta sexta-feira (4) a domingo (6), na 11ª edição do Circuito Arte Búzios.

A programação é gratuita e se concentra na praça Santos Dumont, na rua das Pedras e na orla Bardot. Participam artistas e galerias do município, da Região dos Lagos, da capital fluminense, de Minas Gerais e de São Paulo, além de delegações dos três países estrangeiros. A organização classifica o evento como o maior festival de artes visuais do interior do Estado do Rio.

Na praça Santos Dumont, uma tenda abriga a mostra de arte digital, pintura e fotografia, com trabalhos de mais de 120 artistas inscritos, impressos em tela no formato A2 (42 cm x 59,4 cm). Esculturas, cerâmicas e outras peças tridimensionais originais ficam na Galeria-Atelier Flory Menezes, sede do circuito.

A abertura, na noite de sexta, tem 12 artistas pintando painéis simultâneos na praça, com apresentações musicais no palco do evento. Na rua das Pedras, músicos, caricaturistas e pintores locais trabalham diante do público. No sábado e no domingo, pintores montam cavaletes ao longo da orla Bardot; a rua das Pedras e a praça recebem pintura corporal, caricaturas gratuitas e shows.

Oficinas

São 20 oficinas gratuitas nas tendas da praça Santos Dumont, abertas a todas as idades, em modalidades como pintura, cerâmica, aquarela e customização de chapéus e ecobags. Três delas são dedicadas às artes tradicionais buzianas, ligadas ao trabalho de artesãos e de comunidades caiçaras.

O festival também promove uma oficina de inclusão social em parceria com o Instituto de Pintores com a Boca e os Pés.

Segundo a organização, o circuito envolve mais de 2.500 pessoas entre participantes e visitantes, com movimentação no comércio, na rede de hospedagem e no setor de gastronomia da cidade. Os organizadores não informaram o custo total do evento nem o valor do apoio recebido da Prefeitura de Armação dos Búzios.

Durante os três dias, todos os artistas inscritos usam uma camiseta padronizada do evento, recurso adotado pela organização para facilitar a identificação dos participantes por moradores e turistas.

O circuito é organizado pela artista Flory Menezes, por meio do Atelier Flory Menezes, com produção de Fernanda Guimarães. O evento tem apoio da Prefeitura de Armação dos Búzios e das secretarias de Cultura e Patrimônio Histórico, de Turismo, da Mulher e da Pessoa com Deficiência, além de empresas locais e da Academia Brasileira de Belas Artes.

A programação completa e o catálogo virtual com as obras dos participantes estão em circuitoartebuzios.com.

11º CIRCUITO ARTE BÚZIOS

QUANDO sexta (4) a domingo (6)

ONDE praça Santos Dumont, rua das Pedras e orla Bardot, em Armação dos Búzios (RJ)

QUANTO grátis

INFORMAÇÕES circuitoartebuzios23@gmail.com; @circuito.arte.buzios no Instagram
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			<title><![CDATA[Quase lá: compositores de Cabo Frio estão na semifinal da disputa do samba-enredo da Porto da Pedra]]></title>
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			<updated>2026-09-01T17:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Compositores cabo-friense estão na semifinal da disputa do samba-enredo da Porto da Pedra. Ele tem a assinatura de Leon Azevedo, Jean Bessa e Paulinho Ferreira, entre outros. E a escolha vai ser com torcida. Neste sábado (5), às 19h30, um ônibus sai em Cabo Frio em direção ao Rio de Janeiro. O transporte contempla ida e volta, entrada no evento e bebida liberada durante a concentração. As reservas podem ser feitas com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808.

“O vento mudou meu caminho / no silêncio da maré/ a voz dos meus ancestrais / não abandonou a minha fé”, diz as primeiras linhas do samba concorrente, que faz alusão ao Projeto Kalunga, uma viagem histórica a Angola realizada em maio de 1980, por mais de 60 artistas, músicos, jornalistas e técnicos brasileiros a convite do governo local.

Na Grande Rio, um dos sambas em disputa tem assinatura de Rafael Ferreira e Leon Azevedo. Os dois também concorreram na Unidos de Vila Isabel, com samba inspirado no romance "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. Na Imperatriz Leopoldinense, uma composição de Rafael Ferreira, Leon Azevedo e Jean Bessa esteve entre as concorrentes.

"O processo de composição foi todo feito por videochamada. Fazemos uma espécie de esqueleto do samba: letra principal, melodia, e vamos lapidando. Cada tipo de samba tem uma entonação, dependendo do enredo. Alguns mais melódicos, alguns mais pra cima", diz Rafael Ferreira, que compõe desde a adolescência e mora nos Estados Unidos. "Aos 14 anos, ganhei o samba da Banda da Cidade. Samba é minha cultura."

O compositor conta que retomou a atividade após um período afastado da cidade. "Fiquei muito tempo sem ir a Cabo Frio. Num desses retornos, falei com Deus: se quiser que eu volte a fazer samba, preciso encontrar Jean Bessa e o Andrezinho Bandeira. E não é que encontrei com os dois por acaso na rua? Com o Jean, fiz várias parcerias. Com o Andrezinho acabou que não fizemos parceria, mas ele colocou várias outras pessoas no meu caminho."

Rafael Ferreira também está entre os compositores dos sambas da Botafogo Samba Clube e da Acadêmicos de Niterói, este em parceria com Leon Azevedo.

Caravana para a defesa do samba da Porto da Pedra
Quando: sábado (5), saída às 13h
Saída: Cabo Frio (RJ)
Quanto: R$ 50 por pessoa; inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida durante a concentração, segundo os organizadores
Reservas: com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808
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			<title><![CDATA[Museu de Cabo Frio recebe leitura de conto de Cecília Almeida nesta terça (1)]]></title>
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			<updated>2026-09-01T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O projeto Leituras no Mart realiza nesta terça-feira (1º) sua 10ª edição, com a leitura e a discussão do conto "Ela Viu Getúlio", da escritora Cecília Almeida. O encontro ocorre das 18h às 20h no Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (Mart), com entrada gratuita e sem inscrição prévia.

O tema desta edição é "Memórias e identidades femininas".

Promovido pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, o projeto ocorre desde 2025 na primeira terça-feira de cada mês e propõe a leitura e o debate de contos de autoria feminina brasileira.

Serviço

Leituras no Mart — 10ª edição
Quando: terça-feira (1º de setembro), das 18h às 20h
Onde: Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (Mart)
Obra: "Ela Viu Getúlio", de Cecília Almeida
Quanto: gratuito
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			<title><![CDATA[Bloco de Cabo Frio abre oficinas gratuitas de percussão para o Carnaval 2027]]></title>
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			<updated>2026-09-01T12:32:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Bloco Alternativo Resistência inicia nesta quarta-feira (2) uma temporada de oficinas gratuitas de percussão na praça da Cidadania, em Cabo Frio. Os encontros ocorrem todas as quartas, às 18h30, e são abertos a qualquer idade, sem exigência de experiência musical.

A atividade é voltada principalmente a iniciantes e a quem nunca teve contato com instrumentos de percussão. Não é preciso ter instrumento próprio; quem tiver pode levá-lo.

O bloco também procura músicos de sopro da região interessados em integrar o grupo. Trompete, trombone, saxofone e tuba estão entre os instrumentos buscados.

As oficinas fazem parte da preparação para o Carnaval 2027. Informações sobre ensaios e participação são divulgadas no perfil @blocoaresistencia, no Instagram.

Serviço

Oficinas de percussão do Bloco Alternativo Resistência
Quando: a partir de 2 de setembro, às quartas, às 18h30
Onde: praça da Cidadania, Cabo Frio
Quanto: gratuito
Classificação: livre
Informações: @blocoaresistencia (Instagram)
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			<title><![CDATA[Pintor cabo-friense Átila Jorge exibe obras em Arceburgo, no sul de Minas Gerais]]></title>
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			<updated>2026-08-25T15:58:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O pintor cabo-friense Átila Jorge dos Reis Silva vai apresentar duas de suas obras mais recentes, "O Atobá" e "O Caminhante", no XXXVIII Salão de Artes Plásticas de Arceburgo, que também marca a inauguração do Salão de Artes Engenheiro Julio Capobianco. O evento acontece neste sábado (29) no Solar do Azurem, espaço cultural na pequena cidade de cerca de 9 mil habitantes, localizada no sul de Minas Gerais, na divisa com São Paulo.

“É muito bom ter esse reconhecimento bem denso depois de muito tempo de isolamento. Explorar nova possibilidade me rejuvenesce”, diz o artista, filho do caricaturista José Luiz de Souza Silva, conhecido como Zel Humor.

Em "O Atobá", o artista retrata um homem de túnica vermelha, em perfil, que aponta para o horizonte enquanto a ave que dá nome à obra sobrevoa o mar. A composição, banhada pelos tons quentes do pôr do sol em contraste com o azul profundo das águas, busca expressar um momento de contemplação e a relação entre o ser humano e a natureza.

Já "O Caminhante" traz a figura de um homem negro, de cabelo volumoso e olhar firme, vestindo túnica branca e portando um cajado de madeira. Para o pintor, o objeto simboliza a fé e a persistência diante das dificuldades da vida.

Segundo Átila, as duas telas, embora distintas em tema e composição, dialogam entre si ao abordar a relação do ser humano com aquilo que está além de si: enquanto uma figura aponta para o horizonte, a outra carrega consigo a força necessária para seguir em frente.

Serviço
Evento: XXXVIII Salão de Artes Plásticas de Arceburgo e inauguração do Salão de Artes Engenheiro Julio Capobianco
Abertura oficial: 29 de agosto de 2026, às 17h
Local: Solar do Azurem – Rua Coronel Candido de Souza Dias, nº 990, Centro, Arceburgo/MG
Entrada: Gratuita, com participação especial da Banda de Música Fortaleza
Instagram do artista: @atilaj.reis
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			<title><![CDATA[Memória e poesia em cena: espetáculo 'Refinaria' volta ao espaço Usin4, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-08-24T17:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estrelado por Guilherme Guaral, o espetáculo "Refinaria" faz nova temporada na Usina 4 Casa das Artes, em Cabo Frio (RJ). São três sessões restantes, aos sábados, sempre às 20h: 29 de agosto e 5 e 12 de setembro. Os ingressos custam R$ 30, e o número de lugares é limitado à capacidade da casa.

A peça é adaptação do livro homônimo de poemas de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti de 2025, publicado pela Sophia Editora em 2024. Recentemente, dois poemas da obra ficaram entre os 50 finalistas do Prêmio Bula de Poesia, em seleção que reuniu inicialmente 1.755 textos (https://www.revistabula.com/poemas-premiados/)

A direção do espetáculo é de Rodrigo Sena. No palco, Guaral vive um poeta que retorna à cidade natal após anos de ausência. O texto reúne referências à paisagem da Região dos Lagos, à geologia do pré-sal e à cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, além de citar escritores como Victorino Carriço.

A trilha inclui "Voltei ao Baixo Grande", canção de Victorino Carriço interpretada por seu neto, o compositor Junior Carriço, responsável pela música do espetáculo. Outra faixa é "Fluxo de Consciência", parceria de Junior Carriço com o poeta Igor Ravasco, autor de "Arraiada" (Sophia Editora). Completam a equipe o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

"Refinaria" estreou no fim de 2025, com sessões no Teatro Quintal e na Usina 4, e cumpriu temporada de quatro apresentações no Teatro Quintal em maio deste ano.

"É um misto de afetos. O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional", disse a memorialista Meri Damaceno, que assistiu à montagem.

REFINARIA – Adaptação do livro de poemas de Rodrigo Cabral. Direção: Rodrigo Sena. Com: Guilherme Guaral. Música: Junior Carriço. Produção executiva: Tatiana Cabral. Onde: Usina 4 Casa das Artes (endereço, Cabo Frio, RJ). Quando: sábados, 29/8 e 5 e 12/9, às 20h. Quanto: R$ 30. Ingressos: tel. (22) 98151-5565. Sujeito à lotação.
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			<title><![CDATA[Compositores de Cabo Frio disputam sambas-enredo de Porto da Pedra e Grande Rio]]></title>
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			<updated>2026-08-24T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As composições do Carnaval do Rio de 2027 podem ter um toque cabo-friense. Uma turma de compositores da cidade está no páreo dos sambas enredos que serão escolhidos pela Porto da Pedra e pela Grande Rio para o desfile na Sapucaí.

Neste dia 29 (sábado), um ônibus sai de Cabo Frio para a defesa do samba que concorre na Porto da Pedra. Ele tem a assinatura de Leon Azevedo, Jean Bessa e Paulinho Ferreira, entre outros. A saída da excursão está prevista para 13h. O valor é de R$ 50 por pessoa e inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida liberada durante a concentração. As reservas podem ser feitas com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808.

“O vento mudou meu caminho / no silêncio da maré/ a voz dos meus ancestrais / não abandonou a minha fé”, diz as primeiras linhas do samba concorrente, que faz alusão ao Projeto Kalunga, uma viagem histórica a Angola realizada em maio de 1980, por mais de 60 artistas, músicos, jornalistas e técnicos brasileiros a convite do governo local.

Na Grande Rio, um dos sambas em disputa tem assinatura de Rafael Ferreira e Leon Azevedo. Os dois também concorreram na Unidos de Vila Isabel, com samba inspirado no romance "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior. Na Imperatriz Leopoldinense, uma composição de Rafael Ferreira, Leon Azevedo e Jean Bessa esteve entre as concorrentes.

"O processo de composição foi todo feito por videochamada. Fazemos uma espécie de esqueleto do samba: letra principal, melodia, e vamos lapidando. Cada tipo de samba tem uma entonação, dependendo do enredo. Alguns mais melódicos, alguns mais pra cima", diz Rafael Ferreira, que compõe desde a adolescência e mora nos Estados Unidos. "Aos 14 anos, ganhei o samba da Banda da Cidade. Samba é minha cultura."

O compositor conta que retomou a atividade após um período afastado da cidade. "Fiquei muito tempo sem ir a Cabo Frio. Num desses retornos, falei com Deus: se quiser que eu volte a fazer samba, preciso encontrar Jean Bessa e o Andrezinho Bandeira. E não é que encontrei com os dois por acaso na rua? Com o Jean, fiz várias parcerias. Com o Andrezinho acabou que não fizemos parceria, mas ele colocou várias outras pessoas no meu caminho."

Rafael Ferreira também está entre os compositores dos sambas da Botafogo Samba Clube e da Acadêmicos de Niterói, este em parceria com Leon Azevedo.

Caravana para a defesa do samba da Porto da Pedra
Quando: sábado (29), saída às 13h
Saída: Cabo Frio (RJ)
Quanto: R$ 50 por pessoa; inclui transporte de ida e volta, entrada no evento e bebida durante a concentração, segundo os organizadores
Reservas: com Jean Bessa, pelo WhatsApp (22) 99980-2808
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			<title><![CDATA[Escritora Rô Arruda une suspense, fantasia e questões ambientais em novo livro]]></title>
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			<updated>2026-08-24T12:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora Rô Arruda lança o livro Uivos de luz & sombra na próxima quarta-feira (26) em Cabo Frio. O evento acontece no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), no Largo de Santo Antônio, a partir das 17h30. 

A obra, publicada pela Sophia Editora, mistura fantasia, suspense e questões ambientais para falar sobre especulação imobiliária em cidades turísticas — questão que a autora diz observar na própria cidade onde vive há 15 anos. Instiga, além disso, fazendo uma releitura de um conto de fadas clássico. “E se a Chapeuzinho Vermelho fosse uma ativista ambiental? Neste Brasil contemporâneo, é o lobo-guará que encarna a conhecida fera dos contos de fadas em uma releitura ecológica que traz o melhor da nossa fantasia urbana”, descreve, no prefácio, a autora de literatura fantástica Carol Façanha. 

A narrativa segue Clarice, jovem ativista ambiental que chega a Cabo Frio após um incêndio que a obriga a se reinventar. Ela traz um segredo: uma loba-guará a habita desde anos atrás, uma voz que emerge nas profundezas da trama. "Eu já tinha o controle. E seus passos eram os meus passos. Eu: a loba-guará", lê-se num trecho que revela o conflito central. Quando crimes começam a acontecer na ONG onde trabalha, Clarice se vê no epicentro de conflitos entre preservação ambiental e interesses econômicos predatórios.

Tudo começou em 2022. 

— Escrever Uivos de Luz & Sombra foi como me ver em uma sala de espelhos. Cada capítulo reflete uma parte da mulher que sou e da fera que ainda abrigo — diz a autora. 

O processo foi longo: havia períodos em que a história ficava parada, e Rô buscava equilíbrio entre os gêneros para que não configurassem narrativas fragmentadas.  

— Queria criar uma protagonista mulher que tivesse seus próprios conflitos, medos e questões, mas que também tivesse iniciativa para agir, investigar e interferir nos acontecimentos. Eu trabalhei para construir personagens femininas fortes, mas não necessariamente porque fossem invulneráveis. Ao contrário, são mulheres que escolhem seus caminhos e decidem, às vezes, com atitudes impensadas e que, talvez, para alguns leitores seja impossível condená-las.

O tema ambiental veio da realidade de Cabo Frio, onde paisagens atraem turistas e grandes empreendimentos, criando uma tensão que a autora quis explorar ficcionalmente. —

Queria partir dessa realidade ambivalente para uma cidade turística, qualquer que seja, alterar a paisagem sem destruir a natureza. Para construir uma história de ficção, considerei muitos  conflitos que podem surgir quando interesses econômicos entram em choque com a preservação ambiental — explica.

O lançamento é a realização de um sonho profissional.  — Isso tem um significado muito especial. Durante alguns anos, publicar foi uma iniciativa solitária: eu escrevia, acreditava nas minhas histórias e investia nelas. Ter agora uma editora acreditando no livro significa sentir que a minha escrita encontrou o olhar e a confiança de outras pessoas.  Espero que os leitores deixem-se levar pelo mistério e que tenham vontade de descobrir, junto com Clarice, o que está por trás dos crimes — afirma Rô.

Uivos de luz & sombra também marca a estreia de Rô na editora cabo-friense, após publicar independentemente O Agreste em Mim e O Corpo Que Teu Corpo Quer. Doutora em Linguística Aplicada, ela dedicou 36 anos à escola pública do Rio, onde usou a linguagem como ferramenta de transformação. Hoje radicada em Cabo Frio, integra o Coletivo Mulherada Que Escreve.
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			<title><![CDATA[Luciane Quintanilha lança novo livro em Cabo Frio e recebe leitores em sessão de autógrafos]]></title>
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			<updated>2026-08-21T15:57:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A psicóloga, escritora e poetisa Luciane Quintanilha lança o livro Atalhos em Cabo Frio no dia 29 de agosto (sábado), com uma sessão de autógrafos aberta ao público. O encontro será realizado a partir das 16h, no Salmoura Bistrô & Charcutaria (Rua Coronel Ferreira, nº 751, bairro Portinho).

Publicado pela Sophia Editora, Atalhos reúne mais de 50 poemas que partem de conflitos interiores para abordar temas como dor, passagem do tempo, solidão, amadurecimento, liberdade, relações afetivas, violência contra a mulher e reconstrução. 

O poema que dá nome ao livro abre esse percurso. Nele, a autora questiona como encontrar saídas quando tristeza, cansaço e antigas dores voltam à superfície. A resposta construída ao longo do texto passa pelo reencontro consigo mesma e pela redefinição das próprias fronteiras. É uma dinâmica que reaparece em diferentes momentos da obra: a vulnerabilidade não surge como ponto final, mas como parte de um processo de transformação.

"Assim eu senti Atalhos: como uma coleção de caminhos interiores, trilhados com paixão, verdade, coragem e lucidez. Um livro que pulsa com a mesma energia da mulher que o escreveu: forte, latente, intensa; uma viajante do mundo e das emoções", escreve a escritora Jaqueline Brum no prefácio. 

Antes do encontro em Cabo Frio, Luciane apresentou a obra em julho na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde também lançou o infantil Luluga, Aninha e Nino Canino.

O novo trabalho amplia a produção literária de Luciane. A autora já publicou Sem Títulos, Para que títulos?, Apesar dos títulos, que formam uma trilogia de livros de poemas, além de Noites descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo.

Sobre a autora – Luciane Quintanilha dos Santos nasceu em Cabo Frio (RJ), em 26 de maio de 1967. É psicóloga, graduada pela Universidade Gama Filho, com pós-graduação em Gestalt-terapia clínica pela Universidade Veiga de Almeida e pós-formação pelo Instituto Ampliando Fronteiras. Poetisa e cronista, publicou seis livros de poesia: Sem Títulos, Para Que Títulos? e Apesar dos Títulos (que compõem a Trilogia dos Títulos), além de Noites Descalças, A Ostra e a Pérola e O Beiral e o Abismo. A escuta, o cuidado e a atenção aos processos humanos atravessam tanto sua atuação profissional quanto sua escrita literária, que transita entre o íntimo e o universal. Explora temas como dor, cura, recomeço, memória, amor e resistência, sempre com forte carga imagética e afetiva. Luciane já participou de diversas antologias poéticas e apresentou sua obra na XXI e na XXII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, além da 21ª, 22ª, 23ª e 24ª  Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Integra a Academia Cabofriense de Letras (ACL), a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) e a Academia de Letras e Artes de Cabo Frio (ALACAF). Além da literatura, dedica-se à música: canta e toca violão e ukulele.
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			<title><![CDATA[Parada LGBT de Cabo Frio vai parar na Justiça e evento deve ser adiado para novembro

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			<updated>2026-08-17T09:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Pelo segundo ano consecutivo, a realização da Parada LGBTI+ de Cabo Frio virou alvo de impasse. A disputa em torno da organização, e da data do evento, foi parar na Justiça. O evento chegou a ser confirmado para o próximo dia 6 de setembro, mas a previsão atual é de que a manifestação seja transferida para 1º de novembro.

A juíza Sheila Draxler Pereira de Souza, da 2ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, convocou uma audiência especial para o próximo dia 26, às 15h30, por conta de uma Ação Civil Coletiva movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro contra o Município. No despacho, a magistrada justificou a convocação por conta da complexidade da organização e da necessidade de ouvir as partes antes da realização do evento.

De acordo com o documento que a Folha teve acesso, foram convocados para a reunião o prefeito Serginho Azevedo, o secretário de Cultura (Carlos Ernesto Lopes - Carlão), além de representantes da Defensoria Pública, do Grupo Iguais, e dos comandantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para alinhar os requisitos de segurança e ordenamento público.

Em conversa com a Folha, o presidente do Grupo Iguais, Rodolpho Campbell, disse que a entidade deu entrada no processo administrativo (para realização da parada) em janeiro deste ano. Na ocasião foram apresentadas três opções de datas, sendo 6 de setembro a principal, e 1 de novembro como terceira possibilidade. 

– Só que Carlão respondeu que iria abrir um edital convocando todas as ONGs para organizarem juntas a parada. Falei “ok, vamos lá, vamos organizar todo mundo junto, sem problema nenhum”. Só que eles não fizeram isso no ano passado, esse ano não convocaram ninguém até agora, e já estão divulgando as coisas. Já soubemos que querem trazer Maria Gadú. Como, se até agora não teve nenhuma reunião com a gente? - questionou Rodolpho.

A reportagem da Folha dos Lagos procurou a Prefeitura de Cabo Frio para questionar sobre a ausência de convocação das entidades sociais para o planejamento conjunto, sobre a definição do formato da Parada deste ano e sobre o anúncio de atrações musicais, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O impasse atual não é novidade. No ano passado a Prefeitura indeferiu a licença para a Parada, organizada há 20 anos pelo Grupo Iguais, alegando conflito de agenda com eventos religiosos e infantis. Na ocasião, o município promoveu um evento paralelo na Praia do Forte com show da cantora Ana Carolina, enquanto a manifestação tradicional do movimento LGBTI+ foi suspensa.
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			<title><![CDATA[Exposição "Cabo Frio, séc. XX" entra em cartaz no Mart, em Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-08-11T17:28:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[No mês em que o antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos completa 340 anos, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Ibram/MinC) abre ao público a exposição temporária “Cabo Frio, séc. XX”. A inauguração aconteceu nesta terça-feira (11), às 10h, na Saleta de Exposições do museu. A entrada é gratuita e as obras ficam em cartaz até novembro.

Assinada pelo historiador e artista Gustavo Bergerot, a mostra reúne 10 desenhos em carvão que retratam a história, a memória e o processo de urbanização do município ao longo do século passado. As obras foram desenvolvidas a partir de fotografias do acervo da Biblioteca Nacional e retratam paisagens icônicas da cidade, como a Praia do Forte, o Canal do Itajuru, o Canal Palmer e o próprio Convento. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. 
 
Gustavo Bergerot, 29 anos, cursou História na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde participou de oficinas de História e Documento focadas no Rio de Janeiro dos séculos XVIII e XIX. Essa experiência impulsionou sua pesquisa sobre Memória e sua articulação com as artes visuais, tendo o acervo da Biblioteca Nacional como principal fonte iconográfica e documental. 

A partir da estética do "Rio Antigo" (séc. XIX–XX) e do estudo das transformações urbanas, o artista desenvolve narrativas visuais que estabelecem comparações entre as cidades, refletindo sobre suas dinâmicas demográficas e espaciais. Em sua trajetória, conquistou a Medalha de Bronze na exposição Night of Museums, em Belgrado (Sérvia), e integrou a Semana de Arte Sobre Papel, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Atualmente, cursa Artes Visuais na Universidade Veiga de Almeida (UVA). 

SERVIÇO 
Exposição: “Cabo Frio, séc. XX”, por Gustavo Bergerot 
Abertura: Terça-feira (11), às 10h 
Visitação: De terça a sexta, das 10h às 17h; sábados, das 10h às 14h (até novembro) 
Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) — Largo de Santo Antônio, s/nº, Centro – Cabo Frio (RJ) 
Entrada: Gratuita
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe 20ª edição do Diveneta Moto Fest neste fim de semana]]></title>
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			<updated>2026-08-05T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta quinta-feira (6) Cabo Frio se transforma na capital do motociclismo com a abertura da 20ª edição do Diveneta Moto Fest. O evento, que segue até o domingo (9) na Praça de São Cristóvão, deve atrair cerca de 20 mil visitantes de diversas regiões do país. A programação é gratuita e será uma celebração que une rock, gastronomia e solidariedade.

A estrutura na Praça de São Cristóvão vai contar com praça de alimentação, estandes de produtos em couro, expositores do setor e acessórios para motocicletas. Ao todo serão 11 shows de rock ao longo dos quatro dias de festa, com nomes consagrados do circuito motociclístico. No dia 06 (quinta-feira), a programação musical começa às 18h com a Banda Blackberry, seguida pelo show de Os Caravelhos, às 20h. No dia 07 (sexta-feira), sobem ao palco as bandas Status, às 18h; Helena de Troia, às 20h; e Thunderock, às 22h.

Já no dia 08 (sábado), o som começa ao meio-dia com Spectrum, seguido por Vinni, às 13h; Zona Rock, às 16h; e Interceptor V-8, às 18h. O ponto alto, no entanto, será a partir das 20h, quando o público vai acompanhar o corte de um bolo gigante em dose dupla, celebrando as duas décadas de fundação do Moto Clube Diveneta e os 28 anos de estrada da banda Faixa Etária, que completa aniversário oficialmente no domingo (9). O encerramento da noite será às 22h com o show da banda Bloody Mary.

Os motociclistas visitantes terão à disposição áreas de camping gratuito e café da manhã oferecido pela organização. A solidariedade também integra o evento: o tradicional almoço de sábado (8) terá caráter beneficente, sendo liberado mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Apae.

Fundado em 28 de julho de 2006 por Ezequiel Mário Ribeiro (conhecido nacionalmente como Diveneta e uma das referências do setor no país), o moto clube carrega o lema "Espalhe alegria e contagie gentileza". A proposta do encontro surgiu da vivência pessoal do criador e de sua esposa, Sibele, durante viagens pelo Brasil e exterior.

Já a trajetória do festival teve início de forma modesta na Morada do Samba, na Praia do Siqueira, contando com quatro bandas no palco em sua estreia. Com a expansão do público ano a ano, a celebração passou para a Praça de São Cristóvão. A 20ª edição conta com apoio da Prefeitura de Cabo Frio e da Câmara Municipal de Vereadores.

A banda Faixa Etária, atração principal da festa, mantém relação histórica com a cidade e com o evento desde a primeira edição. O grupo realizou seu primeiro grande show em Cabo Frio no ano de 2005, durante o Tubarões Bikerfest, na Praia do Forte, além de ter concedido sua primeira entrevista para a televisão quando ainda ensaiava em uma garagem no Peró.

— Em Cabo Frio nos sentimos em casa. Foi aqui que fizemos nossos primeiros shows para grandes públicos. Tivemos a honra de participar de todas as edições do Tubarões Bikerfest até seu encerramento e estamos presentes no Diveneta Moto Fest desde a primeira edição. O Diveneta representa o verdadeiro espírito do motociclismo e é um grande divulgador de Cabo Frio em todos os eventos dos quais participa pelo país - destaca o baterista e fundador do grupo, Fabrício Araújo.

 
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			<title><![CDATA[Curta-metragem gravado em Búzios é selecionado para o Festival de Cinema de Campos]]></title>
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			<updated>2026-08-05T15:56:00-03:00</updated>

			
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			<content><![CDATA[Neste fim de semana a Região dos Lagos estará representada no II Festival Internacional Goitacá de Cinema, O curta-metragem "Quem sabe um dia?", idealizado, escrito e dirigido por Nicolai Helter, foi selecionado e vai representar o município de Armação dos Búzios. Neste sábado (8) a obra vai disputar o prêmio da "Mostra Olhares do Interior", categoria voltada para estimular novos talentos e difundir a produção realizada no interior do Estado do Rio de Janeiro. A exibição será às 18h30 na sessão 2 da Sala Cine Darcy, no campus da Uenf, em Campos.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, Petrobras e Quiprocó Filmes, o festival começa nesta quinta (6) e segue até terça (11) municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. Foram mais de dois mil filmes inscritos, mas apenas 67 foram selecionados para participar da Mostra Brasileira, Mostra Internacional, Mostra Zezé Motta, Mostra Cabrunquinho, Mostra Petrobras Futuro do Clima e Mostra Embratur.

A confirmação da vaga na mostra competitiva foi recebida com entusiasmo por Nicolai, que fez sua estreia na direção audiovisual em fevereiro deste ano.

– Receber a notícia da seleção foi uma doideira. Primeiro, em meados de junho, eu recebi um e-mail dizendo que o filme havia sido pré-selecionado e pedindo algumas informações complementares. Só isso já me deixou muito feliz, porque significava que alguém tinha assistido ao filme e enxergado alguma relevância nele. Depois disso, passei cerca de um mês numa expectativa enorme, até receber a confirmação de que o curta tinha sido selecionado para a Mostra Competitiva Olhares do Interior - contou Nicolai em conversa com a Folha.

"Quem sabe um dia?" teve uma produção relâmpago e sem orçamento. O diretor, que já planejava criar um filme em 2025, encontrou a motivação necessária em dezembro do ano passado ao saber do Festival de Curtas Metragens promovido pelo Gran Cine Bardot, de Búzios, para produções locais. Em apenas sete dias, Nicolai roteirizou, produziu, gravou e editou o curta de 15 minutos.

A trama mergulha nas raízes e no cotidiano de Búzios para narrar a história de um trabalhador de barraca de praia que vive um caso de amor intenso e breve com uma turista.

– A ideia veio de uma conversa com meu amigo Quissak: falávamos sobre contar a história de um dia na vida de um buziano. Aí eu conectei com vivências pessoais, características da cidade e finalmente cheguei na história do filme: um buziano, trabalhador de barraca de praia, que se apaixona por uma turista de férias no Brasil. Os dois vivem um romance intenso, mas breve, porque, com o fim das férias, a turista volta para o seu país. Por um detalhe banal, eles não trocam contato. Talvez o destino nunca mais cruze seus caminhos novamente, mas fica a memória de um amor de verão - contou Nicolai. Ele lembrou que além dos poucos recursos, o curta foi produzido com uma equipe também reduzida: Lara Salum, como atriz e coprotagonista, Sofia Eboli como atriz e assistente de direção, Amanda Ranieri como atriz e Arthur Cavalcanti como diretor de fotografia.

A dinâmica do turismo local atua como elemento central da narrativa, retratando a efemeridade e a intensidade das relações humanas que marcam a cidade costeira.

– Muitas pessoas que viram o filme relataram sobre a similaridade das histórias que elas também já viveram em Búzios, trabalhando com turismo. O trabalho turístico envolve o contato amplo e direto com o público, você cria conexões com pessoas muito diversas em personalidade, origem, costumes, e isso é muito enriquecedor. Por mais que essas conexões sejam efêmeras, de alguma forma elas nos marcam tanto que podem mudar completamente o rumo da nossa vida. O filme fala disso, e a forma como lidamos com o final dele é também sobre como lidamos com essas experiências - explicou o diretor, que também atua no curta.

Em conversa com a Folha, Nicolai revelou que a exibição no festival de cinema de Campos representa a conquista de um espaço fundamental para a sua estreia e para o cinema feito na região.

– Minha maior expectativa é assistir ao filme com o público e perceber como essa história atravessa as pessoas. Quero observar as reações, descobrir o que elas sentiram, o que compreenderam e se conseguiram captar aquilo que eu queria comunicar. Mais do que um possível prêmio, o mais importante para mim é o encontro do filme com o público. Estar no festival já representa uma grande conquista – afirmou.

Ele também contou que enxerga o evento como uma oportunidade de aprendizado, troca de experiências e ampliação de networking com outros profissionais do setor.

– Quero aproveitar o festival como um espaço de aprendizado e troca. Espero conversar com outros diretores, produtores, atores e profissionais do audiovisual, conhecer seus filmes e receber o máximo possível de feedbacks sobre o meu trabalho. Como esse é o meu primeiro filme, tenho muita curiosidade de compreender como profissionais do mercado enxergam a obra como um todo, desde a direção e o roteiro até a execução técnica e a minha própria atuação como protagonista – revelou Nicolai, lembrando que o mercado de cinema se move por encontros e que conexões em eventos anteriores já renderam novos projetos encaminhados.

Para o cineasta, levar uma narrativa produzida em Búzios para outras plateias é um passo importante para reforçar a identidade do interior e dar visibilidade ao cinema independente da Região dos Lagos. Segundo Nicolai, embora essa produção regional ainda esteja se estruturando, a presença em festivais mostra a força de um movimento real de criadores locais, onde cada nova obra ajuda a consolidar o setor na região.

Além disso, a conquista ganha um significado especial por se tratar de um projeto realizado sem orçamento. Segundo ele, a seleção da obra serve como uma demonstração prática de que produções independentes têm viabilidade e alcance no circuito cultural, provando que é possível tirar uma ideia do papel e alcançar espaços relevantes no cinema mesmo sem grandes investimentos ou acesso ao mercado tradicional. Já a viagem e a presença da equipe no festival foram viabilizadas por meio de uma mobilização comunitária em Armação dos Búzios.

– Recebemos doações de pessoas de Búzios que acreditaram no projeto. Graças a esse apoio, conseguiremos levar parte da equipe para representar o filme. Estar lá, apresentar nosso trabalho, encontrar o público e criar novas conexões já será o nosso maior retorno. Passei grande parte da vida sem saber exatamente o que queria fazer. Hoje, finalmente sinto que encontrei algo que faz sentido para mim. Às pessoas de Búzios, só tenho a agradecer. Búzios está indo para o mundo junto com o nosso filme. Foi por meio da cidade, das suas paisagens, das suas pessoas e das histórias que ela nos oferece que esse curta pôde existir – explicou Nicolai.

 

 
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			<title><![CDATA[Daniel Ericsson estreia em São Pedro monólogo com adaptação de Dostoiévski]]></title>
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			<updated>2026-08-03T10:56:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O ator e diretor Daniel Ericsson prepara sua estreia no formato monólogo com o espetáculo "O Sonho de um Homem Ridículo", uma adaptação teatral do célebre conto de Fiódor Dostoiévski. A montagem estreia em setembro no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, e já tem circulação prevista para a capital do Rio de Janeiro e outros estados do país.

A peça acompanha a jornada de um homem imerso em uma profunda crise existencial e desiludido com a humanidade. Ao adormecer, o personagem atravessa uma experiência reveladora. O enredo aborda temas como depressão, solidão, busca por sentido e compaixão no mundo contemporâneo. Com 60 minutos de duração e classificação indicativa de 14 anos, a montagem busca criar uma conexão íntima e direta com o público.

A escolha da obra literária marca um momento especial na trajetória profissional do artista.

– Este é meu primeiro espetáculo solo. Desde que me formei ator já vivenciei linguagens variadas de interpretação: drama e comédia, audiovisual e teatro, direção e interpretação, protagonistas e coadjuvantes. Quando me deparei com o texto de Dostoiévski senti que estava diante de uma literatura que eu adaptaria para o teatro porque acho a mensagem importante - contou em conversa com a Folha.

Transpor a obra de um dos maiores nomes da literatura mundial para os palcos exigiu um cuidado minucioso do ator e da equipe de produção. Um dos grandes desafios dessa missão, segundo ele, foi transformar o texto literário em dramaturgia sem danificar o sentido profundo da mensagem de Dostoiévski. 

– Quem abre as páginas do conto pode, eventualmente, voltar um parágrafo e reler para aprimorar o entendimento. Pode se sentir impactado por algum trecho e fechar o livro por algum tempo para depois retomar. Já no texto adaptado, tudo acontece no aqui e no agora característicos da arte do teatro, o irrepetível momento do tudo ou nada. É um desafio para a direção e para a atuação manter a conexão total com o público para que a mensagem seja íntegra, honesta e profunda - revelou. Para contar a história, a composição do palco será minimalista: apenas uma cadeira, um tapete e todo o espaço livre disponível para a atuação. 

Formado pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), Daniel Ericsson possui carreira com atuações no teatro, cinema e televisão. No audiovisual, participou do filme "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, e "Querido Embaixador", de Luiz Fernando Goulart. Nos palcos, protagonizou peças como "Tuja: um coração de Van Gogh" e "Bukowski - Bicho solto no mundo", além de ter dirigido "Não Quero Choro Nem Vela - Vida e Obra de Noel Rosa" e codirigido o musical "Amargo Fruto - A Vida de Billie Holiday". Em "O Sonho de um Homem Ridículo", além de atuar, ele também assina a adaptação do texto.

Já a concepção do espetáculo conta com a direção de Francisco Paz, cientista social, ator e diretor do Gran Cine Bardot, em Búzios. Formado em Buenos Aires nos estúdios de Carlos Gandolfo e Agustin Alezzo, além de dirigir o monólogo, Francisco também está em cartaz na cidade do Rio de Janeiro com o espetáculo “O Talentoso Ripley”. A equipe técnica conta ainda com Roberta Sampaio, profissional responsável pela comunicação visual e pela concepção do figurino.

– Os ingressos serão colocados à venda muito em breve, e a melhor forma de acompanhar o processo, as datas e locais de apresentação é seguir nossa rede social oficial (@homemridiculoteatro) - destacou Daniel.
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			<title><![CDATA[Revista Nossa Tribo retoma circulação em Cabo Frio ]]></title>
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			<updated>2026-08-01T20:03:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Depois de um intervalo de seis anos, a revista Nossa Tribo, do jornalista José Correia, está de volta. A edição de relançamento chegou ao público neste mês de julho com reportagens sobre o centenário da ponte Feliciano Sodré, a temporada das baleias e o K-36 (o zeppelin que caiu em Arraial do Cabo) entre outros assuntos.

Lançada pela primeira vez em 2009, a revista teve circulação  suspensa pouco tempo depois, quando José Correia assumiu a Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. A retomada do projeto aconteceu em 2013, com circulação bimestral, e depois trimestral, e seguiu até 2020, quando chegou a pandemia.

– A Covid determinou a suspensão da edição da revista, na medida em que se acreditava que o vírus sobrevivia por 72 horas em qualquer superfície. Mas havia uma vontade de retorno. Este momento em que a ponte Feliciano Sodré completa 100 anos foi a senha para retomarmos o caminho, na medida em que a linha da revista é voltada para temas da história, literatura, artes, enfim, o perfil da cultura regional, valorizando o que se pensa e o que se produz em nosso território – contou José Correia em conversa com a Folha. 

Com esta edição de relançamento, já são 30 edições publicadas da revista Nossa Tribo, que vai contar histórias divididas em um total de 16 páginas.

– Mudamos de gráfica, uma das melhores do Rio de Janeiro. Mas a linha (editorial) continua a mesma: história, meio ambiente, literatura, ensaios, informações culturais, arte, o que se relaciona à criação e à pesquisa sobre o nosso território – revelou José Correia.

Sobre o processo de criação das pautas, o jornalista lembra que o fato de a revista ser trimestral ajuda a pensar melhor cada edição. Os textos, segundo ele, “são bem trabalhados, procurando sempre revelar aspectos culturais e históricos que muitas vezes passam despercebidos”. 

– Há um conteúdo muito bom que é aproveitado por alguns professores como fonte de pesquisa. Como sempre tivemos a colaboração de escritores e pesquisadores importantes de Cabo Frio e de nossa região, isso reforça a revista. Creio que muitos textos, entrevistas e pesquisas marcaram essas edições. Por exemplo, cito, de memória, a entrevista com o piloto da Aeronáutica, o cabo-friense Francisco Ferreira Novellino, quando no dia 21 de maio de 1951 passou por debaixo da ponte Feliciano Sodré com o monomotor que pilotava. Uma revelação: acreditava-se que João Querubim havia sido morto em 1 de janeiro de 1907 no Centro de Cabo Frio com apenas um tiro: através de pesquisa descobrimos que, como marca da violência naquele momento, ele havia sido morto com 13 tiros. Outra revelação que se deve à pesquisa: Cabo Frio não é a sétima cidade mais antiga do Brasil, mas a quinta. Oficialmente há uma dificuldade do município aceitar essa informação. Parece que o número sete é forte, é cabalístico. Mostramos que a informação da Igreja Matriz, de que foi erigida em 1615, é equivocada. Também que os primeiros habitantes da cidade de Cabo Frio a partir de 1615 foram os Goitacás vindos do Espírito Santo. Enfim, cada número é uma revelação – contou José Correia.

Sobre a reestreia da revista, ele afirma que os leitores podem esperar por muitas novas histórias e revelações.

– Entendo que, numa boa, há um quixotismo no que fazemos, que é procurar vencer os moinhos da indiferença e de um sério desconhecimento dos valores de nossa terra e de nossa gente. O que também nos dá força é o apoio daqueles amigos que amam as nossas coisas. Depois de seis anos, a cidade revela muitas mudanças. E, como sempre, temos de procurar vencer os desafios – contou.
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			<title><![CDATA[Após mais de 30 anos, Bloco Unidos da Parókia resgata tradicional Arraiá em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-29T19:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para quem já sente falta da alegria do Carnaval, o Bloco Unidos da Parókia vai unir o som da bateria ao da sanfona neste sábado (1º). Após mais de 30 anos, a agremiação mais tradicional de Cabo Frio promove o retorno do Arraiá do Parókia, a partir das 17h, na Rua Jorge Lóssio. 

A festa promete muita música, apresentação especial de forró, barracas de comidas típicas e bebidas, espaço kids e outras atrações. Um dos momentos mais esperados é a quadrilha, que contará com a participação da Cia Down Dance.

À frente da gestão do Parókia há pouco mais de um mês, a nova presidente  do bloco, Débora Machado, afirma que a expectativa é que o evento fortaleça o calendário cultural da agremiação. 

"Queremos que as pessoas venham celebrar com a gente não só no Carnaval. Retomar o arraiá, assim como o Papai Noel foi retomado pela Fernanda Carriço em 2025, é motivo de muita alegria. Nosso desejo é que o Parókia esteja presente durante todo o ano", destacou, antes de lembrar que a retomada do evento também tem um significado especial.

"Viver o retorno dessa festa é como reviver uma parte da minha infância. Assumir essa responsabilidade, dois meses após a perda do meu pai, também torna tudo muito pessoal. É uma forma de retribuir o amor que ele me ensinou a ter pelo bloco e cuidar dessa história para que ela continue viva", disse, relembrando Seu Binho, fundador do bloco.

Para curtir a festa e apoiar o bloco, a orientação é que o público vista a roupa típica de arraiá, não leve garrafas de vidro e consuma bebidas na barraca do bloco. 

Ainda segundo a organização, a festa será aberta a todos e, além de celebrar a tradição e reunir foliões fora do Carnaval, tem caráter beneficente. De acordo com Débora, toda a renda obtida com a venda de bebidas pelo bloco será destinada à formação de um caixa para viabilizar futuras ações sociais e culturais, como o tradicional Papai Noel do Parókia e os preparativos para o Carnaval de 2027.

Serviço - Arraiá do Parókia
- Data: sábado (1º), a partir das 17h
- Local:  Rua Jorge Lóssio, 297 - Centro, Cabo Frio (na esquina com o Corpo de Bombeiros)
- Entrada aberta e gratuita.
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			<title><![CDATA[Arquivo Folha dos Lagos: A arte do poeta Victorino Carriço, o Santinho]]></title>
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			<updated>2026-07-29T13:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O poeta Victorino Carriço, apelidado carinhosamente como "Santinho", nasceu em 29 de julho de 1912, em Cabo Frio. Em 12 de abril de 1997, a Folha dos Lagos dedicou a página 3 do suplemento cultural Caderno à sua obra. A página reproduziu o prefácio que o professor Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, escreveu para "Mar e Amar", primeira obra poética de Carriço, em março de 1965. Tonga morreu em janeiro daquele ano de 1997, três meses antes da publicação.

O texto descreve poeta como um homem simples, cuja inspiração vinha do cotidiano de Cabo Frio. Do próprio Victorino, a página trouxe os sonetos "Não" e "Crepúsculo", além de um texto em prosa sobre o ofício de escrever, no qual afirma: "no jardim do Poeta, todas as flores têm espinhos".

 "É preferível uma careta sincera do que um sorriso hipócrita" — Victorino Carriço.

Leia abaixo o texto completo: 

Folha dos Lagos — Caderno, p. 3
Sábado, 12 de abril de 1997 — Região dos Lagos

A arte de Santinho

A arte de Victorino Carriço e a paixão do professor Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, pela genialidade do poeta

(*) Tonga

"Não pense que vou me colocar na posição de frio e imparcial julgador do seu trabalho. Não. Primeiro, porque a frieza é incompatível com a maneira de eu apreciar as boas coisas feitas pelos meus amigos. Segundo, porque a imparcialidade, ainda que eu confesse a minha fraqueza, não poderia existir de mim para você; sendo eu o juiz. Resolvi então, deixar aos críticos o julgamento cru da sua obra. Eles que digam de escolas e tendências, de rima e de métrica da sua poesia. Eu li e gostei. É tudo. Não me proponho daqui, analisar o que está escrito, mas, sim, quem escreveu.

Pretendo apenas, dizer da minha satisfação, por ver que quando começam a lhe tingir os cabelos, os primeiros respingos brancos, você cumpre a promessa de fazer publicar um livro escrito por você. Isso pra mim é suficiente.

Bem sei, que esse livro é fruto da sua imaginação, da sua insaciável sede de viver no belo e irreal mundo da poesia. Sei que é o somatório de muitas horas de introspecção, sozinho diante do mar, fitando a branca onda que se corcova na imensidão líquida; ou a fugidia gaivota, que acena do azul infinito. Sei que o cenário de "Mar e Amar" é esta terra florescente que trescala sutis aromas do solo semi-virgem. Sei que é fitando o serpentear infindo das areias da Praia Grande; ou a eterna resistência do Forte São Matheus, que busca o ritmo de um gostoso soneto (...)

Dizer, por exemplo, que você é um homem simples, um amigo simples, um poeta simples. Que tem no seu pequeno e pródigo mundo cabofriense, o grande êmbolo que impulsiona sua inspiração. Que as suas rimas saltam com a cadência monótona da lânguida onda, que se esparrama preguiçosa, na alva areia da Enseada dos Anjos.

Dizer que você é um homem singular, porque encontra a cada fato comum do cotidiano, uma razão de ser, para a sua filosofia da vida; suas máximas e pensamentos.

Que você é capaz de filosofar desde uma simples derrota do América, seu clube, até o mais aflito estado d&#39;alma de um amigo seu. (...) Dizer finalmente que você tem um coração grande, como grande é amizade que lhe dedico... e diria muita coisa ainda.

Cabo Frio, março de 65."

() Transcrito do livro "Mar e Amar". Ayrton Christóvam dos Santos, o Tonga, prefaciou os três livros de Victorino. 

*********

Não

Victorino Carriço — Transcrito do livro "Mar e Amar" (1965)

Quando eu morrer, não quero que ninguém,
Lamente a Minha morte, por favor!
Ninguém me quis, não encontrei alguém,
Que neste mundo me tivesse amor.

Caminhei só e sofri também,
Bebi na vida a taça do amargor.
Falsos soluços e prantos por desdém;
Não levam a minha alma ao Criador.

Prefiro espinhos do que flores dadas,
Por mãos que outrora a mim foram negadas;
Com asco de apertarem as minhas pobres mãos.

Me deixem em paz, então, no Campo Santo;
Na cova funda, areia como manto,
Sepultarei os meus desejos vãos.

*********

Crepúsculo

Victorino Carriço — Transcrito do livro "Se Voltares..." 1970

Zizi, senta-te a mim, estamos a sós.
Preciso preparar-te: estou chegando ao fim...
Choremos as ilusões que já deixaram nós,
Eu choro a mocidade que já passou por mim...

A lei é imutável: nascer... viver... morrer... Não houve a minha voz?...
Chega-te mais... olha-me sempre... Porque chorar assim?...
Sigamos a realidade; eis a verdade atroz!
Se somos tão felizes, que queres mais enfim?

O nosso matrimônio abençoado foi, graças a Deus;
Um lar cristão, graças a ti, ensinamentos teus;
Buscando em orações o nosso Criador.

Na minha luta inglória e tão desesperada...
Deixo-te apenas os filhos, um lar; é pouco, é quase nada.
Mas ficará contigo esta certeza enorme do meu grande amor...

********

Seja qual for o destino de meus versos, eu ficarei satisfeito.

Não foi fácil chegar ao fim; e quão difícil foi ter começado.

A estrada do poeta é longa; e a minha não poderia ser diferente.

Quantas desilusões!... Quantos sonhos desfeitos!

Quantas perdas irreparáveis. Entre outras coisas a minha mocidade... Ah! a mocidade! Como é preciosa e, como passa depressa. É a fase da velocidade. A minha tinha asas: parece que voou. Quantas ingratidões! Amigos entre aspas: colegas vaidosos, e outras coisas mais. Depois de tudo isso, a gente fica num estado de morbidez, estado esse, que nos faz triste para o resto da vida. Por isso que dizem que o Poeta é um homem triste. Concordo.

No jardim do Poeta, todas as flores têm espinhos. Muitos sofrimentos, poucas alegrias. O sofrimento em nós é igualmente a parasita na árvore: agarra-se, cresce e vive a existência da árvore. A alegria em nós é igualmente a essência em vidro mal arrolhado: evapora-se.

Transcrito do livro "Mar e Amar", de 1965.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio abre inscrições para editais culturais que somam R$ 510 mil]]></title>
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			<updated>2026-07-26T22:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Artistas, produtores e grupos culturais de Cabo Frio podem se inscrever a partir desta segunda-feira (27) em dois editais de fomento à cultura que, juntos, vão distribuir R$ 510 mil a 23 projetos. Os recursos vêm da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), instituída pela lei federal nº 14.399/2022.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, na plataforma de editais da prefeitura (editais.cabofrio.rj.gov.br), das 9h do dia 27 de julho até as 23h59 de 10 de agosto. Cada proponente pode inscrever apenas um projeto por edital.

O edital nº 14/2026, de Mostras Artísticas e Culturais e Produção Cultural, tem valor total de R$ 470 mil e vai selecionar 21 projetos: 11 na categoria mostras artísticas e culturais, com R$ 20 mil para cada um, e 10 na categoria produção cultural, com R$ 25 mil cada.

Podem concorrer pessoas físicas maiores de 18 anos, pessoas jurídicas com atividade cultural, MEIs (microempreendedores individuais) do setor e coletivos sem CNPJ representados por pessoa física. Em todos os casos, o edital exige comprovação de residência, sede ou atuação em Cabo Frio há pelo menos dois anos.

As inscrições poderão ser realizadas entre as 9h do dia 27/07/2026 até às 23h59 do dia 10/08/2026. As inscrições deverão ser realizadas por meio eletrônico, através do formulário digital, disponível no link a seguir: https://editais.cabofrio.rj.gov.br/

O edital nº 15/2026, de Apoio às Companhias Artísticas, tem valor total de R$ 40 mil e prevê a seleção inicial de dois projetos de companhias, grupos e entidades artísticas. Segundo o texto do chamamento, o número de vagas poderá ser ampliado se houver saldo de recursos da PNAB ou suplementação orçamentária. Nesse edital, o tempo mínimo de residência, sede ou atuação comprovada no município é de um ano.

Os editais foram publicados na edição nº 146 do Diário Oficial do município, de 22 de julho. É vedada a contemplação de mais de um projeto pelo mesmo proponente ou por integrantes de um mesmo grupo econômico.

Quem tiver dificuldade para se inscrever pela internet pode fazer a inscrição, em meio digital e com assessoria, no Proedi, na avenida Assunção, 855, no Centro.
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			<title><![CDATA[Escritora Gessiane Nazario participa da Flip Preta, em Paraty]]></title>
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			<updated>2026-07-19T20:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A professora, pesquisadora e escritora quilombola Gessiane Nazario participa, no dia 25 de julho, às 14h, da mesa "Infâncias Negras", na quarta edição da Flip Preta, que ocorre de 24 a 26 de julho no Quilombo do Campinho, em Paraty. A atividade reúne ainda a escritora Taís Espírito Santo e a historiadora Silvana Santus, com mediação de Janaina Siqueira.

Pedagoga com mestrado e doutorado em educação escolar quilombola, Gessiane leva para os livros a mesma pesquisa que desenvolve em sala de aula.

— A literatura infantil brasileira nasceu racista, e nosso papel é desconstruir isso. Precisamos de narrativas que reflitam a realidade das crianças negras e quilombolas — defende a autora.

Foi na primeira edição da Flip Preta, em 2023, que ela lançou "Revolta do Cachimbo — a luta pela terra no quilombo da Caveira", pela Sophia Editora, relato da disputa por terra travada pelos quilombolas da Caveira. Seu segundo livro, "Aspino e o Boi", também pela editora cabo-friense, é inspirado nas memórias do avô.

Neste ano, além da Flip Preta, Gessiane expõe "Aspino e o Boi" no dia 23 de julho, na Casa da Favela, espaço de literatura periférica dentro da programação da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2024, ela já havia participado da Flip oficial pela própria Sophia Editora.

Do Quilombo da Rasa, em Armação dos Búzios, e docente da rede municipal, Gessiane integra também um projeto ainda em construção, a Academia de Letras Pretas de Cabo Frio, ao lado de outras intelectuais negras da Região dos Lagos, como Margareth Ferreira, Nilma Teixeira Acioli e Alda Dutra.

Sobre a criação desses espaços, afirma:

— Se nós não criarmos os nossos espaços, nós não desbravamos. Vamos continuar sendo invisibilizados por conta do racismo sistêmico que nos exclui.

Para a escritora, participar do encontro no Quilombo do Campinho tem peso especial:

— Eu tenho certeza de que será um evento maravilhoso, arrebatador, porque são os quilombolas do Campinho. Lá eles têm uma organização, é uma comunidade importante para a luta quilombola aqui no Estado. Foi ali o núcleo de onde saiu a organização das outras lutas, das outras comunidades. Sinto-me muito honrada mesmo de ter sido convidada pela segunda vez para participar desse evento. E que seja mais um evento potente, que ele tenha vida longa e que os organizadores desses grandes eventos possam ter um olhar mais cuidadoso e especial com os artistas quilombolas, para que nós não sejamos mais excluídos desses espaços.
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			<title><![CDATA[São Cristóvão, em Cabo Frio, tem festa do padroeiro e Festival Sesc de Inverno; confira programação]]></title>
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			<updated>2026-07-18T20:33:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O bairro de São Cristóvão, em Cabo Frio, já iniciou as celebrações em homenagem ao santo padroeiro. A comemoração começou nesta quinta-feira (16) e segue até o dia 26, com programação religiosa. Neste ano também haverá, durante as festividades, shows do Festival Sesc de Inverno 2026. Parte da programação acontece na praça Alfredo Castro, conhecida como praça de São Cristóvão.

Todos os dias, até o dia 24, haverá novenário às 18h50, seguido de missa na igreja do bairro. Também no dia 24 acontece a abertura do Festival Sesc de Inverno: às 19h, a cantora Raylane Mendes sobe ao palco para abrir a programação de shows.

O dia 25, data do padroeiro, começa com a parte devocional. Às 18h, os fiéis participam de uma procissão pelas ruas do bairro de São Cristóvão, que se encerra com a celebração da missa solene na igreja matriz.

Em seguida, a programação musical toma conta da praça, novamente com o Festival Sesc de Inverno: às 19h, há show local e, às 22h, a sertaneja Paula Fernandes sobe ao palco principal, na praça Alfredo Castro.

O encerramento das festividades acontece no dia 26. 

Às 8h será celebrada a missa, seguida por uma carreata. Ao meio-dia, haverá almoço festivo. À noite, há show local (19h), seguido da banda Biquini Cavadão, às 22h.
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			<title><![CDATA[Taz Mureb lança campanha para representar o Brasil em simpósio de rap em Cuba]]></title>
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			<updated>2026-07-16T11:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A rapper Taz Mureb, criadora do projeto RapDiMina e coordenadora da Associação da Cultura Hip Hop RJ, foi convidada pelo Ministério da Cultura de Cuba, por meio da Agência Cubana de Rap, para participar do 19º Simpósio Internacional de Rap, que será realizado em Havana de 19 a 23 de agosto de 2026. Para custear a viagem, a artista lançou uma campanha de financiamento coletivo.

No evento, Taz fará apresentações artísticas e participará de painéis sobre o hip hop brasileiro e a participação feminina na cultura hip hop, além de acompanhar a programação do simpósio. Segundo a rapper, a viagem também deve incluir a gravação de registros audiovisuais, o contato com artistas cubanas e o desenvolvimento de projetos futuros para o RapDiMina.

Dedicado ao hip hop feminino, o RapDiMina reúne um portal de notícias sobre a produção de mulheres no rap e ações de lançamento musical em parceria com outras artistas. O projeto também deu origem ao documentário "RapDiMina" (2021), que conta a trajetória da primeira geração de mulheres no rap do Rio de Janeiro.

Será a segunda vez da artista no país. Ela esteve em Cuba em 2017, em experiência que, segundo afirma, marcou sua trajetória artística e política.
"Pra mim é a realização de mais um sonho, poder representar o Rap brasileiro em um país que historicamente sofre uma opressão econômica brutal, e que usa a arte e a cultura para se conectar com o mundo", afirmou Taz Mureb.

Na campanha de arrecadação, em vez de um modelo tradicional de vaquinha, cada apoiador pode escolher qual parte da viagem deseja financiar: passagem, hospedagem, alimentação, produção audiovisual ou colaboração musical. Como recompensa, os contribuintes receberão o e-book "Memórias Fotoversadas de Taz em Cuba", com fotografias da artista no país.

As contribuições podem ser feitas pela chave Pix tazmureb@gmail.com. Mais informações sobre a campanha estão disponíveis em https://canva.link/2vqgexebt1ihg9r.
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			<title><![CDATA[Festival de Jazz São Benedito começa nesta sexta-feira (17) em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-15T13:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (17), o bairro da Passagem, em Cabo Frio, vai receber mais uma edição do Festival Jazz São Benedito. A programação segue até o domingo (19). Segundo o produtor cultural Tchelo Santa Rosa, responsável pela curadoria do evento, serão duas atrações internacionais, cinco nacionais, e cinco locais. O festival é gratuito e aberto ao público.

As atrações musicais serão divididas em dois palcos: o “Entre Bares” vai estar localizado no cruzamento entre a rua Barão do Rio Branco e a Almirante Barroso, enquanto o “São Benedito” estará na praça em frente à Igreja de São Benedito. As duas estruturas estão sendo montadas em 360 graus. Segundo a Prefeitura,a ideia é que o público possa interagir e aproveitar as apresentações de todos os ângulos.

– Será um festival com atrações de nível internacional, e com ênfase para as bandas locais, todas com shows ensaiados e conceituados. É um festival de música que vai surpreender o público pela qualidade e pela singularidade - contou Tchelo.

À Folha, ele também revelou que todo o conceito do festival foi construído no tema “Notas e Sabores”. O objetivo é celebrar a identidade da Passagem, unindo a sofisticação das notas do jazz à riqueza da culinária local, “do frescor dos Frutos do Mar ao calor da Cozinha de Fogo, passando pelo charme do Boteco Gourmet”. Outra novidade, segundo Tchelo, é que os restaurantes locais vão servir ao público o Prato São Benedito: cada dia uma criação exclusiva, com valor promocional, “feita para ser degustada ao som dos melhores acordes”.

A abertura, nesta sexta-feira, será com muito Swing Jazz. Às 19h, no palco “Entre Bares”, tem a banda local Música Sem Frescura e Ju Feliciano, seguido do guitarrista argentino Ramiro Farb. No palco “São Benedito” os shows começam às 20h15 com o saxofonista Gabriel Leite (único artista da Região dos Lagos com um DVD pré-indicado ao Grammy Latino em três categorias), seguido de Alma Thomas (semifinal do The Voice Brasil e o título de campeã do The Four Brasil 2020), e Liah Soares, com o show Divas do Jazz (Jazz & Soul). Às 23h tem Jam Session no palco “Entre Bares”. Nos restaurantes do entorno, o tema do “Prato São Benedito” será Boteco Gourmet, com releituras criativas de clássicos como croquetes artesanais e caldinhos aromáticos, harmonizados com chopps ou drinks.

No sábado (18) é dia de Brasilidade Jazz. A programação do palco “Entre Bares” também começa às 19h, desta vez com show de Luma e Boteco Chic. Depois o som fica por conta de  Angel Duarte Jazz Quartet (música brasileira e internacional com roupagem de jazz). No “São Benedito”, tem Glaucus Linx (jazz com ginga brasileira) às 20h30. O saxofonista Léo Gandelman encerra a noite de shows a partir das 22h transitando entre o pop e o jazz. Nos restaurantes, o "Prato São Benedito" do dia será voltado para o litoral, com moquecas refinadas, arrozes caldosos e peixes grelhados com temperos locais..

Fechando a programação, no domingo (18) tem muito Jazz Fusion, com Brenda Jackson e Juancho Huenulef, às 18h, no palco “Entre Bares”. Gabriel Fiorito Blues Session encerra a apresentação. No palco “São Benedito”, tem o guitarrista Celso Fonseca às 19h, com "Slow motion Bossa Nova", e Ramiro Farb às 20h30. Para acompanhar essa pegada experimental, a gastronomia traz a Cozinha de Fogo. O elemento mais ancestral da culinária ganha técnicas modernas no "Prato São Benedito", com carnes defumadas e vegetais tostados na brasa.
 
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			<title><![CDATA[Feira Literária de Iguaba reúne grandes nomes da literatura, educação, esporte e música

]]></title>
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			<updated>2026-07-15T09:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta quinta-feira (16) Iguaba Grande se transforma no palco da literatura da Região dos Lagos. A Flig 2026 acontecerá até sábado (18), na Praça da Estação, no Centro da cidade, com uma programação cultural que vai reunir grandes nomes da literatura, da educação, do esporte e da música em palestras, bate-papos e encontros voltados para estudantes, educadores e toda a população.

Com o tema “Quando elas escrevem, o mundo lê: Um Século de Encantos Literários”, a Feira Literária de Iguaba Grande quer celebrar a força da escrita feminina, e homenagear autoras que, ao longo dos últimos 100 anos, transformaram a literatura em um instrumento de reflexão, representatividade, emoção e mudança social. A proposta da Prefeitura é destacar o papel das mulheres na construção da cultura, inspirando novas gerações de leitores e escritores por meio de histórias, que atravessam o tempo e permanecem atuais. 

A abertura do evento, na quinta-feira, será às 13h, com a palestra das gêmeas Duda e Helena Ferreira, conhecidas nacionalmente como Pretinhas Leitoras. Naturais do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, elas conquistaram reconhecimento em todo o país ao integrarem, em 2021, um quadro fixo no programa Encontro, da TV Globo, levando histórias infantis e valorizando, principalmente, a literatura negra.

Em 2024, as irmãs deram mais um importante passo na democratização do acesso aos livros ao fundarem a Biblioteca do Erê, primeiro espaço literário afrocentrado voltado para adolescentes do Rio de Janeiro. Na palestra elas vão abordar o poder transformador da leitura, da representatividade e do incentivo à formação de novos leitores.

No mesmo dia, às 18h, será a vez do trio Os Garotin participarem da Flig com um Talk Show que vai unir música e conversa em um encontro descontraído com o público. Formado pelos músicos Cupertino, Anchietx e Léo Guima, o grupo de São Gonçalo conquistou espaço no cenário musical brasileiro com uma sonoridade marcada pelo groove e pela mistura de ritmos. O álbum de estreia, “Os Garotin de São Gonçalo” recebeu reconhecimento da crítica e rendeu ao grupo o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro, em 2024. Em maio deste ano, lançaram o segundo disco, Força da Juventude, reunindo 13 faixas e participações especiais de artistas como Lenine, Hamilton de Holanda, Marina Sena, BK, 2ZDiniz e Liniker. No palco musical a atração ficará por conta do cantor Lennon L7, às 20h.

Na sexta-feira (17), às 18h, o público poderá acompanhar a palestra do Professor Geraldo Peçanha de Almeida, um dos principais nomes da educação brasileira. Psicanalista, Doutor em Letras e Pedagogo, Geraldo possui uma extensa trajetória nacional e internacional na área educacional. Desenvolveu projetos em países como Moçambique, Bolívia, Alemanha, Itália e Cuba, sempre voltados ao fortalecimento da leitura, da alfabetização, da inclusão e da educação baseada no cuidado, no afeto e no desenvolvimento humano. Autor de mais de 70 livros, o educador também atua como palestrante e colaborador de jornais e revistas especializadas em educação. Durante a palestra, ele promete trazer importantes reflexões sobre o papel da literatura no processo de aprendizagem e na formação das novas gerações. No palco musical a atração ficará por conta da banda Chimarruts, às 20h. 

A programação do sábado (18) começa às 11h, com os irmãos Daniele e Diego Hypólito, dois dos maiores nomes da história da ginástica artística brasileira. Pioneira da modalidade no país, Daniele foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, além de representar o Brasil em cinco edições dos Jogos Olímpicos e conquistar diversas medalhas em competições internacionais. Diego Hypólito também escreveu seu nome na história do esporte ao tornar-se o primeiro ginasta masculino da América do Sul a conquistar um título mundial, sendo bicampeão da modalidade. Medalhista olímpico nos Jogos Rio 2016, hoje dedica sua carreira, ao lado da irmã, às palestras, projetos sociais e ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Hypólito.

Encerrando o ciclo de palestras da Flig 2026, às 15h, tem palestra com a escritora Thalita Rebouças (foto). Uma das autoras brasileiras mais lidas pelo público infantojuvenil, ela soma 25 anos de carreira, mais de 20 livros publicados e mais de 2,3 milhões de exemplares vendidos. Jornalista de formação, trocou as redações pela literatura e construiu uma trajetória marcada por histórias que conquistaram leitores de diferentes gerações.

Suas obras ultrapassaram as páginas dos livros e ganharam adaptações para o teatro e para o cinema, tornando-se grandes sucessos de público. Em 2023, foi finalista do Prêmio Jabuti com “Natali e sua vontade idiota de agradar todo mundo”. Em 2026, apresenta ao público sua primeira obra voltada aos adultos, “Felicidade inegociável e outras rimas”, ampliando ainda mais sua trajetória literária. No palco musical a atração ficará por conta do DJ Lelis e Lary, às 20h.
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			<title><![CDATA[MPF cobra informações sobre tombamento da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos

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			<updated>2026-07-11T11:27:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 15 dias para que o Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio (Imupac), o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (CMUPAC) e a Marinha do Brasil prestem esclarecimentos sobre a situação da antiga Estação Ferroviária de Campos Novos, em Cabo Frio. O despacho, a que a Folha teve acesso, foi assinado pelo procurador da República Leandro Mitidieri Figueiredo.

No documento, o MPF solicita que o Imupac e o Conselho Municipal informem se o tombamento municipal da antiga estação já foi aprovado. Caso o processo ainda não tenha sido concluído, os órgãos deverão informar em que fase ele se encontra. A Folha tentou contato com Sérgio Nogueira, diretor do Instituto Municipal do Patrimônio Cultural de Cabo Frio e membro do CMUPAC, mas não houve retorno.

No despacho, o procurador também determinou que os dois órgãos informem, de forma comprovada, se a Marinha do Brasil já adotou as medidas de preservação que haviam sido sugeridas por Sérgio Nogueira. Entre elas estão a limpeza e manutenção da área interna e do entorno da edificação, sem a retirada de escombros; a manutenção da trilha de acesso ao local; e a autorização, mediante solicitação prévia, para visitas guiadas de pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer as ruínas da estação.

Além disso, o MPF expediu um ofício ao Comando do 1º Distrito Naval para que a Marinha informe se vem cumprindo essas medidas de preservação, considerando que o imóvel estaria em processo de tombamento pelo município. Procurada pela Folha, a corporação não retornou. Ela também terá 15 dias para responder ao Ministério Público Federal.

Embora tenha sido construída em 1940, até 2017 a Estação Ferroviária de Campos Novos era um prédio histórico desconhecido e abandonado. Em 2021 ela foi tema de uma reportagem publicada pela Folha. O texto destacava que o prédio havia sido recém descoberto pelo professor e historiador Acioli Júnior. Em entrevista, ele informou, na época, que nem a Marinha, nem o poder público tinham conhecimento dessa estação de trem. 

– Eu a encontrei por acaso. Estava participando de um Conselho de Classe em Rio das Ostras. Como muitos professores são oriundos de Casimiro de Abreu, aproveitei para entrevistá-los sobre a Ponte Caída de Barra. As entrevistas responderam algumas das minhas perguntas, porém, não souberam responder a data da queda da ponte. Então me indicaram uma senhora, dona Elza, moradora e comerciante de Barra de São João, que seria profunda conhecedora da história e causos da localidade. Fui na casa dela, mas já era quase noite e chovia. Então, me dirigi a Campos Novos. Lá, me falaram que havia uma estação ferroviária bem perto, em área da Marinha, próxima de uma escola pública municipal em Tamoios. Foi a primeira vez que ouvi sobre esse monumento histórico, e que não constava de nenhum livro de história de Cabo Frio. E olha que não são muitos e já os li todos – contou o historiador.

Motivado pela curiosidade e pela descoberta fascinante, Acioli não pensou duas vezes: foi até o local, encontrou o que sobrou da estação e registrou em fotografia. A descoberta, no entanto, causou nele um misto de alegria e tristeza.

– É inaceitável saber que um monumento histórico está abandonado há quase um século, sem que o poder público, as escolas, os pesquisadores e a própria comunidade local o conheçam. Ele está há décadas imperceptível, abandonado em meio a um matagal, como sendo algo de pouca importância. Quando achei a estação, em 2017, foi sem autorização da Marinha, simplesmente pela vontade de torná-la conhecida de todos - revelou.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, a Estrada de Ferro Maricá (EFM) tinha interesse em alcançar o município de Macaé. Para isso, foi criado o posto Telegráfico Fonseca no Km 156, de onde partiria a linha férrea em direção a Macaé, atravessando Campos Novos, Rio das Ostras, Barra de São João e Rio Dourado, margeando a rodovia. Construída em 1940, a Estação Ferroviária de Campos Novos, assim como a de Barra de São João, faria parte do trajeto da Estrada de Ferro Maricá, mas as duas nunca foram utilizadas – diferentemente da Estação Principal, no bairro Jacaré, e da Estação do Fonseca, na Boca do Mato, ambas construídas em 1937 e desativadas em 1966.

Segundo Acioli, as duas últimas foram construídas para levar passageiros, e principalmente para escoar a produção salineira na região.
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			<title><![CDATA[Documentário sobre os quilombos da Região dos Lagos estreia neste sábado (11) em Búzios]]></title>
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			<updated>2026-07-10T12:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[As histórias dos 12 quilombos da Região dos Lagos vão ganhar as telas buzianas neste sábado (11), com a estreia do documentário "Os Doze Quilombos – Ancestralidade, Memória e Reparação". A exibição será das 16h às 18h, na sede da Rede Observação (Avenida 12 de Novembro, 12.740, Baía Formosa), e vai reunir moradores das comunidades quilombolas do bairro e também do Prodígio e Sobara (Araruama). A produção é resultado de uma pesquisa iniciada em 2018 pelo escritor Pierre de Cristo, e fruto de três anos de gravações em comunidades de Cabo Frio, Araruama, São Pedro da Aldeia e Búzios.

Em conversa com a Folha, Pierre contou que a maior inspiração para desenvolver o projeto foi ver a distância social entre as comunidades quilombolas e a região central das cidades, além de ver e ouvir as histórias dessas famílias que ainda vivem um abismo educacional, de saúde e de mobilidade urbana. 

– São histórias de superação, de muita luta no campo por direitos básicos, por sobrevivência que vem de séculos. Saber que até 2024 o Núcleo Zebina, em Baía Formosa, ainda não tinha luz elétrica nem água potável é assustador. Então essa foi a minha maior inspiração, ser um instrumento de fomento às comunidades, sendo eles protagonistas da própria história - revelou.

Sobre o processo de produção do documentário, Pierre conta que tudo começou há cerca de oito anos, quando resolveu mapear as comunidades quilombolas existentes na região. Foi durante esse levantamento que o pesquisador entendeu que não existiam apenas as comunidades quilombolas que viviam no território de Cabo Frio.

– Existiam outras comunidades, que ficaram em outros municípios através do processo de emancipação. Mas elas se interligavam, sendo todas oriundas da mesma fazenda, a Campos Novos (em Tamoios, distrito de Cabo Frio). Então comecei a fazer o levantamento geográfico destas comunidades em toda Região dos Lagos, e nasceu o sonho de um dia transformar isso em um livro, ou em um audiovisual, para deixar para as futuras gerações. E esse sonho começou a virar realidade em 2023, quando convidei a fotógrafa e jornalista Thammy Carvalho para dividir o projeto comigo. Em 2024 ela assumiu a produção executiva, submeteu a pesquisa ao Edital Paulo Gustavo, e conseguimos ser classificados - contou Pierre, lembrando que foram três anos de gravações, problemas técnicos e adiamentos devido à imprevisibilidade do tempo. 

A distância territorial entre as 12 comunidades quilombolas também foi uma questão que precisou ser superada através de uma logística calculada para cada gravação. “Foram três anos com algumas pausas necessárias, principalmente para readequação do projeto, agenda dos personagens e muitas das vezes pelo tempo chuvoso: em determinados territórios você não consegue chegar porque a estrada é de barro, e isso deixava esses territórios isolados", explicou Pierre. Mas nada atrapalhou mais a produção do documentário do que a questão financeira.

– Não havia possibilidade de tirar do papel um projeto deste tamanho, com toda sua complexidade territorial, sem verba. A produção envolvia combustível para deslocamento, alimentação da equipe e outros gastos para manter tudo funcionando. Começamos a gravar sem verba prevista porque entendemos que era importante registrar os mais velhos de cada comunidade para que a história fosse contada por eles - lembrou. 

Pierre também contou com uma motivação extra para superar todos os desafios e dificuldades que surgiram ao longo do projeto: o combustível, segundo ele, foi o fato do documentário representar toda uma cadeia ancestral.

– Essa é a primeira produção que engloba todas as comunidades quilombolas da Região dos Lagos. E Cabo Frio é considerada a capital quilombola do Estado do Rio de Janeiro, porque a cidade possui seis quilombos. Mostrar essas comunidades, fazer o público entender que esses remanescentes estão aqui pertinho da gente, produzindo, trazendo suas culturas, mostrando seus trabalhos, é muito importante. Temos que dar voz a essas pessoas que, para muitos, não existem na geografia da região. Preservar essas histórias é dar continuidade à ancestralidade deste povo, que remanesce de processo doloroso de escravização dos seus ancestrais. E também mostrar que através da educação muitos já estão tendo a possibilidade de mudança de vida e mobilidade social - pontuou.

A exibição do documentário em Búzios, neste fim de semana, faz parte do cronograma oficial de lançamento do projeto, que teve início no último dia 7 no Teatro Municipal de Araruama. A agenda de exibições continua no próximo 16, das 13h30 às 15h30, no Cine São Pedro da Aldeia (Rua Francisco dos Santos Silva, s/n - Centro), e dia 24, das 18h30 às 20h, na sede do Coletivo Cultural Olhar da Perifa (Estrada Velha de Búzios, nº 01, Jardim Esperança, Cabo Frio).

A equipe de produção de “Os Doze Quilombos” é composta por 99% de pessoas negras. Pierre assina todo o trabalho de pesquisa do documentário. Além da produção executiva, Thammy Carvalho também é responsável pelo roteiro e direção. Edição e imagens são assinadas por Solamon Quigley. 

– O projeto é de classificação livre, e isso foi intencional quando a Thammy criou um novo roteiro. Antes ele seria pautado em apenas ouvir a história dos Griot (os mais velhos). Mas ela trouxe um novo recorte sobre questões educacionais, por exemplo, fazendo com que crianças possam se espelhar nas falas daqueles que venceram através da educação. É um documentário que abrange vários públicos. Nosso sonho é poder levar esse projeto para as escolas municipais onde esses quilombos existem, para que os alunos tenham conhecimento dessa parte da história regional, e entendam que essas comunidades fazem parte da história e construção do que hoje chamamos Região dos Lagos - defendeu Pierre.

Também foram feitas parcerias com coletivos culturais da região como o Olhar da Perifa que, segundo o pesquisador, “contou com alunos fazendo a cobertura dos bastidores e aprendendo na prática como se faz produção audiovisual, tornando-os profissionais iniciantes como fotógrafo still, auxiliar de produção entre outras funções”. 

– Fizemos parceria com Coletivo Vadeia Aldeia, com a cantora Mayla Árvore e com a gravadora Around, que nos apoiou na trilha sonora autoral do filme, que ficou incrível. Tivemos, ainda, o apoio financeiro da Living Papers, empresa com sede na Alemanha, e gestada por uma mulher negra, que é a brasileira Jane Sacco, e que compreendeu a importância do fomento nas produções audiovisuais brasileiras. Mas o apoio mais importante veio das comunidades quilombolas que abriram as portas. Toda gratidão aos aos quilombos Sobara e Prodígio (Araruama), Caveira (São Pedro da Aldeia), Botafogo, Fazenda Espírito Santo, São Jacinto, Maria Romana, Maria Joaquina e Preto Forro (Cabo Frio), Baía Formosa e Rasa (Armação dos Búzios) - concluiu Pierre de Cristo.
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			<title><![CDATA[São Pedro terá experiência que une vinho, literatura e história da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-10T08:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA["Uma garrafa de vinho contém mais filosofia do que todos os livros do mundo". Inspirado nesta célebre frase atribuída ao cientista francês Louis Pasteur, um evento em São Pedro da Aldeia, neste sábado (11), vai mostrar que vinho e literatura podem caminhar lado a lado. A primeira edição do projeto "Vinho e Literatura" acontecerá das 16h às 20h, na Chácara Bellavista (Rua da Torre, nº 100, no bairro Jardim Primavera). Segundo Francisco Mendonça, proprietário do espaço, será uma experiência que une enoturismo, história regional, gastronomia, degustação e literatura. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp (22) 99978-9982.

O evento terá como convidado o escritor, historiador e pesquisador Leandro Miranda. Autor dos livros "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", ambos publicados pela Sophia Editora, Leandro conduzirá um bate-papo sobre a história da Região dos Lagos, seguido de sessão de autógrafos.

Além do momento literário, Francisco lembra que os participantes serão recebidos com um brinde de espumante, e participarão de uma degustação harmonizada em uma experiência que, segundo ele, busca aproximar o público da cultura do vinho e da memória regional.

— Somos apreciadores de vinho, artes e literatura. Estes temas se entrelaçam numa proposta de qualidade de vida e bem-estar. Cultivamos uvas para produção do nosso vinho aqui em São Pedro da Aldeia, e isso nos conecta ao território, por meio das memórias e vivências proporcionadas pela pesquisa e pela prática de meter a mão na massa — contou à Folha.

O vinhedo Bellavista possui cerca de três anos, mas ainda está em fase de produção. Enquanto o primeiro vinho produzido na propriedade não fica pronto, a experiência deste fim de semana será realizada com rótulos de vinícolas brasileiras parceiras, produzidos por famílias com tradição no cultivo de uvas e na elaboração de vinhos. Segundo Francisco, a degustação foi planejada para dialogar diretamente com as histórias que serão contadas durante o encontro.

— Escolhemos um espumante para brindar à vida e ao momento, e três vinhos, sendo um branco e dois tintos, que se conectam com os momentos históricos que serão abordados na experiência. Será uma degustação harmonizada e comentada pelos visitantes que participarão da experiência, porque vinho, literatura e arte são elementos indissociáveis, caminhando juntos desde a antiguidade. A bebida sempre foi musa inspiradora para poetas e pintores, enquanto o design de rótulos transforma garrafas em verdadeiras galerias de arte e espaços para poesias. Já dizia Fernando Pessoa: "Boa é a vida, mas melhor é o vinho" — revelou.

O projeto da Chácara Bellavista nasceu do sonho de produzir vinho na própria Região dos Lagos. Francisco conta que, depois de visitar diversas vinícolas pelo Brasil e pelo exterior, decidiu transformar esse objetivo em realidade.

— Somos apreciadores de vinhos há anos. Sou sócio profissional da Associação Brasileira de Sommeliers e visitamos diversas vinícolas pelo mundo. Ao conhecer vários ambientes e climas onde se cultivam as videiras, nosso sonho se materializou na Chácara Bellavista. Estudamos muito sobre o assunto. Hoje faço faculdade de Viticultura e Enologia para aprimorar cada vez mais nosso microvinhedo e elaborar nosso vinho com a qualidade esperada. Nosso vinhedo é todo conduzido de forma orgânica — contou.

Embora seja a primeira edição do Vinho e Literatura, o evento faz parte de um projeto cultural maior desenvolvido na propriedade. Francisco explica que a experiência deste fim de semana vai funcionar como um pré-Sarau Bellavista, evento que já teve três edições, e integra artes plásticas, música, literatura, fotografia, gastronomia e vinhos. A próxima edição do sarau está prevista para setembro.

— A proposta é que o Vinho e Literatura integre o calendário de eventos da Chácara Bellavista. Estamos avaliando a periodicidade, mas com certeza já é um sucesso diante de tantos autores maravilhosos que temos em nossa região e do espaço que existe para trabalhar a literatura. Creio que os apreciadores de cultura e vinho anseiam por eventos assim em nossa região. Vinho é vida, e a cultura preenche a alma. O principal desafio é o planejamento integrado e a escolha do autor e de sua obra, principalmente com uma proposta que possa ser atemporal e, ao mesmo tempo, focar em um tema tão em evidência como a presença de baleias em Arraial do Cabo e a atividade de turismo de observação, um contraponto à caça que existiu em meados do século passado. A escolha do vinho e das harmonizações também representa um desafio. Afinal, é preciso equilibrar aromas e sabores e ainda propor uma conexão com o nosso território, que compreende laguna, mar, morros, restingas, saberes populares, histórias e legados. E eventos que conectam paisagem, história local, gastronomia, cultura e narrativa criam lembranças mais duradouras do que simples degustações. A proposta é criar uma atmosfera intimista, proporcionar a participação do público numa interação com o autor e criar momentos de troca genuína. Por esse motivo temos vagas limitadas, para que o ambiente proporcione uma experiência memorável. O vinho servirá como fio condutor da experiência, criando conexões entre território, memória, identidade e sensações — reforçou.

À Folha, o escritor Leandro Miranda disse que vê na proposta uma forma diferente de aproximar o público da história regional.

— A oportunidade surgiu quando cruzamos as pesquisas com o vinho, e o Francisco chamou a gente para integrar a programação cultural do espaço, que é muito bacana e inovadora. Tive a oportunidade de participar do primeiro sarau, onde unimos literatura e vinho, e foi uma experiência muito bacana. Agora vamos fazer em um novo formato, levando um bate-papo literário para a cultura do vinho - explicou.

Para Leandro, a possibilidade de realizar esse encontro sobre vinho e literatura em um vinhedo local cria uma experiência diferente para o público, que poderá resgatar a memória regional no vinhedo, transformando degustação e imersão cultural em um momento de ouvir e contar uma boa história regional. 

– Acho que será uma conexão muito interessante entre o vinho e a literatura porque ela tem papel fundamental na preservação da memória e da identidade cultural da Região dos Lagos. Ela resgata e reaviva memórias que estavam esquecidas no passado e que tentamos trazer para o presente ouvindo personagens da época que ainda estavam vivos, fazendo entrevistas, naquela conversa ao pé do ouvido, registrando as memórias cabistas e da Região dos Lagos. Esses registros da nossa tradição oral são muito fortes e estavam se perdendo ao longo do tempo. Eu já tinha muitas dessas histórias dentro da minha própria família e entre amigos cabistas que viveram essa parte da história de Arraial do Cabo. Resolvi preservar tudo isso nos meus livros. 

Além de "K-36 – o zeppelin que caiu no Cabo" e "Histórias do Arraial e a fábrica da baleia", Leandro conta que o terceiro livro já está em fase de conclusão. Será sobre a história do Porto do Forno.

— Vou contar toda a história do sal na Região dos Lagos, passando por Luiz Lindemberg, fundador da salina em 1824; por José Caetano Jalles Cabral, que comprou as Salinas Perynas fundadas por Lindemberg; por Miguel Couto pai e Miguel Couto filho, responsável pela construção do Porto do Forno. Também vou resgatar as memórias de Leger Palmer, que teve grande importância na navegação da laguna com a construção do Canal Palmer, além de José Paes de Abreu e toda a história da navegação na Laguna de Araruama. Vou reunir toda essa trajetória ligada ao Porto do Forno e à história do sal na Região dos Lagos — contou.


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			<title><![CDATA[Brasil  Copas e Craques: livro do locutor José Rezende traça a trajetória da seleção]]></title>
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			<updated>2026-07-09T15:49:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Taças erguidas, derrotas dolorosas, histórias de bastidores, movimentações políticas por trás das quatro linhas e o legado dos craques que vestiram a camisa verde-amarela. Tudo está no percurso traçado pelo jornalista, locutor esportivo e escritor José Rezende para remontar as participações da seleção brasileira na maior competição do futebol do mundo.  O livro “Brasil — Copas e Craques” será lançado no dia 17 de julho, sexta-feira, às 17h30, na loja Time Mania Sport (Av. Henrique Terra, quadra 8, próximo ao Tropical Café). 

Trata-se de uma obra de quem viveu o futebol de perto durante a vida inteira. José Rezende iniciou sua carreira em 1963, na Rádio Continental, e ao longo de mais de seis décadas atuou em importantes emissoras de rádio e televisão. Criador do Centro Histórico Esportivo da ABI, é autor de Hei de Torcer até Morrer, Eternamente Bangu e Vai dar Zebra, além de manter o blog Álbum dos Esportes, dedicado à preservação da história do futebol e do jornalismo esportivo brasileiro.



Em “Brasil — Copas e Craques”, José Rezende guia o leitor, por 270 páginas, pela trajetória da única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo, da estreia, em 1930, ao Mundial de 2026, disputado em três países. Com base em documentos históricos, jornais, revistas, entrevistas exclusivas e décadas de pesquisa, o autor recompõe o contexto de cada Copa.

Ao revisitar as duas primeiras participações brasileiras, Rezende lembra que "nas duas primeiras Copas, realizadas no Uruguai, em 1930, e na Itália, em 1934, as divergências entre dirigentes cariocas e paulistas impediram que a seleção brasileira se apresentasse com força máxima". 

A narrativa avança mostrando como o futebol brasileiro foi encontrando sua identidade. No Mundial da França, em 1938, "finalmente, o futebol brasileiro conseguiu reunir seus melhores jogadores para a disputa da Copa do Mundo". Ainda nesse capítulo, surgem alguns dos personagens mais marcantes da obra. Leônidas da Silva aparece como um dos homens responsáveis por mudar a imagem do futebol brasileiro no exterior; Domingos da Guia, como protagonista de uma campanha que consolidou o respeito internacional pela Seleção. Nas palavras do autor: "A habilidade e a técnica de dois jogadores brasileiros encantaram o mundo. Leônidas e Domingos da Guia se consagraram no Mundial de 1938".

Bastidores das convocações, disputas entre dirigentes, profissionalização do esporte e surgimento de grandes personagens também aparecem sempre contextualizados. O Maracanazo deixa de ser apenas uma derrota esportiva para representar uma das maiores feridas da memória nacional. A conquista de 1958 é o momento em que o talento brasileiro conquista o mundo. Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos, Romário, Ronaldo e tantos outros se transformam em personagens de uma narrativa que aproxima o leitor de suas trajetórias e do contexto em que escreveram sua história.

O jornalista Eraldo Leite, autor do texto de orelha, define Rezende como "narrador da precisão dos lances, historiador de raro conhecimento, professor de letras e da bola", que reúne na obra "histórias deliciosas", "fatos curiosos, entrevistas exclusivas" e "relatos emocionantes".
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			<title><![CDATA[Escritor cabo-friense lança edição revisada de livro sobre a escravidão em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-07-07T15:14:00-03:00</updated>

			
			<category term="Geral"/>

			<content><![CDATA[O escritor Pierre de Cristo vai divulgar o livro "Cabo Frio na Rota da Escravidão" na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG), entre os dias 17 e 18 de julho. O lançamento oficial da edição revisada aconteceu no último dia 27, no Centro de Memória Afro-indígena, localizado no Jardim Esperança, em Cabo Frio, com diversas atividades culturais, incluindo apresentações de Maracatu, graffiti e uma exposição fotográfica.

O novo livro de Pierre revisita o passado da região de Cabo Frio em um formato paradidático, trazendo dados específicos sobre o processo de colonização e a formação quilombola. À Folha, o autor explicou que o processo de revisão durou quase um ano.

— A revisão foi necessária para acertar alguns erros da primeira edição e também rever algumas fontes primárias que poderiam entrar em um segundo livro. O livro foi revisado por quase um ano pelo editor Luciano Monteiro, ganhador do Prêmio Caps de Literatura e Linguística, que transformou o antigo trabalho em um novo livro, agora em um formato paradidático com alguns elementos do anterior, e também com outros inéditos. A nova edição teve ainda o olhar atento da Thammy Carvalho, através da fotografia, e fazendo a parte de execução e assessoria para que tudo desse certo – explicou.

Segundo Pierre, a motivação para investigar especificamente o papel de Cabo Frio nessa rota histórica surgiu da necessidade de uma literatura que abordasse o tema de forma ampla. O escritor ressaltou a importância geográfica do município no contexto da rota da escravidão.

— Havia a necessidade se ter uma literatura que falasse sobre a formação dessa escravização de forma mais ampla, desde os primeiros escravizados (indígenas e africanos) até a formação quilombola da Região dos Lagos. Cabo Frio foi um grande polo colonizador. Foi nesta região, após a proibição do tráfico negreiro em 1831, que grandes traficantes vieram desembarcar navios e mais navios em todo nosso litoral, explorando desde a Praia do Forte, Praia das Conchas e inúmeras outras em Búzios, com centenas de africanos. E não havia um livro que apresentasse dados mais específicos. Agora eu trago desde a ampla escravidão até a nossa região percorrendo um caminho de recortes. O livro tem essa intenção de rever recortes históricos para ajudar novas pesquisas sobre a escravidão de uma forma geral. Cabo Frio entrou na rota da escra vidão desde o século XVI, quando indígenas foram os primeiros a se tornarem objetos do colonizador para inúmeros trabalhos na região. E, tempos depois, entra a figura dos africanos para cumprir esse papel crítico, doloroso e desumano – revelou.

O escritor conta que recorreu a uma extensa lista de fontes, incluindo documentos e livros, consultando inclusive arquivos públicos.

— Consultei desde autores regionais como Hilton Massa, a doutora em História Nilma Accioli, a doutora em Educação Gessiane Nazario, entre outros que escreveram sobre o tema antes de mim. Também consultei os arquivos da Câmara de Cabo Frio, da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Museu da Justiça, do Museu da Economia, e inúmeras outras instituições públicas e privadas que tinham algum tipo de documentação que falasse sobre a escravização na antiga Cabo Frio.
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			<title><![CDATA[Tira Gosto F.C.: livro resgata história de time de futebol de várzea da Região dos Lagos]]></title>
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			<updated>2026-07-02T12:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Para os jogadores, cada jogo era final de Copa. Em vez de grandes estádios, o campo conhecido, veja só, como Canarinho. Em vez de salários astronômicos, simplesmente o amor pelo futebol. Eis a história que vem nas páginas de "Tira Gosto F.C. — A história do futebol de várzea da Região dos Lagos contada em verde e branco", de Igor André Santos. O lançamento será neste sábado (4), às 16h, no Dados Drinks & Games (Rua Porto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio).

O time nasceu em 1978 na oficina mecânica CELZA, em São Pedro da Aldeia, a partir da iniciativa do mecânico Adão André. Irmão caçula de Adão, José André dos Santos, mais conhecido como Zé Marreta, juntou-se ao grupo fundador e se tornou técnico. Ele exerceu essa função de forma praticamente ininterrupta por mais de 30 anos, até também ser reconhecido, informalmente, como presidente do clube.

Filho do técnico, Igor André Santos escreveu o livro a partir de lembranças de infância à beira do campo e de um projeto que havia sido interrompido em 2016, quando pai e filho se reuniram pela primeira vez para registrar a trajetória do time. A ideia foi retomada depois que o autor perguntou ao pai quem havia sido o melhor jogador da história do clube.  A dúvida, lembra Igor André, "reacendeu uma velha vontade de registrar essa história".

Publicada pela Sophia, a obra tem 116 páginas e percorre mais de três décadas de atuação do Tira Gosto Futebol Clube. A equipe disputou 825 partidas entre 1985 e 2009. No período, somou 452 vitórias, 220 empates e 153 derrotas, com 1.959 gols marcados.

Ao longo de sete capítulos, o autor combina relatos de ex-jogadores, diretores e torcedores para reconstruir episódios da história do clube, como a escolha das cores verde e branco, herdadas de uma agremiação de samba do bairro Itajuru, e as disputas internas sobre contratações e dispensas. O livro também dedica um capítulo ao processo de escolha do melhor jogador da história do clube, que não foi nada fácil. A eleição considerou fatos revelados em entrevistas e estatísticas reunidas em um banco de dados mantido pela família de Zé Marreta. Depois de muita discussão, o escolhido foi o jogador Roque. 

O Tira Gosto disputou sua última partida em outubro de 2009 e encerrou oficialmente as atividades em 2010. Desde 2023, uma nova geração de jogadores, comandada pelo ex-atleta Macumba, mantém viva a tradição sob o mesmo nome.

“Você pode ler de duas formas: como uma memória afetiva, uma ‘quase memória’, como gostava de dizer Pedro Nava; ou como uma janela para entender aquele Brasil que não aparece nos jornais. De minha parte, esta obra pode ser lida de ambas as maneiras e quantas mais o leitor julgar melhor”, sublinha Paulo Roberto de Araújo, pesquisador e professor de História, no texto de orelha.

Serviço
Lançamento de "Tira Gosto F.C."
Data: sábado (4)
Horário: 16h
Local: Dados Drinks & Games — Rua Pôrto Alegre, 82, Palmeiras, Cabo Frio (RJ)
Editora: Sophia Editora
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			<title><![CDATA[Cabo Frio recebe ações gratuitas o projeto cultural A Caixinha de Música, de Débora Diniz]]></title>
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			<updated>2026-06-30T10:50:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio, nos dias 3 e 4 de julho, duas ações culturais gratuitas do projeto A Caixinha de Música, voltado à primeira infância. A iniciativa é idealizada pela artista, educadora musical e produtora cultural Débora Diniz.

O projeto apresenta um episódio piloto que une música, contação de histórias, personagens e descobertas sobre o mundo em linguagem lúdica, afetiva e educativa. A proposta valoriza a curiosidade, a imaginação e o brincar.

A programação começa nesta sexta-feira (3), às 18h, com a pré-estreia do episódio piloto, seguida de roda de conversa com educadores, na Livraria & Café Petit, no Portinho. O encontro propõe uma reflexão sobre a importância de produções audiovisuais de qualidade para a primeira infância e discute como a música, a arte e o audiovisual podem contribuir para o desenvolvimento infantil e para o cotidiano das escolas e das famílias.

Neste sábado (4), às 10h, a programação segue para a Praça de São Cristóvão, com uma manhã de música, brincadeiras e interação para crianças e suas famílias. A atividade reúne canções, brincadeiras musicais e experiências lúdicas ao ar livre, com incentivo à participação das crianças por meio da arte e da criatividade.

Segundo Débora Diniz, a proposta do projeto é ampliar o acesso das crianças a conteúdos audiovisuais pensados especialmente para elas.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais, da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. As atividades são gratuitas e abertas ao público.

SERVIÇO

Pré-estreia do episódio piloto e roda de conversa com educadores Quando: sexta-feira, 3 de julho, às 18h Onde: Livraria & Café Petit — Rua Sapoti, 89, Portinho, Cabo Frio

Música e brincadeiras para crianças Quando: sábado, 4 de julho, às 10h Onde: Praça de São Cristóvão, Cabo Frio

Quanto: gratuito

.
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			<title><![CDATA[Congresso Brincar começa nesta sexta (26) em Saquarema com expectativa de reunir 2 mil educadores]]></title>
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			<updated>2026-06-25T18:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[omeça nesta sexta-feira (26), em Saquarema, mais uma edição do Congresso Brincar, considerado uma das principais iniciativas de formação voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental no país. O evento será realizado no Centro de Eventos de Saquarema e segue até sábado (27), reunindo educadores, gestores, pedagogos e profissionais da área de diversas regiões do Brasil.

A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil participantes nesta edição. No ano passado, quando o congresso foi realizado pela primeira vez no município, aproximadamente 1,8 mil professores participaram da programação.

Promovido pela Máxima Eventos, o Congresso Brincar completa uma década de história em 2026. Ao longo desse período, o projeto estima ter impactado cerca de 100 mil profissionais da educação em diferentes estados brasileiros, consolidando-se como uma referência nacional em formação continuada para educadores.

Mais do que um congresso, o Brincar se tornou um espaço de troca de experiências, atualização pedagógica e reflexão sobre os desafios contemporâneos da infância. A programação deste ano abordará temas como desenvolvimento infantil, aprendizagem por meio do brincar, planejamento pedagógico, autoridade docente e os impactos das transformações sociais na educação.

Entre os destaques da edição estão o historiador e filósofo Leandro Karnal, que falará sobre autoridade docente, e o pediatra e sanitarista Daniel Becker, referência nacional em temas relacionados à infância, que apresentará a palestra "Desafios da infância para educadores".

Saquarema e a educação

Nos últimos anos, Saquarema passou a integrar de forma permanente o calendário nacional de eventos promovidos pela Máxima Eventos e pelo Instituto Conhecer. Além do Congresso Brincar, o município também recebeu recentemente o Congresso Brasileiro de Inclusão, fortalecendo sua posição como um polo de formação e atualização profissional para educadores.

A realização recorrente desses encontros tem atraído participantes de diferentes estados e contribuído para consolidar a cidade como um destino importante para eventos voltados à educação, reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais que atuam diretamente na formação de crianças e jovens.

Segundo a organização, a escolha de Saquarema está relacionada à estrutura oferecida pelo município e à receptividade encontrada nas edições anteriores, fatores que contribuíram para a continuidade do projeto na cidade.

A programação do Congresso Brincar segue até sábado (27), com palestras, atividades formativas e momentos de integração entre os participantes.
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			<title><![CDATA[Yuri Vasconcellos lança o livro infantil Super Brincante]]></title>
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			<updated>2026-06-23T12:10:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O artista e arte-educador Yuri Vasconcellos lança nesta quarta-feira (24), o segundo livro de sua autoria, o Super Brincante, na Escola Municipal Arlete Rosa Castanho, em Cabo Frio. No dia 27 de junho, será realizado encontro no Coletivo Cultural Olhar da Perifa (CIEP 458 Hermes Barcelos, Estrada de Búzios, nº 1, Jardim Esperança). No dia 11 de julho, o autor estará na Livraria & Café Petit (Rua Sapoti, 91, Novo Portinho). 

O livro, lançado pela Editora Feito pra Brincar, é escrito em forma de poesia, com ilustrações do próprio Yuri, conta com 48 páginas, com recursos gratuitos e universais de acessibilidade como fonte ampliada, audiodescrição (AD) e vídeo em Libras (que ficarão disponíveis de forma digital online) com acesso através de QR Code na contracapa do livro ou direto no site feitoprabrincar.com.

O livro visa resgatar as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão. Em 2024 Yuri lançou sua primeira obra, o Super Gibi das Brincadeiras Tradicionais em linguagem de história em quadrinhos e obras de Ivan Cruz.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ. O lançamento da obra vai contar com um intérprete de Libras.

Em tempos de brincadeiras na tela de celular, o livro representa uma nova proposta para a cultura infantil. A grande motivação do artista e arte-educador Yuri Vasconcellos para este projeto tem como inspiração as brincadeiras e jogos infantis aprendidos quando criança por ele. Unindo desenhos, cores e estrofes poéticas à sua prática pedagógica e pesquisa das brincadeiras tradicionais, a obra mostra a importância do livre brincar e do contato e preservação da natureza.

“Com a publicação do livro Super Brincante, levaremos ao público as chamadas brincadeiras antigas e regionais, tão difundidas nas gerações anteriores, como pipa, pião e bolinha de sabão, e colocaremos a possibilidade de aprendizados e resgate desses modos de brincar, com materiais naturais, criativos e menos industrializados, afinal, brincar é saúde, interação social, crescimento e aprendizado! Além disso, como professor de escola pública, entendo que esse livro pode ser ferramenta pedagógica em componentes curriculares como Artes, História, Geografia, Português e Educação Física, seja pelo seu caráter cultural, artístico e social”, explicou Yuri.

A obra também destaca o aspecto ecológico, exposto na relação da protagonista com a natureza, promovendo a valorização e divulgação da preservação ambiental.

“Por isso é importante contarmos essa história que une o brincar e a natureza, que reforça a valorização e os saberes das crianças dentro do seu universo cultural, além de preservar a memória e tradições das diversas formas do brincar. Ao trabalhar brincadeiras e fazeres regionais das cidades do estado do Rio de Janeiro, o livro auxilia na construção de referencial lúdico dos brinquedos e brincadeiras citadas/desenhadas, e sua valorização e preservação histórica e natural, tudo dentro dessa narrativa leve e alegre”, finalizou Yuri Vasconcellos.

Além disso, a obra infantil Super Brincante incentiva a ludicidade e importância do livre brincar, e o equilíbrio necessário entre o uso de tecnologias eletrônicas e a natureza, expondo a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial brasileiro, e nossas tradições e saberes tão diversos e ricos no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

Lançamento de Super Brincante

24 de junho
Escola Municipal Arlete Rosa Castanho – Escola bilíngue Libras-Português para a comunidade surda
Cabo Frio (RJ)
11h às 14h

Evento interno destinado aos alunos da unidade.

O autor fará a doação voluntária de exemplares para a sala de leitura da escola. O lançamento contará com a presença do autor, da obra e de intérprete de Libras.

27 de junho - Coletivo Cultural Olhar da Perifa - Cabo Frio - RJ
14h às 16h (o evento começa às 9h com outras atividades)
Evento aberto e gratuito
Endereço: CIEP 458 Hermes Barcelos 
Estrada de búzios, nº 01 - Jardim Esperança, Cabo Frio - RJ
*O autor fará doação voluntária de livros para a Sala de Leitura do Coletivo nesta ação de lançamento. Presença do autor, obra e intérprete de LIBRAS

11 de julho - Livraria & Café Petit - Lançamento Especial (1a Livraria, ainda por cima em Cabo Frio!)
A partir das 16h
Evento aberto e gratuito - venda de livros autografados
Rua Sapoti, 91. Novo Portinho. Cabo Frio.  (Ao lado da Nossa Escola Montessori). @livrariaecafepetit

Ficha Técnica Livro infantil Super Brincante
Autor e Ilustrador: Yuri Vasconcellos


Criação, escrita, ilustrações e diagramação: Yuri Vasconcellos
Coordenação de produção e pesquisa pedagógica: Ana Luiza Barbosa
Direção artística editorial, projeto e pesquisa: Yuri Vasconcellos
Revisão de texto: Silvana Lima
Editora Feito Pra Brincar
Supervisão de edição: Rafael Alvarenga
Recursos de Acessibilidade: Pauline Vianna - Singular Centro de Aprendizagem 
Fotos: Ana Luiza Barbosa

Sinopse:
Maricota é uma menina criativa que ama brincar na natureza e com brinquedos como peteca, pipa e bambolê. Ao visitar seus primos em uma cidade grande e cinzenta, ela faz uma descoberta triste: ali não tem plantas, animais nem lugar para brincar. Além disso, todos ficam grudados no celular o dia inteiro. Com coragem e imaginação, ela se veste de faz de conta e vira a Super Brincante. Será que a menina que nasceu para brincar conseguirá trazer de volta a alegria, as cores e a natureza? Escrito em forma de poesia e com ilustrações de página dupla, este é o segundo livro escrito e desenhado por Yuri Vasconcellos, artista e eterno brincante.
Editora Feito pra Brincar
48 págs
Brochura com orelhas 
Dimensões: 21 x 25 cm
ISBN 978-65-975568-0-9
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá lançamento da autobiografia do "Poeta da Favela" Edilberto José Soares]]></title>
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			<updated>2026-06-22T12:47:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No próximo dia 27 de junho, às 18h30, a cidade de Cabo Frio receberá o lançamento de O Último Sertanejo, autobiografia do escritor e poeta Edilberto José Soares. O evento será realizado no Charitas - Casa de Cultura José de Dome - e marcará uma noite de homenagem, memória e celebração da literatura como instrumento de transformação social.

A obra conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através do edital Literatura do Rio ao RJ, tendo como proponente o produtor cultural cabofriense Pedro Turra. O lançamento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Cabo Frio, da Secretaria Municipal de Cultura, e da Casa de Cultura José de Dome, que cedeu o espaço para a realização do evento.

Inicialmente, a noite seria uma sessão de autógrafos do autor seguida por uma palestra. No entanto, um mês antes do lançamento, no dia 28 de maio, Edilberto José Soares faleceu, sem poder presenciar a realização daquele que era um dos maiores sonhos: ver publicada a sua autobiografia. Ocupante da cadeira 03 da Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC), fundada em 2023, com o objetivo de promover a reintegração social através da leitura e da escrita, reunindo pessoas privadas de liberdade ou egressas do sistema prisional, Edilberto chegou a publicar dois livros e a participar de 6 coletâneas e antologias poéticas, conquistando reconhecimento em diversos estados brasileiros e tornando-se uma referência de superação e de transformação através da literatura.

Mesmo diante da perda, a equipe responsável pelo projeto decidiu manter a data prevista para o lançamento, transformando o evento em uma homenagem ao poeta e ao legado que ele construiu através das palavras. Conhecido como "Poeta da Favela", Edilberto José Soares teve uma trajetória marcada por erros, quedas e recomeços entre o sertão nordestino, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao longo dos 31 anos em que esteve no sistema prisional, Edilberto encontrou na literatura e na poesia um caminho de reconstrução pessoal. Mais do que a prisão, foi a escrita que transformou sua vida.

Nos últimos seis anos, dedicou-se integralmente à promoção da cultura, participando de projetos sociais e realizando palestras para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social e em cumprimento de medidas socioeducativas. Em seus encontros, compartilhava sua própria história para mostrar que o crime não compensa e que a educação, a arte e o conhecimento podem abrir novos caminhos.

Mais do que contar a história de um homem, O Último Sertanejo apresenta um relato emocionante, repleto de desafios, perdas, escolhas e recomeços, mostrando ao leitor como a força da palavra foi capaz de ressignificar uma vida.

— Edilberto não estará fisicamente conosco nessa noite, mas sua presença está em cada página do livro e em cada pessoa que ele inspirou. Manter o lançamento é uma forma de honrar a sua memória e garantir que sua história continue transformando outras vidas — destaca Pedro Turra, proponente do projeto.

A jornalista Alexandra de Oliveira, responsável pela edição da obra e parceira de Edilberto na construção da autobiografia, explica que uma das maiores preocupações durante o processo de escrita foi preservar a autenticidade do autor.

— Eu não escrevi a história do Edilberto por ele. O livro foi construído a partir das suas memórias, da sua forma de falar e de enxergar o mundo. Meu trabalho foi organizar, revisar e dar unidade editorial ao texto, mas fiz questão de preservar a maneira simples, direta e profundamente humana com que ele contava a própria vida. Essa era a essência dele — explica a jornalista.

Edilberto acompanhou todo o desenvolvimento da obra. Participou de ensaio fotográfico e escolheu a imagem da capa, aprovou a identidade visual e o projeto gráfico do livro. Encantado com o resultado, não via a hora do lançamento para poder conversar com o público e participar da noite de autógrafos.

E, de certa forma, o autor realizou o sonho de concluir o livro. O que ele não vai poder viver é a celebração pública desse sonho, estando presente na noite de lançamento. A autobiografia traz um testemunho fiel da trajetória de um homem que encontrou na literatura uma possibilidade de reconstrução e de esperança.

— Ele fez questão de contar tudo, sem esconder os erros, as dores e os recomeços. Queria que sua história servisse de exemplo para outras pessoas. E é exatamente isso que este livro entrega: uma história real, emocionante e profundamente transformadora — acrescenta Alexandra de Oliveira.

As palestras para adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, inclusive, faziam parte das ações previstas no próprio projeto contemplado pelo edital. E Edilberto conseguiu realizar em vida uma dessas atividades, participando de um encontro no Rio de Janeiro com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

Na ocasião, compartilhou sua trajetória de vida e falou sobre como a literatura e a poesia foram decisivas para sua transformação pessoal, reforçando a mensagem que levava por onde passava: educação, arte e cultura podem abrir caminhos para a reconstrução e a esperança.

O desejo do poeta era retornar a essas instituições após o lançamento do livro, levando exemplares de sua autobiografia e ampliando esse diálogo com os jovens. Embora não tenha tido tempo de concretizar esse plano, deixou cumprida uma parte importante dessa missão, transformando sua própria história em instrumento de conscientização e incentivo a novos recomeços.

A primeira edição de O Último Sertanejo conta com 500 exemplares impressos e 164 páginas. Como contrapartida prevista no projeto contemplado pelo edital Literatura do Rio ao RJ, 100 exemplares serão destinados à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que fará a distribuição das obras entre bibliotecas públicas estaduais, ampliando o acesso do público à trajetória do poeta.

Os demais exemplares serão utilizados durante o lançamento e em ações de divulgação da obra, cumprindo um desejo do próprio Edilberto: fazer com que sua história e sua mensagem chegassem ao maior número possível de pessoas. Mais do que publicar um livro, o autor desejava compartilhar um testemunho de vida capaz de inspirar jovens e adultos.

O lançamento contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade para pessoas surdas e ensurdecidas. O Charitas dispõe de acessibilidade arquitetônica e a equipe do projeto recebeu treinamento em acessibilidade cultural, reafirmando o compromisso com uma cultura mais inclusiva e democrática.

Após a cerimônia, os convidados participarão de um pequeno coquetel. A entrada é gratuita e o público poderá receber exemplares do livro para conhecer de perto a história de um homem que encontrou na literatura e na arte um novo sentido para a vida.

Serviço Lançamento de "O Último Sertanejo" autobiografia de Edilberto José Soares 27 de junho de 2026 18h30 Charitas – Casa de Cultura José de Dome – Cabo Frio Entrada gratuita Distribuição gratuita de exemplares Intérprete de Libras: Pablo Moura Coquetel de confraternização

As únicas alterações feitas foram: adição de vírgula após "escrita" no terceiro parágrafo ("reunindo pessoas privadas de liberdade...") e remoção do espaço duplo antes de "intérprete" no penúltimo parágrafo. O restante do texto estava ortograficamente correto.
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			<title><![CDATA[Documentário "Guardiões da Memória" discute os desafios de preservar a história de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-20T10:43:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Cabo Frio ganhou esta semana mais um documentário focado em resgatar a história e as tradições locais. "Guardiões da Memória Cabofriense" busca registrar o passado do município jogando luz sobre as pessoas que guardam as lembranças da cidade. Lançado no último domingo (14), no YouTube (canal @dannielcoelho9216), o filme, que tem pouco mais de 25 minutos de duração, chega em meio a um debate importante. 

No mês passado, uma reportagem da Folha dos Lagos mostrou como a ausência de um Centro de Memória Municipal em Cabo Frio tem dificultado e desafiado o trabalho de pesquisadores locais. A falta de um espaço público centralizado foi um dos motivos para a criação do documentário, produzido por Danniel Coelho.

— A ideia principal de “Guardiões da Memória Cabofriense” surgiu da urgência em preservar histórias que estão se perdendo com o tempo. Cabo Frio não tem um Centro de Memória Municipal, e isso torna cada depoimento ainda mais vital - explicou Danniel.

Ele contou à Folha que o processo de escolha dos entrevistados seguiu uma linha bem definida e atenta à comunidade, “priorizando pessoas reconhecidas como referência de saberes e vivências”. Entre elas está Meri Damaceno, que desde 1984 atua como memorialista. Em mais de 40 anos de pesquisas, Meri já entrevistou cerca de 700 pessoas e reuniu mais de 300 horas de gravações em fitas cassete. Parte desse material foi publicado em cinco livros, que relatam causos e histórias de Cabo Frio e Arraial do Cabo. Um deles é a segunda edição de "Cabistezas”, relançada em 2023 pela Sophia Editora.

O professor e historiador José Francisco de Moura (o Chicão) também participou do documentário. Ele relembrou pessoas que foram fundamentais para resguardar a história de Cabo Frio. Um deles foi Hilton Massa, advogado, fundador da extinta Rádio Cabo Frio AM, e que também colecionava histórias da cidade e da região.

– Sem pesquisadores, memorialistas, documentaristas e fotógrafos, Cabo Frio viveria na mais completa penumbra de sua história - revelou Chicão.

“Guardiões da Memória Cabofriense” também mostra a importância da imprensa local para resguardar a história de Cabo Frio e demais cidades da Região dos Lagos. Em especial, o documentário cita a Folha dos Lagos. O editor Rodrigo Cabral contou que são mais de seis mil edições publicadas desde abril de 1990, e que todo o acervo está na Biblioteca Nacional. Localizada no Rio de Janeiro, ela é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, e também a maior biblioteca da América Latina.

Rodrigo também participa do documentário representando a Sophia Editora. Fundada em 2015, hoje ela é uma das maiores referências na valorização da literatura regional. Já são mais de 60 obras publicadas, grande parte sobre história, cultura e patrimônio locais e regionais.

Historiador, pesquisador e curador voluntário do Centro de Memória Olhar da Perifa, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, Pierre de Cristo é outro nome que participa do documentário produzido por Danniel Coelho. Desde 2015 ele atua com um olhar mais atento à história quilombola e da escravidão regional.

– Falar da memória é muito importante para termos a percepção de quem veio antes da gente. Fundamentar a memória é juntar uma colcha de retalhos para contar a história da nossa cidade - revelou. 

Outro entrevistado de “Guardiões da Memória Cabofriense” é o músico e memorialista Azul Puro Azul. Ele é fundador da antiga Casa de Cultura Som do Mar, fechada em 2020 durante a pandemia da Covid-19. Também é um dos produtores do quadro “Orgulhos da Terra”, do programa Amaury Valério (Rádio Ondas FM). No documentário Azul atua ainda como diretor, além de ser o responsável pela pesquisa e curadoria, junto com Danniel Coelho. As filmagens e fotografias ficaram por conta de Diego German. A edição coube a Diego Moreyra e Danniel Coelho. Toda a obra foi viabilizada pelo edital da Lei Paulo Gustavo. Segundo Danniel, esse incentivo financeiro foi fundamental para tirar o projeto de memória do papel.

Ele também contou que o retorno inicial do público tem sido bem positivo.

— Os comentários no YouTube, e mensagens no Instagram, mostraram que as pessoas entenderam a proposta do projeto, e se conectaram com a função social dele, que é apresentar essas figuras como guardiãs da memória de Cabo Frio - contou o produtor.

Além do lançamento no YouTube, Danniel contou que em breve o documentário também deve ser exibido nas escolas públicas. As datas dessas sessões escolares ainda serão divulgadas. À Folha, ele contou que esse tipo de trabalho cumpre uma função social indispensável para o futuro da sociedade local.

— Documentários de memória são mais do que registro, são ferramentas de pertencimento. Quando uma cidade entende de onde veio, ela decide melhor para onde vai. E “Guardiões” cumpre esse papel de ponte entre gerais. Se Cabo Frio ainda não tem um Centro de Memória, que cada obra como essa seja um tijolo dele - finalizou.
 
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		<entry>
			<title><![CDATA[Banda de Doom Metal de Cabo Frio representa o Brasil no Make Music Day com show ao vivo]]></title>
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			<updated>2026-06-19T18:39:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A banda Spectrummm, trio de Doom Metal formado em Cabo Frio (RJ), participa neste domingo (21) do Make Music Day, evento musical mundial que celebra o solstício de verão com apresentações gratuitas e abertas ao público em mais de 2.000 cidades de mais de 120 países. O show acontece na Mansinha da Tinta, estúdio e espaço cultural da cidade, a partir das 21h21, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da banda no YouTube (@spectrummmband).

Com uma década de atividade no cenário independente, a Spectrummm consolida sua identidade artística por meio de um som arrastado, denso e marcadamente em língua portuguesa — escolha estética que, segundo a banda, aproxima a mensagem do ouvinte e confere força às letras dentro de um gênero dominado pelo inglês.

O projeto nasceu em 2015 como uma vertente paralela do músico e guitarrista Christiano Guerra, que buscava explorar uma sonoridade mais lenta e visceral do que a oferecida por sua banda principal, de Blues Rock. A busca por peso e atmosfera resultou no encontro com o Doom Metal — subgênero do heavy metal caracterizado por tempos lentos, riffs graves e um clima sombrio e introspectivo.

A formação atual é inteiramente familiar: Christiano Guerra responde pela guitarra e voz; Adham Guerra, pela bateria; e Zach Guerra, pela segunda guitarra. A sinergia entre os três membros, segundo a banda, é o alicerce de sua identidade no palco e nas composições.

Make Music Day: de Paris ao mundo

O Make Music Day tem origem na França de 1982, quando Jack Lang, então ministro da Cultura do governo Mitterrand, idealizou um feriado musical para o solstício de verão. Batizado de Fête de la Musique — expressão que em francês significa tanto "festival da música" quanto "fazer música" —, o evento convida qualquer pessoa a tocar um instrumento ou se apresentar publicamente, gratuitamente, em espaços abertos como ruas, parques, telhados e vitrines de lojas.

O impacto na França é expressivo: cerca de 11% da população — aproximadamente 7 milhões de pessoas — já tocou ou cantou em público na ocasião, e 64% dos franceses, ou 43 milhões de pessoas, acompanham as apresentações todos os anos. Quatro décadas depois, o evento se espalhou pelo mundo e hoje é celebrado em mais de 2.000 cidades em dezenas de países.

Sobre o espaço - A Mansinha da Tinta, onde o show da Spectrummm será realizado, é um estúdio multifuncional em Cabo Frio que abriga gravações, ensaios e recitais, além de uma exposição permanente com obras do artista plástico Ivan Cruz. O espaço se propõe a integrar arte e natureza em um único ambiente.

Show da Banda Spectrummm
Data: 21 de junho (domingo)
Horário: 21h21
Transmissão: youtube.com/@spectrummmband
Instagram: @spectrummmband | @mansinhadatinta
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			<title><![CDATA[Forte São Mateus recebe nova edição do projeto "O Canto do Forte" e exposição artística]]></title>
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			<updated>2026-06-11T15:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Forte São Mateus, em Cabo Frio, sedia nesta sexta-feira (12) e no domingo (14), a partir das 16h, mais uma edição do projeto municipal "O Canto do Forte". O evento tem entrada gratuita e reúne apresentações de música ao vivo e exposições no espaço. Excepcionalmente neste sábado (13), a programação não será realizada devido à transmissão da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo.

O projeto teve início em janeiro deste ano e apresenta ao público artistas da região e diferentes estilos musicais. Em edições anteriores, o monumento recebeu DJs convidados e bandas de MPB e pop reggae. Para este fim de semana, a programação terá o DJ Sid e Bossa Lounge na sexta-feira (12) e a apresentação do Sunset Eletro Lounge no domingo (14).

Além das atrações musicais, o Forte São Mateus recebe a partir desta quinta-feira (11) a exposição "A Cidade Mais Bonita do Mundo", que permanecerá aberta para visitação até o dia 30 de junho. A mostra reúne cerca de 60 telas de produtores locais que retratam aspectos da cultura e cenários de Cabo Frio por meio de diferentes técnicas artísticas.

O Forte São Mateus é um patrimônio cultural tombado e funciona diariamente para visitação, das 9h às 17h, com acesso gratuito para moradores e turistas.
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			<title><![CDATA[Fun Fest estreia no Shopping Park Lagos nesta quinta-feira (11)]]></title>
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			<updated>2026-06-11T11:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[De hoje (11) a domingo (14) o Shopping Park Lagos, em Cabo Frio, recebe a primeira edição da “Fun Fest - Tributo às Lendas do Rock”, evento que irá reunir tributos a grandes nomes do rock nacional e internacional, como Rita Lee, Bon Jovi, O Rappa, Pitty, CPM 22, Charlie Brown Jr., Legião Urbana, Creedence Clearwater Revival e The Beatles.

A programação segue até domingo (14) no estacionamento do Shopping Park Lagos, sempre das 16h às 22h, com apresentações de artistas locais e regionais, que irão interpretar os principais clássicos do rock. A estrutura contará com praça de alimentação, tenda com mesas e cadeiras, área kids e espaços de convivência.

Além dos shows, o evento contará ainda com dois telões para a transmissão do jogo de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, no sábado (13), às 19h.

De acordo com a organização, a expectativa é de que a primeira edição do Fun Fest contribua para o fortalecimento do calendário de eventos da cidade e para a movimentação da economia local:

“O Fun Fest nasce com a proposta de valorizar a música ao vivo e também de movimentar a cidade, criando um ambiente de encontro entre famílias, moradores e turistas”, declarou o produtor do evento, Roger Vilela.

O Shopping Park Lagos fica na Avenida Henrique Terra, número 1.700, Palmeiras – Cabo Frio.  Confira a programação dos shows:

Quinta-feira (11 de junho)
20h – Tributo à Legião Urbana (Banda Ominia Vincit)

Sexta-feira (12 de junho)
18h – Tributo à Creedence Clearwater Revival
20h – Tributo à CPM 22 e Forfun (Banda Rust)

Sábado (13 de junho)
17h – Tributo à Rita Lee (Ju Feliciano)
19h – Transmissão do jogo Brasil x Marrocos
21h – Tributo à Pitty (Banda Equalize)

Domingo (14 de junho)
18h – Tributo aos Beatles (Cantor Vini)
20h – Tributo a Bon Jovi (Banda Sênior José)
 
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			<title><![CDATA[Livro infantil resgata patrimônio de Cabo Frio através dos olhos de um menino com deficiência]]></title>
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			<updated>2026-06-10T17:22:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta-feira (12), às 18h, o Museu José de Dome (Charitas), no Centro de Cabo Frio, vai sediar o lançamento do livro infantil "As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio". Escrito pela professora da rede municipal, Letícia Sardinha, a obra une inclusão, amizade e o resgate do patrimônio histórico local em uma narrativa voltada para as crianças.

Com 40 páginas ilustradas pelas mãos de Juliana Afonso, e publicado pela Editora Biaju, o livro acompanha a jornada de Antônio, um menino com deficiência nas pernas que mora na histórica Vila da Passagem. A rotina do protagonista se transforma completamente quando um grupo de crianças se une para criar formas criativas de incluí-lo em suas brincadeiras. 

À Folha, Letícia contou que o nome do personagem principal não foi escolhido ao acaso: Antônio é uma homenagem ao escritor cabo-friense Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado o primeiro romancista brasileiro.

Ao longo das páginas, as brincadeiras e aventuras do grupo de amigos servem de condução para que os pequenos leitores descubram a riqueza do patrimônio cultural e histórico do município. Elementos marcantes da identidade cabo-friense, como a Praia do Forte, o Forte São Mateus, as salinas, a Igreja de São Benedito, o Convento Nossa Senhora dos Anjos e o Morro da Guia são integrados à poesia do texto. A proposta de Letícia Sardinha, que atualmente cursa mestrado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) na área de literatura infantil e inclusão, é despertar nas crianças o sentimento de pertencimento e o amor pela própria terra.

– É uma obra que celebra a infância, a inclusão e o poder transformador da amizade - explicou

A preocupação com a acessibilidade vai além da temática da história: ela também se reflete na própria estrutura física do livro. A obra conta com um código QR Code na contracapa, que direciona o leitor para um vídeo no YouTube. Lá, a história ganha vida com a narração em áudio feita por Letícia, e interpretação simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras) realizada por Stefany Rocha. O recurso garante que crianças cegas, surdas ou com restrições de leitura tenham pleno acesso ao universo poético criado pela escritora.

"As Aventuras de Antônio e seus Amigos em Cabo Frio" é o terceiro livro escrito por Letícia Sardinha. Ela também é autora de “Ana Buziana” (que narra a história de uma menina preta, surda e cheia de imaginação na cidade de Armação dos Búzios), e “Raimundo Resmungo” (a história de um menino resmungão que está sempre em busca de uma boa história). 
 
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			<title><![CDATA[Olhar da Perifa cria Centro de Memória para contar história silenciada de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-08T10:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Enquanto a ausência de um Centro de Memória municipal deixa a história oficial de Cabo Frio em um limbo institucional, um grupo do Grande Jardim Esperança se movimentou para preencher essa lacuna. Fruto do Edital de Fomento à Cultura da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do edital de Pontos de Cultura, o Centro de Memória Afro-Indígena Olhar da Perifa foi inaugurado no dia 25 de março, e funciona no CIEP 458 Hermes Barcelos. 

O projeto surgiu a partir das oficinas e aulas de fotografia do coletivo Olhar da Perifa. As atividades eram voltadas para jovens da rede pública, que usavam as lentes como expressão de crítica social. A iniciativa ganhou corpo com a integração da pesquisa de mais de uma década desenvolvida pelo historiador Pierre de Cristo. O mapeamento dos pontos históricos situados do outro lado da ponte Feliciano Sodré, conduzido por ele em passeios que reuniram os jovens da oficina, estudantes da rede pública e usuários do CRAS do Jardim Esperança, revelou as memórias do extinto telégrafo, da estação de trem da Avenida Wilson Mendes, da antiga fábrica de cerâmica e das salinas. A ação foi o pontapé que faltava para democratizar uma narrativa frequentemente negligenciada.

– O Centro de Memória Afro-indígena não é um centro de memória municipal geral. Ele atua com fragmentos voltados à história da escravização africana e indígena, que dialoga com a história geral da cidade de Cabo Frio. Não podemos apagar a história dos povos originários e tradicionais dentro da história geral da cidade. Neste sentido, o Centro de Memória Afro-indígena tem suas raízes primárias no segmento africano, indígena e no histórico do território do Jardim Esperança – detalhou Pierre de Cristo, que atua como curador voluntário do espaço.

Embora a estrutura funcione de maneira comunitária dentro de uma escola pública, a amplitude do acervo rebate a lógica de que o conhecimento de qualidade reside apenas nos centros urbanos. São mapas detalhando antigas fazendas escravocratas, inventários que listavam negros e indígenas como bens, e registros de navios negreiros que desembarcaram na região da Baixada Litorânea.

– A amplitude é enorme, pois é um trabalho desenvolvido há muitos anos, com pesquisas nas principais instituições do Brasil, como Museu Nacional, Arquivo Nacional, Museu da Justiça, entre outros, onde existe uma grande parcela de documentação sobre o tema afro-indígena, que faz parte da história oficial da cidade de Cabo Frio. E isso dialoga inteiramente com a história da cidade, uma vez que estamos falando sobre a escravização de seres humanos que vieram pela diáspora para construir essa cidade, casas, ruas, economia. Fizeram a riqueza desta cidade com mão de obra de seres humanos que foram escravizados. Desta forma, sempre vão dialogar com toda a cadeia política, social e institucional da cidade – argumenta Pierre.

O acervo físico conta com cerca de 500 livros doados do acervo pessoal de Pierre, com a temática afro-indígena. São obras não só de autores negros, mas também de pesquisadores e historiadores que lançaram obras relacionadas à escravização afro-indígena. Há também doações expressivas, como a linha do tempo da história africana cedida pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), o catálogo da trilogia da Pequena África do Instituto Pretos Novos (IPN) e materiais da Fundação Palmares. Recentemente, o espaço recebeu uma visita técnica e o reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A montagem técnica e a catalogação do material receberam o apoio acadêmico de Thamires Oliveira, responsável pelo acervo de Dona Urozina no Museu da Maré, no Rio de Janeiro. A base histórica também foi enriquecida de maneira espontânea por pesquisadores independentes.

– Não houve seleção de parceiros. Simplesmente pessoas acreditaram em nosso projeto. Entendo que era mais do que necessário falarmos sobre esses povos que foram apagados da história de forma proposital. Pouco se fala sobre a escravidão em Cabo Frio. Neste sentido, ganhamos muitos parceiros pelo Brasil afora, e que estão a cada dia mais envolvidos no Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa – pontuou o curador.

Responsável pela supervisão técnica do Centro de Memória comunitário, Thammy Carvalho contou à Folha que entre os parceiros do espaço também estão a Coletiva Gecay, de São Pedro da Aldeia, que reúne mulheres historiadoras e pesquisadoras. Citou, também, o apoio de Maria Werneck, filha do historiador Márcio Werneck, que doou grande parte do acervo manuscrito para o espaço. Segundo Thammy, “Márcio foi um grande jornalista e fotógrafo que registrou essa parte da escravização afro-indígena na região”.

Apesar de contar com relíquias materiais impressionantes (incluindo um giramundo, antigo objeto de ferro utilizado para torturar e castigar os escravizados que tentavam fugir), Thammy aponta que o projeto enfrenta barreiras invisíveis impostas pela própria elite intelectual da cidade.

– Nós publicizamos todo o processo de formação. Fomos nas rádios, nos jornais, a Folha dos Lagos fez divulgação, temos as nossas redes sociais. O espaço foi divulgado para pessoas do Rio que vieram na inauguração. Tivemos a presença do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, instituição com 37 anos de atuação em pesquisas sobre culturas negras, além de representantes do Pescarte, pessoas de Búzios, São Pedro e Araruama. Acho que as pessoas que não vieram, ou não tiveram agenda para vir, ou que desconhecem a proposta, não querem atravessar a ponte. Muitas vezes existe um certo preconceito em atravessar a ponte para acessar o conhecimento – desabafa Thammy Carvalho.

A supervisora técnica do Centro de Memória é categórica ao definir o fenômeno social que cerca a invisibilização da periferia.

– A gente fala muito sobre o racismo epistêmico, que justamente descredibiliza qualquer forma de conhecimento vindo de áreas periféricas, de pessoas negras, de territórios majoritariamente constituídos por pessoas negras ou periféricas. A gente precisa pensar, também, que há uma grande vontade de não tornar esses espaços visíveis. Infelizmente, tem sim uma classe que não gostaria de estar da ponte para cá. O Centro de Memória foi feito por muitas mãos, foi fruto de muito trabalho, de organização. Foi feito com dinheiro público e tudo foi prestado contas. É importante ressaltar o trabalho voluntário do Pierre, e o trabalho de esforço manual que nós tivemos de levar os livros, montar, pensar as mesas e a iluminação dentro das condições possíveis porque estamos dentro de um Ciep. É o Ciep fazendo seu papel fundamental de acolher a comunidade. Acho que falta, também, o esforço dos pesquisadores, historiadores e da classe artística de divulgar o que tem na periferia. Isso é notório, já que a gente também nem tem um espaço cultural efetivo municipal da ponte para cá. A gente tem espaço cultural da ponte para lá, como o Palácio das Águias, o próprio Charitas e outros pontos – critica a supervisora.

Essa descentralização promovida pelo Olhar da Perifa se estende para além das fronteiras municipais, servindo como base teórica que poupa pesquisadores de viagens longas até a capital do estado.

– O Centro de Memória preenche uma grande parte da história não só de Cabo Frio. Muitas pesquisas aqui são sobre Araruama, São Pedro da Aldeia, Búzios... A importância do Olhar da Perifa e do Centro de Memória é imensa porque eles democratizam o acesso ao conhecimento e à informação de forma descentralizada. Isso quer dizer que o acesso ao conhecimento não vai estar só no Centro, ele também vai estar na periferia. O acesso que se buscaria no Rio para pesquisa de mestrado, doutorado, ou simplesmente para conhecer a história, hoje a gente tem grande parte aqui – reforça Thammy Carvalho, refutando qualquer tentativa de rotular a iniciativa como meramente temática. “Compreendendo que o Centro de Memória não é somente do Jardim Esperança: ele está localizado no Jardim Esperança, assim como o Charitas está localizado no Centro de Cabo Frio. Tornar isso como uma coisa temática é inferiorizar toda uma história que constituiu a história de uma região. Não é um trabalho temático, é um trabalho histórico. E para garantir que todos tenham acesso a esse direito, já estruturamos ações para receber o público: as visitas acontecem por agendamento prévio (Instagram @coletivoolhardaperifa), sempre às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h”, explicou Thammy.

O esforço está sendo reconhecido. A resposta do público e da comunidade acadêmica tem surpreendido a equipe. Segundo Pierre, o espaço tem recebido visitas de escolas públicas, privadas e universidades interessadas em explorar essa fatia cronológica.

– A procura tem sido bem grande, estamos até surpresos. É um tema que está sendo cada dia mais descortinado por historiadores e pesquisadores pelo Brasil e pelo mundo. Temos feito muita divulgação e estamos tendo retorno ampliado. Semana passada, a convite do Museu da Justiça, fomos palestrar justamente sobre o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. E temos recebido outros convites de instituições acadêmicas. A história afro-indígena, e do próprio território, vai sendo construída aos poucos, e estamos felizes por democratizar a cultura no bairro do Jardim Esperança – celebra Pierre de Cristo.

Para os interessados em colaborar, a instituição mantém critérios rígidos de seleção para novas doações, focando no enriquecimento consciente do acervo. A prioridade, segundo Pierre, é para livros de temática racial e antirracista, além de peças artísticas ligadas ao movimento negro, e registros históricos locais (como fotografias antigas ou jornais) das comunidades do Jardim Esperança, que podem ser doados definitivamente, ou cedidos temporariamente para digitalização e catalogação.


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			<title><![CDATA[Teatro de Cabo Frio deve ser inaugurado em agosto, no aniversário de 29 anos do espaço]]></title>
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			<updated>2026-06-06T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Faltam cerca de três meses para a conclusão da reforma do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio. Apesar da boa notícia, um fantasma continua rondando a cidade: a falta de planejamento para a efetiva reabertura do espaço. Em maio, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) confirmou à Folha que as intervenções estruturais estão entrando na reta final, com previsão de entrega para agosto deste ano. No entanto, o governo municipal mantém silêncio absoluto sobre o que acontecerá após o recebimento do prédio.

Há meses o jornal vem questionando a Prefeitura de Cabo Frio sobre o cronograma de reabertura do espaço, fechado há quase 10 anos por conta de problemas estruturais e de segurança. Nas últimas semanas foram formalizados novos questionamentos sobre o prazo estimado para reabertura dos portões ao público, e sobre possíveis ações, editais ou espetáculos planejados pela Secretaria de Cultura para a solenidade de reinauguração. Novamente, nenhuma resposta foi enviada. Mas, durante as celebrações do Dia da Dança, na Praça Porto Rocha, o secretário municipal de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, teria anunciado a intenção de entregar o espaço cultural no próximo dia 14 de agosto. A data escolhida coincide com o aniversário de 29 anos de fundação do teatro.

O vácuo de informações oficiais contrasta com o cronograma detalhado apresentado pela fundação estadual. Segundo a Faetec, setores vitais como backstage, cobertura, área administrativa, banheiros e o sistema de climatização já foram concluídos. O Termo de Cooperação Técnica firmado em 2025 prevê que, além de receber espetáculos, o teatro com capacidade para 235 lugares funcionará como um centro de formação profissionalizante, oferecendo cursos gratuitos como Formação Inicial de Ator, Assistente de Cenografia e Maquiador Cênico.

A falta de posicionamento da prefeitura gera incertezas sobre a agilidade desse processo de reabertura do espaço. Isso porque, historicamente, o teatro sofre com prazos descumpridos desde que foi interditado, em 2017. Logo no início da atual gestão, em janeiro de 2025, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a ventilar uma reabertura para o segundo semestre do ano passado, o que foi seguido por sucessivos adiamentos internos ao longo dos meses, incluindo previsões frustradas para o fim de ano passado e para o pós-carnaval deste ano.

Em 2023 a Folha chegou a lançar a campanha #euqueroteatro. O objetivo era o de cobrar a reabertura do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. A ação recebeu apoio do ator Oscar Magrini, que já se apresentou duas vezes no espaço, a convite do produtor cultural Olavo Carvalho.

— O teatro de Cabo Frio é um grande teatro. Olavo Carvalho, meu amigo, já me levou aí, e fiz duas apresentações. É um teatro fantástico. Cabo Frio tem um teatro maravilhoso, e eu quero esse teatro aberto — pediu o ator.

Quem também apoiou a campanha foi o ator Nelson Freitas.

— Tô sabendo que existe um esforço para trazer de volta o Teatro Municipal de Cabo Frio. Eu sou um dos maiores apoiadores, até porque eu comecei praticamente a minha carreira solo lá no teatro. Eu acho esse teatro uma graça. Então, por favor, vamos valorizar a cultura da Região dos Lagos. Vamos valorizar o teatro. E vamos fazer com que o Teatro Municipal de Cabo Frio seja aberto — conclamou o ator.

Também por conta da campanha #euqueroteatro, o produtor cultural Olavo Carvalho contou à Folha sobre a recepção calorosa que a plateia deu ao Nelson Freitas.

— Ele já era um cara consagrado, mas ainda não havia experimentado um stand up. Eu o convenci de fazer esse stand up no Teatro Municipal de Cabo Frio. Nós sentamos num bar, fizemos um roteiro, tudo improvisado, com músicas, com piadas, com contos, e o Nelsinho foi lá e ficou quase três horas no palco, para nosso espanto. A plateia não queria o deixar sair do palco. Aí ele sentiu que tinha força e poder para estar no palco sozinho. Então, vamos reabrir o Teatro Municipal de Cabo Frio para que outros atores possam ter o privilégio de subir naquele palco. A arte agradece — afirmou Olavo.
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			<title><![CDATA[Espetáculo "O Dia da Visita" será apresentado nesta sexta (5) no Charitas, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-06-04T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos apresenta, nesta sexta-feira (5), às 18h, o espetáculo teatral “O Dia da Visita”. A apresentação será na Casa de Cultura Charitas, no Centro de Cabo Frio. A iniciativa busca ampliar o acesso à cultura por meio da distribuição gratuita de 40 ingressos ao público.

Com texto e direção do dramaturgo Anderson Macleyves, a montagem mergulha nas complexidades das relações humanas diante da passagem do tempo e da inevitabilidade da finitude. Em cena, um encontro aparentemente simples revela sentimentos reprimidos, memórias mal resolvidas e afetos que resistem ao desgaste da vida.

Transitanto entre o humor ácido, a ironia e a delicadeza emocional, a narrativa constrói um retrato profundamente humano sobre o desejo de amar, rir, confrontar e permanecer vivo mesmo quando tudo parece caminhar para o fim. A peça propõe ao espectador uma experiência intensa, sensível e provocadora, conduzindo o público a refletir sobre os vínculos que persistem apesar das ausências e das perdas.

O elenco reúne os atores Waltão Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Sabrina Gabriela, em performances que equilibram emoção, tensão e leveza, reforçando a potência dramática do texto.

Além de fortalecer a cena teatral local, o espetáculo reafirma a importância da arte como espaço de encontro, reflexão e pertencimento. Os ingressos gratuitos serão distribuídos presencialmente na entrada do Charitas, a partir das 17h, obedecendo à ordem de chegada.

SERVIÇO
Data: 05 de junho
Horário: 18h
Local: Casa de Cultura Charitas
(Praça Porto Rocha, Centro – Cabo Frio/RJ)
 Ingressos: 40 cortesias gratuitas distribuídas no local a partir das 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Informações: (22) 99951-7331
Realização: Cia. Oficina de Atores Macleyves Métodos
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			<title><![CDATA[Escritora de Iguaba Grande será tema de apresentação na Feira Literária da cidade]]></title>
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			<updated>2026-06-03T10:38:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A escritora e jornalista Andrea Morais, autora dos livros "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" e "Aninha, Robertinho e as Pipocas", terá sua história contada na Feira Literária de Iguaba Grande (FLIG) através da apresentação da Escola Municipal Sapeatiba Mirim. O primeiro livro da autora foi publicado em 2016. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de julho, a partir das 8 horas, na Praça da Estação, no Centro de Iguaba. 

Este ano a FLIG terá a valorização da mulher no mundo da literatura como foco das apresentações escolares. O tema "Quando elas escrevem, o mundo lê: um século de encantos literários" vai contemplar o período de 1926 a 2026, e surge como uma proposta pedagógica que visa destacar a contribuição das mulheres escritoras na construção da literatura ao longo dos últimos 100 anos. A ideia é valorizar a produção literária feminina ao longo desse século e ressaltar a contribuição das escritoras para a cultura, a educação e a formação crítica da sociedade. 

O projeto, estruturado pela Secretaria Municipal de Educação de Iguaba Grande, também pretende valorizar mulheres que, historicamente, enfrentaram desafios para publicar suas obras e conquistar reconhecimento no campo literário. O projeto estabelece ainda um diálogo entre a literatura feminina e o universo dos contos de fadas, preservando o encanto dessas narrativas e promovendo releituras que evidenciem o protagonismo feminino, a autonomia e a força das personagens.

O nome de Andrea foi sugerido como tema da escola pela professora Renata Monteiro. A educadora já utilizava os livros da escritora com os alunos do 4° e 5° ano do Ensino Fundamental. Com a aprovação pela Orientação Pedagógica e direção escolar, agora todos os 216 alunos do 1° ao 5° ano trabalharão com os livros da escritora de Iguaba Grande. Todo o estande da E.M. Sapeatiba Mirim, e as apresentações dos alunos da escola na feira literária, serão sobre os dois livros de Andrea.

– Estou muito gratificada por receber esta homenagem. Esta é a terceira escola a trabalhar com meu livro, na cidade. A primeira foi a E.M.Paulino Pinto Pinheiro, em 2018, com os 400 alunos da educação infantil ao 5° ano. Em 2025 a E.M.Eliane dos Santos Tavares trabalhou com os 129 alunos do 6° ao 9° ano. E este ano a E.M. Sapeatiba Mirim está trabalhando com os dois títulos e, ainda me fazendo esta homenagem em vida. É muita alegria, muita emoção. Estes livros foram escritos para serem trabalhados em sala de aula, utilizando a transversalidade, para corroborar com a formação social humana e cultural. E quando vejo acontecer, é um sonho realizado. É um prazer enorme estar nas escolas, com os alunos, e acompanhar o trabalho desenvolvido. Estive em todas as escolas que trabalharam com meus livros, e as minhas observações, somadas as sugestões que recebi das professoras, orientadoras pedagógicas e educacionais, me levaram a produzir a segunda edição em dois volumes do "Qualidades Adormecidas: ABC das Qualidades" para atender a todas as idades - explicou a autora.

A FLIG de Iguaba Grande já está consolidada no município como um espaço de encontro entre leitura, criação, memória e comunidade. Em 2026 o evento propõe uma viagem pelo tempo a partir da rica produção literária nacional e internacional. O objetivo é fortalecer a formação de leitores e valorizar o papel da escola pública como promotora de cultura, com estímulo ao protagonismo dos estudantes e com o fortalecimento da relação entre escola, cultura e comunidade. 

Além dos stands das escolas homenageando escritoras locais, as unidades escolares também participarão com apresentações no palco principal, e ainda com mostras culturais, oficinas e concurso de recital de poesia sobre o tema da FLIG.
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			<title><![CDATA[Ausência de Centro de Memória Municipal em Cabo Frio desafia pesquisadores]]></title>
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			<updated>2026-05-31T12:12:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Apesar de ostentar o título de cidade mais antiga da Região dos Lagos e uma das primeiras do país, Cabo Frio enfrenta um apagamento histórico devido à falta de um espaço público dedicado à preservação de sua identidade. O debate sobre a urgência de um Centro de Memória público ganhou força recentemente, durante as mesas de discussão do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, o FINCCA. O produtor cultural e organizador do evento, Lucas Müller, disse à Folha que o festival trouxe a população para o debate sobre a preservação e apontou a gravidade da situação atual.

— Hoje Cabo Frio não tem um único centro de memória sobre o nosso povo, saberes ancestrais, cultura material e imaterial, acervos de jornais, revistas, fotos digitalizados... Não há nenhum espaço físico sobre absolutamente nada da nossa história. Em nossos monumentos históricos também não há guias locais, placas explicativas, fotos importantes... Tudo é um grande vazio, uma espécie de limbo. Quando pensamos num centro de memória público para o audiovisual é por essa urgência, de tudo o que se perde e se perdeu sobre a memória da cidade - revelou

Essa dispersão afeta diretamente a riqueza audiovisual do município. Durante o FINCCA, pesquisadores do Laboratório de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense exibiram arquivos inéditos e homenagearam Gerson Tavares, primeiro cineasta brasileiro a rodar um longa-metragem na cidade, com o filme "Antes, o Verão", em 1968. Outras obras clássicas do cinema nacional, como "Areias Ardentes", de 1952, e "Os Cafajestes", de 1962, também utilizaram o cenário local, mas Lucas lamenta o destino desses materiais.

— A história audiovisual de Cabo Frio não está em Cabo Frio; está em São Paulo, na Cinemateca Brasileira; no Rio, no Arquivo Nacional; no Museu de Arte Moderna; no Centro Técnico Audiovisual; no Museu da Imagem e do Som, entre outros. Os cabo-frienses e moradores da cidade não têm sua história preservada. Ela está destruída e apagada por sucessivos governos que não pensam na cultura ou em um turismo de qualidade, e pela falta de iniciativa privada - pontuou.

Inaugurado em março deste ano no Jardim Esperança, o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa nasceu da vontade de ajudar a preencher essa lacuna. O espaço comunitário tem curadoria voluntária do historiador Pierre de Cristo e supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré. Ele funciona no CIEP Hermes Barcelos (Estrada Velha de Búzios, n° 1), e já conta com doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

Outro suporte para quem busca resgatar a história regional a partir da década de 1990 está no setor privado, mais especificamente na sede Folha dos Lagos, no Centro de Cabo Frio. Fundado em abril de 1990, o veículo mantém sob seus cuidados um arquivo físico com cópias de todas as mais de seis mil edições publicadas desde a sua fundação. No entanto, para investigações de períodos anteriores a essa data, os pesquisadores dependem de esforços individuais e recursos próprios para que as memórias não desapareçam. O professor de história, escritor e pesquisador José Francisco de Moura, o Chicão, revela o seu temor com o atual cenário.

— Eu sempre compro material justamente porque o meu receio é se perder, já que não temos um arquivo, um Centro de Memória, um museu. Não temos nada que guarde a história da cidade, como estamos fazendo lá em Búzios: um Centro de Memória que vai ter as fotos antigas, citações em jornais. Nós vamos disponibilizar isso tudo na internet, então, é um trabalho que não para. Inclusive já recebemos muitas  por lá. O Centro de Memória de Búzios, e a Fundação Dom João, em Friburgo, são exemplos que deveriam ser seguidos por Cabo Frio, mas ninguém tem interesse em nada aqui - lamenta o historiador.
O esforço individual dos historiadores de Cabo Frio contrasta com a realidade de Armação dos Búzios, que caminha para a estruturação de seu próprio acervo, com parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Sem esse suporte institucional em Cabo Frio, o professor Chicão desabafa afirmando que, "como ninguém tem interesse em nada", vai fazendo sua coleção particular, assim como o pesquisador Achilles Pagalidis. Chicão alerta que se não fizessem "esse barulho, tudo já teria ido para o lixo”.

A lentidão do poder público cabo-friense em implementar uma estrutura semelhante à de Búzios é endossada pelo também professor de história, escritor e pesquisador Luiz Guilherme Scaldaferri. Ele pondera que Cabo Frio possui um corpo de historiadores com alta qualificação acadêmica, mas que esbarra na falta de incentivo. Scaldaferri lembra que existe no município um conjunto de legislações locais que obriga o ensino da história de Cabo Frio nas escolas da rede municipal, e também cobra esse conteúdo em concursos públicos. Mas, segundo ele, o descaso de mais de 25 anos, e as péssimas condições de trabalho nas estruturas escolares, sabotam a aplicação prática da lei. Para ele, o espaço proposto transformaria a realidade socioeconômica da região.

— Eu penso que o Centro de Memória seria muito importante para o desenvolvimento econômico e social de Cabo Frio. A gente teve aí, no Festival de Cinema, uma série de discussões, de exibição de filmes, de curtas, cujo cenário era a cidade, cujas histórias se passavam na cidade. E isso é importante porque o Centro de Memória seria um catalisador de produções de obras e de mão de obra cultural. A gente, por exemplo, está há mais de 10 anos com o teatro fechado, e esse teatro que já não comporta mais o tamanho de uma cidade com quase 300 mil habitantes. Então, o Centro de Memória poderia também servir para isso, para gerar emprego, gerar desenvolvimento socioeconômico para a cidade - defendeu o professor.

A necessidade de centralizar as expressões artísticas em um ambiente público e acessível também é defendida abertamente pela classe musical da cidade. O cantor, compositor e poeta Azul Puro Azul reforça a importância desse tipo de registro ao afirmar que a intenção é "manter isso tudo vivo" e fazer com que as próximas gerações tenham acesso ao patrimônio histórico e artístico. Ele defende que ter um local centralizado facilitaria muito todas as pesquisas. 

— Eu costumo sempre falar que se a gente não souber de onde está vindo, também fica com uma dificuldade de entender onde quer chegar. É como se a gente estivesse vagando no espaço. Fica muito a questão individual de cada artista. Acho que para um fortalecimento da cultura regional, entender a história como um todo fortalece todos nós. E locais como centros de memória trazem essa força da coletividade. Ter um Centro de Memória em Cabo Frio seria um passo importante para que a gente consolide a cultura cabo-friense como um rico produto para a nossa comunidade. Inclusive como um turismo cultural para que os visitantes também tenham a possibilidade de conhecer mais sobre a nossa rica história - explicou.
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			<title><![CDATA[Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, encerra projeto "N'GOMA IAIÁ!" com grande cortejo no Canto do Forte]]></title>
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			<updated>2026-05-29T09:15:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após meses de muitos encontros, ensaios e aprendizado, o Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT conclui o projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", com um grande cortejo, neste domingo (31), a partir das 16h, no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio.

A apresentação terá as coreografias e manifestações culturais trabalhadas ao longo dos últimos meses, durante as oficinas de percussão feminina e de dança, realizadas no espaço GRIOT, e os três ensaios abertos, no Boulevard Canal. Além das rodas de Jongo, Coco e Ciranda, haverá ainda apresentações de Maracatu e de danças alusivas aos orixás. A produção do cortejo é do GRIOT e do Tambor de Iaiá.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, e em escolas da rede pública de Cabo Frio.

A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O projeto tem o apoio da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

SERVIÇO:

Cortejo do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!"
Data: 31/05/26 (Domingo)
Horário: 16h
Local: Canto da Praia do Forte 

Em caso de chuva, o evento será adiado e uma nova data será informada nas redes sociais do GRIOT.

Sobre o GRIOT:

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas. 

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Filme russo é o vencedor do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-23T12:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após quatro dias de muitas atividades sobre a sétima arte, o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA) chegou ao fim no último domingo (17). Ao todo foram inscritos 181 filmes de oito países (Espanha, Itália, Alemanha, Portugal, Rússia, Quênia, Argentina e Brasil) e três continentes (América, Europa e África), além de 226 de fotografias e 90 de poesias. Desse total, 33 filmes foram selecionados para exibição (10 longas-metragens e 23 curtas e médias), todos com a temática do mar. Foram mais de 22 horas de exibição cinematográfica entre os dias 14 e 17 deste mês. Também foram selecionadas 20 fotografias para a exposição “Retratos do Mar”, e 10 poesias para a mostra “Poesias do Atlântico”. O resultado, segundo os organizadores, superou as expectativas, com todas as nove sessões de cinema (mostras nacionais e internacionais) e sete mesas de debate praticamente lotadas.

O grande vencedor da mostra competitiva foi o longa-metragem russo “Névoa” (Fog), da diretora Natalia Gugueva. O filme, que já havia sido um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Moscou, levou o Prêmio Tartaruga Aruanã de Melhor Filme do FINCCA, e também acumulou o título de Melhor Roteiro. 

– Sou muito grata ao festival e aos membros do júri, que avaliaram tão positivamente o nosso trabalho e premiaram nosso filme “Névoa”. Ele fala sobre a difícil escolha de uma mulher entre seu homem amado e sua filha. É uma história de amor e ódio, de culpa e perdão entre pessoas próximas. Filmamos no norte da Rússia, na Tundra Ártica, em condições climáticas adversas, na estação meteorológica mais antiga do mundo, que existe há mais de 130 anos, e ainda está em funcionamento. Era muito importante pra gente criar uma sensação de documentário no que estava acontecendo. Por isso, mergulhamos nossos atores nessas condições climáticas difíceis, e tentamos criar a sensação de ilha deserta, onde nossos personagens pudessem mergulhar profundamente em sua alma e coração, estando longe de toda comunicação, e da civilização, para resolver as questões mais profundas e importantes da sua existência. Mais uma vez, agradeço, sinceramente, pela tão alta avaliação do nosso filme. Tudo de bom a todos – disse a diretora Natalia Gugueva. 

Além da entrega pessoal dos troféus aos diretores, poetas e fotógrafos vencedores, o Festival também recebeu depoimentos em vídeos enviados por diretores e atores de outros estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Ceará, e países como Espanha e Rússia. Um deles foi do diretor cearense Armando Praça, de “Fortaleza Hotel”, filme vencedor de Melhor Longa Nacional e Melhor Direção de Arte.

– Para mim é uma honra, e uma alegria enorme, estar sendo premiado duplamente nesse festival que está nascendo agora. Quero agradecer profundamente ao júri, ao FINCCA, ao público que compareceu às sessões. Parabenizar a iniciativa de mais um espaço de difusão do audiovisual brasileiro – comemorou.

Outro filme que ganhou destaque no festival foi o espanhol “Quando o Rio vira Mar” (Quan un riu esdevé el mar), que levou dois prêmios: Melhor Direção para Pere Vilá Barceló, e de Melhor Atuação (entre atores e atrizes) para Clau Hernández, protagonista do longa-metragem. A produção já havia conquistado título de Melhor Filme (Violette d&#39;Or), Melhor Roteiro e Melhor Ator para Alex Brendemühl no Festival de Cinema Espanhol de Toulouse (Cinespanã), na França, além de ter sido premiado no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, o maior festival de cinema da República Tcheca e o mais prestigiado da Europa Central e Oriental.

– Estamos muito agradecidos, de verdade, tanto pelo prêmio de direção quanto para Claud Hernández. Foi um trabalho de muitos anos de colaboração, com muitas associações de mulheres aqui da Espanha, que deram seu testemunho doloroso do que viveram, de violência machista. E o resultado de tudo isso foi este filme. Toda equipe quer agradecer pelo acolhimento e por estes prêmios. Muitíssimo obrigado e um forte abraço aqui da Espanha – disse o diretor Pere Vilá Barceló. 

Além do prêmio do FINCCA, a protagonista de “Quando o Rio vira Mar”, Clau Hernández, já havia levado o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema Europeu de Lecce, em 2025, na Itália. Ela também enviou vídeo falando do trabalho, e da mensagem que a produção tentou passar.

– Muito obrigada por este prêmio. Estou profundamente grata ao festival FINCCA por isso. Também queria dizer que pude entregar essa atuação graças a todas as mulheres que compartilharam comigo suas histórias de serem sobreviventes de situações de violência de gênero. Representar todas as pessoas que vivenciaram essa situação, espero ter conseguido. Acho que este filme é muito necessário no momento atual, quando há tanta violência acontecendo. Este trabalho é sobre realmente passar por esse processo e ser capaz de se conectar com as pessoas, com amor e de coração, sem usar a violência ou medo com os outros. Então, muito obrigada pelo prêmio. Não estou aí esta noite, mas espero que possamos nos encontrar pessoalmente algum dia. Muito obrigada – disse a atriz.

Coordenadora-geral do FINCCA, Marina Makhohl disse à Folha que o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio foi marcado pela alta qualidade dos trabalhos, dos debates e da participação do público. Ela também deixou no ar a possibilidade de novas ações.

– O FINCCA foi, realmente, um sucesso em todos os aspectos. Tivemos sessões na Universidade Veiga de Almeida e na UERJ, e mesas de debates que foram interessantíssimas, com os diretores dos filmes ou representantes. Foi muito participativo, muito bem trabalhado, com pessoas muito interessadas. Elas saíam de todas as sessões elogiando e agradecendo muito pela iniciativa, e isso foi muito gratificante. Na Casa Scliar também tivemos todas as sessões lotadas. Além dos filmes, a gente também teve as fotografias no Museu de Arte Religiosa e Tradicional, umas mais lindas que a outra. As poesias ficaram expostas na Casa Scliar. Então, tivemos essas três frentes paralelas de mostra competitiva. 
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema Internacional de Cabo Frio começa nesta quinta (14) segue até domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T21:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema, a literatura, a música e as artes visuais se encontrarão a partir desta quinta-feira (14) na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). Até domingo (17) haverá mostras competitivas nacionais e internacionais com filmes do Brasil, Espanha, Portugal, Quênia e Rússia, música ao vivo, exposições de fotografia e poesia, além de mesas de debate com cineastas, pesquisadores, roteiristas, atores e professores convidados.

Entre os destaques estão a participação da atriz Simone Spoladore, dos diretores Eduardo Nunes e Adolfo Rosenthal, do roteirista Guilherme Sarmiento e do pesquisador Rafael de Luna. Com o mar como eixo temático central, o festival promove uma ampla programação cultural gratuita em diversos espaços da cidade, como o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), a Casa Scliar, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro, para eu atuar, é como mergulhar no mar - disse Simone Spoladore.

Diretor do filme “Sudoeste”, que foi gravado em Cabo Frio, Eduardo Nunes reforçou a importância do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio

– Fazer com que o público local tenha acesso a filmes que são tão próximos da região onde vivem, e assistir a estes filmes numa tela de cinema é fundamental, ainda mais numa época em que estamos habituados a solitárias sessões em frente aos nossos dispositivos. Além disso, faz com que fiquemos mais atentos ao grande potencial da região, não apenas como locação, mas como produtora de audiovisual e contadora de histórias. Estimular que novos talentos se sintam capazes de produzir seus próprios filmes é o início de tudo - pontuou.

O festival tem início nesta quinta-feira (14), às 10h, com a abertura da exposição fotográfica “Retratos do Mar” no Mart. Na parte da tarde, às 16h, a Casa Scliar recebe a exposição literária “Poesias do Atlântico”, acompanhada pelo cortejo do coletivo de mulheres de maracatu “Ventarolas”. No mesmo horário, as mostras cinematográficas começam a movimentar a cidade: a UERJ recebe a Mostra Nacional 1, com os filmes “Onde a Maré Leva”, “Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro”, “Costão Rochoso”, “Guardiões da Terra” e “Manguezais da Região dos Lagos”, além da Mostra Internacional 1 com “Youth Pawa” e “Amazônia Azul”. Simultaneamente, na UVA, ocorre a Mostra Nacional 2 com as obras “A.mare” e “Fortaleza Hotel”. A noite de quinta segue com o lançamento do documentário “Orgulhos da Terra” e debate com o diretor Azul Puro Azul na UVA, às 18h30, culminando na abertura oficial às 19h, no Mart, com artes circenses do CircoLo Social e show de samba e MPB da banda “As Desamélias”.

Na sexta-feira (15), as atividades começam às 10h30 no Mart com a roda de leitura “Mergulhos Literários”, debatendo as obras “Mar Morto”, de Jorge Amado, e “Refinaria”, de Rodrigo Cabral. A partir das 16h, o público pode escolher entre a Mostra Internacional 2 na UERJ, com o filme espanhol “O Mar Não Cessa”; a Mostra Internacional 3 na UVA, com o russo “FOG”; ou a Mostra Nacional 3 na Casa Scliar, que exibe uma série de curtas como “É só Fechar os Olhos” e “Rede Flor do Mar”. A noite de sexta oferece três grandes debates às 18h30: a Casa Scliar discute a preservação de filmes com pesquisadores da UFF; a UERJ exibe “Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo” com Adolfo Rosenthal; e a UVA recebe o diretor Eduardo Nunes e o roteirista Guilherme Sarmiento para falar sobre realismo fantástico após a exibição do premiado “Sudoeste”.

O sábado (16) concentra suas atividades na Casa Scliar a partir das 15h, iniciando com os filmes convidados “Muito Antes de Nós” e “Marcos”, seguidos de debate com Ricardo do Carmo e Filipe Codeço. Às 17h, acontece a Mostra Internacional 4, reunindo produções da Espanha, Quênia e Portugal, como “Soledá” e “Praia Liberdade”. Logo após, às 18h30, será exibido o filme “Amálgama”, preparando o terreno para um dos momentos mais aguardados do festival: às 20h30, a atriz Simone Spoladore e o ator Daniel Ericsson participam de uma mesa redonda sobre a atuação no cenário do cinema brasileiro contemporâneo.

No domingo (17), o último dia de festival começa às 10h na Casa Scliar com o filme espanhol “Quando o Rio vira Mar”. Às 15h, o evento presta uma homenagem ao cineasta Gerson Tavares com a exibição de “Antes, o Verão” e um debate conduzido pelo pesquisador Rafael de Luna. O encerramento oficial do FINCCA está marcado para as 19h, no Mart, onde ocorrerá a cerimônia de premiação em 14 categorias, incluindo o cobiçado Grande Prêmio Tartaruga-Aruanã. A celebração final ficará por conta do show da banda de pop rock Ramona Rox, encerrando a primeira edição do evento internacional em Cabo Frio.

Sinopses dos filmes e outras informações podem ser acompanhadas pelo site oficial do festival: www.fincca.com.br ou Instagram @/finccafestival.
 
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			<title><![CDATA[Festival gastronômico de São Pedro da Aldeia termina neste domingo (17)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T17:41:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Termina neste domingo (17) a primeira edição do Festival Aldeia Gastronômica, que acontece em São Pedro da Aldeia. Apresentar a oferta gastronômica de São Pedro é um dos objetivos do evento, que vem sendo registrado com sucesso. 

– O festival está movimentando os 27 estabelecimentos participantes e mostrando que a cidade tem diversidade e muito a oferecer nesse quesito – comenta Maria Inês Oliveros, da Tropic Produções, empresa realizadora do evento.
 
Inspirado na cultura e nos sabores regionais, o Aldeia Gastronômica exalta a identidade cultural e as tradições da bucólica cidade, que combina lagoa e salinas, urucum e aroeira, além de pescadores, quilombolas e produtores rurais. A criatividade dos participantes revela receitas exclusivas, explorando ingredientes típicos.
 
Entre as criações, pratos que harmonizam tainha com limão galego; camarão da lagoa com banana-da-terra e mandioca; geleia de aroeira com coco queimado, além de receitas que enaltecem as paisagens da região, como o pôr do sol e os barquinhos coloridos. As opções vão de entradas a sobremesas (R$ 19 a R$ 39), além de sanduíches (R$ 39 a R$ 49) e pratos principais (R$ 69 a R$ 99), todos servidos nos próprios estabelecimentos participantes durante o período do evento, que começou no último dia 30 de abril.
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			<title><![CDATA[Coletivo Mulherada que Escreve debate obras de Jorge Amado e Rodrigo Cabral no Mart, na sexta (15)]]></title>
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			<updated>2026-05-13T13:21:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mar da Bahia de Jorge Amado e as paisagens da Região dos Lagos retratadas na poesia de Rodrigo Cabral serão tema da roda de leitura “Mergulhos Literários” nesta sexta-feira, dia 15, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart), em Cabo Frio. A atividade integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA), que realiza sua primeira edição entre esta quinta-feira, dia 14, e domingo, dia 17.

Promovida pela Sophia Editora e pelo Coletivo Mulherada que Escreve, a conversa aproxima as obras Mar Morto, do escritor baiano, e Refinaria, do poeta cabo-friense. São dois textos que dialogam com o tema do festival: o mar.  

Publicado em 1936, Mar Morto acompanha marinheiros e trabalhadores do cais da Bahia em histórias marcadas pela relação intensa com as águas do oceano, tratadas por Jorge Amado como força viva e cotidiana. Já em Refinaria, lançado em 2024 durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Rodrigo Cabral transforma em poesia as salinas, a restinga, a Laguna de Araruama e as mudanças da paisagem cabo-friense. Estreia literária de Cabral, o livro foi finalista da 67ª edição do Prêmio Jabuti, em 2025, na categoria Escritor Estreante – Poesia.

O FINCCA receberá grandes nomes do cinema como a atriz Simone Spoladore, o ator Daniel Ericsson, o cineasta Eduardo Nunes e o diretor Adolfo Rosental. A programação também inclui literatura, fotografia, oficinas e debates em diferentes espaços culturais da cidade, como o Mart, a Casa Scliar, a Uerj e a Universidade Veiga de Almeida (UVA). Confira a programação completa aqui (https://www.folhadoslagos.com/cultura/festival-de-cinema-vai-reunir-grandes-nomes-da-dramaturgia-em-cabo/21939/).

“O pessoal do festival de cinema convidou a Sophia Editora para fazer uma roda de leitura dentro do tema do FINCCA. Como esse era um livro que já tínhamos lido no círculo de leitura, pensamos em trazer também o livro ‘Refinaria’, do Rodrigo”, afirmam as organizadoras do projeto “Leituras no Mart”, que chegou à sétima edição no começo deste mês e é coordenado por Eloisa Helena Campos e Rô Arruda, com dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa, além do apoio da Sophia Editora.

“Estamos muito entusiasmados em participar do FINCCA, afinal é o primeiro festival internacional de cinema da cidade”, completam.
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			<title><![CDATA[Documentário "Orgulhos da Terra" será lançado no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-12T11:01:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta quinta-feira (14), às 18h30, será lançado o documentário “Orgulhos da Terra”, durante o @finccafestival – Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio, na UVA – Universidade Veiga de Almeida, Campus Cabo Frio, em parceria com o festival e com o curso de Jornalismo da universidade.

O filme é uma produção inédita no gênero documentário e reflete sobre a importância de personalidades da história cabo-friense que ajudaram a construir a memória da cidade. A obra também propõe uma reflexão sobre como a história de cada indivíduo está interligada à valorização das memórias coletivas, entendendo que um povo é formado por suas histórias — e que essas histórias só permanecem vivas quando são propagadas às próximas gerações.

Participam do documentário Meri Damaceno, Clarêncio Rodrigues, Silvana Lima, Zarinho Mureb, Bruno Peixoto (falando sobre Antônio de Gastão), Fernanda Carriço (falando sobre Victorino Carriço), Rodrigo Tardeli (Baby) e Azul Puro Azul.

A produção — assim como o lançamento — foi viabilizada após o projeto do proponente Azul Puro Azul ser contemplado no Edital de Fomento à Produção e Circulação de Obras Audiovisuais da Lei Paulo Gustavo, gerido pela Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura, da Lei Paulo Gustavo, da Prefeitura de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio.

Além desta sessão, o projeto também realizará exibições voltadas para alunos de escolas públicas de Cabo Frio, totalizando quatro apresentações entre escolas e faculdades. Novas datas serão divulgadas em breve. Esta será a única exibição aberta ao público em geral, além dos estudantes da universidade.

A exibição será gratuita e contará com medidas de acessibilidade.

Direção, edição e produção: Azul Puro Azul
Filmagens e direção de fotografia: Marcelas Rimes e André Amaral
Arte gráfica: @eusrafa.s

Apoio: Ponto Musical e Laboratório Vital Brazil.
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			<title><![CDATA['Refinaria': espetáculo volta ao Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-11T17:07:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo teatral “Refinaria”, adaptação teatral do livro homônimo de Rodrigo Cabral, finalista do Prêmio Jabuti 2025, está de volta ao Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle), em Cabo Frio. São quatro apresentações confirmadas para maio: 22/05 (sexta), 23/05 (sábado), 29/05 (sexta) e 30/05 (sábado), sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo WhatsApp: (21) 99342-8893 / Jussara – sujeito à lotação.

A montagem reúne o ator Guilherme Guaral, o diretor Rodrigo Sena, o compositor Junior Carriço, o produtor audiovisual Douglas Lopes e a produtora executiva Tatiana Cabral.

Lançada pela Sophia Editora em 2024, a obra é uma travessia poética pela paisagem da Região dos Lagos e pelo que permanece quando o tempo altera, move e reorganiza os lugares. É um universo profundamente marcado por Cabo Frio e sua história — e o ponto de partida para a criação cênica.

No palco, Guaral dá vida a um poeta que volta à sua cidade após anos de distanciamento. O texto abre um mosaico de referências, passando pelas imagens de sal da Região dos Lagos, pela geologia do pré-sal e pela cana-de-açúcar de Campos dos Goytacazes, até reverenciar as influências de escritores como Victorino Carriço, avô de Junior Carriço. Uma canção de Victorino, “Voltei ao Baixo Grande”, integra a trilha do espetáculo na voz do neto. Outro destaque é “Fluxo de consciência”, parceria de Junior com o poeta Igor Ravasco, que publicou pela Sophia Editora o livro Arraiada.

O espetáculo estreou no fim de 2025, com sessões lotadas no Teatro Quintal e na Usin4 Casa das Artes.

“É um misto de afetos”, definiu a memorialista Meri Damaceno. “O espetáculo traz a gente de volta para uma Cabo Frio que vai longe, mas que está sempre pertinho e nunca sai do coração da gente. É sensacional”, contou Meri.

Serviço – Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3, Parque Burle). Dias 22, 23, 29 e 30, às 20h. Ingressos: (21) 99342-8893 – Jussara.
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			<title><![CDATA[Últimos ingressos: Humorista Paulinho Serra se apresenta em Cabo Frio na próxima semana]]></title>
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			<updated>2026-05-07T19:23:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A contagem regressiva já começou, e quem quiser garantir presença no show de stand-up do humorista Paulinho Serra em Cabo Frio precisa se apressar. Faltam poucos dias para o espetáculo “Paulinho Serra em Pedaços”, e os ingressos já entram na reta final de vendas. A apresentação acontece no sábado (16), às 19h, no Tamoio Esporte Clube, no Centro.

Conhecido pelo humor direto e pela forte interação com a plateia, Paulinho Serra promete uma noite diferente a cada sessão. O espetáculo é guiado pelo improviso, com espaço para comentários sobre o momento, situações do cotidiano e participação ativa do público.

O show, que já passou por diversas cidades do Brasil e até pelo Japão, mistura histórias pessoais com momentos criados ao vivo. No palco, o humorista revisita sua trajetória, desde a infância em Bangu até a consolidação como um dos nomes do stand-up nacional, além de trazer referências a personagens marcantes que seguem na memória do público.

Com passagens pela MTV, em programas como Comédia MTV e Quinta Categoria, e pela TV Globo, no seriado Chapa Quente, Paulinho também se destaca no ambiente digital, ampliando sua conexão com o público nas redes.

A expectativa é de casa cheia e, com a procura em alta, a recomendação é garantir o ingresso o quanto antes para não ficar de fora.

Serviço:
Paulinho Serra em Pedaços
Data: sábado (16)
Horário: 19h
Local: Tamoio Esporte Clube

Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: https://uticket.com.br/evento/stand-up-comedy-com-paulinho-serra/01LX4LI1368GS3
1º lote: R$90 (inteira) e R$45 (meia)

Produção local: Moskito Produção
Realização: Trato Produções e Fonte & Com
Promoção: Fontecerta.com
Apoio: Hotel La Plage
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			<title><![CDATA[Luizie lança videoclipe que exalta as paisagens de Tamoios e Barra de São João]]></title>
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			<updated>2026-05-07T09:11:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cenário artístico da Região dos Lagos ganha um novo capítulo com o lançamento de “Todo Que Se Quer”, o mais recente videoclipe do artista Luizie. A música fala sobre desejo, afeto e busca por realização, mas com leveza e bom humor. Também questiona a ansiedade de querer tudo, e lembra que aquilo que procuramos muitas vezes começa dentro de nós.

– Um trecho que sintetiza bem essa ideia é: “Sem estresse, não se apresse / que toda ânsia de ter / não consuma o nosso sonho / não consuma o prazer.” No meu momento atual, essa canção representa amadurecimento artístico. É um trabalho ousado, que brinca com idiomas e referências de forma consciente. A música passa pelo português, inglês, espanhol e ainda traz um aceno final em japonês. Vejo “Todo Que Se Quer” como um sinal claro de crescimento: uma obra mais segura, mais inventiva e mais alinhada com a artista que estou me tornando - revela o artista.

“Todo Que Se Quer” vem pra consolidar o trabalho de Luizie, que está há quatro anos no mercado.  Em 2024 ganhou destaque na Folha com o lançamento do primeiro clipe de sua carreira, que ilustrava a música “Afeto Ruim”, uma composição autoral que aborda, de modo sensível, as complexas emoções da despedida e a aceitação dos vínculos que se encerram.

– Sempre fui uma pessoa artística e criativa, realizando pequenos projetos ao longo da vida, mas ainda sem transformar isso em um caminho assumido e contínuo. Acho que o primeiro estágio de todo artista é se reconhecer como artista, e esse entendimento leva tempo. Antes de mergulhar integralmente na música, eu estava dedicado à minha graduação em Produção Cultural, concluída em 2022. Nesse período, senti uma necessidade muito forte de expressar minha poética, minha criatividade e minha linguagem própria. A música surgiu como um encontro entre composição, sensibilidade e narrativa. Até o momento, minha trajetória reúne quatro singles oficiais e três faixas alternativas, entre releituras, remixes e reformulações de músicas já lançadas. Tudo começou com “Lembrar de Você” (2022). Em seguida veio meu primeiro EP, “AMEMEAME” (2023), um projeto muito importante para mim. Em 2024, lancei “Afeto Ruim”, que marcou também meu primeiro videoclipe. Já em 2026, chega “Todo Que Se Quer”, que representa uma fase mais madura, com composições mais refinadas e uma visão artística mais consolidada. Vejo esse novo ciclo como um passo importante de evolução - explicou.

O novo trabalho também dialoga com um próximo projeto em desenvolvimento, onde o cantor diz buscar maturidade estética, musical e conceitual. À Folha, Luizie disse que nos próximos lançamentos quer revelar com ainda mais clareza sua identidade artística e o caminho que está consolidando. 

– Minha identidade musical nasce da MPB contemporânea, mas dialoga diretamente com o pop alternativo. É um trabalho que mistura sensibilidade brasileira com elementos eletrônicos, synthpop e diferentes experimentações sonoras. O pop, para mim, é uma linguagem ampla, que busca conversar com muitas pessoas sem perder personalidade. Ao mesmo tempo, o lado alternativo aparece justamente na liberdade de experimentar formatos, texturas e referências. É uma identidade em constante construção. Gosto de pensar minha música como um encontro entre emoção, inventividade e comunicação - revelou.

Já a construção dessa identidade passa por influências de peso. No campo afetivo e do imaginário pop, Luizie cita o grupo Rouge, revelando que foi uma referência marcante de performance, identidade e música pop brasileira. 

– Também me influenciam artistas como Marina Lima, Lulu Santos, Cazuza, Djavan e outros nomes da música brasileira que unem poesia, personalidade e trajetória artística consistente. No cenário atual, Anitta também é uma grande referência, especialmente pela forma como conduz a própria carreira, defende seus projetos e mostra que é possível pensar arte com visão estratégica. Internacionalmente, nomes como Pet Shop Boys, Robyn, Lady Gaga e Charli XCX dialogam com meu universo sonoro por criarem paisagens pop inventivas e marcantes - enumerou.

Nascido em Duque de Caxias, Luizie conta que se mudou para o distrito de Tamoios, em Cabo Frio, logo no primeiro ano de vida, construindo uma forte relação de pertencimento com o local e se definindo como tamoiense de coração e de vivência. “É aqui que reconheço meu senso de casa, de memória e de identidade. Toda a minha trajetória afetiva está ligada a esse lugar”, contou, lembrando que essa forte relação com a Região dos Lagos também influencia profundamente seu trabalho.

– Existe uma atmosfera de contemplação, nostalgia e sensibilidade que atravessa minhas composições. O mar, a luz, a maresia, o horizonte aberto e o ritmo menos acelerado da vida litorânea criam um estado de reflexão muito presente em mim. Minhas músicas costumam falar de afeto, memória, desejo e sentimento, e tudo isso dialoga com esse cenário. Da minha primeira música até os lançamentos atuais, essa presença da natureza e dessa energia costeira sempre esteve comigo. Minhas canções sempre partem de algo íntimo, mas buscam alcançar o outro de forma sensível e verdadeira. Levo meu trabalho com muita seriedade e dedicação. Para mim, fazer arte é quase um gesto espiritual: exige entrega, disciplina e propósito. Também acredito que o artista cria universos. A arte tem a capacidade de ressignificar a realidade, revelar novas belezas e convidar as pessoas a sentirem o mundo de outras maneiras. Meu desejo é seguir criando, encontrando apoiadores e ampliando esse caminho para que cada vez mais pessoas possam se conectar com essa proposta - explicou.

Não foi por acaso que Luizie escolheu Tamoios e Barra de São João como locações para o novo videoclipe. Ao jornal o artista explicou que desde que compôs “Todo Que Se Quer”, já sabia que o videoclipe seria nesses dois cenários. 

– Queria traduzir visualmente essa ideia de romance tropical, liberdade e contemplação. Tamoios e Barra de São João não são apenas locações bonitas: são lugares carregados de memória, identidade e conexão pessoal. Existe uma homenagem implícita nessa escolha. Essas paisagens acrescentam ao clipe a sensação de paraíso, amplitude e paz. Os espaços abertos, a natureza e a fluidez das imagens ajudam a transportar o público para esse universo íntimo e sensível que a música propõe. É verdade que tivemos muitos desafios nessa jornada: equipe reduzida, limitações estruturais e a necessidade de otimizar cada recurso disponível. Mas acredito que o maior desafio não seja apenas produzir, e sim fazer esse trabalho chegar às pessoas. Divulgar, circular e conquistar visibilidade para uma obra independente ainda é uma etapa complexa. A arte sempre encontra caminhos para existir. O desafio maior é fazer com que ela seja vista, reconhecida e compreendida em sua profundidade - pontuou.

Nessa missão inicial, o projeto contou 100% com uma equipe local. O estúdio ARG foi responsável pela captação de imagem e fotografia. Já a direção criativa, concepção estética e edição do videoclipe ficaram sob responsabilidade de Luizie.

– Foi uma escolha artística importante para preservar o olhar que eu desejava transmitir sobre a música e sobre a região. Em produções independentes, muitas vezes é necessário acumular funções e transformar criatividade em solução. Por isso, vejo a cena da música independente em Cabo Frio muito rica e diversa, com artistas talentosos produzindo trabalhos relevantes em diferentes gêneros. Existem movimentos fortes ligados ao rap, trap, samba, MPB, eletrônico e outros estilos. Ao mesmo tempo, percebo que muitos artistas acabam circulando em nichos específicos. No meu caso, por desenvolver uma proposta pop alternativa, acabo ocupando um espaço ainda pouco explorado na região, o que traz um certo pioneirismo, mas também alguma solidão artística. Acredito que existe espaço para novos artistas autorais, sim. O que ainda precisa crescer são as pontes de apoio, visibilidade e valorização contínua para que mais projetos possam florescer - alertou.

Até o final deste ano Luizie diz que o público pode esperar novos lançamentos, presença digital mais intensa “e a continuidade desse universo criativo que venho construindo tanto em conteúdos musicais quanto visuais”. Para isso, convida o público a acompanhar tudo através do seu Instagram (@dluizie) e do canal no You Tube (@luizie).
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			<title><![CDATA[Festival de Cinema vai reunir grandes nomes da dramaturgia em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-05-05T16:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Terminou nesta quinta-feira (30) o prazo de inscrição para realizadores do Brasil e do mundo apresentarem filmes nacionais e internacionais, poesias e fotografias no Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio (FINCCA). A primeira edição do evento acontece de 14 a 17 de maio, e vai celebrar a sétima arte com a temática do Mar. Para isso, vai reunir grandes nomes da dramaturgia em uma programação gratuita e diversificada.

Entre os participantes confirmados estão o ator Daniel Ericsson, que nasceu na Suécia mas cresceu em Cabo Frio. Ele atuou em filmes como “Ainda Estou Aqui” (2024) de Walter Salles (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional), “Querido Embaixador” (2015) de Luiz Fernando Goulart, e an novela “Mania de Você” (2024, TV Globo).

Outro nome confirmado é Eduardo Nunes, que foi diretor e roteirista dos longas Sudoeste (2011), gravado em Cabo Frio, e Unicórnio (2017), e diretor de “5 X Chico - O Velho e Sua Gente” (2015). “Sudoeste” venceu o prêmio do Júri e Melhor Fotografia no Festival do Rio e o prêmio de Melhor Filme Latino-Americano do júri da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI).

A atriz Simone Spoladore também participará do FINCCA. No currículo ela tem 39 filmes, entre eles “Lavoura Arcaica”, “Sudoeste”, “Livros dos Prazeres”. Também participou de 14 novelas e séries como “Os Maias”, “Cidade Invisível” e “Éramos Seis”. Ao longo da carreira venceu 20 prêmios nacionais e internacionais de cinema. À Folha ela falou da expectativa para o festival.

– Estou muito animada em fazer parte da primeira edição do FINCCA, e curiosa em relação a que filmes, fotos e poesias vão surgir com a temática do mar, que em geral, está associado simbolicamente ao inconsciente. Vou participar de uma mesa sobre atuação no Cinema Brasileiro. Para mim atuar é como mergulhar no mar - revelou.

O cineasta, produtor e roteirista Adolfo Rosental é outra presença confirmada. Ele também é diretor do documentário sobre a própria mãe, “Vanja Orico, ao Arrepio do Tempo” (2025), “Santos-Dumont, o Desafio do Ar” (2006), e de obras inspiradas em grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Veríssimo, Carlos Heitor Cony, João do Rio e Jorge Amado. Foi ainda diretor na TV Manchete, TV Globo, Multishow, Canal Brasil e Futura.

– Considero o FINCCA muito importante, especialmente pela sua localização, em Cabo Frio. A cidade já é um polo turístico de grande importância, e a realização de um festival de cinema com a temática do Mar, reforça e consolida as belezas naturais que a cidade oferece aos seus visitantes. O Festival, com suas parcerias locais, agita o cenário cultural da cidade, reforça o turismo e a cultura, estimula a troca e de experiências e parcerias entre os participantes e o público, torna acessível uma produção cinematográfica contemporânea e democrática e, por fim, promove o cinema brasileiro, uma indústria pungente que vem se expandindo nos últimos anos no Brasil e reverberando a imagem do país no mundo – disse à Folha. 

Realizado em locais culturais como Casa Scliar, Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MArt), nas universidades Veiga de Almeida (UVA) e Uerj, e também em praças públicas, o festival promove acesso democrático à cultura através de programação gratuita que amplia o repertório cultural da população. Ao todo serão 16 longas-metragens e 10 curtas de diversas nacionalidades gratuitos distribuídos em quatro mostras (Internacional, Latino-Americana, Infantil e Grandes Clássicos), workshops, oficinas e atividades formativas, o FINCCA é uma experiência cinematográfica envolvente e transformadora para a comunidade.

A programação começa no dia 14 de maio, às 15h, com abertura da exposição dos concursos de Fotografias e Poesias sobre o mar (Mart e Cine Scliar), e segue das 16h às 18h com mostra Latino-Americana 1 (UERJ), e das 19h às 22h com dança e arte circense "Arte integração: Núcleo de Danças e Artes e CircoLo Social", e apresentação de banda musical (Mart).

No dia 15, das 15h às 20h, tem Mostra Internacional, exibição do filme  "Sudoeste" (2011) e mesa com o tema "O Realismo Fantástico no Cinema Brasileiro" com o diretor Eduardo Nunes e roteirista Guilherme Sarmiento (Casa Scliar). No mesmo horário, na Uerj, acontece a Mostra Latino-Americana, exibição de "Vanja Orico: Ao Arrepio do Tempo" (2026) e mesa de debates com diretor Adolfo Rosenthal. Das 18h30 às 21h30, na Veiga de Almeida, tem Mostra Grandes Clássicos, lançamento de "Orgulho da Terra, o Documentário" (Azul Puro Azul) e debate sobre a "Preservação, Digitalização e Restauração de Filmes Fluminenses no LUPA-UFF" com Davi Braga e Mateus Rameh. Às 20h tem Mostra Infantil em Gargoá, no distrito de Tamoios.

No dia 16, das 16h às 22h acontece a Mostra Latino-Americana seguida de debate sobre "Atuação no Cinema Brasileiro" com atriz Simone Spoladore e ator Daniel Ericsson (Cine Scliar).

No dia 17, das 15h às 18h, tem exibição inédita de "Areias Ardentes" (fragmentos, 1952) de J.B. Tanko e "Antes, o Verão" (1968) de Gerson Tavares e debate sobre "A Filmografia de Gerson Tavares" (1926–2021) com Rafael de Luna (UFF) — cineasta homenageado do festival (Cine Scliar). Às acontece o encerramento do FINCCA com show da banda Ramona Rox e entrega dos prêmios de  Melhor Filme (Troféu Tartaruga-Aruanã - Grande Prêmio do Júri), Melhor Filme Latino-Americano (produção da América Latina e Caribe), Melhor Documentário (obra de não-ficção sobre o tema mar), Melhor Direção (reconhecimento da excelência na direção cinematográfica), Melhor Atuação (para atriz ou ator destaque), Melhor Roteiro (texto e estrutura narrativa), Melhor Direção de Fotografia (destaque para a fotografia e linguagem visual), Melhor Curta ou Média-Metragem (produção de até 69 minutos), Melhor Poesia (obra do concurso de poesia) e Melhor Fotografia (obra do concurso de fotografia).
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			<title><![CDATA[Projeto "Leituras no Mart" debaterá memória e identidade feminina com obra de Marina Hadlich]]></title>
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			<updated>2026-05-04T17:25:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) sedia, nesta terça-feira (05/05), às 18h, a 7ª edição do projeto Leituras no Mart. O encontro convida o público para uma imersão no conto “Meu pé de carambola”, da escritora catarinense Marina Hadlich. A entrada é gratuita. 

Idealizado pelo Coletivo Mulherada Que Escreve, o Leituras no Mart conta com a coordenação de Eloísa Helena Campos e Rô Arruda, dinamização de Bete Buss e implementação de Cláudia Freitas e Daniela Costa. O evento tem o apoio da editora Sophia. 

Os encontros ocorrem mensalmente, sempre na primeira terça-feira de cada mês, ocupando a nave histórica do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um dos marcos arquitetônicos da Região dos Lagos. 

Neste semestre, o ciclo de leituras é dedicado ao tema “Memória e Identidade Feminina”, priorizando o protagonismo de escritoras na literatura contemporânea. A autora em destaque, Marina Hadlich, é conhecida como “a moça da máquina de escrever” por suas intervenções poéticas em espaços públicos, e lançou recentemente a obra “Até essa comédia se tornar romântica” (2023).

Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes, doação de livros e conversas literárias.    

SERVIÇO 

EVENTO: 7ª edição do Leituras no Mart
OBRA: “Meu pé de carambola”, de Marina Hadlich. 
DATA: 05 de maio de 2026 (terça-feira). 
HORÁRIO: 18h 
LOCAL: Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart) – Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) / Antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos. 
ENTRADA: Gratuita e aberto a todos.  
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			<title><![CDATA[Aos 93 anos, escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lança livro que conta história da aviação]]></title>
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			<updated>2026-04-28T10:20:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 93 anos, o escritor Joaquim Bento Ribeiro Dantas lançará “A invenção do avião – uma construção de 500 anos” em Búzios, no dia 5 de maio. O encontro, com sessão de autógrafos, será no Restaurante Gisele (Avenida José Bento Ribeiro Dantas, 5100).

Na obra, publicada pela Sophia, Bento escreve com a autoridade de quem conhece o céu por herança e o mar por inclinação. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios e que dá nome à principal avenida da cidade, cresceu em um ambiente em que a aviação fazia parte do cotidiano. 

“Meu pai era piloto e, como falava alemão, foi trabalhar na Condor como advogado. Como era, além de bom advogado, bom piloto, juntou a advocacia com a paixão pelo voo e, muitas vezes, vi meu pai sair de casa para efetuar uma viagem regular de linha. Minha primeira viagem, Rio–São Paulo, em 1941/42, aos 8/9 anos de idade, foi em um magnífico e, para a época, supermoderno FW 200, a joia da indústria alemã” explica. 

O fascínio precoce se desdobrou em uma carreira iniciada em 1953, como escriturário na Cruzeiro do Sul, empresa em que chegaria ao posto de diretor de planejamento e vendas, atravessando um período de expansão da aviação comercial brasileira. Ao longo dos anos, acompanhou decisões estratégicas, visitou fabricantes e participou de voos de teste em aeronaves que marcariam época.



O jornalista e amigo Raul Silvestre observa no prefácio que Bento “fez do avião o seu instrumento de ofício — mas nunca o seu maior sonho”. “Se o ar representava a vida profissional, as águas simbolizavam prazer e liberdade”, escreve Raul, ao situar o autor como alguém que observa a aviação também a partir de uma sensibilidade moldada fora dela.

Esse olhar aparece no modo como o livro percorre, em 222 páginas, a história do voo. Bentinho, como o autor é chamado, reúne episódios que ajudam a entender como diferentes tentativas se acumulam ao longo do tempo. Ele nos leva, por exemplo, ao “Albatroz”, planador do capitão bretão Jean-Marie Le Bris que, na década de 1850, era puxado por um cavalo em disparada contra o vento. Homem do mar, Le Bris via nas asas uma extensão das velas dos navios e apostava na inclinação das superfícies para ganhar sustentação. O experimento terminou em queda, mas deixou o registro de um dos primeiros voos planados tripulados com algum controle, sugerindo como a aviação se formou a partir de contribuições dispersas.

O texto ganha ainda mais densidade quando mergulha nos detalhes técnicos, tratados com o cuidado de quem manuseia relíquias. Surgem as pipas celulares de Lawrence Hargrave, o aileron de M. P. W. Boulton —fundamental para o controle lateral do voo— e a audácia de Clement Ader, que buscou inspiração nas asas de um morcego para seu “Éole”. Ao tratar de Santos Dumont, o autor evita simplificações e o situa como parte de uma construção mais ampla, resultado de avanços distribuídos ao longo de séculos.

Como responsável pelo planejamento da Cruzeiro do Sul, Bento visitou fábricas globais e participou de voos de teste em modelos como o Boeing 727 e o trijato inglês Trident. Na obra, ele recorda o episódio do DC-8 que, em 1961, ultrapassou a barreira do som em um mergulho controlado. “Nada aconteceu de diferente, além de um grande estrondo”, lembra o comandante Paul Patten em um dos relatos reunidos pelo autor.

Para Bento, escrever sobre aviões foi a oportunidade de retomar uma trajetória que atravessa a própria vida e responder a uma curiosidade recorrente entre amigos e conhecidos. 

“Notei que em minha vida passada vivenciei, profissionalmente, e ainda devo, em conversa com amigos e conhecidos, satisfazer uma grande curiosidade sobre aviões e aviação. Era entusiasmado por história, já tinha publicado um livro sobre o descobrimento do Brasil. Escrever sobre aviões era a oportunidade para me reconectar com a atividade de toda a vida”, afirma.

Ele recupera um relato do naturalista von Martius, que, em 1820, registrava que a travessia entre Lisboa e o Rio de Janeiro podia levar cerca de 45 dias. 

“Hoje, vai-se em 9 horas. O que as comunicações fizeram para as ideias, palavras e dados, o avião fez para reunir as pessoas”.  conclui.

Sobre o autor

Joaquim Bento Ribeiro Dantas nasceu em 1933, no Rio de Janeiro. Filho de José Bento Ribeiro Dantas, figura importante na formação urbana e administrativa de Búzios, cujo nome batiza uma das principais avenidas da cidade, é formado em Direito pela PUC-Rio. Atuou por mais de duas décadas nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, onde chegou ao cargo de diretor de vendas e responsável pelo planejamento. É autor de “Ciência e Tecnologia: Caminhos para o Descobrimento do Brasil e Anarquintas” e de vários artigos publicados em veículos como Primeira Hora, Peru Molhado e Jornal dos Búzios.

Características

TIPO brochura

FORMATO 16x23

PÁGINAS 228

PESO 419 gramas

ISBN  978-65-88609-60-6 

 
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			<title><![CDATA[Tapete Azul: projeto celebra mês de conscientização sobre o autismo com arte e inclusão]]></title>
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			<updated>2026-04-27T21:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[No dia 30 de abril, a partir das 18h, a Casa de Cultura José de Dome, em Cabo Frio, receberá o evento Tapete Azul, uma celebração que marca o encerramento do mês de Conscientização do Autismo.

Essa é a celebração de uma jornada iniciada em janeiro, quando jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passaram a integrar práticas teatrais e produções audiovisuais, tornando-se protagonistas de suas próprias histórias. O projeto reuniu instituições como APAE, APPAA Casa Azul, Associação Mães Coragem e Instituto Woody, com foco no direito à expressão, à arte e ao pertencimento.

A noite será marcada por emoção, reconhecimento e brilho, com clima de premiação, incluindo entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo desse processo. 

Com clima de premiação, a noite contará com entrega de estatuetas aos participantes e exibição dos vídeos produzidos ao longo do processo. Sâo obras que reafirmam a arte como ferramenta de inclusão e autonomia.

Abrindo a programação, o espetáculo "Entre o Ruído e o Silêncio", com texto e direção de Anderson Macleyves, propõe uma narrativa sensível e intensa sobre o universo autista. O elenco é formado por Walter Ramos, Tati Lobo, Victor Pimentel e Patrícia Bernardo.

O evento é gratuito e aberto ao público.
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			<title><![CDATA[Teatro Municipal de Cabo Frio sob o signo da incerteza; prefeitura mantém o silêncio]]></title>
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			<updated>2026-04-24T19:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Fechado há quase dez anos por problemas estruturais e de segurança, o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, em Cabo Frio, segue sem data de reabertura. Assim que tomou posse, em janeiro de 2025, o prefeito Serginho Azevedo informou que o espaço passaria por uma grande reforma, desta vez realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). 

No entanto, o futuro dessa parceria acaba de ganhar uma dose de incerteza. Nesta semana, o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, determinou a suspensão temporária de novos contratos e de pagamentos em diversas áreas da administração estadual, visando o reequilíbrio fiscal. Embora o decreto foque inicialmente em pastas de infraestrutura urbana, o contingenciamento gera dúvidas sobre os investimentos de responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Faetec em Cabo Frio. Sem o fluxo de caixa garantido pelo Estado, a finalização da escola-teatro pode sofrer novos adiamentos. Esta semana a Folha questionou o governo municipal sobre a existência de alguma conversa em andamento com o governador interino a respeito da obra no teatro de Cabo Frio, mas não houve resposta.

Na época, o secretário de Cultura, Carlos Ernesto Lopes (Carlão), chegou a anunciar que a reabertura do espaço estava prevista para o começo do segundo semestre do ano passado. O Termo de Cooperação Técnica, no entanto, só foi celebrado em 14 de maio de 2025, e publicado cinco meses depois, no dia 28 de outubro, com vigência de dois anos a contar da data de assinatura. O documento a que a Folha teve acesso previa “o compartilhamento de espaços / instalações do Teatro Municipal de Cabo Frio com a FAETEC, visando a oferta de cursos relacionados às artes cênicas, para ampliação do acesso da população do Município de Cabo Frio à formação técnica e artística”. Mesmo assim, a prefeitura anunciou que a obra teve início em julho. 

Por conta do atraso, membros do governo chegaram a falar de uma possível reinauguração no final de 2025, o que também não aconteceu. Em janeiro deste ano, uma nova previsão foi ventilada para depois do carnaval, mas também não se concretizou. Oficialmente, no entanto, a Prefeitura vem mantendo mistério sobre o andamento do projeto. E segue ignorando todos os pedidos de informação feitos pela Folha. 
Há nove meses o site oficial do Executivo Municipal chegou a informar que toda a obra seria custeada pelo Governo do Estado. Como contrapartida, a Prefeitura deveria implantar uma escola de teatro no local, transformando o espaço também em um centro de formação artística. A proposta era de que o teatro funcionasse não apenas como palco para apresentações, mas também como instrumento de educação e capacitação.

Inaugurado em 14 de agosto de 1997 e fechado desde janeiro de 2017, o Teatro Municipal vive uma longa novela, que ganha um novo capítulo a cada governo. Entre os entraves que impediam a reabertura estavam dívidas com a Enel e falhas estruturais que levaram à interdição do prédio pelo Corpo de Bombeiros. Em novembro de 2018, o espaço chegou a abrir agenda apenas para pequenas apresentações no foyer. À época, a Prefeitura informou que os demais ambientes permaneceriam fechados aguardando a aprovação do projeto de reforma pelo Corpo de Bombeiros, etapa necessária para a abertura de licitação. As melhorias previam duas novas portas de saída de emergência, troca do piso da plateia por material não inflamável, sinalização luminosa nas escadas, ampliação das portas já existentes e substituição dos extintores. 

Em fevereiro de 2021, o teatro foi visitado pelo arquiteto Marcos Flaksman, autor do projeto original do espaço. Em julho do mesmo ano, a então secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, esteve em Cabo Frio para verificar a possibilidade de apoio à revitalização, inclusive com a aquisição de equipamentos técnicos, como iluminação, via leis de incentivo.
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			<title><![CDATA[Em Saquarema, Teatro Mário Lago tem comédia espírita neste domingo ]]></title>
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			<updated>2026-04-24T17:34:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Neste domingo (26), às 18h30, o Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, vai receber o espetáculo “Sorria Você está no Além”. 
Escrito por Lurimar Vianna e estrelado por Rogério Fabiano e Érica Collares, a peça se passa em torno da história dos personagens Paulo e Ana, espíritas que se veem em um lugar estranho após desencarnarem. 

Enquanto aguardam contato com seus mentores espirituais, eles revisitam suas atitudes terrenas e confessam "pecados" de forma divertida, com um final surpreendente.

A comédia teatral, focada no humor com reflexões sobre espiritualidade, tem produção local de Olívia Mitidieri. Guilhermo Dalchiele é o operador de luz e som.

Os ingressos para “Sorria Você está no Além” podem ser adquiridos pelo Sympla por R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 35 (promocional solidário + 1kg de alimento não perecível). 

O espetáculo tem uma hora de duração e a classificação indicativa é livre. 

Mais informações podem ser obtidas no número (22) 98164-9893.

O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Coronel Madureira, 77 - térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
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			<title><![CDATA[Cantora pøliva escolhe praia paradisíaca de Cabo Frio como cenário de clipe cinematográfico]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:19:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A praia paradisíaca que fica no caminho da Trilha do Morro do Vigia, entre a Praia do Peró e a Praia das Conchas, serviu de moldura para o novo passo na carreira da artista pøliva.

Com o lançamento do single "Depressa", que foi ao ar no dia 16 de abril, a cantora inaugura a jornada do álbum conceitual pølivessense, apresentando ao público o conceito de Rock Xamânico: uma fusão entre o rock e o autoconhecimento da própria natureza humana a partir da filosofia universalista das 7 Leis Herméticas e os 5 elementos naturais (Éter, fogo  água, ar e terra).

Gravado no icônico paraíso da cidade, o videoclipe de "Depressa" utiliza a natureza bruta de Cabo Frio para narrar uma poderosa metáfora de transmutação.

"O meu rock não é só para entreter. Aprendi com as minhas influências musicais que o mais importante é a música que conecta e vive para sempre em nós", afirma pøliva. No filme, a artista encena uma metamorfose: desamarrando-se de rédeas e tecidos que simbolizam a "matrix do ego" para revelar a leveza de um vestido branco, representando a essência e a consciência do Ser.

O projeto reafirma Cabo Frio como um local de produção artística de alta qualidade. "Depressa" personifica o elemento Éter e é a primeira das sete faixas que serão disponibilizadas nas plataformas de streaming ao longo de 2026.

 

Ficha técnica:
 

Produção Fonográfica: Emrede Pro

Produção Musical: Bruno Morpheo (Morpheo Estúdio)

Roteiro, direção e pós produção: Poliva Soham

Figurino, assistente de direção fotográfica e making off: Nina Farias

Fotografia e filmagem: Felipe Ayres (Shot By Lipe)

Filmagem aérea: Taynan Santos (Drone Explore)

Produção: Paulinha Araújo

Mídias: Ariane Viana

 

Canais oficiais:

Site: https://polivaoficial.com.br/ 

Instagram: https://www.instagram.com/polivaoficial/ 

Youtube: https://www.youtube.com/@polivaoficial 

Streaming: https://linktr.ee/polivaoficial 

 
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			<title><![CDATA[Abertas as inscrições para o primeiro Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-04-21T13:06:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Estão abertas até o dia 30 de abril as inscrições para o 1° Festival Internacional de Cinema de Cabo Frio – FINCCA, que será realizado na cidade de Cabo Frio (RJ) entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, com entrada franca.

Cineastas, poetas e fotógrafos podem inscrever suas obras no site: https://fincca.com.br/. O tema desta primeira edição é mar. As obras devem conter esse elemento como narrativa ou que apareça na composição da obra.

Dos filmes, a duração permitida de longa-metragem é acima de 70 minutos, média-metragem, entre 31 e 69 minutos, e curta-metragem até 30 minutos. Serão aceitos filmes de ficção, documentário e animação, de todos os gêneros e subgêneros cinematográficos. No caso de poesias e fotografias, são aceitas quantas obras o autor quiser inscrever e serão selecionadas 10 poesias e 20 fotografias para exposição no festival e que concorrem a premiação.

São 10 categorias em disputa do troféu Tartaruga-Aruanã: Melhor Filme, Melhor Filme Latino-Americano, Melhor Documentário, Melhor Direção, Melhor Atuação (atriz ou ator), Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Curta ou Média-Metragem, Melhor Poesia, e Melhor Fotografia.

Na programação, o FINCCA oferecerá em Cabo Frio (RJ) quatro mostras: Internacional (competitiva), Latino-Americana (competitiva), Infantil (não competitiva) e Grandes Clássicos (não competitiva), mesas de debate, concurso de poesia, concurso de fotografia, exposições com as obras selecionadas, roda de leitura, e apresentações musicais com artistas locais valorizando a identidade caiçara.

Já estão confirmados na programação Heitor Dhalia, diretor da série DNA do Crime (2023-2024) na Netflix, filmes À Deriva (2009), Cheiro do Ralo (2007), Serra Pelada (2013), entre outros; Eduardo Nunes, diretor de Sudoeste (2011), Reminiscência (2002) e Unicórnio (2017); e fechando a grande atriz do cinema nacional Simone Spoladore, atuante em 39 filmes, entre eles: Lavoura Arcaica (2001), Sudoeste (2011), O Livro dos Prazeres (2021); e séries Cidade Invisível (2023) e Os Maias (2001).
 
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			<title><![CDATA[Livro de Júlia Vita mostra como o elemento aquático transforma a poesia brasileira contemporânea]]></title>
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			<updated>2026-04-14T22:46:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[
“Com sensibilidade rara e uma atenção que opera com exuberância nos escoamentos da matéria água entre teoria e poesia, Júlia Vita nos oferece, com ‘Rítmica marítima’, um trabalho poderoso — aporte bibliográfico tanto para poetas e escritores quanto para pesquisadores.”

Mar Becker, escritora, no texto de quarta capa da obra


 

A Sophia Editora lança "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas", da poeta, pesquisadora e editora Júlia Vita. Resultado de sua dissertação de mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF), o livro investiga a profunda conexão entre o elemento aquático e a fundação do ritmo poético, propondo uma reflexão inovadora sobre como a água influencia a criação literária. A autora lança a obra no Rio, na Livraria da Travessa de Botafogo, no dia 15/4, às 19h. Haverá um bate-papo com a autora e leitura de poemas da obra por convidados especiais: Bruno Pacífico, Érica Magni, Flávio Morgado, Luiza Leite e Rodrigo Cabral. A mediação será feita por Bruno Jalles e Michele Miranda.

O livro conta com texto de quarta capa assinado pela escritora Mar Becker; o prefácio por Gabriel Morais Medeiros, doutor em Teoria e História Literária (Unicamp) e editor na Ofícios Terrestres Edições; posfácio por Bruno Jalles, Historiador, doutor em Filosofia da Arte pela UFF e poeta; e texto de orelha de juliana C. alvernaz, poeta e professora do Departamento de Línguas e Letras da UFES. A obra foi pré-lançada durante a Festa Literária Internacional de Niterói (Flin).

“Esta pesquisa parte do processo empenhado na publicação do meu primeiro livro de poemas, &#39;Alga viva&#39;, que foi elaborado a partir dessas sensações aquáticas que permeiam minha característica de escrita”, explica a autora. A obra surgiu de uma inquietação gerada pela observação dos movimentos das águas e sua relação com a escrita poética, amplificada pela comoção diante de desastres ambientais como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho e os vazamentos de óleo no litoral brasileiro. “Além disso, esse enfoque rítmico dialoga com o acompanhamento do curso de degradações via rios e correntes marinhas, que além de textos também contou com obras visuais e ações ambientais coletivas, como a série Souvenir, em que mobilizei moradores de regiões afetadas para coletarmos amostras naturais anteriores à chegada de rejeitos de mineração, por exemplo”, comenta.

O livro percorre três eixos principais. No primeiro, ela examina a origem do conceito de ritmo, desde a associação mítica ao “fluir” das águas – derivada do grego rhythmós, que teria se originado do verbo reo (fluir) – até as reformulações linguísticas de Émile Benveniste e Henri Meschonnic. “Aprofundando na etimologia da palavra ‘ritmo’, que me fez encontrar e reencontrar a água diversas vezes, não demorei a descobrir que havia uma refutação linguística que colocava em xeque a explicação do termo ter derivado do ‘fluir’ das ondas”, comenta.

No segundo momento, a autora aproxima o pensamento de Octavio Paz e Gaston Bachelard para explorar como a respiração, o corpo e a voz dialogam com o movimento das águas. “O poeta cria por analogia: a dinâmica móvel da linguagem permite ao poeta criar seu próprio universo rítmico, utilizando as mesmas potências universais de atração e repulsa”, reflete, citando Paz.

A terceira parte dedica-se à imaginação material bachelardiana, explorando as águas como produtoras de imagens poéticas. “A água opera no mundo com uma função reflexiva distinta dos espelhos estáticos: as águas refletem o mundo devolvendo as imagens banhadas por elas”, observa a autora. Nesse segmento, Júlia também analisa como degradações ambientais provocam quebras rítmicas na poesia, relacionando-as a grandes desastres ecológicos recentes no Brasil.

Um dos aspectos mais originais da obra é o recorte de gênero que perpassa toda a análise. A escritora privilegia poemas de autoria feminina, situando-se numa linhagem de pensamento latino-americano que reivindica a natureza como sujeito de direitos. “Amplio a compreensão do que se entende por sujeito, para abarcar também o próprio discurso poético da matéria aquática”, afirma.

O livro representa ainda uma contribuição importante para a dissolução de fronteiras rígidas entre criação artística e produção acadêmica. “Me interessa enfatizar esse ponto, circulando o resultado atualizado após a defesa, para que também seja um ponto de contribuição para a dissolução de certos limites que até hoje geram barreiras de diálogo entre as áreas”, destaca a autora.

Além de seu caráter teórico, "Rítmica marítima" funciona como uma antologia comentada da poesia brasileira contemporânea, analisando obras de mais de quarenta autoras e autores, incluindo Ana Cristina Cesar, Marília Garcia, Olga Savary, Orides Fontela e Prisca Agustoni, entre outras vozes significativas da cena literária atual — com destaque para poetas com quem a própria autora atuou no preparo, revisão e edição de textos, como Bárbara Mançanares, Beatriz Rodrigues, Bruna Vilaça, Brunna Côrtes, Bruno Jalles, Bruno Pacífico, Camille Perissé, Danielle Freitas, Érica Magni, juliana C. alvernaz, Laura Redfern Navarro, Nathália Ranny e Rodrigo Cabral.

Para Júlia, a publicação simboliza a culminância de um processo de pesquisa que começou com sua própria prática artística e se expandiu para abarcar um amplo espectro de criadoras. “Mostra que os textos estão vivos. E isso, todo esse pessoal que aborda água em seus textos, também me mostrou de volta que o assunto está vivo”, celebra.

 

Sobre a autora

Júlia Vita (Niterói, 1995) é mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Escritora, artista, professora e editora, é responsável pela Laboriosa Produções Poéticas. Publicou o livro de poemas "Alga viva" (Córrego, 2019), premiado no edital Cultura nas Redes (SECEC-RJ) em 2020, ano em que também recebeu o Prêmio Erika Ferreira (SMC-Niterói). Como profissional do texto, atuou na preparação de obras para o Grupo Editorial Record e para editoras como Ofícios Terrestres, Patuá e Sophia. Sua pesquisa articula escrita poética, questões ambientais e patrimônio imaterial, com ênfase na relação entre ritmo, água e criação literária.

 

AGENDA | LANÇAMENTO

Lançamento de Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas
Local: Livraria da Travessa - Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo), no Rio de Janeiro
Data: 15 de abril de 2026
Horário: 19h
Entrada gratuita

A autora conversa com o público e participa de sessão de autógrafos.

FICHA TÉCNICA

Livro: "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas"

Autora: Júlia Vita

Número de páginas: 166

ISBN: 978-65-88609-55-2

Gênero: Não-ficção

Editora: Sophia Editora

Ano: 2025

Adquira o livro "Rítmica marítima: água como matéria para a escrita de poemas" no site da Sophia Editora: https://www.sophiaeditora.com.br/ritmica-maritima-agua-como-materia-para-a-escrita-de-poemas-de-julia-vita

 
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			<title><![CDATA[Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa é inaugurado no Jardim Esperança, em Cabo Frio]]></title>
			<link href="https://www.folhadoslagos.com/cultura/centro-de-memoria-afro-indigena-olhar-da-perifa-e-inaugurado-no-jardim/21914/"/>
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			<updated>2026-04-14T15:37:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Um novo projeto cultural nasce em Cabo Frio: o Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa. A inauguração, no dia 25 de março, contou com a presença de diversas instituições, como Acervo Márcio Werneck, CEAP Centro de Articulações e Populações Marginalizadas, Conversaria Buziana, a Coletiva Gecay, da produtora Cultural Josefane Silva e de pesquisadores como Leandro Miranda e Carlos Vermelho.

O Centro de Memória está disponível para acesso a pesquisa com agendamento prévio para o público e estudantes universitários e também do ensino fundamental e médio. A curadoria voluntária é do historiador Pierre de Cristo e a supervisão técnica é de Thamires Ribeira, responsável pelo Acervo Dona Osorina Vieira do Museu da Maré

O Centro de Memória conta com a colaboração de doações do IPN Instituto Pretos Novos, IPEAFRO Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros, Acervo Márcio Werneck, e o acervo literário e técnico do historiador Pierre de Cristo e o acervo fotográfico da Fotógrafa e Jornalista Thammy Carvalho.

O Centro de Memória Afro-indígena Olhar da Perifa fica localizado no CIEP 458, Hermes Barcelos, na estrada velha de Búzios, n° 1 centro do Jardim Esperança, Cabo Frio.
 
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			<title><![CDATA[Coletivo 'Mulherada que escreve' chega ao Charitas com o projeto 'Nossos contos contam]]></title>
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			<updated>2026-04-10T10:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O que começa como leitura termina em partilha. É nesse espírito que o coletivo Mulherada que Escreve, em parceria com a Sophia Editora, leva ao público o projeto “Nossos contos contam”, que estreia na próxima terça-feira, dia 14, das 18h às 20h, na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, em Cabo Frio (Av. Teixeira e Souza, 855 - Centro). A iniciativa propõe encontros abertos para leitura e discussão de textos autorais produzidos por integrantes do coletivo durante oficinas literárias realizadas na sede da editora. A entrada é gratuita.

O projeto é idealizado por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloisa Helena Campos, pedagoga e mestre em Educação, autora de “Pelas barbas do Babade – as histórias de um lendário professor” (Sophia Editora, 2021), e Rô Arruda, autora de “Corpo que teu corpo quer” e “Agreste em mim”, além de Bete Buss, Cláudia Freitas e Daniela Assunção, com apoio institucional da Sophia. Na estreia, é Eloisa quem conduz o encontro, em diálogo com o público sobre os textos e seus processos de criação.

A origem de tudo remonta ao Círculo de Leitura da Sophia, que há mais de três anos reúne integrantes do coletivo em encontros dedicados à literatura. O desejo de avançar dessa leitura compartilhada para a escrita levou à criação das oficinas literárias, que formaram um grupo ativo de autoras. No ano passado, essa movimentação já havia transbordado para o espaço público com o projeto Leituras no MART, voltado à leitura de contos de grandes autoras. A boa recepção abriu caminho para um novo passo: levar ao Charitas leituras e textos próprios, expondo assim o processo de criação.

"Com o sucesso dessa iniciativa, foi um pulo para pensarmos o Leituras no Charitas, só que com a finalidade de levar os textos produzidos na Oficina de Escrita para partilhar com o público o processo de criação dos escritores", explicam, juntas, Eloisa e Rô, reforçando o caráter coletivo da ideia. A escolha do espaço, segundo as organizadoras, encontrou acolhida imediata.  "Encontramos no Charitas uma acolhida e incentivo maravilhosos para pôr em prática o projeto", acrescentam.

A parceria com a editora também se sustenta em afinidades construídas ao longo do tempo, tanto no campo da leitura quanto da escrita. O grupo destaca o papel da Sophia como um espaço que articula formação, produção e circulação literária. 

"A escrita proporciona um espaço muito precioso de partilha de experiências individuais e coletivas, de busca e constituição de identidades e de ocupação de lugares de falar", avaliam.
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			<title><![CDATA[Espetáculo 'Vamos Vadiar' retorna aos palcos com apresentações no estado do Rio de Janeiro]]></title>
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			<updated>2026-04-02T12:59:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O espetáculo “Vamos Vadiar” retorna aos palcos em 2026 com uma nova adaptação e apresentações em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro. Após sessão no Teatro Popular de Rio das Ostras, no dia 20 de março, as próximas apresentações serão no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia, no dia 3 de abril, e no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), em Maricá, no dia 17 de abril.

A montagem teve sua primeira apresentação em sessão única no Teatro Municipal de São Pedro da Aldeia, em 2 de dezembro de 2023.
 Realizado sem patrocínio ou apoio financeiro, o espetáculo reuniu aproximadamente 180 pessoas, demonstrando o interesse do público por propostas artísticas ligadas à cultura popular e às tradições afro-brasileiras.

“Vamos Vadiar” é um musical que reúne música ao vivo, dança e teatro, propondo uma experiência sensorial e coletiva inspirada em manifestações culturais africanas em diáspora no Brasil. As cenas são conduzidas por diferentes instrumentos, como tambores, agogôs, berimbaus e violão, que acompanham danças e ritmos de tradições populares como capoeira, jongo, coco, samba de roda, afoxé e maracatu, além de momentos de interação com a plateia.

A dramaturgia utiliza a metáfora do rio e de suas margens, evocando a água como guardiã da memória, o ventre feminino como espaço de proteção e origem, e a ginga como expressão do corpo que resiste. O espetáculo propõe uma reflexão poética e política sobre a ancestralidade, os territórios culturais e os saberes que nascem e se fortalecem em espaços historicamente marginalizados. A escolha da vadiagem como tema central surge como gesto de resistência e afirmação cultural. No espetáculo, a vadiagem é apresentada como um modo de viver que questiona as lógicas produtivistas da sociedade contemporânea, valorizando o tempo, a conexão com a natureza e os conhecimentos ancestrais.

Ao mesmo tempo, a obra denuncia o uso exploratório dos corpos negros e periféricos e celebra o reencontro ancestral de corpos vadios como forma de amor, memória e resistência. Os intérpretes são integrantes do Coletivo Vadeia Aldeia, grupo cultural criado em 2021, na cidade de São Pedro da Aldeia.

O coletivo é formado majoritariamente por pessoas negras — educadores, capoeiristas, artistas e brincantes da cultura popular — que se dedicam à pesquisa, ao compartilhamento e à difusão de manifestações culturais afro-brasileiras, sempre em diálogo com mestres e mestras das tradições populares. O espetáculo também conta com a participação de artistas convidados: Alex Salles, Jotta Percussão, Mayla Árvore, Nina Estrela, Renata Magrela e Vinicius Lobo.

O espetáculo “Vamos Vadiar” é um evento com ações de democratização e acessibilidade. Entre as medidas, estão a contratação de intérpretes de Libras e a gratuidade para estudantes de escolas públicas.

A Circulação “Vamos Vadiar” é fomentada pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio com recursos da Lei Aldir Blanc.

Detalhes da apresentação, estarão disponíveis na página do Coletivo Vadeia Aldeia no Instagram, perfil @vadeia_aldeia.
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			<title><![CDATA[Março marca retomada das atividades do projeto "N'GOMA IAIÁ!", do Coletivo GRIOT, de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-31T17:16:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O mês de março marcou a retomada das atividades do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, de Cabo Frio, dentro do Projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!", que promove oficinas de percussão feminina e atividades itinerantes de formação cultural.

Após um período de recesso, foram reiniciadas as oficinas de percussão, às segundas-feiras; e de dança afro, às quintas, no espaço GRIOT, próximo à rodoviária, sempre das 19h às 20h30. Ainda há vagas em aberto e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (22) 99953-1204.

Além  disso, o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, foi repleto de atividades, incluindo uma apresentação de Maracatu na abertura da 35ª Semana Teixeira e Sousa, em Cabo Frio, juntamente com o Grupo Tambor de Cumba (RJ). Na mesma data, foi feito o primeiro ensaio aberto visando ao grande cortejo, que será realizado no Canto do Forte, no dia 31 de maio. 

Ambas as atividades contaram com a participação da Mestra Aninha Catão, bailarina e coreógrafa do Maracatu Tambor de Cumba (RJ) e do Mestre Rumenig Dantas, da Nação Maracatu Porto Rico (PE).

Ainda como parte da programação da Semana Teixeira e Sousa, o Coletivo GRIOT, por meio do Tambor do Iaiá, promoveu uma roda de Jongo e Coco para o público que acompanhava o evento literário e cultural na Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio. Colocando em prática os ensinamentos de dança e percussão passados pela Mestra Márcia Fonseca, também foi feita uma apresentação coreográfica, de representação dos orixás.

As atividades e ensaios visando ao cortejo continuam nas próximas semanas e, além das oficinas regulares, a programação conta com outros dois ensaios abertos, marcados para os dias 11 de abril e 23 de maio.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi iniciado em outubro do ano passado, com a realização de oficinas itinerantes de boneca Abayomi ("Presente Precioso", em iorubá), da professora e artesã Andreia Fernandes; e de percussão feminina, da Mestra Márcia Fonseca, em escolas da rede pública de Cabo Frio e na Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo, no bairro Monte Alegre.

"O projeto é uma forma importante de levar essa formação cultural, que é tão discriminada na sociedade, de forma mais ampla. A gente vai trabalhar com os terreiros, nas escolas, e na periferia de Cabo Frio. Essa forma ampla de trabalhar a formação cultural visa atrair mulheres e pessoas que se identificam com a proposta", destaca a diretora-geral do projeto e do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT, professora e Mestra Márcia Fonseca.

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público n° 04/2025, com recurso da Lei Aldir Blanc - PNAB (Lei nº 14.399/2022), Governo Federal, Ministério da Cultura, lançado pela Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, na categoria Formação Cultural.

O calendário de atividades também está disponível pelo link https://drive.google.com/file/d/1NIC0Z_PrF2qfKX90dL5rHsB5_jdZNRJ6/view?usp=drivesdk e nas redes do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Coletivo GRIOT: @griot_cabofrio e @tambordeiaia_griot. 

O projeto "N&#39;GOMA IAIÁ!" tem o apoio da Tenda Espírita Caboclo Nazareth - Casa de Caridade Maria Mulambo; da Feira Cultural e Afroempreendedora Bandaras; da Federação de Cultura Afro do Estado do Rio de Janeiro (Fecarj); e da Rede das Pretas.

Sobre o GRIOT: 

O Coletivo GRIOT de Pesquisa, Difusão e Memória em Tradições Afro-Brasileiras existe desde 2008 na Região dos Lagos, com sede em Cabo Frio, pesquisando, difundindo memórias e contemporaneidades, em ações comprometidas com o antirracismo, com o protagonismo, a identidade e visibilidade cultural afrocentradas.  

Há pouco mais de um ano, o GRIOT foi reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, em virtude da suas atividades culturais, que contribuem para o acesso, a  proteção e a promoção dos direitos da cidadania e da diversidade cultural do Brasil. Em julho de 2024, o Coletivo foi reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

O GRIOT desenvolve atividades de Jongo, Ciranda, Coco, Maracatu, dança afro contemporânea, de orixás, gestos, canto, percussão, de contação de história, culinária, exibição de filmes, literatura, palestras e outras ações.
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			<title><![CDATA[Cabo Frio terá Encenação da Paixão de Cristo nesta sexta-feira (03)

]]></title>
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			<updated>2026-03-30T09:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[ Prefeitura de Cabo Frio e a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção vão realizar mais uma vez a Encenação da Paixão de Cristo, um marco de cultura e fé que movimenta o Largo Santo Antônio durante o feriado religioso. A apresentação acontecerá na sexta-feira santa (03), às 21h.

O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, destacou a importância de um dos eventos religiosos mais tradicionais da cidade e dos trabalhos conjuntos com a Paróquia para tornar viável a realização dessa celebração de cultura e fé.

“A celebração da Paixão de Cristo é um marco de fé dentro da programação da Semana Santa. Trabalhamos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Assunção para unir forças e dedicação, para mais vez proporcionarmos esse espetáculo que sempre foi um atrativo religioso em nossa cidade, além de ser uma essencial representação de fortalecimento da fé cristã”, disse.

Retratando a peregrinação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Encenação da Paixão de Cristo em Cabo Frio vai reunir 79 pessoas nos papéis principais, 35 figurantes, uma equipe geral de organização e figurinos, com oito participantes, e 20 encarregados pela montagem e desmontagem dos cenários. Serão três palcos para retratar os atos, a ressurreição acontecerá no alto do Morro da Guia.
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			<title><![CDATA[Contos de Machado de Assis chegam ao teatro de Cabo Frio pela primeira vez]]></title>
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			<updated>2026-03-26T08:30:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29) o Teatro Quintal (Rua Américo Ferreira da Silva, 3 – Parque Burle – Cabo Frio) vai receber o projeto “Te conto em cena”. A programação será composta por três espetáculos com textos do escritor Machado de Assis adaptados pelo diretor, professor, encenador e dramaturgo Leonardo Simões. Celebrando 15 anos desde a sua primeira temporada, o projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ.

Nesta sexta, às 20h, a programação será aberta com os contos “A cartomante”, “Missa do galo” e “O espelho”. No sábado, no mesmo horário, serão encenados “A causa secreta” e “O enfermeiro”. Encerrando a programação, no domingo às 19h, será apresentado um conto cômico chamado “Ernesto de Tal”. Ingressos a R$30 (inteira) e R$15 (meia, ou solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível). As apresentações variam entre 50 e 70 minutos.

Todos os espetáculos possuem classificação etária acima de 13 anos, e serão apresentados pelo mesmo elenco que compõe o projeto há 15 anos: Luiz Filipe Carvalho, Pedro Maia e Raquel Penner, que além de atriz também é produtora teatral, e circula há cinco anos com o monólogo “Cora do Rio Vermelho”, que retrata a vida e obra de Cora Coralina. A peça já passou por mais de 20 cidades brasileiras, e recentemente ganhou o Prêmio Cenym de Teatro Nacional como Melhor Monólogo do Ano 2024.

No palco os três atores dividem os mesmos recursos cênicos, e utilizam uma linguagem mais contemporânea, que apresenta nuances que variam entre o épico e o dramático, mas sem o rigor de reconstrução de época. As encenações são despojadas, contando apenas com quatro cadeiras como principal elemento de cenografia, valorizando apenas os artistas e a palavra, ressaltando o caráter atemporal da obra machadiana.

Além das apresentações, o também projeto vai promover uma oficina teatral gratuita com Leonardo Simões. A Oficina “Conta e Faz – noções básicas do teatro narrativo” propõe a realização de jogos teatrais e improvisações, tendo como estímulo criativo os fragmentos de alguns dos contos de Machado de Assis, incluindo os que foram adaptados para o projeto “Te Conto em Cena”.

Tendo como base a metodologia improvisacional de Viola Spolin, e técnicas narrativas praticadas por Leonardo, serão desenvolvidas ainda as habilidades de fisicalização de personagens, agilidade verbal e contracenação, a partir dos aspectos principais da cena, mesclando elementos de narração e de ação dramática. O encontro acontece neste sábado, no Teatro Quintal, e terá quatro horas de duração. São apenas 20 vagas disponíveis para maiores de 18 anos, e para participar é preciso fazer inscrição prévia através de um link disponível no instagram @‌tecontoemcena.

O projeto também terá ações de acessibilidade (com intérprete de Libras em todas as apresentações), debates, ingressos solidários, distribuição gratuita de ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino e projetos sociais. O objetivo é ampliar a experiência e democratizar o acesso do público. Realizado pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas, o espetáculo tem cenografia, figurinos e adereços assinados por Patrícia Delvaux e Nívea Faso; sonoplastia por Leonardo Simões e iluminação por Raphael Grampola. O cenotécnico é com Carlos Augusto Campos e Leandro Ribeiro; assistência de produção e operação de som, Rafa Barcelos; designer e fotografia, Bianca Oliveira; mídias sociais, Lyana Ferraz e produção local (Cabo Frio), Fábio Dajô.

O “Te Conto em Cena” teve sua estreia em 2011, com quatro bem sucedidas temporadas. A primeira, de quatro meses, ocorreu no Castelinho do Flamengo. Com excelentes críticas de especialistas em cultura, o projeto passou a fazer sessões duplas de quinta a domingo, com fila de espera na porta do Castelinho. Depois passou pelo Teatro Municipal de Niterói e seguiu para uma curta-temporada com sessões duplas no Espaço da Cia. dos Atores, na Lapa. Também ficou por dois meses no Solar de Botafogo. Nos anos seguintes, através do Patrocínio da Eletrobras (Lei Rouanet e do Prêmio FUNARTE Teatro Myriam Muniz), o projeto alcançou o público nas cidades de Cuiabá e Chapada dos Guimarães (MT); Porto Velho e Cacoal (RO); João Pessoa e Campina Grande (PB); Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA).
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			<title><![CDATA[Luto: escritor cabo-friense Célio Mendes Guimarães, aos 96 anos, deixa legado de amor à literatura]]></title>
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			<updated>2026-03-22T20:54:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Aos 96 anos, o escritor e poeta cabo-friense Célio Mendes Guimarães declarou em prosa e verso seu amor às letras. Foram mais de 300 obras lançadas. 

— É uma questão de dom, de criação. É bastante divino. A inspiração existe. Precisamos é buscar por ela. Para termos as coisas, temos que luta — disse em entrevista publicada pela Folha dos Lagos em 2021, quando o escritor tinha 91.

Célio Mendes Guimarães morreu na manhã de domingo (22). O velório aconteceu na Sociedade Musical Santa Helena. O velório será na manhã de segunda (23). 

Célio Guimarães recebeu em 2011 o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj), por indicação do então deputado Jânio Mendes. Outra de suas inúmeras honrarias recebidas foi a medalha Victorino Carriço, concedida pela Câmara de Cabo Frio. Além disso, ocupou a cadeira 37 da Academia Cabo-friense de Letras.

Nas redes sociais, muitos amigos e admiradores prestaram homenagens. "Meu amigo querido se foi. Agora descansa no celestial. Obrigado por tanto poeta Célio Guimarães. Quanto aprendizado, quantas estórias boas e quantos risos. Um abraço afetuoso pra Susana e pra toda família. Até um dia meu querido prosador e poeta Célio Guimarães", escreveu a memorialista e ex-secretária de Cultura Meri Damaceno. 

"Hoje nos despedimos com tristeza, mas também com gratidão por tudo o que ele representou e construiu. Sua obra, seu exemplo e seu amor pela literatura permanecerão vivos em cada palavra, em cada encontro e em cada novo escritor que surgir inspirado por sua caminhada", postou o coletivo Flores Literárias. 

Evangelos Pagalidis também enalteceu o escritor. "Foi um marido dedicado, pai amoroso e avô exemplar. Seguindo o legado de seu pai, Clodomiro Guimarães, músico e fundador da Sociedade Musical Santa Helena, Seu Célio foi um guerreiro. Arrimo de família, orientou seus irmãos, tanto no caminho da música como na profissão de barbeiro. Já era um profissional de sucesso, com filhos se formando, quando resolveu voltar aos estudos, que havia interrompido ainda no primário, para ajudar a família. Sem queimar etapas, foi avançando até se formar em letras, pela Ferlagos, com louvor! Ao se lançar como escritor, iniciou uma carreira literária impressionante, sendo considerado atualmente o escritor cabo-friense recordista de publicações. Como amigo de seus filhos, na juventude, amizades de uma vida inteira, pude acompanhar bem de perto sua trajetória. Foi-se um grande homem, um ícone de nossa cidade!". 
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			<title><![CDATA[35ª Semana Teixeira e Souza começa neste fim de semana em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-21T09:40:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir deste fim de semana até o dia 28 deste mês Cabo Frio vai celebrar o legado e a obra de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa. Homem negro, o cabo-friense nascido em 1812 foi um escritor, poeta e dramaturgo, autor do primeiro romance brasileiro: O Filho do Pescador (1843). Em maio de 2024 o livro ganhou uma versão anotada através da Sophia Editora. A obra de 180 páginas traz 595 notas explicativas e resgata o legado do autor, que faleceu em 1861, aos 49 anos. Toda essa trajetória será lembrada durante a XXXV Semana Teixeira e Sousa, que terá abertura com solenidade oficial neste sábado (21), às 13h, no busto do escritor, na Praça Porto Rocha, com a apresentação do projeto “Os Teixeiras”, sob direção de Ítalo Luiz, seguida por um cortejo de Maracatu com o grupo Tambor de Cumba.

Criada por meio da Lei Municipal nº 1.106/91, a Semana Teixeira e Sousa faz parte do calendário oficial do município desde 2012, e passou a constar também no calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro pela Lei Estadual nº 6.290/12. Em sua 35ª edição, as atividades serão conduzidas e desenvolvidas utilizando a obra “Cornélia” como base. O evento tem apoio da Prolagos e do Convention Bureau de Cabo Frio.

Neste sábado (21) as atividades na Praça Porto Rocha começam antes da abertura oficial do evento: das 10h às 16h, o artista Reinaldo Caó comanda o workshop "Pintando na Feira". Na Tenda Principal, às 14h, começa a Feira Literária com lançamentos de autores locais e o Fórum Ubuntu. Às 15h, a mesa redonda principal reúne o Prof. Dr. Amauri Mendes Pereira, Flavia de Jesus e José Leandro Junior, com mediação de Guilherme Teixeira. A noite encerra com um ato pelo Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial às 18h e o Samba do Quilombo às 20h. No domingo (22), às 10h, a Praça Porto Rocha recebe roda de conversa sobre o autor, distribuição de mudas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, além das oficinas de trança com Jessica Menezes e de forró com o projeto Forró na Praça.

Segunda-feira (23), das 9h às 11h, o projeto “Os Teixeiras” se apresenta na Escola Municipal Teixeira e Sousa. Na Praça Porto Rocha, às 14h tem contação de histórias por Andreia Fernandes e Marcia Fonseca, seguida de lançamentos literários às 16h e apresentação do Jongo Grupo Griot. Às 18h, a mesa de debates recebe o Prof. Dr. André Santana, a escritora Dominique Magalhães e a Profª Dra. Rosane Romão. O encerramento será com Leo Dioli às 20h.

Na terça-feira (24), após a apresentação matinal (9h às 11h) na Escola Municipal Talita Perelló, a Praça Porto Rocha recebe (às 14h) a contadora Rosana Andreia e o Maestro Sergio Gabriel. Após os lançamentos de livros às 16h, a mesa das 18h conta com as professoras Silvia Rohen, Virginia Lane, Jaqueline Brum e o professor Bruno Rodrigues Severino. A noite termina com o Grupo de Capoeira Vozes da África. Quarta-feira (25) a programação começa na E.M. Wanda Roque das 9h às 11h. Na praça, Luanda Oliveira comanda a contação de histórias às 14h. Às 18h, a mesa de debate reúne os doutores Ana Carolina Barreto, Renato Oliveira e Maria de Fatima Moura. As apresentações culturais ficam por conta da Cia de Dança Lua Afro e da cantora Paula Azevedo, com samba de terreiro.

No dia 26 (quinta-feira) o projeto “Os Teixeiras” visita o C.E.M. Marli Capp pela manhã. À tarde, na praça Porto Rocha, Alda Dutra faz a contação de histórias às 14h. A mesa das 18h será mediada por Sérgio Nogueira (Imupac) e contará com Carla Renata Gomes (Ibram), Carina Mendes (Iphan), Rafael da Costa Chagas, Leandro Correia, Taissa Ferraz e Glaucia Gomes de Azevedo. A música fica com o Pagode da 12.

No dia 27 haverá celebração do reconhecimento do autor pelas Academias de Letras. A atividade escolar será na E.M. Amena Mayall (9h às 11h). Na praça, Rosana Silva conta histórias às 14h, seguida pelo lançamento de livros. Às 17h, apresentam-se Macedo Griot e o projeto “Os Teixeiras”. Às 18h, a mesa reúne Rose Fernandes (ACL), Vinicius Grijó (Alacaf) e Janaina Nery (Colap). O dia encerra com o Sarau das Flores Literárias e apresentação de Keren-Hapuk. O encerramento no sábado (28) terá múltiplos palcos. Em Tamoios, o Shopping Unapark recebe o projeto “Os Teixeiras” e palestrantes locais às 15h. Na Praça Porto Rocha, os lançamentos de livros ocorrem das 14h às 20h. No Charitas (Museu José de Dome), às 16h, haverá o recital da pianista Raquel Paixão pelo projeto Jovens Pianistas. A semana termina no Palácio das Águias, das 18h às 22h, com a Mostra Cabofriense de Artes Negras Abdias Nascimento e o Baile Charme.
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			<title><![CDATA[E se as crianças trocassem as telas por uma aventura literária em Cabo Frio?]]></title>
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			<updated>2026-03-16T14:42:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em tempos de algoritmos e reels infinitos, uma coleção de lançamentos literários chega com uma proposta ousada: devolver às crianças o prazer do imprevisto, do encontro com a história regional e da imaginação que não cabe nas telas. E o mais surpreendente é que, desta vez, a aventura começa em Cabo Frio.

A Sophia Editora acaba de lançar o kit exclusivo com os títulos Vovô e o Pinguim, de Bárbara Secco; História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri; e Poemas Sortidos, de Silvana Lima. A oferta está disponível em combo com 17% de desconto. Um bom incentivo para uma tarde de leitura em família.



Um pinguim, um pescador e uma memória de família

O primeiro lançamento tem raízes verdadeiras na memória afetiva da cidade. Vovô e o Pinguim, escrito por Bárbara Secco e ilustrado por Julia Miranda Louzada, narra a amizade improvável entre um pescador e um pinguim que se encontram entre as ondas e constroem, dia após dia, um laço encantador.

No posfácio, Bárbara conta a origem real da história: "Nos anos de 1950, em Cabo Frio, meus tios-avôs Celso e Otacílio Ferreira resgataram um pinguim perdido na Praia do Forte e o levaram para casa. Nêgo, como foi batizado, passou a viver no quintal, junto com os cachorros e galinhas." Uma história que começa no fato e termina em poesia — cristalina, como só o litoral sabe ser.

Descobrir a própria cidade também é aventura

História de Cabo Frio contada à minha filha, do historiador Luiz Guilherme Scaldaferri, com ilustrações de Yuri Vasconcellos, convida o leitor a um passeio em família pela Praia do Forte, o Morro da Guia e o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART). Quem guia o percurso é Liz, uma menina que vai descobrindo, a cada esquina, que a cidade onde mora tem muito mais camadas do que parece.

Quando as palavras viram brincadeira

Em Poemas Sortidos, Silvana Lima leva as crianças a um carnaval de palavras onde nada funciona como o esperado. Uma lua que resolve se fazer de barco. Um verso que termina onde ninguém apostaria. Rimas que saltam da página como se tivessem vida própria.

Silvana escreve para crianças desde os anos 1990 e aprendeu, nesse tempo todo, a falar com elas sem condescendência. Seus poemas pegam também os adultos de surpresa — quem lê em voz alta antes de dormir costuma terminar rindo sem saber bem por quê.

As ilustrações são da própria autora, feitas com recorte e colagem de papel. 

Uma cidade que é cenário e personagem

Juntos, os três livros formam um convite para que as famílias cabo-frienses se entusiasmem com a memória cabo-friense. Adquira o combo completo aqui.
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			<title><![CDATA[Educação: Sepe exige diálogo e dá últimato a governo de Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-09T14:02:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Em assembleia por videoconferência convocada pelo Sepe Lagos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, Núcleo Lagos), profissionais da rede municipal de Cabo Frio aprovaram, nesta terça-feira (3), o início de um estado de greve. A categoria denunciou que sofre há quase quatro anos sem recomposição salarial, situação agravada pelo não pagamento de enquadramentos por formação e progressões previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), além das precárias condições de trabalho nas escolas. 

– O estado de greve foi aprovado como forma de pressionar o governo a abrir negociação formal com o Sepe. Não se trata de paralisar as atividades agora, mas sim avisar à administração municipal de que se não houver diálogo a categoria poderá realizar movimentos grevistas – explicou a coordenadora geral do Sepe Lagos, Denize Alvarenga. Segundo ela, também foram deliberadas panfletagens nas escolas, intensificação da mobilização nas redes sociais, denúncias aos órgãos de controle e novas iniciativas jurídicas.

Denize contou que, durante a assembleia, os trabalhadores criticaram a não convocação dos aprovados no último concurso público, mesmo diante da carência de profissionais, o que tem impactado a rotina escolar e o aprendizado dos estudantes. Segundo ela, atualmente o município possui mais de 1500 vagas reais destinadas a servidores concursados.

– São vagas que foram criadas a partir da criação de novas turmas, de escolas que foram inauguradas, por pessoas que faleceram ou que foram exoneradas… Só no quadro de auxiliar de classe são mais de 1500 vagas reais que estão sem ninguém há mais de 20 anos. São vagas destinadas a profissionais concursados e que não podem ser ocupadas por contratos temporários. Mas a Prefeitura de Cabo Frio está colocando contratos temporários para preencher essas vagas – denunciou Denize.

À Folha, a coordenadora do Sepe Lagos disse que durante a assembleia foram relatadas diversas perseguições a servidores readaptados: “eles estão sendo levados a trabalhar mesmo doentes, por medo de represálias”, contou.

Outro ponto apontado no encontro virtual foi a falta de diálogo com o governo municipal. De acordo com o sindicato, o prefeito Serginho Azevedo nunca recebeu a categoria. Já a Secretaria Municipal de Educação (Seme), sob comando de Alessandro Teixeira, teria realizado apenas uma audiência formal, em março do ano passado, mas sem dar qualquer tratamento às demandas apresentadas naquela ocasião.

Durante o debate, servidores da educação cabo-friense também relataram perseguições administrativas, entraves na vida funcional e dificuldades para resolver problemas básicos nas unidades escolares. Integrantes de equipes diretivas que participaram da assembleia fizeram duras críticas com relação à forma com que a Secretaria de Educação conduziu as unidades escolares nos últimos temporais que penalizaram a cidade com diversos pontos de alagamento. Houve ainda denúncia de que profissionais foram convocados reiteradamente para tratar de assuntos de trabalho durante o período de férias.
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			<title><![CDATA[Musical sobre Noel Rosa estreia no próximo dia 20 em São Pedro da Aldeia]]></title>
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			<updated>2026-03-07T10:05:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A vida, a poesia e o legado de um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira vão ganhar os palcos da Região dos Lagos este mês. Produzido em Cabo Frio, o espetáculo teatral musicado “Não Quero Choro Nem Vela: Vida e Obra de Noel Rosa” tem sua estreia oficial confirmada para o próximo dia 20, às 20h, no Teatro Municipal Dr. Átila Costa, em São Pedro da Aldeia. Durante duas horas a montagem vai celebrar o aniversário de 115 anos do compositor, propondo um encontro sensível com a trajetória do "Poeta da Vila", revisitando clássicos que atravessam gerações. Os ingressos custam R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), e estão à venda pelo site Sympla. A classificação indicativa é 16 anos.

Com texto assinado pelo roteirista Geraldo Afonso e direção do ator Daniel Ericsson (do filme “Ainda Estou Aqui”), a produção da Samburá Multiartes é fruto de anos de pesquisa. O título é uma referência direta à música “Fita Amarela”, carregando uma forte carga simbólica sobre a filosofia de vida de Noel, que faleceu precocemente aos 26 anos.

– Noel Rosa, ao invés de preservar a saúde, preferiu viver intensamente. Não se preocupava com a morte. O que realmente queria era “uma fita amarela gravada com o nome dela”. Na sua curta passagem por este mundo, foi boêmio contumaz. Homem de muitas mulheres, minou sua saúde desfrutando da vida noturna na Lapa e participando de serenatas pelos bairros de Vila Isabel, Tijuca e adjacências, além de ser viciado em bebidas geladas, de preferência a cerveja Cascatinha. Quando estava em Belo Horizonte, na casa da tia Carmem, em busca da cura para a tuberculose, o que disse para tia reflete sua filosofia de vida. A tia o aconselha: “Você tem que se cuidar, Noel”. Ao que ele lhe respondeu: “Quem muito se cuida, pouco vive” - relembra Geraldo.

O roteirista revelou que o espetáculo começou a ganhar forma em meados do ano passado, originalmente como uma peça em três atos que se mostrou inviável pelo alto custo. O desafio atual foi sintetizar as 259 músicas registradas e a biografia densa do artista em uma apresentação dinâmica.

– Foi difícil escolher 26 músicas para o espetáculo. A vida dele daria uma série na Netflix. Sua infância, a passagem pelo Colégio São Bento, os prostíbulos aos 15 anos, a briga musical com Wilson Batista e as mulheres que foram suas paixões. Noel tinha três grandes paixões na vida: a música, a boemia e as mulheres – contou o roteirista.

A montagem destaca a potência artística da Região dos Lagos. Segundo o diretor Daniel Ericsson, o processo de seleção do elenco buscou artistas que tivessem familiaridade com a música, o canto ou a dança para materializar o texto de Geraldo.

– Nossa região tem pouco fomento à cultura, o que nos deixa talvez com a falsa impressão de escassez artística. Não é o caso. Temos uma profusão de artistas de primeira categoria. Alguns são artistas solos em suas carreiras, e no nosso processo os talentos convergem para o bem maior que é o espetáculo. Quero aproveitar ao máximo o talento de cada um a serviço do espetáculo – explicou o diretor.

No palco estarão Kéren-Hapuk, Roberta Sant’Anna, Manuela Dominato, Diego Vivas, Yuri Vasconcellos, Simon Soul e Gustavo Seabra. A sonoridade do universo de Noel ganha vida com os músicos Miguel R. Hevia e Vitalino. Para Daniel, o musical funciona como uma ponte entre o passado e o presente.

– O espetáculo apresenta situações de vida boas e difíceis vividas pelo artista. Suas dores são a tinta com a qual ele escreve suas letras e seus amores são as notas com que desenha suas melodias. É um elo entre o então e o agora. Tudo o que se conta é perspectiva das personagens que travaram contato com a pessoa Noel Rosa, de modo que ao mesmo tempo o mito é desmistificado, revelando a humanidade – destacou Daniel.

Após a estreia em São Pedro da Aldeia, o musical seguirá em circulação por teatros e clubes da Região dos Lagos, Região Serrana, Niterói e Rio de Janeiro. Para isso, a produção busca captação de apoio financeiro junto ao empresariado local. O diretor lamenta, no entanto, a falta de equipamentos na cidade de origem do projeto.

– Nossa estreia oficial será no dia 20 de março, no teatro de São Pedro da Aldeia, já que em Cabo Frio não temos um equipamento público para isso. É uma pena que na cidade onde o espetáculo está sendo construído não haja um teatro ativo - avaliou o diretor.
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			<title><![CDATA[Fim de semana tem espetáculos de improviso no Teatro Quintal, em Cabo Frio]]></title>
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			<updated>2026-03-05T12:51:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A partir desta sexta-feira (6) o Teatro Quintal, no Parque Burle, em Cabo Frio, recebe dois espetáculos de improviso realizados pelo Laboratório de Atuação Cênica Ensina Encena. As apresentações trazem trabalhos distintos para os públicos infantil e adulto, com sessões que seguem até domingo.

A programação começa nesta sexta-feira, às 20h, com o espetáculo "Ensina Encena Improviso Crias". No palco, alunos de 7 a 11 anos utilizam jogos teatrais para mostrar a espontaneidade e a criatividade das crianças. Com classificação livre, a peça propõe uma descoberta mútua entre os pequenos atores e a plateia, onde a imaginação conduz as cenas.

Já no sábado (7) e no domingo (8), às 19h30, a turma adulta apresenta "Como Nasce Um Vilão". Com classificação de 12 anos, o trabalho utiliza o formato de improviso longo, onde provocações lançadas ao vivo criam caminhos, relações e reviravoltas inéditas a cada sessão.

O Teatro Quintal fica na Rua Américo Ferreira da Silva, nº 3, e a capacidade é de 50 lugares por apresentação. O valor dos ingressos é de R$ 30 (preço único de meia-entrada para todos). As reservas devem ser feitas pelo WhatsApp (21) 99305-1000.
 
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			<title><![CDATA['Leituras no MART' retorna em 2026 com foco na Memória e Identidade Feminina]]></title>
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			<updated>2026-03-02T13:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Após o sucesso de quatro edições dedicadas ao tema “Memória” no último ano, o projeto “Leituras no MART” retoma seu cronograma em 2026, no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram). O primeiro encontro da nova temporada acontece na próxima terça-feira, 3 de março, às 18h, na nave histórica do museu.  

O projeto é uma iniciativa independente idealizada por um coletivo de mulheres apaixonadas pela literatura: Eloísa Helena Campos e Rô Arruda (coordenação), Bete Buss (dinamização), além de Cláudia Freitas e Daniela Assunção (implementação). A ação conta com o apoio institucional da Sophia Editora. 

Para abrir o semestre, o grupo selecionou o conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado. A escolha é emblemática: a escritora mineira foi a grande laureada do Prêmio Camões em 2024, consolidando-se como uma das vozes mais importantes da literatura em língua portuguesa. 

Em 2025 o projeto mergulhou em textos de ícones como Conceição Evaristo e Clarice Lispector, o primeiro semestre de 2026 propõe uma imersão no tema “Memória e identidade feminina”. O objetivo é privilegiar contos de autores diversos que lancem luz sobre a história e a condição da mulher no Brasil. 

O formato, que já se tornou marca registrada do projeto, vai além da leitura convencional. Serão desenvolvidas dinâmicas de acolhimento, mediação artística com leituras dramatizadas, música, dinâmicas de interação entre os participantes doação de livros e conversas literárias. 

As sessões do Leituras no MART ocorrem sempre na primeira terça-feira de cada mês, mantendo o compromisso de ocupar o museu com literatura e troca de saberes. 

SERVIÇO: 

Evento: 5ª edição do Projeto Leituras no MART 

Obra: Conto “Sem enfeite nenhum”, de Adélia Prado 

Data: 03 de março de 2026 (terça-feira) 

Horário: 18h 

Local: Nave do MART (Largo de Santo Antônio, s/nº – Centro, Cabo Frio) 

Entrada: Gratuita 
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			<title><![CDATA[Sob gestão feminina, Bloco Parókia celebrou 55 anos de carnaval com público recorde]]></title>
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			<updated>2026-02-28T09:00:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Oficialmente o carnaval de 2026, em Cabo Frio, ainda não acabou (a programação prevê desfile de blocos até o dia 1º de março), mas já entrou para a história do Bloco Parókia. Este ano a agremiação completou 55 anos de fundação, e se consagrou como um fenômeno de público e organização. De acordo com a presidente, Fernanda Carriço, aproximadamente sete mil pessoas foram atrás do Parókia pelas ruas de Cabo Frio somente no domingo de carnaval: esse, segundo ela, é o maior público da história da agremiação, que chegou a encerrar as atividades após a pandemia.

Em entrevista à Folha, ela detalhou os desafios de "reacender" uma instituição que estava “morta”, e contou  como o olhar feminino trouxe ordem à bateria, harmonia com a vizinhança e proporcionou uma união inédita entre os músicos e blocos locais. Entre a valorização dos talentos da terra e o sonho de fundar uma escola de sopro, Fernanda contou que, em sua gestão, o Parókia passou a caminhar de mãos dadas com a inovação e o compromisso social.

Folha - Como você avalia esses anos à frente do Parókia?
Fernanda - Eu conheci o Parókia em 2011, se eu não me engano. Eu estava no programa do Amaury Valério, e conheci o maestro Gessé: me aproximei dele, conheci o Parókia, me apaixonei, e me voluntariei a ajudá-lo a manter o bloco. Comecei a ajudar com estrutura, catando, pedindo… Eu acompanhei a luta do Gessé, e o meu amor pelo Parókia foi só crescendo. Há quatro anos, no pós pandemia, o Parókia tinha parado sem perspectiva de voltar: a diretoria tinha sido dissolvida e o Parókia não tinha mais ninguém. Gessé tinha ido embora para São Paulo, e eu me vi diante de um Parókia morto. E aquilo me matou por dentro, porque alguma coisa em mim falava que eu não podia deixar isso acontecer. No carnaval de 2022 o então prefeito José Bonifácio pediu para me chamar, pediu para eu fazer o carnaval, pelo menos um dia. Eu assumi e fiz um dia de Parókia. Foi um dia que a gente não saiu, se não me engano, só um concentra, para não deixar de ter. A partir dali eu não consegui mais sair e acabei assumindo, sendo eleita presidente, e assim estou oficialmente há três anos. São quatro anos à frente do Parókia. Quatro anos que mudaram completamente a minha vida pessoal e profissional. O Parókia entrou de uma forma avassaladora na minha vida. Foram anos de muita luta para reacender o Parókia, que estava morto praticamente, e torná-lo ainda maior do que já era.

Folha - Quais foram as principais conquistas da sua gestão?
Fernanda - Eu acho que passam por muitos fatores. A principal foi conseguir a união dos músicos e de vários blocos com o Parókia. Quando eu assumi estava tudo muito solto, cada um com seu bloco. E o Parókia é a mãe de todos, o pai de todos. Então fui procurar pessoas de outros blocos para propor uma união de carnaval de rua: com o Discaralha, Cê é Filho de Quem, da Farinha... E o Parókia hoje é maior do que quando eu assumi. Nesse carnaval, por exemplo, a gente botou sete mil pessoas (na rua) num domingo de carnaval. Então o bloco se tornou muito grande. Nesses quatro anos que eu faço, eu percebo essa diferença, estando diretamente à frente. Imagina anteriormente. Eu acho que essas sejam minhas maiores conquistas.

Folha - Quais foram os maiores desafios enfrentados nesse período?
Fernanda - Os desafios são inumeráveis. A começar por mim mesma, né? Eu, Fernanda, jornalista, pegar a presidência do maior bloco da cidade, que estava parado, e botar pra cima, pra frente. Eu acho que esse foi o meu maior desafio. Lidar com muitas pessoas ao mesmo tempo pra que isso acontecesse, ter jogo de cintura, engolir muitos sapos, questão de ser mulher também, né? Nesse mundo do samba a maioria é composta de homens, e não é simples eu, no meu 1,60m de altura, brigar com várias forças pelo Paróquia. São muitos os desafios, mas Graças a Deus eu tenho tido força para enfrentar todos. Mas a gente também tem que ver o lado bom da coisa. E o lado bom disso tudo é a união de várias pessoas que ajudam o Parókia, que fazem tudo pelo Parókia: os trabalhadores que dão a alma; o Fábio, com a equipe dele; a Débora, filha do Binho; os músicos; os vizinhos que ajudam; o pastor, que tem o depósito de água e que ajuda a gente. Muita gente ajuda o Parókia por amor, e isso é uma coisa muito importante também de reconhecer. Eu faço questão de agradecer todo mundo, inclusive os foliões que vão para o Parókia só para dar amor. Nada de confusão, nada de treta. Então o Parókia é a união de muita gente, de muita força também.

Folha - A gestão feminina trouxe algum olhar ou prática diferente para a organização do Parókia?
Fernanda - O olhar, a prática, o diálogo, a harmonia, buscar pessoas para abraçarmos juntos o Parókia. Eu tenho um jeito muito duro quando se trata do Parókia. Às vezes a gente tem que ter essa mão de ferro mesmo, e eu confesso que eu tenho: sou centralizadora, cuido de todos os detalhes. No ensaio, por exemplo, eu estou de olho em tudo, no desfile também. Se tiver uma garrafa jogada no chão, eu sei que tem que tirar. A mulher tem esse olhar e isso faz muita diferença. A organização do bloco foi o olhar feminino. Aquela rua, Jorge Lóssio, é muito estreita. Antigamente a gente tinha ali 10, 15, 20 barraqueiros, e o público quase não circulava. Eu tive que tocar numa ferida muito chata que foi organizar a rua, tirar todo mundo e botar poucas pessoas trabalhando pra ter mais mobilidade, mais liberdade para as pessoas curtirem o bloco. Essa é uma questão que eu acho que veio de um olhar feminino, de organizar e isolar a bateria para que eles possam tocar sem se preocupar em machucar o público, com gente em cima. É muito difícil para os músicos tocarem numa multidão em cima, ainda mais sopro. O meu cuidado com os moradores da Jorge Lóssio: eu estou sempre ali, deixo o meu telefone disponível, se tiver um carro arranhado por causa do bloco, por causa do ensaio, eu me responsabilizo. Enfim, acho que são esses cuidados que permitiram que o Parókia ficasse mais organizado e, de uma forma geral, melhor. A mulher tem esse cuidado do carinho, das homenagens que eu fiz desde que eu entrei. Ano passado homenageei Gessé, esse ano o nosso Carlos da Tuba. Esses cuidados femininos fazem a diferença. E também faço questão de todo ano homenagear Seu Binho, um dos fundadores que esse ano fez 93 anos, comemorando com o bloco. Eu vou na casa dos vizinhos durante o ensaio, pergunto se está tudo bem, se estão curtindo, o que está faltando… Eu acho que é isso, a mulher tem um olhar diferente.

Folha - Como foi o Carnaval de 2026 para o bloco?
Fernanda - Apesar de eu ter reduzido o número de ensaios (ano passado fizemos sete ou oito, e esse ano eu fiz três), foi um carnaval gigante para o Parókia. Mais uma vez mostramos que ele é indiferente ao tempo, às pessoas que estão na gestão… O Parókia é gigante, tem vida própria, é patrimônio cultural e material de Cabo Frio. Esse ano sacramentou o tamanho do Parókia, que veio gigante. Foi um carnaval muito importante para o bloco. Participamos e fomos contemplados com o edital do Governo do Estado, tivemos o Parókia reconhecido na cultura, e isso tudo é um sonho que venho sonhando há alguns anos. Em 2026 posso dizer que vi um sonho realizado: o Parókia gigante, amado, aclamado pelas pessoas, com uma bateria, com uma energia muito diferenciada. Nossos músicos são incríveis e maravilhosos. Este ano o Parókia mostrou que não vai ser qualquer vendaval que vai nos tirar do mapa. O Parókia vai ficar pra sempre com a gente, é pra isso que eu estou aqui também.

Folha - Como foi a participação do público e a receptividade nas ruas este ano?
Fernanda - Foi impressionante. Durante os ensaios, durante o desfile, eu não paro um minuto: as pessoas vindo a agradecer, me abraçando, chorando, querendo tirar foto, todo mundo muito feliz com o Parókia. A receptividade foi muito além do que eu esperava, muito além mesmo. Eu não sei te dizer quantas pessoas vieram falar comigo para agradecer, para elogiar o Parókia. Foi impressionante. As imagens de drone que a gente tem mostram um mar de gente seguindo o Parókia. E o mais incrível, sem briga, sem confusão, sem nenhum problema. Minhas expectativas foram infinitamente superadas.

Folha - A questão financeira continua sendo um dos principais desafios do bloco?
Fernanda - Sim, a questão financeira ainda é o maior desafio. Manter um bloco não é simples, são muitos detalhes, são muitos gastos. O ideal seria uma coisa, mas para fazer o ideal a realidade não me permite ainda… São muitas questões.

Folha - Existe algo que você ainda gostaria de realizar e não foi possível até agora?
Fernanda - Muitas coisas. Uma delas é uma questão muito sensível, mas eu vou meter o dedo na ferida, que é organizar a bateria, limitar a participação de pessoas que chegam no dia do desfile e acham que podem tocar, porque já frequentam o Parókia há muitos anos, mas nem participam de ensaio, não fazem parte do que a gente está planejando para aquele ano. Eu sei que todo mundo é família, todo mundo é amigo, então essa é uma questão muito sensível. Mas, continuando em 2027, eu vou mudar isso. Eu vou realmente mexer na bateria, organizar isso com os músicos que estão ali comigo no trabalho, como o mestre Reginaldo, que está há três anos no Parókia comigo, como o Baby, da bateria. Eu quero muito organizar a bateria, mas é uma questão complexa. Outra coisa que eu não fiz, e esse é um grande sonho, é uma escola de sopro na cidade: Escola de Sopro do Parókia. Isso é um grande sonho. Hoje a gente está refém da falta de bandas na cidade. Não tem onde as crianças estudarem sopro. Os filhos dos músicos que estão em atividade não têm onde estudar sopro. Então, eu quero muito fazer isso.

Folha - Que legado você acredita estar deixando para o bloco?
Fernanda - É difícil a gente falar da gente, né? Parece que a gente está se auto-elogiando e eu detesto isso. Mas temos que ser realistas também porque é muito trabalho, e seria injusto não reconhecer o que eu mesma fiz. Eu acho que eu deixo vários legados para o Parókia. Um deles é valorizar o músico da cidade. Quando eu assumi o Parókia não era assim que funcionava, e isso dito pelos próprios músicos. Muitos músicos de fora vinham, ganhavam (dinheiro), e os músicos locais não. A primeira coisa que eu fiz foi acabar com isso. Falei “eu pago músico local”. Temos muitos na cidade, e eu acho que a valorização do músico local é um legado que eu deixo. A questão da união com outros blocos também é um legado que eu deixo. Nós somos todos irmãos, tem uma galera de Cabo Frio que carrega o carnaval de rua nas costas. Os blocos centrais é essa galera que faz, e a gente se uniu. O que eu posso ajudar o bloco A, B, C, eu ajudo, não importa se é Parókia.O Parókia é todo mundo junto porque o Parókia sem essa galera também não é nada. Também mostrar para as pessoas que um bloco é feito de passado, presente e futuro. O presente é muito importante, mas o passado também, mas para conciliar passado e presente, a gente tem que olhar para o futuro. Outra coisa importante da minha gestão foi ter resgatado o Papai Noel do Parókia, que existia mais há sei lá há quantos anos. Em 2025 esse ano eu fiz o segundo nessa retomada. Em 2024 atendemos mais de 200 crianças, em 2025 foram mais de 300, com brinquedo, presença de Papai Noel, pula-pula, algodão doce, pipoca, picolé… O Parókia também fez o Natal de muitas crianças.

Folha - Qual é a importância do Parókia para a cultura e o Carnaval de rua de Cabo Frio hoje?
Fernanda - O Parókia é o maior bloco da cidade, é o bloco mais antigo em atividade, é patrimônio cultural e imaterial de Cabo Frio, é o bloco mais importante para a cultura da cidade, independente de eu ser presidente. Isso é fato. No carnaval eu estava na fila de um banheiro e ouvi uma turista falar “a gente tem que ir no tal do Parókia, porque só se fala nisso na cidade, que é o melhor bloco e tal”, e eu ouvindo aquilo e pensando “caraca, é mesmo. E milhares de pessoas num bloco de rua sem briga, sem confusão, só amor. Então eu acho que o Parókia tem que ser realmente exaltado pela cultura cabofriense, porque é um bloco com muita história do passado, do presente e do futuro. Todo ano eu falo que não vou fazer mais, que não quero saber, que ano que vem vou passar o carnaval fora… mas na hora a gente é movido por um compromisso de não deixar parado, de não deixar mais ou menos. É um desafio muito grande, mas o amor é muito maior. Eu termino o carnaval sempre muito cansada fisicamente e emocionalmente, porque são muitos problemas, mas lá no fundo tem aquele bichinho da realização que diz: “descansa, mas ano que vem a gente faz melhor”, e meu objetivo é sempre esse, ano que vem fazer melhor, porque o Parókia não se separa mais da minha história, que eu construí com muito sacrifício, com muito amor, muita superação. O Parókia está na minha biografia e eu tenho muito orgulho disso. Fico até emocionada, porque o carnaval de 2026 foi um desafio imenso, mas o Parókia venceu, e eu estava ali fazendo com que ele vencesse.

Foliões narram histórias de resistência e o renascimento do Bloco Parókia

A história do Bloco Parókia, que este ano completa 55 anos de fundação, não se explica apenas pelo recorde de público estimado em sete mil pessoas somente no domingo de carnaval, mas pelas memórias preservadas na esquina da Rua Jorge Lóssio, no Centro de Cabo Frio. Foi ali que, nos anos 1970, o bloco nasceu, no bar do Seu Binho, junto com seus seus irmãos e cunhados músicos, se tornando hoje o mais antigo e tradicional bloco de rua ainda em atividade na cidade. Débora Machado Pereira, biomédica e filha adotiva de Binho, vive essa trajetória desde que nasceu, há 42 anos. Em entrevista à Folha, ela recordou que cresceu no antigo Bar Parókia, entre o chorinho e as marchinhas, vendo a agremiação se tornar um legado de amor e reencontros.

– O que faz ele ser tradicional e querido é ser muito familiar. É um bloco que recebe a todos, que não tem briga. As pessoas vêm realmente para curtir em família. Pra mim ele representa um legado muito cheio de carinho, de amor, de pessoas que a gente reencontra todo ano. É uma parte de mim - afirma Débora. Ela destaca o rigor do pai no balcão como o segredo da harmonia: "Meu pai não vendia bebida para a pessoa que já estava alterada. Ele fazia isso para não passar do limite, para não ficar aquela coisa chata. Então, as pessoas tinham a tranquilidade de trazer seus filhos e esposas para almoçar no domingo no bar" - revelou. Além da música, o grupo era marcado pela solidariedade. Débora contou que acompanhou os primeiros integrantes do bloco se unindo para construir casas para pessoas sem condições, sem querer nada em troca.

Apesar de anos de estrada, o carnaval deste ano fez a emoção tomar conta da família do fundador do Parókia: para comemorar o aniversário de 93 anos de Binho, em pleno carnaval, o bloco parou em frente à casa dele e prestou homenagem.

– Foi muito gratificante estar ali do lado dele, ele vendo a rua cheia e o bloco cantando parabéns. Ele virou para mim e falou: “O responsável disso tudo, minha filha, sou eu. Olha a responsabilidade que eu tenho" - contou Débora, que é só elogios à primeira diretoria feminina da agremiação. "O Parókia é o melhor bloco da cidade. Tem o Discaralha também, que está muito bom. Mas o Parókia é legado do meu pai, é uma herança que ele deixou. E essa diretoria 100% feminina foi a melhor que tivemos durante todos os últimos tempos. Meu pai recebeu Fernanda Carriço e a Bia (atuais presidente e vice, respectivamente) com muito carinho, e ficou muito feliz em ver o amor que a Fernanda tem pelo bloco. Tudo que ela fez, tudo que ela deu ao bloco, nós acompanhamos. No início, teve certa resistência com algumas pessoas, mas nada que abalasse a vontade e o amor de fazer pelo bloco o que ela fez. Fernanda Carriço tem o amor do pessoal daqui de casa, do meu pai. Gratidão enorme por tudo que ela fez e devolveu ao bloco”, declarou Débora.

O encontro de Zarinho Mureb com o Parókia é um pouco mais antigo: tem cerca de 50 anos. Começou quando ela já frequentava o bar de Binho e Baiano. Integrante de longa data da bateria, ela recorda com carinho dos amigos como Seu Gessé, Mulato Gelson, Pirraça, Bi, Baiano, Binho, Agildo, e tantos outros, e da época em que levou a bateria do extinto bloco "Disfalça e Olha" para o Parókia.

– O “Disfalça e Olha” saía aos domingos e terças durante anos. Mas o bloco cresceu muito, e a gente achou melhor acabar. Migramos então para o Parókia, que praticamente não saía nas ruas. Levamos nossa bateria pra lá, que não era o forte deles, e foi um encontro de paixão. Comandei a bateria no repique e no apito por muitos anos, mas nunca foi fácil por tinha uns caras que não aceitavam muito bem uma mulher no comando, e eu também não tinha muita paciência pra quem chegava só no dia pra tocar, porque isso atrapalhava nossa ótima bateria, e nesse quesito eu sou perfeccionista. Hoje o Parókia também cresceu muito, assim como o extinto Bloco da Rama e o Disfalça: não é do meu agrado, mas é inevitável. Mesmo assim, acho importante manter o Parókia. Fernandinha (Carriço) é uma guerreira. Admiro muito o trabalho dela porque sei que não é fácil. Eu também faço parte no comando de alguns blocos, e não é mole. Mas a nossa paixão pela alegria, a cultura e a tradição do Carnaval é que nos faz esquecer das dificuldades e cair dentro, até o próximo ano. Meu amor pelo Parókia é minha paixão pelo carnaval - revelou.

Para o bombeiro militar Rodrigo Tardelli Moreira, membro da bateria do Parókia há 24 anos, mas frequentador desde os 10 (hoje ele tem 44), o bloco é sinônimo de alegria e amizades que vêm da infância. Ele ressalta que o diferencial do bloco é manter a tradição da bateria e do sopro, o que atrai desde idosos até crianças, mas também lembra que o Parókia é superação.

– Há dois anos, no segundo dia de bloco, um amigo veio me agradecer por ter deixado ele entrar pra bateria do Parókia. Ele não sabia tocar nada, estava depressivo, muito perto de provocar uma tristeza na família dele. Até hoje ele fala que salvei a vida dele e isso não tem preço. Salve o Parókia - exaltou ele, reforçando a importância da atual diretoria para a história da agremiação. “Fernanda está de parabéns. Tiro o chapéu pra ela pelos anos que ela está na presidência do Parókia porque não é fácil assumir o bloco de maior expressão, e o mais antigo de Cabo Frio, e ainda sem subvenção da Prefeitura. Só quem está ali sabe como é difícil”, avaliou.

A memorialista Meri Damaceno, que frequenta o bloco desde o final dos anos 70, define a agremiação como a resistência da cultura popular tradicional cabo-friense. Para ela, o Parókia é um "prato cheio" para pesquisadores por ter vencido o machismo, e por ser um produto genuinamente local que vem sobrevivendo às culturas de fora da cidade.

– A história do carnaval de Cabo Frio remota o final do século XIV, quando mulheres eram proibidas de participar, onde a presença feminina era representada por homens vestidos de mulheres, principalmente na época dos ranchos, que se inicia no final de 1800 e termina nos anos 1930, mais ou menos. A mulher era útil somente para confeccionar as fantasias, fazer os quitutes e limpar a bagunça deixada pelos foliões, muito diferente dos dias atuais, onde elas ocupam todos os espaços. O Parokia é um exemplo disto: sempre foi um bloco dominado e comandado por homens desde sua fundação, até bem recente, quando Fernanda, a muito custo, assumiu a direção. Em certo momento eu, junto com outras companheiras, tentamos fazer isso, mas as forças masculinas não viram com bons olhos: não sei se com os olhos do ciúme (por afeto) ou por machismo mesmo. Mas na hora que o Parókia estava prestes a desaparecer (logo após à pandemia), foi a força brilhante de uma mulher que salvou sua história extraordinária e não permitiu que isso acontecesse. E ainda digo mais: veio com uma força de organização que ninguém nunca viu antes no Parókia. A mudança é visível, e se alguém não viu ou percebeu, é porque nunca foi da família Parókia - apontou Meri.

Em conversa com a Folha, ela também recordou momentos marcantes que já viveu junto ao bloco, como a parada emocionante em frente à casa do falecido Celinho Pé de Pato, e episódios divertidos, como quando foi eleita musa por aclamação popular, aos 62 anos.

– Em 2002 foi muito emocionante quando o Parókia estendeu o desfile até a casa de Celinho Pé de Pato, que havia morrido uns sete meses antes do carnaval. Como ele era integrante da bateria, o bloco fez uma parada na porta dele, e ficou por ali um tempo, tocando. Vi muita gente chorando de emoção, e não tinha como não chorar. Outra história, mais recentemente, aconteceu quando inventaram de fazer um concurso para porta-estandarte e musa do Parókia. No dia da apuração eu pedi pra ver os inscritos: só duas pessoas, e as duas para o cargo de musa. Com pena de Fernandinha (atual presidente do bloco), me inscrevi pra qualquer coisa, mas já sabendo que não ganharia nada: primeiro porque, com 62 anos, eu não ia aguentar carregar estandarte; e segundo que, ser musa com 62? Tinha uma mulher, coxuda, uns 10 anos mais nova do que eu, que estava concorrendo pra musa. A galera ficou sabendo que me inscrevi, e quando Fernanda ia anunciar o nome das ganhadoras, o povo começou a gritar “Meri, Meri, Meri…” Eu pensei que era pra carregar o estandarte, mas era pra ser musa, e acabaram colocando o estandarte na mão da coxuda. Fomos nós para o meio da bateria. Depois do bloco tomei todas, fui pro bairro Portinho de faixa e coroa, fiquei doidona, quebrei a coroa e arrebentei a faixa. Na terça de carnaval tive que sair colando tudo com super bonder. E porta estandarte nem apareceu - contou Meri, aos risos.
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			<title><![CDATA["Fragmentos de uma vida": crônicas que resgatam sentimentos chegam ao público em lançamento especial]]></title>
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			<updated>2026-02-23T11:35:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[A jornalista, professora e empresária Keetherine Giovanessa lança, no próximo dia 28 de março (sábado), o livro físico Fragmentos de uma vida, em um encontro marcado por sensibilidade, reflexão e proximidade com o leitor. O evento acontece a partir das 14h, no Roma Café Garden, em Cabo Frio, espaço escolhido para acolher o público em uma tarde dedicada à literatura e às emoções que atravessam o cotidiano.

Voltado para o público em geral, Fragmentos de uma vida é um livro de crônicas que convida à pausa em meio à rotina acelerada. Com uma escrita delicada e, ao mesmo tempo, contundente, Keetherine Giovanessa percorre temas universais como amor, saudade, fé, escolhas, perdas e recomeços, trazendo à tona sentimentos, vivências e valores que, muitas vezes, acabam esquecidos na pressa dos dias. Cada texto funciona como um espelho: revela fragmentos da autora e, ao mesmo tempo, do próprio leitor.

A obra nasce da observação atenta da vida real, dos pequenos gestos e das grandes dores, mostrando que há beleza mesmo nas imperfeições. É um livro para ser lido sem pressa, relido em silêncio e sentido com profundidade, despertando memórias e reflexões pessoais.

Sobre o lançamento, a autora compartilha sua expectativa: 

- Esse livro é muito íntimo, mas também muito coletivo. Espero que cada pessoa que folheie essas páginas se reconheça em algum fragmento e se permita sentir. O lançamento é um momento de troca, de olhar nos olhos e celebrar a literatura como encontro - afirma Keetherine Giovanessa.

O lançamento de Fragmentos de uma vida promete ser mais do que a apresentação de um livro: será uma experiência de conexão, escuta e afeto, reafirmando o poder da palavra escrita em tempos de tanta urgência.

Serviço:
Livro: Fragmentos de uma vida
Lançamento: 28 de março 
Horário: 14h
Local: Roma Café Garden (Avenida Teixeira e Souza, 584, Vila Nova, Cabo Frio)
Apoio Cultural: AFD Assessoria Contábil, Engeluz, Shopping Popular e Home Care Hope
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			<title><![CDATA[Filme buziano produzido em sete dias foi destaque em festival no Gran Cine Bardot]]></title>
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			<updated>2026-02-09T17:04:00-03:00</updated>

			
			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[O cinema buziano ganhou um novo capítulo inspirado na paixão pela cidade. O roteirista, diretor e ator Nicolai Helter, de 26 anos, acaba de lançar seu primeiro curta-metragem, intitulado “Quem Sabe Um Dia?”. A obra, que nasceu de um desafio contra o tempo, mergulha nas raízes de Armação dos Búzios para contar a história de um trabalhador de barraca de praia que vive um romance intenso, porém breve, com uma turista.

À Folha, Nicolai contou que já tinha como meta criar um filme em 2025. Mas a inspiração para esse trabalho surgiu em dezembro do ano passado, quando ele soube que o Gran Cine Bardot iria fazer um Festival de Curtas Metragens e filmes produzidos em Búzios. Em apenas sete dias, ele roteirizou, produziu, gravou e editou o filme de 15 minutos, tudo sem orçamento.

– Criar um filme dá muito trabalho e envolve inúmeras variáveis. Já estávamos no final do ano, eu não tinha feito nenhum filme. Foi quando veio a notícia sobre o festival do Gran Cine Bardot. As inscrições abriram dia 22 de dezembro e encerraram dia 29. No dia 22 eu pensei: vou produzir um filme e aplicar alguma coisa, mesmo que fique ruim. A ideia veio de uma conversa com meu amigo Quissak: falávamos sobre contar a história de um dia na vida de um buziano. Aí eu conectei com vivências pessoais, características da cidade e finalmente cheguei na história do filme: Um buziano, trabalhador de barraca de praia, que se apaixona por uma turista de férias no Brasil. Os dois vivem um romance intenso, mas breve, porque, com o fim das férias a turista volta para o seu país. Por um detalhe banal, eles não trocam contato. Talvez o destino nunca mais cruze seus caminhos novamente, mas fica a memória de um amor de verão - contou.

Para Nicolai, que adotou Búzios como sua cidade natal aos 14 anos, o filme é uma forma de retribuir a acolhida que teve no município e valorizar a cultura local, “fugindo da imagem puramente comercial vendida ao capital privado”. Grande parte das gravações aconteceram na Praia de Geribá, e contaram com a participação de 16 pessoas, sendo duas no elenco principal, seis no elenco coadjuvante e oito no elenco de apoio.

– Búzios carece muito de valorização da própria história e cultura. Então, contar uma história buziana, com vivências buzianas, permite que cidadãos se identifiquem, compartilhem histórias e fortaleçam seus laços com a cidade e com as experiências que tornam Búzios tão especial. E a maioria do elenco era de amigos e conhecidos que estavam disponíveis ali na hora. Eu e a Lara, que é minha namorada, fizemos os protagonistas. O Arthur Cavalcanti, que fez elenco de apoio e também a direção de fotografia, eu conheci através do Instagram. Sofia Eboli, uma amiga distante, estaria em Búzios nas datas da produção do filme e fez a assistência de direção. Cuni e Max, que têm o bugre no filme, são dois irmãos que eu conheci trabalhando como figuração na série Ângela Diniz, da HBO. Não tinha muito tempo para fazer a seleção, mas todo mundo que a gente imaginou para participar topou a ideia na hora. E só conseguimos gravar em Geribá porque tenho um amigo (Vinícius) que trabalha lá com barracas. Expliquei o projeto pra ele, falei da urgência, das condições, e que não tínhamos dinheiro nenhum: era um projeto feito no amor. Ele topou, e cedeu o espaço da barraca, que continuou funcionando normalmente durante as gravações. Em diversos momentos eu tive que sair no meio da cena para atender os clientes de verdade que chegavam porque eu estava uniformizado - contou Nicolai.

Além de Geribá, o curta-metragem também teve como cenário algumas casas na Praia dos Ossos e imóveis do Centro. Isso porque, segundo Nicolai, a ideia era ambientar o filme em décadas passadas.

– As cenas dentro de casa foram na casa da Lara mesmo. Todo restante a gente teve que se virar com ambientes públicos mesmo. Quando o Nico sai de casa, nos Ossos, para encontrar os amigos, por exemplo, ele não estava dentro da casa: ele só se escondeu entre a parede e o portão fazendo parecer que saiu de dentro daquela casa. Foram sete dias desde a ideia inicial, roteirização, produção, gravação e edição do filme. Eu comecei a editar o filme no dia 27 de dezembro (dois dias antes do prazo final para a inscrição no festival): tinha 1 hora e 40 minutos de material bruto que viraram esses 15 minutos - revelou Nicolai.

A falta de tempo e de recursos impôs limitações que acabaram ditando o ritmo da obra. Sem equipamentos de luz, a equipe ficou refém da iluminação natural, e os diálogos foram improvisados no momento das gravações.

– A falta de tempo foi responsável por 80% dos problemas que a gente teve por causa da velocidade em que as decisões eram tomadas. Por conta do tempo a gente teve que simplificar muita coisa. A gente sempre acha que poderia ter sido melhor, mas se não existisse essa pressão para terminar o projeto em tempo, tudo poderia ter ficado só no campo das ideias e nunca ter saído do papel. A gente foi aprendendo tudo na prática. E a falta de mão de obra especializada também aumentou o desafio - revelou.

Com o filme pronto, Nicolai lembra da emoção no momento em que o filme foi exibido no Gran Cine Bardot:

– Quando o projetor ligou e disparou os raios de luz sob aquela enorme tela de cinema, meu corpo foi inteiramente tomado por uma energia calorosa que fez todos meus pelos arrepiarem. Aquelas noites viradas, o estresse, o trabalho árduo compensou: “mãe, eu tô no cinema!” eu pensei. O Gran Cine Bardot também foi um grande apoiador por realizar o festival, dando esse espaço para criadores locais e fomentando a cultura em Búzios. E no final do filme muita gente me pediu uma continuação, mas eu acho que a história está completa porque nem tudo na nossa vida tem o final que desejaríamos que tivesse. Por ser uma história bem realista, espero que o espectador apenas sinta, se identifique e viva a mesma nostalgia que o personagem viveu anos atrás com aquele romance de verão. E também queria jogar luz para essa condição que nós, trabalhadores de cidades turísticas, vivenciamos: as relações diversas, intensas e efêmeras que são características do nosso trabalho com público - explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia? foi o primeiro filme que ele produziu. “Eu já crio conteúdo para redes sociais há aproximadamente dois anos, com vídeos de um a dois minutos, mas essa foi a primeira vez que criei um filme para cinema” - revelou.

Para o diretor, o turismo é um ponto central dessa narrativa e da vida em Búzios. Nicolai afirma que “sem ele, não seria comum ver histórias como essa acontecendo”.

– Muitas pessoas que viram o filme relataram sobre a similaridade das histórias que elas também já viveram em Búzios, trabalhando com turismo. O trabalho turístico envolve o contato amplo e direto com público, você cria conexões com pessoas muito diversas em personalidade, origem, costumes, e isso é muito enriquecedor. Por mais que essas conexões sejam efêmeras, de alguma forma elas nos marcam tanto que podem mudar completamente o rumo da nossa vida. O filme fala disso, e a forma como lidamos com o final dele é também sobre como lidamos com essas experiências – explicou Nicolai, lembrando que “Quem Sabe Um Dia?” foi o primeiro filme que ele produziu.

Agora, o projeto entra na etapa de distribuição. Nicolai contou à Folha que está inscrevendo o curta-metragem em festivais e editais, buscando reconhecimento e recursos para remunerar a equipe que trabalhou de forma voluntária.

– Nossa equipe de produção é pequena, e ainda tem muito trabalho a se fazer. Aplicar para festivais e editais não é fácil e envolve diversos trâmites que eu estou aprendendo na prática. Admito que estou enfrentando dificuldades nesse processo, mas estamos conseguindo caminhar. Cada pequeno passo dado é um passo a mais em direção ao sucesso do filme. Com todo esse trabalho esperamos conseguir algum apoio da prefeitura para levar Búzios para o restante do Brasil e até quem sabe para o exterior, porque precisamos que a história e cultura da cidade sejam mais valorizadas e difundidas. Búzios é aquele lugar que você ouve três histórias diferentes sobre a origem da mesma praia, e não sabe qual delas é a verdadeira. Então, eu queria muito fazer um documentário sobre a história e a cultura de Búzios. Na área da ficção também quero produzir mais histórias buzianas para mostrar nossa cidade para o mundo e incentivar a produção de cinema local - concluiu.
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			<title><![CDATA[Carnaval de Cabo Frio começa neste sábado (7) com esquema de segurança reforçado]]></title>
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			<category term="Cultura"/>

			<content><![CDATA[Os primeiros blocos do Carnaval 2026 começam a desfilar, em Cabo Frio, neste sábado (7), abrindo um calendário festivo que se estenderá até o dia 1º de março. Para garantir a ordem pública durante os eventos, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública e o 25º BPM definiram (em reunião realizada esta semana) um planejamento operacional que inclui reforço no efetivo da Guarda Civil Municipal e das polícias Militar e Civil; monitoramento eletrônico; fiscalização de coolers e proibição de garrafas de vidro, entre outras medidas.

A programação deste sábado (7) começa às 17h com desfile do bloco Encosta Que Ele Cresce, no Centro. Já o domingo (8) reserva três atrações: a corrida Folia Run, com largada às 7h na Praia do Forte, e o bloco Boi da Barra, às 13h, no mesmo local. Tem ainda o Bloco da Farinha, às 15h, no Centro. Na terça-feira (10), o Encontro de Terça ocorre no Iate Clube, na Gamboa, às 16h, e na quarta-feira (11), o bloco De Perto Ninguém é Normal encerra os primeiros dias às 9h, na Praça da Cidadania. Para ver a programação completa com todos os desfiles clique AQUI.

Para garantir que a festa de Momo seja só alegria, a estratégia de segurança também prevê uso de drones, postos de revista com detectores de metal, câmeras de monitoramento integradas ao sistema de reconhecimento facial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, além da atuação de um caminhão equipado com tecnologia de reconhecimento facial para identificação de foragidos da Justiça.

Em recente post nas redes sociais, o prefeito Serginho Azevedo informou que o uso da tecnologia de identificação facial já vem gerando resultados positivos na cidade.

– A Prefeitura de Cabo Frio, em parceria com a Polícia Civil (126ª DP) implantou o RAS, permitindo a ampliação da escala de policiais civis, fortalecendo o efetivo e garantindo mais agilidade nas investigações. Da mesma forma, implantamos o PROEIS com a Polícia Militar, colocando mais PMs nas ruas, todos os dias. Também investimos de forma contínua na nossa Guarda Civil Municipal: mais equipamentos, melhores condições de trabalho, aumento de escala e valorização salarial. Hoje, Cabo Frio também conta com um sistema moderno de monitoramento, com câmeras, reconhecimento facial, integração de imagens residenciais e uso de drones. À população, a mensagem é clara: estamos cuidando da cidade.
E aos desavisados: quem tentar cometer crime em Cabo Frio será identificado e preso - avisou o prefeito.

No esquema de segurança do carnaval haverá, ainda, distribuição de pulseiras de identificação para crianças nas praias do Forte e do Peró, e intensificação das ações para coibir flanelagem, irregularidades envolvendo embarcações e motos aquáticas, uso de caixas de som, esportes com bola nas praias, orientação e fiscalização voltadas à proteção das dunas, áreas ambientalmente sensíveis e praias com selo Bandeira Azul, e outras condutas ilícitas que comprometam a ordem pública. Também ficou determinado que todos os blocos devem encerrar suas atividades à meia-noite. 

No trânsito, a Guarda Municipal e a Secretaria de Mobilidade Urbana anunciaram fechamentos temporários de vias. No distrito de Tamoios, o foco será o ordenamento viário, com medidas para melhorar o fluxo de veículos entre Tamoios e Barra de São João, incluindo a utilização de grades na subida da ponte e a manutenção do sinal intermitente em amarelo, garantindo mais segurança, fluidez e organização no tráfego durante o período de Carnaval.
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