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Coluna

Bilhetagem Eletrônica: um grande ganho para o nosso turismo

29 novembro 2019 - 19h34

Semana passada tivemos as duas primeiras reuniões do Grupo de Trabalho Especial- GTE sobre a implementação da Bilhetagem Eletrônica para a venda de passeios de barco em nosso município. Apesar da participação de vereadores, secretários de algumas pastas e do atual chefe da ResexMar de Arraial do Cabo e do escritório do ICMBio no município, chamou a atenção a ausência de instituições ligadas ao turismo náutico e a participação de apenas uma associação, a Associação da Reserva Extrativista de Arraial do Cabo-AREMAC, ainda que outras tenham sido oficialmente convocadas, além da ampla divulgação feita nas redes sociais. Isso sinaliza para algumas questões sobre as quais irei tratar na coluna de hoje.

           Incialmente, é importante destacar que a formação do GTE atende a uma determinação do Ministério Público do Rio de Janeiro no sentido de orientar e melhor ordenar a venda de passeios de barco em Arraial, cuja desordem em certos aspectos é notória e depõe contra o turismo que queremos e estamos tentando fomentar por aqui. O que o MPERJ quer representa também o que eu, a prefeitura, a população cabista e o trade turístico de Arraial queremos, ou seja, uma maior transparência e ordenamento de uma atividade que hoje é um dos principais atrativos turísticos de nosso estado - e talvez até do país - enorme geradora de emprego e renda para o município e na qual trabalham diversas famílias que dela tiram o seu sustento.

            Penso que a ausência de quase totalidade dos barqueiros e representantes de associações do setor, que no dia da votação do Projeto de Lei na Câmara lá estiveram para tumultuar o ambiente ou fazer pressão pela sua revogação, representa muito mais uma estratégia ou ato político do que propriamente desinteresse pelo assunto. Não podem sequer alegar que não foram notificados ou avisados. Quais são então os seus interesses reais?  Penso que manter o atual estado de coisas é interessante, não para a maioria, mas para um pequeno e restrito grupo de pessoas – muitos deles com pretensões político-eleitorais - que se beneficiam da desordem e utilizam o fraco e inaceitável argumento de que a abordagem corpo a corpo de turistas na beira da Praia dos Anjos é uma “tradição”, e, por isso, justifica que seja perpetuada.

            Por falar em tradição, outra de suas alegações é de que muitos são também pescadores ou de família de pescadores tradicionais e por sermos uma reserva extrativista marinha seu modo de vida (e de venda) deve ser respeitado. Será que são pescadores e extrativistas mesmo? Bem, ao menos não foi o que pude constatar no dia da votação e da balbúrdia que promoveram na Câmara. Aliás, essa minoria é a mesma que ajudou a propagar inicialmente a ideia de que a Bilhetagem Eletrônica era o mesmo que Bilhete Único, confundindo ainda mais a cabeça da população e de muitos trabalhadores e vendedores de passeio de barco que a essas pessoas estão ligados.

            Finalizo afirmando que, uma vez amadurecida, discutida e bem compreendida, a Bilhetagem Eletrônica trará enormes ganhos para o ordenamento turístico de Arraial do Cabo, que tem hoje uma grande oportunidade de quebrar paradigmas e fazer história no setor. Para isso, lembro que já no início de dezembro teremos uma grande audiência pública, para a qual lutei arduamente no plenário de nossa Casa Legislativa para que fosse realizada. E deixo aqui lançada uma reflexão: com a realização do GTE e da audiência pública – para a qual está programada uma explanação bem didática feita pelos autores do projeto -  todo cidadão interessado ou profissional que atue no setor de passeios náuticos em Arraial estará tendo a chance de entender com bastante clareza o que é a Bilhetagem Eletrônica, seus benefícios e processos operacionais. E ninguém, absolutamente ninguém, poderá alegar desconhecimento sobre o tema ou que não foi avisado. Até a próxima semana!