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Coluna

NOVO CORONA VÍRUS (COVID-19) CAUTELA, SIM; PÂNICO, DEFINITIVAMENTE NÃO!

17 março 2020 - 10h27

Caríssimos leitoras e leitores de todas as terças, estamos passando por tempos de grande incerteza e preocupação, desde que o mundo passou a enfrentar essa pandemia do novo CORONA VÍRUS (COVID-19). As economias de inúmeros países passam por fortes turbulências, bolsas caindo vertiginosamente ao redor do mundo, mercado financeiro alarmado.
O setor de turismo, as empresas de transporte aéreo, operadoras de cruzeiros, hotelaria e afins; a indústria e o comércio, por exemplo, já começaram a assimilar o golpe, alterando os regimes e a carga horária de seus funcionários. Recessos escolares e no setor privado os de natureza coletiva foram antecipados, e modalidades de “trabalho em casa” (home-office) já começaram a ser implementadas.

E para piorar ainda mais a situação que já anda tensa, oportunistas mal-intencionados ou mesmo usuários de redes sociais imprudentes começaram a compartilhar fake-news ou no mínimo notícias de procedência duvidosa. Tal comportamento irresponsável, além de disseminar o pânico e promover o medo difuso, ocasiona desorientação, dificultando que medidas concretas adotadas pelo Poder Público alcance a eficácia desejada.

Em meio a toda essa enxurrada de informações, recebi um vídeo de um familiar que reside na Itália, país que vem sofrendo severamente os efeitos da proliferação de casos. A situação é realmente preocupante! Mas existe uma explicação porque a península observou um aumento agressivo de diagnósticos: seus protocolos iniciais apenas monitoravam os viajantes oriundos da China. Ocorre que, um deles, passou, antes, pela Alemanha, ficando fora do quesito então estabelecido. E como a curva de propagação atende a uma progressão exponencial, rapidamente a nova cepa se propagou. Como se sabe, atualmente, o continente europeu passou a ser considerado o epicentro do COVID-19.

Desse modo, o exemplo italiano serviu para alertar o resto do mundo que as contramedidas precisam atender critérios extremamente rigorosos, que passam, sobretudo, pela conscientização da população.

Até o fechamento desta coluna, o Ministério da Saúde atualizara que o Brasil registrou 209 pacientes confirmados, e cerca de 1.913 notificações de suspeita da doença, em 25 estados e no Distrito Federal, possuindo 1.486 ocorrências descartadas. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 24 positivos. Na Região dos Lagos, de acordo com o último mapa divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, ainda são raras as internações que permanecem em observação; havendo, todavia, na capital, apontamentos de transmissão comunitária, o que vem ensejando a adoção de medidas sanitárias severas, por parte dos gestores, em todas as esferas da administração (municipal, estadual e federal), principalmente de “resguardo” domiciliar. 

Diversos decretos e gabinetes de crise passaram a impor providências para reduzir drasticamente a circulação de pessoas, com a suspensão de eventos esportivos e culturais, shows e programações que importem aglomeração popular.

Os servidores que integram os quadros da Saúde e da Segurança, dentre outros colaboradores de atividades relacionadas a serviços essenciais, porém, neste momento, permanecem no cumprimento do dever, com férias suspensas, até segunda ordem.

Mas atenção: como divulgado pelas autoridades e especialistas, os sintomas do novo CORONA VÍRUS, que possui período de incubação em média de 15 dias, assemelham-se a uma gripe muito intensa, destacando-se: tosse (seca ou com secreção), febre insistente acima de 37°, podendo, ainda, ocasionar dificuldade respiratória aguda e insuficiência renal; associadas a dores no corpo, diarreia e congestionamento nasal. Portanto, se estiver sentindo apenas indisposição ou náuseas, evite os postos de emergência, buscando atendimento apenas em condições de gravidade, para justamente evitar o colapso do SUS, que geralmente opera no limite de sua capacidade.

Sabemos que os grupos mais vulneráveis são os idosos, os hipertensos e diabéticos, e quem é portador de insuficiência renal e doença respiratória crônicas, devendo, para essa parcela, em especial, cuidados redobrados.

O contágio geralmente ocorre por três vias: pela proximidade com indivíduos contaminados, pelo ar e pelas gotículas de espirros ou saliva; contato físico dos resíduos que alcancem a mucosas dos olhos, nariz e boca; e superfícies, como celulares, corrimão e maçanetas. Assim, a melhor forma de prevenção, também é a higiene pessoal e evitar compartilhar objetos e apetrechos. Lave bem as mãos com água corrente e sabão à vontade, e procure utilizar antissépticos, como álcool em gel.

Porém, como em outras épocas, tenho convicção de que somos capazes de superar essa crise, com muita consciência e principalmente responsabilidade, uma das armas que fizeram países, como a Coreia do Sul e os chineses reverterem a quantidade de infectados.