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Coluna

Natal: Amor e Esperança

23 dezembro 2019 - 16h49

Saudações Natalinas! Enfim, estamos novamente revivendo a magia do Natal, época em que tradicionalmente reunimos a família em torno da mesa, confraternizamos com amigos e enfrentamos as agitações do varejo para garantir aquela lembrança especial.

Porém, muito mais que partilhar presentes, celebramos uma milenar tradição religiosa cristã, então ressignificada pelo nascimento de Jesus de Nazaré, cuja luz veio para dissipar as trevas da solidão, da carência e de todas as mazelas que tornam nossos caminhos tortuosos. Ele é a estrela que colocamos no ponto mais alto das nossas árvores natalinas, o norte e orientação de todas as horas, uma vez que Se revela como “o caminho, a verdade e a vida” (João 14, 6).

É tempo de ofertar nossos melhores sentimentos, mais do que nunca exercitar a generosidade, levar afeto, acolhimento e principalmente de buscar reconciliação. O perdão mais do que retira do outro a penitência da indiferença, do desprezo e da culpa de seus erros, mas alivia a nós mesmos do fardo da amargura, da prostração do rancor e do fel da angústia.

Tenho convicção de que não sou o “síndico da eternidade”, nem fiador da razão, mas nas vésperas da data mais simbólica do calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII, a 24/02/1582, somos impelidos, estimulados a amar.

O Papa Francisco exclama que “o amor é contagioso” e que “a esperança nunca desilude” (2017)! O maior dos mandamentos e que sintetiza todo o mistério representado na autoridade do Messias, nos instrui a “amar o Senhor teu Deus, de todo teu coração, de toda tua alma, e de todo teu entendimento (...) e ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22, 34 – 40).

E como, às vezes, é tão difícil criar empatia com quem convivemos cotidianamente, mais além, sequer com os desalentados, os marginalizados, os cativos, os enfermos, os despejados da dignidade e abandonados à própria sorte. Todavia, et verbum caro factum est... máxima do Cristianismo oriunda do latim que significa “e o verbo se fez carne”, sempre atualizada na liturgia eucarística das missas e cultos religiosos celebrados em ação de graças, traduzida na expressão máxima de AMOR, daquEle que “nos amou por primeiro” (1 João 4, 19).

E todos os anos, o ápice do comércio, estimulado pelo reforço do 13° salário, período em que todos estão envolvidos e somos estimulados [não pejorativamente] pelas atrativas campanhas publicitárias e desafiados a resistir aos desejos mais incontroláveis. Enfim, o “Bom Velhinho” traz excelentes surpresas em seu trenó, mais do que elaborados e reluzentes embrulhos, são os empregos que crescem com o surgimento de novos postos diretos e indiretos, e muitas oportunidades de prosperidade que acabam aflorando.

Mas não devemos nos deixar embalar somente por esses tipos de sortilégios, de guirlandas e castiçais vistosos, e o brilho cintilante e esplendente dos mais variados piscas-piscas venham a ocultar as sensações humanas e a capacidade de exercer a maior das vocações: amar!

Certa vez, o poeta de uma Legião Urbana, dentre tantas obras inesquecíveis, trouxe, lá, detrás de “Monte Castelo”, lindos versos compostos entre citações do Soneto 11 de Camões e das cartas de São Paulo aos Coríntios, um grande monumento ao amor. Na canção que marcou gerações inteiras, a poesia nos lembra que “ainda que eu falasse a língua dos homens; e falasse a língua dos anjos; sem amor eu nada seria”.

Desejo que o genuíno espírito natalino leve a providência e sacie aos mais necessitados, e a todos, que ressurja em vossos corações, fazendo arder a chama da paz, da caridade, gratidão e da esperança: Feliz Natal!