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Coluna

Esporte, um grande aliado da Saúde

15 maio 2020 - 12h00

Estimados leitores de todas as terças, primeiramente gostaria de registrar todo meu carinho às nossas (leitoras) mães, pela data especial que celebramos no último domingo. Verdadeiras heroínas que geram vida e esperança, não somente  no ventre, mas também no coração!
Enfim, feita a singela homenagem, vamos falar um pouco mais sobre Saúde, mas por uma perspectiva um pouco mais “alternativa”.
E peço licença do uso das aspas, pelo fato de que não estamos somente tratando dos benefícios inegáveis ao aprimoramento das funções fisiológicas essenciais do organismo. A atividade esportiva atua respectivamente como instrumento de melhoria significante do bem-estar do indivíduo com reflexos positivos na coletividade.

Esse conceito pode ser traduzido no fortalecimento das relações humanas, em uma determinada sociedade, pela ampla capacidade de integração democrática das inúmeras formas de desporto, para todos os grupos, gêneros e preferências. Trazendo para nossa realidade, as medidas de confinamento e distanciamento social impostas para enfrentamento da Pandemia de COVID-19, acabam naturalmente afetando nossas rotinas, podendo desencadear comportamentos que alteram não somente o corpo, como também  os aspectos emocionais. Somos induzidos ao sedentarismo e, com ele, aumentam as propensões à obesidade, seguindo-se, na esteira, doenças como hipertensão e diabetes, ansiedade e até depressão. É vital que não fiquemos reféns da inércia, criando novos caminhos às recentes condições e limitações. 

Puxando pela memória, recordo-me que, pelos Batalhões que comandei, uma das diretrizes que buscava gerenciar era de fomentar iniciativas voltadas às práticas desportivas. Seja aproveitando ou recuperando as infraestruturas disponíveis, ou adaptando outros espaços, sempre voltados à melhoria da saúde funcional da tropa, de seus familiares e, também, abertos às  comunidades atendidas por essas Unidades da Polícia Militar.

Além de estimular hábitos saudáveis, recuperação da autoestima, ainda promovemos a integração entre os próprios agentes, e destes com o público dessas localidades, resgatando gradativamente a confiança de seus moradores.

Gostaria de destacar o programa “Jiu-Jitsu para Todos”, quando estava no 23° BPM, que atendia pessoas de todas as idades, voltado aos amantes da “arte suave”, mas que focava, principalmente, nas crianças e adolescentes em idade escolar. Além de outras parcerias que permitiam o uso das dependências do quartel, por estudantes da rede pública das proximidades, que não dispunham de tal recurso, para aulas de Educação Física. Em Cabo Frio, no 25° BPM, inauguramos um tatame, transformando e revitalizando um anexo, antes utilizado como depósito de sucatas. Assim, diversas modalidades de artes marciais e “crosstraining” se revezavam, abrindo diversas possibilidades. Uma das belíssimas ações, o projeto “Para Ser Tem Que Lutar”, com instrutores policiais militares habilitados no Boxe e Muay Thai.

Seguindo essa mesma concepção de aproximação espontânea, mantínhamos simultaneamente, na quadra poliesportiva do aquartelamento, treinos funcionais e de futsal. Tamanho o sucesso da empreitada que, no Comando que me sucedeu, ultrapassou fronteiras, e foi levado ao Jacaré, na Gamboa, atendendo a faixa etária infanto-juvenil, com acompanhamento de profissional experiente e altamente qualificado dos treinos, vinculados à frequência educacional. Com efeito, de tabela, ainda buscávamos desestimular a evasão escolar, um dos flagelos da Educação.

Fico estarrecido e considero um verdadeiro descaso com os impostos que pagamos - e não são poucos -, ao observar dois ginásios completamente abandonados, e em localidades que carecem de atenção mais que especial: um no Jardim Esperança e, o outro, no Segundo Distrito, em Tamoios. Aparelhos depredados que custaram certamente valores vultosos, exorbitantes, aos cofres públicos, e, hoje, tornaram-se o retrato da ineficiência das últimas gestões municipais.

Isso pode ser considerado como evidente perda de oportunidades. Deixam de promover a dignidade, por meio de tudo que o Esporte pode oferecer: inclusão, desenvolvimento pessoal, revelação de novos talentos, projeção institucional, prevenção geral de comorbidades, capacitação, proteção e imunidade dos nossos jovens às investidas inescrupulosas do tráfico.

De fato, não podemos fazer como esses governantes que sofrem de “amnésia crônica”, e esquecer de seus desmandos, sobretudo quando começarem as campanhas (publicitárias) e os shows pirotécnicos.

Agora, voltando ao nosso próprio dia-a-dia, não deixemos de reservar um tempinho e um ou dois metros quadrados de nossa casa, para cuidar da própria saúde, tanto do corpo como da mente. Existem vários exercícios apropriados e direcionados, qualquer que seja a etapa da vida, inclusive idosos ou pessoas com restrições especiais, que podem ser feitos aproveitando qualquer recinto, transformando utensílios domésticos, como um sofá ou uma mesa, por exemplo, como “aparelho” de ginástica, e exercitar o corpo. Válido acrescentar que redes de academias e congêneres, especialistas, “personais trainers”, dentre outros, vem oferecendo e disponibilizando dicas valiosas, e séries variadas, por meio de “lives”, aplicativos e em suas redes sociais, bem acessíveis e criativas.

Importante é ter sempre um acompanhamento ou orientação de profissionais qualificados, e não ficar parado. Como diria um amigo e professor de educação física: “a desculpa é não ter desculpa”!