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Coluna

Criminalidade em queda no Rio

02 dezembro 2019 - 17h42

Ansioso por mais este encontro, nesta coluna semanal venho compartilhar os expressivos resultados que a Segurança Pública do Rio registrou, no consolidado de Janeiro a Outubro deste ano, segundo dados apurados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ).

Levantamento em questão focou nos principais indicadores de criminalidade, ou seja, naquela categoria de delitos praticados com violência ou grave ameaça à pessoa, dado seu maior potencial de lesividade – de causar danos à sociedade. Enfim, que afetam diretamente a vida ou o patrimônio, tanto na esfera individual como coletiva. E justamente nesse terreno espinhoso é que as taxas de redução chegaram, em determinados casos, a patamares observados no início da longínqua década de 1990.

Vamos aos números: os Homicídios dolosos, ou seja, aqueles quando se há a intensão de matar, caíram 21%, representando menos 884 vítimas, em relação aos valores alcançados em 2018, e já é o menor nos primeiros dez meses do ano, desde 1991. Do mesmo modo o Latrocínio (popularmente chamado de “roubo seguido de morte”), que obteve diminuição de 36%.

Adiante, em três modalidades de roubo que se tornaram verdadeiros pesadelos para a população e até mesmo para economia fluminense, nos últimos tempos, houve forte retração. A categoria dos denominados Roubos de Rua, que engloba aqueles praticados contra transeuntes, em interior de transporte público/complementar e de celulares, retraiu 6%, o que corresponde a menos 6.160 casos; os Roubos de Veículos desceram a ladeira encolhendo em 24%; por fim, os Roubos de Carga, com minoração de 18%.

Reforçando o bom momento das Forças Policiais, no mesmo período houve um incremento de 6%, nas prisões em flagrante, perfazendo quase 30 mil presos pela polícia, mais 5.176 adolescentes infratores (ou “em conflito com a lei”) apreendidos. Outro fator que reflete o consistente desempenho dos nossos agentes aplicadores a lei é a absurda quantidade de armas de fogo retiradas das mãos dos bandidos, que totalizaram 7.215 apreensões, dentre as quais 468 fuzis.

Oportuno mencionar que as mortes provenientes das intervenções de agentes estatais subiram 18%. Tal parâmetro sabidamente causa náuseas a muitos dos “especialistas” de plantão, que costumeiramente acorrem ao discurso da truculência de uma suposta repressão desproporcional e vitimização de “excluídos da periferia”.

Justamente ecoando uma lógica de “cegueira seletiva”, que ignora a livre capacidade de escolha do indivíduo que insiste em satisfazer seus desejos, pela via criminosa, em total indiferença às dignidades alheias. E aqui devemos repudiar aqueles eufemismos que nivelam num mesmo espectro as vítimas de seus algozes.

Reforce-se que o confronto é sempre indesejado, porém inevitável na maioria das vezes, por mais probas e bem planejadas que sejam as intervenções. E não faz muito tempo, observamos a aguda crise corroer instituições e sucatear ainda mais nossas polícias, o que contribuiu com o crescimento absurdo da violência em todas as frentes. Mas pelo que observamos nos painéis acima apresentados, começamos a corrigir essas brutais distorções.

Cabe ponderar o dilema entre o tecido da ordem rasgado pelas atrozes rajadas do crime e as garantias, cada dia mais cerceadas, que refreiam as autoridades. Todavia, nesse sentido, melhor e mais didática reflexão nos trouxe o Apóstolo São Paulo, em sua carta aos Romanos (cap. 13, verso 3): “Em verdade, as autoridades inspiram temor, não, porém, a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor”.