Assine Já
segunda, 24 de fevereiro de 2020
Região dos Lagos
25ºmax
20ºmin
Apartamento
Coluna

450 fuzis a menos nas ruas

18 novembro 2019 - 18h23

Caros leitores e leitoras de todas as terças, venho repercutir sobre uma impressionante e assombrosa marca alcançada pela nossa Polícia Militar, que no último  domingo bateu a apreensão de 450 fuzis. Número que traduz o quão complexo é o cenário da Segurança Pública em nosso amado Rio de Janeiro.

Armas de guerra que estavam transitando livremente nas mãos de criminosos, a maioria ligada ao narcotráfico, utilizadas majoritariamente na disputa por território e domínio de comunidades inteiras, subjugando inescrupulosamente seus moradores e atormentando quem convive nos arredores.

Não raro as lentes flagrarem bandos fortemente armados progredindo no terreno ou atravessando avenidas, com grau de afronta e ousadia antes inimagináveis. Indiferentes às falanges a que estejam filiados, impõem, pelo império do poder bélico, os seus próprios “códigos de conduta”.

Apesar de tudo, das hostilidades e barricadas, nossos destemidos policiais militares seguem batendo recordes de apreensões e prisões. Sem dúvida que esse resultado estrondoso e impactante decorre de ações repressivas ou reativas mais qualificadas, e também de inteligência desenvolvidas pela atual gestão. E não estamos levando em consideração os armamentos dessa mesma natureza que foram retirados das ruas pelos agentes civis ou federais.

E em resposta a um questionamento sempre muito recorrente, que se debruça sobre a origem desses verdadeiros "instrumentos mortais", podemos conferir em levantamento realizado recentemente pela Polícia Militar. O estudo em questão, divulgado neste último final de semana, consta que cerca de 94% são contrabandeados de fora do país.

Todo esse poderio de destruição contribui naturalmente com uma preocupante sensação de vulnerabilidade e insegurança, que segue atravessando a couraça dos nossos blindados, os coletes balísticos, e também paredes e sonhos.

Mas frear isso é extremamente complexo, dadas as dimensões continentais de nossas fronteiras e uma política criminal que ainda patina em matéria de combate à impunidade, apesar dos esforços descomunais e solidez das instituições engajadas.

Com tamanho nível de ameaça, é compreensível considerar que os confrontos tornam-se, não somente necessários, mas verdadeiramente inevitáveis. As Forças de Segurança, sempre resolutas, ou seja, decididas e certas de seus deveres cotidianos, lançam-se no vespeiro, conscientes dos riscos que tais intervenções representam. Porém, deixar de fazê-lo seria ainda mais desastroso! Imaginemos todo esse arsenal, somado ao que continua ingressando em nosso território, ainda nas mãos do crime organizado.

De um lado a população acuada, receosa de ficar sob fogo cruzado, em coro com opinião pública e os meios de comunicação, que expõem a dura realidade enfrentada diariamente pelos oficiais da lei, e de quem involuntariamente fica na trajetória das popularmente chamadas “balas perdidas”. Perdidas, de fato, são as vidas de inúmeros inocentes que jazem nas dramáticas estatísticas e nos corações dilacerados de familiares e entes queridos.

Não obstante a eficiência ter aumentado no combate à criminalidade, com a queda vertiginosa dos números de homicídios e incremento das apreensões de drogas, ainda é volumoso o aparato armamentista que continua alimentando tais facções.

Mas nós podemos contribuir com as autoridades, nessa luta, repassando anonimamente, informações sobre o paradeiro de foragidos ou paióis clandestinos, utilizando o Disque-Denúncia: (21) 2253.1177 (região metropolitana) ou 0300 253 1177 (interior), ou pelos diversos aplicativos correlacionados disponíveis. Confie!