Assine Já
terça, 01 de dezembro de 2020
Região dos Lagos
29ºmax
20ºmin
Coluna

Viver como irmãos

06 novembro 2020 - 09h25

Em tempos de pandemia viral, o isolamento e a solidão impostas como medidas de prevenção à saúde transformaram as relações sociais, resgatando valores e sentimentos que haviam sido absorvidos pelo cotidiano contemporâneo. Não que o convívio do isolamento tenha sido uma tragédia; pelo contrário, viver enclausurado em família deveria ser um êxtase humano, pelas mil possibilidades de aperfeiçoamento do convívio e purificação dos nobres sentimentos de amor.

Em tese... porém, as relações sociais devem estar muito além das definições psicológicas, principalmente daquelas vazias de sentimentos e acolhimentos, verdadeira hipocrisia que assola e teima em invadir diariamente nossas redes sociais, através dos profetas de ocasião. 

Mas a pandemia, que ainda teima em se manter presente entre nós, talvez tenha sido um remédio amargo para esse mundo tão hipócrita e egoísta, pois deixou um legado sem precedentes na história das relações humanas, o resgate da fraternidade o puro sentimento de alegria de falar ou estar com os irmãos, saudade de estar não só com os familiares, mas com aqueles que, além da consanguinidade, escolhemos estar juntos nessa jornada que é a vida.

A valorização da amizade talvez seja a maior lição dessa malfadada doença: aquela amizade que se confunde, ou é, a irmandade em toda a sua pureza e responsabilidade.

Disse Confucio:

– Entre amigos as frequentes censuras afastam a amizade. 

No ponto, atual... Em tempos de contradições, o respeito à opinião dos amigos é uma preciosidade, o caminho da harmonia e o verdadeiro exercício da civilidade. Ainda Confucio:

– Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

Amar ao próximo em retribuição e à semelhança do amor que Deus nos oferece é o mínimo que podemos fazer nessa volta ao novo normal.

Ainda assim, se a amizade o frustra e decepciona, que seja um desígnio do Criador para esclarecer, conscientizar, entender e perdoar sempre!

“Somos por nosso carisma e vocação chamados a promover o diálogo, o respeito e a paz como fizeram Francisco de Assis e Al-Malik Al Kamel, 800 anos atrás.