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Coluna

Uma novela chamada eleições em Cabo Frio

05 dezembro 2020 - 14h54

Aquilo que parecia ter sido resolvido nas urnas no dia 15 de novembro não foi. Novamente as eleições municipais em Cabo Frio estão judicializadas e dependem do aval da Justiça para a sonhada definição desse imbróglio eleitoral. 
O prefeito eleito pelos cabo-frienses, José Bonifácio, do PDT, que já estava com seu registro ameaçado devido ao Ministério Público e problemas na época da Procaf e como secretário de Saúde de Arraial do Cabo, teve sua candidatura inpugnada por 7x0 pelo TRE-RJ. 

Essa decisão unânime do órgão de segunda instância veio como um balde de água fria, ou no mínimo, uma sensação de já vi esse filme, já que, caso se mantenha a decisão, o rumo de Cabo Frio será novamente as Eleições Suplementares. 
Lembrando que ainda cabe recurso no TSE, que é de onde virá a decisão do futuro da nossa Cabo Frio. 

Questionamentos a parte, tais como de quem é a culpa, do candidato, que mesmo com problemas na justiça veio e ganhou, do povo que votou, ou do TRE que permitiu, já que Bonifácio teve o seu registro deferido no justiça local, a instabilidade política causa ainda mais estragos econômicos a cidade, que ainda tenta se recuperar da última medição das eleições suplementares. 

Desculpas ou defesas de que foi eleito pelo povo e a decisão deve ser respeitada não cabem, como não couberam na época que Marquinho Mendes, que, eleito com votação superior, foi retirado do cargo, mesmo eleito pelo povo cabo-friense. Se há problemas na Justiça, como há, que se resolva e que o TSE então defina se o José continua no cargo, se ele assumir, ou se haverá uma nova eleição. 

Parece que os problemas da Procaf e da Secretaria de Saúde, objeto de pedido de impugnação do Ministério Público, não eram fake News como a assessoria fazia questão de alardear e a mídia ratazana gostava de tentar ecoar. Vamos aguardar!