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Coluna

Um país desgovernado, uma Região dos Lagos abandonada

18 dezembro 2020 - 19h09

Vivemos em um país onde as instituições ainda se mostram frágeis, vaidosas, prepotentes e acostumadas ao câncer do jeitinho, onde com malas de dinheiro, contatos e conhecimento, tudo se resolve, e com uma simples canetada de alguns incompetentes, tudo é ‘resolvido’, da forma nada republicana deles de se ajeitarem as coisas. Por aqui, em Arraial do Cabo tivemos a queda de um prefeito mimado e de sua família monárquica, que, ancorada pela mídia que era bancada pela Prefeitura (sites, blogs, portais e comunicadores oficiais do cabo ), fizeram horrores e governaram para eles apenas, caíram nas urnas, destituídos pelo povo e caíram pela Justiça, que decretou o seu afastamento por birra e pirraça de não querer fazer a transição, e ainda, atrapalhar o processo democrático. 

Em terras buzianas, o balneário mais charmoso do Brasil, temos um juiz que se sente deus, se acha com sua toga acima do bem e do mal, inclusive acima da constituição, e que pensa ser dono de Búzios, decretando o lockdown – fechamento total – do município na véspera de um fim de ano e alta temporada, deixando os moradores desesperados, preocupados e os empresários, já em severas dificuldades, em maus lençóis. Tudo isso aplaudido pela turma acomodada do fique em casa e da mídia ratazana. Já em Cabo Frio, a transição está ocorrendo, mas o planejamento para o verão, alta temporada e controle da Covid-19 na cidade, continua como sempre esteve, na estaca 0. Além das ações midiáticas de um prefeito eleito que continua em campanha, e de seu time técnico padrão fifa (não, não é plágio, cópia ou coincidência), de efetivo, planejamento ou ações,não vemos nada, só o andar de bicicleta mesmo, as feijoadas e os passeios pela praia.

Alguém avisa que a campanha acabou e que precisamos de planejamento e reestruturação e menos marketing. Em São Pedro, o novo do pastel vai carregar alguns nomes do Adriano de Cabo Frio, ou seja, já sabemos onde vai parar. Estamos findando um ano difícil, de pandemia, inimaginável, onde até agora o que não pensávamos, está acontecendo, e o improvável continua nos surpreendendo, porém, com as mesmas figuras patéticas ensaiando um novo com cheiro de naftalina, carregado do odor do velho sistema político em que nada mudará, de fato, para o povo da Região dos Lagos. Infelizmente.