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O pescador e o salineiro

A cidade que eu nasci não é a mesma..., assim começo texto de hoje atendendo à um pedido de um amigo empolgado pelo texto anterior com essa afirmação óbvia e que requer textualmente um complemento ou conclusão lógica. No entanto, pode se observar que apes

16 outubro 2019 - 20h43

A cidade que eu nasci não é a mesma..., assim começo texto de hoje atendendo à um pedido de um amigo empolgado pelo texto anterior com essa afirmação óbvia e que requer textualmente um complemento ou conclusão lógica. No entanto, pode se observar que apesar da destruição, às escuras, de grande parte do seu patrimônio arquitetônico, suas características naturais mais importantes ainda se mantém intactas e indefectíveis, como registrado em seu hino; suas belezas continuam mil, tuas praias, teu forte, seu mar bravio, e é claro a Lagoa que parece o Rio, com o seu singelo pescador afoito.  

Mas e que pescador é esse? Será Vico da Gamboa ou Zé Guilherme, para os mais novos poderia ser o famoso Renato Babão correndo do seu Dragão? no carnaval, oU Gandola outro filho famoso, com certeza não era, pois, sua forma de pescar era através do mergulho prática essa que levou seu nome e o da cidade por todo mundo.

Será que é aquele que está lá no pedestal da Praça do Largo Santo Antônio? Assim como, o Salineiro da entrada da cidade, observa quieto e complacente os cabo-frienses e turistas passarem apressados, sem sequer uma placa que declare os motivos das honrarias as novas gerações e a importância de ambas atividades laborais na formação e consolidação desta urbe a qual vivem.  

O Salineiro talvez seja o velho Elias Mônica, o homem que se não criou teve a importância de trazer em sua mente a técnica da construção dos cataventos para Cabo Frio adaptando os aos matérias disponíveis à época e que por muitos anos dominaram à paisagem de nossa terra, servindo de atração turística e de referência para toda Região como símbolo para o mundo, além é claro de constar em vários logotipos comerciais de pequenas e grandes empresas da Costa do Sol que sequer lhe prestaram qualquer referência. 

Andando pela cidade um olhar atento pode se chegar à conclusão que durante a história as gerações antigas trataram de tentar deixar um legado pois nota se com facilidade pelas placas e endereços que muitas figuras ilustres e também não tão ilustres assim, estão registradas, em ruas, praças e pontes porém sem nenhuma informação de quem foi ou como contribuiu para a nossa sociedade. 

Registre se que por motivos óbvios muitos desses endereços trazem consigo sobrenomes de peso em virtude da classe social em que se encontravam à época talvez isso contribua um pouco para desconhecimento público pois retratam a estrutura social de uma período de tempo motivo pelo qual deixo nesse texto minhas homenagens a figuras ilustres mais populares que não tiveram as honrarias que deviam ter; Primo da Bala, Gadabá (engraxate), Vaguinho pipoqueiro e todos aqueles trabalhadores humildes que de alguma forma deixaram sua marca no cotidiano e na lembrança de todos que com eles conviveram. 

Por fim, gostaria de deixar uma sugestão singela, além de investir no estudo acadêmico profundo da nossa história geral no intuito subsidiar nosso turismo histórico, seria interessante avaliarmos o quanto seria importante levar essa matéria para os alunos da Rede Pública e Particular, por que não? Talvez direcionado ao ensino fundamental para que desde cedo insurgissem em nossas crianças o interesse pelo conhecimento das origens de nossa terra e do povo que ajudou a formar a cidade em que nasceram e vão crescer.

Deixo a pergunta; UM POVO QUE NÃO CONHECE SEU PASSADO TERÁ CAPACIDADE PARA ESCOLHER SEU FUTURO?       

 

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