Assine Já
terça, 10 de dezembro de 2019
Região dos Lagos
27ºmax
20ºmin
Apartamento
AP REC BANNER
Coluna

O bom filho ... da casa nunca esquece

Primeiro, agradeço a oportunidade e ao convite, por parte dos editores desse periódico, para, a partir desta data, poder expressar minhas opiniões e, principalmente, meus sentimentos. Em especial, meu agradecimento a esta cidade e ao seu povo que, como di

09 outubro 2019 - 20h47

Primeiro, agradeço a oportunidade e ao convite, por parte dos editores desse periódico, para, a partir desta data, poder expressar minhas opiniões e, principalmente, meus sentimentos. Em especial, meu agradecimento a esta cidade e ao seu povo que, como diz em seu hino,não diferencia os naturais dos forasteiros.

Faço uma reverência a essa terra linda que recebeu de braços aberto sum casal de imigrantes de Sergipe. Apenas com uma mala na mão e um sonho de  vida melhor, Cabo Frio lhes concedeu a oportunidade deformar uma família e criar os filhos com muito amor e dignidade, além de abrigar toda uma leva de familiares e amigos que vieram a reboque em busca dos mesmos sonhos de prosperidade.

A Cabo Frio, essa amada terra, e aos seus naturais, agradeço pela recepção e tratamento pariforme concedidos aos imigrados. Agradeço também, em nome de toda minha família, parentes e conterrâneos, a todos aqueles que vieram de longe, de todos os cantos desse país e de fora dele, que, de alguma forma, nesse último meio século, participaram da transformação de um povoado nessa pequena metrópole regional, contribuindo na formação do que a cidade é hoje.

Cabo Frio, por muito tempo, foi a verdadeira terra das oportunidades. Ensolarada, fascinante, balneário de belezas naturais e carreada pelo milagre econômico representado pela pujança industrial da Álcalis, entre outras empresas, como Ponta do Costa Perynas e Salineira. Estas, juntamente com toda atividade econômica gerada pelo verão, mantinham um ciclo financeiro razoável e de certa estabilidade e previsibilidade, possibilitando o sustento e o crescimento de diversas novas famílias, inserindo novos nomes no contexto social e proporcionando oportunidades a toda uma geração de jovens filhos da terra.

Para uma criança, Cabo Frio era como um Parque de Diversões. Já os jovens, dispunham de uma gama de opções e programações, cada uma com seus atributos: o Forte, o Lido, a Passagem, o Portinho, o Anjo Caído, o Peró, a Ogiva, Arraial e Búzios. Sem contar, é claro, com o movimento no calçadão do Malibu, ponto preferido da maioria dos garotos daquela época... faltava tempo para curtir e aproveitar.

Foi nesse ambiente que cresci e me formei. Quem viveu essas décadas de 70, 80 e 90 conheceu uma cidade apaixonante e pulsante, que durante o verão explodia de agitação e prosperidade. Apesar da falta de água e luz, das filas no orelhão para telefonar e das horas de espera nos bancos, a movimentação na cidade enchia nossos corações de alegria e esperança de um futuro próspero. O desenvolvimento era inevitável e estava a bater na porta.

Para mim, assim como para vários outros filhos dessa terra, a vida tratou de abrir longos caminhos em outras frentes e outras terras não tão receptíveis. A necessidade de formação não pôde esperar pelo surgimento das faculdades, assim como as oportunidades de trabalho, que colocaram um oceano de distância entre seu filho e sua mãe amada.

Porém, em nenhum momento deixou de estar em meu coração a lembrança dessa época feliz e a saudade da minha terra. Sentimento este que eu fiz questão de manter vivo ao buscar constantemente, em cada veículo, uma informação ou notícia sobre Cabo Frio, colecionar livros, filmes, fotos antigas e que me faz querer voltar à minha amada cidade em cada oportunidade e poder reviver esse amor que sem dúvida carregarei para o resto da minha vida.

É esse amor e essa gratidão que faço questão de declarar em meu debute crítico, que de crítico não tem absolutamente nada, mas ressalta em forma de agradecimento, a minha cidade e aos meus irmãos cabofrienses por tudo que sou e que tenho. Obrigado.


 

Leia Também

O povo na praça
Órfãos de Otília 
Começo o texto de hoje, à pedido de alguns amigos mais velhos, filhos de uma geração anterior a minha mas de igual forma saudosos dos tempos dourados de Cabo Frio, principalmente o período do milagre econômico quando após a inauguração da Ponte Rio-Niteró
O pescador e o salineiro
A cidade que eu nasci não é a mesma..., assim começo texto de hoje atendendo à um pedido de um amigo empolgado pelo texto anterior com essa afirmação óbvia e que requer textualmente um complemento ou conclusão lógica. No entanto, pode se observar que apes
O bom filho ... da casa nunca esquece
Primeiro, agradeço a oportunidade e ao convite, por parte dos editores desse periódico, para, a partir desta data, poder expressar minhas opiniões e, principalmente, meus sentimentos. Em especial, meu agradecimento a esta cidade e ao seu povo que, como di