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Coluna

Mercado e consumo em tempo de pandemia

06 junho 2020 - 21h57

Olá, querido leitor! Meu nome é Rodrigo Gurgel. Sou empresário, apaixonado por economia e gostaria de dividir com vocês, toda sexta-feira, um pouquinho das minhas ideias e experiências enquanto empresário. Espero que gostem desta coluna e que eu consiga através dela dar a minha contribuição à economia municipal. Desejo a todos uma ótima leitura!

Em quase todo o mundo, com exceção de poucos países, vivemos sob o regime capitalista, onde o mercado é imperioso e sustentador da vida e bem-estar das pessoas. Porém, uma pandemia como nunca vista antes, pegou a todos de surpresa e seus impactos foram sentidos em vários setores da vida cotidiana, incluindo o mercado.

O impacto da pandemia no setor econômico forçou a adaptação ou até mesmo reinvenção de diversas atividades comerciais. A Internet foi a válvula de escape encontrada para que as mercadorias pudessem continuar a serem ofertadas e compradas por aqueles que as desejassem, devido as novas regras de prevenção e combate a pandemia, destacando o distanciamento social, que afetou profundamente no desempenho de várias empresas, provocando até mesmo falências. Por outro lado, o comércio online teve seu crescimento natural acelerado e apontando para uma tendência que veio para ficar. O que então seria uma alternativa a pandemia, pode-se tornar uma principal via de comercialização dos produtos.

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamentos e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia. Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social.

De acordo os resultados da pesquisa, depois de experimentarem o comércio eletrônico em novas categorias, o consumidor brasileiro indica que está mudando o comportamento de consumo, com 52% dos entrevistados comprando mais em sites e aplicativos durante a quarentena e 70% que pretendem continuar comprando mais online do que faziam antes da covid-19. Podemos reparar então que está havendo uma mudança real de comportamento e empresas que conseguirem se relacionar bem com os clientes neste momento terão uma grande vantagem no pós-crise.

Sob a influência do #fiqueemcasa, também observamos campanhas de apoio ao comercio local, valorizando os comércios de bairros próximos aos clientes e o fortalecimento da modalidade delivery, a fim de evitar aglomerações e levar mais comodidade aos compradores. O fato é que a pandemia acabou intensificando a presença on-line dos consumidores e com a tecnologia ganhando espaço todos os dias e as vendas por internet aumentando, as lojas físicas terão que se reinventar.

Grandes empresas como Magazine Luiza e Natura apostaram suas fichas no e-commerce, suavizando as taxas de frete e facilitando o parcelamento do pagamento para seus clientes. A Magazine Luiza, inclusive, criou um sistema de vendas utilizando afiliados, para incentivar a participação do cliente como "vendedor comissionado". Agora, você pode vender produtos da loja e ganhar comissão. Essa estratégia não apenas ajuda a manter as vendas da empresa, como também se mostra uma fonte de renda alternativa para tantos brasileiros que ainda não sabem como será o dia de amanhã. Para todos aqueles que são trabalhadores informais, a internet pode ser a ferramenta para gerar renda e levar o sustento para seus lares, mas para isso, é necessário que o cidadão acompanhe os movimentos do mercado, esteja atento e bem informado.

Assim como em todo mundo, no nosso país e na nossa cidade amada, Cabo Frio, não é diferente. A intensificação do uso da internet, pode auxiliar no resgate da nossa economia, com soluções criativas e tecnológicas para facilitar a vida do empreendedor. Neste momento, buscar parcerias com órgãos públicos e privados, pode ser vital. Como já viemos destacando em textos anteriores, desejamos que o  empreendedor seja resiliente e capaz de adaptar-se. O que queremos é fortalecer essa classe, pois ela move a sociedade. Por isso nós a defendemos e esperamos que após a pandemia, sejamos mais fortes do que antes. Para isso, sempre estaremos aqui a disposição, seja dando dicas nesta coluna, ou até mesmo construindo parcerias que nos levem a um futuro economicamente mais saudável em nosso município.

Obrigado a você que leu esta coluna até o fim. Fiquem todos com Deus!