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Coluna

Esse gabinete do ódio pode

10 julho 2020 - 10h18

Vivemos no tempo da solidariedade seletiva, igual à hipocrisia de muitos que posam como porta vozes da informação ou mesmo, dos tantos comentaristas políticos via facebook e mídias sociais ancorados apenas pelos achismos ou por suas ‘verdades’ escamoteadas. 

Atribuir o tal ‘Gabinete do ódio’ ao Presidente Bolsonaro, a sua família e a direita pode - e deve, na mentalidade tacanha de alguns esquerdopatas - para assim tipificarem como crime e tomarem o poder, coisa que sempre quiseram e querem fazer. 

Quando acuados com as críticas, algumas fora de propósito e infundadas, isso é verdade, culpam e bradam da existência do gabinete do ódio. Porém, quando atribuem ao Presidente, seus filhos, a direita ou a mesmo aqueles que apenas pensam diferente deles de fascistas e ordenam em seus perfis, fogo aos fascistas, morte aos fascitas, qual nome eu daria a essa incitação? 

Não podemos ter dois pesos e duas medidas ou algo ainda mais básico seria o ensinamento dos mais experientes, não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. 

Será que o tal gabinete do ódio foi mesmo inventado pelos bolsonaristas e implantado nas últimas eleições? A esquerdalhada pira, pois sabe que o PT, e os outros partidos de esquerda, sempre se utilizaram das fake news, dos gabinetes de ódio, bem como os tucanos, bem como o centrão, e bem como todos, até mesmo a mídia militante quando lhe interessa e principalmente lhe convém sair como vítima de situações. 

Não seria ódio apregoar a morte do Presidente que está com Covid-19, assim como foi a destilação do ódio e da mesquinhez do ser humano quando o Ex-Presidente Lula perdeu seu netinho e muitos comemoram? 

O sentimento ódio não tem partido de origem, não tem bandeira de origem, mas possui sua origem em seres inescrupulosos, sem caráter, que usam do seu status, políticos, líderes de partidos, comunicadores e jornalistas, para disseminar o que de pior acreditam, e fazem dessa bandeira tosca e vil, seu lema de vida, bandeira essa que se sobrepõe, por exemplo, a linda missão do Jornalismo ou a tão bela arte da política, que seria servir ao povo com excelência. 
Se o ódio precisa ser usado em alguma situação, que seja contra os atos daqueles que destroem o nosso Brasil, a nossa Cabo Frio e a nossa linda e abandonada Região dos Lagos.

Por que não se odeia as facilidades que muitos militantes desse ódio tem nos Governos Corruptos daqui da nossa Região como porta vozes oficiais? 
Por que não se odeia os desvios do Governador Wilson Witzel que já passou de R$ 1 bilhão e 500 mil reais somente nesse período de pandemia da Covid-19? 

Por que não se odeia o fato dos hospitais de campanha, que parte foram pagos, e nem sequer ficaram ou ficarão prontos ou entregues a população? Ah, ninguém mais fala nisso em.  Por que não se odeia esses discursos mentirosos como o do Dr. Adriano, que agora chora queda na arrecadação dos royalties, mas que quando preciso não cortou os fantasmas, não limpou ou enxugou a folha de pagamento e tampouco cortou na carne? Basta ver o número inchado na folha, da mídia oficial (por dentro ou por fora) e dos puxas sacos. 

Por que não se odeia radicalismos, existentes nos dois lados da história?  Por que não se odeia a desigualdade social, um câncer nesse Brasil, que com o coronavírus ficou ainda mais escancarada?  

Por que não se odeia a corrupção sem bandeira ou ideologia partidária e de verdade não possuindo político de estimação? 

Por que não se odeia o velho hábito, mais praticado que nunca, do bater para receber? 

Falta empatia com o próximo, falta se colocar no lugar do próximo, falta amor, falta respeito as diferenças, a quem pensa diferente e ao direito de sermos diferentes. 

Falta maturidade de separar, por exemplo, o político do cidadão, pessoa, e falta ainda bom senso, para que se cobrem tudo o que precisa, neste e em qualquer governo, mas que cumpra com o seu papel na sociedade, e que o bem comum, se sobreponha aos meus interesses pessoais e a minha vaidade de ‘vociferar verdades absolutas’, que sabemos bem, não existe. 

Discordemos das pessoas, das ideias, das práticas, mas não precisamos odiá-las. 

Falando Francamente Com Você, a boca fala do que o coração está cheio e cada um espalha aquilo que tem.