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Coluna

À espera da Igualdade e Justiça Social

24 junho 2020 - 14h03

Foi preciso uma pandemia cruel como esta para que o óbvio se manifestasse: os mais pobres sofrem violentamente com esta situação. Sem meios de ganhos, sem condições de isolamento, sem possibilidades reais de distanciamento e sem a solidariedade necessária para enfrentar o mal.

Os governos, em todos os seus níveis, tratam esta população miserável como números, indiferentes aos preceitos que regem o atendimento a toda e qualquer família.

A pandemia desnudou ainda mais as desigualdades, mostrou o quanto a periferia é um gueto de abandono, vítimas de sucessivos governos insensíveis, sem prioridade qualquer para atender a família.

Desemprego, saúde caótica, subemprego, educação sem qualidade, falta de saneamento básico e mais uma enormidade de contrastes que transformam Cabo Frio numa cidade dividida, extremamente injusta.

E é incrível constatar que nesta milionária cidade de Cabo Frio há famílias sem teto, outras em casebres de barro batido remendados com latas, panos velhos e papelões, com crianças, adultos e anciãos vivendo toda a infelicidade de carências,  um flagelo que não sensibiliza os donos do poder.

Há famílias sem água potavel, sem instalações sanitárias, sem creches para os filhos; enfim, sem uma vida digna, humanamente aceitável como pobreza e não a miséria na sua forma mais cruel.

Esta pandemia haverá de produzir um novo tempo, com mais solidariedade.

E o que este amor ao próximo seja pelo respeito integral aos direitos das famílias.

Vamos torcer por uma pós-pandemia sem ladrões no Poder Público.

Que neste futuro próximo a prioridade de  todos seja a promoção da igualdade e da justiça social.

E esta mudança, meus amigos, se faz pelo voto consciente. Sem troca, sem barganha, mas com o compromisso cidadão de transformar vidas.
Bom fim de semana para todos.