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Coluna

A economia é capaz de salvar vidas

21 maio 2020 - 22h03

Olá, querido leitor! Meu nome é Rodrigo Gurgel. Sou empresário, apaixonado por economia e gostaria de dividir com vocês, toda sexta-feira, um pouquinho das minhas ideias e experiências enquanto empresário. Espero que gostem desta coluna e que eu consiga através dela dar a minha contribuição à economia municipal. Desejo a todos uma ótima leitura!

Para quem não acredita no poder da economia, quero deixar aqui alguns dados importantíssimos sobre o histórico de como a economia é capaz de salvar vidas. Estima-se que em 1750 tínhamos 790 milhões de habitwantes na terra. Em 270 anos, com a descoberta do poder do livre mercado e da iniciativa privada, aumentamos para 7 bilhões de pessoas, nesse curto período de tempo. O que não tínhamos conseguido em 5 mil anos.

Antes da modalidade do livre mercado, tínhamos a concentração de riquezas acumuladas por meio de títulos, como Duques, Príncipes, Reis e etc. Após a utilização do sistema de livre mercado, obtivemos grande distribuição de riqueza, fazendo, com o passar dos anos, que não reconhecêssemos mais a diferença entre o camponês e príncipe, já que com o passar do tempo, ambos conseguiriam obter o mesmo produto com o diferencial somente em sua qualidade. 

Conseguíamos entender que um ser humano tinha grande riqueza quando um tinha o que calçar e o outro não. Hoje essas diferenças diminuíram.  Então, podemos tomar como verdade que o aquecimento na economia é capaz de diminuir a diferença entre a qualidade de vida, fazendo com que a desigualdade social seja menos discrepante e consigamos aumentar a expectativa e condição de vida.  
A economia municipal depende de diversos fatores para a sua eficiência e melhor desempenho. Um dos fatores é a liberdade de atuação. Nesse momento de enfrentamento ao corona vírus, podemos enxergar o quanto a interferência do estado em somente um fator econômico acarreta consequências em todo cenário econômico de um município, estado ou nação. 

Precisamos hoje, com urgência, de um plano de recuperação econômica, a fim de ajudar as empresas dos municípios a restabelecerem seu potencial na geração de emprego e renda municipal, a fim de evitar uma catástrofe econômica maior do que a que já estamos vivendo. 

Não se trata de posicionamento sobre isolamento horizontal ou vertical. Trata- se da realidade de que as empresas que hoje se encontram em um cenário de falência ou de grande crise econômica precisam de um plano elaborado que gere um ambiente propicio para a sua recuperação econômica, frisando que o maior prejudicado nesse cenário é sempre o colaborador “empregado”.
Visando essas famílias que hoje se encontram sem oportunidade financeira para se manter e manter os seus, devemos entender que, no cenário geral, necessitamos de medidas práticas e satisfatórias para a recuperação dessas vagas no mercado de trabalho. 
Precisamos de grande empenho quando isso tudo passar (e vai passar). Por exemplo, a área do turismo, setor este que entendemos ser o mais prejudicado e será o último a se recuperar. 

No município de Cabo Frio, a importância desse setor se dá pelo seu potencial natural. Mesmo assim nunca obteve reais investimentos  a fim de gerar expansão, crescimento e consolidação nesse mercado. 

O turismo é capaz de aquecer toda nossa economia e o aquecimento no consumo do município será capaz de suprir nossa necessidade de geração de emprego. Nosso turismo sempre foi orgânico, então, devemos enfim investir na recuperação desse setor. Espero que a saúde financeira do nosso município se estabilize o quanto antes, pois as pessoas necessitam desse retorno econômico. 

Gostaria de enxergar drásticas reduções de impostos para a rede de hotelaria e empresas de turismo afim de ajudarmos em sua saúde financeira a curto e médio prazo. Que nossa prefeitura enxergue que essas empresas hoje perderam sua capacidade econômica e necessitam de uma mão amiga.