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Coluna

2020, o ano da demissão

04 junho 2020 - 11h38

Já virou clichê dizer que ninguém esperava um 2020 tão ‘inusitado’ como esse. 

Se por um lado fomos tomados por uma perigosa e potente pandemia - a Covid-19 -, paralisando a economia mundial e dizimando inúmeras vidas, ceifando sonhos, projetos e planos, por outro, temos a oportunidade de fazer a limpa, encarando 2020 como ano de demissão. 

O sentimento, pertinente aliás, é de revolta e indignação por parte do povo brasileiro, em especial dos cabo-frienses, que sofrem há anos pelos mandos e desmandos dos Governantes, ancorados pela cumplicidade - quase uma sociedade - de Câmaras omissas e ‘parceiras’ dos Prefeitos.
Hoje, os gritos de Chega e Basta ecoam pelas ruas, dos bairros do lado de cá da ponte e sobretudo do lado de lá da ponte, geralmente esquecidos e renegados a filho feio de Cabo Frio pelos políticos mandatários do poder, chegando em uníssono a Tamoios, outro lugar abandonado pelos poderosos e largados a própria sorte - no caso o azar de pertencer a uma cidade mãe que a rejeita como filha. 

O povo hoje está diferente, crítico, atuante e com as dificuldades trazidas ( ou escancaradas pela Pandemia ), mostra vontade de dar a resposta nas urnas, com ‘sangue nos olhos’, para enfim, demitir todos quantos não executaram seus papeis e não fizeram jus aos seus salários, pagos pelos eleitores. 

Parte dos que tentam a Reeleição ainda subestimam os cabo-frienses, achando que ainda os ‘comprarão’ com portarias, ajudas sociais ou coisas do tipo, mas sentem que o tempo é outro, e que uma grande surpresa sairá das urnas, fruto da decepção do povo para com a política e principalmente os políticos. 
Supostos desvios na Saúde do Estado do RJ com milhões que deveriam ser empregados no combate ao coronavírus, devem, daqui a pouco resultar na queda do Governador Wilson Witzel, já investigado e com pedidos de impeachment. 

Por aqui não é diferente. Até hoje não sabemos quanto custou, custa ou custará a tal ‘requisição administrativa’, o Hospital Unilagos, e tampouco temos a transparência de quantas Cestas Básicas foram compradas, a quem foi comprada e o principal, a quem foi entregue e quais famílias carentes foram assistidas. 
Supostos desvios de verbas da saúde em Pandemia, supostos desvios de cestas básicas para fins eleitoreiros e voto de cabresto, farra com o dinheiro público, falta de transparência e uma Cabo Frio colapsada, entregue ao estado de calamidade pública antes mesmo da Covid-19, fizeram o povo acordar, gritar, opinar, não se esconder mais, ecoar verdades, reconhecer os que são de verdade e quem é - e só propaga - mentira, e o principal, entender que juntos, nas urnas, mudarão o futuro ( que já se faz passado ) do município, demitindo todos aqueles que se sentem donos da cidade e que por aqui fizeram fortunas, rompendo - agora sim, de verdade - com os personagens que controlavam o jogo, e reescrevendo a história, onde o Povo se consagrará como protagonista.