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Coluna

Um governo lastimável

16 janeiro 2020 - 16h36

Os profissionais da educação abriram mão de suas férias e ocuparam as ruas do município, para cobrar da prefeitura os salários atrasados de dezembro e o 13º do ano de 2019. O prefeito se comprometeu a realizar o pagamento de acordo com um calendário, mas não o cumpriu, o que revoltou de vez a categoria. Muitos desses profissionais passam por dificuldades, assim como de outras categorias de servidores do município, como os da saúde, e da COMSERCAF, que também enfrentam atrasos de pagamento da folha. É um total desrespeito e desvalorização dos servidores municipais, colocando-os em situação de fragilidade financeira, retirando sua dignidade.

A atitude do prefeito sempre foi de vitimização. Tenta sempre pôr a culpa na conta das administrações anteriores. A desculpa é a “herança maldita” deixada por outros governos. Era de conhecimento do mandatário as dificuldades a serem enfrentadas. Essa desculpa já não “cola mais” faz tempo. Outra alegação, é tentar convencer que a arrecadação é insuficiente para arcar com as despesas. O próprio prefeito, enquanto candidato, dizia que dinheiro tinha, faltava gestão. Esse discurso ficou gravado na cabeça do povo. E agora, não tem dinheiro?

Pelo jeito, não tem gestão, e por consequência, falta dinheiro. Não convence a mais ninguém. O problema há mais de uma ano e meio é de administração. Não tem essa de se esquivar. O prefeito foi eleito com capital político para implementar as reformas administrativas necessárias, para impor ajustes na máquina pública. Deveria ter feito um governo austero e de transparência nas contas públicas. Não tem segredo do que tem a ser feito: diminuir despesas e aumentar a receita.  Assim como acontece na nossa vida, quando enfrentamos dificuldades econômico-financeiras, é preciso “apertar o cinto” e ajustar o orçamento da casa. Ao contrário disso, optou por manter a mesma política de seus antecessores. A folha continua inchada, e não consegue apresentar um efetivo controle das contas. A caixa preta das contas públicas continua impedindo que haja um controle social sobre os gastos municipais. 

É inaceitável essa falta de atitude do poder executivo, contando ainda com a conivência de grande parte do poder legislativo. A culpa é do prefeito sim! O caos que a cidade está atravessando é o mesmo filme que assistimos nas gestões anteriores. Portanto, os servidores, de todas as áreas tem total legitimidade para reivindicarem a sua dignidade de volta. Tem toda a nossa solidariedade. A população cabo-friense entende os motivos e precisa estar do lado dos trabalhadores. Os motivos são mais do que justos. É muito importante que o conjunto dos servidores municipais estejam unidos em prol da luta pela sua sobrevivência, num primeiro momento, mas também, reconheçam que defendem os interesses de todos os munícipes, que dependem dos serviços públicos. Que os trabalhadores, representados pelo SINDICAF, SINDSAÚDE, SEPE Lagos e afins, se unam e sigam na luta pelos seus direitos, e também, lutem para livrar a cidade dessa desastrosa administração do Dr. Adriano Moreno. 

Para finalizar, um recado: Prefeito exigimos que o senhor pague em dia os nossos servidores e coloque a cidade para funcionar!