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Coluna

Turismo como indutor de crescimento

06 junho 2020 - 21h56

Na linha do Recomeço, quando percebemos a necessidade de reinventar a nossa gestão pública e a maneira como olhamos a nossa cidade, tentamos elencar o próximo passo. Nesse sentido, emerge um questionamento: como uma gestão pública eficiente e eficaz pode contribuir com setores chaves, como o turismo, por exemplo, que emprega mais de 6 mil postos de trabalho diretos só nos meios de hospedagem?

A necessidade de reaquecer os setores que se comportam como motores indutores de desenvolvimento econômico e social, gerando emprego e renda, gera um debate importantíssimo. Se antes a cidade vinha fechando postos de trabalho, como no primeiro semestre de 2019, quando perdemos 600 postos, hoje, no primeiro semestre de 2020 e em plena crise epidemiológica, a nossa cidade fechou 1900 postos de trabalho formais, segundo dados do Caged. 

Em 1° de Janeiro de 2021, em pleno verão, se iniciará, em tese, uma nova gestão e precisaremos iniciar o diálogo com o trade turístico a fim de debater o planejamento da “alta temporada”. Com a flexibilização das medidas de isolamento e a liberação gradual da circulação pelas autoridades sanitárias, será necessário reinventar nossa maneira de fazer turismo, visto que haverá um rigoroso controle sanitário e regras de distanciamento em todos os âmbitos.
Estudos apontam que o perfil do turista também vai mudar. 

Devido ao rigor sanitário e à crise econômica nacional, o turista regional, aquele que vem de cidades e regiões próximas, será o de perfil predominante em Cabo Frio. Isso se deve ao fato de as viagens de curta distância serem mais econômicas e poderem ser feitas de carro, o que também evitaria o contágio e a aglomeração.

Infelizmente, o setor que mais emprega é o que mais sofre com a pandemia. Para piorar a situação, que já é dramática, a gestão atual não dialoga com o trade turístico e não demonstra a devida preocupação com sua sobrevivência.

À guisa de exemplo, a abertura de linhas de crédito e o adiamento da cobrança de taxas são reivindicações da área que mal são avaliadas. 

No meu entendimento, a solução para esse setor se dará, dentre outras ações, pelo diálogo, pelo adiamento da cobrança de ISS, que é um imposto municipal, e por medidas de controle sanitário que incluam os pontos turísticos, meios de hospedagem, comerciantes e ambulantes com a finalidade de oferecer segurança aos turistas. Para superar os obstáculos, é necessário repensar aquele que é o ponto de partida do recomeço: o verão, o qual é capaz de alavancar a economia e atenuar os efeitos da crise, desde que seja gerida com seriedade e planejamento.