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Coluna

Terrorismo com o servidor - 3 mil funcionários demitidos

01 maio 2020 - 11h13

Às vésperas do dia do trabalhador, 1° de maio, no final do expediente da quarta-feira, a prefeitura emitiu uma nota demitindo todos os contratos temporários da administração municipal. Logo em seguida, voltou atrás e alterou a nota, restringindo a medida ao setor da Educação. 

Com isso, 3 mil funcionários foram demitidos às vésperas do dia do trabalhador, numa atitude arbitrária, desrespeitosa e humilhante. Demissões em massa são prejudiciais para a cidade em qualquer período, porém, diante de uma crise sanitária e econômica, lançar essas famílias à própria sorte, neste momento, é uma ação mais do que covarde, é desumana, já que tira da família as condições de se manter e de permanecer em isolamento. 

Compreendo o drama econômico, pois a queda do barril de petróleo e com a queda da arrecadação própria influenciam diretamente no orçamento do município. Venho utilizando este espaço sempre para fazer críticas construtivas e propor soluções aos problemas do município.

Apesar disso, tenho sido insistente na orientação para que recalculem o orçamento municipal, unifiquem os fundos, cancelem as licitações e se redistribuam as verbas em três pilares fundamentais para a administração deste momento: Saúde Pública, Ação Social e pagamento do Servidor Municipal. Dentro do orçamento vigente há inúmeros gastos desnecessários, como verbas destinadas para eventos e cerimoniais, reformas de prédios públicos e outros gastos sem prioridade, cujos recursos devem ser direcionados ao pagamento do servidor. 

É importante lembrar que o Decreto de Calamidade Pública aprovado pela ALERJ isenta o pagamento de dívidas com a União e dá expressiva linha de crédito para o município. Um fôlego financeiro considerável, o qual deve também ser aplicado na gestão desses pilares. 

Cabo Frio não sofre de hoje com a desvalorização do servidor da Educação. É sempre essa classe a prejudicada nos momentos de crise. As greves por atraso salarial têm sido rotina no dia a dia dos alunos desde 2015 na rede pública. Porém, hoje, nas condições sanitárias que nos encontramos, demitir 3 mil funcionários e atrasar salários são sinônimos de abandono e desproteção, sujeitando mais pessoas à informalidade e ao Covid-19.