​Serginho prevê guinada do PSL na região

Deputado eleito acredita em fortalecimento do partido com resultado das próximas eleições

Publicado em 30/01/2019 às 09:59

Eleito deputado estadual com 26.906 votos pelo PSL, Sérgio Luiz Costa Azevedo Filho, 37 anos, vê como certa a hipertrofia do partido de Jair Bolsonaro na Região dos Lagos após as eleições do ano que vem.

“Não tenho dúvidas que vai ser o partido que mais vai eleger vereadores”, diz Serginho, advogado pós-graduado em Direito Público, que tem no currículo o cargo de procurador-geral em Búzios e Arraial.

Em entrevista à Folha, Serginho conta quais serão as prioridades do mandato – a posse na Alerj será nesta sexta-feira.

Folha dos Lagos – Como estão os preparativos para o mandato  na Alerj?

Serginho – Tivemos um bom tempo para preparar o mandato. Foram quatro meses de preparação. Formamos uma equipe técnica. Estou um pouquinho ansioso. Pretendo seguir os passos para cumprir o que foi proposto na campanha. 

Folha – Quais os principais pontos?

Serginho – São vários segmentos: turismo, segurança, educação. Vamos tratar do turismo na região de uma maneira consorciada, para que os municípios possam ter amplo acesso à propaganda fora do estado e do país, com o menor custo possível. Dessa forma, vamos trazer um turismo mais qualificado para a Região dos Lagos. Também temos as pautas relacionadas à segurança pública, para fortalecer e valorizar os policiais dentro daquilo que for possível enquanto deputado, porque sabemos que muitas pautas dependem do Executivo. 

Folha – É uma reivindicação antiga na região a necessidade de um novo Batalhão, em Araruama, e de uma Delegacia para Tamoios. Ainda são projetos viáveis, diante do quadro de crise financeira que o estado vive?

Serginho – O estado assinou um termo de recuperação fiscal que o impede de fazer grandes investimentos, para conseguir diminuir sua dívida com a união e alguns credores. Temos que ter pé no chão. Obviamente, são pautas importantes para a nossa região. Mas elas precisam de sintonia com o Executivo. 

Folha – Você faz parte do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL. Como vê os primeiros dias do mandato dele?

Serginho – Nosso presidente, Jair Bolsonaro, não tem fugido de nada daquilo que propagou durante a campanha.  Ele montou um bloco de ministros com muita liberdade, sem ingerência partidária. Entendemos que o presidente está tocando a politica pública governamental que realmente vai mudar o nosso país.

Folha – Como está a organização do PSL na região, diante das próximas eleições? Haverá candidaturas próprias para o executivo?

Serginho – Hoje, o PSL tem a maior bancada do estado do Rio de Janeiro. São 12 deputados eleitos. E a segunda maior bancada federal. Certamente, é um partido que está grande. Hoje, segue um caminho de ser o maior partido do país, principalmente porque tem o presidente Jair Bolsonaro. Foi o Bolsonaro que deu essa amplitude para o PSL. Necessariamente, o PSL vai ter um protagonismo direto nas eleições municipais para o Executivo. É claro que as pautas têm que ser tratadas no momento oportuno. Mas que vai ter protagonismo, vai.

Folha – Você será candidato a prefeito?

Serginho – Ainda nem sentei na cadeira de deputado estadual. Eu tenho um mandato para exercer. A política é muito dinâmica. Temos observado os movimentos da Região dos Lagos, e principalmente, da nossa cidade de Cabo Frio. O PSL vai participar ativamente. Hoje eu digo que não sou pré-candidato, mas isso não quer dizer que lá na frente não possamos mudar de ideia. Mas, agora,  o foco é o mandato de deputado estadual.

Folha – Qual seu prognóstico para o desempenho do partido na região nas votações para as Câmaras Municipais?

Serginho – Não tenho dúvidas de que vai ser o partido que mais vai eleger vereadores na região. A nossa região, de uma maneira emblemática, foi a que mais conferiu votos em termos de percentuais para a direita conservadora nas últimas eleições. Então, eu não tenho dúvidas de que isso vai se reproduzir no pleito municipal. Sobretudo com o fim das coligações, a sigla partidária tem que ter uma força para fazer o maior número de vereadores. Hoje, o PSL, por força do Jair Bolsonaro, é essa sigla.

Folha – Como você avalia o governo de Adriano Moreno?

Serginho  – Ele pegou uma cidade combalida, com graves problemas financeiros. Isso, certamente, traz consequências para o mandato dele. Está errado em vários pontos. Nas  últimas duas semanas, foram várias crises na saúde publica municipal. São questões pontuais que ele tem condições de acertar. Eu vejo o Adriano como um político de boa vontade, com interesse de atender a população, mas ele está falhando pontualmente. Nada que ele não consiga corrigir. Colocamos o mandato de deputado estadual à disposição da cidade e do prefeito, independente de qualquer posição partidária. O nosso interesse é ajudar a cidade. O Adriano está fazendo um governo com dificuldade, por força do passado, e tem condições de acertar. 

Folha –  E você acha que acerta?

Serginho – Acho que ele tem grandes condições. O orçamento está crescendo e a cidade de Cabo Frio é rica. Com força de vontade e trabalho político, ele vai conseguir mudar o quadro.

Folha – Acredita que as medidas de austeridade tomadas pelo governador Wilson Witzel serão capazes de tirar o Rio da crise em que se encontra?

Serginho – Vejo as ações aplicadas pelo governador Wilson Witzel como as corretas para o momento. Um governo de austeridade, abrindo as portas para o empresário. Na verdade, um governo que dá ao empresário  as condições de investir no nosso estado. Acho que, a médio prazo,  conseguiremos sentir os reflexos dessa administração, sobretudo porque a gente vivenciou uma grande crise política-moral-financeira por força de desvios de recursos. Vimos na imprensa o quanto foi roubado do nosso estado. Agora, percebemos um governador com outra mentalidade, que foi eleito exatamente por isso, porque o povo acreditou numa mudança de proposta, numa nova forma de fazer política. 

Folha – Como será o contato com seus eleitores e a população durante o mandato?

Serginho – Montaremos um gabinete descentralizado, em Cabo Frio. Nossa base é aqui, e a lei nos permite isso. Durante os dias de sessão, estaremos na Alerj. Fora dos dias de sessão, estaremos no município de Cabo Frio. Paralelamente, teremos o projeto de gabinete itinerante, no qual sairemos do nosso escritório para atender diretamente nas comunidades. Não só em Cabo Frio, mas em toda a Região dos Lagos. Precisamos ter a sensibilidade de visitar e vivenciar os problemas pontuais de cada comunidade.

Folha – O Brasil vive um momento de inclinação à direita conservadora. Por que você acha que o país chegou a esse momento?

Serginho – Na verdade, nossa sociedade civil foi construída em cima dos valores cristãos. Durante um bom período, a esquerda vem desconstruindo esses valores, até no intuito de tomada de poder. Então, a sociedade é conservadora, mas faltou alguém para mostrar isso para todos. E essa pessoa foi o presidente Jair Bolsonaro. Nesse momento, ele não é apenas uma pessoa. Ele representa uma ideia.  E essa ideia reacendeu com aqueles valores que estavam sendo afastados pela esquerda. 

 

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