Cacalho quer barrar viagem do Prefeito André Granado ao exterior

Presidente da Câmara exige solução no problema das merendas para votar pedido do Prefeito

Publicado em 09/06/2018 às 11:05

A falta de merenda nas escolas da rede municipal de ensino de Búzios nas últimas semanas é a razão de mais uma queda de braço entre o presidente da Câmara, José Carlos Alves de Souza, o Cacalho (DEM) e o prefeito André Granado (MDB). Em algumas unidades, os alunos têm sido dispensados mais cedo por não haver comida e a situação acabou irritando o chefe do Legislativo, que prometeu barrar um pedido de viagem ao exterior feito por André no período entre os dias 25 de junho e 24 de julho.

– Está complicado. As coisas não funcionam e quem paga a conta é o povo mais pobre. Para eles (governo) não muda, é a população quem sofre na Saúde, na Educação. Onde vamos chegar desse jeito? O pedido (de viagem) está travado enquanto não houver a melhora – questiona Cacalho, que espera uma solução já para o início da próxima semana.

Em contato feito pela reportagem, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que a situação será normalizada nesta segunda-feira, dia 11. O desabastecimento das unidades chegou a ser justifi cado pela greve dos caminhoneiros, encerrada há dez dias. Para a vereadora de oposição Gladys Nunes (PRB), que tem fi scalizado as escolas, a desculpa não cola.

– Já estava escasso de merenda antes da greve. Estavam servindo para as crianças ovo, biscoitos e refresco. Ontem (anteontem), chegaram arroz, feijão e batata, mas só dá para uns dois dias. Carne, temperos e lanches não chegaram – disse a parlamentar, que avisou ao Ministério Público, sobre a viagem do prefeito que, segundo ela, está marcada no mesmo dia em que haverá uma audiência no processo que André responde por fraude em licitações. Um advogado já teria sido nomeado para representá-lo.

A prefeitura voltou a operar as cozinhas das escolas da rede desde que o contrato com a empresa terceirizada Alimentação Global Service Ltda – ME foi rescindido pela Justiça no fi m de abril. De acordo com a sentença, recursos do Fundo Nacional de Educação só podem ser usados para a compra de alimentos e não pagar a operação terceirizada das cozinhas. O município tem cerca de 90 merendeiras concursadas.

 

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