O recado das ruas para Witzel e Bolsonaro

Eleitores pedem que candidatos honrem a confiança do povo e cumpram as promessas

Publicado em 30/10/2018 às 10:32

ALEXANDRE FILHO

Após um dos processos eleitorais mais polarizados dos últimos tempos, milhões de brasileiros foram às urnas para decidir o futuro do país. No Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) foi eleito com 59,87% dos votos, enquanto que Jair Bolsonaro (PSL) recebeu 55,13% da preferência dos votos e se elegeu o 38º presidente do Brasil. Após o recado das urnas ter sido dado de forma democrática, a Folha foi às ruas para saber qual é o recado que os cabofrienses têm para dar para ambos os candidatos, que a partir do dia 1º de janeiro terão quatro anos de mandato pela frente. 

Durante a manhã de ontem, pelas ruas do Centro de Cabo Frio, em meio a muito negativas, 15 eleitores da cidade foram ouvidos e deram o seu recado para os próximos governantes do Estado e do país. Em sua grande maioria, o pedido dos cidadãos era simples, porém claro e direto: que os candidatos honrem a confiança neles depositada, cumprindo as promessas de campanha.

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O feirante Nael Santos dos Nascimento, de 41 anos, afirma que o país está um caos e considera o Rio de Janeiro o pior Estado em diversos setores. Para ele, os dois governantes recém eleitos devem, no mínimo, cumprir com o que foi dito durante a campanha e não repetir erros do passado. 

– Já que tanto o Bolsonaro quanto o Wilson falaram durante a campanha que vão fazer o melhor para o povo do Brasil e do Rio, que eles cumpram com a palavra deles, pois a população abraçou os dois durante a campanha. O Bolsonaro era deputado federal, não aparecia tanto, mas já que apareceu com uma proposta boa e o povo comprou a idéia, que ele faça o melhor para o país, pois o Brasil está um caos. Para o Wilson, eu espero que ele não faça igual aos outros que vieram antes, não comte aos mesmos erros, pois para mim atualmente o Rio é o pior estado em para se morar se considerarmos diversos setores – disse.

Na Avenida Jonas Garcia, o professor e vendedor ambulante Rodrigo Campos, de 39 anos, citou as promessas de campanha como fundamentais para o sucesso de ambos nas urnas, e por isso também pede pelo cumprimento das mesmas. Para ele, qualquer cenário contrário a esse pode resultar em uma resposta adversa da população no próximo pleito. 

– Que eles cumpram com todas as promessas feitas durante a campanha. Que não venham a ficar somente no papel, pois a população não aguenta mais sofrer com o descaso dos governantes, principalmente co a saúde, educação e segurança, pontos que eles disseram que iriam focar seus esforços. E gostaria de lembrar a eles que quatro anos passam muito rápido, e que a mesma resposta que o povo deu agora nas urnas também dará posteriormente caso essas promessas não se cumpram – disse.   

Quem também seguiu a mesma linha de raciocínio foi o vendedor Felipe Quaresma, de 60 anos. Segundo ele, os agora eleitos precisam assumir a responsabilidade de ter em mãos a confiança das pessoas que os elegeram através das bandeiras e promessas de campanha. 

– Foi dada aos dois a confiança do povo, então que os dois possam assumir a responsabilidade de ter essa confiança em mãos. Não posso pedir para eles melhorarem saúde, educação, nada disso logo de cara, pois não sei com que tipo de orçamento eles vão lidar. A vontade do povo do Rio foi colocar pessoas que tinham como bandeira não serem corruptas, então só peço para eles lutem pelo povo e cumpram o que prometido antes da eleição – declarou.

Merilani Teixeira, de 48 anos, relembra os discursos de combate contra a corrupção, que tanto foram reverberados durante as campanhas de ambos os candidatos eleitos. Para ela, os dois têm o dever de não se corromper, principalmente pois, em sua opinião, o povo está carente de uma solução para esse que é um dos problemas que mais assolam o país.  

– Que eles jamais venham a se corromper, pois o combate à corrupção foi um dos discursos que eles mais repetiam durante a campanha. Por isso quero que eles cumpram com a palavra, pois o povo está carente de uma solução para isso. O Brasil e o Estado do Rio de Janeiro estão carentes de uma cura, e eles estão lá para curar – declarou.

Já o mecânico Fábio Henrique afirma que após eleitos, Jair e Wilson não podem esquecer do povo, que foi quem os colocou na posição de governantes. Ele ressaltou que também irá cobrar os candidatos, tanto pelas promessas feitas, quanto pelos discursos que, em sua opinião, são “absurdos”.  

– Os dois, tanto Witzel quanto Bolsonaro, precisam se conscientizar que eles são os funcionários do povo, e não o contrário. O povo não depende deles. Eles dependem de nós. Além disso, gostaria de dizer que eu vou cobrar de ambos, tanto pelo o que foi dito em termos de medidas pela segurança e educação, quanto pelos absurdos que eu, pessoalmente, sou contra – disse Fábio.

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