Tentativa de sequestro em Cabo Frio causa polêmica

Mãe de criança afirma que foi orientada por policial a não prestar queixa

Publicado em 04/12/2018 às 10:32

ALEXANDRE FILHO

Um caso de tentativa de sequestro de uma criança ocorrido em Cabo Frio tem repercutido bastante nas redes sociais e chamou a atenção das autoridades públicas da cidade. Tudo porque segundo a mãe, uma turista residente em Juiz de Fora, após o susto, ela foi orientada por um policial a não prestar queixa na delegacia.

O caso só veio a público após uma reportagem exibida pela TV Alterosa, filiada do SBT na Zona da Mata Mineira, na qual a mãe, identificada apenas como Gabriela, juntamente com seu esposo e sua mãe, afirmou ter passado pela experiência assustadora enquanto visitava a cidade durante o último feriadão da Proclamação da República. De acordo com a turista, por volta das 19h30, no Centro de Cabo Frio, com as calçadas quase desertas, ela, o marido e a mãe passaram por duas mulheres que aproveitaram um momento de descuido do casal para pegar o filho de apenas dois anos e três meses no colo e sair correndo. Em pouco tempo, Gabriela correu e conseguiu alcançar uma das sequestradoras, a segurando pelo braço.

De acordo com os relatos da família, ao ser alcançada, a sequestradora afirmou que a situação se tratava de uma pegadinha, mesmo demorando a liberar o menino para a mãe. Com a situação sob controle, a família buscou ajuda, mas foi desencorajada por um policial da cidade por não terem provas do crime.

– Precisava de uma materialização do caso, como ele me disse. Mas configurava uma tentativa de sequestro – disse Gabriela à reportagem da TV Alterorsa.

O caso ganhou as redes sociais e repercutiu de forma negativa na cidade onde a turista mora. Além de estarem espantados com a gravidade do caso, alguns internautas também relataram terem vividos situações parecidas com a polícia.

– Infelizmente a polícia local é assim mesmo. Nos desencoraja a fazer o boletim para não ter trabalho. Já passei por algo mais ou menos parecido, precisei da polícia, e me deram o mesmo argumento – disse uma internauta

Outra internauta relatou que passou por situação parecida na cidade, e que hoje vive assustada na hora de sair com seu filho nas ruas.

– Já aconteceu a mesma coisa comigo em Cabo Frio no ano passado. Uma mulher se aproximou na minha frente e tentou pegar minha filha de dois meses do meu colo em frente ao supermercado. Eu gritei para meu esposo que estava dentro do carro enquanto eu estava quase entrando no supermercado para comprar as coisas. O pior agora é que fica o medo de sair com a minha filha sozinha – disse.

Em contato com a reportagem da Folha, o delegado titular da 126ª DP (Cabo Frio), Marcelo Maia afirmou que a delegacia está de portas abertas para todos os cidadãos que precisarem, seja em uma situação como a vivida por Gabriela, seja para receber auxílio. De acordo com o delegado, deve ser ressaltada a importância de se registrar casos como esse na delegacia.

– Com certeza [está aberta para a população]! Um fato grave como esse tem que registrar a ocorrência, sem dúvida. Conversando com os policiais, todos disseram que o fato não lhes foi apresentado. Nesses fatos seria plausível até mesmo conversar pessoalmente com o delegado, que determinaria as imediatas diligências – explicou.

A Diretora do Conselho Comunitário de Segurança Pública, Patrícia Cardinot, salientou o fato da Polícia Civil não ter sido procurada para solucionar o caso, o que impossibilitou a prisão das mulheres envolvidas na tentativa de sequestro que, segundo Patrícia, ainda é um mistério pois, ninguém no Centro da cidade ficou sabendo do ocorrido. Porém, apesar dos mistérios envolvendo o caso, ela salientou a importância do cuidado redobrado com os menores na hora de passear nas ruas da cidade.

– Quem tem filhos não pode realmente bobear. A criança cega os pais e mães em todos os sentidos e realmente é perigoso soltar a mão de crianças tão pequenas com três anos nas ruas, até mesmo pelo risco e perigo de ser atropelada ao correr para uma via que passe carro e moto. Não coloque seu filho em risco tome as providências cabíveis e necessárias pra que a criança tenha uma identificação correta: uma pulseira, uma carteira no bolso com os dados, no caso de se perder. Precisamos estar sempre atentos e a prevenção sempre será o melhor caminho para não correr riscos – disse.

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