Polícia Civil investiga morte de casal assassinado perto de condomínio popular

Vítimas não tinham antecedentes criminais, mas vieram de área dominada por traficantes de facção rival, diz delegado

Redação I Foto: Divulgação
Publicado em 14/06/2019 às 20:40

A Polícia Civil busca pistas para tentar solucionar o assassinato do casal Francisco José da Costa e Débora Alves, agredidos e mortos por traficantes de drogas na proximidade do conjunto habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, no Parque Eldorado, região do Grande Jardim Esperança. Os corpos foram encontrados na tarde de anteontem, com marcas de tiros a cerca de 800 metros do condomínio. O comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Roberto Dantas, determinou o reforço no policiamento no local. 

O delegado-titular da 126ª DP, Sérgio Caldas, tem como principal linha de investigação para o duplo homicídio, o fato de o casal ter se mudado de um local onde o tráfico de drogas é comandado por uma facção criminosa rival da que impõe o terror no conjunto habitacional. O delegado informou que tanto Francisco como Débora não tinham antecedentes criminais. Há hipótese de que eles tenham sido confundidos com informantes. 

– Eles já moraram em uma outra comunidade que tinha vinculação com outra facção criminosa da que tem vinculação com o Minha Casa Minha Vida. O que nós podemos informar sem comprometer as investigações é que ambos não possuem antecedentes criminais e que a linha de investigação está ligada a uma guerra entre facções criminosas. Não sabemos que nível de informação chegou aos bandidos para praticarem esse crime covarde e absurdo – disse o delegado. 

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Macaé e, até o fechamento desta edição, não havia informação sobre o laudo. O que se sabe é que além das marcas de tiros, o corpo de Francisco foi encontrado com as mãos amarradas para trás. De acordo com testemunhas, o casal foi agredido em frente ao filho de nove anos e retirados ainda com vida de casa para serem levados para um local conhecido como ‘areal’. Na perícia realizada no apartamento do casal, a polícia encontrou marcas de sangue e objetos remexidos, com alimentos espalhados pela cozinha. Segundo informações, o apartamento teria sido furtado. 

Nesta sexta (14), o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) emitiu uma nota lamentando a morte de Débora, que era servidora na rede municipal de ensino. 

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da servidora da rede municipal de Cabo Frio, Débora Alves, encontrada morta ontem à noite.
Nossos mais profundos sentimentos à família e amigos”, diz o texto.

 

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