Municípios da região entram em alerta contra o Aedes aegypti

​Cidades estão intensificando o combate contra mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya

Publicado em 04/05/2019 às 09:24

O estado do Rio está em alerta por causa do aumento nos registros das doenças provocadas pelo mosquitos Aedes aegypti e as cidades da Região dos Lagos estão intensifican do o combate ao vetor para reverter a situação preocupante.

A Folha dos Lagos fez um levantamento com as cidades de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Búzios. A Prefeitura de Búzios foi a única que não enviou dados. Informou por nota que "os índices estão sob controle e há ações de orientação de medidas preventivas sendo desenvolvidas junto à população ao longo do ano".

Em Arraial do Cabo, segundo a Secretaria de Saúde, foram registrados neste ano dez casos confirmados de dengue, dois de chikungunya e um de zika virus. Foram dois casos de dengue e um de chikungunya em janeiro, três casos de dengue e um de chikungunya em fevereiro, dois de dengue em março e mais três de dengue em abril. Números referentes ao ano passado não foram informados para comparação.

Sobre visitas domiciliares de agentes de combate a endemias e sobre a circulação de carro fumacê, a Prefeitura de Arraial disse que os serviços são realizados"todos os dias em bairros diferentes".

- O roteiro depende muito das variações do clima. Vento forte, chuva, tudo isso implica em mudanças de plano. Estamos fazendo o fumacê há pelo menos duas semanas contemplando todo o município e distritos. As visitas dos agentes seguem um cronograma nacional, divido por ciclos bimensais intercalados com o LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) - disse a Prefeitura de Arraial.

Em São Pedro da Aldeia, segundo o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes (LIRAa),o risco de infestação por Aedes aegypti é considerado baixo. Sobre o cronograma de combate ao mosquito, a Prefeitura informou que "todas as visitas domiciliares estão sendo realizadas de acordo com o cronograma", que não foi detalhado. Sobre o fumacê, disse que "será utilizado após a realização dos exames de controles da saúde dos técnicos. Será utilizado apenas em bairros que apresentem índices de infestação alterados".

- A Vigilância Ambiental de São Pedro da Aldeia realiza periodicamente ações de conscientização e trabalho educativo. O setor promove capacitações em escolas, esclarecimentos nos bairros e visita domiciliares para o combate de endemias. A checagem domiciliar tem como objetivo orientar a população a respeito da prevenção e controle de arboviroses transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela, com o auxílio de material informativo, quando necessário. Em relação à tabela, a Vigilância está planejando ações intersetoriais de combate.

Entre as dicas fornecidas pela Vigilância em Saúde de São Pedro, além da habitual indicação para os cuidados necessários com a água parada dentro de casa, outra orientação é sobre o uso de repelentes.

- Os períodos em que mais há a contaminação pelos arbovírus são no fim da tarde e início da noite, período em que a fêmea sai para se alimentar. A orientação é que, principalmente nesses horários, se faça o uso correto do repelente, pois um mosquito que não esteja contaminado pode picar alguém infectado e se tornar um novo transmissor - diz a nota.

Em Cabo Frio, em menos de cinco meses deste ano já foi registrada a mesma quantidade de casos confirmados de dengue que foram registrados em todo o ano passado. Além dos 11 casos confirmados, o número de notificações aumentou ainda mais. Foram 152 até agora em 2019 contra 42 em todo o ano de 2018.

O crescimento preocupante ocorre também em relação à chikungunya, com 157 casos notificados e 21 confirmados neste ano, contra 34 notificações e 26 confirmações no ano passado.

Assim como todo o estado do Rio, Cabo Frio está em alerta em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A Prefeitura garante que o planejamento de rotina vem sendo feito em todos os bairros, de acordo com o número de notificações. Alega ainda que "o principal combate ao Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela) deve ser feito dentro das casas eliminando qualquer recipiente que possa acumular água e que permita a procriação do mosquito".

- E apesar de alguns municípios já terem apresentado epidemia no ano passado, Cabo Frio manteve-se em situação de alerta em relação ao LIRAa (índice de infestação do mosquito) graças as ações de combate realizadas durante todo o ano de 2018 e que continuam sendo realizadas rotineiramente - informa ainda a Prefeitura.

Fumacê

Em relação ao carro fumacê, a Vigilância em Saúde Ambiental aponta a Nota Técnica 04/2016 do Instituto Oswaldo Cruz e Fundação Oswaldo Cruz (IOC/FOC), para argumentar que 80% dos criadouros estão dentro das residências, e, portanto, a forma mais eficaz de combate seria com os agentes de endemias que fazem visitas domiciliares, e não o fumacê passando em vias públicas.

- Quando necessário, entretanto, o carro fumacê é utilizado. A ação do fumacê vem sendo feita desde o ano passado com repelente natural de óleo de citronela, por orientação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O veneno que era utilizado no carro fumacê foi proibido em todo o país em 2011 - informa a Prefeitura.

Ainda de acordo com a Vigilância em Saúde, todos os bairros de Cabo Friio possuem equipes fixas de agentes de endemias, que são responsáveis por visitar as residências diariamente. Além disso, o Departamento de Saúde Coletiva de Cabo Frio garante seguir as orientações do Ministério da Saúde em relação às ações educativas, como campanhas de prevenção.

- Devido ao alerta de epidemia do Ministério da Saúde é importante que além de cuidar de suas casas e dos bairros (evitar o acúmulo de água em qualquer recipiente; colocar areia nos vasos de plantas; descartar o lixo corretamente; tampar ralos; limpar calhas, piscinas e aquários; deixar garrafas em local coberto ou de boca para baixo; deixar pneus cobertos etc) é importante que as pessoas se protejam também individualmente reforçando o uso de repelentes, mosquiteiros, telas de proteção nas janelas, uso de roupas claras e de calças compridas - orienta a equipe de combate a endemias do município.

Segundo a médica Lucy Pires, é preciso separar um tempo todos os dias para verificar possíveis focos em casa.

- É fundamental que a população faça sua parte, inclusive denunciando locais onde haja recipientes com água que favoreçam a reprodução dos mosquitos. Mais importante que o repelente de citronela é os moradores não permitirem ambientes para as larvas, que se transformam em mosquito e vão transmitir todas essas doenças. Eliminar diariamente qualquer local que acumule água é a medida mais eficaz contra o aedes - alertou a médica Lucy Pires, da Saúde Coletiva de Cabo Frio.

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