Família acusa prefeitura de negligência por morte de mulher no Hospital de Arraial

Leila Martins, de 63 anos, teve complicações à espera de transferência; Prefeitura diz ter dado prioridade ao caso

Publicado em 19/09/2019 às 19:54

A família de Leila Martins, de 63 anos, acusa a Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo e a Secretaria Municipal de Saúde de negligência pela morte da mulher, na madrugada de ontem, de pois de 11 dias de agonia no Hospital Geral da cidade.

Depois de procurar atendimento no hospital pelo menos duas vezes de madrugada, Leila foi diagnosticada na segunda-feira retrasada com um aneurisma pulmonar, após exames e diagnóstico feitos na rede privada. 

A recomendação foi de internação e cirurgia imediatas, mas segundo o viúvo de Leila, Eliel Fernandes Barreto, o que aconteceu depois causa revolta e indignação nos familiares e amigos.

De acordo com Léo do Salgado, como Eliel é conhecido na cidade, ‘faltou empenho’ para a Secretaria de Saúde para conseguir uma transferência para um local capacitado para realizar a cirurgia.

Ele disse que recorreu diretamente ao secretário Antonio Carlos Kafuru, mas nada foi resolvido. O município alegou falta de vagas nos hospitais que poderiam recebê-la. Nem mesmo quatro liminares obtidas na Justiça foram capazes de mudar a situação. 

Com recomendação de cirurgia, Leila ficou cinco dias sem comer nem beber nada. Com a indefinição da situação, a paciente teve o quadro clínico agravado e passou a precisar de hemodiálise. A operação já não era mais possível, segundo Léo.

Amigos e parentes se mobilizaram para tentar ajudar,  inclusive pelas redes social, mas já era tarde. O viúvo afirma que vai colocar o município na Justiça. 

– Vamos tomar providências sim. Estamos procurando um advogado porque não vamos deixar isso assim, não é certo. Eles mataram a minha mulher. Se tivessem tido interesse desde o primeiro ou segundo dia, ela não teria vindo a óbito – desabafou o viúvo de Leila.

A Prefeitura de Arraial  emitiu uma nota na tarde de ontem sobre a morte de Leila.

No texto, o governo municipal disse que “fez o que pode para viabilizar a transferência da paciente, mas infelizmente encontrou dificuldades para conseguir a vaga” e que “durante o tempo que a paciente ficou internada no HGAC recebeu todos os cuidados da equipe, que trabalhou de forma incansável para oferecer todo aparato necessário”.

Poucas horas antes da morte de Leila, amigos chegaram a fazer uma manifestação próximo ao Hospital Geral para cobrar providências.
Na ocasião, a prefeitura informou que a paciente estava cadastrada no Sisreg (sistema que regula leitos no Estado do Rio) e que o problema “não era a falta de verba, como erroneamente divulgado, mas de vagas” em unidades que poderiam recebê-la.  De acordo com a prefeitura, o caso foi tratado de forma ‘prioritária’.

 

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