Cabo Frio tem quarta captação de órgãos desde o começo do ano passado

Equipe do Programa Estadual de Transplante realiza o procedimento nesta segunda, 10, no Hospital São José Operário

Redação I Foto: Divulgação
Publicado em 10/09/2018 às 13:35

Nesta segunda-feira, uma equipe Programa Estadual de Transplantes (PET) realizou com sucesso uma captação de órgãos em Cabo Frio. A coleta dos órgãos, feita após a autorização da família do paciente, um homem de 31 anos que teve morte cerebral constatada, foi a quarta realizada desde início de 2017, e deve ajudar a salvar a vida de cinco pessoas.

A doação de órgãos é um gesto de amor e que pode ajudar de uma só vez a salvar muitas vidas. Mas a decisão é feita sempre em um momento de sofrimento, o que muitas vezes dificulta na hora de fazer prevalecer a vontade do paciente. Segundo o diretor do Complexo São José Operário / Hospital Central de Emergência (HCE), Everson Coelho, é exatamente a força da família, que conseguiu cumprir o desejo do paciente mesmo no momento de maior dor, que deve ser exaltada.

– O que é muito bom ressaltar é que no momento de maior dor dessa família, eles entenderam o pedido deste familiar e concordaram em doar os seus órgãos. A esposa me relatou que ele pedia que doassem os órgãos dele caso fosse possível, então mais do que tudo, eles respeitaram a vontade do paciente de ajudar outras pessoas, praticando um ato de amor ao próximo – disse.

O homem de 31 anos, que deixa esposa e dois filhos, acabou sendo vítima de um trágico acidente domiciliar há exatamente uma semana, quando logo em seguida deu entrada no Complexo São José Operário/HCE. Desde então, sem uma melhora no quadro, diversos exames foram feitos para atestar a morte cerebral. Com a confirmação do quadro no sábado, a família foi avisada e então tomou a decisão de doar os órgãos do rapaz. Segundo Everson, além da solidariedade da família, o trabalho realizado na manhã de ontem é o resultado de um trabalho conjunto de vários setores do complexo hospitalar.

– É fundamental ressaltarmos também que em todo o processo houve um trabalho integrado das equipes do HCE para que a captação acontecesse, porque todas as equipes trabalham nessas ações, que começou com o pessoal do Núcleo Interno de Regulação (NIR), com o trabalho dos técnicos, enfermeiros e médicos do setor de Trauma e da Unidade de Pacientes Graves (UPG) até os responsáveis pelo Serviço Social. Todos eles tiveram grande participação nesse processo, que funciona dentro de um prazo pré-estabelecido para que a captação ocorra – explicou.

Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, inicialmente os profissionais realizaram a captação de órgãos vitais do paciente, como cérebro, coração, pulmão, fígado, pâncreas, rim, com a equipe do PET avaliando quais órgãos seriam possíveis de serem captados. Com esse protocolo cumprido, e após a captação realizada ontem de manhã, os órgãos do homem de 31 anos captados foram encaminhados logo em seguida em um helicóptero para o Rio de Janeiro, de onde segundo Everson, poderão ser transplantados em pacientes que estão na fila do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

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