Aumento nos casos de conjuntivite na região preocupa

Na capital do estado, surto já foi confirmado pelos órgãos públicos 

Alexandre Filho l Foto: Reprodução
Publicado em 10/03/2018 às 16:34

Assim como na capital do estado, onde o surto já foi confirmado pelos órgãos públicos, o número de casos de conjuntivite também preocupa em Cabo Frio e nas cidades das redondezas. De acordo com a Prefeitura de Cabo Frio, não é possível confirmar se há surto na cidade, pois os casos na rede pública de saúde não foram contabilizados.

O médico oftalmologista Filipe de Souza Machado, que atendeu cerca de 50 pacientes com conjuntivite só na última semana, observa que a maioria dos casos tem sido de conjuntivite bacteriana, que começa de forma súbita, diferentemente da forma viral da doença. Segundo ele, a aglomeração de pessoas na alta temporada ajuda na proliferação da doença.

– Atendi muita gente com a doença no verão, e depois da alta temporada a bactéria ainda fica circulando, pois é uma doença infectocontagiosa. A podóloga Elaine Cristina, de 42 anos, e sua filha, Jéssica Vaz, de 23 anos, contraíram a doença quase que ao mesmo tempo. Elaine mora no Rio, mas trabalha em Cabo Frio. Ela passou o último fim de semana e a segunda-feira na cidade para atender alguns pacientes, e voltou para a capital à noite. No dia seguinte, já sentiu sintomas.

–Terça-feira pela manhã meu olho começou a arranhar, e a minha amiga ainda brincou comigo, dizendo que eu tinha trazido conjuntivite de Cabo Frio. Na quarta-feira eu não conseguia mais nem abrir o olho, estava sem enxergar nada, com muita secreção. Foi quando busquei atendimento médico – explicou ela.

Apesar de se manter distante da mãe, ter trocado as roupas de cama e as toalhas da casa e manter a higiene das mãos com álcool em gel, Jéssica acabou também contraindo conjuntivite logo em seguida.

– Quinta de manhã já acordei com dificuldade de abrir os olhos e com dor na vista. No início achei que fosse paranóia da minha cabeça, mas, quando olhei no espelho, vi que estava com a vista vermelha – explicou.

Para se prevenir de contrair a doença é necessário evitar aglomerações, contato com quem está doente e cuidado da higiene das mãos. Além disso, é extremamente aconselhável não coçar os olhos. Porém, caso ocorra vermelhidão ocular, inchaço das pálpebras, sensação de corpo estranho no olho, maior sensibilidade à luz e secreção ocular, é possível que a pessoa já tenha contraído a patologia. Neste caso, é necessário procurar imediatamente um oftalmologista. Filipe Machado afirma que não há motivo para pânico.

– Vai acabar [o surto], uma hora ele acaba. Nada de gerar pânico. Basta ter cuidado, higiene e, se tiver algum sintoma da doença, procurar um oftalmologista – explicou

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