Servidores municipais de Cabo Frio acenam com dissídio e disputa na Justiça

Assembleia na próxima semana vai elaborar pauta coletiva com reivindicações para a Prefeitura

Publicado em 16/03/2018 às 10:34

Após entrar em acordo com os profissionais da Educação de Cabo Frio, o governo deve ter ainda mais trabalho para chegar a um entendimento com os demais servidores municipais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores de Cabo Frio (Sindicaf), Olney Vianna, está marcada uma assembleia para a próxima terça-feira, onde será elaborada uma pauta coletiva de reivindicações a ser cobrada do governo. Além disso, haverá o lançamento da campanha salarial deste ano, uma vez que data-base do funcionalismo é em abril. De acordo com Olney, há três anos os servidores municipais não têm reajuste.

– Tem que ser feito dessa forma. Vamos elaborar uma pauta de negociação coletiva e se não houver retorno positivo do governo, a gente parte para o dissídio. Isso já nos dá base para buscar a Justiça – disse, lembrando que o acordo feito com os servidores no ano passado foi descumprido, apesar de ter sido por escrito e homologado judicialmente.

O sindicalista lembrou ainda que o governo não tem pago promoções e outros direitos e adicionais, congelados por força de um decreto executivo, que acaba de ser prorrogado.

– Ano passado demos uma trégua para o governo botar os salários em dia. Como não cumpriu, temos que cobrar tudo que nos deixaram de nos pagar – disse Olney.

Apesar dos atrasos, os funcionários das secretarias estão trabalhando normalmente, ao contrário de parte do contingente da Saúde, que segue em greve, mesmo após uma liminar obtida pelo governo na Justiça.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Saúde (SindSaúde), Gelcimar Almeida, afirmou que ainda não foi notificado da decisão judicial, que saiu há 16 dias.

Mazinho, como é conhecido, disse que aprova o acordo feito com a Educação, mas cobra o mesmo tratamento do governo com os servidores da sua área.

– Fico feliz de ter avançado a discussão com o Sepe, apesar de ser um acordo verbal. Por outro lado, fico apreensivo porque esse tratamento tem que ser dado a todos os servidores, que também têm várias situações que não foram cumpridas pelo governo – disse Mazinho.

Os servidores da Saúde também foram convocados para a assembleia conjunta marcada para a próxima terça. O sindicalista cobra o pagamento da segunda metade do 13º salário de 2017, da gratificações atrasadas dos anos anteriores, bem como adicionais de insalubridade e noturno. Por sua vez, a prefeitura tem alegado que espera a entrada de dinheiro no caixa municipal para poder quitar os débitos. A venda da folha de pagamento, hoje, também é considerada uma fonte de recursos imediata.

*Foto: Johnny Costa

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