Começa a força-tarefa para o desembargo do Porto do Forno

Projetos ambientais têm início apesar de incerteza sobre nova direção do Ibama

Publicado em 10/01/2019 às 10:08

RODRIGO BRANCO

Uma equipe de técnicos do Senai Ambiental acaba de começar um trabalho para cumprir as condicionantes ambientais exigidas pelo Ibama e que resultaram no embargo do Porto do Forno, em Arraial do Cabo, em abril do ano passado. Conforme foi antecipado pela Folha em matérias publicadas em dezembro, os projetos terão uma parte do custo, orçado entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões, bancado por um consórcio de empresas que atuam no terminal portuário. Cautelosa, a direção do Porto não confirma o acordo, mas diz que a união para financiar o trabalho técnico está ‘apalavrada’.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Refino de Sal do Rio de Janeiro, Luiz Caetano Alves, a ideia inicial era alinhar com o Ibama para que o embargo fosse retirado antes do trabalho começar. A possibilidade de novamente arrecadar com as operações portuárias é o que ajudaria a custear os projetos. No entanto, a mudança no governo federal e, consequentemente, na gestão do órgão ambiental e das superintendências regionais alterou os planos.

Uma reunião entre representantes da Firjan, do Senai Ambiental, do Ibama e da Companhia de Administração Portuária de Arraial (Comap), marcada para última sexta-feira, foi cancelada por ordem da chefia do órgão ambiental. O encontro serviria para tratar do projeto técnico e do cronograma de trabalho para cumprir as exigências. Luiz Caetano admite que a mudança na gestão do órgão ‘é um risco’, mas diz que as empresas não podem mais esperar para ajudar as cumprir as exigências e liberar o porto.

– A proposta técnica já foi aceita pela Comap. Já existe uma diretriz e, por isso, o Senai Ambiental e Comap decidiram começar o trabalho. Há essa indefinição no Ibama, mas não podemos esperar para começá-lo. Vamos começar com um pequeno grau de incerteza, mas nada que não possa ser corrigido daqui a algum tempo – comentou ele, que também é presidente da Regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro do Leste Fluminense (Firjan).

Um rompimento no trabalho que o levasse para estaca zero é considerado improvável. Luiz Caetano afirma que o estudo técnico já feito será levado em consideração, ainda que em parte.

– Esse seria um extremo que acho que não aconteceria. Pode se ajustar um ou outro detalhe, mas não mudá-lo totalmente. Não é factível que façam isso – conclui.

Presidente da Comap, Zezé Simas aposta que, com os projetos em andamento, o desembargo aconteça ainda este mês. Segundo as contas dele, dentro de dez dias, já terão sido iniciados “80% dos projetos necessários”.

– Com a contratação do Senai Ambiental; a produção dos relatórios, que serão apresentados quando a nova reunião for marcada e a garantia das empresas de custear os seis primeiros meses do projeto não sobra nenhum argumento para que o Ibama não suspenda o embargo – acredita Zezé.

Seja como for, as empresas e a Comap têm pressa. A crise no Porto do Forno gerou colapso financeiro no terminal administrado pelo município e, com ele, atrasos salariais e dispensas de funcionários. Participam do ‘pool’ criado para salvar o terminal portuário, a Refinaria Nacional de Sal, que produz o Sal Cisne, a Barley Malting, a Pennant Operadora e a Harbor Logística.

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