O 13º sálario caiu... e agora?

Especialista dá dicas para quem está endividado fazer o uso consciente da grana extra

Publicado em 04/12/2018 às 10:24

ALEXANDRE FILHO

O fim do ano está chegando, e com ele vem a expectativa do 13º salário para os trabalhadores de carteira assinada. O dinheiro extra sempre chega em boa hora, mas para quem está endividado, fica a dúvida sobre a melhor forma de  utilizar esse montante para tentar virar o ano com saúde financeira.

De acordo com o economista Gilberto Soares, que atua como coordenador regional do Senac no Norte Fluminense, a primeira medida para quem está nessa situação é buscar quitar ou reduzir as dívidas com as instituições financeiras em geral, como bancos e operadoras de cartão de crédito, devido as altas taxas de juros praticadas.

– Com a chegada do 13º salário, a primeira coisa que essas pessoas devem fazer é buscar pagar as dívidas pendentes, principalmente aquelas em que incidem as maiores taxas de juros, como é o caso do cartão de crédito. Quem estiver no rotativo do cartão tem que aproveitar essa oportunidade para zerar o cartão, se possível. Além disso, o crédito pessoal é outro grande inimigo. As pessoas pegam muito empréstimo no banco e entra na mesma questão: Usar esse dinheiro extra para saldar qualquer dívida o quanto antes – explicou.

Ainda segundo o especialista, por ter em mãos um rendimento extra, a melhor forma de lidar com as dívidas é tentar utilizar dessa condição para tentar negociar os passivos junto aos credores.

– A melhor estratégia é sempre a negociação. Ligar para a instituição financeira, saber quanto de fato você está devendo, pois muitas vezes as pessoas perdem a noção deste montante devido aos juros, e a partir daí pedir para rever a dívida, tentar diminuir esse valor ou diluí-lo – disse.

Gilberto explica que a medida é muito importante para quem está no vermelho, visto que na virada do ano algumas taxas como IPTU, IPVA e até os custos com material escolar, para quem tem filhos, representam um grande peso no orçamento. Por conta disso, ele cita que o ideal é cortar gastos extras no fim do ano para “não começar o ano seguinte endividado novamente e se complicar ainda mais”.

– É uma conta que todos devem fazer. Quem está endividado no sistema financeiro é melhor quitar antes, porque as taxas são mais altas do que dos impostos que chegam no início do ano para pagar. Entre um e outro, é melhor você deixar de ter o desconto na taxa única do importo e pagar parcelado, diluído, mas deixar de dever ao banco – declarou.

Em uma época de festas de fim de ano, o economista ainda deu uma dica muito importante: é necessário fugir das tentações do consumismo que afloram nesse período. Segundo ele, o ideal para quem está com a grana curta e o 13º comprometido com o pagamento de dívidas é presentear os entes queridos com lembrancinhas, ou então participar de uma brincadeira de amigo oculto. Além disso, já pensando no ano que vem, ele ressaltou o que as pessoas que hoje estão endividadas devem fazer ao longo de 2019 para chegar ao fim do próximo ano em situação mais tranquila.

– A palavra chave é planejamento. O ideal é que ao longo do ano a pessoa faça um estudo, através de planilhas, de quanto gasta mensalmente e do quanto vai gastar ao longo do ano e verificar se o salário dela cabe ali. Se a conta não fechar, ela precisará ver o que para ela é supérfluo e começar a tirar dessa conta, até que ela feche. Para se ter saúde financeira, o ideal é que a pessoa gaste no máximo 80% do salário dela no mês, poupando os 20% restantes para emergências ou para poupar, até mesmo visando os gastos do fim do ano ou uma viagem ou algo do tipo – disse.

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