Mercado de trabalho em Cabo Frio dá sinais de recuperação

Pelo segundo mês seguido, empresas contratam mais do que demitem na cidade, aponta Ministério do Trabalho

Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
Publicado em 27/11/2018 às 15:06

O cenário do emprego em Cabo Frio começa a dar sinais de recuperação, pelo menos de acordo com o Ministério do Trabalho. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registraram que, pelo segundo mês seguido, as empresas do município contrataram mais do que demitiram. Especificamente em outubro, foram gerados 205 postos de trabalho. Ao todo, foram admitidas 1.125 pessoas e dispensadas 920. Em setembro, 68 empregos com carteira assinada foram gerados.

O cenário aponta uma reversão de tendência, ainda que tímida, do comportamento do mercado de trabalho no município ao longo do ano. De janeiro até outubro, Cabo Frio perdeu 289 vagas. Nos dez primeiros meses de 2018, foram contratadas 10.987 pessoas e dispensadas 11.276. Já nos últimos 12 meses (outubro de 2017 a outubro de 2018), o comportamento foi semelhante: perda de 296 empregos com carteira assinada. 

Contudo, no segundo semestre deste ano, o saldo é positivo até o momento: foram criadas 103 vagas. Os dois últimos meses compensaram o desempenho negativo de julho (- 106 vagas) e agosto (-64). O bom desempenho recente foi impulsionado, sobretudo, pelo comércio. Em outubro, o setor gerou 187 vagas (626 contratações e 439 demissões). Em seguida, vem o setor de serviços, com 42 empregos de carteira assinadas criados (441 contratações e 399 dispensas). O segmento de construção civil está em baixa: perdeu 15 postos de trabalho (10 admissões e 25 demissões).

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio (Acia), Eduardo Rosa, a definição do cenário político-administrativo nas três esferas de poder está reaquecendo a economia. O empresário aposta em um bom desempenho de vendas para o fim do ano e a geração de mais empregos. 

– Acho que realmente estamos passando por um momento mais otimista, com o processo de crescimento das vendas e das oportunidades de trabalho, porque está acabando a instabilidade política no município, no estado e no país. Há agora um momento de certezas e a economia não vive de incertezas. Isso já vem refletindo no fim de ano. É uma cidade turística, com muita procura nessa época. São fatores que nos levam a ter melhor prognóstico daqui para frente – comentou Rosa. 

Ainda segundo os números do Ministério do Trabalho, outros municípios da região têm comportamentos diferentes na geração de empregos formais. Em outubro, São Pedro da Aldeia criou 34 vagas de trabalho com carteira assinada. Foram contratadas 302 pessoas e demitidas 268. No acumulado do ano de 2018, o desempenho é praticamente o mesmo: 33 postos gerados, com 2.943 admissões e 2.910 dispensas. Nos últimos 12 meses, foram criados 97 postos (3.499 contratações e 3.402 demissões).

Já Araruama perdeu 17 postos de trabalho em outubro (365 contratações e 382 demissões). Contudo o desempenho em longo prazo é melhor: 48 vagas geradas nos dez primeiros meses desse ano (3.943 admissões e 3.895 demissões) e 89 nos últimos 12 meses (4.766 contratações e 4.677 demissões).

 

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