Superintendente da Cultura e conselheiro do CAU, Sérgio Nogueira diz que obra no teatro será em duas etapas

“Extintores dos equipamentos culturais estão vencidos”, diz arquiteto

Publicado em 13/09/2018 às 09:25

O superintendente dos espaços culturais da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, Sérgio Nogueira, afirmou ontem que todos os extintores de incêndio dos espaços geridos pela pasta estão vencidos e devem ser trocados ou reabastecidos com urgência. O cenário preocupante exposto pelo arquiteto vai ao encontro de matéria publicada pela Folha no último dia 5 de que os espaços culturais da cidade estão funcionando em desacordo com as normas do Corpo dos Bombeiros. Nogueira, que também é conselheiro do Conselho Estadual de Arquitetura e Urbanismo, fez um paralelo com a situação do Museu Nacional, que pegou fogo em 2 de setembro.

– O que a gente viu de preocupante nesse começo de gestão é o estado lastimável em que se encontram os equipamentos da cultura em Cabo Frio. A gente teve um exemplo muito triste há duas semanas e não estamos muito longe daquilo. Isso é o mais preocupante na chegada da nova equipe – comentou.

Na condição de superintendente e de conselheiro do CAU, Sérgio Nogueira estará presente à visita técnica do Conselho ao Teatro Municipal, amanhã, às 14 horas. O espaço está novamente fechado há algumas semanas, depois de ter passado por uma reforma em 2017, ainda na gestão do ex-prefeito Marquinho Mendes. O arquiteto confirmou a informação de que a reabertura do espaço é prioridade para a nova secretária Meri Damaceno, e para o prefeito Adriano Moreno. Apesar do tempo curto para fazer a licitação e começar as intervenções, Nogueira trabalha com a data de 15 de janeiro do ano que vem para a reinauguração do local. Ainda que fiquem pendentes alguns detalhes.

– O que a gente pretende (reabrir no verão). Hoje acima de R$ 150 mil, a licitação entra em tomada de preço, abaixo é carta-convite. Na tomada de preços a data de espera chega a quase 60 dias. A gente vai tentar fazer uma primeira obra dentro da possibilidade da carta-convite. A gente reconhece que o valor é maior para deixar o teatro 100%. Não estamos mexendo na questão das cadeiras. Na última reforma, a distância de uma para o outra ficou de 85 centímetros, que é muito pequena para um a circulação razoável. A ideia é trabalhar em duas etapas. Não temos condições de reabrir sem a questão do escape e da acessibilidade resolvidas – explica.

Os custos para a obra ainda estão sendo fechados, mas além da prioridade na questão das saídas de emergência contra incêndio e pânico, o profissional disse ainda que o local precisa de reformas em parte do palco, no piso, nos degraus e banheiros. A administração ainda irá decidir se os equipamentos de som e de luz serão comprados ou alugados.

 

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