Mulheres protestam em Cabo Frio contra abusos

Mobilização acontece nesta quarta (13), a partir das 15h, na Praça Porto Rocha

Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
Publicado em 13/03/2019 às 09:48

Um grito de basta contra o machismo e os abusos sofridos pelas mulheres na sociedade é o que irá acontecer hoje, a partir das 15h, na Praça Porto Rocha, em Cabo Frio. O ato ‘Mulheres na Luta’ foi convocado pelas redes sociais e é organizado de forma independente por estudantes das redes pública e particular, mas já ganhou a adesão de coletivos e movimentos feministas da região. Durante o manifesto, será feito um ato em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL), cujo assassinato completa um ano amanhã. 

“Esse protesto é um grito de socorro, de muitas mulheres, meninas e crianças, que são vítimas do estupro, de abuso mental, abuso físico. E estamos cansadas do desrespeito com as nossas! e principalmente pelo fato de que nos últimos dias, estamos recebendo denúncias de relatos abusivos aqui na Região dos Lagos, com meninas, mulheres, adolescentes, que foram caladas por tanto tempo, e que agora estão ganhando voz. E essa luta é no intuito de dizer que nós não temos medo, e não iremos nos calar, vamos resistir e lutar!!! Por que nós somos mulheres na luta!!!”, diz a convocação, pelo Facebook, para a manifestação.

A mensagem faz menção a um perfil recém-criado no Twitter, que conta com inúmeros relatos de abusos e agressões feitos por mulheres da região. As denúncias são feitas de forma anônima pelas vítimas, principalmente contra homens de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo.

A titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Juliana Rattes, disse que instaurou um inquérito para apurar os abusos relatados na internet, mas adverte que as denúncias devem ser formalizadas na unidade policial.

– É fundamental. Faço apelo que venham até a delegacia. A Deam está aguardando que elas compareçam, vamos manter o sigilo, as vítimas não serão expostas. É possível apurar um crime após passar um tempo. É possível. A gente não tem como apurar, chegar ao autor, se não tiver um relato individualizado das vítimas. A denúncia pelo Twitter é para a sociedade, mas para fins policiais, preciso que elas se identifiquem – explica a delegada. 

 

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