Budega: delegacia recebe nova denúncia de abuso contra menina de 12 anos

informação foi confirmada pelo delegado que recebeu a denúncia

Publicado em 07/02/2019 às 15:14

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) recebeu uma nova denúncia de abuso sexual contra o maestro Angelo Budega. Desta vez, uma mulher, atualmente com 23 anos, relatou formalmente em depoimento ter sido abusada por Budega quando ela tinha 12 anos.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (7) pelo delegado Rodrigo Bechara, que é o titular da 125ª DP (São Pedro da Aldeia) e está acumulando a gestão da Deam durante as férias da titular da unidade, delegada Juliana Rattes.

Nesta quinta a Folha noticiou que Budega foi condenado pela Justiiça, em primeira instância, por estupro de vulnerável, em relação a uma denúncia feita em 2010. A condenação cabe recurso.

Há duas semanas, quando Budega foi anunciado como principal atração de um evento da Secretaria de Cultura de Cabo Frio, as acusações contra ele voltaram à tona, e um novo testemunho veio a público.

A nova acusação foi feita pela musicista e cantora Kéren Hapuk, de 22 anos, em uma postagem que contestava a participação do maestro no evento. Segundo Kéren, os abusos ocorreram, de diferentes formas e em diversos locais, quando ela tinha apenas dez anos e fazia parte do projeto ‘Apanhei-Te Cavaquinho’, de Budega.

A vítima que fez a nova denúncia na Deam disse ao site RC24h que foi encorajada a procurar a polícia depois de ler os relatos de Kéren.

"Através da denúncia da Kéren, criei coragem para denunciá-lo. Eu não fazia ideia de que isso já vinha acontecendo com outras meninas", conta a vítima, que relata ainda a proximidade nos casos. "Muita coisa é parecida. Levar nós duas para a casa dele, para um local deserto e querer ensinar a dirigir", disse a vítima, que pediu para não ter a identidade revelada.

- Me interessei pelo projeto e fui me inscrever. No final da primeira aula, ele conversou comigo, queria saber onde eu morava e coisas pessoais. Já na segunda aula, ele veio com segundas intenções. Me convidou para aula particular na casa dele - contou ela.

- Chegando na casa dele, já achei estranho, porque só tinha nós dois. Fiquei muito apreensiva. Uns 15 minutos depois, chegaram outras meninas. Depois da aula, ele dispensou as outras alunas e me pediu pra deitar na cama. Disse que estava com dor de cabeça, apagou a luz e deitou do meu lado. Ele começou a passar a mão no meu pescoço e foi descendo até chegar nas minhas partes íntimas. Eu fiquei com muito medo e pedi pra ele me levar pra casa - relatou ela, continuando:

- No caminho ele foi alisando a minha perna e pedia pra eu não contar pra ninguém. Meu maior medo era a minha mãe descobrir uma coisa dessas". Depois do abuso, a jovem nunca mais frequentou as aulas de música.

Procurado para comentar a posição da secretária de Cultura e as denúncias feitas contra ele, o músico Ângelo Budega não foi localizado e seu celular estava desligado. 

Já o advogado que o defende, Jairo Santana, falou que o maestro está à disposição para dar todas as informações necessárias para todos que assim desejarem. Segundo Santana, Budega afirma que as alegações divulgadas nas denúncias não são verdadeiras, mas que não poderia se manifestar porque o caso corre em segredo de Justiça, por envolver menores de idade. 

A defesa ainda emitiu uma nota que diz que “a internet é tratada por pessoas de pouca leitura como se os fatos fossem verdadeiros, ainda mais de forma virtualizada, para que não possibilite o melhor esclarecimento. De todo modo, de forma a guardar responsabilidades e medidas reparatórias se torna importante a manifestação dos fatos, pessoalmente, evitando entendimentos distorcidos ou intencionalmente direcionados para uma finalidade específica que não o melhor Direito”.

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