Silas Bento

06/09/2019

O combustível da alma

Podemos dizer que o combustível da alma, sem dúvida, está nas virtudes cristãs, como a humildade, a paciência, fé, caridade e outras, mas quero me referir à verdadeira motivação e inspiração para seguir e professar todas as condutas que nos aproximam de Deus.

 
E um dos maiores encorajamentos que nos impulsionam aos caminhos da reconciliação com Deus está no exercício pleno da alegria, este sentimento de prazer que é capaz de nos fortalecer com a mágica energia do bem, atraindo para nós o que há de melhor nos relacionamentos humanos.
Ser alegre é entender que a felicidade é a plena comunhão com o bem, nos permitindo através dela manter o permanente estado de alegria, esta satisfação pessoal que afasta os mais variados males dos corpo e da alma.


Da mesma forma que afasta a inveja e expulsa a soberba, é capaz de curar a depressão, a angústia, nos fortalecendo de amor próprio, o sentimento que nos estimula e nos permite enxergar o mundo ao redor, acolhendo e retribuindo ao próximo o que temos de melhor, que é o nosso amor construído sob o signo dos ensinamentos divinos.


Mas tem gente que insiste na tristeza, no ódio, no tédio, como se estes sentimentos nos conduzissem ao alto astral, nos levassem à companhia do Criador.


“A verdadeira felicidade vem da alegria de atos bem feitos, do sabor de criar coisas renovadas”, diz Antoine de Saint-Exupéry, escritor francês autor do  clássico da literatura “O Pequeno Príncipe”.


E que atos bem feitos podemos trazer para esta reflexão de hoje? Sim, primeiro precisamos entender que somos exatamente a somatização de tudo aquilo fomos e fizemos até o último segundo vivido.


Ora, por aí, vamos entender que é preciso ser bom, humano, verdadeiramente cristãos não apenas em ocasiões preestabelecidas, como aniversários, datas festivas ou em períodos de sofrimento e dor. 


Precisamos ser verdadeiramente cristãos em cada minuto, em cada fração de segundo, fazendo com que nossos atos bem feitos sejam   de cordialidade, verdade, solidariedade, amor ao próximo, justiça e bondade com todo e qualquer semelhante. 


A alegria desses atos bem feitos nos fortalecem, nos dão o verdadeiro sentido da vida. E na vida não existe outra coisa melhor que não seja viver, desde que seja, sim, viver com o impulso da alegria, este extraordinário combustível que fortalece nossas almas. 


Pensem nisso.


E que todos tenham um fim de semana de atos bem feitos!

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30/08/2019

Os caminhos da reconciliação com Deus

Hoje, especialmente, quero agradecer a todos os amigos e leitores da Folha dos Lagos em geral que têm me acompanhado nesses últimos meses.
Neste espaço tenho feito a terapia possível em forma de oportuna reflexão, tratando de assuntos tão esquecidos pelo homem e que tanta falta fazem nos dias de hoje para todos nós.


Gradativamente, a cada sábado, venho refletindo sobre as virtudes cristãs. E o que é a virtude, esta benção  de sabedoria que nos aproxima do bem e quenos eleva a Deus?


Encontrei na Internet  esta definição: 


- Virtude é uma qualidade moral, um atributo positivo de um indivíduo. Virtude é a disposição de um indivíduo de praticar o bem; e não é apenas uma característica, trata-se de uma verdadeira inclinação, virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o caminho do bem.
Mas busco em Aristóteles algo mais profundo, algo que toca mais a sensibilidade:


- A felicidade consiste em ações perfeitamente conformes à virtude, e entendemos por virtude não a virtude relativa, mas a virtude absoluta. Entendemos por virtude relativa a que diz respeito às coisas necessárias e por virtude absoluta a que tem por finalidade a beleza e a honestidade. 
Quantas definições amplas, profundas, imutáveis em seus sentidos mais concretos. 


Falei, aqui, sobre as muitas virtudes e, até, fiz lembrar em determinado momento que a humildade, sem dúvida, está no topo de todas as virtudes, porque ela é uma qualidade que se traduz em simplicidade, bem diferente da hoje tão comum arrogância, prepotência, soberba, orgulho desmedido e vaidades desnecessárias. 


.A humildade, ao meu ver, é o principio da civilidade,  porque a sua prática significa o reconhecimento de que não existe em momento algum ninguém  pior ou melhor do que os outros, estando todos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade.


E como me sinto feliz poder compartilhar com todos vocês este momento raro da minha vida, qual seja este exercício da reflexão. 


Pretendo continuar escrevendo, lendo mais a respeito e, sobretudo, ouvindo aqueles que, verdadeiramente, fazem da humildade uma profissão de fé e de todas as virtudes o caminho da reconciliação plena com Deus. 


O mês de agosto se despede e, com ele, muitos desgostos.


Mas, graças ao divino do Pai, há sempre uma primavera por vir e que a nova estação chegue florindo nossos corações de paz, amor, humildade e muita alegria. 


Bom fim de semana!

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23/08/2019

Uma reflexão possível

O coração da humanidade sangra. A civilidade se esvai em ritmo hemorrágico, impondo ao cidadão de bom senso uma orfandade de pais vivos.
Vivos porque os protagonistas da ação desagregadora se mantêm ativos, quais sejam  o orgulho desmedido, a falta de fé, a ganância, a estupidez  e a falta de referência de Deus.


E, assim, assistimos tenebrosos tempos de discórdia, de mentiras, preconceitos e imoralidades de todos os tipos e vertentes. O homem se coisifica, desnorteado por um mundo do “ter”, onde o “ser” se transforma cada vez mais em postura supérflua, idiota ou ingênua. O ser humano, assim, caminha para  uma das mais obscuras fases da existência, sob o risco de superar a Idade das Trevas. 


Precisamos, todos os dias, fazer esta reflexão. Pensar, questionar, entender os descaminhos da humanidade e que a regeneração de nosso tempo seja o desafio de cada um, se superando na busca dos valores divinos, se reintegrando de tal modo a uma vida cristã que sejamos capazes de praticar todos os dias a solidariedade, a igualdade e a justiça social. 


Longe dos orgulhos torpes, haveremos de ressurgir desta tenebrosa sociedade corrompida. Mas não será esta transformação apenas uma vontade, um desejo qualquer.

 
É preciso que nesta revolução de retomada da civilidade estejamos plenamente convictos de que sem a referência de Deus em nossas vidas não iremos chegar a lugar algum. 


Enquanto não retomarmos o caminho da plena civilidade, estaremos, sim, diante deste mundo cruel de desigualdades, de fome, miséria, de crianças sob o sacrifício, idosos e adultos inocentes sendo massacrados por idiotas guerras e desavenças. 


Haveremos de ter que continuar engolindo a tecnologia perversa a serviço das desigualdades. A mudança possível se corrompe com o consumismo, com as práticas mais torpes de um capitalismo cada vez mais selvagem.


E nós, na busca por um mundo melhor, continuamos chorando a dor das mãos vazias, porque, verdadeiramente, o desespero e a agonia da fome não deixam ninguém feliz. 


Por isso, esta reflexão é oportuna e temos que estar prontos para iniciar, cada um, o embate da restauração da humanidade. 
Precisamos de três palavras mágicas sendo praticadas com coragem, amor e fé. Em primeiro lugar, atitude. Depois, a disciplina e, em seguida, o planejamento pessoal possível para que a boa revolução comece já em cada um de nós. Bom fim de semana! 

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14/08/2019

O Dia dos Pais

Tenho feito neste espaço constantes reflexões em torno daquilo que chamamos de divinas virtudes, como  a humildade, a coragem e, por último, fizemos um leve passeio em torno da virtude da paciência, aquela divina graça que nos ensina a lição da serenidade, tão necessária nos dias atuais.
Hoje, o meu propósito é falar especificamente sobre ser pai, que, para mim, é mais do que uma virtude, é uma dádiva, uma benção de Deus, uma graça que nos é conferida. 


E para exercer esta missão, aí, sim, precisamos estar conectados com os dons divinos, a começar pelas sabedorias da vida. Ser pai, sobretudo, é praticar o ato de doar tempo, carinho, amor e atenção, formas mais nobres de cumprir, com humildade,  o agradecimento a Deus.


Li, certa vez, que ser pai é “com um olhar dizer mil palavras e com um gesto praticar mil razões para amar: assim é um pai de verdade”.


Quem dera se todos, neste domingo, tivessem o pai ao seu lado para o abraço, o sorriso, o carinho afetuoso, não para uma troca de presentes, mas para uma harmoniosa troca de amor, com sentimento plenamente comprometedor em torno de tudo que nos cerca e que nos envolve.
Mas, infelizmente, todos somos frutos dos desígnios de Deus. Os pais que foram chamados para a morada eterna, hoje, merecem de nós a prece, o sentimento elevado a Deus invocando, para sempre, o descanso celestial. 


E aqueles que têm seus pais ao seu lado que alcancem a sabedoria de reconhecer que estes momentos devem ser   repletos de felicidades, de troca de energias positivas. Afinal, Ser pai é ser forte, nobre, compreensivo.  É ser distinto, protetor em todos os momentos e amigo. 
Ser pai é saber sofrer as agruras do filho, é compartilhar com ele a preocupação, a busca, é estar atento numa incansável luta pelo melhor, por dias mais felizes e que se traduzam plenamente nas palavras do Criador. 


Ser pai é estar pronto para a responsabilidade, é chamar a responsabilidade para si. Ser pai é educar sem jamais se cansar, é se renovar a cada dia, a cada minuto, a cada segundo, na certeza de que a paternidade é missão sagrada irrecusável.


E a missão sagrada é para ser cumprida com sabedoria, determinação, dedicação e amor. Pai é espelho, proteção, benção, conselho... 


Pai é amor!


Um Dia dos Pais abençoado para todos os meus amigos. E que Deus, com a sua infinita bondade, derrame benção de amor sobre todos nós, pais e filhos.


Um belo domingo para todos. 

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