Fábio Cardoso

Fábio Cardoso é advogado.

16/10/2019

O pescador e o salineiro

A cidade que eu nasci não é a mesma..., assim começo texto de hoje atendendo à um pedido de um amigo empolgado pelo texto anterior com essa afirmação óbvia e que requer textualmente um complemento ou conclusão lógica. No entanto, pode se observar que apesar da destruição, às escuras, de grande parte do seu patrimônio arquitetônico, suas características naturais mais importantes ainda se mantém intactas e indefectíveis, como registrado em seu hino; suas belezas continuam mil, tuas praias, teu forte, seu mar bravio, e é claro a Lagoa que parece o Rio, com o seu singelo pescador afoito.  

Mas e que pescador é esse? Será Vico da Gamboa ou Zé Guilherme, para os mais novos poderia ser o famoso Renato Babão correndo do seu Dragão? no carnaval, oU Gandola outro filho famoso, com certeza não era, pois, sua forma de pescar era através do mergulho prática essa que levou seu nome e o da cidade por todo mundo.

Será que é aquele que está lá no pedestal da Praça do Largo Santo Antônio? Assim como, o Salineiro da entrada da cidade, observa quieto e complacente os cabo-frienses e turistas passarem apressados, sem sequer uma placa que declare os motivos das honrarias as novas gerações e a importância de ambas atividades laborais na formação e consolidação desta urbe a qual vivem.  

O Salineiro talvez seja o velho Elias Mônica, o homem que se não criou teve a importância de trazer em sua mente a técnica da construção dos cataventos para Cabo Frio adaptando os aos matérias disponíveis à época e que por muitos anos dominaram à paisagem de nossa terra, servindo de atração turística e de referência para toda Região como símbolo para o mundo, além é claro de constar em vários logotipos comerciais de pequenas e grandes empresas da Costa do Sol que sequer lhe prestaram qualquer referência. 

Andando pela cidade um olhar atento pode se chegar à conclusão que durante a história as gerações antigas trataram de tentar deixar um legado pois nota se com facilidade pelas placas e endereços que muitas figuras ilustres e também não tão ilustres assim, estão registradas, em ruas, praças e pontes porém sem nenhuma informação de quem foi ou como contribuiu para a nossa sociedade. 

Registre se que por motivos óbvios muitos desses endereços trazem consigo sobrenomes de peso em virtude da classe social em que se encontravam à época talvez isso contribua um pouco para desconhecimento público pois retratam a estrutura social de uma período de tempo motivo pelo qual deixo nesse texto minhas homenagens a figuras ilustres mais populares que não tiveram as honrarias que deviam ter; Primo da Bala, Gadabá (engraxate), Vaguinho pipoqueiro e todos aqueles trabalhadores humildes que de alguma forma deixaram sua marca no cotidiano e na lembrança de todos que com eles conviveram. 

Por fim, gostaria de deixar uma sugestão singela, além de investir no estudo acadêmico profundo da nossa história geral no intuito subsidiar nosso turismo histórico, seria interessante avaliarmos o quanto seria importante levar essa matéria para os alunos da Rede Pública e Particular, por que não? Talvez direcionado ao ensino fundamental para que desde cedo insurgissem em nossas crianças o interesse pelo conhecimento das origens de nossa terra e do povo que ajudou a formar a cidade em que nasceram e vão crescer.

Deixo a pergunta; UM POVO QUE NÃO CONHECE SEU PASSADO TERÁ CAPACIDADE PARA ESCOLHER SEU FUTURO?       

 

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09/10/2019

O bom filho ... da casa nunca esquece

Primeiro, agradeço a oportunidade e ao convite, por parte dos editores desse periódico, para, a partir desta data, poder expressar minhas opiniões e, principalmente, meus sentimentos. Em especial, meu agradecimento a esta cidade e ao seu povo que, como diz em seu hino,não diferencia os naturais dos forasteiros.

Faço uma reverência a essa terra linda que recebeu de braços aberto sum casal de imigrantes de Sergipe. Apenas com uma mala na mão e um sonho de  vida melhor, Cabo Frio lhes concedeu a oportunidade deformar uma família e criar os filhos com muito amor e dignidade, além de abrigar toda uma leva de familiares e amigos que vieram a reboque em busca dos mesmos sonhos de prosperidade.

A Cabo Frio, essa amada terra, e aos seus naturais, agradeço pela recepção e tratamento pariforme concedidos aos imigrados. Agradeço também, em nome de toda minha família, parentes e conterrâneos, a todos aqueles que vieram de longe, de todos os cantos desse país e de fora dele, que, de alguma forma, nesse último meio século, participaram da transformação de um povoado nessa pequena metrópole regional, contribuindo na formação do que a cidade é hoje.

Cabo Frio, por muito tempo, foi a verdadeira terra das oportunidades. Ensolarada, fascinante, balneário de belezas naturais e carreada pelo milagre econômico representado pela pujança industrial da Álcalis, entre outras empresas, como Ponta do Costa Perynas e Salineira. Estas, juntamente com toda atividade econômica gerada pelo verão, mantinham um ciclo financeiro razoável e de certa estabilidade e previsibilidade, possibilitando o sustento e o crescimento de diversas novas famílias, inserindo novos nomes no contexto social e proporcionando oportunidades a toda uma geração de jovens filhos da terra.

Para uma criança, Cabo Frio era como um Parque de Diversões. Já os jovens, dispunham de uma gama de opções e programações, cada uma com seus atributos: o Forte, o Lido, a Passagem, o Portinho, o Anjo Caído, o Peró, a Ogiva, Arraial e Búzios. Sem contar, é claro, com o movimento no calçadão do Malibu, ponto preferido da maioria dos garotos daquela época... faltava tempo para curtir e aproveitar.

Foi nesse ambiente que cresci e me formei. Quem viveu essas décadas de 70, 80 e 90 conheceu uma cidade apaixonante e pulsante, que durante o verão explodia de agitação e prosperidade. Apesar da falta de água e luz, das filas no orelhão para telefonar e das horas de espera nos bancos, a movimentação na cidade enchia nossos corações de alegria e esperança de um futuro próspero. O desenvolvimento era inevitável e estava a bater na porta.

Para mim, assim como para vários outros filhos dessa terra, a vida tratou de abrir longos caminhos em outras frentes e outras terras não tão receptíveis. A necessidade de formação não pôde esperar pelo surgimento das faculdades, assim como as oportunidades de trabalho, que colocaram um oceano de distância entre seu filho e sua mãe amada.

Porém, em nenhum momento deixou de estar em meu coração a lembrança dessa época feliz e a saudade da minha terra. Sentimento este que eu fiz questão de manter vivo ao buscar constantemente, em cada veículo, uma informação ou notícia sobre Cabo Frio, colecionar livros, filmes, fotos antigas e que me faz querer voltar à minha amada cidade em cada oportunidade e poder reviver esse amor que sem dúvida carregarei para o resto da minha vida.

É esse amor e essa gratidão que faço questão de declarar em meu debute crítico, que de crítico não tem absolutamente nada, mas ressalta em forma de agradecimento, a minha cidade e aos meus irmãos cabofrienses por tudo que sou e que tenho. Obrigado.


 

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