Cesar Stoqui

César Stoqui é economista pela PUCC, pós-graduado em Marketing pela PUCC, MBA em Gestão de Finanças pela FGV e é gerente da agência Sicoob Cabo Frio.

15/10/2019

O que podemos aprender com o Cooperativismo? 5 lições que o modelo cooperativista tem a ensinar para o mundo.

VANTAGENS DA COOPERAÇÃO
Nem capitalismo nem comunismo. O cooperativismo é um modelo socioeconômico alternativo que surgiu na Inglaterra, em plena Revolução Industrial, como resposta às necessidades de um grupo. Ou seja, um modelo que já surgiu a partir de uma preocupação e consciência social.
E não se trata apenas de um modelo economicamente eficiente. O cooperativismo tem ido além e provado sua importância no combate às desigualdades, desempenhando papel fundamental na inclusão social e econômica e no desenvolvimento sustentável do planeta.
Não é à toa que, desde sua origem, em 1844, na Inglaterra, o cooperativismo já se difundiu por todos os continentes e, hoje, conta com mais de 1 bilhão de membros e clientes em todo o mundo.
Confira, então, 5 lições importantes que o cooperativismo pode nos ensinar:

Lição 1 – Juntos somos mais fortes

Cooperar, certamente, é a primeira e principal lição do cooperativismo, o próprio nome já diz.
Cooperação é toda ação conjunta para atingir um objetivo comum. E cooperar faz parte do ser humano e da nossa vivência em sociedade. Cooperando, juntamos forças para alcançar propósitos maiores.
O cooperativismo aposta nisso; na união, na construção em parceria, na soma de competências para conquista de resultados maiores, assim como na partilha e no benefício comum.

Lição 2 – A gestão democrática funciona

Diferente do modelo capitalista que visa o privilégio de um pequeno grupo, as cooperativas têm gestão democrática. As decisões são tomadas por votação, sendo que todos os cooperados têm o mesmo poder de voto, independentemente de suas posses.
Para quem está acostumado a hierarquias rígidas e concentrações de poder, a ideia pode parecer meio confusa a princípio. Mas o funcionamento do modelo pode ser comprovado pelas mais de 2,6 milhões de cooperativas em todo o mundo.

Lição 3 – Mais inclusão, menos desigualdade

Para começar, cooperativas são instituições de associação livre e voluntária, sem discriminação social, racial, política, religiosa ou de gênero.
Além dessa diretriz básica em sua formação, as cooperativas atuam de forma a promover a inclusão social e econômica. Exemplo disso é a inclusão financeira oportunizada pelas cooperativas de crédito que também atuam em cidades onde não há bancos, como também as cooperativas de infraestrutura que distribuem energia a milhares de brasileiros que vivem onde as concessionárias tradicionais não chegam.
Com políticas e ações assim, o cooperativismo aumenta a inclusão e favorece a diminuição das desigualdades.

Lição 4 – Educação, formação e informação nos levam além

Educação, Formação e Informação é um dos princípios do cooperativismo. A própria continuidade e difusão do modelo cooperativista se dá por meio do incentivo à educação, formação e informação.
E não apenas os cooperados são alvos de ações de instrução, conhecimento e cultura, como também a comunidade.
As cooperativas mantêm, inclusive, um fundo específico destinado ao incentivo de ações socioeducativas – o Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social.

Lição 5 – O interesse pela comunidade coopera para o desenvolvimento geral

O Interesse pela Comunidade é outro dos princípios do cooperativismo. As cooperativas devem respeitar as peculiaridades sociais e a vocação econômica do local onde estão instaladas. E têm um compromisso com o desenvolvimento de sua região.
Por isso, são variados os exemplos de ações humanitárias e socio ambientalmente sustentáveis desenvolvidos e/ou apoiados por cooperativas, bem como o desenvolvimento de soluções de negócios adequadas às necessidades locais.
Além disso, as cooperativas retêm os recursos em sua comunidade, favorecendo uma melhor distribuição de renda e colaborando, assim, para o desenvolvimento geral.

Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre nosso cenário econômico atual, as influências sofridas pelas esferas federais, estaduais e municipais. Até onde nossa responsabilidade social pode mobilizar uma sociedade. Até lá!

 

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08/10/2019

O que é educação financeira? 

O que é educação financeira? Parece ser uma pergunta simples, mas é muito interessante desenvolvermos a resposta. Assim que terminar de ler a coluna de hoje, você verá que há profundidade e importância maiores do que se imagina nesse assunto.
Feliz é a pessoa, a comunidade, o país que se se preocupa com educação financeira. A reação em cadeia que essa preocupação provoca é impressionante, porém, pelo menos em nosso país, é um tema que não recebe a devida importância. Vamos entender?

Qual a importância da educação financeira?

Desde a infância aprendemos que temos que ir à escola, estudar todas as matérias da grade, conseguir um bom emprego, e depois se manter com o dinheiro desse trabalho. Esse é o roteiro né? Pois é…aprendemos química, geografia, biologia que, diga-se de passagem, são essenciais, mas não aprendemos como lidar com finanças – não menos necessária que as demais matérias! É comum observarmos pessoas extremamente bem-sucedidas, inteligentes e com excelente formação andando na corda bamba quando o assunto é dinheiro.
Se tivessem a oportunidade de entender o mundo das finanças desde cedo, aprendendo a se relacionar com as receitas e despesas, a mágica dos juros compostos, a psicologia por trás do consumo, será que a história dessas pessoas não seria diferente? Algumas poderiam ter parado de trabalhar há anos, outras quem sabe estariam fazendo caridade e muitas, com certeza, estariam curtindo a vida.
Em recente pesquisa, o Brasil ficou atrás de 73 países quando se fala em educação financeira – dentre eles Togo e Zimbábue – e ninguém se preocupa com esse tipo de notícia. Os três últimos lugares ficaram com Afeganistão, Albânia e Iêmen, enquanto os primeiros ficaram com Noruega, Dinamarca e Suécia, estes constantemente nas primeiras colocações em rankings de desenvolvimento e qualidade de vida. Seria coincidência?

Como aprender o que é educação financeira?

Infelizmente não podemos contar com as escolas para uma educação financeira para nossos filhos. Precisamos prover desde cedo subsídios para as crianças, ensinando a base necessária para que, a partir daí, possam buscar – por meio de livros ou mesmo internet – ainda mais conhecimento. E, esse conhecimento pode ser adquirido de forma prática, por exemplo, remunerando com mesadas o bom desempenho nas aulas, os pequenos serviços em casa etc.
Falando um pouco da minha experiência, quando pequeno nunca recebia mesada, porém desde cedo percebi o valor do dinheiro. Meu pai sempre teve o costume de me levar para o banco e, vez ou outra, no supermercado. Observando o entra e sai do dinheiro e ouvindo meus pais durante o almoço fui entendendo que dinheiro não caía do céu e que não poderia nunca subestimar as despesas – que parecem sempre “brotar” do nada.
Ensine seus filhos, você não precisa ser expert, comece mostrando que não se pode gastar mais do que ganha, faça-os pagar algumas contas, sentir o fluxo da grana. 

Benefícios da educação financeira pessoal

Seguem alguns motivos para crer que vale a pena compreender o que é educação financeira e colocar os conhecimentos em prática:
•Equilíbrio. Já pensou se todos gastassem menos do que ganham? Menos dívidas, mais oferta de crédito pelos bancos (com juros mais baratos), equilíbrio na economia, menos falências (mais empregos), desenvolvimento, entre diversas outras consequências. Pessoas que possuem equilíbrio têm ganhos, inclusive, no aspecto emocional e físico;
•Mão de obra mais bem qualificada, aumento da segurança econômica, consumidores educados;
•Entender o verdadeiro valor do dinheiro. Se sabemos o quanto “custa” o dinheiro aumentamos nossa qualidade de consumo. Aos poucos, percebemos que é possível fazer escolhas que nos permitam, por exemplo, ficar mais tempo com a família, viajar mais, nos aposentarmos mais cedo, entre outros;
•Pessoas com maior nível de educação financeira pessoal têm maiores chances de ter acesso ao mercado e serviços bancários, muitas vezes auxiliando na melhoria destes;
•Planejamento: seu sonho é trabalhar no que realmente gosta? Colocar os filhos no curso de Medicina? Tirar um ano sabático? Saiba que tudo isso está longe de ser impossível. Lógico que nada vem de graça, mas com educação financeira você consegue montar um plano para tudo isso, e deixar de ficar naquela de “deixa a vida me levar”.

Conclusão

Veja que a educação financeira pessoal pode mudar o futuro de uma pessoa e de um país. Não é preciso um grande esforço, mas dê alguma atenção desde cedo. Mesmo assim, nunca é tarde para aprender, por isso não desanime se você não se considera educado financeiramente. 

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01/10/2019

A arte de somar multiplicando

Primeiramente gostaria de salientar que é uma honra e um imenso prazer compartilhar com os leitores da FOLHA temas tão amplamente discutidos em rodas de amigos, reuniões de família, momentos de tristezas e alegrias e que geram em tantas pessoas questionamentos que parecessem não ter solução.

Na coluna de hoje, peço a permissão para passar um pouco daquilo que vamos dividir semanalmente, porém gostaria de deixar bem claro que se trata de opiniões e pensamentos formados em cima de vários pilares, mas nenhum deles mais importante do que a troca de conhecimento. Vale ainda salientar que não existem nas entrelinhas qualquer víeis ideológico ou político partidário que tenha por objetivo adotar um único conjunto de ideias como verdades absolutas. O que existe e sempre existirá é a possibilidade da troca dessas ideias em prol de um ideal em comum e o bem da cidade e da população de Cabo Frio.

Falar sobre nossa perspectiva econômica no cenário atual, o papel do cooperativismo na economia e a educação financeira serão as bases das nossas conversas de forma simplificada, objetiva e construtiva. Um a um de forma a desmistificar aquilo que muitas vezes mais confundem do que esclarecem.

De qualquer forma todos podem ter total certeza que são temas os quais sou pessoalmente apaixonado e busco incessantemente me aprimorar em cada um deles, até porque não são assuntos estáticos, ao contrário, estão em constante mudança pois o dinamismo que gira a economia nunca para. Não existem economias paradas, existem sim economias se adequando ao momento pela qual passam. Isso interfere diretamente na “velocidade” em que esse dinamismo se apresenta. Mas não vamos nos aprofundar nesse tema nesse momento, certo?

O que temos que ter em mente é que estão todos interligados de forma direta e que se entendermos alguns princípios daquilo que formos falando, entraremos em um mundo que não se resume em apenas economia, cooperativismo e educação financeira. Dentro desse “pequeno mundo” de 3 temas, temos muitos, mas muitos outros a falar como: Capitalismo Consciente, Inclusão financeira, Geração de Valor, Aplicativos Financeiros, entre muitos outros. É um vasto mundo que quem entra se apaixona e tem sede de entender e aprender mais e mais.

Tudo isso que estamos falando pode parecer uma sopa de letrinhas em nossas mentes, mas meus amigos, isso tudo faz parte do nosso dia a dia, de uma simples ida à padaria comprar pão até uma complexa operação financeira em uma instituição. De uma simples compra de um par de sapatos até o financiamento de um veículo. Tudo que fazemos diariamente gira em torno da economia e consequentemente, sabendo usar um pouco de educação financeira, tudo fica menos complexo.

Claro que eu não poderia deixar de falar sobre o Cooperativismo, que existe há mais de 100 anos, muito utilizado em vários países do mundo como uma forte alternativa de se relacionar com sua vida financeira e que hoje cresce a passos largos m nosso País. Esso é um tema delicioso de falar e tenho certeza de que todos se surpreenderão em entender a fundo e fazer parte!

Qualquer dúvida que surgir, sempre poderá ser encaminhada para a redação da FOLHA!

Um forte abraço e nos encontramos na próxima semana.

 

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