Arthur Lima

Arthur Lima é MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, técnico em Segurança do Trabalho, professor de Educação Física e fundador do canal Technico 360.

15/04/2016

Perdendo Talentos

       “Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa.”– Provérbio

        O que nos faz acordar todos os dias de forma entusiástica e trabalhar com gratidão, senão, nossa paixão. Quando traçamos nossas metas, repensamos atitudes ou recomeçamos projetos, temos total responsabilidade pelo seu sucesso, assim como pelo insucesso. O conjunto de comportamentos e conhecimentos necessários para progressão podem ser adquiridos e desenvolvidos. Por outro lado, o que nos imobiliza perante às dificuldades e obstáculos da vida, vem de dentro! Nós criamos nossos próprios medos.

        A superação destes muros que nos mantém no mesmo lugar, torna possível transformar a nossa existência e tomar o rumo da realização pessoal e profissional. Essa perseverança nos torna "imunes" ao próximo revés, e portanto, fortalece. Porém, como é dito "no popular": "Não adianta dar murro em ponta de faca". O que acontece quando estamos certos de nossa competência, somos reconhecidos excelentes pela clientela, apresentamos resultados, mas a alta hierarquia parece ainda não saber do nosso bom trabalho?

        É simples, desmotiva. E a partir dessa desmotivação tudo começa a desmoronar. Justamente porque não parece haver necessidade em ser ótimo, seu tempo dedicado à função é demais se comparado ao retorno. Você é o único que faz diferente, portanto, deve estar errado. Neste ponto abrem-se dois caminhos, ou volta para a mediocridade e se conforma, ou esgota as possibilidades de crescimento nesta instituição e parte para outra que lhe forneça o suporte necessário para o seu desenvolvimento.

        Tão comum é essa realidade, que novas práticas são introduzidas com frequência cada vez maior nos RH's da vida, a fim de que talentos não sejam perdidos para a concorrência. E o primeiro fato, que dá o início do fim de um promissor funcionário, é a distância entre gerência e corpo de trabalhadores. A falta de comunicação e principalmente feedback com relação ao seu desempenho, dá uma visão de que você não faz parte do contexto da organização. Ou seja, seu trabalho tem que ser feito, mas a qualidade e eficácia tem menos importância que os prazos e a assinatura do ponto (estes sim, são relembrados, revisados e cobrados).

        Acontece que a gerência está sempre com os prazos muitos apertados, mas assim que tudo acalmar, eles vão fazer um reunião, em algum intervalo, e perguntá-lo se está precisando de alguma coisa. Acontece também, que negócios excelentes, precisam de pessoas excelentes. E para que pessoas se tornem excelentes, suas reais necessidades precisam ser satisfeitas. Seu ambiente de trabalho deve ser favorável as suas características psicofisiológicas, bem como, suas metas pessoais devem também estar sendo alcançadas. Somente assim, o colaborador passará a perceber seu empregador como seu provedor. Pessoa física que lhe permite sobrepujar obstáculos e conquistar os objetivos comuns. Não mais a pessoa jurídica que fornecia os proventos ao final do mês.

        A criação de um relacionamento de qualidade, que foi conquistado, pautado em confiança é essencial para reter talentos. Afinal, "quem é de verdade, sabe quem é de mentira", quem conhece seu potencial anseia por reconhecimento, e assim o deve. O talentoso, entrega o melhor à sua empresa pois anseia ser seduzido pelo melhor que a empresa tem a lhe oferecer. Desta forma, qual seria o sentido da experiência humana, a não ser valorizar a tudo que fazemos dia após dia.

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09/03/2016

Foco no cliente - Por que a construção de relacionamentos de qualidade são a chave para o sucesso?

A importância que darei aos relacionamentos neste artigo parte do pressuposto de que o homem é um ser social. Não nascemos para vivermos a sós. Mas acabamos por ignorar nosso contexto social devido à luta diária que travamos em busca do equilíbrio de nossa satisfação pessoal e às pressões do meio em que vivemos. Nessa sociedade estressante é comum encontrarmos os que têm dificuldade em aceitar aquilo que é diferente, ou melhor, que não é exatamente igual à sua maneira de pensar e agir. Aqueles que porventura diverjirem estão errados. Essa realidade cultural faz prevalecer o individualismo, tira a importância da heterogeneidade.

As pessoas são diferentes, e isto é essencial para a criação de conhecimentos, pois a unanimidade, ao contrário,é falha. Levando esta questão para o ambiente corporativo, como podemos criar, estabelecer e fidelizar relacionamentos de qualidade com clientes, fornecedores, distribuidores e acionistas? E qual a relevância desta questão para o sucesso organizacional? A revista Você S.A apresentou as 150 melhores empresas para se trabalhar em nosso país em sua edição especial de final de ano. E sabe qual foi o padrão dentre as mais bem colocadas? A valorização e busca pela satisfação das reais necessidades de seus colaboradores.

Fornecer mais autonomia, partilhar decisões, produzir cooperativamente e tornar explícito que resultados excelentes só serão alcançados coletivamente. Este modelo de gestão ratifica que, dar poder aos indivíduos gera emoções positivas. E esse fato tem repercussão imediata em sua motivação para o trabalho, que naturalmente aumenta sua qualidade de produção. Para toda ação humana existe uma emoção, não é a razão que nos leva a ação, ao contrário do que se pensa. Ainda não há um framework para a nossa inteligência emocional, mas já é concenso que essa temática nos guiará para um novo padrão mercadológico. Isso já é percebido pelo contínuo aumento nas exigências dos clientes.

Eles (nós) querem mais qualidade e menor preço. Isso pode ser explicado facilmente pela crescente diversidade e quantidade de produtos e serviços ofertados. O mercado não possui mais fronteiras, os concorrentes são do mundo inteiro. Há um declíneo na lealdade às marcas justamente porque ficou mais díficil satisfazer e fidelizar clientes. Daí emerge, por exemplo, o marketing de relacionamento, onde clientes deixam de ser números para se tornarem parte integrante da organização. Esse conceito de criar relacionamentos de qualidade surge de dentro para fora.

Ou seja, enquanto as empresas não buscarem satisfazer seus funcionários, não será possível fazer o mesmo com seus stakeholders. A essência destas relações está na aceitação do cliente como um co-produtor de valor, um patrimônio da empresa. Estou falando de customizar os produtos ou serviços mediante interação e feedback. Do contrário, naturalmente o cliente será tentado a experimentar novas alternativas que abasteçam suas vontades. Os empreendedores dependem de boas relações com seus fornecedores e distribuidores para obterem recursos.

Os colaboradores aguardam por serem reconhecidos plenamente para auxiliar a sua empresa na busca pelos objetivos. E os clientes esperam que suas necessidades sejam satisfeitas na compra de um determinado bem. É um circuito fechado, que só entra em uma espiral ascendente quando é construído através de relacionamentos ganha-ganha. Tem que haver sentido, ser útil e adequado para ambas as partes.

Portanto, antes de pensar em expandir, prospectar ou buscar uma nova clientela, procure saber como está a qualidade dos relacionamentos que você criou até hoje. Afinal, é sem dúvidas mais lucrativo melhorar estes que já prestigiam a sua empresa do que procurar em território concorrente. Aumentando os negócios, na medida do possível, através das redes de contato dos seus parceiros.

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01/02/2016

Neurocoaching para um planejamento de sucesso

“Pensar é o trabalho mais duro que há. O que é, provavelmente, o motivo porque tão pouca gente se dedica a fazê-lo”. Henry Ford

Estamos em meio a uma transformação em nossa sociedade, onde o ser humano passa a ser reconhecido em sua plenitude, lados cognitivo, social, cultural e emocional. Não trabalhamos mais pela sobrevivência, mas sim pela busca de realização pessoal e profissional. Mas para isso precisamos nos conhecer. Este deve ser o primeiro passo para qualquer processo de desenvolvimento.

Doutora em Neuro Engenharia pela USP/SP, Rosalina Onimaru, em conjunto com a Administradora e Coach Andréa Menezes, realizaram no dia 30/01/2016 em Cabo Frio o primeiro Workshop sobre Neurocoaching e Planejamento de Vida. O evento, realizado pela Vocatio Consultoria do também Coach e Consultor Sérgio Monteiro, apresentou a união da Neuro Ciência ao Coaching. Possibilitou uma maior consciência do funcionamento de nosso cérebro, suas reações, conexões e sua influência direta em nossos comportamentos. É algo extraordinário (comentário do autor), que valida a teoria amplamente utilizada na área comportamental.

Quando identificamos os nossos pontos fortes e nossas limitações, fica muito mais fácil elaborar um plano de metas que visa a colaborar efetivamente para o nosso sucesso. A falta desse cuidado resulta em caminhar sem conhecer a linha de chegada, o famoso “nadar e morrer na praia”. E nesta linha de pensamento que a prática do Coaching é assertivamente empregada. O Coach (treinador), através de ferramentas de análise comportamental, auxilia o Coachee (treinando) a diagnosticar padrões de comportamento que podem estar lhe autosabotando. Esta análise implica em promover o autoconhecimento, e a partir daí, verificar que mudanças podem ser feitas ou que competências devem ser aprimoradas para que o objetivo seja alcançado.

O alinhamento do Coaching à neuroanatomia tornou possível entender como as diversas reações químicas que acontecem conosco a todo momento interferem em nossas ações. Assim, o diagnóstico torna-se muito mais preciso. Sabendo como nosso cérebro trabalha nas mais diversas situações, podemos aprender como reprogramá-lo. Desaprender para reaprender: esse é a chave para atingir o nosso gol.

De acordo com a Drª Rosalina Onimaru, grande parte de nossos hábitos são construídos durante a infância. Dependendo de como fomos educados, podemos ter enormes carências afetivas e emocionais, que afetarão, por exemplo, nossa capacidade de comunicação e dificultarão a transposição de obstáculos. A superação destes e o desenvolvimento de nossa inteligência emocional é o objetivo do Neurocoaching.

Certamente, em algum momento da vida, tivemos que lidar com algum tipo de conflito. Nesta ocasião existiu a possibilidade, mesmo que por alguns milésimos de segundo, de reagirmos de maneira imediata ou refletirmos sobre o que nossas ações poderiam provocar. Essas reações químicas que acontecem em nosso cérebro interferem positiva ou negativamente em nossa tomada de decisão. São as nossas emoções tomando conta, emoções estas que nos orientam ao longo de toda a vida. E embora possam parecer conscientes, são respostas automáticas frente aos estímulos do cotidiano, destinadas a nos afastar do perigo ou aproximar da recompensa.

Lembre-se de em um dia que foi trabalhar doente, aborrecido, ansioso ou triste com alguma coisa. É claro que isso irá afetar a sua performance. Porém, ao se concentrar com o objetivo de realizar as suas tarefas, demonstrou que teve controle sobre suas emoções. Portanto, nunca estaremos completos se não desenvolvermos fatores “não-intelectuais”. A habilidade de ser resiliente e aceitar que dificuldades se apresentarão a todo instante aumenta sua chance de êxito. Com citou a palestrante Andréa Menezes, o medo de não conquistar limita a possibilidade de sucesso.

O conhecimento do funcionamento dessa máquina, que é o nosso cérebro, permite adequar nossas reações de maneira assertiva no campo pessoal e profissional. Quando você tem autocontrole sobre fatores que afetam o seu estado de equilíbrio é muito mais fácil aguentar os impactos que estão por vir. A pessoa com grande inteligência emocional é capaz de entender as pessoas e o que as motiva, e assim, trabalhar cooperativamente com elas. Ser o mediador, gerenciando conflitos e buscando a melhor solução. Reagir de forma apropriada, tendo sensibilidade para buscar as melhores palavras e ações para aquele momento.

É preciso pensar com consciência. Criamos a realidade através do que imaginamos, como prega a Coach Andréa Menezes. O Neurocoaching comprova cientificamente a inteligência emocional, é a mudança de comportamentos neuroquímicos. Definitivamente, um assunto a ser explorado por todos que se interessam em comportamento humano. Afinal, todos precisamos, em algum momento, adequar nossas ações, “Contar até dez é neurológico, e dá certo! ”, palavras de Drª Rosalina Onimaru.

“Transmutar emoções”, esse é o foco do Neurocoaching. Nosso cérebro não consegue apagar o que já foi aprendido, mas é possível treiná-lo através de muita repetição e acabar com hábitos destrutivos. Parabéns, Drª Rosalina Onimaru, Andréa Menezes e Vocatio Consultoria pelo grande evento. Torcemos para que nossa cidade receba mais vezes pessoas com tamanha expertise e know how como vocês.

Rosalina Onimaru é:

 Doutora em Neuro Engenharia

Mestrado em Engenharia Química

Graduada em Engenharia Química

Pesquisadora e Profª Acadêmica

Comanda os projetos:

Neurociência para pais

Neurociência no dia a dia

 

Andréa Menezes é:

Professional Coach

Pós graduada em Docência do Ensino Superior

Graduada em Administração de Empresas

Comanda o projeto Guardião da Terra

Comanda os projetos:

Neurociência para pais

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19/01/2016

Liderança

Liderança. A partir desta palavra, vem a nossa mente diversas figuras importantes na história da humanidade. Gandhi, Mandela, Luther King, Jesus Cristo, realmente todos foram líderes estupendos em sua época. Mas a realidade é que não é preciso transformar o mundo para ser considerado um grande líder. A liderança é uma habilidade, e assim como qualquer outra, pode ser adquirida e desenvolvida. Entretanto, alguns indivíduos nascem com características intrínsecas que (se treinadas) o transformarão em um líder melhor que aquele que não as tem.

Pense em uma pessoa que teve grande influência em sua vida, que lhe proporcionou bons exemplos, te encorajou e tinha uma atitude positiva perante as coisas. Essa pessoa foi um líder em sua vida, e isso porque ele ou ela teve o desejo e vontade de praticar ações e adotar comportamentos que o tornaram uma pessoa de confiança. E a partir daí você optou por deixá-lo lhe influenciar, ou seja, esta pessoa não exerceu poder sobre você e sim autoridade.

Há um mundo de diferenças entre poder e autoridade. O poder justifica-se pela faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer a sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer. Já autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade, o que você quer por causa de sua influência pessoal. Desta forma podemos refletir sobre essa questão em nosso dia a dia, como estamos sendo liderados, por coação ou influência?

Todos nós somos voluntários quando se trata do nosso trabalho, estamos ali porque decidimos estar. Temos liberdade para sair quando quisermos? Sim. Podemos ir trabalhar em outro lugar que pague 1 real a mais? Sim. Ou até mesmo pague 2 reais a menos, mas no dê mais qualidade de vida no trabalho? Claro. Mas ser para ser um voluntário em uma organização, é preciso que nossas necessidades estejam sendo satisfeitas, assim estaremos fazendo de bom grado o nosso trabalho. O que significa que estamos sendo influenciados por alguém de confiança, e que, através de sua autoridade (conquistada) e um bom relacionamento nos faz realizar algo em prol de um objetivo maior.

De acordo com meu último livro de cabeceira, o Best-seller  “O monge e o executivo”, liderança se define por: “... habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”. Foi a melhor definição que encontrei, é realmente fazer com que as coisas aconteçam através de pessoas, afinal, ao contrário do que se acredita, você não “gerencia” pessoas, você as lidera. E isto porque é impossível administrar os sentimentos, emoções e mentes dos seus funcionários. Mas é certo, que por meio de sua influência pessoal você poderá fazer com que esses indivíduos busquem os objetivos traçados.

E essa é a grande característica que pode ser encontrada em todos os grandes líderes da história. Todos tinham uma enorme capacidade de construir relacionamentos saudáveis, e exercer sua influência através da autoridade. A autoridade por sua vez, sempre se constrói sobre o serviço, que tem origem na identificação e satisfação das reais necessidades dos seus liderados. Quando alguém nos faz um favor, não é natural que passemos a nos sentir devedores? Por isso todo líder é servidor.

“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser liderar, deve servir”. Jesus Cristo, por muitos considerados o maior líder todos os tempos, justifica através desta frase porque mais de um terço de população mundial é católica. Sem querer entrar neste aspecto religioso, me atendo somente à questão da liderança, fica claro que assim como Gandhi libertou a Índia e Martin Luther King conquistou diversos direitos aos negros, todos sem exceção, influenciaram milhões sem uso de poder. Assim como seus influenciados buscaram o objetivo comum de forma voluntária.

E aí? Como estamos exercendo nossa liderança? Como estamos sendo liderados? A relação liderança X motivação X produtividade X bem estar, é uma relação que fala por si só. A qualidade do líder determinará o resultado do processo, para melhor ou para pior. Se você constrói relacionamentos de confiança, satisfaz as reais necessidades e não vontades dos seus colaboradores, exerce influência através de sua autoridade e não do poder, aí sim, você ganha o direito de ser chamado de líder.  

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